Presidente da África do Sul adverte Bolsonaro

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, advertiu quinta-feira que, se Jair Bolsonaro, eleito seu homólogo, se afastar do BRICS – formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – e da defesa irrevogável do multilateralismo, acabará por prejudicar os interesses do país sul-americano.

Fotografia: DR

Durante um encontro com correspondentes estrangeiros em Joanesburgo, Ramaphosa felicitou Jair Bolsonaro pelo  triunfo nas eleições presidenciais, mas reconheceu que as suas políticas são “diferentes” e que a África do Sul “estava mais próxima” do Partido dos Trabalhadores (PT).
“Se (Bolsonaro) actuar contra o que defendem os países do BRICS, isso será em detrimento do Brasil e dos brasileiros”, afirmou o Presidente da África do Sul, país que assume a presidência rotativa do bloco de potências emergentes. />O novo Presidente brasileiro, disse, “entrará para uma família BRICS que está quase irrevogavelmente comprometida com o multilateralismo, que procura fazer as coisas de uma maneira a fortalecer o benefício mútuo. Se começar a empurrar numa direcção diferente, acabará por prejudicar os interesses do Brasil”, alertou.
Embora durante a campanha eleitoral tenha dado a entender que se afastaria deste bloco,  Cyril Ramaphosa acredita que Bolsonaro não perderá as “oportunidades” oferecidas pelo BRICS.</br

 

fONTE: http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/presidente_da_africa_do_sul_adverte_homologo_brasileiro

 

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Eleições no Brasil sob o olhar do Jornal de Angola

depositphotos_113153788-stock-photo-angola-flag-with-brazil-flagNelson Talapaxi

Na recta final da segunda e derradeira fase da campanha para as eleições presidenciais do Brasil, os dois candidatos finalistas, ao se apegarem mais à religião, a corrida eleitoral que já tinha o seu cunho de batalha de crenças na primeira volta, com uma dezena de concorrentes “acendendo uma vela ‘pro’ santo e outra ‘pro’ diabo”, acaba por ganhar a configuração definitiva de uma “guerra santa.”

As últimas “preces” de cada candidato em busca da “bênção” com os crentes indicam que os cristãos farão a grande diferença nesta última parte do pleito eleitoral. Ou pode-se dizer, mais taxativamente, que é o posicionamento das igrejas que vai decidir quem será o próximo Presidente da República Federativa do Brasil.
Desde a primeira volta, Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL), tem estado à frente nas sondagens de intenção de votos. Mas é a rejeição que deixa Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), mais fatigado do que o seu adversário. E não é para menos.
Segundo uma pesquisa Datafolha, 71 por cento dos evangélicos do país estão com Bolsonaro no segundo turno. Sabe-se que, caso ele ganhe, vai dar-lhes de presente a transferência da Embaixada brasileira em Israel, de Tel Aviv para Jerusalém, seguindo o exemplo do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os restantes 29 por cento de evangélicos votariam em Haddad, o candidato do ex-Presidente Lula da Silva. Isso mostra que os grandes líderes evangélicos mantêm as suas posições partidárias escancaradas, indicando aos fiéis a escolha a fazer.
Bolsonaro impulsionou-se fazendo declarações consideradas agressivas, radicais e anti-democráticas. Mas é justamente essa dureza que terá fisgado muitas lideranças cristãs e conquistado muitos brasileiros. Ele é um militarista reformado e conservador diante de aspectos sociais modernos (como a homossexualidade, o feminismo e a identidade de género que aventa o ‘terceiro sexo’).
O Brasil é uma das maiores, ou a maior nação cristã do mundo, onde perto de 90 por cento da população declara-se cristã, de acordo com a instituição de pesquisas Datafolha.  Nesse facto reside a força do “voto conservadorista” no país das licenciosidades.
Perante uma realidade económica difícil, associada ao descrédito da classe política envolvida em cambalachos e escândalos de corrupção; perante as questões comportamentais que afrontam os valores tradicionais e morais da igreja; há uma tendência de as ovelhas seguirem a opção dos seus pastores, revendo-se no activismo político dos seus sacerdotes. Bolsonaro é visto como a “resposta” desses problemas.
Sobre o “PTista” Fernando Haddad, recai o estigma das falcatruas corruptivas atribuídas à governação do seu partido aquando dos mandatos de Lula da Silva e Dilma Rousseff. Mas também são os benefícios sociais dos programas governamentais de Lula e Rousseff que conferiram créditos à sua candidatura e levaram-no ao segundo turno da campanha eleitoral.
No âmbito da “guerra” pelo voto dos religiosos, Haddad pode contar com o seu quinhão de 29 por cento dos evangélicos. A começar, se o apoio dos deputados da Frente Parlamentar Evangélica é, declaradamente, dirigido a Bolsonaro, receando que o esquerdista em caso de vitória venha a limitar o direito de crença e liberdade religiosa, há um movimento de cristãos protestantes que não pensam da mesma maneira.
Esses grupos opõem-se ao apoio das grandes igrejas, pentecostais e neopentecostais, cujas lideranças exercem pressão sobre os fiéis a favor do candidato do PSL.
Para os evangélicos de Haddad, Bolsonaro representa a extrema-direita; as suas propostas são preconceituosas e fascistas, portanto, estão em total desacordo com os mais importantes preceitos e valores cristãos: o amor ao próximo, a pregação da paz e a igualdade entre os seres humanos
Ecumenicamente, entidades de judeus, muçulmanos e cristãos divulgaram recentemente um manifesto “inter-religioso contra a barbárie”, referindo-se a Bolsonaro. E o texto do documento é tudo o que o “politicamente correcto” quer que seja: “Somos parte das três religiões monoteístas do mundo. Acreditamos em um Deus de bondade e de amor. (…) Ele nos fez à sua semelhança e nossa diversidade é a prova de um Deus que está em cada um de nós. Toda vez que a fé foi utilizada para promover a paz, tivemos progresso e convivência pacífica entre os seres humanos.
Mas quando utilizaram dela para promover o ódio, tivemos os piores períodos da nossa história.
Não podemos colaborar para que estes tempos sombrios voltem a surgir entre nós. A barbárie que bate a nossa porta não pode entrar.”
E, para fechar o círculo de apoio religioso à sua candidatura, Haddad não poderia deixar de fora os católicos. Aliás, a oposição de muitos crentes ao representante da esquerda parte do princípio de que ele é católico (assim como o seu “mentor”, Lula da Silva, e uma legião de “PTistas”). Mas Haddad é ortodoxo e não católico apostólico romano, facto que, possivelmente, também poderá contribuir para uma divisão do eleitorado católico.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou também uma declaração, intitulada “Votar com Lucidez”, assinada por um dos bispos, em que não se cita o nome de Bolsonaro (nem precisava), mas deixa-se expresso, entrelinhas, em que candidato recai a preferência de voto. Insurge-se contra as “escandalosas posturas alienadas de muitos cristãos e as adesões a um candidato à Presidência que dissemina violência, ódio, racismo, homofobia e preconceito contra mulheres e pobres.” “Ele utiliza falsamente as temáticas de aborto, género, família e ética; faz apologia à tortura, à pena de morte e ao armamentismo; e é réu por injúria e incitação ao crime de estupro.”
O que os brasileiros, em geral, querem é uma nova ordem social. Para muitos evangélicos, Bolsonaro, certamente, não é o candidato que pediram a Deus, mas como o seu nome também é “Messias”, veio a calhar, e pode ser o salvador da pátria. Para o restante das comunidades religiosas, para que Haddad sirva, basta ser um político justo

Muniz Sodré fará palestras em Angola

muniz-sodre_0031__1O Ministério da Comunicação Social promove, nos dias 22 e 23 deste mês, em Luanda, palestras sobre o actual contexto global da comunicação, no âmbito do lema “Século XXI – A era da comunicação”.

As palestras serão dadas pelo sociólogo e jornalista brasileiro Muniz Sodré, que, para o efeito, chega a Luanda no domingo, para uma visita de trabalho de quatro dias a Angola, a convite do Ministério da Comunicação Social.
A jornada de Muniz Sodré inicia na segunda-feira, 22, na Assembleia Nacional, onde vai participar na sessão de abertura da reunião da Plataforma das Entidades Reguladoras da Comunicação Social dos Países e Territórios de Língua Portuguesa (PER).
No mesmo dia, Muniz Sodré dá uma palestra sobre “Comunicação, liberdade e regulação”, no Hotel Diamante, à Baixa de Luanda, destinada aos participantes da reunião da PER.
Na terça-feira, 23, o programa reserva um encontro com estudantes sobre “Redes sociais: liberdade de expressão do ódio”, na Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto.muniz
No mesmo dia, o académico brasileiro, autor de dezenas de livros, falará no HCTA sobre “Globalização, comunicação e poder”, para dirigentes políticos, empresários, associativos, religiosos, intelectuais e líderes de opinião.
A agenda inscreve ainda uma deslocação à província de Benguela e visitas ao Memorial Dr. António Agostinho Neto, Mercado do S. Paulo e aos museus de Antropologia, da Moeda e da Escravatura, todos localizados em Luanda.

Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/sociologo_brasileiro_fala_de_comunicacao

O racismo brasileiro sob o olhar de um jornalista angolano

luanda

Victor de Carvalho

No Brasil, país que hoje vai a votos para eleger um novo Presidente da República, o preconceito é quase como que uma instituição nacional que discrimina e marginaliza grupos de cidadãos que “ousam” afirmar-se pela sua diferença, sem qualquer tipo de complexo.
Entre os marginalizados está a comunidade negra, que ao longo dos anos tem sentido o quanto é difícil conviver lado a lado com o preconceito social de quem se julga superior pelo simples facto de ter um tipo de pele diferente.
O jornal “Folha de São Paulo” publicou uma matéria que revela, mais uma vez, a força que o preconceito tem no Brasil e onde  um cidadão angolano aparece envolvido como promotor de um concurso de beleza onde foi eleita a Miss África Brasil, uma jovem natural da Guiné-Bissau que chegou seis anos atrás ao país.
Samira Nancassa, de 28 anos de idade e mãe de um bebé com pouco mais de um ano, chegou ao Brasil com dois sonhos: concluir um curso superior e ser modelo.
Se o primeiro sonho ainda permanece intacto, o segundo esfumou-se quando engravidou de um homem de quem acabaria pouco depois por se separar. Por isso, foi hesitante que se inscreveu no concurso onde acabaria por ser eleita Miss África Brasil, para sua surpresa e gáudio das mais de 400 pessoas, na sua esmagadora maioria negras, que lotaram local onde o evento se realizou.
Neste últimas seis anos, Samira Nancassa lutou contra o preconceito de pessoas que fugiam quando a viam, pensando que podia tratar-se de uma assaltante, e das que lhe perguntavam o que estava a fazer num país que não era o seu.
O prémio conquistado no concurso é constituído por uma bolsa de estudos e uma viagem, o que a deixou satisfeita porque assim pode tornar realidade um dos sonhos que trouxe para o Brasil.
Por sua vez, o angolano Geovany Aragão, também ele de 28 anos de idade, organizador do evento, sentiu igualmente na pele os efeitos do preconceito racial sublinhando que foi isso que o incentivou a levar por diante a ideia de promover o concurso para eleger a Miss África Brasil.
Geovany Aragão chegou há quatro anos ao Brasil com a aspiração de se tornar jogador profissional de futebol. Hoje, passado esse tempo, orgulha-se de estar a fazer um mestrado em engenharia e de ser presidente de uma associação de estudantes africanos, deixando o futebol apenas para os tempos livres.
A realização do concurso, segundo ele, foi o pretexto que encontrou para mostrar à sociedade brasileira a capacidade das jovens africanas, para elevar a sua auto-estima e para divulgar a sua cultura.
A ideia foi a de dar de África a imagem de um continente que não precisa só de ajuda financeira, mas sobretudo necessita de ideias que ajudem ao seu crescimentos e de muita compreensão para aquela que é a sua realidade.
Estas são duas histórias de relativo sucesso que envolvem dois jovens imigrantes africanos que viram no Brasil uma plataforma para concretizarem os seus sonhos.
Porém, todos sabemos que existem muitas outras histórias, a esmagadora maioria, onde a luta contra o preconceito não teve o mesmo sucesso, tendo os sonhos sido desfeitos pela incompreensão humana daquilo que efectivamente é o continente africano, das esperanças e das ambições dos seus melhores filhos.
Infelizmente, o Brasil é apenas um dos muitos países onde o preconceito impera. Trata-se de um facto que não se esgota em questões raciais, mas se alonga a grupos minoritários que a sociedade marginaliza com uma tremenda falta de pudor.
Infelizmente, a tendência verificada nas sondagens feitas dias antes da realização das eleições de hoje deixam perceber que nada de substancial se irá alterar a nível da governação, com a previsível vitória de um candidato de direita que por várias vezes manifestou as suas ideias discriminatórias em relação às minorias.

Entre os marginalizados está a comunidade negra, que ao longo dos anos tem sentido o quanto é difícil conviver lado a lado com o preconceito social de quem se julga superior pelo simples facto de ter um tipo de pele diferente.
O jornal “Folha de São Paulo” publicou uma matéria que revela, mais uma vez, a força que o preconceito tem no Brasil e onde  um cidadão angolano aparece envolvido como promotor de um concurso de beleza onde foi eleita a Miss África Brasil, uma jovem natural da Guiné-Bissau que chegou seis anos atrás ao país.
Samira Nancassa, de 28 anos de idade e mãe de um bebé com pouco mais de um ano, chegou ao Brasil com dois sonhos: concluir um curso superior e ser modelo.
Se o primeiro sonho ainda permanece intacto, o segundo esfumou-se quando engravidou de um homem de quem acabaria pouco depois por se separar. Por isso, foi hesitante que se inscreveu no concurso onde acabaria por ser eleita Miss África Brasil, para sua surpresa e gáudio das mais de 400 pessoas, na sua esmagadora maioria negras, que lotaram local onde o evento se realizou.
Neste últimas seis anos, Samira Nancassa lutou contra o preconceito de pessoas que fugiam quando a viam, pensando que podia tratar-se de uma assaltante, e das que lhe perguntavam o que estava a fazer num país que não era o seu.
O prémio conquistado no concurso é constituído por uma bolsa de estudos e uma viagem, o que a deixou satisfeita porque assim pode tornar realidade um dos sonhos que trouxe para o Brasil.
Por sua vez, o angolano Geovany Aragão, também ele de 28 anos de idade, organizador do evento, sentiu igualmente na pele os efeitos do preconceito racial sublinhando que foi isso que o incentivou a levar por diante a ideia de promover o concurso para eleger a Miss África Brasil.
Geovany Aragão chegou há quatro anos ao Brasil com a aspiração de se tornar jogador profissional de futebol. Hoje, passado esse tempo, orgulha-se de estar a fazer um mestrado em engenharia e de ser presidente de uma associação de estudantes africanos, deixando o futebol apenas para os tempos livres.
A realização do concurso, segundo ele, foi o pretexto que encontrou para mostrar à sociedade brasileira a capacidade das jovens africanas, para elevar a sua auto-estima e para divulgar a sua cultura.
A ideia foi a de dar de África a imagem de um continente que não precisa só de ajuda financeira, mas sobretudo necessita de ideias que ajudem ao seu crescimentos e de muita compreensão para aquela que é a sua realidade.
Estas são duas histórias de relativo sucesso que envolvem dois jovens imigrantes africanos que viram no Brasil uma plataforma para concretizarem os seus sonhos.
Porém, todos sabemos que existem muitas outras histórias, a esmagadora maioria, onde a luta contra o preconceito não teve o mesmo sucesso, tendo os sonhos sido desfeitos pela incompreensão humana daquilo que efectivamente é o continente africano, das esperanças e das ambições dos seus melhores filhos.
Infelizmente, o Brasil é apenas um dos muitos países onde o preconceito impera. Trata-se de um facto que não se esgota em questões raciais, mas se alonga a grupos minoritários que a sociedade marginaliza com uma tremenda falta de pudor.
Infelizmente, a tendência verificada nas sondagens feitas dias antes da realização das eleições de hoje deixam perceber que nada de substancial se irá alterar a nível da governação, com a previsível vitória de um candidato de direita que por várias vezes manifestou as suas ideias discriminatórias em relação às minorias.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/opiniao/artigos/luta_contra_o_preconceito

A prisão do filho do ex presidente José Eduardo dos Santos

O Tribunal Constitucional esclareceu ontem que “não solicitou ao Conselho de Segurança Nacional (CSN)a apreciação de um pedido para a soltar o cidadão José Filomeno ‘Zenu’ dos Santos”, preso preventivamente por decisão do Ministério Público acusado de peculato, corrupção e branqueamento de capitais enquanto gestor do Fundo de desenvolvimento Soberano de Angola.

José Filomeno ‘Zenu’ dos Santos
Fotografia: DR

Em comunicado de imprensa, em resposta às informações postas a circular nas redes sociais segundo a qual o CSN, na sua sessão do dia 4 do mês em curso apreciou um pedido do juiz conselheiro presidente do Tribunal Supremo visando a soltura de “Zenu” dos Santos e que foi recusado. “O Tribunal Supremo e Plenário de juízes, reunidos ordinariamente a 8 de Outubro deste ano, desmentem categoricamente tal notícia, e torna público que não solicitaram a apreciação deste assunto nem de qualquer outro referente a processos concretos que estejam em apreciação nos tribunais”, lê-se no comunicado.
A instituição sustenta que o CSN não apreciou tal assunto nem o mesmo lhe foi colocado ou solicitado por qualquer dos membros do Conselho, “pois este órgão auxiliar do Presidente da República não tem sequer competência para apreciar e tomar decisões sobre questões referentes a processos judiciais sob sua jurisdição”.
O Tribunal Supremo reitera que, “conforme decorre do princípio constitucional da separação de poderes e da independência dos e dos tribunais juízes, a instituição não pede autorizações e/ou anuências de qualquer outro órgão ou entidade para proferir decisões referentes a processos judiciais sob sua jurisdição”.
“A notícia supramencionada assim como a campanha em curso de intrigas e falsidades para denegrir a imagem de juízes desta veneranda corte é uma tentativa, que não terá sucesso, de condicionar o Tribunal Supremo e a liberdade dos seus juízes, pressionando-os a decidir ou não decidir num certo sentido.” O plenário do Supremo reitera que não se deixará condicionar ou limitar por qualquer tipo de pressão, que ponha em causa a independência dos juízes.
“O Tribunal exorta todos os juízes a continuarem a exercer a sua actividade, incluindo a referente a processos de combate à corrupção com serenidade, cumprimento rigoroso da lei, objectividade e respeito da dignidade e presunção de inocência dos arguidos”, conclui o comunicado assinado por todos os juízes conselheiros.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/supremo_nega_ter_solicitado_a_soltura_de_zenu_dos_santos

O olhar de um angolano na história das relações entre o Brasil e Angola

 

angola e brasil

África nas aproximações e afastamentos do Brasil

Filipe Zau*

As mais recentes redescobertas de África por parte do Itamaraty (Ministério dos Negócios Estrangeiros no Brasil) começaram, em 1961, no efémero Governo do Presidente Jânio Quadros, quando a sua Política Externa Independente (PEI) contrariou o apoio anteriormente proporcionado a Portugal pelos seus antecessores, ao oferecer asilo político aos promotores do assalto ao paquete “Santa Maria”, comandados pelo capitão Henrique Galvão, quase logo a seguir à sua tomada de posse.

Galvão encontrava-se exilado na Venezuela e, após ter embarcado clandestinamente em Coraçau, apossou-se do paquete, desviou a sua rota e procurou chegar a Angola com um grupo de cerca de 18 portugueses e espanhóis ligados ao DRIL (Directório Revolucionário Ibérico de Libertação) para iniciar uma rebelião contra o governo fascista de Salazar.
A PEI de Jânio Quadros, segundo Jerry Dávila, no seu livro «Hotel Trópico; o Brasil e o desafio da descolonização africana, 1950-1980», se opôs à anterior política de Juscelino Kubitschek, o fundador da cidade de Brasília, distanciou o Brasil do automático alinhamento com os EUA e com Portugal e procurou também satisfazer as aspirações brasileiras de se tornar uma potência mundial. Jânio abriu representações diplomáticas no Ghana, na Nigéria e no Senegal, procurando dar sentido à invocação repentina de que o Brasil se havia tornado em uma democracia racial, o que também significava manifestar o apoio à descolonização das colónias portuguesas em África e estabelecer conexões com os novos países deste continente. A PEI foi arquitectada por Afonso Arinos – autor da lei que, em 1954, proibiu a discriminação racial no Brasil (vulgo, “Lei Afonso Arinos”) – foi seguida pelo seu sucessor João Goulart, até o mesmo ser deposto por um golpe militar, em 1964. Entretanto, já decorria o processo para a independência de Angola e, desde o início da década de 60, as grandes mutações em prol das autonomizações políticas na África sub-sahariana.
O governo de Castelo Branco retrocedeu o sentido da política externa brasileira e, em estreita colaboração com a PIDE, aprisionou os apoiantes dos movimentos de libertação das colónias portuguesas e restabeleceu as anteriores ligações com os EUA e Portugal. O novo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Juracy Magalhães, declarou que “tudo o que é bom para os Estados Unidos também é bom para o Brasil”. Na mesma linha, entrevistado por um jornalista português do já extinto Diário Popular, no dia 24 de Agosto de 1966, complementou esse seu sentimento: “Tudo o que acontece de bom para Portugal é recebido com imenso agrado pelo Brasil”.
No período de 1969 a 1974, com o crescimento de uma taxa média anual de mais de 11 por cento na economia brasileira, a necessidade de promover as exportações reencontram o caminho de África e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mário Gibson Barboza volta à política de cooperação, arrefecida, desde 1964, com os países africanos e procura intermediar negociações com Portugal. Iniciou, em Outubro de 1972, uma visita a oito países da África Ocidental para superar o “ressentimento africano” e procurou abrir portas às exportações brasileiras, o que não foi bem aceite pelo governo português de Marcelo Caetano. “Paralelamente, quando, em Outubro de 1973, os EUA enviaram aviões com material militar para Israel, durante a Guerra do Yom Kipur, (também conhecida por “quarta guerra árabe-israelita”, “Guerra do Ramadão”, “Guerra de Outubro” ou “Guerra Árabe-Israelita” de 1973”), os países árabes responderam com um bloqueio de petróleo, ao qual os países africanos também aderiram.
O Brasil importava mais de metade do petróleo para as suas necessidades, escapou por pouco ao boicote. Mas a sua economia destabilizou-se, devido à subida do preço do petróleo mundial em dez vezes mais. “Para Barboza, as relações com Portugal eram uma ‘hipoteca’ que o Brasil não podia pagar. O sucessor de Médici, Ernesto Geisel, concordou. Como presidente da Petrobrás durante o bloqueio do petróleo, Geisel tinha percebido os imensos custos económicos da afeição com Portugal. Porém, como presidente, não teve a oportunidade de mudar a política brasileira neste aspecto antes da Revolução dos Cravos, que derrubou a ditadura salazarista em Portugal, em Abril de 1974”.
Desejoso de restaurar a credibilidade do Brasil junto dos países africanos, Geisel fez com que o Brasil fosse a primeira nação a reconhecer o governo independente de Angola, apesar da forte influência socialista que norteava o governo deste país. Uma decisão que se enquadrava numa nova política externa que o regime militar brasileiro apelidou de “pragmatismo responsável”. O governo brasileiro acabou por se distanciar dos EUA, acreditando que o “milagre económico brasileiro” estava em ascensão e os EUA se encontravam em declínio.

* Ph. D em Ciências da Educação e Mestre em Relações Interculturais

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/opiniao/artigos/africa_nas_aproximacoes_e_afastamentos_do_brasil

Jornal de Angola :Justiça congela bens de Lula

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A Justiça brasileira ordenou o congelamento dos bens de Lula da Silva e do Instituto Lula para pagar uma dívida de 30 milhões de reais (7,1 milhões de euros), confirmou ontem o advogado de defesa do ex-Presidente brasileiro.

Um tribunal de São Paulo ordenou o congelamento dos activos do antigo Chefe de Estado, do Instituto Lula e da empresa LILS, para garantir o pagamento de uma multa determinada pela Justiça do país.
Em comunicado, a defesa de Lula da Silva esclareceu que a investigação à operação Lava Jacto quer retirar ao ex-Presidente qualquer possibilidade de defesa, privando-o de seus bens e recursos para garantir um débito fiscal que ainda está a ser discutido na esfera administrativa.
Segundo o advogado de Lula da Silva, Cristiano Zanin Martins, “o ex-Presidente não tem os valores indicados no documento e a decisão do bloqueio foi contestada pelo recurso, e isso não faz sentido”.

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/justica_congela_bens_de_lula

Brasil abre linha de financiamento a Angola com de 2 bilhões de dólares

 

LourencoAngola_TemerBR

No mês passado, o presidente de Angola, João Lourenço, se reuniu com o presidente Michel Temer durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Angola é hoje a maior devedora do BNDES, mas Lourenço disse não existir risco de calote por parte daquele país.

Eleito em agosto de 2017, o presidente angolano anunciou um pacote de ajuste fiscal, que prevê a renegociação da dívida externa para driblar a queda das receitas com as exportações de petróleo. Em Davos, ele admitiu que gostaria de ver a Odebrecht retomando negócios com a economia africana.

 Dois bilhões de dólares é o valor da linha de financiamento concedida a Angola pelo Governo brasileiro, num montante a ser apoiado, como no passado, pelo Banco Nacional do Desenvolvimento do Brasil (BNDES).

 

Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes

FOTO: CORTESIA DE FRANCISCO BERNARDO/EDIÇÕES NOVEMBRO

PR, JOÃO LOURENÇO (À DIR.), COM MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DO  BRASIL, ALOYSIO NUNES

A informação foi confirmada nesta sexta-feira, em Luanda, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil, Aloysio Nunes, no final de uma audiência concedida pelo Presidente da República, João Lourenço.
A concessão do referido financiamento é a concretização de uma promessa feita pelo Chefe de Estado do Brasil, Michel Temer, num encontro com o homólogo angolano a quando do Fórum Económico Mundial de Davos, Suíça, realizado em Janeiro último.
Apresentam-se como potenciais sectores a beneficiarem dessa linha de financiamento os da construção, energia e águas.

O chefe da diplomacia brasileira referiu que o encontro desta sexta-feira com o Presidente angolano serviu para reafirmar o empenho do Brasil no relançamento da cooperação bilateral e no reforço da parceria estratégica entre os dois Estados.

Angola e Brasil cooperam nos domínios da saúde, educação, defesa, agricultura, telecomunicações, cultura e pescas.

O Brasil foi o primeiro país no mundo a reconhecer a independência de Angola em 1975.

O governo brasileiro  voltará a dar garantias para o financiamento das exportações de bens e serviços destinados a Angola, com limite de US$ 2 bilhões. Depois que Luanda atrasou pagamentos de empréstimos aprovados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras de empreiteiras brasileiras, a assinatura de um novo protocolo de entendimento marca a retomada da relação comercial entre os dois países.

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, assinou  memorando nesta sexta-feira, em Luanda. Apesar dos problemas ocorridos após o  BNDES ter congelado linha de crédito para Angola — na esteira de investigações da Lava Jato que envolveram construtoras como a Odebrecht –, o Fundo de Garantia à Exportação (FGE) dará cobertura às operações. O financiamento poderá ser concedido tanto por bancos públicos como privados.

 

Aloysio Nunes
Assinatura de um novo protocolo de entendimento marca a retomada da relação comercial entre Brasil e Luanda após o país africano ter  atrasado pagamentos de empréstimos aprovados pelo BNDES Foto: Marcelo Camargo/Ag.Brasil

O BNDES contratou US$ 4 bilhões em empréstimos para obras de infraestrutura em Angola, no período de 2002 a 2016. A maioria foi para projetos da Odebrecht, responsável pela construção da barragem hidrelétrica de Laúca, na província de Malanje. Somente essa obra recebeu financiamento de US$ 646 milhões.

O jornal  Estado apurou que, por causa dos atrasos nos pagamentos — uma conta que sempre fica com o Tesouro Nacional –, o governo brasileiro chegou a cancelar US$ 2,4 bilhões referentes à garantia aprovada anteriormente para empréstimos destinados a Angola. Na prática, o BNDES suspendeu projetos relacionados a todas as empresas investigadas pela Lava Jato.

Fontes: http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/politica/2018/1/6/Angola-beneficia-financiamento-Brasil,b076af2d-ac84-4777-8073-31cb89196a28.html

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,governo-da-garantia-para-retomada-de-financiamento-a-angola,70002183568

Empresários brasileiros em Angola se movimentam diante da crise

A Associação de Empresários e Executivos Brasileiros em Angola (Aebran) continua apostada no fortalecimento das relações empresariais entre Angola e Brasil, com vista ao desenvolvimento dos dois países, face ao atual contexto econômico.

Arlete Holmes Presidente de Associação
Fotografia: Maria Augusta | Edições Novembro

A afirmação é da presidente dessa associação, Arlete Holmes, que discursou na segunda edição do Happy Hour AEBRAN 2017, realizada durante esta semana, onde foi promovida uma palestra sobre a “importância do associativismo”. Arlete Holmes referiu que pretende-se igualmente estreitar as relações comerciais e culturais, os laços de amizade entre os dois países e apoiar os empresários brasileiros em Angola.
O Happy Hour é uma oportunidade empresarial para a troca de experiências e contactos fora do ambiente corporativo, abraçado por profissionais de diversas áreas, com vista a ativar os radares para novos negócios.
A palestra foi proferida pela docente universitária, Helena Prata, que referiu que o associativismo moderno é um fenômeno relativamente recente em Angola e que tem avanços e recuos em diferentes épocas, associados a períodos históricos que marcaram transformações sociais, econômicas e políticas mais significativas na sociedade angolana.
“Apesar do seu ainda incipiente desenvolvimento no ordenamento jurídico angolano, o associativismo pode afigurar-se como um pólo muito forte de desenvolvimento”, disse Helena Prata.
Fundada em 2003 a Aebran tem por objectivo impulsionar as políticas das empresas brasileiras que actuam em Angola, colaborando nas estratégias de investimento e no desenvolvimento socioeconómico do país.

Quem é Arlete Holmes?

 

Arlete Holmes Lins  – Sócia fundadora e Diretora Geral da Climed Serviços de Saúde, empresa de direito angolano registrada e em atividade desde março de 1993. Reside em Angola desde janeiro de 1985, licenciada em Administração de Empresas, cursou Ciências Sociais e especialista em Gestão de Empresas pela FGV/Rio. Participa do Conselho Cidadão ligado à Embaixada do Brasil em Angola, colabora com a Aebran desde sua fundação (2003), ocupou o cargo de Secretária Geral na diretoria executiva anterior (2012-2014) e nesta gestão(2017-2018) é a presidenta

 

Associação de Empresários e Executivos Brasileiros em Angola (Aebran)

A AEBRAN foi criada em 2003, decorrente do clima de aproximação que existia entre a comunidade empresarial brasileira e a Embaixada do Brasil em Luanda. O catalisador desse movimento foi uma feliz sugestão emitida pelo então Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, em reunião realizada com representantes desta comunidade, durante uma visita precursora da primeira visita do Presidente Luis Inácio da Silva à Angola, realizada naquele mesmo ano.

A aprovação dos estatutos originais da associação e nomeação da Comissão Instaladora ocorreram em 11 de julho de 2003 e a publicação do mesmo no Diário da República de Angola ocorreu a 19 de agosto de 2003, sendo esta considerada a data de criação da organização.

Tendo como base o intercâmbio económico, social e cultural entre os dois países lusófonos, a AEBRAN possui mais de 50 empresas associadas, que actuam nas áreas da construção civil, mineração, venda de veículos, medicamentos, agro-indústria, agropecuária, comunicações, navegação, petróleo, propaganda e marketing. Entre este leque de negócios promissores, a AEBRAN prima pela estratégia de fortalecer a união entre o Brasil e Angola, estreitando os laços de cooperação e amizade.

Esta aproximação se dá através de eventos organizados pela AEBRAN no âmbito econômico, como os Fóruns de Debates, Encontro com Notáveis, participação em feiras comerciais e encontros com missões empresariais brasileiras em visita a Angola; em eventos culturais, como organização de shows de música brasileira; como também no setor social, o que inclui distribuição alimentos não perecíveis para entidades carentes. Entre tantos eventos, a AEBRAN se destaca por ficar á frente da Semana do Brasil, marca exclusiva da Associação que visa mostrar a diversidade cultural e étnica da nação brasileira e suas manifestações, despertando e fortalecendo as raízes comuns entre os povos angolano e brasileiro.

A AEBRAN foi criada em 2003, decorrente do clima de aproximação que existia entre a comunidade empresarial brasileira e a Embaixada do Brasil em Luanda. O catalisador desse movimento foi uma feliz sugestão emitida pelo então Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, em reunião realizada com representantes desta comunidade, durante uma visita precursora da primeira visita do Presidente Luis Inácio da Silva à Angola, realizada naquele mesmo ano.

A aprovação dos estatutos originais da associação e nomeação da Comissão Instaladora ocorreram em 11 de julho de 2003 e a publicação do mesmo no Diário da República de Angola ocorreu a 19 de agosto de 2003, sendo esta considerada a data de criação da organização.

Tendo como base o intercâmbio económico, social e cultural entre os dois países lusófonos, a AEBRAN possui mais de 50 empresas associadas, que actuam nas áreas da construção civil, mineração, venda de veículos, medicamentos, agro-indústria, agropecuária, comunicações, navegação, petróleo, propaganda e marketing. Entre este leque de negócios promissores, a AEBRAN prima pela estratégia de fortalecer a união entre o Brasil e Angola, estreitando os laços de cooperação e amizade.

Esta aproximação se dá através de eventos organizados pela AEBRAN no âmbito econômico, como os Fóruns de Debates, Encontro com Notáveis, participação em feiras comerciais e encontros com missões empresariais brasileiras em visita a Angola; em eventos culturais, como organização de shows de música brasileira; como também no setor social, o que inclui distribuição alimentos não perecíveis para entidades carentes. Entre tantos eventos, a AEBRAN se destaca por ficar á frente da Semana do Brasil, marca exclusiva da Associação que visa mostrar a diversidade cultural e étnica da nação brasileira e suas manifestações, despertando e fortalecendo as raízes comuns entre os povos angolano e brasileiro.

Angola legisla sobre os direitos dos ex-Presidentes da República e suas famílias

Porta-voz da Assembleia Nacional Emília Carlota Dias confirmou a agenda para o dia 22

 

O projeto de lei orgânica sobre o Regime Jurídico dos ex-Presidentes e Vice-Presidentes da República de Angola após a cessação de mandato vai à votação final global pela Assembleia Nacional no dia 22 deste mês.

Os líderes dos grupos parlamentares da CASA-CE e do PRS, André Mendes de Carvalho e Benedito Daniel, respectivamente, discordam que os documentos sejam discutidos e aprovados com carácter de urgência, apesar de reconhecerem a pertinência das matérias em causa.
Para André Mendes de Carvalho, os diplomas deviam seguir o curso normal de aprovação, para permitir que sejam devidamente apreciados na generalidade e na especialidade, antes da votação final global pelo plenário da Assembleia Nacional. “Não estamos de acordo que se discutam os documentos como um processo de urgência, em que cada grupo parlamentar vai ter apenas dez minutos para se pronunciar”, declarou o líder do Grupo Parlamentar da CASA-CE.
O presidente do Grupo Parlamentar do Partido de Renovação Social, Benedito Daniel, manifestou o seu desagrado pela alteração constante das características do Bilhete de Identidade. Desta vez, sugeriu o deputado, deve haver alguma cautela, para que o documento possa durar mais tempo.
Em resposta às reclamações dos líderes dos partidos da oposição, o presidente do Grupo Parlamentar do MPLA disse que o projecto de lei orgânica sobre o Regime Jurídico dos ex-Presidentes e Vice-Presidentes da República de Angola após a cessação de mandato está a ser submetido à aprovação nesta altura porque, pela primeira vez em Angola, vão surgir as figuras de ex-Presidente e Vice-Presidente da República que cessam os mandatos eleitorais.
O diploma, elaborado a partir do artigo 133º da Constituição da República, que trata desta matéria, vai também salvaguardar o estatuto do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, e os direitos da sua família. “Queremos elevar para lei essas matérias, para abranger não apenas os ex-Presidentes e Vice-Presidentes que vão cessar os seus mandatos, mas também para os futuros dirigentes”, esclareceu Virgílio de Fontes Pereira.
O deputado do MPLA considerou o pedido de urgência para a aprovação do diploma “um procedimento normal” que consta do Regimento da Assembleia Nacional, que foi accionado porque, do ponto de vista político, é apropriado, para o MPLA, discutir essa matéria no período de campanha eleitoral.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/dignidade_aos_antigos_presidentes