Diversificação da economia em Angola para além da agricultura

 O processo da diversificação econômica em Angola não deve centrar-se apenas na agricultura,  um sector que, de acordo com as práticas internacionais, se desenvolve com o envolvimento da indústria, afirmou na terça-feira o professor da Faculdade de Economia da Universidade Metodista de Angola José Gonçalves.

Docentes universitários declaram que a diversificação deve estar baseada na complementariedade entre os sectores da agricultura e da indústria
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

Em  entrevista concedida à imprensa à margem das jornadas técnico-científicas da Fundação Eduardo dos Santos (FESA) que decorrem de terça-feira até hoje, em Luanda, o professor afirmou que os dois sectores têm grande conexão, posto que se a produção não for vendida ainda fresca, pode sê-lo em forma conserva enlatada, completando o ciclo e acrescentando valor.
José Gonçalves realçou a importância de produzir para a exportação não tradicional, dando exemplo da recuperação do ferro e outros minérios na região sul do país, os quais passaram a incorporar valor e deixaram de ser vendidos em bruto.
“ Se aumentarmos as exportações das matérias-primas em bruto, vamos voltar à mesma situação de depender do mercado mundial para fixação dos preços, um domínio no qual não temos influencia suficiente”, sublinhou José Gonçalves.
José Gonçalves proferiu na terça-feira, durante as jornadas técnico-científicas da Fundação Eduardo dos Santos, uma palestra consagrada à “Crise do Mercado Petrolífero: Consequências para o Sector Energético e Abertura de Novas Janelas Económicas”.
O decano da Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto, Redento Maia, considerou que o desafio da economia é o de determinar que sectores que estão em desigualdade e quais as áreas em que devem incidir os estímulos económicos para elevar a competitividade.

Desenvolvimento humano
Numa intervenção sobre o “Modelo de Desenvolvimento Económico”, afirmou que Angola deve criar um modelo de desenvolvimento sustentável, centrado no homem angolano e no seu bem-estar e assente em princípios da modernidade e de abertura ao exterior, com a iniciativa privada como força motriz.
Redento Maia afirmou que o modelo deve ser capaz de instalar a estabilidade política e social, o desenvolvimento humano, a equidade na distribuição do rendimento nacional, a eliminação da fome e pobreza e uma sociedade justa.
Para alcançar estes objectivos, apontou o decano, o Estado deve criar um ambiente apropriado para o exercício da actividade económica, por meio da promoção da estabilidade e complementaridade estratégica entre o investimento público e privado.
A curadora da Fundação Eduardo dos Santos Teresa Cohen acrescentou, como outra prática mundial generalizada, que não há desenvolvimento sem investimento na educação, adiantando que, nesta fase, o problema de Angola deve ser a aposta na qualidade.
Na abertura das jornadas, o presidente da FESA, Ismael Diogo, declarou que Angola necessita de renovar as políticas para obter um ambiente macroeconómico mais sustentável, tendo em conta o actual momento económico que está a viver.
Ismael Diogo disse que Angola se vê obrigada a vencer as barreiras do desenvolvimento impostas pelas diferentes contingências,um desafio que exige do Estado e do Governo esforços para identificar e dar solução aos eventos, tendo como fim proporcionar a harmonia e bem-estar.
Enquanto as relação entre Angola e os outros países estiverem aliados apenas à exportação de matérias-primas (petróleo ou  outros bens primários) e para a satisfação das necessidades internas continuar a recorrer-se à importação de produtos acabados do exterior, perpetua-se a dependência quase infinita.
Neste contexto, frisou, os desafios do país face à actual ordem económico -financeira mundial passam por criar condições internas em termos económicos e políticos para uma integração regional (económica) eficaz. Mas antes de avançar para a integração regional, Ismael Diogo defende a necessidade de se criar condições em termos de infra-estruturas, tecnologia, conhecimento e formação de quadros, aspectos tidos como de capital importância para propiciar e alavancar a produção interna.
O gestor da FESA chamou a atenção para uma a abertura ao mercado externo para a exportação do excedente de produção, que deve ser acompanhada de investimentos em infra-estruturas, tecnologia, conhecimento, formação de quadros e maior acesso ao crédito.

 Autoridades da Chibia promovem um fórum de investimento
Um fórum 
empresarial denominado Chibia Investe é realizado amanhã naquele município da província da Huíla, para atrair investimentos para aquela localidade, noticiou a Angop.
O encontro é promovido pela Administração Municipal da Chibia e está inserido nas comemorações do 90º aniversário daquela aldeia, que é assinalado na segunda-feira e prevê o  debate de assuntos ligados às oportunidades de negócio e potencialidades económicas do município.
Falando à Angop, ontem, o chefe do Sector Econômico da Administração Municipal da Chibia, João Faria, informou que o encontro vai juntar 35 investidores, entre os quais gestores de diferentes instituições bancárias representadas na província da Huíla e empresários, bem como estudantes e representantes das autoridades institucionais da Chibia.
João Faria referiu que este é o primeiro evento do género a ser realizado na região e visa atrair investidores, no quadro do processo de diversificação da economia da região.
“Temos muitos sectores que precisam de investimentos no nosso município, como os sectores da agricultura, pecuária, aquicultura, rochas ornamentais, turismo e banca. Queremos mostrar isso aos potencias investidores”, disse o responsável, augurando que o encontro vá decorrer com sucesso.
Situado 42 quilômetros a sul do Lubango, o município da Chibia conta com uma população de 190.670 habitantes, que tem na agro-pecuária a sua principal fonte de sustento.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/investimentos/diversificacao_da_economia_implica_a_adicao_de_valor_1

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Brasil inaugura centro de pesquisa em cosméticos

Centro de Inovação e Pesquisa da L’Oréal no Rio d e Janeiro | Divulgação/L’Óreal

 

A empresa  francesa L’Óreal  inaugurou o Centro de Inovação e Pesquisa da L’Óreal, na terça feira dia 24/10, no Rio de Janeiro e custou R$ 160 milhões.   O primeiro centro de pesquisa da L’Óreal  na América Latina,  os demais estão na França, Estados Unidos, África do Sul, China, Índia e Japão. 

A empresa explica que escolheu o Brasil porque o país conta a maior diversidade de tipos de pele e cabelo em todo o mundo, o que ajudará a empresa a acelerar o desenvolvimento de produtos específicos para o público brasileiro e customizar o que é criado no exterior à realidade local e latino-americana.

Segundo a L’Oréal, existem oito tipos de cabelo no mundo. No Brasil, é possível encontrar sete deles. Já em relação aos tipos de pele, existem 66 no mundo, sendo 55 por aqui.

O empreendimento está localizado na Ilha de Bom Jesus, mesma região em que está o Parque Tecnológico do Rio de Janeiro e a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele tem cerca de 15 mil metros quadrados e emprega cerca de 100 pessoas. A sede da L’Oréal, que também fica no Rio de Janeiro, será levada para o local.

O local desenvolverá produtos para cuidados com os cabelos e proteção solar e higiene, com foco em atender o mercado brasileiro e latino-americano. Mas há a possibilidade que as inovações sejam lançadas mundialmente também.

 

 

Crescimento sem industrialização? Etiópia, Costa do Marfim, Tanzânia, Senegal, Burkina Faso e Ruanda

 

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Apesar dos baixos preços mundiais das commodities das quais tendem a

depender, muitas das economias mais pobres do mundo estão em boa

situação. O crescimento da África Subsaariana desacelerou

drasticamente desde 2015, mas isso reflete problemas específicos em

três de suas maiores economias (Nigéria, Angola e África do Sul).

 

As projeções para Etiópia, Costa do Marfim, Tanzânia, Senegal, Burkina

Faso e Ruanda apontam para a obtenção de um crescimento de 6% ou

mais neste ano. Na Ásia, o mesmo ocorre com Índia, Mianmar,

Bangladesh, Laos, Cambodja e Vietnã.

 

Essas são boas novas, mas são também surpreendentes. Economias em desenvolvimento que conseguem crescer aceleradamente de maneira sustentável, sem depender de surtos de crescimento dos recursos naturais -como a maioria desses países dependeu por uma década ou mais -, normalmente são impulsionadas pela industrialização voltada para as exportações. Só que poucos desses países estão vivenciando muita industrialização.

 

A participação da indústria de transformação nos países subsaarianos de baixa renda está, em grande medida, estagnada – e, em alguns casos, em queda. E, apesar de muito se falar do “Make in India”, uma das máximas do premiê Narendra Modi, o país dá poucos indícios de contar com uma industrialização acelerada.

 

A produção industrial se tornou uma poderosa força propulsora do desenvolvimento econômico para países de baixa renda por três motivos. Em primeiro lugar, era relativamente fácil absorver a tecnologia do exterior e gerar empregos de alta produtividade.

Em segundo lugar, os empregos industriais não exigiam muita qualificação: agricultores podiam ser transformados em trabalhadores da produção em fábricas, com pouco investimento em treinamento adicional.

E, em terceiro lugar, a demanda por produtos industrializados não era limitada pela baixa renda interna: a produção podia se expandir virtualmente de forma ilimitada, por meio das exportações.

 

Mas as coisas mudaram. Está atualmente bem documentado que a produção se tornou cada vez mais intensiva na utilização de qualificações nas últimas décadas.

 

Juntamente com a globalização, isso dificultou muito para os recém-chegados o ingresso com força nos mercados mundiais e a reedição da experiência dos superastros asiáticos da indústria de transformação. Com a exceção de um punhado de exportadores, as economias em desenvolvimento passaram por uma desindustrialização prematura. É omo se a força propulsora tivesse sido retirada dos países retardatários.

 

Como, então, entender o recente surto de crescimento de alguns dos países mais pobres do mundo? Será que esses países descobriram um novo modelo de crescimento?

 

Em pesquisa recente, Xinshen Diao, do Instituto Internacional de Pesquisa em Política Alimentar, Margaret McMillan, da Universidade Tufts, e eu examinamos os padrões de crescimento ostentados por essa nova safra de países de alto desempenho. Nosso foco está nos processos de mudança estrutural vivenciados por esses países.

Documentamos algumas descobertas paradoxais.

Em primeiro lugar, a mudança estrutural promotora de crescimento foi significativa na experiência recente de países de baixa renda como Etiópia, Malawi, Senegal e Tanzânia, apesar da ausência de industrialização.

 

A mão de obra tem migrado das atividades agrícolas de baixa produtividade para atividades de maior produtividade, mas estas são, principalmente, serviços, e não indústria de transformação.

 

A agricultura teve papel

fundamental na África por si

só e também ao impulsionar

mudanças estruturais que

ampliam o crescimento.

Diversificação e adoção de

novas técnicas de produção

podem transformá-la em

atividade virtualmente

moderna

 

Em segundo lugar, a rápida mudança estrutural ocorrida nesses países

sucedeu à custa de um crescimento da produtividade do trabalho

primordialmente negativo nos setores não agrícolas. Em outras

palavras, embora os serviços que absorviam os novos postos de trabalho

ostentassem uma produtividade relativamente alta de saída, sua

dianteira diminuiu à medida que se expandiam.

 

Esse comportamento contrasta acentuadamente com a experiência clássica de crescimento do Leste da Ásia (como as de Coreia do Sul e China), na qual a mudança estrutural e aumentos da produtividade da mão de obra não agrícola contribuíram significativamente para o crescimento total.

 

A diferença parece ser explicada pelo fato de que a expansão de setores urbanos, modernos, em recentes episódios de crescimento acelerado é impulsionada pela demanda interna, e não pela industrialização voltada para as exportações.

 

Em especial, o modelo africano parece ser sustentado por choques positivos de demanda agregada gerados ou por transferências procedentes do exterior ou pelo crescimento da produtividade na agricultura.

 

Na Etiópia, por exemplo, os investimentos públicos em irrigação, transportes e energia elétrica geraram um aumento significativo da produtividade e das rendas agrícolas. Isso resulta em mudança estrutural promotora do crescimento, uma vez que o aumento da demanda se propaga para os setores não agrícolas.

Mas, como efeito colateral, a produtividade da mão de obra não agrícola é deprimida com a diminuição dos retornos sobre o capital e a atração de empresas menos produtivas.

Não se pretende com isso minimizar a importância do crescimento acelerado da produtividade na agricultura, o setor arquetipicamente tradicional. Nossa pesquisa sugere que a agricultura desempenhou papel fundamental na África não apenas por si só como também como impulsionadora de mudança estrutural magnificadora do crescimento.

 

A diversificação para produtos não tradicionais e a adoção de novas técnicas de produção podem transformar a agricultura em uma atividade virtualmente moderna.

 

Mas há limites para o quanto esse processo consegue puxar a economia. Em parte devido à baixa elasticidaderenda da demanda por produtos agrícolas, o êxodo da mão de obra da agricultura é resultado inevitável durante o processo de desenvolvimento.

 

A mão de obra liberada tem de ser absorvida nas atividades modernas. E, se aprodutividade não se expandir nesses setores modernos, o crescimento de toda a economia vai, em última instância, estacionar. A contribuição que o componente da mudança estrutural pode dar é necessariamente autolimitadora, caso o setor moderno não experimente um crescimento acelerado da produtividade por si só.

 

Países africanos de baixa renda conseguirão sustentar taxas moderadas de crescimento da produtividade no futuro, calcadas em persistentes aprimoramentos do capital humano e da governança. A continuidade da convergência com níveis de renda de países ricos parece alcançável. Mas as evidências sugerem que as taxas de crescimento infundidas recentemente pela mudança estrutural acelerada são excepcionais e poderão não durar.

 

Jornal Valor 17 de outubro de 2017

(Tradução de Rachel Warszawski).

Dani Rodrik é professor de economia política internacional na Faculdade de Governo John F. Kennedy, de Harvard. Copyright: Project Syndicate, 2017.

www.project-syndicate.org

Fonte:http://www.valor.com.br/opiniao/5157940/crescimento-sem-industrializacao

Indústria da moda brasileira investe no mercado angolano

 

IMG_3389A atriz brasileira Giovanna Antonelli esteve pela primeira vez em Angola, onde conviveu com os seus admiradores. Durante a sua permanência em Luanda, Giovanna Antonelli inaugurou três lojas da marca Dudalina, representadas pela Top Brands Angola Retalho.

A atriz, que também foi oficialmente apresentada como embaixadora da marca brasileira em Angola, procedeu ao corte da fita durante e a inauguração das 3 primeiras lojas da referida marca, localizadas no Xyami da centralidade do Kilamba, Xyami do Nova vida e Talatona no Belas Shooping. Em entrevista ao AngoRussia a atriz brasileira disse estar muito feliz pela marca ter chegado a Angola, e que os angolanos assim como os brasileiros têm cor para dar vida a marca.

IMG_3357“Estou muito feliz! É uma marca muito consolidada no Brasil, e acho que tem a cara de todo mundo, os angolanos têm cor, Dudalinda também trás cor a elas, tem um pouco de tudo”, começou por dizer. Giovanna acrescentou ainda que Dudalinda, é uma marca que todos podem usar tanto para ocasiões normais , para trabalhar como especiais, para um jantar à noite.

Dudalinda é uma empresa de confecções e distribuição de roupas de alto padrão e moda do Brasil muito conhecida por suas camisas sociais femininas, que recebeu aprovação para juntar-se ao portfólio de moda do grupo Top Brands Angola.

 

Empresa Dudalina de confecções abre mercado em Luanda em Angola, depois de passar por mudanças administrativas no Brasil. Empresa voltou a dar lucro no segundo trimestre de 2017 após sete trimestres de prejuízo; plano de aumentar a eficiência também prevê corte de cargos.No primeiro semestre, a empresa fechou 26 lojas, duas fábricas e reduziu 277 cargos administrativos, segundo informações divulgadas em seu balanço financeiro. “A companhia passou de uma base de 327 lojas ao final de 2016 para 301 ao final do 2T17, seguindo seu plano de conferir maior eficiência ao varejo, com foco em maior produtividade da base existente de lojas, no ganho de rentabilidade e na geração de caixa”, disse a empresa no relatório de divulgação dos resultados.

Angola está preocupada com a saída de sua sucata para fora do pais


A ministra da Indústria solicitou ontem uma concertação entre a indústria siderúrgica e os colectores para travar a exportação de sucata e permitir que seja transformada no país.

Encontro entre o Ministério da Indústria e operadores locais
Fotografia: Jaimagens | Edições Novembro

Bernarda Martins exortou os operadores a adoptarem “uma acção que favoreça o mercado angolano”, pois Angola também precisa de sucata para transformar em matéria-prima, algo que pode reduzir o dispêndio e permitir a captação de divisas com a exportação.
O Ministério da Indústria, declarou, já legislou a favor do mercado nacional, ao decidir estabelecer “quota zero” para a exportação de sucata, a fim de manter reservas suficientes para alimentar a indústria.
O encontro, que fez um levantamento da oferta do sector, concluiu que a sucata marítima é a que mais perdura no país, seguida da militar e dos caminhos de ferro, sendo “importante encontrar um equilíbrio para ver se a sucata produzida em Angola serve para alimentar a indústria e a que preço”.
Bernarda Martins anunciou que os ministérios da Indústria, Transportes, Defesa Nacional e Ambiente reúnem-se nos próximos dias para encontrar uma politica mais equilibrada entre a colecta de sucata e os preços a praticar nas aquisições, com base numa comparação entre os custos da oferta nacional e a internacional.
A questão é elevar a indústria transformadora a um patamar em que a sucata garanta postos de trabalho.
O presidente do conselho de administração da companhia siderúrgica ADA reclamou, em declarações ao Jornal de Angola, o lugar da empresa como a primeira sucateira de Angola. Georges Choucair afirmou que a ADA, com capacidade para produzir 500 mil toneladas de aço, precisa de duas mil toneladas de sucata por dia.
A indústria siderúrgica também tem uma elevada vocação exportadora, notou Georges Chocair, que apontou como a maior dificuldade a ausência de um entendimento entre transformadores e colectores de sucata.
Georges Chocair indicou a falta de divisas como outra causa da insatisfação dos empresários, que precisam de exportar o seu material para contribuir para a diversificação da economia.
O facto de ver os angolanos comprarem arcas, tubos e panelas importadas a preços cinco vezes mais altos do que seriam se produzidos no país é “inaceitável”, disse Georges Chocair.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/investimentos/fim_da_exportacao_de_sucata_nacional

Ministério da Indústria de Angola reduz o tempo de espera para a emissão do alvará

O Ministério da Indústria de Angola apresenta hoje, em Luanda, o novo Sistema de Licenciamento Industrial (SILAI), que vai possibilitar ao investidor solicitar o alvará industrial pela Internet, soube o Jornal de Angola.

Industrial tem dez dias para ter em mãos o novo alvará
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

O novo sistema reduz o tempo de espera para a emissão do alvará, os custos em documentação, as deslocações e as taxas a pagar, informou ontem a instituição governamental, em comunicado assinado pela directora nacional de Cadastro e Licenciamento Industrial, Olga Afonso.
O documento afirma que, com a introdução do novo sistema, qualquer investidor, desde que tenha acesso à Internet e disponha da documentação necessária, pode iniciar o processo de licenciamento sem ter de se deslocar às delegações provinciais ou à Direcção Nacional.
Cumpridos todos os requisitos, o investidor recebe o alvará num prazo de dez dias, explicou Olga Afonso. Revelou que o novo sistema permite uma melhor coordenação entre a Direcção do Ministério e as delegações provinciais, possibilitando que os técnicos analisem a informação recebida do industrial de maneira mais fácil e rápida.
O Sistema de Licenciamento Industrial tem a vantagem de passar a estar em rede e disponível em simultâneo em todos os órgãos afectos ao Ministério da Indústria.
O alvará a ser emitido pelo Sistema de Licenciamento Industrial tem um novo formato e agrega um código de barras, holograma de segurança e marcas de água que minimizam a possibilidade de falsificação.
Em relação às taxas e emolumentos, Olga Afonso lembrou que o Decreto Executivo 348/16, em vigor desde 2016, trouxe alguns benefícios para as micro, médias e pequenas empresas industriais, com valores a pagar para a emissão de alvarás mais reduzidos. O Ministério emite entre 30 e 40 alvarás industriais por mês.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/industria_lanca_hoje_alvara_emitido_com_mais_rapidez

 

547 empresas angolanas  representam 85% do total de receitas tributárias

A Administração Geral Tributária (AGT) está a reavaliar as 547 empresas que pertencem ao grupo de Grandes Contribuintes, para efeitos fiscais, para as manter ou baixar de categoria, caso não reúnam os requisitos requeridos.

A AGT realiza acções de sensibilização a gestores
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

As 547 empresas controladas pela Direcção dos Grandes  Contribuintes  representam 85 por cento do volume total de receitas arrecadadas pela Administração Geral  Tributária no país.
Pelo menos 87 por cento destas empresas cumprem  as obrigações fiscais, de acordo com o director da direcção dos Grandes Contribuintes, Cláudio Paulino dos Santos, em declarações na quinta-feira à Angop.
Por esta razão, o processo de reavaliação está em curso e dentro em breve é divulgada a nova lista das empresas que devem manter o estatuto de “Grandes Contribuintes”.
A actual lista existe há três anos, daí a necessidade da sua actualização. “É um processo que está em curso e em que a administração deve, em princípio de ano em ano, reavaliar o estatuto das empresas e verificar se  reúnem os requisitos exigidos para se ser Grande Contribuinte”, esclareceu.
A título de exemplo, disse Cláudio Paulino dos Santos, um “Grande Contribuinte” deve  estar bem localizado e contribuir com as suas obrigações fiscais.
Mas, fora destes pressupostos ou requisitos a empresa em si é afastada da próxima classificação.
Sem avançar qualquer estimativa do número de empresas que podem deixar de constar  da lista dos “Grandes Contribuintes”, Cláudio dos Santos assegurou que trabalha-se, com rigor, no levantamento desta informação, que será divulgada em tempo oportuno.
Um dos grandes problemas que esses contribuintes” apresentam está relacionado com o cumprimento legal dos prazos de pagamento dos impostos, com resultados que mostram que alguns não têm capacidade de honrar  os seus compromissos tributário

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/administracao_tributaria_anuncia_reavaliacao_dos_grandes_contribuinteshttp://jornaldeangola.sapo.ao/economia/administracao_tributaria_anuncia_reavaliacao_dos_grandes_contribuintes

Moçambique convida pequenas e médias empresas japonesas a se instalarem no país

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O vice-ministro moçambicano da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, desafiou hoje as pequenas e médias empresas japonesas a investirem em Moçambique, apontando a produção de bens de consumo como uma oportunidade.

“Agora é a altura de as pequenas e médias empresas japonesas descobrirem Moçambique para produzir bens de consumo, principalmente”, afirmou Ragendra de Sousa.

O vice-ministro moçambicano falava à margem de uma conferência, organizada pela revista Exame e pelo banco Barclays, subordinada ao tema “Parceiros Económicos de Moçambique: Japão”.

Destacando as boas relações existentes, Ragendra de Sousa disse que Moçambique quer aprender com a experiência do Japão em várias áreas, com destaque para as novas tecnologias.

A melhoria do ambiente de negócios continua a ser um dos principais desafios do executivo moçambicano e a promoção do contacto entre o empresariado e o governo é apontado como condição para que se ultrapasse este problema.

“Existem dificuldades, obviamente, mas o Governo está aberto para ouvir o setor privado e, dentro das suas possibilidades, tentar resolver as dificuldades”, acrescentou o governante.

Por sua vez, o embaixador do Japão em Maputo, Toshio Ikeda, reafirmou a intenção do país nipónico em ajudar o povo moçambicano, classificando Moçambique como um país promissor, apesar de destacar dificuldades no ambiente de negócios.

“O Governo moçambicano tem de trabalhar para retirar algumas dificuldades que podem condicionar o investimento japonês no país”, observou o diplomata, sem, no entanto, fazer menção específica aos problemas.

O Japão é o nono parceiro comercial de Moçambique: as exportações de produtos e serviços japoneses totalizaram em 2016, um valor de 108 milhões de dólares, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística moçambicano.

As exportações de bens moçambicanos para o Japão foram de cerca de 31 milhões de dólares, logo a seguir a Portugal.

Em 2016, a empresa brasileira Vale vendeu uma parte minoritária da mina de carvão de Moatize e metade da participação no Corredor Logístico de Nacala à japonesa Mitsui, havendo também contactos na área do gás natural.

Noutro eixo, o governo do Japão tem apoiado a construção e reabilitação de pontes pelo país, programa ao abrigo do qual doou 12 milhões de dólares a Moçambique há um ano.

Na altura, o então embaixador nipónico, Akira Mizutani, referiu que “apesar da questão da dívida não revelada, o Japão irá continuar a realizar cooperação financeira não reembolsável com Moçambique”.

Os dois países assinaram um acordo bilateral de cooperação em 2014 para reabilitação do porto de Nacala, construção de centros de ensino e investigação em Nampula e Maputo e edificação do atual mercado do peixe na capital.

A conferência “Parceiros Económicos de Moçambique: Japão” juntou representantes do Governo de Moçambique, embaixada do Japão, JICA (cooperação japonesa), JETRO (organização para o comércio externo) e das firmas Mitsui e Sumitomo.

http://www.dn.pt/lusa/interior/governo-desafia-pequenas-e-medias-empresas-japonesas-a-descobrirem-mocambique-8631542.html

GM sai da Índia e também fará as malas na África do Sul

 

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A General Motors está reduzindo sua atuação global. Após retirar a Chevrolet do mercado europeu, onde apenas venderá Camaro, Corvette e alguns modelos da Cadillac, agora a gigante de Detroit está arrumando as malas na Índia. Até o final do ano, a montadora americana deixa de vender veículos no mercado indiano.

Mas, além da Índia, a GM também arruma a bagagem e saí da África do Sul e Cingapura. Só no mercado indiano, sua saída significará gastar US$ 500 milhões para desmantelar suas operações comerciais, cancelando inclusive o projeto de US$ 1 bilhão para a construção de uma família de carros compactos.

A reviravolta faz parte da nova estratégia de reestruturação da GM, que quer concentrar dinheiro apenas em operações rentáveis. O fim das atividades nos três países trará à montadora uma economia de US$ 100 milhões por ano em suas operações globais, que fecharam 2016 com perdas de US$ 800 milhões. Com vendas em baixa e sem possibilidades de disputar um segmento indiano onde a Maruti-Suzuki domina, a empresa decidiu sair.

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O site da Chevrolet Índia já anuncia que as vendas continuam até 31 de dezembro de 2017. Páginas dos modelos acima já estão fora do ar. Na África do Sul, o site funciona ainda e lá são vendidos cinco modelos, entre eles a picape Utility, a conhecida Montana nacional, que deve perder esse mercado após a saída da GM.

Na Índia, a GM deve manter a fábrica de Talegaon apenas para exportação e um centro técnico em Bangalore. Na África do Sul, de acordo com o site da GM local, a planta de comerciais leves de Port Elizabeth será assumida pela Isuzu. A Opel deve mudar de representação no país. A GM também vendeu 57,7% de sua parte na operação queniana.

Buscando centrar-se na China, EUA, América Latina e também em serviços de compartilhamento e condução autônoma, a montadora sacrificou sua atuação global. Agora resta saber se a Holden continuará sob o guarda-chuva (cada vez menor) da GM ou se terá um destino semelhante ao de Opel e Vauxhall. Até que não seria estranho a mesma ser encampada pela PSA, dada a sinergia com as marcas anglo-germânicas.

https://www.noticiasautomotivas.com.br/gm-sai-da-india-e-tambem-fara-as-malas-na-africa-do-sul/

Investimento chinês em Moçambique aproxima-se de 6 bilhões de dólares

O investimento da China em Moçambique tem vindo a crescer a ritmo muito acelerado e aproxima-se já, em termos acumulados, de 6 bilhões de dólares, de acordo com dados da Embaixada chinesa em Maputo.

Os dados foram citados quinta-feira em Lisboa pelo conselheiro da Embaixada da China em Lisboa, Nie Quan, no lançamento de um livro dos fiscalistas portugueses Bruno Santiago e Sara Teixeira, sobre o direito fiscal moçambicano, com foco no papel de Lisboa e Macau como plataformas.

Nie Quan disse que “o ritmo de crescimento do investimento chinês em Moçambique tem sido muito acelerado”, estando activas no país 100 empresas chinesas, em áreas diversificadas como a energia, agricultura, pesca, imobiliário, materiais de construção, turismo, autocarros, telecomunicações, infra-estruturas e comércio.

O investimento chinês em Moçambique visa ajudar os moçambicanos a serem auto-suficientes, tanto na indústria como na agricultura, sendo disso exemplo o facto de Moçambique ter já a primeira marca de automóveis em África, a Matchedje”, salientou o diplomata, que lembrou também os projectos de cooperação na área agrícola.

Nie Quan referiu ainda que as relações da China com Moçambique e com Portugal são de parceria estratégica global, superando o simples investimento económico, e que existe o potencial de “cooperação tripartida” sino-portuguesa em todo o espaço de língua portuguesa.

Juntos, sublinhou, China e os países de língua portuguesa representam 17% da economia global e 22% da população, pelo que existem “condições para que relações sejam mais sólidas e prósperas.”

Na cerimónia de lançamento do livro, na sociedade de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva e Associados, a embaixadora de Moçambique, Fernanda Lichale, lembrou a “amizade longínqua” do seu país com a China, desde a independência nacional até aos dias de hoje, e também com Portugal, considerando ambos os países parceiros privilegiados no desenvolvimento.

“Apesar das vicissitudes de diversa índole, Moçambique continua a ser um destino privilegiado para os investimentos estrangeiros e Portugal sem dúvida ocupa um lugar muito especial, alicerçado nas suas ligações histórico-culturais forjadas em séculos de convivência”, adiantou a diplomata.

O economista António Rebelo de Sousa, da Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento, Instituição Financeira de Crédito, defendeu que, apesar dos problemas políticos e económicos actuais, “Moçambique evoluiu no bom sentido nas últimas décadas, optando por um modelo de crescimento relativamente equilibrado.”

O livro “Direito Fiscal Internacional de Moçambique – As Convenções de Dupla Tributação” dedica especial foco a Macau e Portugal enquanto plataformas para o investimento. (Macauhub)

fonte:http://www.macauhub.com.mo/pt/2017/03/17/investimento-chines-em-mocambique-aproxima-se-de-6000-milhoes-de-dolares/China