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Inflação sobe para 23,6% em Angola


 

Inflação sobe para 23,6%

A subida dos preços acelerou em Março em relação a Fevereiro, registando embora a mesma variação mensal que Janeiro.

A inflação subiu em Março, em Luanda, para 23,6%, o que representa um aumento de 15,74 pontos percentuais em relação a igual período de 2015 e traduz uma variação de 3,43% no nível geral do Índice de Preços no Consumidor (IPC) entre Fevereiro e Março. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), que actualizou esta Quarta-feira, no seu relatório mensal, o nível da inflação, a inflação homóloga em Luanda, o indicador utilizado na definição da política monetária, já aumentou, em relação a Dezembro do último ano, 9,33 pontos percentuais.

A taxa de inflação homóloga começou o ano em 17,34%. A variação mensal apurada em Março iguala a registada em Janeiro mas supera a de Fevereiro. Em Março de 2015 a taxa de inflação homóloga foi de 7,87%, com os preços a mostrarem já nessa altura tendência para aumentar. A meio do último ano, no mês de Julho, a taxa de inflação homóloga voltou aos dois dígitos, tendo invertido a sua rota descendente precisamente um ano antes, em Julho de 2014. E no que respeita ainda ao comportamento dos preços na capital do país, a classe “Saúde” foi a que registou o maior aumento de preços com 15,91%.

Destacam- se também os aumentos dos preços verificados nas classes “Bens e Serviços Diversos” com 5,21%, “Bebidas Alcoólicas e Tabaco” com 4,42% e “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas” com 3,58%. ‘Comunicações’ foi a única classe de consumo que integra o índice de preços do consumidor que registou uma variação inferior à unidade. Um aumento brutal é verificado pela classe ‘saúde’, com uma variação que se acerca de 16% no mês. De referir ainda, no que toca aos preços em Luanda, que os preços das ‘bebidas alcoólicas e tabaco’ subiram mais que os da ‘alimentação e bebidas não alcoólicas (4,42% contra 3,58% de variação mensal). A classe ‘bens e serviços diversos’ foi a que subiu mais a seguir a ‘saúde’.

De destacar, entre os produtos seleccionados para o Índice de Preços as variações registadas pelas ‘análises clínicas’ (55,63%) e pelas ‘radiografias’ (34,9%). São variações excepcionalmente elevadas, para mais tratando-se de produtos não transaccionáveis, ou seja, nacionais, que explicarão a amplitude da variação verificada pela classe ‘saúde’. Embora sendo a classe de despesa que registou maior variação, a maior contribuição para a subida dos preços não foi dada pela ‘saúde’ mas sim, como habitualmente, pelos bens incluídos na classe ‘alimentação e bebidas não alcoólicas, a qual representa 1,61.

O aumento nacional

O Índice de Preços no Consumidor Nacional registou uma variação de 3,25%, durante o período de Fevereiro a Março de 2016. A classe ‘Saúde’ com 12,17% foi a que registou o maior aumento de preços. Destacam-se também os aumentos dos preços verificados nas classes ‘Bebidas Alcoólicas e Tabaco’ com 4,36%, ‘Bens e Serviços Diversos’ com 4,03% e ‘Alimentação e Bebidas não Alcoólicas’ com 3,75%.

Também a nível nacional a classe ‘Alimentação e Bebidas não Alcoólicas’ foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços, com 1,76 pontos percentuais durante o mês de Março, seguida das classes ‘Saúde’, com 0,44 pontos percentuais, ‘Bens e Serviços, Diversos’, com 0,22 pontos percentuais e ‘Habitação, Água, Electricidade e Combustíveis’, com 0,20 pontos percentuais.

As restantes classes tiveram taxas inferiores a 0,20 pontos percentuais. As províncias que registaram maior aumento foram: Namibe com 4,19%, Luanda com 3,43% e Cunene com 3,23%. As províncias com menor variação foram: Huambo com 2,01%, Uíge com 2,31% e Lunda Sul com 2,40%.

Inflação sobe para 23,6% em Angola