Gallery

Comércio ilegal de marfim, incluindo em Angola e Moçambique, em debate

O combate ao comércio ilegal de marfim no mundo, incluindo em Moçambique e Angola, é um dos temas principais de uma reunião internacional em Genebra, que decorre até ao dia 15 de janeiro, divulgou o sítio eletrónico da WWF.

Com cerca de 30.000 elefantes são caçados a cada ano, são precisos mais esforços para combater o comércio ilegal de marfim, sendo esse um dos temas principais da reunião em Genebra, de acordo com um texto publicado na página da internet da organização não-governamental Fundo Mundial para a Natureza (WWF) na sua página na internet.

“A decorrer entre 11 e 15 de janeiro, a 66.ª reunião do comité permanente da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Selvagem (CITES) será o mais movimentado de sempre, com um número recorde de participantes e de temas – que incluirá questões relacionadas com elefantes, rinocerontes, tigres e tubarões”, referiu a organização.

Com o aumento dos crimes contra a vida selvagem, “o novo comité permanente da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Selvagem (CITES) pode impulsionar os esforços globais para o combate ao comércio ilegal de animais silvestres, tomando decisões corajosas durante a sua reunião em Genebra”, indicou a nota.

“A última reunião do comité permanente da CITES foi um dos mais produtivos de sempre e da reunião dessa semana deve resultar um progresso ainda maior desde que a comité continue a ser tão resoluto”, disse Carlos Drews, o diretor internacional do programa de espécies da WWF.

Em particular, o comité examinará os progressos dos programas de ação nacionais de marfim implementados em 19 países e territórios nos quais existem preocupações no que se refere a este tipo de comércio ilegal.

Para Drews, que encabeça o grupo da WWF na reunião em Genebra, a discussão desses programas relacionados com os elefantes é prioritária, “porque a sua aplicação efetiva teria um enorme impacto na caça ilegal e no tráfico de marfim”.

“Alguns países, incluindo a Tailândia, fizeram progressos significativos, mas ainda é muito cedo para dizer que qualquer país tem feito o suficiente e em alguns parece ter sido feito muito pouco”, sublinhou Drews.

“A WWF entregou uma lista de recomendações para ao comité permanente da CITIES, incluindo a chamada de atenção à Tanzânia e Moçambique, para a entrega de calendários claros para a implementação dos seus programas, assim como à Nigéria, Angola e Laos, para que sejam penalizados devido à falta do seu cumprimento”, referiu o texto.

A comissão vai discutir a crise em curso relacionada com a caça do rinoceronte, poucos dias depois de a Namíbia anunciar que perdeu 80 rinocerontes para caçadores furtivos em 2015, contra apenas 25 no ano anterior.

Enquanto isso, os relatórios iniciais indicaram que mais de 1.000 rinocerontes foram mortos na África do Sul, pelo terceiro ano consecutivo.

O comité Permanente irá discutir também temas como o papel da corrupção no tráfico de animais selvagens, a regulação do comércio de espécimes em cativeiro, o reforço da legislação nacional relacionada com espécies protegidas, bem como o comércio de espécies específicas, tais como pangolins e chitas, e o comércio ilegal de madeira de Madagáscar.

 

http://www.noticiasaominuto.com/mundo/519009/comercio-ilegal-de-marfim-incluindo-em-angola-e-mocambique-em-debate

 

 

Advertisements
Gallery

Atlas Herpetofauna de Angola

 

0000000000

 

O Ministério do Ambiente anunciou ontem em Luanda o lançamento, ainda este ano, do primeiro Atlas Herpetofauna do país, colectânea dedicada ao estudo de anfíbios e répteis, incluindo a sua localização.

 

O diretor do Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação do Ministério do Ambiente, Abias Huongo, disse que o Atlas Herpetofauna de Angola já foi elaborado, estando em fase de revisão para a sua posterior publicação.
O Atlas, de acordo com Abias Huongo, contém dados sobre as espécies de répteis e anfíbios catalogados e georreferenciados até agora, incluindo aquelas que foram registadas durante o período colonial. O Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação do Ministério do Ambiente estima em 110 o número total de espécies de anfíbios (sapos e rãs) em Angola, mas pode subir para 300 se forem incluídos répteis como tartarugas, crocodilos, lagartos e serpentes.
“Este número encontra-se em constante crescimento, com as novas expedições que têm sido realizadas em várias regiões do país, para a descoberta cada vez mais de novas espécies”, sublinhou Abias Huongo.
Uma equipa de cientistas angolanos, portugueses, britânicos e sul-africanos descobriu recentemente uma nova espécie de lagarto na província do Namibe. A espécie descoberta no deserto do Namibe foi baptizada lagarto-espinhoso-do-Kaokoveld (Cordylus namakuiyus).
Para os próximos três anos, estão programadas mais seis expedições, no quadro da protecção de conservação das mais variadas espécies, tanto de répteis como de anfíbios.
“A situação dos répteis e anfíbios em Angola é considerada por um  conjunto de endemismo e desconhecimento de algumas espécies, mas o quadro geral é positivo e animador para novas pesquisas”, considerou Abias Huongo.
Antes do lançamento do Atlas de répteis e anfíbios do país, o Ministério do Ambiente publica, ainda este mês, um Atlas Hepertofauna da província de Malanje, concretamente, do Parque Nacional de Cangandala.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/sociedade/catalogados_repteis_do_pais