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Africa do Sul realiza seminário com empresários de Santa Catarina- Brasil

Publicado em 11/06/2018 – 18:36:25

 

Seminário promovido pela FIESC mostrou que o país dá acesso ao continente africano, formado por 55 países, e com um bilhão de consumidores e um mercado de US$ 3 trilhões

Filipe Scotti
SC e África do Sul buscam fortalecimento do comércio

A ampliação do comércio entre Santa Catarina e a África do Sul foi debatida durante seminário promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), nesta segunda-feira (11), em Florianópolis. O presidente da entidade, Glauco José Côrte, lembrou que Brasil e África do Sul integram o grupo BRICs (ao lado de Rússia, Índia e China), o que facilita o avanço da parceria. “Juntos, esses países representam mais de 50% da população e um quarto do PIB mundial. Realmente, um conjunto de países que tem expressão significativa no contexto da economia mundial”, observou.

“Quanto aos investimentos, Santa Catarina apresenta uma condição favorável para inserção dos investidores sul-africanos no Brasil já que são grandes as similaridades em termos culturais e de organização produtiva. Nós temos essa característica de pequenas áreas geográficas, mas que conseguem se transformar em economias diversificadas e em desenvolvimento econômico e social”, afirmou Côrte. Ele ressaltou que Santa Catarina e África do Sul são economias que se encontram em desenvolvimento, buscando uma inserção maior no mercado internacional. “Assim, essa parceria torna nossas relações econômicas ainda mais vantajosas ao ampliar as capacidades tecnológicas, fortalecer as áreas de interesse e aprofundar a integração e a cooperação”, finalizou.

Santa Catarina exportou US$ 144,8 milhões à África do Sul em 2017. Desse total, 24% são de carne de aves, seguido por partes para motor (US$ 29,8 milhões) e motores e geradores elétricos (US$ 18,2 milhões). As importações catarinenses vindas da África do Sul no período somaram US$ 46,9 milhões, com destaque para os produtos laminados de aço, ferro-ligas e ácido fosfórico.

A cônsul comercial do Consulado da África do Sul em São Paulo, Shanaaz Ebrahim, apresentou um panorama dos incentivos que o país oferece para quem investe lá. Entre eles, destacou as oito zonas comerciais especiais, que oferecem imposto diferenciado e financiamentos com condições especiais. Ela também informou que uma lei aprovada em 2015 protege o investimento de quem aposta no país. “Quando se investe na África do Sul, se tem acesso aos 52 milhões de habitantes do país e a todo o continente, formado por 55 países, um bilhão de consumidores e um mercado de 3 trilhões de dólares”, declarou, lembrando que há em vigor um acordo com o Mercosul, que pode beneficiar o Brasil.

O cônsul-geral do Consulado da África do Sul em São Paulo, Malose Mogale, ressaltou a importância de fortalecer as relações entre os países dos BRICs e informou que o país passa por mudanças estruturais na produção, com foco em conhecimento. “Cada vez mais a economia verde está se destacando à medida que o País vai adotando energia limpa. Para aumentar a confiança dos investidores, o governo criou um lugar único (one stop shop) para reduzir a burocracia na abertura de empresas. Em três dias o empresário pode registrá-la e conseguir um número de CNPJ”, disse.

Ainda no encontro, o diretor de desenvolvimento institucional e industrial da FIESC, Carlos Henrique Ramos Fonseca, apresentou um perfil da economia catarinense, e a representante da Investe SC, Joice Schafer, destacou o trabalho da agência de atração de investimentos na promoção de novos negócios para o Estado.

 

http://www.portaldailha.com.br/noticias/lernoticia.php?id=43550

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Política Exterior de Angola orientada para captação de investidores

Bandeira-de-AngolaA ideia, soube-se, é influenciar uma actividade que seja virada para a captação de investidores, públicos e privados, que possam  ajudar a implementar o programa de diversificação da economia, projectando o desenvolvimento de Angola.
Durante três dias, os embaixadores vão ter sessões temáticas que visam a melhoria do funcionamento das missões diplomáticas, nomeadamente  nas questões que têm a ver com a melhor gestão económica e financeira, numa altura em que se anuncia o encerramento de alguns postos, face não apenas à situação financeira, mas também à reavaliação das prioridades da política externa de Angola.
Um dos temas tem a ver com a gestão financeira das missões, no qual se espera venham a ser preponderantes as explicações que o Tribunal de Contas, enquanto órgão fiscalizador, fará aos diplomatas, no sentido do cumprimento da probidade pública, tido como um dos problemas de que enfermam as representações diplomáticas de Angola.
O encontro, reservado exclusivamente a embaixadores e chefes de missões diplomáticas, aborda também  temas que têm a ver com a emigração e com os serviços de inteligência.
A reunião, que é a oitava, é a primeira do novo governo liderado pelo Presidente João Lourenço, que defende uma diplomacia económica, focada na atracção de investimento privado para o país e na exportação dos produtos locais. No seu discurso de investidura, o Presidente João Lourenço falou da necessidade de “reanalisar o papel a assumir por Angola na actual conjuntura regional e internacional, dando primazia aos contactos com os parceiros interessados, reforçando a participação das representações diplomáticas angolanas na captação do investimento estrangeiro e na promoção do acesso ao conhecimento científico, técnico e tecnológico, contribuindo para que os empresários e industriais angolanos estejam mais presentes em África, com uma maior aposta no comércio regional e na produção interna para exportação”.

Privatização das empresas públicas angolanas dá esperanças a investidores

zee1Investidores brasileiros que acompanham o mundo negócios em Angola, podem estar de olho na onda de privatização  de empresas públicas que pode acontecer, caso a Comissão criada pelao governo seja efeita e  decida reativar as empresas que estão na Zona Econômica Especial de Luanda – Bengo.

O que  vem a ser essa Zona Econômica?

ZEE Luanda-Bengo é um espaço fisicamente demarcado, dotado de Infraestruturas adequadas à instalação de empresas capazes de fomentar a produção, criar emprego, fomentar a competitividade e inovação, beneficiando em termos fiscais de um estatuto especial. A ZEE Luanda-Bengo constitui propriedade do Estado.

Localizada a 30 quilômetros do centro de Luanda, a ZEE Luanda Bengo, um projecto até agora gerido pelo Estado, envolveu um investimento público de quase USD 80 milhões para instalar 73 fábricas e compreende sete reservas industriais, seis reservas agrícolas e oito reservas mineiras, numa área total de 8.300 hectares entre os municípios de Viana, Cacuaco, Icolo e Bengo (Luanda), Dande e Ambriz (Bengo).zee Zona Económica Especial Luanda Bengo

Em uma reunião realizada na segunda feira, com as  comissões sindicais das unidades industriais da ZEE Luanda-Bengo, propôs a privatização das empresas paralisadas para permitir que pessoas com capacidade financeira possam revitalizá-las.

O líder sindical acrescentou que a privatização de empresas públicas resulta, na maior parte dos casos, em menos gastos para o Estado e maiores ganhos para a economia.
As privatizações aumentam a eficiência e maximizam a produtividade nas empresas, o que resulta na geração de mais empregos e mais impostos, disse Carlos Neto.

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Em 2016, o Governo esteve perto de privatizar 53 unidades industriais instaladas na ZEE Luanda-Bengo para poupar nos custos de manutenção e optimizar a criação de postos de trabalho.
Um Despacho Presidencial de 26 de Maio de 2016 chegou a autorizar a “transferência da totalidade das quotas representativas do capital social” destas unidades industriais para “entidades empresariais privadas detentoras de capital, “know how” e tecnologia suficiente” para as “alavancar”.

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Num plano mais abrangente, o Presidente de Angola  João Lourenço criou, em Fevereiro deste ano, 2018, uma comissão de preparação e implementação do processo de privatização, via bolsa de valores, de empresas públicas de referência.
A  comissão  é  coordenada pelo ministro   de Estado  do Desenvolvimento Econômico  e  Social, Manuel Nunes, e integra  os titulares das Finanças,  Economia e Planejamento, os secretários para os assuntos Econômicos, das Finanças e Tesouro do Presidente da República.
Fazem   parte  da comissão os presidentes dos conselhos de administração  do Instituto do Sector  Empresarial  Público (ISEP), da Comissão de Mercado de Capitais (CMC) e da Bolsa da Dívida e Valores de Angola (BODIVA). De acordo com  o despacho, publicado em “Diário da República”, de 20 de Fevereiro,  o  resultado do trabalho desta comissão deve assegurar a realização dos objectivos definidos pelo Presidente da República, como garantir a integridade dos sectores  estratégicos do Estado, assegurar o rendimento do sector empresarial público, o aumento da eficiência da produtividade da economia e das empresas.
O prazo dado à comissão criada pelo Presidente João Lourenço para apresentar uma proposta concreta sobre a privatização de empresas públicas não-lucrativas, terminou no dia 8 de Abril.
Dados disponíveis indicam que, no presente ano, estava em fase de conclusão um programa de privatização de 30 empresas públicas, caso as autoridades tivessem sido persistentes na aplicação da medida decidida em 2013.
Neste ano, quando a segunda fase de privatizações devia começar, o Governo vinha de um período de alienação que levou mais de uma década e que permitiu vender a privados 198 empresas estatais.
Na primeira fase, o processo abrangeu  empresas e sociedades dos ramos da Agricultura, Pescas, Indústria, Comércio, Transportes, Geologia e Minas, Construção Civil, Banca e Petróleos.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/zona_de_luanda-bengo_praticamente_paralisada

Brasileiros tem inveja da desenvoltura do presidente turco na disputa do mercado africano

mediaPresidente turco Erdogan (Direita) e o homólogo mauritaniano Mohamed Ould Abdel Aziz (Esquerda) no Aeroporto de Nouakchott, a 28 de Fevereiro de 2018.KAYHAN OZER / AFP

 

Brasil e a Turquia

Todos os dias os empresários brasileiros devem rezar pela volta de um presidente brasileiro que os ajude a disputar o mercado africano. Ao ver a desenvoltura do presidente turco, que assume claramente estar a procura de parceiros comerciais africanos.

Parece ingenuidade, mas está profundamente carregado de preconceito e estereótipos negativos sobre o continente africano, o pouco investimento que o Brasil dá ao comercio exterior com os africanos.

Brasileiros ainda ignoram a importância que os negros brasileiros poderiam desenvolver , o enorme potencial que poderia ser desenvolvido. Temos uma população de jovens negros que poderiam estar disputando o mercado internacional com os chineses, turcos e indianos, mas infelizmente é um sonho. Enquanto isso o presidente turdo Erdogan trabalha.

O Senegal é a terceira etapa do segundo périplo africano do presidente turco. É a segunda deslocação por África do estadista turco desde Dezembro, na altura visitando o Chade, o Sudão e a Tunísia. O presidente turco Erdogan desta vez visitou já a Argélia e a Mauritânia.

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Uma deslocação com uma forte componente econômica com as empresas da construção civil de Ancara a conseguirem exportar cada vez mais o seu know how por latitudes africanas.

Os turcos que finalizaram o aeroporto de Dacar inaugurado em Dezembro passado, empreendimento que ficam a gerir por 25 anos.

Um enorme mercado de abastecimento na capital do Senegal está também a ser projectado pelos turcos e uma sala polidesportiva.

A Turquia que exigiu e obteve o encerramento das escolas do pregador Fethullah Gülen, clérigo refugiado nos Estados Unidos e acusado pelo Estado turco de estar por detrás de uma intentona em Julho de 2016.

 

 

Angola apoiará o setor privado e silencia sobre as desigualdades sociais e a pobreza

Angola tem uma das menores taxas globais de investimento da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), de apenas 13% entre 2004 e  2016, situando-se abaixo de países como o Botswana, Lesotho ou Namíbia, reconheceu ontem o ministro da Economia e Planejamento de Angola .

Pedro Luís da Fonseca, que falava no Fórum de Auscultação da Classe Empresarial da Indústria Transformadora sobre o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações(PRODESI), realizado em Luanda, considerou que, com uma taxa de investimento  desse nível, “não se pode promover o crescimento econômico”.

Estado versus iniciativa privada 
A causa de tão baixos níveis de investimento , apontou o ministro, está no papel do Estado, que, ao longo dos anos, rivalizou com o mercado com o setor privado, ficando muitas vezes com os recursos necessários para apoiar o surgimento de iniciativas empresariais.
Pedro Luís da Fonseca declarou ter-se chegado à conclusão de que é necessário “alterar” este quadro e remeter o Estado ao papel de coordenador e, quando muito, de regulador da atividade econômica, deixando-a para quem tem capacidade de a exercer efetivamente: o setor privado”.
“O Estado deve garantir a estabilidade macroeconômica, democratizar a atividade e garantir infra-estruturas, que são o suporte da atividade econômica  do sector privado”, enfatizou o ministro para defender a redução do papel do Estado na economia.
A ministra da Indústria concordou com a afirmação do titular da Economia e Planeamento acerca da taxa global de investimento, afirmando que “muitas indústrias instaladas em Angola funcionam abaixo da sua capacidade produtiva, ou  mesmo com a produção paralisada”.
Bernarda Martins declarou que as prioridades  do PRODESI não farão com que o Estado deixe de apoiar os outros domínios do setor.
Os encontros de auscultação ao empresariado, realizados com maior incidência na semana passada, são uma fase prévia à adoção do programa de iniciativa institucional, destinada a recolher contribuições para melhorar o documento.

Limite do papel de Estado na economia

A atividade econômica e produtiva fica agora reservada ao setor empresarial privado passando o Estado a limitar-se à promoção do crescimento da economia, declarou segunda-feira o ministro da Economia e Planejamento, Pedro Luís da Fonseca.

Fotografia: EDIÇÕES NOVEMBRO

Essa decisão do Estado angolano foi apresentada por Pedro Luís da Fonseca a empresários da indústria transformadora, no âmbito do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI) e decorre do facto de o Estado, que procura alavancar a produção interna, concorrer com o sector privado, o que se afigura desfavorável.

Em relação à melhoria do ambiente de negócios, o ministro apontou, entre outros, a necessidade de se melhorar os indicadores de qualidade do procedimento de criação de empresas, pelo facto de nessa altura Angola estar no lugar 134 no cômputo de 190 países, segundo o Banco Mundial (BM)

A receita de incentivar o setor empresarial, parece ser o caminho escolhido pelos novo dirigentes. O que não está claro e o ministro do planejamento não menciona em sua fala,  é com combater as desigualdades sociais de Angola, pois o caminho parece concentrar a renda no setor privado, com  investimentos que gerem empregos, mas até agora nenhuma  preocupação com os ni veis de desigualdade e os baixos salários

Angola quer substituir importações de alimentos, vestuários, calçados e da industria têxtil,

gado1Aprovado ontem em reunião da Comissão Econômica do Conselho de Ministros, o programa tem como objectivo acelerar a diversificação da produção nacional, por via do fomento de fileiras exportadoras em setores não petrolíferos e com forte potencial de substituição de importações.

O ministro da Economia e Planejamento, Pedro Luís da Fonseca, explicou à imprensa, no final da reunião, que o programa é para ser aplicado no curto, médio e longo prazo e vai estar centrado em áreas como a alimentação e agro-indústria, recursos minerais, petróleo e gás natural, têxteis, vestuário e calçado, além do turismo e lazer.

A decisão do presidente em priorizar e realizar um programa ocorreu depois de ouvir a demanda de empresários que pediram alteração urgente da Lei do Investimento Privado, para adaptá-la à realidade atual e facilitar a atração de capital estrangeiro em infra-estruturas básicas para o desenvolvimento.
Entre as preocupações, constam ainda a falta de energia e água, telecomunicações e estradas, escassez de divisas para a compra de matérias-primas no exterior e as altas taxas de juro. Também solicitaram mais incentivos para os empresários criarem empregos nas zonas mais desfavorecidas.

O que quer os empresários angolanos?

Recordando as declarações à imprensa, no final do encontro dos empresários , o presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino, afirmou que a atual Lei do Investimento Privado, foi aprovada numa altura em que o petróleo, o principal produto de exportação do país, estava acima dos 100 dólares o barril e o Estado tinha recursos abundantes para investir, ao contrário do que ocorre hoje.

“Não faz sentido continuarmos com a mesma lei”, disse José Severino. Como exemplo, o líder dos industriais angolanos questionou a obrigatoriedade de um investidor estrangeiro ter de aliar-se a um nacional e que este tem de ser responsável por 35 por cento do investimento.

“Precisamos de atrair grandes investimentos para as infra estruturas e, para isso, temos de facilitar o investimento estrangeiro, porque ele tem dinheiro que falta ao Estado, para a construção de infraestruturas”, disse José Severino, lembrando que o empresário nacional não tem dinheiro para aplicar na parceria.

“Onde é que o nacional vai encontrar, por exemplo, 35% de cinco bilhões de dólares, para investir com o estrangeiro, num projeto na área da energia ou águas?”, questionou José Severino, lembrando que atitudes do gênero levam o investidor a procurar outros mercados, com mais facilidades e onde o retorno do capital é mais rápido. Apesar disso, José Severino elogiou o trabalho do Presidente da República e disse acreditar que os próximos anos vão ser de crescimento econômico. Para que isso aconteça, entre outras medidas, o líder dos industriais defende um combate cerrado ao contrabando, redução da burocracia, maior articulação entre a agricultura e a indústria e a garantia de que o Estado compre mais bens nacionais.

Empresário guineense investe milhões de euros em academia de futebol

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Academia, refere Cátio Baldé, vai estar equipada de acordo com os padrões da FIFA.

A Guiné-Bissau vai ter a partir do próximo ano uma academia de futebol e um centro de estágios conformes com os padrões internacionais, um investimento de cinco milhões de euros realizado pelo empresário guineense Catió Baldé.

“A Guiné-Bissau gerou em termos de lucros de futebol em Portugal mais de 50 milhões de euros. Este é um investimento que vai ter o seu retorno. O novo futebol hoje não compadece daquilo que era a cultura dos anos 60, 70 e 80”, afirmou o empresário à Lusa.

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A academia de futebol vai estar equipada com refeitório, dormitório, escola, piscinas, uma unidade hoteleira para o centro de estágio e dois campos de futebol, que se podem transformar em quatro campos de futebol de sete.catio baldé.jpg

Tudo conforme as regras da Federação Internacional de Futebol (FIFA).

“Antes, os europeus vinham a África buscar jogadores altos, corpulentos, com força, mas hoje o futebol mudou e os grandes clubes da Europa querem jogadores com formação base e nós somos obrigados a exportar anualmente centenas de jovens para a Europa sem formação base”, disse.

catioO objetivo, segundo o empresário, é o negócio, mas também “oferecer aos jovens as melhores condições de trabalho”.

“Quando saem daqui para a Europa saem preparadíssimos. Hoje, na Europa, querem jogadores inteligentes, porque hoje é preciso saber que um jogador é capaz de decidir um jogo numa fração de segundos”, salientou.

Apaixonado pelo futebol, Catió Baldé assumiu à Lusa que está naquele desporto pelo negócio, mas “acima de tudo porque acredita no talento dos jovens guineenses”.

“Dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), a Guiné-Bissau é o país mais próximo do Brasil tecnicamente e eu acredito neste talento”, salientou.

Com investimento já feito de cinco milhões de euros, porque todo o equipamento foi importado da Europa, Catió Baldé não tem dúvidas que a “academia vai estar preparada para exportar jogadores para a Europa e para os grandes mercados internacionais”.

A Guiné-Bissau podia ganhar anualmente milhões de euros se houvesse legislação que protegesse os jogadores guineenses e a forma como saem do país para a Europa.

 

Diversificação da economia em Angola para além da agricultura

 O processo da diversificação econômica em Angola não deve centrar-se apenas na agricultura,  um sector que, de acordo com as práticas internacionais, se desenvolve com o envolvimento da indústria, afirmou na terça-feira o professor da Faculdade de Economia da Universidade Metodista de Angola José Gonçalves.

Docentes universitários declaram que a diversificação deve estar baseada na complementariedade entre os sectores da agricultura e da indústria
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

Em  entrevista concedida à imprensa à margem das jornadas técnico-científicas da Fundação Eduardo dos Santos (FESA) que decorrem de terça-feira até hoje, em Luanda, o professor afirmou que os dois sectores têm grande conexão, posto que se a produção não for vendida ainda fresca, pode sê-lo em forma conserva enlatada, completando o ciclo e acrescentando valor.
José Gonçalves realçou a importância de produzir para a exportação não tradicional, dando exemplo da recuperação do ferro e outros minérios na região sul do país, os quais passaram a incorporar valor e deixaram de ser vendidos em bruto.
“ Se aumentarmos as exportações das matérias-primas em bruto, vamos voltar à mesma situação de depender do mercado mundial para fixação dos preços, um domínio no qual não temos influencia suficiente”, sublinhou José Gonçalves.
José Gonçalves proferiu na terça-feira, durante as jornadas técnico-científicas da Fundação Eduardo dos Santos, uma palestra consagrada à “Crise do Mercado Petrolífero: Consequências para o Sector Energético e Abertura de Novas Janelas Económicas”.
O decano da Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto, Redento Maia, considerou que o desafio da economia é o de determinar que sectores que estão em desigualdade e quais as áreas em que devem incidir os estímulos económicos para elevar a competitividade.

Desenvolvimento humano
Numa intervenção sobre o “Modelo de Desenvolvimento Económico”, afirmou que Angola deve criar um modelo de desenvolvimento sustentável, centrado no homem angolano e no seu bem-estar e assente em princípios da modernidade e de abertura ao exterior, com a iniciativa privada como força motriz.
Redento Maia afirmou que o modelo deve ser capaz de instalar a estabilidade política e social, o desenvolvimento humano, a equidade na distribuição do rendimento nacional, a eliminação da fome e pobreza e uma sociedade justa.
Para alcançar estes objectivos, apontou o decano, o Estado deve criar um ambiente apropriado para o exercício da actividade económica, por meio da promoção da estabilidade e complementaridade estratégica entre o investimento público e privado.
A curadora da Fundação Eduardo dos Santos Teresa Cohen acrescentou, como outra prática mundial generalizada, que não há desenvolvimento sem investimento na educação, adiantando que, nesta fase, o problema de Angola deve ser a aposta na qualidade.
Na abertura das jornadas, o presidente da FESA, Ismael Diogo, declarou que Angola necessita de renovar as políticas para obter um ambiente macroeconómico mais sustentável, tendo em conta o actual momento económico que está a viver.
Ismael Diogo disse que Angola se vê obrigada a vencer as barreiras do desenvolvimento impostas pelas diferentes contingências,um desafio que exige do Estado e do Governo esforços para identificar e dar solução aos eventos, tendo como fim proporcionar a harmonia e bem-estar.
Enquanto as relação entre Angola e os outros países estiverem aliados apenas à exportação de matérias-primas (petróleo ou  outros bens primários) e para a satisfação das necessidades internas continuar a recorrer-se à importação de produtos acabados do exterior, perpetua-se a dependência quase infinita.
Neste contexto, frisou, os desafios do país face à actual ordem económico -financeira mundial passam por criar condições internas em termos económicos e políticos para uma integração regional (económica) eficaz. Mas antes de avançar para a integração regional, Ismael Diogo defende a necessidade de se criar condições em termos de infra-estruturas, tecnologia, conhecimento e formação de quadros, aspectos tidos como de capital importância para propiciar e alavancar a produção interna.
O gestor da FESA chamou a atenção para uma a abertura ao mercado externo para a exportação do excedente de produção, que deve ser acompanhada de investimentos em infra-estruturas, tecnologia, conhecimento, formação de quadros e maior acesso ao crédito.

 Autoridades da Chibia promovem um fórum de investimento
Um fórum 
empresarial denominado Chibia Investe é realizado amanhã naquele município da província da Huíla, para atrair investimentos para aquela localidade, noticiou a Angop.
O encontro é promovido pela Administração Municipal da Chibia e está inserido nas comemorações do 90º aniversário daquela aldeia, que é assinalado na segunda-feira e prevê o  debate de assuntos ligados às oportunidades de negócio e potencialidades económicas do município.
Falando à Angop, ontem, o chefe do Sector Econômico da Administração Municipal da Chibia, João Faria, informou que o encontro vai juntar 35 investidores, entre os quais gestores de diferentes instituições bancárias representadas na província da Huíla e empresários, bem como estudantes e representantes das autoridades institucionais da Chibia.
João Faria referiu que este é o primeiro evento do género a ser realizado na região e visa atrair investidores, no quadro do processo de diversificação da economia da região.
“Temos muitos sectores que precisam de investimentos no nosso município, como os sectores da agricultura, pecuária, aquicultura, rochas ornamentais, turismo e banca. Queremos mostrar isso aos potencias investidores”, disse o responsável, augurando que o encontro vá decorrer com sucesso.
Situado 42 quilômetros a sul do Lubango, o município da Chibia conta com uma população de 190.670 habitantes, que tem na agro-pecuária a sua principal fonte de sustento.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/investimentos/diversificacao_da_economia_implica_a_adicao_de_valor_1

Angola é o terceiro maior destino do financiamento chinês

 

Angola é o terceiro maior destino do financiamento chinês além-fronteiras, segundo a unidade de investigação AidData, que aponta que Pequim está perto de igualar Washington como principal fonte de empréstimos aos países em desenvolvimento.

Crédito chinês atinge mais de 16,5 mil milhões de dólares
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro
A pesquisa, difundida pela unidade de investigação AidData, da universidade norte-americana de William & Mary, analisa o financiamento oriundo da China, que publica poucos detalhes sobre os fluxos de capital para o exterior. Em 15 anos, e até 2014, Pequim doou ou emprestou 354,4 mil milhões de dólares a outros países.
Durante o mesmo período, os EUA doaram ou emprestaram 394,6 mil milhões de dólares. Angola surge no estudo da AidData como o terceiro maior beneficiário do financiamento de Pequim, apenas atrás da Rússia e Paquistão, dois países que fazem fronteira com a China. O país recebeu de Pequim um total de 16.556 milhões de dólares (14.011 milhões de euros).
A base de dados AidData, que reúne milhares de fontes, é analisada por acadêmicos da William & Mary e das universidades de Harvard e Heidelberg. “Ao nível mais alto, pode dizer-se que os EUA e a China são agora rivais nos gastos, no que toca às suas transferências financeiras para outros países”, escreve o director executivo da AidData, Bradley C. Parks.
A opacidade do financiamento chinês suscita preocupações de apoio a regimes corruptos e redução dos padrões de protecção ambiental e direitos humanos, que doadores ocidentais tentam reforçar. A maioria do financiamento chinês parece servir o crédito à exportação e outros critérios que visam promover os objectivos chineses, mas produzem pouco benefício aos países destinatários, segundo Parks.
“A maior fatia do financiamento não visa permitir um crescimento econômico significante para os países receptores”, afirma.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/angola_entre_os_maiores__devedores_da_china

Produção agrícola é prioridade em Angola para a politica monetária

 

O aumento da produção agrícola e da competitividade passam a ser  prioridade da política monetária cambial, declarou sexta-feira, em Luanda, o governador do Banco Nacional de Angola (BNA).

BNA defende um novo ciclo em que a banca comercial esteja ao serviço da produção nacional
Fotografia: Francisco Bernardo|Edições Novembro|
Valter Filipe da Silva, que falava no encerramento do VII Fórum Banca-Regulação e supervisão bancária, promovido pelo Jornal Expansão, estão a ser criados instrumentos de garantia para que as divisas fiquem ao dispor do investimento voltado ao setor da agricultura.
O governador frisou que a política cambial deve continuar a disponibilizar divisas para o mercado, não de uma forma muito administrativa, mas dando maior disponibilidade para o sistema bancário, olhando para o plano de negócio e o plano de crédito dos bancos comerciais para que estas divisas sejam efectivamente para a produção agrícola.
Para o gestor, a prioridade deve ser dada à produção de milho e soja para reduzir a importação da farinha, bem como outros agregados como a ração animal e aumentar a produção de carne.
Na sua óptica,  deve estabelecer-se um diálogo com a Associação Angolana de Bancos (ABANC), sector bancário, fiscal, produtivo e a área comercial para encontro do novo ciclo angolano, cujo motor seja o sistema bancário e não o Estado.
O governador disse que, no contexto actual, é necessário ter um sistema financeiro de inclusão, mas também um instrumento para a justiça social, combate contra a corrupção e favoritismo.
“Se queremos uma prosperidade para todos temos que combater a injustiça social que se faz pela via do sistema bancário, concessão de crédito, regulação, supervisão, branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, boa gestão, ética e estar ao serviço do povo e da prosperidade”, disse.
O Fórum Expansão visa abordar, em conferências, seminários, palestras, debates, workshops, temas relevantes sobre economia angolana.
No evento, foram debatidos os modelos e tendências mundiais em matéria de regulação e supervisão bancárias com o objectivo de apontar caminhos, sugerir procedimentos, atitudes e comportamentos, contribuindo dessa forma para a afirmação em Angola de bancos sólidos e sustentáveis para o financiamento da economia, ajudando à criação de emprego e geração de riqueza.
Participaram no evento personalidades da finança nacional e internacional, entre governantes, reguladores, banqueiros, empresários, gestores, quadros médios e superiores, académicos e outros especialistas.

BIC antevê baixa nos lucros
O resultado líquido do Banco BIC para este ano pode baixar entre cinco e dez por cento em relação a 2016, ano em que atingiu 7,146 mil milhões de kwanzas. A revelação foi feita, no sábado, pelo presidente da instituição.
Fernando Teles, que falava à Angop à margem do VII Fórum Banca-Regulação e supervisão bancária, fez essa projecção em função do actual quadro da economia do país.
O banqueiro explicou que, embora falte ainda um semestre para o fim do ano, tem consciência que parte dos resultados da banca no país são o efeito cambial e esses não deviam ser contabilizados, mas deviam ir directamente ao aumento da situação líquida.
“ O que acontece é que os bancos têm resultados maiores em kwanzas, mas o seu balanço em dólares está a encolher. Isto é o banco tinha por exemplo 800 milhões de dólares de fundos próprios, mas quando vai ver no final do ano em kwanzas  é superior mas tem em dólares um valor de 600 milhões de dólares.
Neste caso, perdeu 200 milhões de dólares, e isso não foi contabilizado”, esclareceu o bancário.
Fernando Teles disse que fica a aparência de um resultado muito grande mas não é verdade. “Só será assim quando o lucro do efeito da posição cambial for elevado directamente à situação líquida e não for contabilizado como alguns bancos estão a fazer”, referiu.
Fernando Teles disse que o banco emprestou até agora 2,7 mil milhões de dólares às empresas e aos particulares e cerca de 3,2 mil milhões de dólares ao Estado.
O BIC pretende manter o valor do crédito concedido ao Estado e aumentar o crédito às empresas e aos particulares.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/agricultura_e_prioridade__nas_politicas_monetarias