Moçambique insta pequenas e médias empresas à cooperação com estrangeiros

A Feira Internacional de Maputo (FACIM) constitui uma oportunidade única para garantir o fortalecimento da cooperação entre Moçambique e outros países, disse segunda-feira o Chefe do Estado, Filipe Nyusi, ao proceder à inauguração da 53.ª edição da maior feira comercial do país.

Empresas chamadas a aproveitar as oportunidades da feira
Fotografia: Elisio Muchanga | Facim

Filipe Nyusi aproveitou a ocasião para se dirigir às pequenas e médias empresas (PME), convidando os seus responsáveis a procurarem contactos com as empresas estrangeiras presentes no certame, a fim de procurarem exportar mais produtos moçambicanos.
Enaltecendo o papel das pequenas e médias empresas no processo de diversificação da economia, Filipe Nyusi disse representar a feira “mais uma oportunidade para alargar o mercado e os produtos nacionais, internacionalizar a economia moçambicana, expor as potencialidades de produção e aumentar a diversificação de exportações”. “Esperamos que, nesta edição da FACIM, as PME identifiquem e conjuguem parcerias de ganhos quantitativos e qualitativos a nível de acesso de tecnologias, conhecimento e fortalecimento do capital, disse o presidente moçambicano.
Filipe Nyusi acrescentou que a Feira Internacional de Maputo, enquanto fórum anual e multissectorial, tem a faculdade de congregar, num único espaço, todos os sectores económicos à escala nacional, consagrando-se num lugar privilegiado de encontro para os empresários nacionais e estrangeiros.
A edição deste ano conta com a participação de 20 países estrangeiros e um total de 1.900 expositores, dos quais 1.600 são empresas nacionais e 250 estrangeiras. A 53ª edição da Feira Internacional de Maputo decorre até ao dia 3 de Setembro, nas instalações de Ricatla, distrito de Marracuene, província de Maputo, e está a ser visitada por várias pessoas.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/mercados/filipe_nyusi_incentiva_expositores_nacionais

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Africanos querem controle dos recursos minerais:”É raro os mais pobres lucrarem”

Leis duras, impostos altos: vários Governos africanos exigem às mineradoras estrangeiras cada vez mais contribuições monetárias para o país. Analistas criticam, no entanto, as estratégias de alguns dirigentes.

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O Presidente tanzaniano, John Magufuli, já tem bastantes opositores. Desde que tomou posse, em novembro de 2015, insurgiu-se contra jornalistas críticos, funcionários públicos preguiçosos e contra a União Europeia (UE). Agora, o chefe de Estado, conhecido como “Bulldozer”, arranjou um novo opositor: as empresas de mineração estrangeiras.

“Temos de lucrar com o dom divino que são as nossas riquezas minerais”, apelou o Presidente durante um comício no mês passado. O Parlamento cumpriu a vontade de Magufuli e aprovou uma nova lei de mineração. No futuro, as empresas estrangeiras terão de pagar impostos mais altos. E as suas operações no país deverão ser participadas em 16% por cidadãos tanzanianos. Além disso, o Governo poderá renegociar contratos em vigor.

A mineradora britânica Acacia terá ainda de se haver com o Fisco tanzaniano, pois é acusada de declarar menos exportações de ouro do que as que foram feitas, para pagar menos impostos. A empresa disse não estar a par da situação e disponibilizou-se para cooperar com as autoridades. Não valeu de nada. Atualmente, os trabalhadores estrangeiros da mineradora não conseguem visto para entrar no país.

Menos receitas

Só serão atribuídas novas licenças mineiras quando as “coisas estiverem organizadas”, afirmou o Presidente John Magufuli. As medidas deverão agradar a muitos. A Tanzânia é o quarto maior produtor de ouro em África, mas poucos habitantes lucram com as receitas da extração deste metal precioso. Um terço da população vive na pobreza.

North Mara Gold Mine in TansaniaMuitos tanzanianos não beneficiam dos lucros da extração de ouro

A pressão sobre as empresas estrangeiras cresce igualmente noutros países. “Muitos Governos africanos tentam seguir uma linha populista”, diz Ross Harvey, do Instituto Sul-Africano de Relações Internacionais. “Dizem que o seu país não lucra com a mineração, que as receitas se evaporam e que o país não ganha nada com as exportações.” Isso tem consequências diretas na indústria: O Governo zimbabueano pretende confiscar quase 28.000 hectares de terra pertencentes a uma subsidiária da gigante da mineração sul-africana Impala Platinum. O caso está em tribunal. Na África do Sul, o Governo decidiu que 30% das ações das empresas mineradoras terão ser detidas por sul-africanos. Até junho, eram apenas 26%.

Os especialistas entendem bem o que leva a estas medidas. Em alguns países, as empresas estrangeiras pagam menos impostos, pois esses benefícios fiscais estão previstos nos contratos assinados com o Governo, recorda Robert Kappel, do Instituto GIGA de Estudos Africanos, em Hamburgo. Enquanto os preços no mercado internacional estiveram altos, o Estado lucrou com as exportações dos materiais, apesar dos impostos reduzidos. Mas essa época já passou. “Os preços das matérias-primas estão em queda há vários anos. Por isso, os impostos sobre as exportações diminuíram e vai menos dinheiro para os cofres do Estado”, lembra Kappel em entrevista à DW. A reação dos Governos africanos deve-se à diminuição das receitas.

Südafrika Platinmine30% das empresas de mineração na África do Sul terão de pertencer a sul-africanos

Mas receitas de impostos mais elevadas não significam necessariamente uma melhoria da vida das populações, diz Kappel. “São os Governos que decidem o que fazem com as receitas dos impostos. E, se olhar para os Orçamentos do Estado da maioria dos países, há muito dinheiro que não se destina à melhoria da situação das camadas pobres da população.”

É raro os mais pobres lucrarem

O economista Ross Harvey concorda com a renegociação de alguns contratos com as empresas estrangeiras, mas critica a forma como isso tem sido feito: “Não se cria confiança com ataques populistas nos média ou com a proibição de exportações da noite para o dia”, afirma. Os países precisam das mineradoras, apesar de tudo. A África do Sul, por exemplo, perdeu nos últimos cinco anos mais de 70 mil postos de trabalho no setor da mineração, contribuindo ainda mais para o crescimento da taxa de desemprego já elevada no país.

Em vez de fazer discursos políticos simbólicos precipitados, os Governos deveriam conversar discretamente com as multinacionais, argumenta Harvey. O Burkina Faso, a Namíbia ou o Quénia são bons exemplos neste domínio. “Perceberam que precisam dos investimentos estrangeiros, mas que têm de lucrar com esses investimentos a longo prazo”. Os Governos devem assegurar que as populações nas zonas de mineração lucram com as operações. “Há muitas formas de fazer com que as empresas contribuam mais para as infraestruturas, para o sistema de saúde ou para a educação nas suas zonas. Há países que introduziram isso nos contratos e em que isso acontece”, defende.

Brasil defenderá ação antidumping contra a exportação de frangos

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Exportasdor de frangos terá apoio do Itamaraty contra processo na OMC (Arquivo/Agência Brasil)

O Ministério das Relações Exteriores informou hoje (18) que tomou conhecimento da abertura das investigações na China sobre possível dumping nas importações de frango procedentes do Brasil e que apoiará os exportadores brasileiros. “O governo brasileiro vai apoiar os exportadores brasileiros no processo antidumping e buscar assegurar que as normas da OMC [Organização Mundial do Comércio] sejam seguidas estritamente.”

Nesta sexta-feira, o Ministério de Comércio da China anunciou o início de uma investigação sobre possível dumping. Em comunicado, a pasta disse que a investigação se prolongará por pelo menos um ano, até 18 de agosto de 2018, com a possibilidade de prorrogação por mais 12 meses.

O dumping é a comercialização de produtos a preços abaixo do custo de produção. Prática comercial considerada desleal, que é usada para eliminar a concorrência e conquistar uma fatia maior de mercado.

O presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, disse que o Brasil não vende frango à China abaixo do preço de mercado. Segundo Turra, o Brasil não pratica dumping no comércio internacional de carne de frango, nem em qualquer outra proteína exportada pela avicultura e pela suinocultura.

“Não é a primeira vez que brasileiros enfrentam este tipo de questionamento. Em 2010, a Ucrânia apresentou consultas semelhantes contra o Brasil e os Estados Unidos, que se defenderam conjuntamente e obtiveram vitória. Em 2012, o mesmo ocorreu com relação à África do Sul. Novamente, o Brasil saiu vitorioso da contenda, mostrando que são injustificados tais questionamentos”, disse Francisco Turra.

A ABPA informou que teve acesso preliminar aos documentos encaminhados pelo governo chinês e está levantando as informações necessárias para subsidiar o governo brasileiro, para que todos os pontos sejam esclarecidos.

O presidente da associação credita esses questionamentos à alta competitividade da avicultura brasileira, que conta com farta oferta de milho e de soja, insumos básicos e determinantes para os custos de produção. “Além disso, o Brasil segue como um dos únicos grandes produtores mundiais a nunca registrar casos de influenza aviária em seu território, um problema que tem impactado a produção avícola mundial nos últimos anos”, acrescentou.

O Ministério de Comércio da China estima que 50% do fornecimento de frango na China, o segundo maior consumidor desta carne no mundo, procedia do Brasil entre 2013 e 2016. Além disso, a China é o maior consumidor mundial de frango brasileiro, e 85% das importações congeladas desta carne procedem do Brasil.

 

Seca afetou profundamente a produção de açúcar em Moçambique

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A exportação de açúcar de Moçambique caiu para quase metade entre 2015 e 2016 sobretudo por causa da seca, que limitou a produção, de acordo com dados oficias divulgados.

O Fundo de Desenvolvimento Agrário acredita que este ano possa haver um aumento de 16,4% da produção, fruto de melhor irrigação

KATIA CHRISTODOULOU/EPA

A exportação de açúcar de Moçambique caiu para quase metade entre 2015 e 2016 sobretudo por causa da seca, que limitou a produção, de acordo com dados oficias divulgados esta sexta-feira.

“A redução [na produção] registada no ano passado deveu-se essencialmente ao insucesso no cultivo, devido à falta de chuvas”, noticia esta sexta-feira o diário moçambicano Notícias, citando dados do Fundo de Desenvolvimento Agrário.

Em 2015, Moçambique exportou 241 mil toneladas de açúcar e o valor caiu para 138 mil no último ano, uma quebra de 43%, de acordo com informação da Distribuidora Nacional de Açúcar.

Segundo os mesmos números, o valor das exportações é o mais baixo desde 2011, período em que o pico de venda para o exterior aconteceu em 2014, com 241 mil toneladas exportadas.

A mesma entidade refere que a maioria do açúcar que sai de Moçambique tem como destino a União Europeia.

O Fundo de Desenvolvimento Agrário acredita que este ano possa haver um aumento de 16,4% da produção, fruto de melhor irrigação.

http://observador.pt/2017/06/23/exportacao-de-acucar-de-mocambique-caiu-para-quase-metade-por-causa-da-seca/

Exportadores angolanos ficarão livre de taxas em 2018

A exportação de mercadoria produzida em Angola passa a ser, na nova Pauta Aduaneira, que entra em vigor no princípio do próximo ano, livre, isenta de taxas, garantiu administrador para a Comunicação Institucional da Administração Geral Tributária (AGT).

Pauta Aduaneira pode contribuir para a arrecadação de mais receitas
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

Para Nickolas Neto, a futura Pauta Aduaneira pode contribuir para a arrecadação de mais receitas, a protecção da produção nacional, o alargamento da base tributária, a redução do contrabando, a inibição da tendência do aumento da contrafacção, o fomento do consumo e a melhoria das condições de vida das populações e de funcionamento do sector empresarial
Enquanto isso, a reexportação de mercadorias passa a ser agravada em 20 por cento, como tributo para vender em outros países bens importados por Angola, de acordo com as novas regras aduaneiras.
Nickolas Neto disse que a taxa de exportação de 20 por cento passa a ser unicamente aplicada aos produtos nacionalizados. Por exemplo, no caso da cerveja importada, o exportador sediado em Angola paga 20 por cento, ao passo que a cerveja nacional está isenta de direitos de exportação.
Além disso, para promover a exportação dos produtos nacionais, a taxa de serviço em vigor é de um por cento, cobrada na base FOB, referente ao custo do produto, mais despesas até ao embarque, e na Pauta Aduaneira de 2017 foi desagravada para 0,5 por cento, além da base passar a ser “Ex-Works”, com base apenas no custo do produto.
Para Nickolas Neto, a taxa de 20 por cento nas exportações não constitui uma medida proteccionista, porque só vai ser aplicada aos produtos importados, quando forem exportados, e não à produção nacional. “Este mecanismo é permitido pela OMC (Organização Mundial do Comércio) e não faz parte do conjunto de medidas proteccionistas previstas por essa organização internacional”, realçou o administrador da AGT.
Para o Fisco, a medida deve inibir a exportação de produtos importados com divisas locais e para consumo no país. No entanto, os importadores nacionais e estrangeiros que queiram usar Angola para reexportar mercadorias, podem utilizar o sistema de trânsito internacional.
Segundo Nickolas Neto, “este procedimento aduaneiro, constante da Pauta Aduaneira em vigor e na versão 2017, permite que as mercadorias sejam declaradas em Angola, em regime de trânsito, com suspensão dos direitos aduaneiros [sem pagamento, com excepção da taxa de serviço], transitando pelo território nacional para o seu destino final. Portanto, não há qualquer prejuízo para os importadores e exportadores  acionais ou estrangeiros”.
O administrador adiantou que o desagravamento de taxas operado em determinados produtos, visa, fundamentalmente, evitar o contrabando, inibir a tendência do aumento da contrafacção, fomentar o consumo e melhorar as condições de vida das populações e de funcionamento do sector empresarial.
Nickolas Neto defende o combate ao contrabando, “porque em determinadas mercadorias, como é o caso de perfumes, o aumento da carga fiscal para mais de 80 por cento reduziu o número de declarações, mas não

diminuiu a oferta no mercado”.
Por outro lado, a AGT deve inibir a tendência do aumento da contrafacção, uma vez que o agravamento das taxas de determinadas mercadorias provocou o aumento da importação de mercadorias similares contrafeitas e de baixo custo de aquisição.

Diversificação da economia

A Administração Geral Tributária considera que não há diversificação da economia sem produção de bens e serviços e para isso é necessário importar produtos e equipamentos.
“A diversificação da economia e o fomento da produção nacional, em sede do projecto da Pauta Aduaneira – Versão 2017 do SH (Sistema Harmonizado da Organização Mundial das Alfândegas), devem ser assegurados com o agravamento das taxas dos produtos que o país já dispõe de alguma produção, bem como a concessão de isenção dos direitos de importação e imposto de consumo que recaem sobre os factores de produção, designadamente equipamentos, aparelhos, máquinas, componentes, materiais subsidiários e matérias-primas”, explicou o administrador da Administração Geral Tributária.
Nickolas Neto diz que a extensão do desagravamento das taxas destes produtos permite que cheguem a custos reduzidos aos produtores e contribuam para o incremento da produção nacional. “Todos os sectores produtivos têm as suas matérias-primas desagravadas de forma directa, no regime geral da Pauta ou nas Instruções Preliminares da Pauta, como os sectores da agricultura, pecuária, indústria e pescas”, disse.
De forma geral, a nova Pauta Aduaneira promove a comércio lícito, a produção nacional e a importação de bens inexistentes no país a taxas razoáveis. Por isso, a Administração Geral Tributária não prevê nenhum aumento do contrabando, por força das medidas a aplicar na Pauta Aduaneira 2017. “As taxas livres serão aplicadas aos factores de produção e as taxas mais altas aos produtos em que o país possui alguma produção, com destaque para os sectores de bebidas, horticultura e fruticultura”, exemplificou.
Em linhas gerais, a Pauta Aduaneira 2017 deve contribuir para a diversificação da economia e para o incremento da produção nacional em particular, tendo em conta as medidas tarifárias tomadas, tanto ao nível de agravamento quanto ao desagravamento. Em termos específicos, a Pauta Aduaneira pode contribuir para a arrecadação de receitas, a protecção da produção nacional, o alargamento da base tributária, a redução do contrabando, a inibição da tendência do aumento da contrafacção, o fomento do consumo e a melhoria das condições de vida das populações e de funcionamento do sector empresarial.

 

Suspensão de importações de aves da África do Sul

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Quatro países vizinhos suspenderam as importações de aves da África do Sul, após um surto de um vírus altamente contagioso de gripe aviária.

Nesta terça-feira (276), a Namíbia foi o último dos países da região a banir os frangos – vivos, ou crus – da África do Sul. Na última semana, um surto de gripe do tipo H5N8 se espalhou por duas fazendas de aves do país.

Windhoek seguiu a tendência de Botswana, Zimbábue e Moçambique. A Zâmbia já havia parado de importar certos produtos aviários da África do Sul antes dessa crise.

 
Em um pronunciamento, o veterinário-chefe oficial da Namíbia, Adrianatus Maseke, confirmou a “suspensão da importação e do transporte de aves vivas, produtos aviários e ostras da África do Sul”.
As autoridades namibianas também suspenderam as importações da Bélgica, que relatou um surto de gripe aviária em fevereiro.

Para conter o surto, a África do Sul está abatendo milhares de aves e aplicou uma proibição nacional da venda de galinhas vivas. A cepa H5N8 se espalha rapidamente pelas fazendas atingidas.
Especialistas sul-africanos apontam que o vírus chegou à região após a migração de aves da Europa. Desde outubro passado, a gripe foi detectada em 15 países europeus, incluindo Reino Unido, França e Alemanha.

http://www.jornalfloripa.com.br/multimidia/site/?p=noticias_ver&id=74158

Empresários chineses encontram-se com parceiros de língua portuguesa

Encontro-Empresarios-O encontro de empresários chineses e dos países lusófonos realizado em Cabo Verde levou a concretização de 10 protocolos assinados entre várias empresas e organizações da China e dos países de língua portuguesa.

A China é um dos mais importantes parceiros dos países de língua portuguesa, tendo as trocas comerciais entre os dois blocos atingido os 100 bilhões de dólares em 2016 (cerca de 90 bilhões de euros), segundo dados apresentados no encontro.

O investimento das empresas chinesas nos países lusófonos ascendia a 50 bilhões de dólares (cerca de 40 bilhões de euros), enquanto as empreitadas chinesas nesses países atingiam os 90 bilhões de dólares (cerca de 80 milhões de euros).
Os protocolos assinados preveem o fortalecimento do intercâmbio com a China de Angola e Cabo Verde, a representação do café de Cabo Verde na China, o planeamento, construção e gestão de um hospital privado na cidade da Praia e a criação de uma aliança de serviços jurídicos, entre outros.

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A presidente da Cabo Verde Trade Invest destacou também os encontros bilaterais e os vários contactos recebidos durante o encontro no sentido da abertura de empresas em Cabo Verde para dar tradução prática aos protocolos assinados.

“Senti que há um interesse enorme por Cabo Verde. Este é um passo enorme e a partir daqui vamos seguir em frente juntos”, disse.

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Mais de 400 representantes de organismos institucionais e empresas da China e dos países lusófonos participaram no Encontro de Empresários para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa

Da reunião saiu a decisão de que Portugal será o país anfitrião do próximo encontro, que deverá decorrer em Lisboa, no próximo ano.

Esta será a terceira vez que Portugal acolherá o encontro, que no ano passado se realizou na Guiné-Bissau com a participação de mais de 30 empresas portuguesas.

O encontro foi realizado em parceria pela Cabo Verde Trade Invest e pelas agências de investimento da China, Macau e países lusófonos.

Brasil volta a ter superávit no comércio com a África

 

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Brasília –  Em 2016, o Brasil registrou um superávit de US$ 3,231 bilhões no intercâmbio comercial com os países africanos, interrompendo um ciclo de seis anos de deficits expressivos nas trocas com o continente. O saldo foi o resultado de exportações no total de US$ 7,832 bilhões e importações no montante de US$ 4,601 bilhões.

O superávit foi alcançado graças a uma fortíssima redução (-47,5%) nas importações de produtos africanos, num ano em que as vendas brasileiras para os países africanos também se reduziram, mas em um rítmo bem menos acelerado, de 4,51%, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Entre  2010 e 2016, o fluxo de comércio Brasil-África gerou para os africanos um saldo de US$ 21,580 bilhões, devido principalmente às importações de petróleo junto à Nigéria. Com a queda desses embarques e à contração dos preços internacionais da commodity, as receitas obtidas pelos países africanos decresceram de forma acelerada. Assim, o saldo que atingiu o ápice em 2014 ao somar US$ 7,359 bilhões caiu para US$ 562 milhões em 2015 e transformou-se em superávit brasileiro no ano passado.

Em 2016, a África foi o destino final de 4,5% de todo o volume exportado pelo Brasil enquanto os países do continente tiveram uma participação de 3,34% nas importações globais brasileiras.

No período, a pauta exportadora brasileira foi liderada pelos produtos manufaturados, com uma participação de  40,9% e um total de US$ 32 bilhões, com uma queda de 2,7% comparativamente com o ano anterior. Os produtos básicos geraram uma receita de US$ 2,27 bilhões, inferior em 24,5% ao volume embarcado em 2015 e participação de 28,9% nas exportações. Por outro lado, os bens semimanufaturados responderam por 29,9% do volume  embarcado e com uma alta de 24,3% totalizaram US$  2,35 bilhões.

As commodities agrícolas lideraram a pauta exportadora brasileira para os países africanos, com destaque para o açúcar de cana, com uma fatia de 26% das exportações e receita no total de US$ 2,02 bilhões (alta de 35% comparativamente com 2015). A seguir vieram açúcar de cana refinado (US$ 966 milhões e participação de 12% nas exportações), carne bovina (US$ 638 milhões, correspondentes a 8,2% do volume exportado) e carne de frango (embarques no montante de US$ 464 milhões e participação de 5,9%).

Do lado africano, mesmo em forte queda, o petróleo foi o principal item exportado para o Brasil, respondendo por 36% do volume total e gerando uma receita no valor de US$ 1,66 bilhão. Outros destaques da pauta foram as naftas (US$ 1,11 bilhão e fatia de 24% nas exportações), adubos fertilizantes (US$ 369 mihões e participação de 8,0%) e gás natural (receita no total de US$ 300 milhões e participação de 6,5%).

Países como Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe devem diversificar exportações

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Os países em desenvolvimento e de baixos rendimentos, casos de Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, devem procurar diversificar a economia e as exportações, afirma o Fundo Monetário Internacional (FMI) num relatório divulgado recentemente.

O relatório sobre os “Low Income Developing Countries” que são exportadores de matérias-primas afirma que esses países continuam sob “uma pressão económica significativa, “com crescimento anémico, grandes desequilíbrios orçamentais e posições enfraquecidas nas reservas externas.”

O documento acrescenta que os países cujas exportações estão mais diversificadas “encontram-se, regra geral, em melhor situação, “apesar de alguns deles sido afectados pela descida das remessas, desastres e conflitos naturais e pelo impacto de contracção dos programas de estabilização macroeconómicos.”

O documento alerta que o forte ajustamento dos preços das matérias-primas deixa os países de rendimento baixo numa situação económica a longo prazo crítica, mas adianta que esses mesmos países mantêm-se estáveis, “caso tenham uma carteira diversificada de exportação de matérias-primas.”

O FMI admite que as principais conclusões do relatório são já conhecidas e incluem a permanência em dificuldades económicas dos países que mais dependem da exportação de matérias-primas, cujos preços entram agora no terceiro ano de descida continuada, além do aumento dos níveis da dívida pública, que resultam do acréscimo de empréstimos e emissões de dívida para compensar a descida nas receitas.

O fundo divide os países de menores rendimentos em três grandes categorias: os exportadores de combustíveis, os de matérias-primas não combustíveis e os de exportações diversificadas.

Nos primeiros, por exemplo, o Produto Interno Bruto passou de um crescimento médio de 5,7% em 2014 para uma contracção de -1,6% em 2016 e que o défice orçamental passou de 1,9% do PIB em 2014 para 5,5% em 2016.

Os países exportadores de matérias-primas não combustíveis a queda verificada foi significativamente menor, com a taxa de crescimento do PIB a ter passado de 5,3% em 2014 para 2,8% em 2016 e com o défice orçamental a ter aumentado de 2,3% do PIB em 2014 para 3,8% em 2016.

O último grupo, por seu turno, manteve o crescimento da economia, tendo passado de 6,4% em 2014 para 6,1% em 2016, com o défice orçamental a ter aumentado ligeiramente, de 3,8% em 2014 para 4,6% em 2016. (Macauhub)

 

http://www.macauhub.com.mo/pt/2017/01/16/paises-como-mocambique-guine-bissau-e-sao-tome-e-principe-devem-diversificar-exportacoes/

Angola exporta madeira para China, Turquia, Itália, Emiratos Árabes, Espanha e Portugal

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A exportação de 1.026 metros cúbicos de madeira em tora para a China e a Turquia, 209,160 para a Itália, 4.160,207 para os Emiratos Árabes Unidos, pouco mais de 49 para a Espanha e 109, 909 metros cúbicos de madeira serrada para Portugal.
 
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A exportação de madeira do Bengo iniciou entre 2013 e 2014, quando foram enviadas para o estrangeiro as primeiras amostras das duas espécies mais abundantes naquela província, como a moreira e a undianunu, que também possuem qualidade aceitável naqueles mercados.