Turquia está interessado na mineração, transportes, construção de infra-estruturas, turismo e energia de Moçambique

erdogan2

A Turquia integra a lista dos 10 principais investidores em Moçambique, e nesta visita, a delegação turca tentar identificar outras áreas de cooperação, presentemente centrada. fundamentalmente no comércio e agricultura, segundo Tagip Argonil, empresário turco em Maputo.

Dados do Centro de Promoção de Investimentos de Moçambique (CPI), indicam que em 2015, o volume das trocas comerciais entre Moçambique e a Turquia ultrapassou os 120 milhões de dólares, contra cinco milhões de dólares, em 2005.

Para a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), na sigla em inglês, esta visita será uma oportunidade para o estabelecimento de parcerias entre emprsários moçambicanos e turcos, principalmente nas áreas de mineração, transportes, construção de infra-estruturas, turismo e energia.

O empresário moçambicano, Tomás Rondinho, disse à VOA que na Turquia, “os sectores de turismo e transportes, têm vindo a resgistar um grande crescimento e nós pretendemos estabelecer parcerias nessas áreas com empresários turcos”.

Refira-se que em 2015, a companhia aérea turca, Turkish Airlines, abriu uma rota entre Istambul e Maputo, o que levou à perda do monopólio da transportadora aérea portuguesa, TAP, nas ligações directas entre a capital moçambicana e o continente europeu.

http://www.voaportugues.com/a/mocambique-turquia-erdogan/3688241.html

Advertisements

África do Sul volta a ser maior economia da África

cidade do cabo2
 
São Paulo – A África do Sul voltou a ser, pelo menos por enquanto, a maior economia do continente africano, de acordo com os últimos números do Fundo Monetário Internacional (FMI).
 
A liderança estava com a Nigéria, alçada ao posto há dois anos após uma revisão estatística revelar que seu PIB era quase duas vezes maior do que se imaginava.
 
 
 
O terceiro lugar é agora do Egito, que chegou a ficar em segundo por um breve período, segundo uma estimativa da consultoria KPMG.
 
Os últimos cálculos colocam o PIB da África do Sul em US$ 301 bilhões, o da Nigéria em US$ 296 bilhões e o do Egito com US$ 270 bilhões.
 
O grande responsável pela ultrapassagem é a força recente do rand sul-africano, que se valorizou 15% só nos últimos 3 meses.
 
O processo também aconteceu com outras moedas de emergentes, especialmente o nosso real, impulsionadas pela liquidez internacional em um cenário de incerteza na Europa e adiamento da alta de juros nos Estados Unidos.
 
A naira nigeriana foi uma exceção e perdeu muito valor desde meados de 2014 quando começou a despencar o preço do petróleo, principal produto de exportação do país.
 
O país chegou a estabelecer câmbio fixo por 16 meses, mas voltou a liberar a cotação há cerca de um mês – o que levou a um novo tombo.
 
Cenário
 
Movimentos cambiais podem mudar esses cálculos de um dia para o outro, mas o que importa mesmo para o longo prazo é o crescimento.
 
E infelizmente, nesse quesito nenhum dos países no topo do ranking pode respirar tranquilo.
 
Nigéria e África do Sul tiveram queda do PIB no primeiro trimestre e basta um outro resultado negativo para configurar uma recessão técnica. No caso da Nigéria, é difícil imaginar uma recuperação com o petróleo tão depreciado.
 
O PIB per capita sul-africano ainda é bem maior que o egípcio ou nigeriano, mas a previsão é que com população crescendo e atividade parada, ele complete em 2017 quatro anos consecutivos de queda.
 
A incerteza política também está pesando: no final do ano passado, a África do Sul chegou a ter três ministros de Finanças diferentes no espaço da uma semana.
 
Um em cada quatro sul-africanos está desempregado, mas sua infraestrutura e ambiente de negócios são reconhecidamente melhores do que de seus pares.
 
E ao contrário deles (e do Brasil), o país também tem grau de investimento (pelo menos por enquanto).
 

Cimeira de Chefes de Estado inaugura passaporte africano

au2016b

Fotografia: AFP

Os primeiros passaportes da União Africana (UA) foram entregues ontem aos Chefes de Estado presentes na 27ª cimeira da organização continental, que decorre em Kigali, Ruanda.

 Os documentos foram entregues de forma simbólica aos  presidentes do Rwanda, Paul Kgame e do Tchade, Idris Sabry, pela presidente da Comissão da UA, Dlamini Zuma. Os utentes desses passaportes poderão circular pelos países africanos sem necessidade de visto, cumprindo assim com um dos objetivos da agenda 2063 referente à  integração do continente.
Apelos ao fortalecimento da unidade no continente, ao cumprimento da agenda 2063 e à  aposta na juventude pelos líderes africanos presentes no evento marcaram a cerimônia de abertura da cimeira.
Discursando na abertura do conclave, o Presidente do Rwanda, Paul Kagame, apelou ao espírito de solidariedade no continente, com vista a alcançarem-se os objectivos preconizados nos ideais do pan-africanismo.
Paul Kagame pediu aos homólogos africanos para que, na cimeira, se preocupassem mais com as questões prioritárias do continente, ao invés de perderem tempo em assuntos que em nada contribuem para o fortalecimento da organização e de África.
“Devemos aproveitar as nossas cimeiras para definirmos as nossas prioridades e decidirmos como resolver os nossos problemas, pois África está a levantar-se”, referiu o Chefe de Estado anfitrião.

Presidência da UA

au

Na ocasião, a presidente da Comissão da União Africana, Dlamini Zuma, assegurou que estão criadas as condições para que a presidência da organização seja assumida pela República Centro Africana.
Dlamini Zuma destacou a importância do passaporte da União, o qual considerou um passo fundamental no processo de integração do continente e livre circulação dos cidadãos.  Após fazer uma retrospectiva sobre o trabalho realizado durante o seu mandato, a presidente da Comissão da União Africana realçou que ainda existem tarefas por cumprir.  O presidente em exercício da União Africana, Idris Debry, condenou o retorno das hostilidades no Sudão do Sul, que já causaram a morte de 300 pessoas. Apelou para a necessidade da UA trabalhar com urgência na criação de mecanismos de paz e segurança no continente.
A presidente da  União Panafricana da Juventude, Franci Muyomba, apelou aos Chefes de Estado para aprovarem a criação de um fundo de apoio aos jovens empreendedores. “É imperioso que os líderes africanos apostem no empreendedorismo, que tem contribuído para a geração de empregos e na melhoria das condições de vida de muitos cidadãos no continente”, reconheceu.  Ao intervir na cerimônia, o presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, Moahamud Abas, condenou os actos de terrorismo perpetrados em França e manifestou disponibilidade de contribuir para o combate a este fenômeno que ceifa a vida a muitos cidadãos inocentes.
Moahamud Abas advogou, de igual modo, a necessidade de África reforçar a solidariedade com a Palestina, destacando o apoio prestado pelos países africanos à  causa palestiniana.
Angola participa nesta Cimeira com uma delegação chefiada pelo ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, em  representação do Chefe de  Estado, José Eduardo dos Santos.
Durante a sua estada em Kigali, Georges Chikoti tem previstas audiências com diversas personalidades políticas.

Trabalhar juntos

À margem da cimeira, o responsável máximo da Nova Parceria para o Desenvolvimento Africano (NEPAD), Ibrahim Mayaki, afirmou que os países africanos precisam de ser estratégicos e trabalhar juntos na promoção da industrialização do continente, com vista à criação de oportunidades de emprego. Ibrahim Mayaki realçou que os factores que impedem o crescimento do continente são a ausência de negociações entre os Estados africanos, aliado a falta de infra-estruturas e à pobreza. Observou que África tem a população mais jovem do mundo, salientando que os enormes desafios do continente são a promoção do crescimento econômico dos Estados, criação de emprego, e redução da pobreza.  A  27ª Cimeira da UA realizou-se sob o tema “2016: Ano Africano dos Direitos Humanos com especial incidência sobre os Direitos das Mulheres”.
No sábado, o grupo dos três países africanos com assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas (A3), integrado por Angola, Egito e Senegal, avaliou o retorno às hostilidades no Sudão do Sul, a crise no Burundi e o regresso da Missão das Nações Unidas (Minuso) ao Saara Ocidental.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/cimeira_de_chefes_de_estado_inaugura_passaporte_africano

Agricultura, energia, turismo e infraestruturas são as areas de cooperação entre Moçambique e Índia

Fotografia: AFP

O Presidente Filipe Nyusi afirmou ontem que a parceria existente entre Moçambique e Índia, virada para o desenvolvimento, vai gerar mais investimentos públicos e privados indianos nos diferentes domínios.

 

A parceria vai, por outro lado, promover a transferência de tecnologias, criação de emprego, melhoria das condições de vida das populações e, consequentemente, o desenvolvimento econômico dos dois países. Nyusi manifestou a convicção durante o almoço servido ontem, na Presidência da República, em Maputo, por ocasião da visita ao país do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, no âmbito de um périplo por quatro Estados africanos, designadamente, Moçambique, África do Sul, Tanzânia e Quénia.“Estamos certos que o futuro testemunhará o reforço do nosso relacionamento, alargando a cooperação para outras áreas de interesse comum, como o intercâmbio entre o sector privado indiano e o empresariado nacional, com vista a fortalecer iniciativas nas áreas da agricultura,  energia, turismo e infra-estruturas”, disse Nyusi.

http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/mocambique_e_india_consolidam_relacoes

Moxico tem gestão elogiada pelo presidente de Angola

Kumuênho da Rosa , Samuel António , José Rufino e Lino Vieira | Luena
23 de Junho, 2016

Fotografia: Francisco Bernardo

A escassez de recursos financeiros decorrente da quebra das receitas do Orçamento Geral do Estado, principalmente do sector petrolífero, é um problema real no país, mas não pode ser pretexto para a inércia ou a improdutividade, defendeu ontem o Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

 

Num breve discurso a introduzir a sessão conjunta das comissões Econômica e para a Economia Real, no Moxico, e após ouvir o governador provincial João Ernesto dos Santos, o Presidente da República falou da preocupação do Governo em relação à execução da carteira de investimentos públicos na província numa conjuntura econômica adversa, em que a escassez de recursos põe à prova a capacidade e criatividade dos gestores.
Antes de prometer apoio e atenção ao Governo do Moxico, a quem fez elogios pela forma “cuidadosa e parcimoniosa” como procura fazer a gestão dos escassos recursos que tem, o Presidente da República falou da estratégia adoptada pelo Executivo para a saída da situação difícil que o país atravessa.
Na sua intervenção foi notório o cuidado do Presidente ao falar em“situação económica difícil” ou “adversa”, em vez de crise económica.
E nessa perspectiva, a província do Moxico, com terras férteis, numerosos rios, lagos e lagoas, e tantos outros recursos naturais, pode ter um papel determinante para alteração desse quadro no médio prazo.
O Presidente destacou que apesar dos constrangimentos relatados pelo governador João Ernesto dos Santos, quando fez a leitura do relatório do plano de desenvolvimento económico e social da província, é possível perceber que há um grande trabalho e os progressos são evidentes. “Temos que dar os parabéns por estes feitos”, assinalou.
O Chefe de Estado justificou a escolha do Luena para acolher a sessão conjunta das comissões Económica e para a Economia Real do Conselho de Ministros, com a “preocupação” do Executivo em relação a “alguns problemas que se têm agravado nessa província por causa da situação económica e financeira que o país vive”.

Bens exportáveis

O Presidente da República prometeu mais apoio à província do Moxico, mas antes explicou como ele deverá ser dado, e mais do que isso, o que espera da província, das autoridades locais e do sector empresarial privado, que tem um papel preponderante na estratégia para debelar os efeitos da escassez de recursos financeiros.
“Aqui, na província do Moxico, queremos dedicar atenção à produção e exportação de madeira. É possível fazer-se isso, tal como exportar o mel e também o arroz”, disse o Presidente José Eduardo dos Santos, lembrando que esta circunscrição da região Leste do país já produziu perto de 70 mil toneladas de arroz por ano, só de agricultura familiar.
O Chefe de Estado destacou que no quadro actual era expectável, nessa região, uma situação mais dramática dada a escassez de recursos financeiros e outras dificuldades. Mas, referiu, a província do Moxicoproduz alimentos e vive essencialmente do que produz.

Ambiente complicado

Uma das notas de destaque nessa visita do Presidente da República ao Moxico, foi a referência que fez sobre as contribuições da Sonangol ao Tesouro Nacional. Falando de forma pausada e para dissipar quaisquer equívocos, o Presidente José Eduardo dos Santos explicou como a razão da falta de recursos e como a queda do preço do petróleo no mercado internacional se refletiram na capacidade da Sonangol de contribuir para o Tesouro Nacional e para redução do fluxo de divisas no sistema financeiro nacional.
O Orçamento Geral do Estado para 2016 aprovado pela Assembleia Nacional foi calculado com base no preço de referência do barril do petróleo a 45 dólares. Só que em Fevereiro o preço do petróleo no mercado internacional chegou aos 28 dólares o barril, o que agudizou ainda mais a crise já que a venda do petróleo é a principal fonte de receitas do OGE, contribuindo com cerca de 60 por cento.
Com o preço em baixa, a concessionária nacional de hidrocarbonetos ficou sem condições de garantir recursos para o OGE. “Desde Janeiro que o Tesouro Nacional deixou de receber receitas da Sonangol, porque ela não está em condições de o fazer”, declarou o Presidente antes de sublinhar que sem os 60 por cento de receitas do sector petrolífero,restou apenas o sector não petrolífero, com as alfândegas a serem a principal fonte.

Menos receitas

Com uma economia fortemente dependente de importações, era de esperar que as alfândegas perdessem também capacidade de arrecadação de receitas, pela cobrança de serviços aduaneiros, uma vez que sem divisas não se importam bens, muito menos se contratam serviços de especialistas expatriados.
“Como as importações diminuíram drasticamente, também diminuíram as receitas dos serviços aduaneiros. Isso para perceber como fazemos a gestão, num ambiente extremamente complicado, em que não há divisas”, frisou. O Presidente da República lembrou que foi precisamente para sair da“situação econômica difícil em que nos encontramos”, que o Governo adotou uma estratégia com o objectivo de diversificar a economia, aumentando a produção interna e reduzindo gradualmente as importações.
Mas o Presidente tratou de esclarecer o que, afinal, se quer com a diversificação e o aumento da produção. “Queremos sobretudo produzir outros bens, para além do petróleo, para exportar”, declarou o Chefe de Estado, sublinhando tratar-se de uma tarefa estratégica. “Temos que produzir outros tipos de bens para exportar e para não depender só do petróleo”.
No relatório apresentado ao Presidente da República, o governador do Moxico, João Ernesto dos Santos, elencou os principais constrangimentos do seu Governo. Falou do mau estado das vias de comunicação, que condiciona a circulação de pessoas e mercadorias e inibe o investimento. Falou também da degradação acentuada das vias secundárias e terciárias no interior da província que estão há mais de30 anos sem beneficiar de obras de manutenção.

Quotas em falta

João Ernesto dos Santos falou ainda da não atribuição de quotas financeiras no valor de mais de quatro mil milhões de kwanzas, para o pagamento de empreitadas que constam no PIP, como sendo escolas e residências no âmbito do projecto de 200 fogos habitacionais por cada um dos municípios.
O incumprimento dessas obrigações contratuais, por parte do Governo provincial, disse João Ernesto dos Santos, tem provocado sérios embaraços na actividade dos empreiteiros de obras públicas e dos fornecedores, que depois de tantas reclamações acabam por desistir das obras.
Um outro problema apresentado por João Ernesto dos Santos Liberdade prende-se com a insuficiência de professores, médicos e outros técnicos, para dar cobertura à rede escolar, que cresceu muito, assim como a rede sanitária.
O governador alertou ainda para a necessidade de intervenção urgente do sector de urbanismo e construção, já que a cidade do Luena e bairros periféricos correm o risco de verem residências e infraestruturas públicas destruídas pelas ravinas já na próxima época chuvosa.

Mais energia para crescer

João Ernesto dos Santos apresentou ainda como propostas, durante o encontro, a necessidade de aumento de 40 megawatts de produção de energia eléctrica para fazer face ao crescimento da cidade do Luena. O governador defendeu também que sejam contemplados os municípios do Alto Zambeze, Luau, Bundas e Luchazes, tendo em conta as respectivas localizações e o papel que irão desempenhar no quadro do desenvolvimento político e econômico-social da província.
O governador defendeu ainda uma maior atenção ao setor da indústria e à operacionalização do Aeroporto do Luau, inaugurado pelo Presidente da República em Fevereiro do ano passado.

Momentos que marcaram a visita ao Luena

Eram 9h30 quando a aeronave que transportava o Presidente da República aterrou na pista do Aeroporto Comandante Dangereux, no Luena. Junto à pista estavam milhares de populares que proporcionaram ao ilustre visitante um autêntico “banho de multidão”. Com cânticos e palavras de ordem, os populares gritavam “Dos Santos amigo, Moxico está contigo, Angola está contigo”, e agitavam bandeiras, lenços e chapéus, numa demonstração de carinho ao Presidente de todos os angolanos.
Ainda no aeroporto, o Presidente teve um ritual especial de boas vindas, característico dos povos Luvale, apenas reservado aos reis e entidades entronizadas com a vontade da maioria. O Presidente tirou do bolso um valor monetário e colocou-o num balaio no chão. Enquanto isso formou-se um semi-círculo para dança dos tchileya – espécie de palhaço na tradição luvale -, ao som da katchatcha – instrumento musical típico feito à base de tronco de árvore-, e de batuques.
A ida ao complexo turístico cultural “Monumento à Paz”, local que acolheu a sessão conjunta das comissões Econômica e para a Economia Real, foi outro momento de grande simbolismo nessa visita do Presidente ao Moxico. O próprio empreendimento foi construído para homenagem aos angolanos que tornaram a paz uma realidade em Angola e com ela a estabilidade política e social, onde o Presidente José Eduardo dos Santos é uma figura incontornável desse processo. Daí a razão para a forte concentração de pessoas na fachada exterior do complexo, com cartazes dizendo “Zé Dú a escolha certa para a juventude” e “Moxico está com o Presidente”. José Eduardo dos Santos foi recebido ao som da música “Tata tunakuzangetueya”, que em português significa “papá vem, porque te amamos”.

Moxico diz presente!

Após dirigir os trabalhos da Equipa Econômica, o Presidente visitou uma pequena exposição de produtos do campo, representativos do potencial de cada município da província do Moxico. Foram exibidos produtos como a madeira em toro e trabalhada, mandioca, batata-doce e rena, banana, feijão, arroz, jinguba, mel e peixe caqueia. Era o Moxico a dizer o que pode produzir para ajudar a diversificar a dieta alimentar e a arrecadar receitas com a exportação.
A entrega de meios a antigos combatentes foi outro dos momentos da jornada do Presidente  na província do Moxico. O Chefe de Estado entregou tractores, enxadas, fertilizantes e pequenas embarcações para a pesca continental. Para as autoridades tradicionais, jovens e pessoas com deficiência, o Chefe de Estado fez a entrega de arcas, geleiras, cadeiras de rodas, canadianas, rádios, antenas parabólicas, geradores, televisores e material didático.

Agenda partidária

Antes de deixar o Moxico, o Presidente José Eduardo dos Santos teve um momento privado, que dedicou à agenda partidária. Durante cerca de 30 minutos, o líder do partido majoritário, que em Agosto realiza o seu Congresso ordinário, trabalhou com os responsáveis locais do partido.
De recordar que nas três eleições democráticas e multipartidárias realizadas na história do país, 1992, 2008 e 2012, o MPLA venceu sempre por números expressivos no círculo eleitoral do Moxico.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/moxico_tem_gestao_elogiada

China propõe a Moçambique programa de industrialização

O embaixador da China em Moçambique, Su Jian, reuniu-se recentemente em Maputo com a Confederação das Associações Econômicas (CTA) para avaliar formas para aplicar o programa denominado “Cooperação da Capacidade Produtiva”, que visa apoiar a industrialização de Moçambique.

“A China quer que Moçambique tenha uma economia forte, servindo este programa para criar mais postos de trabalho e preparar tecnicamente mais operários moçambicanos e quer ainda contribuir para que o país tenha mais infraestruturas, mais formação profissional, além de encontrar a forma financeira mais viável e diversificada para desenvolver a sua economia”, disse o embaixador.

Citado pelo jornal Notícias, de Maputo, Su Jian assegurou que o objectivo da programa “Cooperação da Capacidade Produtiva” é de reforçar a produção nacional, promovendo as exportações e diminuindo as importações.

“Podemos tirar vantagens recíprocas e fazer milagres para Moçambique crescer, pois não será apenas com a exploração dos recursos naturais que se vai melhorar a economia, mas também garantindo uma segurança financeira e econômica”, sustentou.

A deslocação de Su Jian às instalações da CTA, a associação patronal de Moçambique, inseriu-se na materialização dos acordos alcançados pelos governos de Moçambique e da China na recente visita efetuada pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, àquele país.

O presidente da CTA, Rogério Manuel, anunciou que uma delegação composta por 80 empresários chineses chegará a Maputo no próximo dia 24 de Junho corrente para um encontro de negócios. (Macauhub/CN/MZ)

http://www.macauhub.com.mo/pt/2016/06/16/china-propoe-a-mocambique-programa-de-industrializacao/

Brasil e Nigéria lideram destino do capital chinês

 

Fotografia: José Soares

Angola e Brasil estão entre os cinco principais destinos do capital chinês na última década, referiu  um estudo do German Marshall Fund dos Estados Unidos publicado ontem.

Em “O Mapa de Risco da China no Atlântico Sul”, do German Marshall Fund dos Estados Unidos, o investigador Jonas Parello-Plesner calcula, com base em dados do American Entreprise Institute, que o investimento chinês no Brasil tenha rondado 34 bilhões de dólares entre 2005 e 2014, de longe o nível mais elevado de todos os países da região.
Com 13,75 bilhões de dólares, Angola surge na quinta posição, atrás de Nigéria (28,75 bilhões de dólares), Venezuela (22,11 bilhões de dólares) e Argentina (14,31 bilhões de dólares) e fica mesmo à frente da África do Sul (9,55 bilhões de dólares).
Na lista surge outro país membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a Guiné Equatorial, com 2,3 bilhões de dólares, diz o estudo. Angola, onde o número de chineses residentes foi recentemente estimado em 200 mil, é um dos países destacados no estudo, que analisa a situação política dos países privilegiados pela China nos seus investimentos e das implicações para a segurança chinesa.
Parello-Plesner afirma que o abrandamento da economia angolana devido à quebra dos preços do petróleo tornou “ainda mais importantes” para o país africano “as relações políticas com a China e o apoio financeiro vital” que tem vindo a ser disponibilizado. A investigadora de relações sino-angolanas Lucy Corkin calculou em 14,5 mil milhões de dólares os empréstimos concedidos pela China a Angola.
Após as recentes quebras de exportações do Sudão, Angola solidificou-se como o maior fornecedor de petróleo à China, aponta o investigador. Numa altura em que Angola enfrenta dificuldades para se financiar, a Linha de Crédito da China, utilizada para pagar 155 projectos públicos com 5,2 mil milhões de dólares, tem sido uma importante fonte de dinamização da economia, privilegiando o sector da energia e águas com 2,17 mil milhões de dólares para 34 projectos. Para 33 projectos no sector da construção destinam-se 1,64 mil milhões de dólares e para a educação 55 projectos, num investimento de 373,3 mil dólares, segundo dados recentemente divulgados.
As adjudicações de muitas destas obras têm vindo a ser publicadas no Jornal de Angola nas últimas semanas, nomeadamente redes de abastecimento de água e  reparação de estradas,  nas províncias do Bengo, Bié, Huambo, Namibe, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Malanje e Uíge, com um custo global de 550 milhões de dólares. A China Railway 20 Bureau Group Corporation foi contratada para reparar a estrada Catchiungo-Chinhama, no Huambo, por 58,4 milhões de dólares, e para construir um sistema de abastecimento de água à cidade de Cuíto por 39,2 milhões de dólares.
Durante a última semana de Maio, o Governo adjudicou a empresas chinesas 30 empreitadas de obras públicas por mais de 1,6 mil milhões de dólares, incluindo a construção do novo sistema de abastecimento de água de Mucari, na província de Malanje, adjudicada à China Petroleum Pipeline Bureau por 18 milhões de dólares.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/brasil_e_nigeria_lideram_destino_do_capital_chines

São Tomé e Príncipe acolhe em setembro fórum dos exportadores da CPLP

sto tome

A capital são-tomense acolhe em setembro próximo o fórum dos exportadores dos países de língua portuguesa, anunciou hoje o presidente da União de Exportadores da CPLP, Mário Costa.

“Definimos o fórum como pontapé de saída para trazer cá investidores e potenciais parceiros, mas não queremos ficar só nos grandes projetos. Queremos também ajudar as pequenas e médias empresas, trazendo pessoas que querem ajudar a acrescentar valor em São Tomé”, disse Mário Costa no final de encontro hoje com o primeiro-ministro Patrice Trovoada.

Mário Costa, que efetua uma visita de três dias a São Tomé e Príncipe, encontrou-se hoje com o ministro da Agricultura, Teodorico Campos, e também como o titular da Economia e Cooperação Internacional, Agostinho Fernandes.

“Nós falamos de outros projetos de infraestruturas, nomeadamente portos, aeroportos, turismo e imobiliária que são sempre importantes para desenvolver o país”, disse o presidente da União dos exportadores da CPLP.

“Queremos ajudar São Tomé e Príncipe a diversificar a sua economia, que seja depender da agricultura e do turismo que são decisivos no futuro”, explicou Mário Costa, que considera o desenvolvimento de pequenas e medias empresas como fundamental.

“Queremos trazer maquinarias e ‘know how’ para que aqueles pequenos empresários também possam crescer, possam colocar os seus produtos fora de são Tomé”, acrescentou.

A ideia é colocar os produtos do arquipélago na rede mundial do comércio.

“Oferecemos hoje um laboratório para certificação de produtos agrícolas e outra na área da pesca e nós também ajudamos a formar os agricultores e certificar os produtos, e o mais importante, que é exportar esses produtos”, sublinhou.

O programa da visita inclui também reuniões com diversos parceiros e empresas locais em que se destacam a Agência de Promoção de Comércio e Investimento (APCI), BGFI Bank STP – Banco Comercial e de Investimento e a Federação Santomense de Futebol.

Dinheiro Digital com Lusa

http://dinheirodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=249636

Mercado condiciona expansão em África

000000000mapamundi.com.es mapa de africa politico (1)
 
 
O continente africano deve crescer 3,7 por cento este ano e 4,5 por cento em 2017 se a economia mundial e os preços das matérias-primas continuarem a recuperar, prevê o relatório African Economic Outlook (AEO), divulgado ontem em Lusaka, na capital da Zâmbia, pelo Banco de Desenvolvimento Africano, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico e pelas Nações Unidas.
O relatório ressalta que os números apresentados estão dependentes da evolução da economia mundial e da recuperação gradual dos preços das matérias-primas.
O AEO, no geral, afirma que o continente africano “tem um bom desempenho no que diz respeito às perspectivas sociais, econômicas e de governação e tem um futuro encorajador para o futuro a curto prazo”, depois de no ano passado a economia ter crescido 3,6 por cento, acima da média mundial de 3,1 por cento e mais do dobro da Zona Euro.
O continente sofre pressões orçamentais decorrentes da quebra dos preços das matérias-primas e, por isso, “manter a dívida em níveis sustentáveis tornou-se cada vez mais importante”, realça o documento, que elogia os governos “genericamente prudentes nas políticas orçamentais, na limitação das despesas e na melhoria da cobrança fiscal”.
No ano passado, os fluxos financeiros para África diminuíram 1,8 por cento, para 208 mil milhões de dólares, e a ajuda oficial ao desenvolvimento aumentou, mas a estabilidade nas remessas dos emigrantes constituiu a maior contribuição para os fluxos financeiros.
O recurso aos mercados financeiros e a emissão de títulos de dívida soberana foram alguns dos instrumentos a que os países africanos recorreram para colmatar a quebra das receitas fiscais e o AEO afirma que a utilização destes instrumentos “aumentou, apesar da subida das taxas de juros” exigidas pelos investidores.
 
África Subsaariana
 
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a África subsaariana abranda o crescimento para três por cento este ano e defende um reposicionamento das políticas econômicas para responder à prolongada baixa de preços das matérias-primas. “A atividade econômica na África Subsaariana tem abrandado de forma marcada, mas, como de costume, com uma grande variação de acordo com as circunstâncias de cada país”, lê-se no documento divulgado pela instituição.
“O crescimento na região como um todo cai para 3,5 por cento em 2015 e deve acentuar o abrandamento para três por cento este ano, bem abaixo dos cinco a sete por cento que registou durante a última década”, escrevem os técnicos do FMI que prepararam o documento.
O forte declínio no preço das matérias-primas afectou significativamente países como Angola ou a Nigéria, os dois maiores produtores de petróleo da região, mas o abrandamento econômico foi também resultado de epidemias como o ebola e de problemas naturais como a seca. “Ao mesmo tempo, vários outros países continuam a registrar crescimentos robustos”, principalmente os importadores de petróleo que beneficiam da descida dos preços, o que explica o crescimento acima de cinco por cento em países como a Costa do Marfim, o Quênia ou o Senegal. A descida generalizada do crescimento econômico não acaba, no entanto, com a capacidade de ascensão de África, diz o FMI. “Apesar desta perspectiva genericamente mais sombria levantar a questão sobre se o recente ímpeto de crescimento se estagnou, a nossa visão é que as perspectivas de crescimento a médio prazo permanecem intactas”, realça o documento.
Para o FMI, “além dos desafios atuais, os condutores subjacentes do crescimento, que estiveram a funcionar internamente na região durante a última década – principalmente o muito melhorado ambiente de negócio – continuam, de forma geral, no devido lugar, e a demografia favorável deve apoiar estes condutores durante a próxima década”.
 
Reposicionar políticas
 
O FMI sustenta que é preciso reposicionar as políticas para potenciar este crescimento. “As respostas políticas entre muitos dos exportadores de matérias-primas ao historicamente grande choque no comércio têm estado geralmente ‘atrás da curva”, dizem os peritos.
“Para os países fora de uniões monetárias, a flexibilização da taxa de câmbio, juntamente com políticas orçamentais e fiscais de apoio, devem ser a primeira linha de defesa. Como a redução na receita fiscal oriunda do sector extractivo deve persistir, muitos países afetados precisam forçosamente de conter os défices orçamentais e construir uma base contributiva sustentável no resto da economia”, sugerem os peritos. O FMI nota ainda que a forte dependência da exploração de matérias-primas “tornou quase metade dos países na região vulneráveis ao declínio nos preços”.

Petrolífera Sasol inicia perfuração de primeiro poço em Inhambane, Moçambique

Nesta fase inicial, treze poços produtores serão perfurados, incluindo um de descarte de água, e as instalações de produção de petróleo e GLP estarão situadas perto da central de processamento existente em Temane.

Petrolífera Sasol inicia perfuração de primeiro poço em Inhambane, Moçambique
Mike Utchings / Reuters

A petrolífera sul-africana Sasol anunciou hoje o início da perfuração do primeiro poço na província de Inhambane, em Moçambique.

mapa.png

“Hoje, o plano de desenvolvimento da Sasol para a licença do contrato de partilha de produção, na província de Inhambane, Moçambique, atingiu um marco importante com o início da perfuração do primeiro poço”, adianta a empresa, em comunicado, referindo que o plano integra petróleo líquido, GPL e gás.

Nesta fase inicial, treze poços produtores serão perfurados, incluindo um de descarte de água, e as instalações de produção de petróleo e GLP estarão situadas perto da central de processamento existente em Temane.

“A estaca de ancoragem do primeiro poço na área de licença do contrato de partilha de produção reafirma Moçambique como o coração da estratégia de petróleo e gás da Sasol na África subsaariana e fornece uma plataforma a partir da qual será impulsionado o crescimento socioeconômico”, afirma John Sichinga, vice-presidente sénior da petrolífera, no comunicado.

O Conselho de Ministros de Moçambique aprovou em janeiro deste ano o plano de desenvolvimento do contrato de partilha de produção e, pouco tempo depois, a Sasol encomendou um equipamento de perfuração da Société de Maintenance Pétrolière, uma empresa francesa, que chegou ao porto de Maputo em março.

“O plano de desenvolvimento faseado prevê o desenvolvimento de novas fontes de hidrocarbonetos que vão ajudar a impulsionar o crescimento de Moçambique e da África Austral”, refere ainda a empresa, que adianta que a primeira fase está avaliada em 1,4 mil milhões de dólares norte-americanos (cerca de 1,25 mil milhões de euros).

A Sasol afirma ainda que a utilização da infraestrutura existente na área permite “o uso seguro e eficiente dos recursos, enquanto o desenvolvimento em parcelas dos reservatórios complexos é uma abordagem prudente para a oportuna redução de incertezas quanto aos recursos do subsolo e maximização do valor total do projecto”.

http://economico.sapo.pt/noticias/petrolifera-sasol-inicia-perfuracao-de-primeiro-poco-em-inhambane-mocambique_250479.html