Macron o novo , com a antiga visão colonialista sobre a Africa

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O presidente recém-eleito da França, Emmanuel Macron, quando perguntado em uma conferência de imprensa na cúpula do G20 em Hamburgo, por que não havia um plano Marshall para a África, explicou que a África tinha problemas “civilizatórios”. Ele acrescentou que parte do desafio que o continente enfrenta são os países que “ainda têm sete a oito filhos por mulher”.

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As palavras de Macron levou os comentaristas a se perguntarem se a “lua de mel” já havia acabado depois da manifestação equivocada, mas talvez os sinais de sua ignorância sobre Africa estivessem lá o tempo todo. Enquanto ainda fazia campanha pela presidência, Macron chamou a história colonial da França na Argélia “um crime contra a humanidade”. Mas este político centrista rapidamente mudou de ideia quando sua analise do passado brutal da França recebeu críticas dos seus eleitores. Em um discurso na cidade sudeste de Toulon, Macron pediu desculpas por ter mexido nos sentimentos dos eleitores, e alterou o discurso para falar em vez sobre a necessidade da França enfrentar seu “passado complexo”. Mas e os sentimentos dos milhões de africanos? Macron ignorou.

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Parece que, apesar de sua juventude e vitalidade, o novo presidente está aderindo a uma linha muito antiga quando se trata da posição da França sobre a África. O ex presidente Nicolas Sarkozy, que em uma visita a Dakar, no Senegal, em 2007 disse que “a tragédia da África é que o africano não entrou completamente na história … Eles nunca se lançaram no futuro. O campesino africano só conhecia a eterna renovação do tempo, marcada pela repetição sem fim dos mesmos gestos e das mesmas palavras. ”
Enfim o mesmo olhar colonialista, racista, onde os africanos não entraram na história porque os europeus e o resto mundo continua a ignorar a História da África.

As declarações de Macron não mencionam as causas profundas dos desafios dos quais o presidente fala em relação ao continente africano, mas é a admissão do papel da França , que está indelevelmente ligada à das suas antigas colônias e que a relação entre os dois permanece em grande parte neocolonial: a África francófona ainda é estratégica e fundamental para as empresas francesas – particularmente nas indústrias extrativas -que têm uma forte presença no continente.

Macron passou no teste de sua política neocolonial  na África, pois  mostrou estar fazendo um bom trabalho ao provar que ele é cortado do mesmo pano que os  líderes anteriores, adotou um tom paternalista e moralista, enquanto lucra com os regimes autoritários nos países francofonos no continente africano.

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portoO grupo francês Necotrans poderá vir a ser escolhido pelo governo guineense para gerir o porto comercial de Bissau, num concurso internacional, cujo desfecho será conhecido no próximo mês de Agosto.

O concurso para a concessão do Porto ainda não teve o seu epílogo, mas no país circulam rumores sobre a alegada venda ou cedência do porto comercial de Bissau a uma empresa estrangeira.

O ministro dos Transportes da Guiné-Bissau, Fidelis Forbs desmentiu, esta quarta-feira, as notícias que circulam no país que dão conta que o principal porto comercial da capital, teria sido vendido ou dado em concessão, por um período de 90 anos, a uma empresa estrangeira.

Segundo Fidelis Forbs, há a intenção das autoridades guineenses concederem a gestão do porto de Bissau, num processo que já vinha de trás, mas até à data nada foi decidido.

A escolha vai recair ou no grupo francês Necotrans ou na empresa ICTSI das Filipinas. Estes dois grupos apresentaram ao Governo guineense propostas técnicas e financeiras para assumir a gestão do porto.

O grupo francês Necotrans poderá vir a ser escolhido pelo governo guineense para gerir o porto comercial de Bissau, num concurso internacional, cujo desfecho será conhecido no próximo mês de Agosto.

O concurso para a concessão do Porto ainda não teve o seu epílogo, mas no país circulam rumores sobre a alegada venda ou cedência do porto comercial de Bissau a uma empresa estrangeira.

O ministro dos Transportes da Guiné-Bissau, Fidelis Forbs desmentiu, esta quarta-feira, as notícias que circulam no país que dão conta que o principal porto comercial da capital, teria sido vendido ou dado em concessão, por um período de 90 anos, a uma empresa estrangeira.

Segundo Fidelis Forbs, há a intenção das autoridades guineenses concederem a gestão do porto de Bissau, num processo que já vinha de trás, mas até à data nada foi decidido.

A escolha vai recair ou no grupo francês Necotrans ou na empresa ICTSI das Filipinas. Estes dois grupos apresentaram ao Governo guineense propostas técnicas e financeiras para assumir a gestão do porto.

 Novo presidente da Comissão da União Africana é do Tchad

Djamena – O tchadiano Moussa Faki Mahamat, eleito nesta segunda-feira, em Addis Abeba, à presidência da Comissão da União Africana, é desde 2008, o chefe da diplomacia do seu país, aliado ao Ocidente na luta anti-jihadista, e um fiel do presidente Idriss Déby Itno, noticiou a AFP.

ADDIS ABEBA: CIMEIRA DA UNIÃO AFRICANA

Aos 56 anos, este antigo Primeiro-ministro e atual ministro tchadiano dos Negócios Estrangeiros seguiu todos os dossiers estratégicos nos quais o seu país está engajado:
Líbia, Mali, Sudão do Sul e República Centro-Africana (RCA), até a intervenção atual no Sahel e na bacia do lago Tchad.

a sua eleição à frente do executivo da UA poderá satisfazer a França e os Estados Unidos, que apoiam o Tchad e o seu regime de ferro na luta contra o grupo islamita nigeriano Boko Haram e outras entidades armadas no Sahel.

A capital, Djamena, acolhe por outro lado, o Estado-maior da força francesa Barkhane.

O novo presidente da Comissão da União africana, que sonha um continente “onde o som de armas” seria sufocado pelos “hinos da cultura e do rugido das fábricas”, sonha colocar “o desenvolvimento e a segurança” entre suas prioridades.

Poliglota (francês, árabe, inglês), tendo estudado em Brazzaville e Paris, pretende “tornar a UA menos burocrática, menos litigiosa também … A livre circulação de pessoas e bens deve se tornar efectiva. Construção de estradas, caminhos de ferro, criar as pontes entre nós”, confidenciou ao semanário Jeune Afrique antes da eleição.

Cabelos grisalhos, Moussa Faki é por outro lado, um fiel do presidente tchadiano Idriss Déby Itno. Os dois homens são oriundos da etnia zaghawa e o primeiro  ocupou vários cargos de relevo nos governos sucessivos do segundo, os mais importantes foram os postos de Primeiro-ministro e de ministro dos Negócios Estrangeiros.

Déby coloca um homem de confiança para dirigir o executivo continental, no mesmo dia em que cedeu a presidência rotativa da UA, que ocupava desde há um ano, para o seu homologo guinense Alpha Condé.

O candidato vencedor é do bloco regional da África Central, que é considerado como parente pobre do continente devido ao seu fraco crescimento económico e suas alternâncias politicas quase impossíveis.

No seu próprio país, a reeleição em Abril de 2016 do presidente Déby, na primeira volta com 60 por cento suscitou uma contestação, enquanto que a situação financeira é catastrófica devido ao colapso nas receitas petrolíferas.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2017/0/5/Tchad-Novo-presidente-Comissao-Uniao-Africana-primeira-pessoa,3253de55-521f-4fdd-b806-2f851cf4e989.html