Conselho de Segurança da ONU aprovou o cumprimento do Acordo de Conacri na Guiné Bissau

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O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou hoje uma declaração presidencial a pedir o cumprimento do Acordo de Conacri e a nomeação de um novo primeiro-ministro na Guiné-Bissau.

A declaração diz que o Acordo de Conacri, que prevê a formação de um governo consensual integrado por todos os partidos representados no parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e de confiança do chefe de Estado, é “a ferramenta principal para uma resolução pacifica da crise política” e diz que o documento oferece uma “oportunidade histórica”.

“O Conselho de Segurança expressa preocupação profunda com o impasse político na Guiné-Bissau, devido à incapacidade dos seus líderes atingirem uma solução consensual e duradoura, como fica demonstrado com o falhanço da Assembleia Nacional em realizar sessões plenárias desde janeiro de 2016 e com o falhanço de quatro governos consecutivos em aprovar um programa de governo e um orçamento nacional”, lê-se na declaração.

Os membros do Conselho de Segurança lembram “os efeitos negativos da crise política na população civil” e pedem “a todos os atores políticos que coloquem os interesses do povo da Guiné-Bissau acima de quaisquer outras considerações”.

“O Conselho de Segurança sublinha a importância de preparar as eleições legislativas e presidenciais, calendarizadas para 2018 e 2019, sobretudo atualizando o registo de eleitores”, defende a organização.

A declaração do presidente do Conselho de Segurança elogia a extensão por três meses da missão Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) no país, sublinhando o seu “papel positivo na estabilização do país.”

As notícias do crescimento económico são bem recebidas, mas os estados membros dizem que “com as causas da instabilidade por resolver”, estes ganhos “podem não ser sustentáveis.”

O organismo volta a pedir uma reforma do setor da segurança, um combate à corrupção reforçando o sistema judicial e uma melhoria da administração pública da Guiné-Bissau.

“O Conselho de Segurança mostra preocupação para com os desafios colocados pelas ameaças terroristas e outras ameaças, como o extremismo violento, que podem conduzir a terrorismo e crime organizado internacional, como tráfico de drogas e pessoas”, lê-se no documento.

A declaração não se refere à revisão das sanções impostas a 10 militares da Guiné-Bissau, algo que foi defendido pelo presidente do Comité de Sanções para o país, Elbio Rosselli, embaixador permanente do Uruguai na ONU.

Segundo o “What`s in Blue”, uma publicação do Conselho de Segurança, “vários estados membros parecem estar contra a retirada de indivíduos da lista” porque “acreditam que manter essa designação cria um desincentivo a possíveis interferências pelos militares numa situação que ainda é muito frágil.”

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/conselho-de-seguranca-pede-implementacao-de-acordo-de-conacri-na-guine-bissau_n1026951

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Técnicos de Guiné Bissau acompanham eleições do Amazonas

Uma comitiva de Guiné-Bissau acompanha o segundo turno das eleições suplementares para o Governo do Amazonas, neste domingo (27). Representantes do país africano estiveram no interior do estado e em Manaus para verificar como funciona a organização e gestão do processo eleitoral brasileiro.

A comitiva deixa Manaus neste domingo. Em 2018, Guiné-Bissau terá eleições legislativas e a Comissão Nacional pretende colocar em prática conhecimentos do processo eleitoral brasileiro. “Os conhecimentos vão nos ajudar no aumento de credibilidade, integridade e confiança ao nosso processo eleitoral”, afirmou o diretor da Comissão Nacional de Guiné-Bissau.

O grupo com seis representantes chegou ao Brasil em 13 de agosto e permaneceu uma semana em Brasília para troca de conhecimento e experiências eleitorais.

O diretor de administração e recursos humanos da Comissão Nacional de Eleições de Guiné-Bissau, António Iaia Jau, explicou que em outubro do ano passado foi firmado um protocolo de cooperação entre o Tribunal Superior Eleitoral e o órgão eleitoral de Guiné-Bissau.

“Esse protocolo tem como finalidade a troca de informações, conhecimentos e experiências no domínio de gestão e organização do processo eleitoral”, disse o representante africano.

A comitiva desembarcou em Manaus no dia 19, e, desde então, tem acompanhado os preparativos para votação. Os representantes do país africano visitaram áreas de difícil acesso, como Tabatinga. O grupo verificou como é feito o transporte de urnas e a logística das eleições no município amazonense situado na tríplice fronteira (Brasil, Colômbia e Peru), no sábado (26).

Pela manhã, a comitiva da Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau esteve no Instituto Federal do Amazonas (Ifam) com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), Yedo Simões.

Os representantes também visitaram um dos maiores colégios eleitorais de Manaus, a Escola Estadual Eldah Bitton Telles da Rocha, que fica localizada no bairro Compensa III, na Zona Oeste da capital.

Quênia adota medida de proteção ambiental proibindo a produção e importação de sacos plásticos

A proibição de fabrico e a importação de sacos plásticos entrou em vigor no Quénia, que pune infrações à nova lei com multas de até 38 mil dólares (31,8 mil euros).

Guiné-Bissau, Camarões, Mali, Tanzânia, Uganda, Etiópia e Malawi figuram entre os países que adotaram ou anunciaram uma interdição idêntica.

Aproximadamente 100 milhões de sacos plásticos são distribuídos apenas pelos supermercados no Quénia, segundo o Programa Ambiental das Nações Unidas.

O governo queniano diz que os sacos prejudicam o ambiente, dado que não se decompõem, bloqueando os esgotos.

Presidente da Guiné-Bissau promove cultivo do arroz

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O presidente da Guiné-Bissau aposta na agricultura como alavanca para o desenvolvimento do país. Durante encontro com jornalistas, o presidente falou dos objetivos do projeto “Mon na Lama”, de cultivo de arroz, já em fase de execução em Calequisse, sua aldeia natal.


África 21 Digital, com ANG


José Mário Vaz, que falava aos jornalistas, disse que, num futuro próximo, pretende lavrar duas vezes por ano, e que os resultados obtidos este ano contaram com o apoio dos populares de Calequisse.

O presidente disse que o projeto “Mon na Lama” faz parte da sua ambição para o país  e que, em campanhas eleitorais, tinha prometido ao povo a auto-suficiência alimentar, sobretudo a nível do arroz.

Segundo José Mário Vaz, o objectivo de seu projecto é levar o país à auto-suficiência alimentar. “Amílcar Cabral [líder da luta de libertação nacional anti-colonial] tinha dito que a libertação do país do jugo colonialismo era programa mínimo. Mon na Lama significa exatamente a implementação do programa maior, que  é a fase em que nos encontramos, de utilização da agricultura como um dos grandes factores de produção para relançar a economia, criar emprego e manter a população nas suas aldeias”, afirmou.

O presidente enfatizou que a Guiné-Bissau gasta cerca de US$ 50 milhões de dólares por ano na compra de arroz e que o país pode perfeitamente  resolver esse problema, sem estar constantemente a importar. O arroz é o produto básico da alimentação do povo guineense.

“Quando importarmos arroz estamos a criar riqueza e emprego para os países exportadores”, disse.

Na ocasião, José Mário Vaz anunciou a presença no país de uma delegação do Fundo da Arábia Saudita, interessado em apoiar o  projeto Mon na Lama.

https://africa21digital.com/2017/08/22/presidente-da-guine-bissau-quer-promover-cultivo-de-arroz/

Embaixador americano em Guiné Bissau afirma ser inaceitável a situação politica do pais

 

O novo embaixador dos Estados Unidos da América para a Guiné-Bissau, Tulinabo Mushingi, considerou inaceitável o actual impasse político nesse país africano e defendeu que o assunto deve ser resolvido pelos guineenses.

Classe política tem de ultrapassar as principais diferenças
Fotografia: Edições Novembro

“Ouvi dizer que a Guiné-Bissau se encontra num impasse devido à situação política. Sendo assim, o status quo é simplesmente inaceitável, todos nós, todos vós, todo o povo da Guiné-Bissau, todos os agentes devem fazer alguma coisa para sair desta situação”, afirmou na terça-feira o embaixador dos Estados Unuidos, que está baseado no Senegal, num encontro com jornalistas. Para Tulinabo Mushingi, os “actuais líderes devem tomar prontamente medidas que promovam o consenso e permitam a criação de um Governo inclusivo”.
“Líderes políticos de todas as alas devem priorizar os interesses nacionais e encontrar uma solução para a crise actual”, afirmou.
Questionado sobre se os EUA já não defendem a aplicação do Acordo de Conacri para ultrapassar o impasse político no país, o embaixador disse que isso “não é segredo”.
“O que estou a dizer é que há um impasse político. E os guineenses é que devem decidir o que vão fazer. Não cabe aos EUA impor um acordo aqui. É para os guineenses decidirem”, afirmou. Em Junho, a embaixadora interina dos EUA, Martina Boustani, defendeu que os acordos de Bissau e de Conacri “representam a melhor solução.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/africa/politicos_criticados_por_manter_impasse

portoO grupo francês Necotrans poderá vir a ser escolhido pelo governo guineense para gerir o porto comercial de Bissau, num concurso internacional, cujo desfecho será conhecido no próximo mês de Agosto.

O concurso para a concessão do Porto ainda não teve o seu epílogo, mas no país circulam rumores sobre a alegada venda ou cedência do porto comercial de Bissau a uma empresa estrangeira.

O ministro dos Transportes da Guiné-Bissau, Fidelis Forbs desmentiu, esta quarta-feira, as notícias que circulam no país que dão conta que o principal porto comercial da capital, teria sido vendido ou dado em concessão, por um período de 90 anos, a uma empresa estrangeira.

Segundo Fidelis Forbs, há a intenção das autoridades guineenses concederem a gestão do porto de Bissau, num processo que já vinha de trás, mas até à data nada foi decidido.

A escolha vai recair ou no grupo francês Necotrans ou na empresa ICTSI das Filipinas. Estes dois grupos apresentaram ao Governo guineense propostas técnicas e financeiras para assumir a gestão do porto.

O grupo francês Necotrans poderá vir a ser escolhido pelo governo guineense para gerir o porto comercial de Bissau, num concurso internacional, cujo desfecho será conhecido no próximo mês de Agosto.

O concurso para a concessão do Porto ainda não teve o seu epílogo, mas no país circulam rumores sobre a alegada venda ou cedência do porto comercial de Bissau a uma empresa estrangeira.

O ministro dos Transportes da Guiné-Bissau, Fidelis Forbs desmentiu, esta quarta-feira, as notícias que circulam no país que dão conta que o principal porto comercial da capital, teria sido vendido ou dado em concessão, por um período de 90 anos, a uma empresa estrangeira.

Segundo Fidelis Forbs, há a intenção das autoridades guineenses concederem a gestão do porto de Bissau, num processo que já vinha de trás, mas até à data nada foi decidido.

A escolha vai recair ou no grupo francês Necotrans ou na empresa ICTSI das Filipinas. Estes dois grupos apresentaram ao Governo guineense propostas técnicas e financeiras para assumir a gestão do porto.

FMI apoiou o controle das finanças públicas de Guiné Bissau

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O representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) na Guiné-Bissau, Óscar Melhado, felicitou esta semana o “bom desempenho” das actuais autoridades do país, sobretudo ao nível do controlo das finanças públicas.

FMI aprova e felicita desempenho económico do Governo da Guiné-Bissau

Em conferência de imprensa, no Ministério da Economia e Finanças, presenciada durante alguns minutos pelo chefe do Estado guineense, José Mário Vaz, o representante do FMI informou que a sua instituição tinha acabado de aprovar a terceira avaliação dos objectivos fixados com o Governo de Bissau.

“A aprovação da terceira avaliação do programa com o Governo da Guiné-Bissau não é um favor do FMI, não é gratuita, não é compaixão, se não o fruto de um trabalho rigoroso que tem sido feito nos últimos meses”, defendeu Óscar Melhado.

O representante do FMI disse que os ’louros’ pelo “bom desempenho” deveram-se ao trabalho do ministro da Economia e Finanças, João Fadiá, mas também ao Presidente guineense, José Mário Vaz.

“Diria que a consolidação fiscal e o alcançar de uma maior gestão da tesouraria pública é um logro importantíssimo da vida económica do país”, notou ainda Melhado, que exortou a partir de agora as autoridades a transformarem em “ganhos reais” para a população toso o êxito no campo macroeconómico.

A representante do Banco Mundial (BM), também presente no ato, Kristina Svenson, anunciou um conjunto de apoios que o seu grupo vai dar à Guiné-Bissau, nomeadamente um envelope de 25 milhões de dólares para a instalação de um cabo submarino no país, através do qual será melhorado o serviço da Internet.

Svenson anunciou ainda “apoios importantes” do grupo Banco Mundial, juntamente com outros parceiros, aos sectores da água e energia, em valores que não quantificou, bem como três milhões de dólares a uma empresa de produção e exportação de frutas e legumes.

Tal como havia sugerido o representante do FMI, também a delegada do BM na Guiné-Bissau espera que os apoios e os ganhos derivados “do bom desempenho macroeconómico” se traduzam na vida das populações sobretudo as do mundo rural.

http://www.asemana.publ.cv/?FMI-aprova-e-felicita-desempenho-economico-do-Governo-da-Guine-Bissau&ak=1

Partidos de Guine Bissau pedem a demissão do Governo

mediaUmaro Sissoco embaló, primeiro ministro da Guiné-Bissau

Conselho de Paz e Segurança da União Africana analisa hoje a crise política na Guiné-Bissau, no mesmo dia em que cindo partidos extra-parlamentares pedem a demissão do governo.

Nesta terça-feira (11/07) em Adis Abeba e na presença do primeiro ministro guineense Umaro Sissoco Embaló, o Conselho de Paz e Segurança da União Africana volta a analisar a crise política na Guiné-Bissau.

Neste mesmo dia, terça-feira (11/07) cinco partidos políticos sem assento parlamentar:Aliança Socialista Guineense – ASG, Movimento Democrático Guineense – MDG, Partido Social Democrata – PSD, Partido para a Liberdade Organização e Progresso – PALOP ePartido dos Trabalhadores – PT apresentaram uma proposta de saída de crise e a constituição de um governo reconhecido pelo Presidente José Mário Vaz e pelos assinantes do Acordo de Conacri.

O referido grupo pede a demissão do governo de Umaro Sissoco Embaló e a nomeação de um governo de tecnocratas, sem filiação partidária, que teria como missão promover reformas na função pública, reformas a nível do quadro legal da República e ainda organizar as proximas eleições legislativas.

Já que não há entendimento para implementação do Acordo de Conacri, um governo de tecnocratas poderia ajudar a acabar com o impasse, segundo o porta-voz do grupo destes cinco partidos, Silvestre Alves, líder do Movimento Democrático Guineense, que apresentou as linhas gerais desse Governo.

Vamos comprometer-nos todos a viabilizar um governo de tecnocratas…propomos que haja um gabinete de fiscalização, constituído por cinco elementos, eventualmente um por cada um dos partidos com assento parlamentar…eventualmente sete da Presidência da República…gabinete que teria prerrogativas para exigir a apresentação de um mapa de receitas e despesas a todo e qualquer departamento do Estado“.

http://pt.rfi.fr/guine-bissau/20170711-guine-bissau

Guiné-Bissau: Polícia proíbe manifestação de cidadãos contra crise política

A polícia proibiu, este sábado, uma manifestação de um grupo de cidadãos contra a crise política na Guiné-Bissau alegando a falta de autorização, disse Sumaila Djaló, um porta-voz do grupo de Inconformados, à Lusa.

Guiné-Bissau: Polícia proíbe manifestação de cidadãos contra crise política

Segundo a Lusa, por volta das 7 locais alguns elementos do Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados com a crise política começaram a se juntar na rotunda do aeroporto internacional de Bissau mas quando se preparavam para iniciar a manifestação a polícia surgiu e mandou dispersar, contou Djaló.

«Foi uma ordem ilegal», indicou o porta-voz dos Inconformados, acrescentando que tiveram que acatar de momento por temerem que a polícia investisse sobre os manifestantes.

Sumaila Djalo disse que o movimento não tinha que ter nenhuma autorização da polícia, conforme a lei guineense, mas comunicar a pretensão de organizar a manifestação pública pacífica.

«A polícia não só não nos deixou manifestar como impediu alguns jornalistas presentes no local que fizessem o seu trabalho», afirmou à Lusa Djaló, que vê no ato a «implantação de uma ditadura autêntica» na Guiné-Bissau.

A Lusa tentou, sem sucesso, contatar o comando da polícia.

O porta-voz dos Inconformados anunciou que já na segunda-feira o movimento – constituído essencialmente por jovens- vai entregar uma carta ao Ministério do Interior avisando que no sábado, dia 15, vai realizar uma nova manifestação em Bissau.

Conforme a mesma agência, a acção, como tem sido nos últimos oito meses, servirá para o movimento denunciar a persistência da crise política no país, exigir a dissolução do Parlamento, a renúncia do chefe do Estado, José Mário Vaz, e a convocação de eleições gerais.

Para o Movimento dos Inconformados, José Mário Vaz é o principal responsável pela crise política que já dura há cerca de dois anos na Guiné-Bissau.

http://asemana.publ.cv/?Guine-Bissau-Policia-proibe-manifestacao-de-cidadaos-contra-crise-politica&ak=1

Crianças guineenses estão fora da escola

11495190_770x433_acf_croppedQuase um quarto das crianças guineenses, cerca de 23 por cento, não vão à escola, segundo um relatório divulgado esta quarta-feira pelo Plan Internacional, uma organização não-governamental, que atua na Guiné-Bissau. O relatório, baseado em estudos recentes, aponta que as crianças portadoras de deficiências e as do sexo feminino são as que menos frequentam a escola na Guiné-Bissau, enfatizou Alassan Drabo, representante do Plan em Bissau.

A juntar a esta realidade está ainda o facto de a taxa de abandono escolar ser de 18 por cento, sublinhou Drabo ao apresentar um relatório em que a organização reclama “a implementação de políticas para uma Educação Inclusiva, Equitativa e de Qualidade na Guiné-Bissau”.

https://s.frames.news/cards/abandono-escolar/

Perante o ministro guineense da Educação, Sandji Faty, o representante do Plan Internacional apontou a zona leste do país como a região onde mais se concentram crianças fora do sistema educativo formal.

O estudo indica que “questões socioculturais” impedem que “grande número de pessoas” dessa zona estejam dentro do sistema educativo. As regiões do leste da Guiné-Bissau, Bafatá e Gabú, são habitadas maioritariamente por indivíduos islamizados.

O ministro guineense da Educação concordou com o panorama desenhado pelo Plan Internacional, sobretudo em relação às comunidades predominantemente de indivíduos islamizados, mas afirmou que o trabalho que tem sido feito “já apresenta bons resultados”.

Sandji Faty diz estar em curso “uma mudança do paradigma” nestas comunidades, em que os pais agora mandam as suas crianças para a escola formal e pedem abertura de mais estabelecimentos do ensino formal. Dantes o ensino, naquelas comunidades, limitava-se ao Corão, precisou o ministro, para destacar a “mudança das mentalidades”, também fruto do trabalho de organizações como o Plan, disse.

“Até parece que houve um click com grandes comunidades a pedirem a abertura de escolas”, sublinhou Sandji Faty enfatizando o número crescente de meninas nas turmas em certas comunidades islamizadas.

Há dez, quinze anos atrás, por exemplo, era impensável ver numa ‘tabanca’ escolas em que as meninas são em maior número que os rapazes”, afirmou o governante.

O representante do Plan na Guiné-Bissau corroborou a realidade destacada pelo ministro, mas salientou que a tendência é acontecer que conforme as crianças avançam nos níveis de escolaridade as do sexo feminino e as portadoras de deficiências tendem a “ficar para trás”