Bancos congelam as contas dos guineenses penalizados pela CEDEAO

  • Lassana Cassamá

Bissau
Bissau

Presidente de Guiné Bissau reuniu-se com representantes dos bancos comerciais

As 19 personalidades da Guiné-Bissau, sob sanções da CEDEAO por alegadamente ter impedido a concretização do Acordo de Conacri, viram as suas contas bancárias restringidas.jomavgbissauglobal

Esta situação terá motivado um encontro, na terça-feira, 6, entre o Presidente da República, José Mário Vaz, e os responsáveis dos bancos comerciais.

Do ponto de vista financeiro, analistas perspectivam dias difíceis para os 19 sancionados perante informações de que as suas contas estão a ser bloqueadas pelos bancos.

Na opinião do consultor jurídico Luís Petit, se se efectivar em pleno a decisão do congelamento das contas dos visados, não há riscos de responsabilização judicial dos bancos face aos seus clientes.CEDEAO (1)

“O Estado da Guiné-Bissau está submetido às regras internas da CEDEAO, tanto assim que as entidades privadas autorizadas devem estar em condições de cumprir estas diretrizes, desde que sejam devidamente notificadas”, explica Petit, para quem o encontro entre o Presidente da República e os responsáveis dos bancos revela “uma má imagem” de José Mário Vaz, perante os seus pares da organização regional.

Por seu lado, o especialista em assuntos econômicos João Alberto Djata especifica que, se os bancos efetivarem as restrições os visados que são empresários correm o risco de enfrentar situações extremas de debilidades financeiras.

Contudo, face a esta eventualidade, ressalvou que o Estado pode sentir-se afectado na arrecadação dos impostos provenientes de empresas afectadas.

“A haver contas congeladas, eles terão dificuldades, naturalmente, em termos de realização dos seus negócios”, assegurou Djata.

A CEDEAO aplicou no início de Fevereiro sanções a 19 personalidades políticos guineenses por, segundo a organização, impedirem o cumprimento do Acordo de Concri que prevê uma solução para a crise guineense.

cedeaofoto

fonte:https://www.voaportugues.com/a/bancos-comerciais-sancionados-guine-bissau-cedeao/4284599.html

Roubo de divisas em Angola

luanda
 
 
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) deteve em Luanda sete cidadãos que se faziam passar por altos funcionários do Banco Nacional de Angola e tinham como principal atividade burlar valores monetários aos cidadãos e empresas, a pretexto de facilitarem a aquisição de divisas.
 
 
O chefe do departamento dos Crimes Financeiros, Fiscais e Tributários do SIC, superintendente-chefe Soares Sala, explicou ontem à imprensa que os burladores identificavam previamente as vítimas e mediante um contacto quer telefônico quer interpessoal se apresentavam como facilitadores para a aquisição de divisas e entregavam às vítimas os números de contas bancárias para estas efectuarem os depósitos dos valores acordados.
Uma vez consumado o depósito, os meliantes levantavam o dinheiro e desligavam os telefones, passando a usar outros contactos com outras vítimas.
 
 
O grupo, além dos sete detidos, era composto por outros cidadãos, em número não revelado pelo SIC e que se encontram em fuga.
 
Soares Sala deu a conhecer que o grupo começou com a prática de burla há já algum tempo, mas as primeiras queixas junto do Serviço de Investigação Criminal surgiram em Setembro passado, quando os lesados, inconformados com a perda dos seus valores monetários, recorreram às autoridades.
 
Para melhor convencer os burlados, os meliantes usavam passes de identificação do Banco Nacional de Angola, no sentido de levar as vítimas a acreditarem na idoneidade dos mesmos.
O Serviço de Investigação Criminal não revelou o montante concreto do dinheiro que os burladores conseguiram angariar.
Soares Sala disse que os grupos de meliantes usam várias formas para conseguir arrecadar dinheiro, principalmente tendo como alvo cidadãos estrangeiros que desconhecem a legislação financeira.
 
Algumas burlas são realizadas com a conivência de funcionários dos bancos comerciais e explicou o modus operandi dos mesmos.
Uma conta disponível num banco, o funcionário acessa a conta e sabe que nela tem avultadas somas que não são muito movimentadas pelo legítimo proprietário.
O funcionário bancário, com outras pessoas, procura formas de retirar grandes somas daquela conta. O Serviço de Investigaçao Criminal toma conhecimento ou por via do lesado ou da direcção do banco.