Troféu “Raça Negra” do Brasil homenageia empresário de Angola com repercussão na imprensa angolana

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Editorial do Jornal de Angola registra premio Raça Negra  a importante empresário de Angola.Em celebração em prol da luta contra o racismo, pela igualdade, dignidade, respeito e muitas outras que vêm sendo duramente travadas pela população negra no Brasil e em todo o mundo. Este é um breve resumo da cerimônia de entrega do Troféu Raça Negra. Considerado o Oscar comunidade negra, o evento foi realizado na segunda, 21 de novembro de 2016, na Sala São Paulo, e reuniu artistas, ativistas, representantes do governo estadual e federal, dirigentes de empresas, imprensa e outras lideranças para discutir um tema urgente, que precisa ser combatido com todas as forças.

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Premio Raça Negra

Em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra, personalidades e autoridades negras e não negras, nacionais e internacionais, são premiadas por exaltar, enaltecer e divulgar o valor das iniciativas, ações, gestos, posturas, atitudes, trajetórias e realizações que tenham contribuído para aprofundamento e ampliação da valorização da raça negra. Trata-se de um reconhecimento justo e oportuno aqueles que têm contribuído constantemente pela luta em favor da igualdade racial. A iniciativa do Troféu Raça Negra é reconhecida internacionalmente e já faz parte do calendário da cidade de São Paulo.

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“Estou muito feliz por receber este prêmio. É um gesto único e uma distinção que aceitei com muito prazer. Acho benéfico, muito positivo, trabalharmos pelo progresso e a valorização da comunidade negra. Isto ainda é um princípio, um trabalho de anos, mas tende a crescer”, disse António Mosquito, líder do grupo empresarial GAM, com negócios nas áreas de comércio, transportes, construção civil, hotelaria, imobiliária, agricultura e pecuária, e também na comunicação social, como acionista de referência do Global Media Group.

Para José Vicente, reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, a primeira instituição de ensino do país voltada para o público negro e parceira da ONG Afrobras na promoção do evento; a celebração evidencia a luta e os avanços conquistados ao longo dos últimos anos. Ele lembrou, no entanto, que ainda são muitos os desafios a serem enfrentados. “Estar aqui esta noite mostra que estamos no caminho certo e que seremos incansáveis na busca pela igualdade, diversidade, dignidade e pelo respeito”, afirmou.

 

Editorial do Jornal de Angola

“O sucesso dos empresários”

“Um prestigiado empresário angolano, António Mosquito, acaba de ser distinguido no Brasil pela comunidade afro-brasileira, pelos seus feitos em prol do progresso. É sempre motivo de orgulho de qualquer angolano quando um seu compatriota é valorizado noutros continentes pelo seu trabalho ao nível de qualquer área, que tenha impacto na vida de muitas pessoas dentro e fora do nosso país.

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O sucesso de um dos nossos compatriotas na vida empresarial deve ser merecedor de destaque, até porque não é todos os dias que um angolano é reconhecido pelo seu trabalho numa área complexa como é o empresariado.
É bom saber que há instituições doutros países que reconhecem a capacidade empreendedora de empresários angolanos e não hesitam em atribuir mérito ao seu trabalho em prol do desenvolvimento.
Angola é um país que está em fase de reconstrução. É importante que haja empresários angolanos com iniciativas de vulto e que estejam permanentemente disponíveis para ajudar o nosso país a crescer. O mérito dos nossos empresários deve ser também reconhecido no nosso país, até porque temos angolanos que têm contribuído imenso para que Angola seja um país auto-suficiente em termos, por exemplo, de produção de inúmeros produtos agrícolas.
Temos de confiar na capacidade dos nossos empresários e temos de os valorizar e incentivar para que eles possam servir cada vez melhor as comunidades. As empresas são essenciais no desenvolvimento de qualquer país. São as empresas, médias, pequenas ou grandes, que fazem alavancar o crescimento econômico. Neste momento em que atravessamos uma crise econômica financeira, temos de prestar atenção às iniciativas das nossas empresas e dos nossos empresários. É importante, por exemplo, que se incentive o surgimento de micro-empresas, formalizando-as, a fim de que estas possam ter a oportunidade de acesso ao crédito bancário.
Um número elevado de empresas rentáveis no nosso país é garantia de existência de famílias com uma fonte de rendimento permanente. Queremos todos que haja no nosso pais famílias estáveis e uma das forças para que haja estabilidade é que haja empregos que podem ser proporcionados por empresas. Quanto mais empresas tivermos no país mais empregos teremos, o que é bom para as famílias.
António Mosquito deu a entender na cerimônia em que foi distinguido como empresário do ano pela comunidade afro-brasileira que era necessário que surgissem mais empresários, ao afirmar que “este troféu seja um exemplo para as novas gerações”. Nestas suas palavras está implícito um apelo a todos os potenciais empresários que queiram abraçar a actividade produtiva. Queremos que haja mais empresários que possam projectar o nome de Angola além-fronteiras, porque acreditamos que há inúmeros agentes económicos capazes de, como António Mosquito, realizar feitos relevantes em prol do desenvolvimento do nosso país.
Os jovens angolanos que querem enveredar pela atividade empresarial devem ter sempre a humildade de aprender com os mais consagrados.

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A atividade empresarial é uma atividade que exige trabalho árduo, e era bom que os que estão a começar a trabalhar em projectos produtivos tenham consciência de que é preciso estarem disponíveis para aprender muito com os que já passaram por muitas dificuldades. Muitos empresários angolanos que estão no topo passaram por momentos muito difíceis, mas a sua ousadia e persistência fizeram com que chegassem ao êxito. Nada se consegue sem trabalho. Um empresário ou potencial empresário tem sempre pela frente uma série de problemas por resolver, uns mais complexos do que outros, sobretudo agora que atravessamos uma crise econômica e financeira.
Os jovens que querem ser empresários devem estar preparados para enfrentar muitos obstáculos na sua atividade. Não é fácil a vida empresarial. O importante é que haja vontade para superar as dificuldades. O país precisa de empresários que sejam capazes de superar obstáculos, em quaisquer circunstâncias. O nosso país, a exemplo de outros Estados, precisa de empresários de elevado nível e sempre animados pela vontade de servir as nossas populações.

Os empresários são uma parte importante da solução de muitos dos nossos problemas econômicos. O Estado não pode nem deve fazer tudo. Têm de ser os empresários a resolver muitos dos nossos problemas, por via da actividade produtiva. O Estado não pode nem deve dar emprego a toda a gente. Os recursos financeiros de que o Estado dispõe são escassos. Eis a razão por que se deve incentivar sem hesitações o surgimento de muitas empresas no país.
A distinção recebida pelo empresário angolano António Mosquito no Brasil, como empresário do ano, vai fazer com que muitos jovens empresários se convençam de que vale a pena trabalhar em prol do progresso e da prosperidade do país. Os empresários angolanos devem ter em vista a sua responsabilidade no processo de crescimento económico e desenvolvimento de Angola. O sucesso dos nossos empresários aproveita a todos os angolanos.”

Quem é António Mosquito?

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O empresário angolano António Mosquito, 56 anos, comprou a maioria da construtora Soares da Costa mas os seus negócios não se restringem somente à construção civil.

António Mosquito M”Bakassy nasceu na Calenga, província do Huambo, onde com 17 anos trabalhava como gerente de uma fazenda de sisal (uma planta usada para fazer fios, cordas, tapetes) da empresa Caála, Oliveira Barros & Cia, conforme explica um perfil feito pelo site “Africa Monitor” em abril.

Com a independência angolana, os líderes da empresa vieram para Portugal confiando assim a António Mosquito a gerência da firma, tendo sido este o ponto de partida para o seu sucesso empresarial.

António Mosquito é conhecido pela sua discrição, com que blinda a sua vida profissional, pessoal e familiar, tendo-se mantido sempre afastado da política ao longo da sua vida, Os seus negócios abrangem principalmente quatro importantes áreas: os automóveis, a construção civil, o petróleo e os diamantes, sendo o seu grupo empresarial Mbakassy & Filhos a principal plataforma para atuar em diferentes setores, além da holding GAM (Grupo António Mosquito) que controla cerca de duas dezenas de empresas.

Um dos grandes negócios de António Mosquito é a importação de automóveis Audi e Volkswagen para vendê-los principalmente ao Estado angolano. Também a construção civil desempenha um papel importante na sua vida, tendo forjado parcerias em Angola com a gigante brasileira Odebrecht e a Teixeira Duarte.

Na exploração petrolífera, detêm 16% do bloco 33 em offshore, através da Falcon Oil, com a francesa Total a deter a maioria, 60%, a Sonangol, 20%, e a Galp 5%. No entanto, diz a “Africa Monitor”, a grande paixão de António Mosquito é o setor mineiro, em particular os diamantes, através da sua sociedade KSM-Kassypai Sociedade Mineira. Mas o empresário também atua na área da banca, com 12% do Banco Caixa Geral Totta Angola, instituição que é detida pela Caixa Geral de Depósitos e pelo Santander.

Referencias:

http://www.dn.pt/dinheiro/interior/antonio-mosquito-homenageado-no-brasil-5517320.html

Troféu – Raça negra : http://2016.trofeuracanegra.com.br/

Quem é António Mosquito, novo dono da Soares da Costa? – : https://www.dinheirovivo.pt/empresas/quem-e-antonio-mosquito-novo-dono-da-soares-da-costa/#sthash.v9FlFPNw.dpuf

O sucesso dos empresários – Editorial do Jornal de Angola:  http://jornaldeangola.sapo.ao/opiniao/editorial/o_sucesso_dos_empresarios

Correspondente AFP no Burundi ameaçado após críticas do governo ao seu trabalho

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O correspondente da Agência France Presse e da Rádio France Internationale no Burundi recebeu hoje ameaças nas redes sociais depois de as autoridades o acusarem de “promover o crime e a violência” com a sua cobertura da crise do país.

Esdras Ndikumana, que foi torturado em 2015 pelas forças de segurança burundianas, ano em que recebeu um prémio francês de jornalismo internacional, é considerado um dos principais especialistas do Burundi e é respeitado através de África.

Receando pela sua vida, o jornalista, de 55 anos, foi forçado a sair do país em agosto de 2015, mas continua a cobrir os acontecimentos no Burundi, a partir do estrangeiro.

Na segunda-feira à noite, o general Alain-Guillaume Bunyoni, ministro da Segurança Interna e a segunda figura mais importante do governo, atacou o jornalista, mencionando-o nominalmente em uma declaração.

“O Ministério condena energicamente todos os que se dedicam a atribuir atos criminosos a quem quer que seja para justificar as suas preferências, os seus interesses e as mal escondidas convicções políticas, como o jornalista Esdras Ndikumana e alguns ativistas das redes sociais, com o objetivo de dividirem os burundianos e promoverem o crime e a violência”, afirmou Bunyoni.

Depois da declaração, duas figuras da sociedade civil pró governamentais emitiram sérias ameaças contra Ndikumana no Twitter.

“A AFP considera inaceitáveis estes ataques pessoais ao seu correspondente Esdras Ndikumana, que singulariza e põe em risco um jornalista que faz uma cobertura irrepreensível das notícias do Burundi em circunstâncias muito difíceis”, afirmou o diretor do serviço de Notícias Globais da AFP, Michele Leridon.

O Burundi tem estado a viver uma forte crise política desde que o Presidente Pierre Nkurunziza anunciou, em abril de 2015, que ia disputar um terceiro mandato presidencial. E foi reeleito em julho.

Com assassínios das duas partes, ataques à polícia e execuções sumárias, a violência provocou mais de 500 mortos e obrigou mais de 270 mil pessoas a fugirem do país, segundo um levantamento feito para Organização das Nações Unidas.

O governo do Burundi silenciou os jornalistas independentes no país e ataca regularmente a imprensa internacional, acusando-a de fazer parte de uma “conspiração” para o derrubar.

Ndikumana, que começou a trabalhar como correspondente em Bujumbura da agência em 2001 e da rádio em 2002, fugiu do país em agosto último, depois de ter sido detido pelos serviços de segurança.

Enquanto esteve detido, foi agredido e torturado.

A AFP, a RFI e o próprio Ndikumana apresentaram uma queixa-crime pelos maus tratos de que foi vítima.

Até agora, a queixa não provocou qualquer investigação.

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/correspondente-afp-no-burundi-ameacado-apos-criticas-do-governo-ao-seu-trabalho_n922749

Relatório da União Africana: Assassinatos e sequestros em Moçambique atentam contra os direitos humanos

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A onda de assassinatos e sequestros que assola Moçambique constitui um atentado aos direitos humanos em Moçambique, considera o relatório sobre Moçambique no quadro da situação nos Estados membros da União Africana (UA).


Intitulado “Relatório do Estado da União Africana: Relatório de Moçambique” e realizada pela organização não-governamental Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC), a avaliação, que cobre o período entre 2013 e 2015, refere que os direitos humanos no país têm sido negativamente afetados por assassinatos e sequestros.

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“Além disso, registou-se, por exemplo, a persistência de casos de uso excessivo da força pela polícia e detenções para além dos prazos legalmente definidos. Este contexto contribuiu para a deterioração da segurança das pessoas”, realça o relatório.


O documento assinala ainda que os confrontos entre as forças de defesa e segurança moçambicanas e os homens armados da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição, têm resultado em mortes e destruição de património.


No relatório, Moçambique é elogiado por ter aprovado a Lei do Direito à Informação, mas é criticada a falta de progressos na aplicação da norma.


“Os meios de comunicação social privados enfrentam problemas de sustentabilidade financeira e uma certa hostilidade por parte de instituições do Estado, no geral”, diz o texto.


O documento critica os elevados níveis de violência contra a mulher, apontando as dificuldades de acesso à justiça como uma das razões da situação.


Citando dados do Gabinete de Atendimento à Mulher e Criança Vítimas de Violência do Ministério do Interior de Moçambique, o estudo aponta que foram atendidos 24.326 casos de violência contra a mulher, em 2015, contra 23.659 em 2014.


“Prevalecem práticas discriminatórias, por exemplo, no domínio da escolaridade, da participação política, do casamento, do acesso à justiça, que continuam a colocar as mulheres em condições de desvantagem relativamente às suas contraparte masculinas”, lê-se no documento.


Falando no lançamento do relatório, a ministra do Género, Criança e Ação Social, Cidália Chaúque, manifestou o empenho do seu Governo na garantia do respeito dos direitos humanos, como pressuposto para a melhoria de vida dos cidadãos.


“Quero reafirmar a determinação do Governo moçambicano na implementação de tratados, convenções e outros instrumentos normativos da União Africana com impacto na vida dos moçambicanos”, frisou Chaúque.

fonte:http://noticias.sapo.mz/info/artigo/1475695.html

Extração de gás natural em Moçambique com início provável em 2021

O início da extracção de gás natural no bloco Área 1, norte de Moçambique, em que empresas indianas têm uma participação conjunta de 30%, deverá ter lugar apenas em 2021, mais tarde do que o previsto, escreveu o jornal Economic Times da Índia.

O jornal cita uma fonte do sector para adiantar que a queda dos preços tanto do petróleo como do gás natural tem feito com que as empresas adiem decisões de investimento “uma vez que os clientes não fazem fila para comprar o produto.”

“É o caso clássico do ovo e da galinha em que não é possível estabelecer acordos de fornecimento uma vez que a decisão final de investimento não foi tomada por que não se sabe muito bem quem irá comprar o gás”, disse a fonte citada pelo jornal.

No âmago deste problema está a queda maciça dos preços do gás natural liquidificado ao longo dos últimos dois anos, na sequência de um excesso de oferta que deixou tanto os vendedores como os compradores inseguros quanto à assinatura de contractos de longo prazo.

O jornal escreveu ainda que o caso de Moçambique não é único, com diversos outros projectos a serem confrontados com as mesmas incertezas, se bem que neste caso o grupo operador do bloco Área 1, a Anadarko Petroleum dos Estados Unidos, tenha já assinado alguns contractos de fornecimento de gás.

A decisão final de investimento deverá ser tomada ainda este ano, de acordo com a fonte, podendo a produção iniciar-se em 2021, três anos mais tarde do que foi anunciado pelo grupo indiano Oil and Natural Gas Corporation (ONGC) quando em 2013 adquiriu uma participação no projecto.

A ONGC e a Oil India adquiriram em conjunto uma participação de 10% naquele bloco à Videocon Mauritius Energy Ltd pela soma de 2,475 bilhões de dólares e dois meses mais tarde a ONGC adquiriu um adicional de 10% à Anadarko Petroleum, tendo pago 2,640 bilhões de dólares.

O grupo indiano Bharat Petroleum Corporation entrou no projecto em 2008 com uma participação de 10%, em que a Anadarko Petroleum, com 26,5%, funciona como operador. (Macauhub/MZ)

Polícia de Moçambique diz que investiga o atentado contra o acadêmico José Mucuane


Inácio João Dina, Porta-voz da Polícia

Inácio João Dina, Porta-voz da Polícia

Comentar a governação torna-se atividade de risco.

A polícia moçambicana diz que iniciou a investigação do caso de baleamento, ontem, em Maputo, do acadêmico e comentarista de televisão José Mucuane, que se encontra internado e fora do perigo.

Porta-voz do Comando Geral da Polícia de Moçambique, Inácio Dina, disse que o trabalho iniciou logo que foi comunicada a ocorrência.

“A polícia desdobrou-se, e acreditamos que os colegas no terreno irão dizer qualquer coisa”, disse Dina à VOA.

Mucuane foi raptado, ontem na Coop, uma das zonas nobres de Maputo, e alvejado nos membros inferiores, algures em Marracuene, mais de 20 quilômetros do local.

Clima de medo instalado

Segundo informações de seus familiares, os indivíduos que o raptaram disseram ao acadêmico que foram enviados para lhe dar uma lição e causar uma deficiência física.

O caso é visto nos círculos de Maputo como a continuidade do silenciamento de vozes criticas ao governo, tendo como base as análises de Mucuane no programa “Pontos de Vista”, da STV.

José Jaime Mucuane

José Jaime Mucuane

Celestino Joanguente, pesquisador e consultor de comunicação, diz que a situação torna o simples ato de comentar ou analisar a governação em atividade de risco, levando alguns a evitar tal exercício.

Joanguente confirma que “o clima de medo já se instalou,” e não tem dúvidas que isso resultará numa situação de “indiferença, que, se calhar, é o tal desejado pelo sistema ou por indivíduos detrás disso”.

O pesquisador recorda que “isso é mau, porque uma sociedade vive de diferenças de pensamentos e de ideias”.

Nenhum crime ficou esquecido

Ontem, após visitar o seu colega baleado no hospital, o jornalista Fernando Lima disse à VOA que “a pior decisão seria fazer uma marcha atrás,” porque “isso seria a vitória desses cobardes”.

Quanto ao anunciado início da investigação para se apurar as motivações dos agressores de Mucuane muitos estão cépticos.

A base disso é que a mesma corporação não divulga os resultados de casos similares, entre os quais o assassinato do acadêmico franco-moçambicano Gilles Cistac e do jornalista paulo Machava.

Mas o porta-voz Dina diz que não se pode falar de “morosidade, porque isso “depende da natureza do processo”.

Questionado sobre a má imagem que não divulgação de resultados de investigação, Dina argumenta que “em nenhum momento a polícia deixou de trabalhar para esclarecer um determinado crime…não há nenhum crime que ficou esquecido”.

http://www.voaportugues.com/a/policia-diz-investiga-atentado-contra-academico-mocambicano-jose-mucuane/3344001.html

Por que a China se viu obrigada a negar que vende carne humana na Zâmbia

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“É uma acusação totalmente maldosa, vil e inaceitável para nós.”
 
 
Foi com essas palavras – pouco ouvidas no mundo da diplomacia – que o Ministério das Relações Exteriores da China, através da figura do seu embaixador na Zâmbia, reagiu à onda de notícias e comentários em redes sociais sobre acusações de que a China exporta carne humana para a África – na forma de carne enlatada.
 
 
A imprensa estatal chinesa responsabiliza tabloides da Zâmbia pela divulgação dos rumores, dizendo que “pessoas com motivos espúrios tentam destruir a arraigada cooperação entre Zâmbia e China.”
 
Polêmica
Os rumores vieram de um jornal do país africano. A publicação cita uma mulher zambiana que trabalha em uma fábrica de processamento de carnes na China, cujo nome não foi divulgado.
 
Essa mulher alerta consumidores africanos a deixarem de comprar carne enlatada (chamada “corned beef”) da China. O “corned beef” é um tipo de carne de vaca cozida tratada com salmoura.
 
A entrevistada assegura ao jornal que empresas chinesas recolhem cadáveres para usar a carne em produtos enlatados para o mercado africano.
 
Na reportagem do diário zambiano, outras pessoas afirmam que o uso de carne humano se difundiu “porque a China reserva a carne de melhor qualidade para mercados de países poderosos”.
 
Insatisfação
O embaixador Youming solicitou ao governo da Zâmbia que investigue o tabloide em questão “para limpar o nome do povo chinês”.
 
As fotos que circularam nas redes sociais e que mostrariam a “carne humana”, segundo os rumores, seriam imagens criadas para uma campanha publicitária de um jogo de computador, segundo o site Snopes.com, que se dedica a investigar rumores que circulam pela internet.
 
O vice-ministro da Defesa da Zâmbia, Christopher Mulenga, disse, por sua vez, que as autoridades do país investigarão as fontes que originaram a notícia e “lamentou o incidente”.
 
 
“O governo da Zâmbia lamenta esse incidente, levando em consideração a estreita relação que existe entre nosso país e a China”, pontuou.
 
A China financia projetos de infraestrutura importantes na Zâmbia em troca de recursos naturais do país africano.
 
Mas o poderio chinês na economia da Zâmbia também tem gerado insatisfação da população local, segundo a imprensa zambiana.
 
Alguns trabalhadores acusaram empresas chinesas de não zelarem pela segurança dos trabalhadores africanos e de pagar salários muito baixos.
 
O investimento chinês na África entre 2005 e 2014 chegou a aproximadamente US$ 32 bilhões (R$ 114,6 milhões), segundo cifras divulgadas pelo Ministério do Comércio da China e citadas pela revista The Economist .
 
Escândalos
A China se viu envolvida em uma série de escândalos relacionados a segurança alimentar nos últimos anos.
 
Em 2015, a imprensa chinesa anunciou o confisco de mais de 100 mil toneladas de carne contrabandeada – boa parte dela tinha sido congelada havia mais de 40 anos.
 
O escândalo do leite em pó contaminado com substância química melanina teve grande repercussão em 2008 – assim como a prisão de pessoas que vendiam de carne de rato como sendo carne de carneiro.
 
Em 2014, um repórter chinês filmou trabalhadores de uma processadora manipulando carne sem nenhuma condição de higiene.
 
 
A gravação mostrava os empregados da produtora Husi Food em Xangai, subsidiária do Grupo OSI com sede nos Estados Unidos, cortando carne sem luvas e pegando pedaços do chão, enquanto reclamavam que o produto cheirava “podre”.
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A fábrica em questão era até então uma das fornecedoras da rede McDonald’s, que tem mais de 2 mil restaurantes na China.
 
As autoridades municipais de Xangai investigaram a fábrica e encontraram milhares de produtos vencidos reempacotados com novas datas de validade.
 
 
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Imprensa angolana critica o golpe no Brasil

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À espera do golpe no Brasil

15 de Maio, 2016

Muito ou o essencial já foi dito sobre o golpe constitucional ou inconstitucional – não conheço em detalhe a Constituição brasileira – que afastou Dilma Rousseff do poder. A verdade nua e crua é que um grupo de presumíveis corruptos indiciados pela Justiça brasileira (alguns condenados) se lançou numa aventura contra outro grupo do mesmo jaez. Pelo meio a Presidente eleita Dilma Rousseff que por entre os seus pecados parece não contar o da corrupção.

 

Para além de todos os riscos que estas situações acarretam ao nível político, econômico e financeiro, acrescenta-se a instabilidade social criada por uma situação. Os políticos manipularam o eleitorado descontente em favor dos seus intentos e hoje temos de lidar com um gigante, em todos os sentidos, dividido, cujo tecido social tem sido inescrupulosamente destroçado por oportunistas políticos hoje mais conhecidos pela corrupção ou seu indiciamento em praticas menos lícitas, quando não mesmo ilícitas.
Lula da Silva e o seu PT tiraram cerca de cinco milhões de brasileiros da pobreza, criaram uma nova ala na classe média, aumentaram o poder de compra e as expectativas de desenvolvimento do país. Veio a crise de 2008 que graças a essa classe média alargada levou mais tempo até se fazer sentir no Brasil.

 

Quando se fez sentir não houve o menor escrúpulo em atacar Lula e Dilma, neste caso mais Dilma Rousseff que, de facto, foi manifestamente infeliz na gestão da crise financeira. No meio dessa contestação e face às necessidades crescentes de infra-estruturas de saúde e educação do país, a Presidente suspensa abraçou dois projetos megalômanos que beneficiaram muitas empresas sem contudo distribuir riqueza: o Mundial de Futebol e os Jogos Olímpicos.
Os políticos envolvidos neste golpe criaram as condições objectivas para um golpe militar e nas ruas há quem fale nisso, sobretudo porque já não são muitos os que lembram os tempos negros da ditadura militar. Esquecem que colocaram já o Brasil – visto como um país desenvolvido e com peso na cena internacional – ao nível de um daqueles países latino-americanos onde impera a Lei Marcial. Para já,os Jogos Olímpicos, que não terão a receita esperada, como a atividade turística, permitem aos políticos conscientes um compasso de espera que deveriam aproveitar para recolocar a legalidade e negociar um pacto de regime que ajudasse à saída da crise. Um velho ditado da língua portuguesa diz que “quanto maior a nau maior a tormenta”. O Brasil é uma nau muito grande.
Se no final deste entre-acto não surgirem soluções, ninguém se admira que os militares decidam intervir. Se o fizerem ninguém sabe por quanto tempo nem como. Isso é de evitar a todo o custo porque nem os golpistas civis escapariam à Justiça Militar. Há que manter o estatuto do Brasil, ou melhor, há que recuperar o estatuto que o Brasil havia conquistado nas últimas décadas.
Como é evidente, estou do lado de Dilma Rousseff, apesar de não ter  por ela qualquer simpatia. Acontece que de tudo quanto li, ouvi e vi, não encontrei qualquer acusação séria de corrupção, de vilania. Houve de facto manobras contabilísticas para disfarçar o défice, e daí? Será que não se recordam já dos tempos em que os EUA (até com Ronald Reagan) diferiam o pagamento de Dezembro aos funcionários públicos para o primeiro dia do ano seguinte e com isso aliviavam o défice do ano findo? Alguma vez foi crime? Mais ainda crime de responsabilidade, na terminologia brasileira?
Sejamos sérios. O Brasil é grande demais para ser palco de brincadeiras. De facto, aquele Congresso necessita de uma boa lavagem a jacto e algumas empresas uma boa desinfecção. Isso não implica necessariamente uma intervenção militar. Exige uma noção de patriotismo e de dedicação à coisa pública que uma considerável parte dos políticos brasileiros parece carecer. Apesar do meu apoio a Dilma, pelo menos quanto às acusações que vi, creio sinceramente que os brasileiros podem confiar ou desconfiar menos dos que votaram contra a sua destituição. E não podem querer para ontem aquilo que economias desenvolvidas só conseguirão daqui a uns bons dez anos.
Ou estou totalmente enganado, o que também é possível. Considerando as declarações do ministro da Defesa que, ainda Dilma não havia sido afastada, e procurou tranquilizar o mundo recusando qualquer hipótese  de intervenção das Forças Armadas e soube colocar e definir bem o campo em que evolui a atual disputa entre os políticos do país: o da ética. Reconheceu, também, que o país tem mecanismos e instituições com competência para resolver a atual crise.

http://jornaldeangola.sapo.ao/opiniao/horizontes/a_espera_do_golpe_no_brasil

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Angolanos criticam o golpe no Brasil

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O “Programa do Jô” e o milagre do Senado em Brasília

Luis Alberto Ferreira |*
16 de Maio, 2016

Quem já viu, e ouviu, na “Globo”, o “Programa do Jô”, deve ter retirado, calculo, as indispensáveis e naturais conclusões. Apuradas ou refinadas, nos últimos dias, pelo espectáculo de alguns “directos”.

“Directos” que a turba agradece, dado que o “Programa do Jô” nos impinge, volta e meia, frascaria e enlatados “fora de prazo”: programas de 2014, ou 2013, exibidos na actualidade – na nossa actualidade, porque a noção temporal e estética que a “Globo” tem da actualidade é exclusivo seu.
Ora, qual é então o assunto? O “Programa do Jô”, de facto. Como ponto de partida. Na tradição ou circunstâncias desta coluna, o assunto decorre, em suas motivações muito explícitas, do interesse que ao longo de decénios me merece a América Latina. Esta é apenas mera parcela das Américas, que costumo rotular de Amerrikúa, o nome que as culturas e civilizações de raiz aborígene atribuem ao Continente Americano, Estados Unidos e tudo o mais incluídos. Porque os apaches, os sioux e outras etnias índias norte-americanas não foram “mercadoria” exportada da Europa dos séculos XVI, XVII ou XVIII.
Para os mais atentos – à História, à Sociologia, à Geopolítica… – o “Programa do Jô” reúne todos os tiques, “fantasias” e ademanes ou trejeitos de um nacional-porreirismo que se vai esgotando, minuto a minuto. E não é só pela esclerose da habituação, da costumança. É, sobretudo, pela sucessão dos lances aglutinantes de “venenos” do obscurantismo e da hábil distorção da vida real e dos factos mais incontroversos. Nos fluxos variáveis de convidados de Jô Soares a constante não são os cientistas, os transmissores de uma coisa chamada conhecimento, ou os agora chamados criativos. A constante são as “mininas”, as modelos– de preferência as que possam falar de Nova Iorque, Paris, Londres, porque o “Jô” logo nos diz que também já lá esteve, conhece recônditos de museus e restaurantes, marcas de vinhos e conhaques, ele trata por tu os cadáveres de muitas eminências e de muitos pulhas e, enquanto isso, lá vai a mãozinha do “gordo” profissional deslizando para a perninha da “minina”, lá vai beijoca mais, nunca menos, lá vai piada mais ou menos caquéctica ou a frequente exclamatória atiradiça do “você é um homem muito bonito”, quando de convidados varões se trata.
Em Jô Soares, inefável piadista-humorista, ou vice-versa, oriundo de famílias dinheirosas e vinculadas ao anfiteatro do “repovoamento” e da “ocupação” definitiva do Brasil,o necessário Portugal é objecto de uma admiração mais ou menos de condescendência e cheirete a caravelas. O inverno da Beira Alta recorda-lhe as noites frias e as lareiras acesas em Ouro Preto, não a frieza selvícola do despedaçamento do Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier), ali assassinado com “requintes” de barbárie dantescos pela maquinaria repugnante da “ocupação” e do “repovoamento”. (Menos mal: como nos conta a repórter lusitana Alexandra Lucas Coelho, que percorreu o Brasil de lés-a-lés, Ouro Preto é hoje emblematizada por uma universidade frequentada por cerca de 12 mil estudantes, “a maioria vinda do interior mineiro ou paulista, da própria São Paulo e também do Rio”).
Numa das suas versões mais recentes, o “Programa do Jô” – da “Globo”, enfim – traduziu-se em parte intrínseca e reveladora de um até há pouco desconhecidíssimo manancial milagreiro: o Santuário de Nossa Senhora do Senado Brasileiro, com altar-mor em Brasília mas estribado em incontáveis filiais no reino do “Eu juro por Deus, por minha mulher, meus filhos, meu gato e meu papagaio”, encadernador do celebérrimo “voto contra” a Presidente Dilma Rousseff– e preparatório da golpada do inacreditável MichelTelmer. Nessa versão do “Programa do Jô” foi-nos vendida uma “marca” preferida e pessoalíssima do humorista-piadista: “As mininas do Jô”, quatro ou cinco “jornalistas” da rede “Globo”, do sexo feminino, que ali divulgaram, sabichonas, o seu “manifesto do patrão” – contra o magistério de Dilma, na altura ainda em funções. As “mininas do Jô”, nada preocupadas com o “acordo desortográfico” – de que nos fala, também, Alexandra Lucas Coelho – peroraram a seu bel-prazer sobre matérias de todo subjectivas, tão subjectivas quanto as decisões de um Governo que, em busca de paliativos, engenharias ou cirurgias técnico-financeiras, incorre em eventuais ou provadas inobservâncias normativas. Esta é uma prática que se conhece de vidas venturosas, ou infortunadas, de muitíssimos Governos do planeta. Maquilhagens e expedientes em sede económica, fiduciária, orçamental, conhecem-se de Governos da Europa e dos Estados Unidos que, em tempos bons ou menos bons, passaram a sorrir pelo crivo dos máximos rigores das diferentes ortodoxias de regulação.
Numa área, a do Santuário de Nossa Senhora do Senado Brasileiro, que se reclama da “ética” e do “rigor”, impendem cobranças de uma transparência inexistentes no manobrismo que levou a este milagre desnorteador, porassombroso: carrega-se num botão, porventura mágico, e desbanca-se, em benefício do infractor, um Presidente eleito de facto em escrutínio de todos. Este é um grito de guerra de óbvia decifração. Há uma estratégia, um “pacote para as Américas”. Contra o Brasil de Dilma ou Lula da Silva. Contra o Equador de Rafael Correa. Contra a Bolívia de EvoMorales. Contra a Venezuela de Nicolas Maduro e do Projecto Bolivariano. Contra a Cuba de Raúl Castro. A tal ponto que a República do Equador, há pouco desmantelada por novo terramoto – e de imediato socorrida pela República da Venezuela – assiste à subestimação, pela imprensa “ocidental”, dos seus titânicos e impressionantes exemplos de coragem, tenacidade, amor próprio e solidariedade nacional. Olhando o que é na verdade o verdadeiro e obediente “pátio traseiro do Tio Sam”– México, a “nova” Argentina, Chile, Colômbia,Guatemala, Honduras, etc.– logo identificamos a multinacional inventora do mágico botão electrónico que permite, num instantinho, defenestrar um Presidente legitimado pelo voto popular. Milagre! E um “lindo exemplo”, também.

(*) Luis Alberto Ferreira é o mais antigo jornalista angolano no ativo

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/opiniao/as-subesferas/o_programa_do_jo_e_o_milagre_do_senado_em_brasilia

Imprensa angolana acusada de receber financiamento estrangeiro

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O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, afirmou ontem em Luanda que já tinha recebido informações sobre supostas tentativas de organizações internacionais em influenciar a comunicação social angolana para desestabilizar o país.
Convidado a comentar as declarações do director da Rádio Ecclesia publicadas terça-feira pelo Jornal de Angola, segundo as quais existem organizações internacionais que financiam órgãos de comunicação social em Angola com vista a derrubar o poder, Georges Chikoti disse que tem recebido estas informações, mas não de forma oficial.
 
Para o chefe da diplomacia angolana, o mais importante é que os órgãos de comunicação social e não só estejam preparados para não cair nesta tentação. “É importante que a sociedade e a imprensa estejam preparadas e não vão no sentido daquilo que alguns países gostariam de fazer aqui”, realçou.
O ministro insistiu na necessidade dos angolanos estarem atentos. “Resistimos durante cerca de 40 anos, porque andámos bem coordenados e dirigidos, daí que esta é uma provocação que Angola pode naturalmente vencer”, disse.
Em entrevista concedida ao Jornal de Angola, por ocasião do Dia da Liberdade de Imprensa, o director da Rádio Ecclesia, padre Quintino Kandandji, disse ter devolvido, recentemente, 149 mil euros à União Europeia por a emissora católica não concordar com a posição daquela organização.
A delegação da União Europeia em Angola confirmou quarta-feira, em comunicado, ter contribuído em 58,86 por cento para o financiamento de um projecto da Rádio Ecclesia, destinado, entre outros objectivos, a “contribuir para que os cidadãos estejam melhor informados”. No documento, a delegação da União Europeia afirma que o valor devolvido por Quintino Kandandji é o remanescente de um total de 234.736,00 euros que, entre Fevereiro de 2012 e Março de 2014, a organização transferiu para os cofres da Rádio Ecclesia para programas de apoio à cidadania.
A União Europeia afirma que as declarações do director da Rádio Ecclesia “são infundadas” e não correspondem aos objectivos gerais e específicos da organização. A União Europeia lembra que trabalha em parceria com o Governo angolano há 30 anos e procura promover a criação de um espaço de diálogo democrático onde as várias vozes e tendências se possam manifestar tendo em vista o fortalecimento da democracia.
 
Relações com a Namíbia
 
O ministro das Relações Exteriores realçou em Luanda o trabalho que está a ser desenvolvido com as autoridades namibianas com vista a garantir uma melhor protecção das comunidades angolanas neste país. Georges Chikoti fez esta referência à imprensa durante a cerimónia de tomada de posse dos novos cônsules angolanos em Lisboa, Narciso do Espírito Santo, e em Oshakati (Namíbia), Gilberto Pinto Chikoti.
Chikoti informou que, em função da existência de cidadãos nacionais que estão a ser expulsos por estadia ilegal na Namíbia, decorre neste momento um processo de conversações para, primeiro, identificá-los e, depois, tomar as medidas adequadas. Esclareceu que muitos destes cidadãos nacionais instalaram-se na Namíbia por altura da guerra e não possuem documentação, razão pela qual têm sido expulsos.
 
Georges Chikoti sublinhou que, em termos de número, as expulsões não têm sido muito grandes, mas admitiu que existem pontos em que se manifestaram estas questões, particularmente na região norte do território namibiano, entre Oshakati e Rundu.
 
 

Angola celebra o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

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Fotografia: Santos Pedro

O Governo reiterou ontem, numa declaração, a importância fundamental do direito à liberdade de imprensa no contexto da sociedade angolana, tendo em conta a promoção do diálogo, a consolidação da reconciliação nacional e o fortalecimento da democracia.

 

Na declaração, feita em alusão ao 3 de Maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, instituída em 1993 pela Organização das Nações Unidas, o Governo saúda os profissionais da comunicação social e disse esperar que a celebração da data seja um momento de reflexão para a sociedade e para os jornalistas, em particular, na medida em que o exercício responsável da liberdade de informar, de ser informado e de outras liberdades fundamentais contribuem para cimentar o Estado Democrático de Direito.
Para o Governo, o exercício responsável desse direito pelos meios de comunicação social propicia o acesso dos cidadãos à informação e à consciencialização dos seus direitos e deveres consagrados na Constituição, de modo a contribuírem para o desenvolvimento do país, o progresso e o bem-estar social.

Valores e rigor na informação

Na declaração, o Governo sublinha a importância de os jornalistas incorporarem sempre na sua actividade profissional os valores éticos e deontológicos de modo a informarem com rigor, verdade e isenção e, sobretudo, com respeito pelos direitos fundamentais da pessoa humana, garantindo um serviço público plural, em conformidade com a Constituição e a Lei.
O Governo garante que vai continuar a criar as condições políticas, jurídicas, técnicas e financeiras para a promoção do desenvolvimento da comunicação social e a exequibilidade da sua nobre missão exercida de forma livre e responsável, no quadro dos princípios legalmente estabelecidos e universalmente aceites.
“Numa altura em que a Nação necessita de empreender acções que levem ao aumento da produção interna de bens e serviços, reduzindo a sua dependência do exterior, a Comunicação Social é chamada a ter um papel decisivo para a mobilização, incentivo e engajamento de todos os cidadãos”, lê-se na declaração.
O Governo reitera o seu empenho em prosseguir as ações em prol do fortalecimento do sector e, ao mesmo tempo, exorta os profissionais ao exercício de um jornalismo cada vez mais competente, rigoroso, responsável, isento e patriótico, dando assim o seu inestimável contributo para tornar Angola um país mais moderno, democrático e desenvolvido.

O lema definido pela UNESCO para a celebração da data este ano é “O acesso à Informação e às Liberdades Fundamentais – é Vosso Direito”. A UNESCO entende que o acesso à informação é uma liberdade fundamental e parte do direito humano básico à liberdade de expressão. A recolha e a divulgação de informações são pilares da democracia, da boa governança e do Estado de Direito.  Os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) incluem uma meta sobre o acesso público à informação e a protecção de liberdades fundamentais, dois objetivos inter-relacionados que estão entre os principais aceleradores do progresso através da  Agenda 2030.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/governo_reafirma_o_direito__a_opiniao