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Menino ganense de quinze anos construiu uma casa, com material reciclavel

Com dois andares e um sistema elétrico completo, a mansão foi construída em Gana e é forte o suficiente para que a família viva ali de maneira segura

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Reprodução/Facebook

A “mansão” de madeira foi construída na região de Brong-Ahafo, em Gana

Benjamin Mensah tem apenas 15 anos e ainda está cursando o Ensino Médio, mas, apesar da pouca idade, possui habilidades e talentos muito especiais. Morador da região de Brong-Ahafo, em Gana, ele construiu uma verdadeira ‘mansão’ usando apenas seus conhecimentos e tábuas de madeira encontradas no lixo.

 

De acordo com o portal Naij , a ‘ mansão ’ foi construída na cidade de Seikwa e pode não ser uma representação fiel da imagem de uma casa luxuosa, mas possui dois andares e sua estrutura é forte o suficiente para que pessoas vivam ali dentro. Além disso, ela também conta com um sistema elétrico e todas as instalações necessárias para a família.

Em entrevista para a imprensa local, o adolescente contou que não precisou de muito dinheiro para projetar a residência e colocar suas ideias inovadoras em prática. Todos os materiais usados foram coletados do lixo: quando ele se deparava com algo que poderia ser útil, não pensava duas vezes antes de pegá-lo.

E se você pensou que os talentos do garoto estavam limitados à arquitetura e engenharia civil, saiba que ele já está trabalhando em um novo projeto. Dessa vez, ele consiste em um carro feito de madeira , assim como sua nova casa.

O responsável pela construção da mansão (esquerda) tem apenas 15 anos e ainda está cursando o Ensino Médio
Reprodução/Facebook

O responsável pela construção da mansão (esquerda) tem apenas 15 anos e ainda está cursando o Ensino Médio

Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2018-06-13/mansao-madeira.html

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Protestos em Gana

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Nesta quarta-feira (28) milhares de ganeses saíram às ruas da capital do país, Acra, para protestar contra o acordo de cooperação militar com os EUA que as autoridades do país aprovaram na semana passada.

No âmbito do acordo, prevê-se que Washington vai investir aproximadamente US$ 20 milhões em treinamento e equipamento militar para as Forças Armadas do país africano, informou a edição New York Times.

Presidente da Comissão da União Africana Moussa Faki Mahamat, à esquerda, posa ao lado do ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Wi, à direita. Encontro aconteceu em Pequim, no dia 8 de fevereiro de 2018.
© AP PHOTO/ GREG BAKER

Em meio às manifestações maciças na capital ganesa as pessoas estão denunciando as ações das autoridades do país, bem como do presidente norte-americano, Donald Trump. Os cartazes mostrados pelos manifestantes dizem: “Gana não está à venda”, “Trump, retire suas bases militares” e “Gana vale mais que US$ 20 milhões”.De acordo com a polícia, das manifestações participaram cerca de 3,5 mil pessoas. Alguns participantes se expressaram preocupados quanto à crescente expansão militar dos EUA em Gana e mais além. “Como cidadão que pensa corretamente, estou aqui para lutar por meu país. Sou contra a venda da nossa paz e segurança por US$ 20 milhões”, afirmou um deles, Gifty Yankson, comerciante de 49 anos, à Africa News.

“Eles [militares dos EUA] se tornam uma maldição em todos os lugares onde estão, e eu não estou pronto para hipotecar minha segurança”, acrescentou o homem. Embora agentes da polícia de choque estivessem presentes no local, nenhuma violência foi relatada.

O acordo, aprovado pelo presidente ganês Nana Akufo-Addo na sexta-feira passada (23), tem sido fortemente criticado pela oposição, que votou contra o acordo e insistiu que se tratou de um golpe contra a soberania do país.

Homem com uma Estrelada (bandeira da Catalunha) durante o referendo pela independência, em Barcelona, em 1 de outubro
© REUTERS/ SUSANA VERA

O acordo contém vários pontos “duvidosos”, em particular, sobre a possibilidade de utilização dos aeroportos ganeses pela Força Aérea dos EUA ou sobre possível instalação de um contingente militar norte-americano no país.A embaixada dos EUA em Gana afirmou que Washington “não solicitou, nem pretende instalar uma base militar ou bases” no país africano. Os exercícios conjuntos agendados para este ano “requerem acesso a bases ganesas pelos participantes dos EUA e de outras nações”, adicionou a embaixada.

Protestos semelhantes contra a presença militar dos EUA ocorreram em locais diferentes por todo o mundo. A ilha japonesa de Okinawa é um dos locais mais ativos de protestos antiamericanos. Nos últimos anos, manifestações contra a expansão militar dos EUA ocorreram na Itália e na República Tcheca.

Professor ganense ganhou computadores depois que suas aulas viralizaram nas redes sociais

Muitos de vocês devem se lembrar da emocionante história do professor de Gana que, na falta de acesso a computadores, acabou por desenhar uma janela inteira do Word para ensinar seus alunos sobre o funcionamento dessas tecnologias. O caso, embora recente, levou a uma resposta intensa do público, com direito a uma declaração da própria Microsoft informando que iria fornecer equipamentos para o Prof. Richard Akoto.

Felizmente, toda a comoção do público não ficou nas palavras. Para começar, a gigante de Redmond manteve sua promessa e levou Akoto até Cingapura para participar do evento educacional Microsoft Education Exchange e receber um computador para ajudá-lo nas tarefas.

Além disso, como relata o site Quartz, outras doações foram feitas para o professor pouco depois. Um notebook novinho em folha, por exemplo, teria sido doado por um benfeitor da University of Leeds, no Reino Unido. Dias depois, cinco desktops teriam sido doados para a escola pela NIIT, uma escola de treinamento em computação localizada em Accra, capital de Ghana, junto de um laptop para uso pessoal de Akoto.

Não parece suficiente? Então que tal dizer que muitos estão cotando o Akoto para receber o prêmio anual “Melhor Professor Nacional”, que dá ao vencedor uma casa de três quartos para ele morar em qualquer lugar de sua escolha, entre outros ganhos? Pois é. Não dá pra negar que as mudanças na vida desse professor foram enormes – e, convenhamos, bastante merecidas.

Fonte:https://www.tecmundo.com.br/ciencia/128208-professor-gana-recompensado-varios-computadores-doados.htm

Criciúma recebeu diplomatas de Gana

gana.JPGA  embaixadora de Gana no Brasil, Abena Pokua Adompim Busia, o cônsul de Gana no Rio Grande do Sul, Willis Tarange, e o cônsul de Gana em Brasília, Samuel Cherry Lord Quashie visitaram a cidade Criciúma em Santa Catarina

A visita foi realizada com o objetivo de fortalecer e ampliar a parceria e ajuda mútua entre Gana e Criciúma. O vice-prefeito, Ricardo Fabris, secretários, vereadores e autoridades do município participaram do encontro, bem como o presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Moacir Dagostin, já que o foco principal é expandir as relações comerciais entre ambas as partes.

Foi colocada também a possibilidade de uma viagem de empresários locais até o país africano para o desenvolvimento de negócios. Atualmente, duas empresas da região mantêm transações comerciais com Gana.

Nos últimos anos, o município já acolheu aproximadamente 300 imigrantes ganeses. Para o prefeito Clésio Salvaro, é de fundamental importância este estreitamento de relações. “Quando eu era deputado, viajava muito aos Estados Unidos para acompanhar a realidade dos brasileiros que viviam por lá. Hoje, como prefeito, eu quero o mesmo para os imigrantes que moram aqui, que sejam muito bem tratados e felizes na nossa cidade”, ressaltou o prefeito.

A embaixadora Abena Pokua Adompim Busia expôs o desejo de que o Brasil seja exemplo na derrubada de barreiras que separam os povos. “Achei apropriado que minha primeira visita fora de Brasília fosse em Criciúma. Essa região pode não ter a maior população de imigrantes, mas tem a mais ativa e organizada comunidade de ganeses no Brasil”, comento a embaixadora.

A programação da visita das autoridades a Criciúma segue neste sábado (10) com uma festividade no Auditório Jaime Zanatta, na Associação Empresarial de Criciúma (Acic), com a presença dos imigrantes ganeses que vivem no município. Na ocasião, será comemorado o 61º aniversário de independência de Gana, e também os três anos da Associação de Ganeses de Criciúma (Cogacri). O evento será realizado com o apoio da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial de Criciúma (Copirc).

 

http://am570.com.br/noticia.php?id=1863

A catedral em Gana

David Adjaye projeta a catedral nacional de Gana (Foto: Divulgação)

“A Catedral preencherá o elo perdido na arquitetura de nossa nação, fornecendo uma Igreja de propósito nacional. Será uma casa de adoração e oração inter-denominacional e também servirá de palco para eventos de estado de natureza religiosa, como inaugurações presidenciais, funerais estaduais e serviços nacionais de ação de graças “, explicou Nana Akufo-Addo, presidênte de Gana.

David Adjaye projeta a catedral nacional de Gana (Foto: Divulgação)

A Catedral ficará em um terreno de cerca de 6 hectares próximo ao cemitério Osu e vai abrigar uma série de capelas impressionantes, um batistério, um auditório com capacidade para 5.000 pessoas, uma escola de música e uma galeria de arte, além de espaços comerciais e do primeiro Museu da Bíblia do continente africano.

David Adjaye projeta a catedral nacional de Gana (Foto: Divulgação)

“É uma honra imensa ter a oportunidade de contribuir com algo desta escala no continete africano. Procurei elaborar um edifício que não só entenda sua paisagem, mas que seja exclusivo de Accra e da Nação de Gana “, afirmou David Adjaye ao comentar o projeto

O arquiteto e sua equipe ainda tomaram o cuidado de trabalhar em parceria com artista ganenses e de outros países da áfrica no desenvolvimento dos móveis e dos adorno da decoração.

 

Fonte:https://casavogue.globo.com/Arquitetura/noticia/2018/03/david-adjaye-projeta-catedral-nacional-de-gana.html

Em Gana professor da aula de computação e chama atenção da Microsoft

Owura Kwadwo dá aulas na cidade de Kumasi, em Gana, e sua postagem mostrando um desenho do Microsoft Word que fez na lousa viralizou

Professor faz desenho na lousa para ensinar computação por falta de equipamentos.

Professor faz desenho na lousa para ensinar computação por falta de equipamentos. Foto: Facebook/hottish.owura

O professor Owura Kwadwo dá aulas na cidade de Kumasi, em Gana, e ensina computação para seus alunos. Entretanto, ele não tem um computador na sala de aula e, por isso, desenha em uma lousa a interface dos programas da Microsoft.

Recentemente, ele publicou em seu Facebook algumas fotos que mostram ele dando aula, ensinando sobre o Microsoft Word para seus alunos. “Ensinar informática na escola de Gana é muito divertido. Ciência da computação na lousa. Eu amo tanto os meus alunos que eu tenho de fazer o que for necessário para que eles entendam o que eu estou ensinando”, escreveu ele na legenda.

A publicação viralizou e conquistou mais de 2 mil compartilhamentos. Em entrevista ao site Quartz, ele disse que costuma fazer isso sempre. “Esta não foi a primeira vez (que desenhei). Faço isso sempre na sala de aula”, falou.

Após tanto sucesso, uma mulher resolveu compartilhar o post em seu Twitter e marcar a Microsoft Africa, a quem fez um apelo: “Ele está ensinando o Word em uma lousa. Com certeza vocês podem dar a ele recursos mais apropriados”.

A empresa prontamente respondeu, prometendo que vai enviar um computador a Owura. “Apoiar professores para possibilitar a transformação digital na educação está no cerne do que fazemos. Nós vamos equipar Owura Kwadwo com um equipamento de nossos parceiros e com acesso aos programas”, escreveu a Microsoft.

Entretanto, dezenas de internautas pediram que a Microsoft envie não só um equipamento, mas sim vários, para que todos os alunos possam utilizar na escola. Até o momento, ela não se manifestou sobre os pedidos.

Hey @MicrosoftAfrica, he’s teaching MS Word on a blackboard. Surely you can get him some proper resources. https://twitter.com/africatechie/status/967705443110998017 

Supporting teachers to enable digital transformation in education is at the core of what we do. We will equip Owura Kwadwo with a device from one of our partners, and access to our MCE program & free professional development resources on http://education.microsoft.com 

Microsoft Educator Community home

education.microsoft.com

Yaa Nana Asantewaa: a rainha guerreira da nação Ashanti do Gana

Ficou conhecida pelo seu papel heróico na guerra do “Trono de Ouro”, no Gana. Asantewaa era uma mulher forte e que seguia as suas convicções. Defendeu sempre o que acreditava ser a santidade da sua terra e cultura.

DW Videostill Projekt African Roots | Yaa Asantewaa, Ghana (Comic Republic)

Nasceu: em 1840 em Besease, no atual Gana, e morreu a 17 de outubro de 1921, nas Seychelles.

Reconhecida:

– por ter inspirado e apoiado o que é hoje conhecido como guerra do “Trono de Ouro”. O “Trono de Ouro” era a propriedade mais sagrada da nação Ashanti – atual Gana -, tendo o representante britânico na época na Costa do Ouro, Frederick Mitchell Hodgson, exigido que lho dessem.

– por se ter pronunciado sem hesitar e em frente aos homens Ashanti, quando confrontada pela exigência do representante britânico. Afirmou: “É verdade que a bravura dos Ashanti acabou? Não posso acreditar. Não pode ser! Devo dizer: Se vocês, homens de Asante, não vão em frente, então nós vamos. Apelo às minhas companheiras mulheres. Vamos lutar contra os homens brancos. Vamos lutar até que a última de nós caia no campo de batalha”.

– por ter sido nomeada por uma série de reis regionais Ashanti a líder da força de guerra de combate. Foi a primeira e única mulher na história de Asante com estas funções.

– por ter estado, em momentos diferentes, na frente de guerra para dar conselhos e cuidar do abastecimento dos combatentes Asante – aos 60 anos!

Legado:  Yaa Asantewa é um importante modelo e inspiração não só para as raparigas e mulheres do Gana, mas também para todo o continente africano, pela bravura que demonstrou ter. Hoje, muitas mulheres que ingressam em profissões que, anteriormente, eram dominadas por homens, são muitas vezes apelidadas de Yaa Asantewaa como forma de incentivo e apoio.

Em 2000, um museu foi criado em memória à grande rainha guerreira na localidade de Ejisu no Gana. A sua família contribuiu com heranças e artigos que Yaa Asantewaa usava, incluindo peças de roupa, e também uma carapaça de tartaruga, na qual se diz que a rainha tenha comido as suas refeições. Infelizmente, um incêndio destruiu o museu em julho de 2004. A maioria das coisas foram perdidas, estando o museu ainda em ruínas.

DW African Roots- Yaa Asantewaa (Comic Republic)

Rainha guerreira proveniente de famílias humildes

A primeira Escola Secundária do Governo em Kumasie recebeu o seu nome: Escola Secundária Yaa Asantewaa.

Asantewaa nasceu em 1840, em Ejisu, atual Gana, que fazia parte do império Ashanti naquela época. Casou cedo e teve uma filha.

Em entrevista à DW África, Wilhemina Donkor, historiadora e presidente da Universidade Garden City, no Gana, lembra que Yaa Asantewaa era proveniente de famílias humildes, tendo começado a sua vida como uma “mulher comum”. Yaa Asantewaa era agricultora e “cultivava amendoim, cebolas e outros produtos alimentares”.

No entanto, a sua vida mudou decisivamente quando os seus pais morreram. O seu irmão Kwasi Afrane tornou-se líder de Ejisu e nomeou a sua mãe Rainha. No entanto, Kwasi Afrane morreu pouco tempo depois, em 1894. Seguiu-se um novo líder, um dos dez netos de Yaa Asantewaa, mas que acabou por ser exilado pelos britânicos dois anos depois. É aqui que Yaa Asantewa se torna regente de Ejisu.

De agricultora a líder de Guerra

Representar o líder do seu país deu a Yaa Asantewaa a oportunidade de estar entre os chefes que foram convidados a conhecer o representante britânico em 1900.

Na reunião, Frederick Mitchell Hodgson, representante da coroa britânica, solicitou que o “Trono de Ouro” lhe fosse concedido, no entanto este não era um trono comum. Era o “Trono de Ouro”, o objeto mais sagrado da cultura Ashanti e por isso Asantewaa entendeu que não poderia deixar que os britânicos o levassem.

Ouvir o áudio04:08

Yaa Nana Asantewaa: a rainha guerreira

No entanto, foi a única a lutar contra isso. Pelos chefes de Ashanti, a solução desistir e sacrificar o “Trono de Ouro”. Mas, para Yaa Asantewaa esta solução não estava em cima da mesa. Asantewaa insurgiu-se e proferiu as tão famosas palavras: “Se vocês, homens de Asante, não vão em frente, então nós vamos. Desafio as minhas companheiras mulheres. Vamos lutar contra os homens brancos. Vamos lutar até que a última de nós caia no campo de batalha. Se vocês, os chefes, não lutarem, então deverão trocar a vossa tanga pela minha roupa interior”.

Guerra do Trono de Ouro

A guerra que se seguiu ficou conhecida como a “Guerra do Trono de Ouro” e também como a “Guerra de Yaa Asantewaa”.

De acordo com Wilhemina Donkor, Yaa Asantewaa deixou algumas lições, nomeadamente, “ensinou-nos a defender aquilo em que acreditamos”. “Sendo a dignidade de Ashanti que estava em jogo, ela ergueu-se”, explica.

Yaa Asantewaa não só iniciou a guerra, como também desempenhou um papel ativo. Tinha 60 anos na época e há provas de que esteve na frente da batalha, não só para motivar os soldados mas também para lhes fornecer armas.

A guerra apenas atenuou depois da sua filha ter sido capturada, o que forçou Yaa Asantewaa a render-se. Os britânicos levaram-na para as Seychelles, no Oceano Índico, onde acabou por morrer, em outubro de 1921.

DW African Roots- Yaa Asantewaa (Comic Republic)

Um ícone

Ainda assim, os britânicos nunca encontraram o “Trono de Ouro”. Yaa Asantewaa tornou-se um ícone, respeitado no Gana e mais além.

Para Daniel Baker Glover, cineasta e comentador político, Asantewaa inspirou a luta da independência no seu país. No seu entender, “o que ela estava a querer dizer ao povo Asante e, indiretamente, aos ganianos e africanos, é que esta é a nossa terra, e ninguém vindo do exterior pode chegar e dizer como é que devemos viver. (…) Ao vestir “a capa” de líder de guerra, ela estava a querer mostrar às mulheres que elas são iguais aos homens, e que não são cidadãos de segunda classe”.

Quase um século após a sua morte, Yaa Nana Asantewaa continua a ser lembrada um pouco por todo continente africano por ter sido uma mulher excecionalmente corajosa e forte. Para preservar a herança de Yaa Asantewaa, uma das melhores escolas secundárias do sexo feminino no Gana tem o seu nome.

A sua memória está também preservada através de livros, filmes, peças de rádio e canções – ou seja, na memória de uma nação .

O projeto “Raízes Africanas” é financiado pela Fundação Gerda Henkel.

http://www.dw.com/pt-002/yaa-nana-asantewaa-a-rainha-guerreira-da-na%C3%A7%C3%A3o-ashanti-do-gana/a-41770230

África Subsaariana  teve forte crescimento econômico no ano passado

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As empresas do  Quênia, Nigéria, Zâmbia, Gana e Uganda mostraram crescimento que foi registrado pela Bloomberg, por meio do do Índice dos Gestores de Compras. A Bloomberg é uma plataforma que auxilia a tomada de decisões em negócios. a informação veiculada expõe as economias africanas de forma muito positiva.

O Índice dos Gestores de Compras (PMI, sigla inglesa) publicado na quinta-feira indica uma acentuada expansão da atividade das empresas na Nigéria, Quênia, Gana, Uganda e Zâmbia durante o mês de Dezembro, informou Bloomberg.

“O PMI indica que as economias da África subsaariana chegaram a 2018 com uma nota mais positiva que no início do ano passado”, notou o economista da Bloomberg Economics Mark Bohlund.
“A leitura do PMI sul-africano está alinhada à nossa expectativa de que um forte crescimento do consumo privado no segundo e terceiro trimestres, passasse a moderado  no quarto trimestre de 2017 e em 2018”, acrescentou.
Na África do Sul, a economia mais industrializada do continente, o índice caiu e manteve-se abaixo da marca neutra de 50 pontos pelo quinto mês consecutivo, já que as perspectivas fiscais continuam a ser desafiantes e persiste o risco de novos cortes do “rating” soberano.

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Apesar do crescimento econômico da África Subsaariana quase ter duplicado para 2,6 por cento no ano passado, de acordo com as estimativas do Fundo Monetário Internacional, as mudanças políticas representam um risco para a expansão.

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O Gana realizou eleições pacíficas no final de 2016 e conta com um novo Governo desde o início do ano passado, enquanto, no Quénia, o sufrágio de Agosto teve que ser repetido em Outubro, perpassado pela violência. A Nigéria e a África do Sul, as duas maiores economias do continente, têm eleições marcadas para o próximo ano.
Os níveis de produção nessas economias são frequentemente sensíveis às mudanças nos preços das matérias-primas e ao ambiente político.

Um dos gestores mais bem sucedidos de títulos de mercados emergentes está investindo  na África.

Jim Craige, da Stone Harbor Investment Partners, administra o fundo de dívida de emergentes de melhor desempenho do mundo neste ano. E ele está comprando bonds denominados em dólares emitidos por Angola, Gana, Gabão, Costa do Marfim e Zâmbia, enquanto reduz aplicações no Brasil e México. Ele afirma que países da África Subsaariana  apresentam o melhor valor entre as nações em desenvolvimento.

Os países da África Subsaariana na mira de Craige têm classificações de risco de crédito inferiores às do Brasil ou México e enfrentam desafios significativos. Em Angola, segundo maior exportador de petróleo do continente, falta dinheiro vivo e a dívida cresceu após a queda da cotação da commodity. Gana está sob um programa do Fundo Monetário Internacional e a Zâmbia está negociando um pacote com o FMI. Até a Costa do Marfim, considerada o país mais seguro da região, com nota de crédito apenas um nível abaixo da do Brasil, enfrentou uma série de motins nas Forças Armadas neste ano.

Craige afirmou que o rendimento maior compensa o risco mais alto.

Segundo analistas, os in­vestidores agora se concentram num continente que oferece altos rendimentos e que começa a se recuperar da situação precária de matéria-prima de três anos atrás. Ainda assim, os riscos abundam e entre eles pode-se perceber o reforço das políticas nas economias avançadas, a política local e global, o enfraquecimento das moedas e outra queda nos preços do petróleo.

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Os investidores esperam que Angola desvalorize a sua moeda, o kwanza, para ajudar a reduzir a escassez de dólares e revigorar o que foi, até o desastre do petróleo de 2014, uma das economias de crescimento mais rápidas do mundo.
O Estado angolano tem vindo a promover o investimento privado, realizado por investidores nacionais e estrangeiros, nos sectores que considera estratégicos para o desenvolvimento da economia do país. Esses sectores são agricultura e pecuária, construção civil e serviços conexos, energia e água, desenvolvimento e gestão de infra-estruturas, hotelaria e turismo, indústria transformadora, transportes, saúde e educação.
No quadro legal angolano, o Estado angolano deve ser sempre o parceiro maioritário em projectos relacionados com infra-estruturas de telecomunicações e serviços postais, que compreendem a reserva de controlo do Estado. A exploração de petróleo, ouro e diamantes por entidades privadas está sujeita a legislação específica.
O saneamento básico, a produção, transporte e distribuição de energia eléctrica para consumo público, o tratamento, captação e distribuição de água para consumo público, a exploração de serviços transporte portuários e aeroportuários, o transporte ferroviário e transporte regular de passageiros domésticos, os serviços complementares postais e de telecomunicações; construção e exploração de infra-estruturas que não integram a rede básica e os respectivos serviços de telecomunicações só podem ser exercidas mediante contrato de concessão.
Na África do Sul, os investidores devem acompanhar de perto Cyril Ramaphosa, o novo líder do Congresso Nacional Africano (ANC). O orçamento (OGE – Orçamento Geral do Estado) a aprovar no próximo mês será crucial, deve sinalizar se Cyril Ramaphosa, que dá prioridade ao estímulo da economia com a eliminação da corrupção, pode afirmar a sua autoridade sobre a administração do presidente Jacob Zuma e se a África do Sul faz o suficiente para evitar mais rebaixamentos de “rating” de crédito.
Moçambique e a República do Congo perderam os pagamentos dos Eurobonds em 2017, enquanto outros países, incluindo Camarões e Zâmbia, concordaram ou iniciaram conversações sobre resgates no Fundo Monetário Internacional (FMI). Desde que a Namíbia e a África do Sul foram rebaixadas para o lixo, o continente foi deixado sem emissores de moeda estrangeira de grau de investimento.
Por exemplo, a directora do FMI, Christine Lagarde, pensa que os problemas de dívida de África “podem muito bem” piorar em 2018, à medida que o dólar se valoriza e os Estados Unidos aumentam as taxas de juros, de acordo com uma entrevista à revista Quartz, em Dezembro. A directora do FMI disse que os investidores de títulos com fome de rendimento “estavam tão ansiosos para emprestar que eu não acho que eles eram muito sérios em avaliar os riscos”.
A dívida da África já é me­nos atractiva em termos relativos. Os rendimentos de 10 anos dos EUA aumentaram para os mais altos em nove meses, há duas semanas, o que reduziu a injecção de dólar para 352 pontos base africanos, em torno do menor em três anos, de acordo com a Standard Bank Group Ltd.

Os dez importantes mercados do continente africano para investir no presente ano

Os investidores
 esperam que Angola desvalorize a sua moeda, o kwanza, para ajudar a reduzir a escassez de dólares e revigorar o que foi, até o desastre do petróleo de 2014, uma das economias de crescimento mais rápidas do mundo. Para o Standard Bank, os investidores podem esperar até que os legisladores passem o primeiro orçamento do presidente João Lourenço.
Moçambique foi assolado por uma crise financeira causada pelo Governo, que assumiu demasiada dívida externa, em grande parte secreta. Moçambique falhou no pagamento de um Eurobond de 727 milhões de dólares em Janeiro de 2017 e, ainda assim, não iniciou negociações formais de reestruturação com os credores, incluindo o fundo de “Hedge Greylock Capital Management LLC”, com sede em Nova York.
Em meio de dúvidas sobre se o Governo moçambicano quer iniciar negociações, os detentores de títulos dizem que Moçambique tem dinheiro para devolvê-los.
A República do Congo, que mantém um mês de atraso em pagamento, em meados de 2017, está a considerar se suspende os pagamentos de algumas dívidas, como os 363 milhões de dólares acumulados no final de 2017, embora tenha um período de carência de 30 dias. Apesar dos comentários do primeiro-ministro congolês, os investidores apostam que o Governo está mais próximo de conseguir um acordo com o FMI por um empréstimo.
As perspectivas imediatas do produtor de cobre – a Zâmbia, dependem de se pode obter um resgate do FMI. Na Zâmbia o kwacha, a moeda local, caiu mais de 10 por cento em relação ao dólar desde Julho de 2017, com a preocupação dos investidores de que o Governo não deve controlar o problema em breve. Sem um acordo, a Zâmbia corre o risco de stress financeiro, de acordo com o Moody’s Investors Service.

Novo rumo para Zimbabwe

Zimbabwe ainda não é um mercado para investidores exigentes, mas o país pode tornar-se um excelente tentador para os comerciantes com integridade global, depois que Robert Mugabe foi expulso como presidente, em Novembro passado. Observadores dizem que isso pode abrir o país para um dos mercados de acções mais importantes da África para investimentos estrangeiros tão necessários.
A economia do Gana cresceu 9,3 por cento no terceiro trimestre de 2017, à medida que a produção de petróleo aumentou. Se sustentado, isso significaria uma reviravolta para o país da África Ocidental, que teve um programa do FMI desde 2015. A nação sofreu o seu crescimento económico mais lento em mais de um quarto de século, em 2016, ao promulgar medidas de austeridade.
Os quenianos e os investidores estrangeiros esperam que a maior economia da África Oriental finalmente termine uma crise política desencadeada pelas eleições do ano passado, cujos resultados não foram aceites pela aliança principal da oposição derrotada. Até o momento, o presidente Uhuru Kenyatta terá dificuldade em revitalizar a economia e atrair mais investimentos.
Os políticos nigerianos preparam-se para as eleições, no início de 2019. De qualquer forma, quaisquer sinais de que as autoridades estão a colocar reformas muito necessárias para se concentrar na votação podem desconcertar os investidores e criar transtornos para a economia que saiu recentemente da recessão.
As eleições no Egito, no primeiro semestre deste ano, devem sinalizar se o presidente Abdel-Fattah El-Sisi, ou seu sucessor continuarão com as profundas reformas econômicas, que já caíram bem aos investidores de portfólio, mas que deixaram os egípcios comuns a retirar-se de cortes de subsídios e alta da inflação.

Jovens africanos estudaram a cadeia produtiva da mandioca no Brasil

Benin, Burundi, Camarões, Costa do Marfim, Gana, Malaui, Moçambique, Nigéria, República do Congo, Uganda, Senegal, Serra Leoa, Tanzânia, Uganda e Zâmbia.

Embrapa treina jovens de 14 países africanos na Bahia

Imagem: Embrapa

Embrapa - O pesquisador Joselito Motta com os jovens em comércio de Vitória da Conquista

O pesquisador Joselito Motta com os jovens em comércio de Vitória da Conquista

Até o dia 17 de novembro, 28 jovens de 14 países africanos participam do “Treinamento em propagação, produção e processamento da mandioca para jovens africanos”, ministrado na Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA).

A iniciativa faz parte do Youth Technical Training Program – YTTP (Programa de Capacitação Técnica Juvenil), realizado pelo Instituto Brasil África (Ibraf), organização sem fins lucrativos voltada para projetos de cooperação sul-sul com ênfase nas relações Brasil-África. Os países representados são: Benin, Burundi, Camarões, Costa do Marfim, Gana, Malaui, Moçambique, Nigéria, República do Congo, Senegal, Serra Leoa, Tanzânia, Uganda e Zâmbia.

Desde o dia 23 de outubro, o grupo recebe informações sobre a cadeia produtiva da mandioca por meio de aulas teóricas e práticas em laboratórios e campos experimentais da UD e em áreas de parceiros de pesquisa e transferência de tecnologia. No último dia, o grupo também vai receber informações sobre outras culturas pesquisadas pela Embrapa.

O programa inclui visitas técnicas à Cooperativa dos Produtores de Amido de Mandioca do Estado da Bahia – Coopamido (Laje), à Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves – Coopatan (Presidente Tancredo Neves), ao Instituto Biofábrica de Cacau (Ilhéus) e à Cooperativa Mista Agropecuária dos Pequenos Agricultores do Sudoeste da Bahia – Coopasub (Vitória da Conquista).

A escolha da agricultura como primeiro tema do YTTP faz parte da estratégia Feeding Africa, do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), apoiador da primeira desta primeira etapa do programa, que busca a transformação da agricultura no continente africano. “A agricultura é uma matriz comum ao continente africano e ao Brasil, e entendo isso de forma muito clara: para desenvolver um país como um todo ou o continente como um todo, primeiramente, tem que ser através do desenvolvimento da agricultura”, declarou João Bosco Monte, presidente do Ibraf.

Com o objetivo de definir a programação do treinamento, Monte já tinha estado na Unidade em março e julho. “Para o Ibraf, a Embrapa é uma parceira fundamental e imperativa. O programa tem três pilares: a faixa etária, porque queríamos jovens; o gênero, porque queríamos equidade; e a continentalidade. Por isso, temos representantes de 14 países da África, que é formada por 54 países”, disse.

Entre os alunos, compostos por produtores e técnicos, a expectativa é grande. Beckie Nakabugo, de Uganda, é uma delas. “Aprender sobre mandioca vai beneficiar meu país, porque o povo está desanimado. Lá tem o Cassava Brown Streak Virus, e muitos produtores desistem de plantar. Minhas expectativas com o curso são grandes, porque a Embrapa é uma empresa grande e nós estamos recebendo o melhor tratamento, com os melhores professores”, afirmou.

Ernest Lifu Atem, de Camarões, está gostando da experiência. “Alguns dos temas a gente precisaria de, no mínimo, seis meses para realmente entender, mas estamos aprendendo bastante. Espero transformação de mente, de conhecimento. Espero ver mais métodos do que resultados dos trabalhos feitos aqui no Brasil. Claro que os resultados também são importantes para comparar as análises, mas o que mais importa é aprender métodos para aplicar no meu local de trabalho”, salientou.

“A formação ocorre bem, os palestrantes explicam bem os cursos e as matérias. Uma coisa muito interessante é a associação da teoria com a prática. É muito interessante ver o que eles falam e as provas reais do que aconteceu. Eu espero que a formação continue assim até o final. Nós fomos bem acolhidos, e a Embrapa é um lugar bem calmo, ideal para aprender”, destacou Guelord Nsuanda, da República Democrática do Congo.

“Como responsáveis pelo treinamento, esperamos que os alunos repassem esse conhecimento porque ele realmente tem que chegar ao produtor”, disse o pesquisador Marcio Porto, do Núcleo de Relações Internacionais, um dos organizadores do curso, ao lado de Alfredo Alves.

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Encerramento do curso

“Meu sonho para os jovens africanos é que se tornem milionários. A pergunta é: como isso vai acontecer? A resposta: só vai acontecer quando a juventude africana praticar agricultura como negócio. E esse é o propósito de estarmos aqui. Garanto ao Instituto Brasil África e à Embrapa que daqui a cinco anos os participantes que estão aqui vão se tornar milionários. Iremos fazer uso do que aprendemos. Não somente iremos nos tornar milionários, mas iremos criar empregos para outros jovens africanos, que vão ter um trabalho digno.” Com esse depoimento, o jovem Obinna Atu, da Nigéria, encerrou sua participação no curso sobre propagação, produção e processamento da mandioca, que treinou, durante um mês, 28 jovens de 14 países africanos na Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA).

No workshop de encerramento, que contou com a presença do presidente do Instituto Brasil África, João Bosco Monte, do chefe-geral Alberto Vilarinhos e de integrantes da equipe técnica de mandioca, um jovem representante de cada país resumiu o que significou o curso e como pretende aplicar os novos conhecimentos (veja cinco depoimentos abaixo). Os países representados foram: Benin, Burundi, Camarões, Costa do Marfim, Gana, Malaui, Moçambique, Nigéria, República do Congo, Uganda, Senegal, Serra Leoa, Tanzânia, Uganda e Zâmbia.

“Depois de 30 dias de intensas atividades, o resumo é muito valioso. O que imaginamos há mais de um ano, quando idealizamos esse programa, era trazer jovens africanos para receber treinamento no Brasil em instituições campeãs que pudessem agregar valor a eles. A ideia, então, era trazê-los para aprender no melhor lugar. Quando ouço os depoimentos e olho nos olhos deles, vejo que valeu a pena o investimento para que esses 28 jovens pudessem receber esse conhecimento aqui, que pode se transformar em algo muito maior. Essa é a beleza de um treinamento como esse. Os jovens saem com o conhecimento adquirido, mas podem ser multiplicadores disso em seus lugares de origem”, avaliou Bosco.

A iniciativa faz parte do Youth Technical Training Program – YTTP (Programa de Capacitação Técnica Juvenil), realizado pelo Instituto Brasil África, organização sem fins lucrativos voltada para projetos de cooperação sul-sul com ênfase nas relações Brasil-África sediada em Fortaleza (CE). A escolha pela agricultura como primeiro tema faz parte da estratégia Feeding Africa, do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), apoiador da desta primeira etapa do programa.

O grupo recebeu informações sobre toda a cadeia produtiva da mandioca por meio de aulas teóricas e práticas em laboratórios, campos experimentais da Unidade e áreas de parceiros de pesquisa e transferência de tecnologia. No último dia, também foram repassadas informações sobre outras culturas pesquisadas pela Embrapa. A programação incluiu visitas técnicas à Cooperativa dos Produtores de Amido de Mandioca do Estado da Bahia – Coopamido (Laje), à Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves – Coopatan (Presidente Tancredo Neves), ao Instituto Biofábrica de Cacau (Ilhéus) e à Cooperativa Mista Agropecuária dos Pequenos Agricultores do Sudoeste da Bahia – Coopasub (Vitória da Conquista).

“Não é fácil reunir pessoas de 14 países, falando dois idiomas (inglês e francês) e muitos outros, seus idiomas nativos. Uma verdadeira torre de babel. Mas deu tudo certo. O curso foi produtivo, e a avaliação dos participantes em relação à Embrapa foi muito positiva, elogios grandes à equipe técnica que compartilhou conhecimento. Agora a intenção é irmos além da mandioca. Vejo a banana, por exemplo, como uma cultura de especial interesse pelos africanos”, resumiu o pesquisador Marcio Porto, um dos organizadores do curso, ao lado do pesquisador Alfredo Alves, que está na África, em missão com Joselito Motta, que acompanhou o grupo durante boa parte do curso e foi citado por muitos participantes no encerramento. Nesta semana, Marcio se juntou a eles, na África, em missão que passa por Gana e Nigéria.

Na primeira semana, Alfredo e Joselito visitaram comunidades produtoras e processadoras de mandioca de Techiman, em Gana, onde as mulheres fabricam o gari – farinha fermentada e amarelada com azeite de dendê. Na zona rural de Abeokuta, na Nigéria, os pesquisadores estiveram em uma comunidade onde as mulheres viram pela primeira vez a tapioca brasileira. “Apesar das dificuldades, o semblante delas era de alegria e esperança”, relatou Joselito.

A Embrapa participou também do evento CassavaTech 2017, que ocorreu de 21 a 23 em Lagos, na Nigéria.

Depoimentos

Gana – Valaria Adzo Adzatia
“Agora sei que não sabia muito sobre mandioca. Nunca vou esquecer as aulas, as visitas a campo, as casas de produção e tudo mais. Eu não sabia que a gente poderia utilizar a mandioca para fazer muitas coisas. Em Gana percebi que a gente desperdiça muito a mandioca. Um produto que aprendi aqui e não estava muito confiante em fazer era o amido. Sempre vi como um processo muito longo, mas foi simplificado aqui para mim. É um dos produtos que estou pensando em trabalhar porque vou me concentrar mais na parte de processamento.”

Malaui – Maness Nkhata
“A parte sobre as pragas foi muito importante porque vi algumas coisas que são novas para mim, especialmente o manejo integrado. O treinamento me proporcionou também conhecimento para produção e processamento da mandioca. Isso vai me ajudar no desenvolvimento de outros produtos que não fazemos nos nossos países. Outra área muito interessante foi a cultura de tecidos. Espero também construir um laboratório para cultura de tecidos e outros processos, além de treinar outros jovens para plantar e manejar as plantações de mandioca. O treinamento foi um sucesso. Meus planos futuros com o conhecimento obtido nas aulas, nas visitas a campo e outras áreas são contribuir para o sucesso da produção de mandioca no meu país.”

Nigéria – Obinna Atu
“Percebi que na África acontece como aqui no Brasil: a maioria dos agricultores não tem acesso aos materiais de plantios melhorados. Por anos o IITA (Instituto Internacional de Agricultura Tropical) tem lutado para alcançar esses objetivos. A mandioca é um dos alimentos mais importantes da base alimentar na Nigéria. Mais de 60% das famílias dependem da mandioca para viver. Vi o processo de multiplicação como uma boa maneira de começar um negócio para os jovens, para investir nosso dinheiro e nossa energia. Aqui vimos também muitos produtos que podemos fazer utilizando a mandioca. Vamos experimentar na Nigéria para ver as oportunidades de negócios lá. Descobrimos que o processamento pode criar milhares de trabalhos para os jovens e gerar muito lucro.”

Senegal – Dieynaba Badiane
“O Senegal tem 14 regiões, e em cada uma há uma plataforma de produção. A gente pode transformar todos esses conhecimentos adquiridos aqui. O que me marcou nessa formação é o fato de trabalhar na prática, nos laboratórios. Temos necessidades agrícolas no Senegal e não conhecemos a cultura in vitro. Com essa técnica que aprendi aqui, quero fazer a micropropagação e trabalhar em parceria com vocês. Temos o hábito de inovar e de criar novas coisas na fabricação, mas ainda não tínhamos conhecido o potencial da mandioca. Com tudo que eu aprendi aqui nessa formação, vou levar muito para lá.”

Serra Leoa – Alie Kamara
“Falando sobre produção de alimentos, fomos capazes de observar e fazer alguns processos, como a produção de chips de mandioca, de mandioca palito. Também aprendemos sobre o programa de melhoramento, que é uma coisa do meu interesse. Na viagem que fizemos, aprendemos muito sobre as etapas. No laboratório, vimos como fazer a multiplicação, identificando o material antes de cortar, como levamos a mandioca para o laboratório, a limpeza do material. Outra parte que aprendemos foi sobre ciência e empreendedorismo. Tenho muita coisa para levar para casa. Vou fazer uma apresentação sobre o que aprendi aqui para outros jovens do meu país.”

Gana cria importante projeto no campo da astronomia

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Não é preciso ser rico para isso, basta vontade política, começando lá de baixo. Gana por exemplo. Tem o 87º PIB do mundo. O Uruguay está em 79º. Eles tem a 126ª renda per capita do mundo. Nós que somos essa desgraça, estamos em 80. Mesmo assim eles conseguem juntar uns caraminguás e investir em ciência.

O mais recente projeto é o radio-observatório de Kuntunse. Os cientistas conseguiram uma antiga antena de comunicação doada pela Vodafone, e com apoio do governo transformaram as instalações em um radiotelescópio.

Esse equipamento não só permitirá observações sofisticadas, como será integrado a telescópios em outros países, inclusive Europa e África do Sul. Através de um processo de interferometria, é criada uma antena virtual com milhares de km, possibilitando muito mais resolução.

O custo do projeto foi de US$ 9,2 milhões, ou “você me fez dar pause em Game of Thrones pra ISSO?” em valores de políticos brasileiros. Foi bancado pelo African Renaissance and International Cooperation Fund, um Departamento que promove investimentos pacíficos em países africanos.

A meta agora é incluir Astronomia nas universidades locais, assim não será mais preciso ir para o exterior estudar. Dickson Adomako, diretor do Instituto Ganense de Tecnologia e Ciência Espacial ressalta que o observatório será uma chance dos astrônomos botarem a mão na massa, saindo do campo teórico.

O observatório foi inaugurado quinta-feira passada pelo presidente Nana Addo Dankwa Akufo-Addo, e descrito como o começo de uma nova era de pesquisa e cooperação internacional, incluindo a African Very Long Baseline Interferometry Network.ghana-radio-astronomy-observatory.jpg

Essa iniciativa vinda de um país tão pobre mostra que não importa o seu tamanho. Ninguém é tão pequeno que não possa olhar pra cima e sonhar com as estrelas.

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