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Combate a desnutrição não acompanha o desenvolvimento econômico de Moçambique

A activista social e presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, Graça Machel

Graça Machel, wife of Nelson Mandela, in 2012
A activista social e presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade FDC, Graça Machel, alerta para o impacto da desnutrição crónica sobre as futuras gerações em Moçambique.

Se Moçambique não adoptar medidas energéticas para travar a subida galopante dos índices de desnutrição crónica, actualmente fixadas em 43 por cento, corre o risco de ter gerações de pessoas incapazes de pensar por si próprias e manter-se desta forma o ciclo vicioso… O alerta é da activista social Graça Machel.

“Estamos a dizer que 43% parece uma coisa normal. Senhores é metade, metade das crianças dos 0 aos 5 anos. (…) Quando dizemos uma geração, uma geração de uma maneira geral são 30 anos e portanto se não não quebrarmos agora, daqui a 60 anos nós vamos continuar a lidar com os mesmos problemas”, revelou Graça Machel.

A activista social e presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade FDC, falava durante o Painel Global sobre a Agricultura e sistemas alimentares para a nutrição que decorre na capital moçambicana e junta o governo, a sociedade civil e os parceiros.

http://pt.rfi.fr/mocambique/20170628-mocambique-bracos-com-desnutricao-cronica

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Falta de confiança está a travar a paz em Moçambique

 

Fotografia: AFP

O antigo Presidente moçambicano Joaquim Chissano considerou, em Maputo, que a falta de confiança entre os partidos políticos inviabiliza a prevalência de uma paz duradoura no país e defendeu uma mobilização geral para a construção da nação.

“Temos que criar confiança, podemos sentar, discutir, divergir, mas continuar a falar para irmos agarrando aquelas partes onde a cola funciona e nos unem e reforçam”, disse Chissano, que falava sexta-feira no lançamento em Maputo da obra “Análise da Segurança na África Austral: Novos Riscos e Novas Abordagens para a Segurança Colectiva”.
De acordo com o antigo Chefe de Estado, o país devia ser mais solidário em torno das suas principais causas e não apenas em casos de calamidades naturais.
Para Joaquim Chissano, a dependência das instituições africanas em relação à comunidade internacional é um factor de fragilização da democracia no continente.
“Ainda não aprendemos a confiar nas nossas próprias forças e aqueles que apoiam ditam-nos, quem tem a flauta determina o tom”, acrescentou. Chissano exortou a classe académica, que compunha a maioria dos presentes no lançamento da obra, a apresentar soluções mais práticas para os problemas que o país atravessa.
“É preciso haver aqueles que falam, falam e falam, mas entre os académicos, tem que haver aqueles que fazem, fazem e fazem, porque só assim é que podemos progredir”, assinalou o ex-Presidente moçambicano. Moçambique é actualmente assolado pela violência militar, opondo as Forças de Defesa e Segurança e o braço armado da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), com ataques a alvos civis e militares que o Governo atribui ao principal partido de oposição.
A Renamo exige governar em seis províncias do centro e norte do país onde reivindica vitória nas eleições gerais de 2014, acusando a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) de fraude no escrutínio.
Ao mesmo tempo, o país está com uma crise económica e financeira e vai registar em 2016 o seu pior crescimento económico dos últimos dez anos, com uma projecção do Produto Interno Bruto (PIB) abaixo de quatro por cento até Dezembro.

“Eliminar paredes de ódio”

A activista social moçambicana, Graça Machel, defendeu quinta-feira que Moçambique precisa de eliminar as “paredes de ódio” no seio da sociedade, alertando que a intolerância política começa a entrar nas aldeias e isso é extremamente perigoso.
“Este conflito, a maneira como está a ser desencadeado, principalmente nos últimos tempos, quando se mata um secretário do bairro, a coisa já não está a nível político, já está a entrar nas aldeias e isso é extremamente perigoso”, disse Graça Machel, em entrevista ao diário “O País”.
O país precisa de começar a construir pontes para a reconciliação, como forma de acabar com a crise política e militar que opõe o Governo moçambicano à Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição, disse. Os moçambicanos precisam também de aprender a conviver na diferença. “Quando divergimos, havemos de falar, mas não nos vamos matar uns aos outros”, declarou a primeira ministra da Educação de Moçambique após a independência. Para superar a crise política será necessário fazer o impossível, referiu.
“Temos de olhar uns aos outros com o mesmo sentido de pertença e destino comuns”, declarou a viúva do primeiro Presidente moçambicano, Samora Machel.
É necessário parar imediatamente com as confrontações militares, que já deixaram um número desconhecido de mortos, reiterou. Moçambique precisa de reinventar os seus próprios modelos sociais, respeitando a dinâmica e as exigências dos novos tempos, dentro do clima de tolerância e transparência para garantir o futuro dos moçambicanos.
Ao analisar os actuais desafios económicos do país, a activista social disse que a questão das dívidas escondidas, que totalizam 1,4 mil milhões de dólares, contraídas em 2013 e 2014, atingiu “proporções alarmantes”, alertando para o facto de as lideranças políticas moçambicanas estarem cada vez mais longe do povo.
“A partir de um certo momento, nós tolerámos esta maneira de fazer as coisas (corrupção) e aceitámos essa forma de viver como se fosse normal”, lamentou a activista moçambicana. Nestas condições, nem daqui a 50 anos o país vai sair da pobreza, alertou Graça Machel.

http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/africa/falta_de_confianca_esta_a_travar_a_paz

“Faltam pessoas preocupadas com o bem-estar do povo”, Graça Machel

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Ativista Social interveio na palestra inserida no âmbito da Conferência Internacional de Oficina de História de Moçambique

Esteve, hoje, em Maputo, a proferir uma palestra aos estudantes, pesquisadores e a pessoas de vários extractos sociais. Graça Machel falou do passado sem se descurar do presente, e disse haver défice, no país, de pessoas que tenham o povo como prioridade.

Com o tema “Educação na governação de Samora Machel”, a antiga ministra da Educação falou dos desafios que este sector teve no passado, mas disse também que há lacunas que persistem até hoje. Para a ativista social, Moçambique precisa formar e ter pessoas preocupadas com o povo.

“O homem novo que nós queremos hoje é esse que está preocupado com o bem-estar do povo, proteger o povo e servir os seus interesses. E são essas as coisas que eu penso que faltam”, disse Graça Machel, para quem o país deve, por outro lado, trabalhar muito para que os moçambicanos tenham direitos iguais de desenvolvimento.

“Construir uma sociedade de justiça social significa saber que temos que ter comida para todos, água, escolas e todas as coisas básicas”, realçou.

A palestra proferida por Graça Machel surge no âmbito da Conferência Internacional de Oficina de História de Moçambique, evento organizado por pesquisadores nacionais e internacionais, com o apoio do Arquivo Histórico de Moçambique.

http://opais.sapo.mz/index.php/politica/63-politica/42294-faltam-pessoas-preocupadas-com-o-bem-estar-do-povo-graca-machel-.html

 

Graça Machel deixa mensagem a políticos de Moçambique

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Moçambique ressente -se da falta de líderes preocupados com o seu povo, defendeu a antiga Ministra da Educação e Cultura, Graça Machel, por ocasião da primeira conferência internacional da Oficina de História de Moçambique.
 
Teve lugar em Maputo, a primeira conferência internacional da Oficina de História Moçambique, um evento que reuniu durante dois dias pesquisadores de Portugal, Alemanha, Brasil, Dinamarca, Suíça, Itália, Quénia e Canadá, para debater o legado de Samora Machel, estadista moçambicano que perdeu a vida há 30 anos, num trágico acidente aéreo ocorrido a 19 de Outubro de 1986, em Mbuzini, na África do Sul.
 
Graça Machel, antiga Ministra da Educação de Moçambique, igualmente viúva do Primeiro Presidente moçambicano, defendeu, por essa ocasião, que o País se ressente da falta de líderes preocupados com o seu povo, e apelou à construção duma sociedade mais justa.
 
A iniciativa, organizada pela associação de investigadores nacionais e estrangeiros em prol da promoção e divulgação de projectos de pesquisa, em parceria com o Arquivo Histórico de Moçambique, decorreu sob o lema “Samora Machel na História : Memória, Educação e Cultura Popular”.
 

Graça Machel defende que Moçambique precisa de eliminar “paredes de ódio”

gracamachelclintonglobalinitiativexmtsimfm7_5lA ativista social moçambicana Graça Machel defendeu hoje que Moçambique precisa de eliminar as “paredes de ódio” no seio da sociedade, alertando que a intolerância política começa a entrar nas aldeias e isso é “extremamente perigoso”.

“Este conflito, a maneira como está a ser desencadeado, principalmente nos últimos tempos, quando se mata um secretário do bairro, a coisa já não está a nível político, já está a entrar nas aldeia e isso é extremamente perigoso”, disse Graça Machel, em entrevista ao diário O País.

Destacando a necessidade de o país começar a construir pontes para reconciliação, como forma de acabar com a crise política e militar que opõe o Governo moçambicano e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição, Graça Machel disse que os moçambicanos precisam de aprender a conviver na diferença.

“Quando divergimos, havemos de falar, mas não nos vamos matar uns aos outros”, declarou a primeira ministra da Educação de Moçambique após a independência, acrescentando que para superar a crise política será necessário fazer o impossível.

“Temos de olhar uns aos outros com o mesmo sentido de pertença e destino comuns”, declarou a viúva do primeiro Presidente moçambicano, Samora Machel, reiterando a necessidade de parar imediatamente com as confrontações militares, que já deixaram um número desconhecido de mortos.

Para Graça Machel, Moçambique precisa de reinventar os seus próprios modelos sociais, respeitando a dinâmica e as exigências de novos tempos, dentro de clima de tolerância e transparência para garantir o futuro dos moçambicanos.

Ao analisar os atuais desafios econômicos do país, a ativista social disse que a questão das dívidas escondidas, que totalizam 1,4 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros), contraídas entre 2013 e 2014, atingiu “proporções alarmantes”, alertando para o facto de as lideranças políticas moçambicanas estarem cada vez mais longe do povo.

“A partir de um certo momento, nós toleramos esta maneira de fazer as coisas [corrupção] e aceitamos essa forma de viver como se fosse normal”, lamentou a ativista moçambicana, acrescentando que, nestas condições, nem daqui a 50 anos o país vai sair da pobreza.

 

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/graca-machel-defende-que-mocambique-precisa-de-eliminar-paredes-de-odio

Graça Machel pede o “impensável”

«Coragem para fazer o impensável». Eis o pedido da ativista Graça Machel às lideranças políticas moçambicanas para alcançar uma paz duradoura no país. Alguém a escutará?

Moçambique precisa de reinventar os seus modelos

A ATIVISTA MOÇAMBICANA GRAÇA MACHEL acusou o anterior Presidente Armando Guebuza de ser o principal responsável pelo conflito político-militar que opõe o Governo ao partido Renamo, por se ter afastado da postura dialogante do seu antecessor, Joaquim Chissano. «Se nós tivéssemos persistido nos princípios e na maneira dialogante que caracterizou a liderança do Presidente Chissano provavelmente não teríamos este atual conflito», afirmou Graça Machel, falando a 14 de setembro durante um seminário organizado pelo Instituto Superior de Relações Internacionais (ISRI), em Maputo.

Depois de sublinhar que a governação de Guebuza, que sucedeu a Chissano em 2005, foi marcada, supostamente, por uma postura «pouco tolerante e fechada», Graça Machel afirmou: «O problema está aí e agora a ‘batata quente’ passou para as mãos de alguém que é quase da vossa geração [Filipe Nyusi, atual Presidente moçambicano]».

Para ela, a crise política em Moçambique só pode ser ultrapassada quando as lideranças políticas ganharem «coragem de fazer o impensável». Assim, acrescentou, Moçambique precisa de reinventar os seus próprios modelos, respeitando a dinâmica e as exigências de novos tempos, dentro de clima de tolerância e transparência para garantir o futuro dos moçambicanos. «Precisamos de sonhos comuns», afirmou.

LEONARDO NHASSONGE

http://www.africa21online.com/artigo.php?a=21929&e=Pol%C3%ADtica&click=yes