Guiné-Bissau: Polícia proíbe manifestação de cidadãos contra crise política

A polícia proibiu, este sábado, uma manifestação de um grupo de cidadãos contra a crise política na Guiné-Bissau alegando a falta de autorização, disse Sumaila Djaló, um porta-voz do grupo de Inconformados, à Lusa.

Guiné-Bissau: Polícia proíbe manifestação de cidadãos contra crise política

Segundo a Lusa, por volta das 7 locais alguns elementos do Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados com a crise política começaram a se juntar na rotunda do aeroporto internacional de Bissau mas quando se preparavam para iniciar a manifestação a polícia surgiu e mandou dispersar, contou Djaló.

«Foi uma ordem ilegal», indicou o porta-voz dos Inconformados, acrescentando que tiveram que acatar de momento por temerem que a polícia investisse sobre os manifestantes.

Sumaila Djalo disse que o movimento não tinha que ter nenhuma autorização da polícia, conforme a lei guineense, mas comunicar a pretensão de organizar a manifestação pública pacífica.

«A polícia não só não nos deixou manifestar como impediu alguns jornalistas presentes no local que fizessem o seu trabalho», afirmou à Lusa Djaló, que vê no ato a «implantação de uma ditadura autêntica» na Guiné-Bissau.

A Lusa tentou, sem sucesso, contatar o comando da polícia.

O porta-voz dos Inconformados anunciou que já na segunda-feira o movimento – constituído essencialmente por jovens- vai entregar uma carta ao Ministério do Interior avisando que no sábado, dia 15, vai realizar uma nova manifestação em Bissau.

Conforme a mesma agência, a acção, como tem sido nos últimos oito meses, servirá para o movimento denunciar a persistência da crise política no país, exigir a dissolução do Parlamento, a renúncia do chefe do Estado, José Mário Vaz, e a convocação de eleições gerais.

Para o Movimento dos Inconformados, José Mário Vaz é o principal responsável pela crise política que já dura há cerca de dois anos na Guiné-Bissau.

http://asemana.publ.cv/?Guine-Bissau-Policia-proibe-manifestacao-de-cidadaos-contra-crise-politica&ak=1

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Mulheres preocupadas com crise politica em Guiné Bissau


Exortam as forças de segurança no sentido de evitar o uso desproporcional da força.

As organizações de mulheres da Guiné-Bissau estão “profundamente” preocupadas com o agravar da crise política no país.

Num comunicado, condenam a conduta das forças policiais e dos manifestantes, no ultimo fim-de-semana, que degenerou em violência.

Para elas, o incidente espelha a dimensão da tensão política na Guiné-Bissau e consequente quebra do diálogo entre os protagonistas da crise.

As organizações das mulheres da Guiné-Bissau exortam, por isso, as forças de segurança, no sentido de adequar as suas actuações aos imperativos da lei, evitando o uso desproporcional da força contra o exercício dos direitos de liberdades fundamentais dos cidadãos.

Por outro lado, elas apelam o Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados, organização cívica que tem promovido manifestações contra o Presidente da Republica, e aos guineenses em geral, a absterem-se “de comportamentos violentos contra as forças de segurança, capazes de comprometer os valores da paz e provocar danos incalculáveis na vida e integridade física dos cidadãos”.

Apelam também ao Ministério Público, a abertura de um inquérito célere e transparente para o esclarecimento cabal das circunstâncias que rodearam a violência entre os manifestantes e forças de segurança, e consequente responsabilização criminal dos infratores.

Á Comunidade Internacional, as mulheres guineenses alertam no sentido de manter vigilante e accionar mecanismos, com vista a evitar derrapagens no país.

O posicionamento das organizações das mulheres da Guiné-Bissau surge numa altura em que o Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados agendou para o próximo sábado, dia 3 de junho, mais uma marcha pacifica para exigir o fim da crise, com a renúncia do Presidente, José Mário Vaz.

E, noutra frente, o Movimento “O Cidadão”, ligado ao actual poder politico, convocou, para o mesmo dia a sua manifestação para exigir a abertura das sessões parlamentares, depois de ter promovido, na semana passada, uma vigília frente a sede do parlamentar com o mesmo propósito.

http://www.voaportugues.com/a/bissau-mulheres-crise/3877878.html

Boa noticia! Secretário Geral da ONU vê África um continente de esperança promessa e vasto potencial

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O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse ontem que África é “um continente de esperança, promessa e vasto potencial”, preferindo esta abordagem em vez de olhar para a região “pelo prisma dos problemas”.

Num artigo de opinião, António Guterres refere que “muitas vezes, o mundo vê a África pelo prisma dos problemas; quando olho para a África, vejo um continente de esperança, promessa e vasto potencial”.

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No texto, que surge na sequência da sua participação na cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, que decorreu a 30 e 31 de Janeiro em Addis Abeba, António Guterres garante estar “empenhado em reforçar esses pontos fortes e estabelecer uma plataforma mais elevada de cooperação entre as Nações Unidas, os líderes e o povo da África” e diz que isso é “essencial para promover o desenvolvimento inclusivo e sustentável e aprofundar a cooperação para a paz e a segurança”.
O antigo primeiro-ministro português afirma no texto ter trazido da capital etíope um “espírito de profunda solidariedade e respeito”, mas também “um profundo sentimento de gratidão” pelo contributo africano para as forças de paz da ONU.
África “fornece a maioria das forças de paz das Nações Unidas no mundo; as nações africanas estão entre os maiores e mais generosos anfitriões de refugiados mundiais; em África estão algumas das economias com mais rápido crescimento do mundo”, salienta o antigo Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados.
“Deixei a cimeira mais convencido do que nunca de que toda a humanidade vai beneficiar-se ouvindo, aprendendo e trabalhando com o povo de África”, afirma Guterres, que sublinha que a prevenção é essencial para resolver os conflitos.
“Muitos dos conflitos de hoje são internos, desencadeados pela competição pelo poder e recursos, desigualdade, marginalização e divisões sectárias; muitas vezes, eles são inflamados pelo extremismo violento ou por ele alimentados”, lê-se no documento.
A prevenção, prossegue, “vai muito além de nos concentrarmos unicamente no conflito. O melhor meio de prevenção, e o caminho mais seguro para uma paz duradoura, é o desenvolvimento inclusivo e sustentável, defende.
O Secretário-geral da ONU diz não ter dúvidas “de que podemos vencer a batalha pelo desenvolvimento sustentável e inclusivo, que são também as melhores armas para prevenir conflitos e sofrimentos, permitindo que a África brilhe ainda mais de forma vibrante e inspire o mundo”. António Guterres deixou a 28.ª Cimeira da União Africana com um forte apelo para a mudança na forma como o continente berço da humanidade é caracterizado pela comunidade internacional, e com a promessa de apoiá-lo na construção do desenvolvimento e da paz sustentáveis.
Na cimeira de Addis Abeba, lamentou a forma como África é descrita na Europa, Américas e Ásia, denunciou o que chamou de “uma visão parcial de África” e disse ser preciso mudar a narrativa sobre o continente na comunidade internacional e que este deve ser reconhecido “pelo seu enorme potencial”.
O líder da ONU elogiou a União Africana pelo “trabalho muito importante em nome do continente”, manifestou “disposição total da ONU em apoiar plenamente as suas actividades” e destacou “o entendimento integral entre a ONU, a União Africana e a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento sobre a necessidade de se trabalhar “numa só voz” para pacificar o Sudão do Sul.”
O novo paradigma no relacionamento entre a ONU e os africanos implementado por António Guterres levou o Alpha Condé, o Presidente da Guiné-Conacri e líder em exercício da União Africana, a convidá-lo a participar anualmente num pequeno almoço com Chefes de Estado e de Governo africanos em Janeiro.

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Para o Secretário Geral da ONU, estas ocasiões servem para interagir com líderes africanos e discutir “de forma muito significativa” as relações entre a União Africana e a Organização das Nações Unidas.

 

fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/antonio_guterres_ve_africa_como_esperanca

Secretário-Geral da ONU critica “visão parcial” sobre o continente africano

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Fotografia: Zacharias Abubeker | AFP

O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, deixou a 28ª Cimeira da União Africana com um forte apelo para a mudança na forma como o continente berço da humanidade é caracterizado pela comunidade internacional e com a promessa de o apoiar na construção do desenvolvimento e da paz sustentáveis.

 

Ao falar a jornalistas à margem da cimeira que juntou em Addis Abeba dezenas de líderes do continente africano, antes de deixar a capital Etíope, António Guterres defendeu que África deve ser reconhecida pelo potencial de desenvolvimento, economia e governação.
António Guterres lamentou a forma como África é descrita na Europa, Américas e Ásia, denunciou o que chamou de “uma visão parcial de África”, disse ser preciso mudar a narrativa sobre o continente na comunidade internacional e que este deve ser reconhecido “pelo seu enorme potencial.”
O Secretário-Geral das Nações Unidas recordou que África teve o maior crescimento econômico do mundo nos últimos 10 anos e “histórias de sucesso extraordinárias do ponto de vista do desenvolvimento econômico e de governação.”
Uma dessas histórias, prosseguiu, ocorreu há dias com a reacção “exemplar” da Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (CEDEAO) na Gâmbia, que demonstrou “a capacidade de os países africanos se unirem e resolverem os problemas no continente.”
António Guterres lembrou que “o apoio da União Africana e das Nações Unidas ajudou a resolver a crise pós-eleitoral” e disse esperar que esse exemplo “seja seguido noutras partes do mundo.”
O Secretário-Geral da ONU elogiou a União Africana pelo “trabalho muito importante em nome do continente”, manifestou “disposição total da ONU em apoiar plenamente as suas actividades” e destacou “o entendimento integral” entre a ONU, a União Africana e a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (Igad) sobre a necessidade de se trabalhar “numa só voz” para pacificar o Sudão do Sul.

Agradecimento a África

No discurso proferido na segunda-feira na União Africana, António Guterres  reiterou o pleno apoio da organização que dirige à construção do desenvolvimento e da paz sustentáveis na África.
António Guterres, que começou o discurso manifestando solidariedade à União Africana, afirmou que a ONU “tem orgulho dessa parceria” e destacou a cooperação das partes na implementação das agendas 2063 da União Africana, 2030 da ONU e na promoção da paz, da segurança e dos direitos humanos.

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O Secretário-Geral recordou uma frase do ex-Presidente moçambicano, já falecido, Samora Machel, segundo a qual “a solidariedade é um acto de união entre aliados lutando em diferentes áreas, mas com os mesmos objectivos e o principal desses é ajudar no desenvolvimento da humanidade no nível mais alto possível”, para afirmar que a União Africana “trabalha diariamente pela união, paz e progresso para todos.”
E África, prosseguiu, fornece a maioria das forças de paz da ONU.
As nações africanas “estão entre os maiores e mais generosos anfitriões de refugiados do mundo” e as suas fronteiras “continuam abertas às pessoas que precisam de protecção, quando muitas fronteiras estão a ser fechadas, até mesmo nos países mais desenvolvidos.” António Guterres elogiou o continente por incluir algumas das economias que mais crescem no mundo, mas pediu mais atenção para os jovens.
“É fundamental que façamos mais para proporcionar aos jovens oportunidades e esperança. Felicito-vos por terem designado 2017 como o ano do aproveitamento do dividendo demográfico através de investimentos na juventude. Mais de três em cada cinco africanos têm menos de 35 anos de idade”, afirmou.
Para o continente tirar partido deste potencial, António Guterres recomenda mais investimento na educação, na formação e no trabalho condigno e considera “fundamental” envolver os jovens “na construção do seu próprio futuro.” Nesse sentido, prometeu “apoio total” do Sistema das Nações Unidas.  António Guterres disse esperar também trabalhar com a União Africana para reforçar o poder das mulheres africanas, para que estas possam desempenhar o seu papel no desenvolvimento e na paz sustentáveis. Sobre a paz, garantiu que a ONU vai apoiar a iniciativa africana “Silenciar as Armas até 2020”, ou até mesmo antes da data.

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Alpha Condé, o Presidente da Guiné Conacri e líder em exercício da União Africana, convidou António Guterres a participar anualmente num pequeno almoço com Chefes de Estado e de Governo africanos em Janeiro. Para o Secretário-Geral da ONU, estas ocasiões vão servir para interagir com líderes africanos e discutir “de forma muito significativa” as relações entre a União Africana e a ONU.
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Mais apoio ao continente

António Guterres passou das promessas à prática ao liberar, também na segunda-feira, 100 milhões de dólares da verba do Fundo Central de Resposta de Emergência para mais de nove países, oito dos quais Estados africanos.
O Secretário-Geral da ONU disponibilizou o dinheiro para operações humanitárias em nove países com o que considera “crises negligenciadas”, ajudando deste modo mais de 6 milhões de pessoas nos Camarões, na Coreia do Norte, na Líbia, no Madagáscar, no Mali, no Níger, na Nigéria, na Somália e no Uganda. Ao justificar a medida, António Guterres disse que o financiamento é crucial para que agências da ONU e parceiros continuem a apoiar “pessoas que precisam de ajuda tão desesperadamente.”
Boa parte dos 100 milhões de dólares vão para pessoas deslocadas e o financiamento vai ajudar  a garantir cuidados de saúde, abrigo e alimentos para milhões de pessoas que escapam da violência do Boko Haram na Nigéria, no Níger e nos Camarões, explicou.
No Madagáscar, no Mali e na Coreia do Norte, o apoio da ONU segue para os civis que sofrem de desnutrição e com a insegurança alimentar, acrescentou.

 

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/guterres_critica_visao_parcial_sobre_o_continente_africano

Guiné-Bissau: África Ocidental pede acordo urgente para acabar com crise politica no país

Bissau – Os países da África Ocidental solicitaram nesta quinta-feira, aos dirigentes da Guiné-Bissau, para que se entendam com urgência e acabem com a crise política no país, lê-se num comunicado da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), noticou a Lusa.

LOGOTIPO DA CEDEAO

“A CEDEAO apela a todas as partes envolvidas na discussão em curso a aproveitar esta ocasião para pôr termo ao bloqueio institucional que afeta o país, atendendo aos superiores interesses dos cidadãos” e pede um acordo “urgente”, refere-se no documento.

Sublinha o documento que a comunidade reitera a necessidade urgente de se chegar a um acordo durável para garantir a estabilidade da Guiné-Bissau.

O presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, na qualidade de mediador da CEDEAO, está a acolher na sua capital, desde terça-feira, uma mesa redonda de negociações com os dirigentes de Bissau – encontro ainda sem fim à vista, disse fonte no local à Lusa.

A reunião surge depois de Condé e Ernest Koroma, presidente de Serra Leoa, terem conseguido em Setembro, numa visita a Bissau, que os dois principais partidos (PAIGC e PRS), o actual primeiro-ministro e o presidente do parlamento assinassem um compromisso de seis pontos.

O primeiro deles prevê a formação de um governo de inclusão, que consiga ver aprovado no parlamento o seu programa e um orçamento de Estado, e assim desbloquear o país e garantir estabilidade até ao fim da legislatura (2018).

Os outros cinco pontos preveem que uma reforma da Constituição, da lei da administração territorial, da lei eleitoral e dos partidos, que haja fortalecimento do sistema de justiça e que avancem as reformas nos sectores da defesa e da segurança.

“A CEDEAO reafirma o seu apoio à colocação em marcha do roteiro de seis pontos que deverá levar o país a seguir o caminho da coesão social e da erradicação progressiva da pobreza”, conclui-se no comunicado.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2016/9/41/Guine-Bissau-Africa-Ocidental-pede-acordo-urgente-para-acabar-com-crise-politica-pais,5e0e6d9b-80f9-4d6d-a856-aae649013b6d.html

Jovens muçulmanos africanos reunidos contra o extremismo

Jovens muçulmanas nigerinas – AFP

Ouagadougou (RV) – Jovens africanos de religião muçulmana, comprometidos nos seus respectivos países na luta contra o fundamentalismo, reuniram-se nos dias passados em Ouagadougou, capital de Burkina Faso, para participar do simpósio intitulado “Contribuição para prevenção do extremismo violento”.

Perigos na radicalização

O encontro teve por objetivo chamar a atenção, sobretudo das novas gerações, sobre os perigos existentes na radicalização e no extremismo violento.

Papel dos governos

Eram centenas os participantes, vindos de oito nações da região, para pedir aos governos para que desempenhem plenamente o seu papel, oferecendo oportunidades de emprego e de formação, com o fim de evitar que os jovens caiam nas garras do terrorismo.

Necessidade de ação

Para a Organização da Juventude Muçulmana na África Ocidental (OJEMAO) – que representa Togo, Benin, Mali, Guiné, Niger, Costa do Marfim, Senegal e Burkina Faso – é necessário agir rapidamente, porque os terroristas e alguns pregadores radicais tomaram a iniciativa.

O temor é que outras regiões africanas possam sofrer o fascínio dos fundamentalistas, com a criação de organizações que fazem uso do pretexto da fé para “justificar” seus crimes.

Solidariedade islâmica

A OJEMAO é particularmente ativa no Niger onde, entre outros, os participantes promovem iniciativas de solidariedade islâmica.

http://br.radiovaticana.va/news/2016/08/22/jovens_mu%C3%A7ulmanos_africanos_reunidos_contra_o_extremismo/1252969

Guiné Bissau começa a exportar mangas para países da África Ocidental

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A Guiné-Bissau vai passar a exportar mangas para os países da Africa Ocidental, variando assim os seus produtos de exportação, até agora apenas o caju, mas o processo de produção terá de ser melhorado.
 
O Presidente da Associação Nacional dos Agricultores da Guiné-Bissau (ANAG), Jaime Boles Gomes, esteve recentemente em Dacar, no Senegal, no certame ´Semana de Mangas´.
 
De acordo com Boles, em declarações à Agência de Notícias da Guiné (ANG)o encontro de Dacar foi uma boa oportunidade para o país: «Foi uma janela que se abriu para reforçar e encontrar uma alternativa ao caju, que tem sido até aqui o único produto de exportação.»
 
O Presidente da ANAG informou ainda que foi criada a Aliança Regional de Produção de Mangas da África Ocidental para Exportação, que congrega sete países da sub-região entre os quais a Guiné-Bissau, Gâmbia, Senegal e Guiné-Conacri, financiada pela Agência Americana de Cooperação e Desenvolvimento(USAID), e sob tutela dos Ministérios de Agricultura.
 
«As mangas que temos são oriundas de produção amadora e essa prática deve ser ultrapassada para ingressamos no sistema mais profissional, que visa seguir as exigência tecnológicas e científicas que permita aos nossos camponeses fazerem uma colheita de produtos de qualidade mediante as normas exigidas no mercado internacional», frisou à ANG.
 
Para Jaime Bolis «tudo isso passa pela colheita e boa conservação do produto para poder vir a ser comprado a bom preço no mercado internacional, e dar oportunidade a passagem à etapa de transformação de produtos agrícolas locais, criando empregos e outros benefícios ao país».