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Angola pede ajuda externa ao Fundo Monetário Internacional

Luanda, 06 Abr (Inforpress) – O Fundo Monetário Internacional anunciou hoje que Angola solicitou um programa de assistência para os próximos três anos, cujos termos serão debatidos nas reuniões de Primavera, em Washington, e numa visita ao país.

Num curto comunicado assinado pelo subdiretor geral do FMI, Min Zhu, o Fundo informa ter recebido “um pedido formal das autoridades angolanas para que sejam iniciadas discussões sobre um programa económico que possa ser apoiado pela assistência financeira do FMI”.

O texto explica que “a descida acentuada dos preços do petróleo desde meados de 2014 representa um grande desafio para os exportadores de petróleo, sobretudo aqueles cujas economias ainda precisam de se tornar mais diversificadas”.

O FMI, acrescenta o comunicado, “está pronto para auxiliar Angola a abordar os desafios económicos que o país enfrenta, através do apoio a um pacote completo de políticas para acelerar a diversificação da economia, salvaguardando, em simultâneo, a estabilidade macroeconómica e financeira”.

As discussões devem ser iniciadas durante as “Reuniões de Primavera em Washington e numa visita a Angola em data próxima, para tratar de um programa econômico que possa ser apoiado por um acordo de três anos ao abrigo Programa de Financiamento Ampliado (EFF, na sigla em inglês

http://inforpress.publ.cv/internacional-2/126020-angola-pede-ajuda-externa-ao-fundo-monetario-internacional

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Administração aduaneira é um dos pilares mais importantes da administração pública cabo-verdiana

A ministra das Finanças e do Planeamento, Cristina Duarte, considera a administração aduaneira como um dos pilares “mais importantes” da administração pública cabo-verdiana, por ser um país arquipelágico e que importa mais de 80 por cento do seu consumo.

Cristina Duarte fez estas afirmações durante a cerimónia do lançamento oficial do Sistema Informático Aduaneiro – Sydonia World – projetado para reduzir o tempo de desalfandegação de mercadorias, permitir o acompanhamento online dos dossiês e reduzir os custos com as deslocações.

O Sidonya World, explica a governante, é uma mudança de paradigma porquanto a sua adoção na administração aduaneira vai traduzir-se numa mudança de “chip” da administração aduaneira, uma vez que, atesta, trará “mais transparências”.

Isto porque, é de opinião que com o Sydonia World o país passa a estar “mais bem munido” para combater a corrupção, convicta de que a administração aduaneira vai ser “mais transparente, menos vulnerável à corrupção, muito mais forte do ponto de vista organizacional e mais bem capacitado” para servir com mais eficiência os utentes, isto é, despachantes e importadores.

Disse que a administração aduaneira joga um papel fundamental, não só no aprovisionamento dos mercados, assim como na valência da soberania e segurança, particularmente com a posição geoestratégica do país.

Para Cristina Duarte, a administração aduaneira, joga, por outro lado, um papel fundamental na estabilidade macro-económico do país através da consolidação orçamental, mas concretamente na contribuição que deve dar para a arrecadação das receitas, enquanto pilar fundamental na sua consolidação.

Descreveu a responsabilidade macro-económica praticamente da inteira responsabilidade da política orçamental para justificar o porquê da administração aduaneira ter sido a prioridade em termos de implementação das reformas.

Praticamente no final da sua governação enquanto ministra, por forças das eleições legislativas de 20 de março, Cristina Duarte disse ter chegado o momento das instituições em Cabo Verde funcionarem independentemente e apelou à administração pública a ser “equidistante” neste processo para que o país possa reforçar a sua credibilidade internacional “para continuar a implementar a agenda de transformação”.

A este propósito esclareceu que do programa de investimento do país, apenas 25 por cento é arrecadado a nível interno, pelo que os restantes 75 por cento provêm da contribuição de outros contribuintes, de outras latitudes, razão pela qual alerta a administração pública a conhecer níveis superiores de eficiência organizacional.