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Nigéria quer estabelecer acordo de cooperação técnica com o Brasil

A ministra de Estado da Indústria do país africano, Hajiya Aisha Abubakar, esteve em reunião no Brasil na semana passada; setor de óleo e gás e serviços financeiros também estão no foco

Exportações e importações entre Brasil e o continente africano

O conhecimento e a tecnologia que o Brasil possui nos setores da produção agrícola, automotivo, serviços financeiros e de óleo e gás estão no foco dos interesses do governo e das empresas da Nigéria.

Na semana passada, uma delegação nigeriana chefiada pela ministra de Estado da Indústria, Comércio e Investimentos do país africano, Hajiya Aisha Abubakar, esteve no Brasil para discutir esses temas com o governo e setor privado nacional.

Em entrevista ao DCI, Abubakar contou que a reunião com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Economia, na última terça (26), discutiu formas de cooperação bilateral, mas que não houve um acordo mais propositivo.

“Há muitas oportunidades de colaboração entre Nigéria e o Brasil. Para nós, nos interessa, particularmente, o conhecimento brasileiro na área da agricultura, serviços financeiros, setor automotivo e de construção civil”, destacou a ministra nigeriana.

Na reunião, também foi debatido como as duas nações podem integrar as suas cadeias de produção e internacionalizar suas empresas.

O diretor-geral do Bank of Industry da Nigéria, Leonard Kange, reforçou que o interesse nigeriano no know-how (conhecimento prático) brasileiro, especialmente na agricultura, está relacionado com as similaridades que os dois países têm em termos de clima, população e indústria. Além do setores elencados pela ministra da Indústria, Kange cita que a tecnologia brasileira na área de petróleo e gás natural é outra necessidade da Nigéria neste momento.mapa-nigeria

Números das trocasEm 2018, a balança comercial do Brasil com a Nigéria ficou deficitária em US$ 964 milhões, decorrente de exportações no valor de US$ 667 milhões e importações de US$ 1,631 bilhão. Dentre os principais produtos que o Brasil vende para a Nigéria, estão o açúcar em bruto (56%), ônibus (17%), fumo (4,6%) e tratores (2%). Já as nossas compras da Nigéria são, basicamente, petróleo em bruto (84%), seguido de ureia (8,2%) e gás natural (6,8%), segundo dados do Ministério da Economia.

A presidente da Câmara de Comércio Brasil África (Ecowas Brazil), Silvana Saraiva, afirma, por outro lado, que o processo de diversificação da economia não só da Nigéria, como de outros países africanos é uma oportunidade para o Brasil ampliar suas exportações.

“Muitos países africanos estão com crescimento acelerado, o que tem possibilitado a diversificação das suas economias. Porém o Brasil não tem aproveitado essa potencialidade”, diz Saraiva. O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) do continente africano cresça 4,0% em 2019 e 4,1% em 2020.

A presidente da Ecowas Brazil afirma que, como a indústria africana ainda não está fortalecida, as oportunidades de exportação e investimentos na África estão na área de máquinas e equipamentos, além de tecnologia, seja na forma de oferta de serviços, conhecimento e mercadorias.

Central business district on Lagos Island, Lagos, Nigeria, 2009

Central business district on Lagos Island, Lagos, Nigeria, 2009

“Falta ao empresário brasileiro ter mais conhecimento do mercado consumidor africano e saber que os bancos de lá, por exemplo, estão bastante fortalecidos”, ressalta Saraiva. Em relação às nossas importações, a presidente da Ecowas Brazil diz que as compras brasileiras de manteiga de karité da Nigéria e de pasta de cacau da Costa do Marfim tem crescido, porém ainda há potencial para uma expansão maior.

A balança comercial do Brasil com a África ficou positiva em US$ 1,558 bilhão em 2018, resultado de exportações no valor de US$ 8,1 bilhões e importações de US$ 6,6 bilhões. Nossas vendas à África se concentram em açúcar, carnes e minério de ferro, enquanto as compras, em petróleo bruto.

 

Fontehttps://www.dci.com.br/economia/nigeria-tem-interesse-em-importar-a-tecnologia-brasileira-em-agricultura-1.790768

Alemães enviam deputados para apoiar investimentos em Angola

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O Presidente da República, João Lourenço, recebeu  no Palácio da Cidade Alta, membros da Comissão para os Assuntos Económicos e Energia do Parlamento alemão. A delegação de parlamentares alemães composta por vários partidos esteve em Luanda para inteirar-se da realidade e das oportunidades de negócios que o país oferece.
Em declarações à imprensa no termo da audiência, o presidente da Comissão para os Assuntos Económicos e de Energia do Parlamento alemão, Claus Ernst, disse que os parlamentares encontraram-se com empresários alemães a operar em vários setores no país para encorajar o reforço do investimento. “Temos interesse em apoiar que a cooperação entre Angola e Alemanha seja profícua e avance efectivamente. É nossa intenção contribuir no reforço de uma cooperação política e económica com Angola mais intensa”, disse Claus Ernst que reconheceu haver contactos significativos neste sentido.
Segundo o parlamentar, existem muitas possibilidades de os dois países intensificarem as relações económicas. Claus Ernst exprimiu satisfação pelo empenho do Presidente João Lourenço em prol da cooperação entre os parlamentos de Angola e Alemanha.

“Abordamos sobre áreas possíveis e desejáveis de investimento alemão que poderiam ser organizados para que fosse possível contribuir para o desenvolvimento de Angola”, sublinhou.
A Alemanha tem grandes projectos na construção, fiscalização e no fornecimento do equipamento das barragens hidroeléctricas ao longo do rio Kwanza, concretamente pelas empresas Voith, Andritz e Lahmeyer. Existem também empresas alemãs envolvidas em projectos de fiscalização de infra-estruturas, como estradas como é o caso da Gauff.

No setor de bebidas está a Krones e a Siemens, na criação de infra-estruturas, a Woermann no sector de equipamentos técnicos e a Bauer em fundações especiais.
Além disso, a Alemanha tem empresas como a Bosch, a Nehlsen, a DHL e outras que estão activas no país. A empresa LSG, do ramo de Catering para aviões do grupo Lufthansa, uma “joint-venture” com a TAAG, faz investimento directo em Angola.
Em 2008, as trocas comerciais entre Angola e Alemanha atingiram os 800 milhões de euros, superando os 500 milhões do ano anterior. Porém, o volume de negócios baixou por conta da crise económica. Actualmente, o volume das trocas comerciais é de cerca de 300 milhões de euros. Com o desenvolvimento positivo da economia angolana, este número pode crescer outra vez.
Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/deputados-alemas-incentivam-mais-investimentos-a-angola

Angola é um dos melhores lugares para investimentos em África

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A selecção é baseada na nossa pesquisa local, metodologia própria de previsões e cálculos relativamente ao risco quantitativo”, lê-se no relatório \’Africa Investment Risk Report 2019\’, enviado aos investidores e a que a Lusa teve acesso.

A selecção, explicam os analistas liderados por Robert Besseling, “apresenta algumas das nossas previsões de risco para este ano e sinaliza potenciais oportunidades de negócio e novos investimentos”, num conjunto de estimativas que leva em linha de conta “os principais motivos para os riscos políticos e de segurança e económico, bem como outras tendências de mais longo prazo que podem determinar a trajectória de risco de um país”.

A consultora EXX Africa considera que Angola beneficia do programa com o FMI, levando a mais investimentos, com “oportunidades imediatas” no petróleo, mas apontou a banca e as dívidas da Sonangol como riscos de médio prazo.

De acordo com o \’Africa Investment Risk Report 2019\’, Angola, que aparece novamente na lista, desta vez em segundo lugar a seguir à Etiópia, quando no ano passado tinha estado em primeiro, é apresentada como um país cuja “economia vai recuperar em 2019 com a perspectiva de aumento dos níveis de produção de petróleo e apoio financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI)”.

O programa de 3,7 mil milhões de dólares aprovado pelo Fundo Monetário Internacional vai “acrescentar legitimidade à trajectória reformista do Presidente João Lourenço”, o que fará com que, “aumentando o cumprimento das condições macroeconómicas e de abordagem às políticas, o optimismo do mercado face a uma já de si promissora economia, deve melhorar ainda mais”.

O início da recuperação económica em Angola vai beneficiar da presença do FMI para garantir políticas favoráveis ao mercado, “que vão facilitar o ambiente de negócios, que por sua vez levará a mais investimento e expansão, de um ponto de vista geral”.

Há, apontam os analistas, “oportunidades imediatas para o sector do petróleo e gás em Angola nas rondas de licitação deste ano, que são passos concretos para reverter a tendência decrescente de produção”.

Apesar da opinião positiva, a EXX Africa aponta também alguns riscos a médio prazo, nomeadamente as “dívidas massivas” da companhia nacional de petróleo, a Sonangol, e do sector bancário, que continua “exposto politicamente”.

Os bancos, afirmam os analistas, “precisam urgentemente de uma ronda de consolidação para melhorar a qualidade dos activos e os riscos sobre a moeda externa”, notando que “com a dívida pública em cerca de 70 por cento do PIB, o crédito interno é agora crucial para o financiamento do Estado”.

Outro dos riscos apontados por esta consultora tem a ver com a política contra a corrupção e favorável à liberalização económica: “Apesar de a política altamente popular de combate à corrupção e promoção de uma plataforma de liberalização económica ser dirigida para a diluição do domínio da antiga elite política e económica, os projectos de infra-estrutura vão estar em risco de cancelamento ou revisão”, concluem os analistas.

No sector da construção, aponta o director da consultora EXX Africa, “há grandes projectos de infra-estruturas, como o aeroporto internacional de Luanda, o projecto do porto de Caio ou a hidroeléctrica Caculo Cabaça, que deverão sofrer alterações de contratos por parte do Estado e riscos reputacionais para os empreiteiros, bem como prováveis atrasos, já que os acordos assinados pelo anterior Governo estão a ser reexaminados pelo actual”.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/consultora_recomenda_angola_aos_investidores

Política Exterior de Angola orientada para captação de investidores

Bandeira-de-AngolaA ideia, soube-se, é influenciar uma actividade que seja virada para a captação de investidores, públicos e privados, que possam  ajudar a implementar o programa de diversificação da economia, projectando o desenvolvimento de Angola.
Durante três dias, os embaixadores vão ter sessões temáticas que visam a melhoria do funcionamento das missões diplomáticas, nomeadamente  nas questões que têm a ver com a melhor gestão económica e financeira, numa altura em que se anuncia o encerramento de alguns postos, face não apenas à situação financeira, mas também à reavaliação das prioridades da política externa de Angola.
Um dos temas tem a ver com a gestão financeira das missões, no qual se espera venham a ser preponderantes as explicações que o Tribunal de Contas, enquanto órgão fiscalizador, fará aos diplomatas, no sentido do cumprimento da probidade pública, tido como um dos problemas de que enfermam as representações diplomáticas de Angola.
O encontro, reservado exclusivamente a embaixadores e chefes de missões diplomáticas, aborda também  temas que têm a ver com a emigração e com os serviços de inteligência.
A reunião, que é a oitava, é a primeira do novo governo liderado pelo Presidente João Lourenço, que defende uma diplomacia económica, focada na atracção de investimento privado para o país e na exportação dos produtos locais. No seu discurso de investidura, o Presidente João Lourenço falou da necessidade de “reanalisar o papel a assumir por Angola na actual conjuntura regional e internacional, dando primazia aos contactos com os parceiros interessados, reforçando a participação das representações diplomáticas angolanas na captação do investimento estrangeiro e na promoção do acesso ao conhecimento científico, técnico e tecnológico, contribuindo para que os empresários e industriais angolanos estejam mais presentes em África, com uma maior aposta no comércio regional e na produção interna para exportação”.

Brasileiros tem inveja da desenvoltura do presidente turco na disputa do mercado africano

mediaPresidente turco Erdogan (Direita) e o homólogo mauritaniano Mohamed Ould Abdel Aziz (Esquerda) no Aeroporto de Nouakchott, a 28 de Fevereiro de 2018.KAYHAN OZER / AFP

 

Brasil e a Turquia

Todos os dias os empresários brasileiros devem rezar pela volta de um presidente brasileiro que os ajude a disputar o mercado africano. Ao ver a desenvoltura do presidente turco, que assume claramente estar a procura de parceiros comerciais africanos.

Parece ingenuidade, mas está profundamente carregado de preconceito e estereótipos negativos sobre o continente africano, o pouco investimento que o Brasil dá ao comercio exterior com os africanos.

Brasileiros ainda ignoram a importância que os negros brasileiros poderiam desenvolver , o enorme potencial que poderia ser desenvolvido. Temos uma população de jovens negros que poderiam estar disputando o mercado internacional com os chineses, turcos e indianos, mas infelizmente é um sonho. Enquanto isso o presidente turdo Erdogan trabalha.

O Senegal é a terceira etapa do segundo périplo africano do presidente turco. É a segunda deslocação por África do estadista turco desde Dezembro, na altura visitando o Chade, o Sudão e a Tunísia. O presidente turco Erdogan desta vez visitou já a Argélia e a Mauritânia.

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Uma deslocação com uma forte componente econômica com as empresas da construção civil de Ancara a conseguirem exportar cada vez mais o seu know how por latitudes africanas.

Os turcos que finalizaram o aeroporto de Dacar inaugurado em Dezembro passado, empreendimento que ficam a gerir por 25 anos.

Um enorme mercado de abastecimento na capital do Senegal está também a ser projectado pelos turcos e uma sala polidesportiva.

A Turquia que exigiu e obteve o encerramento das escolas do pregador Fethullah Gülen, clérigo refugiado nos Estados Unidos e acusado pelo Estado turco de estar por detrás de uma intentona em Julho de 2016.

 

 

Angola quer substituir importações de alimentos, vestuários, calçados e da industria têxtil,

gado1Aprovado ontem em reunião da Comissão Econômica do Conselho de Ministros, o programa tem como objectivo acelerar a diversificação da produção nacional, por via do fomento de fileiras exportadoras em setores não petrolíferos e com forte potencial de substituição de importações.

O ministro da Economia e Planejamento, Pedro Luís da Fonseca, explicou à imprensa, no final da reunião, que o programa é para ser aplicado no curto, médio e longo prazo e vai estar centrado em áreas como a alimentação e agro-indústria, recursos minerais, petróleo e gás natural, têxteis, vestuário e calçado, além do turismo e lazer.

A decisão do presidente em priorizar e realizar um programa ocorreu depois de ouvir a demanda de empresários que pediram alteração urgente da Lei do Investimento Privado, para adaptá-la à realidade atual e facilitar a atração de capital estrangeiro em infra-estruturas básicas para o desenvolvimento.
Entre as preocupações, constam ainda a falta de energia e água, telecomunicações e estradas, escassez de divisas para a compra de matérias-primas no exterior e as altas taxas de juro. Também solicitaram mais incentivos para os empresários criarem empregos nas zonas mais desfavorecidas.

O que quer os empresários angolanos?

Recordando as declarações à imprensa, no final do encontro dos empresários , o presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino, afirmou que a atual Lei do Investimento Privado, foi aprovada numa altura em que o petróleo, o principal produto de exportação do país, estava acima dos 100 dólares o barril e o Estado tinha recursos abundantes para investir, ao contrário do que ocorre hoje.

“Não faz sentido continuarmos com a mesma lei”, disse José Severino. Como exemplo, o líder dos industriais angolanos questionou a obrigatoriedade de um investidor estrangeiro ter de aliar-se a um nacional e que este tem de ser responsável por 35 por cento do investimento.

“Precisamos de atrair grandes investimentos para as infra estruturas e, para isso, temos de facilitar o investimento estrangeiro, porque ele tem dinheiro que falta ao Estado, para a construção de infraestruturas”, disse José Severino, lembrando que o empresário nacional não tem dinheiro para aplicar na parceria.

“Onde é que o nacional vai encontrar, por exemplo, 35% de cinco bilhões de dólares, para investir com o estrangeiro, num projeto na área da energia ou águas?”, questionou José Severino, lembrando que atitudes do gênero levam o investidor a procurar outros mercados, com mais facilidades e onde o retorno do capital é mais rápido. Apesar disso, José Severino elogiou o trabalho do Presidente da República e disse acreditar que os próximos anos vão ser de crescimento econômico. Para que isso aconteça, entre outras medidas, o líder dos industriais defende um combate cerrado ao contrabando, redução da burocracia, maior articulação entre a agricultura e a indústria e a garantia de que o Estado compre mais bens nacionais.

África deveria ter sido o grande tema da cúpula do G20 em Hamburgo

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 Continente deveria ter sido o grande tema da cúpula em Hamburgo e terminou em segundo plano. Trump e Merkel fizeram promessas, mas quão satisfeitos estão os próprios africanos com os resultados do encontro?A África deveria ter sido o grande tema da cúpula do G20, encerrada no último sábado (08/07), em Hamburgo. Mas o comunicado final se concentrou na proteção climática e no livre-comércio. Somente pouco antes do fim do encontro de líderes das 20 maiores economias do mundo, a África entrou na agenda.

O presidente americano, Donald Trump, prometeu 639 milhões de dólares para a luta contra a fome em Nigéria, Somália, Iêmen e Sudão do Sul. E a chanceler federal alemã, Angela Merkel, encerrou a reunião do G20 com uma rejeição “à clássica ajuda ao desenvolvimento”.

O Compact with Africa – iniciativa proposta pela presidência alemã do G20 – prevê que economias africanas sejam fortalecidas por meio de mais investimentos privados. O foco deve ser educação, pesquisa, saúde, projetos de infraestrutura e, principalmente, a independência econômica de mulheres jovens.

No entanto, de início não estão previstas parcerias com todos os países, mas somente com Etiópia, Costa do Marfim, Gana, Marrocos, Ruanda, Senegal e Tunísia. “Em princípio, a ideia de parcerias com a África é boa”, diz a política de origem senegalesa Pierrette Herzberger-Fofana, do Partido Verde alemão. “Mas usando que critérios eles pretendem escolher os países?”

A África do Sul é o único Estado africano representado no grupo dos 20 principais países industrializado e em desenvolvimento. Em Hamburgo, também esteve presente como convidado o presidente do Senegal, Macky Sall, como representante da Nova Parceria para o Desenvolvimento da África (Nepad), o nigeriano Akinwumi Adesina, chefe do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), e o novo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), o etíope Tedros Adhamom.

O presidente da Guiné, Alpha Condé, também participou do encontro em Hamburgo como presidente em exercício da União Africana. E ele se mostrou satisfeito com o saldo da cúpula.

“Um dos resultados do G20 é o consenso de que é preciso escutar os africanos, de que não se devem tomar decisões em seu lugar, mas sim discutir juntos suas necessidades reais”, disse Condé, destacando que a África precisa urgentemente de investimentos no setor energético e em infraestrutura.

“Precisamos financiar o crescimento, e se a economia privada puder nos ajudar, por que não? Agora cabe a nós insistir que essas promessas sejam cumpridas. Mas quando escuto o presidente francês ou a chanceler federal alemã, fico muito otimista”, afirmou.

Falta de real interesse

O vice-ministro do Exterior de Uganda, Henry Okello Oryem, se mostrou menos confiante. “A cúpula do G20 em Hamburgo não despertou nos participantes muito interesse pela África”, disse. Para Oryem, os países estavam muito mais interessados em seus próprios problemas e em conflitos como o da Síria do que nas necessidades do continente africano.

O desenvolvimento da África não depende apenas de investimentos, mas também do combate conjunto a obstáculos ao desenvolvimento, escreveu o vice-presidente da Nigéria, Yemi Osinbajo, em artigo publicado pelo jornal francês Le Monde.

“Se os países europeus estiverem realmente interessados em ajudar a África a se desenvolver, então eles precisam apoiar governos africanos no combate à corrupção”, afirmou. Para o político nigeriano, no momento, todos os esforços do lado africano para alcançar o desenvolvimento econômico sustentável são sufocados por fluxos ilegais de fundos, sobretudo nos próprios países do G20.

“Os problemas da África não podem ser solucionados em Hamburgo, Washington ou Xangai, mas somente pelos próprios líderes africanos”, afirma a jornalista política Jenerali Ulimwengu, da Tanzânia.

https://www.terra.com.br/noticias/o-que-ficou-do-g20-para-a-africa,dfeb8a41145711d61d3468fb4c10a722q07todpk.html

China investe 45 milhões de euros em campus universitário de Cabo Verde

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O primeiro-ministro de Cabo Verde disse hoje que, dentro de três anos, Cabo Verde terá um campus universitário ao nível de países mais desenvolvidos, agradecendo à China pelo apoio a um investimento estimado em 45 milhões de euros.

Ulisses Correia e Silva falava ao final da tarde, durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra do novo campus da universidade pública de Cabo Verde (UNICV), um projeto totalmente financiado pelo Governo da China.Delegação-de-Cabo-Verde-e-China

O chefe de Estado cabo-verdiano assinalou o facto de se tratar do maior projeto apoiado pela China em 40 anos de relações de cooperação com Cabo Verde, adiantando que representará um investimento de 45 milhões de euros e deverá estar pronto dentro de três anos.

“Dentro de três anos teremos um campus moderno, funcional e ao nível dos campus universitários de países mais desenvolvidos”, disse.

cabo-verde-chinaO primeiro-ministro sublinhou também a importância da cooperação chinesa para Cabo Verde, apontando outros investimentos emblemáticos que deverão arrancar em breve como os projeto Cidade Segura, nas ilhas de Santiago, São Vicente, Sal e Boavista, e de habitação social para eliminação dos bairros de barracas ainda existente em Cabo Verde ou a criação da Zona Económica Especial de São Vicente.

O embaixador da China em Cabo Verde, Du Xiaocong, considerou que este será um ano “muito dinâmico” na cooperação entre os dois países e revelou que a equipa chinesa que irá apoiar a criação da Zona Económica Especial de São Vicente chegará no próximo mês para começar a trabalhar.

O embaixador considerou que a recente visita a Cabo Verde do ministro dos Negócios Estrangeiros da China veio trazer uma “nova dinâmica nas relações entre os dois países” e sublinhou o apoio de Cabo Verde à iniciativa chinesa “Uma faixa, uma rota”, de ligação da China ao ocidente através de uma rede de portos.

Localizado na zona do Palmarejo Grande, na cidade da Praia, o novo campus de foi projetado para acolher 4.890 estudantes e 476 professores em 61 salas de aulas, 5 auditórios, oito salas de informática, oito salas de leitura, 34 laboratórios, salão multiúsos, com capacidade de 654 lugares, refeitórios, biblioteca, dormitórios e espaços desportivos.

Vai ser edificado pela construtora estatal chinesa Longxin Group e as obras inicialmente previstas para arrancar em maio deverão começar em julho.

http://www.dn.pt/lusa/interior/cabo-verde-tera-campus-universitario-ao-nivel-de-paises-mais-desenvolvidos—pm-8578550.html

Investidores Indianos conversam com angolanos

 

Uma delegação chefiada pelo ministro da Economia, Abrahão Gourgel, organiza na Índia um evento de captação de investimento directo externo para promover a diversificação da economia nacional e impulsionar a actividade empresarial privada.

Ministro da Economia chefia delegação composta por vice-governadores de quatro províncias na deslocação à Índia
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

Denominado Road-show para Captação de Investimento Directo Externo ao Empresariado da Índia, o encontro começa amanhã e decorre até sexta-feira com o objectivo de alavancar a cooperação económica bilateral nos sectores da agricultura, silvicultura, minas, energia, indústria transformadora, transportes e logística.
Um comunicado do Ministério da Economia indica que a actividade é uma acção de promoção das potencialidades económicas, oportunidades de negócio e de investimento em Angola, por forma a captar investimento da Índia, uma economia com reconhecida experiência nos sectores que contribuem para a diversificação económica angolana.
Além de mobilizar o maior número possível de investidores indianos para o processo de atracção de investimento directo externo para Angola, o Road-show tem como foco demonstrar a atractividade de Angola como destino de investimento indiano, gerar com sucesso a confiança dos investidores indianos, criar um perfil de oportunidades de negócio e investimento, para o aumento dos fluxos de investimento directo indiano em Angola, mobilizar e convencer o empresariado indiano a investir em Angola nos sectores prioritários e alavancar a cooperação económica bilateral produtiva.
O Ministério da Economia indica que este primeiro Road-show para captação de investimento directo externo ao empresariado da Índia é objecto de uma agenda político-diplomática a ser realizada em Nova Deli, e secundada por três conferências, nas cidades de Deli, Chennai e Mumbai, onde além das apresentações sectoriais, vão ser igualmente apresentadas as oportunidades de negócio e investimento em Angola nas províncias do Zaire, Huambo, Bengo e Huíla. Por isso, a delegação angolana é igualmente integrada pelos secretários de Estado da Indústria, Kiala Gabriel, da Geologia e Minas, Manuel Domingos Almeida, e dos Transportes, Mário Miguel Domingues, além dos vice-governadores para Esfera Económica das províncias do Huambo, Zaire, Bengo e Huíla.

Encontros hoje

piyush.jpgO ministro da Economia tem hoje encontros com os ministros de Estado da Agricultura e Bem Estar dos Agricultores, S.S. Aluwalia, do Carvão, Minas e Energias Renováveis, Piyush Goyal, do Comércio, Nirmala Sitharaman, com o dos Assuntos Externos, e com alguns grupos empresariais indianos.
Abrahão Gourgel vai estabelecer contactos com instituições indianas para que se possa obter parcerias vantajosas, no âmbito da criação de capacidades produtivas e diversificação da economia nacional, com destaque para o contacto com a direcção do EXIMBANK ÍNDIA, do IDBI (Banco de Desenvolvimento), além da realização de uma conferência de oportunidades e potencialidades de investimento em Angola.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/delegacao_esta_na_india_para_atrair_investidores

Cabo Verde é o 18º país mais atrativo para investir em África

A-Montagem-fotos-de-rostos-cabo-verdianos-cabeçalho-a-abrir-a-peça-983x550-33n8z3aavgnwl126iei51c Cabo Verde é o 18.º país mais atrativo para os investidores em África, e o primeiro entre os lusófonos, segundo a edição deste ano do Programa de Atratividade do Investimento Estrangeiro, elaborado pela consultora EY.

Moçambique está na 22.ª posição, numa lista liderada por Marrocos, Quênia e África do Sul, e que até ao 25.º lugar não contempla mais nenhum país de língua oficial portuguesa, tendo Cabo Verde melhorado seis lugares face à classificação do ano passado, enquanto Moçambique piorou dois níveis.

“O sentimento dos investidores relativamente a África deve continuar menos animado nos próximos anos, o que tem a ver menos com as condições fundamentais de África do que com um mundo caracterizado pelo aumento da incerteza geopolítica e por uma maior aversão ao risco”, comentou o diretor executivo da EY Africa, Ajen Sita.

Os investidores que não estão presentes em África permanecem positivos sobre a atratividade para o investimento de longo prazo no continente, mas estão cautelosos e atentos às dificuldades”, acrescentou o responsável.

O estudo da EY baseia-se numa análise de 46 países africanos e assenta em seis pilares que são considerados fundamentais para os investidores escolherem a localização do seu investimento: resiliência macroeconómica, tamanho do mercado, facilidade nos negócios, investimento em infraestrutura e logística, diversificação económica e governança e desenvolvimento humano, com os primeiros dois a valerem 20% e os restantes 15% cada.

O maior investidor estrangeiro no continente em número de projetos continua a ser os Estados Unidos, com 91 novos investimentos, seguidos da França, com 81, e da China, com 66 projetos, o que representou um aumento de 106% face ao ano anterior.

Em termos do montante do investimento, a China é, de longe, a que investe mais, tendo canalizado no ano passado 36,1 mil milhões de dólares, o que vale mais de um terço do total investido no continente, e quase três vezes mais que o segundo maior investidor, os Emirados Árabes Unidos, que enviaram para o continente 11 mil milhões de dólares para 35 projetos.

http://www.dn.pt/lusa/interior/cabo-verde-e-o-18o-pais-mais-atrativo-para-investir-em-africa—consultora-7201925.html