Togo substituirá Libéria na presidência da CEDEAO

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O Presidente do Togo, Faure Gnassingbé, foi designado novo presidente em exercício da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) no domingo, refere a organização, em comunicado, hoje divulgado à imprensa.

A designação foi feita durante a 51.ª cimeira de chefes de Estado e de Governo da CEDEAO que decorreu domingo em Monróvia na Libéria, que também anunciou que a 52.ª cimeira vai decorrer em Lomé, Togo, em dezembro.

Faure Gnassingbé substitui no cargo a chefe de Estado da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf.

Outra das decisões dos chefes de Estado e de Governo da CEDEAO foi dar o seu “acordo de princípio” para a adesão de Marrocos à organização devido aos “fortes laços de cooperação com a África Ocidental”, refere o comunicado.

No plano da segurança, segundo o documento, a CEDEAO decidiu prolongar por mais três meses o mandato da missão de segurança na Guiné-Bissau e por mais 12 meses a missão na Gâmbia.

http://www.dn.pt/lusa/interior/presidente-do-togo-substituti-chefe-de-estado-da-liberia-na-presidencia-da-cedeao-8536310.html

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Libéria e Quênia interessados em programas brasileiros de segurança alimentar

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Em viagem ao Brasil dos dias 24 a 31 de outubro para conhecer políticas nacionais de nutrição, delegações da Libéria e do Quênia visitaram cooperativas e centros de ensino no Rio Grande do Sul, onde estudantes, professores e agricultores estão envolvidos em projetos de alimentação escolar. A missão foi conduzida pelo Centro de Excelência contra a Fome.

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A primeira parada na segunda-feira foi a Escola Municipal de Educação Infantil Humaitá. O colégio atende 106 crianças de um a cinco anos, que fazem quatro refeições por dia. Para entender como os alimentos são preparados, integrantes das delegações foram às cozinhas da instituição e participaram da hora escolar — momento em que docentes e alunos cultivam frutas e vegetais utilizados na merenda.

“Nosso objetivo é dar às crianças a oportunidade de experimentar a sensação de cultivar sua própria comida. A horta não consegue suprir todos os ingredientes de que precisamos para as refeições das escolas, mas nós a utilizamos como um espaço em que as crianças podem se familiarizar com o que comem, um espaço para aprender sobre a importância de uma dieta saudável”, explicou a diretora do colégio, Patrícia Freitas.

O centro de ensino apresentou ainda outras iniciativas, como um programa de aproveitamento de água que coleta chuva para irrigar a horta e também para uso nos lavabos. A escola Humaitá também orienta crianças sobre como manter uma dieta saudável e sobre os riscos de uma alimentação baseada em produtos ultra-processados.

No mesmo dia, no Antônio Giúdice, colégio municipal de ensino fundamental, representantes dos países africanos foram apresentados a um projeto de compostagem que transforma o lixo da cozinha em fertilizante para a horta escolar.

Após visita às escolas, estrangeiros conheceram um restaurante comunitário subsidiado pelo governo local que oferece alimentação saudável a preços acessíveis para populações vulneráveis. Ao final do dia, as delegações visitaram um banco de leite humano e conversaram com técnicos brasileiros sobre as estratégias nacionais de estímulo ao aleitamento para o fornecimento de leite a crianças cujas mães não podem amamentar.

Agricultura familiar

Na terça-feira, os representantes da Libéria e do Quênia visitaram uma cooperativa de agricultores familiares no município de Viamão, Rio Grande do Sul. O que foi um dia uma única propriedade de terra, hoje é o assentamento de 375 agricultores familiares devido à reforma agrária.

Atualmente, a cooperativa fornece arroz e vegetais para escolas da região. Toda a comida produzida pelos agricultores familiares é orgânica. “Ao prover alimentação para o programa de alimentação escolar, damos às crianças acesso à alimentação saudável e apoio aos agricultores locais”, afirmou o coordenador do empreendimento, Huli Zang.

A cooperativa também produz pães, bolos e biscoitos com ingredientes regionais. Cerca de 95% da produção da padaria da cooperativa é vendida para centros de ensino das redondezas. A maioria das pessoas trabalhando na padaria é de mulheres, o que ajudou a incrementar a renda média das famílias e o padrão de vida da comunidade.

Foco na atenção básica de saúde

A visita de campo foi concluída em um centro de saúde na capital gaúcha, onde as delegações puderam aprender sobre a Estratégia Saúde da Família do Brasil, voltada para o combate à mortalidade de crianças.

“Ao combinar o atendimento básico de saúde a outras políticas de proteção social, como a transferência condicional de renda, o Brasil reduziu suas taxas de mortalidade infantil e melhorou os índices de desnutrição”, explicou a coordenadora da atenção básica da Secretaria da Saúde de Porto Alegre, Vania Frantz.

Para atender às exigências de saúde e nutrição, crianças com menos de sete anos devem receber todas as vacinas obrigatórias e cumprir um calendário de monitoramento do crescimento e da situação de saúde. Mulheres grávidas e lactantes também devem comparecer a consultas pré e pós-natal, além de participar de atividades de educação em saúde e nutrição.

Intercâmbio de conhecimentos em nutrição

Compostas por representantes dos ministérios da Saúde e Agricultura, da sociedade civil e dos escritórios do Programa Mundial de Alimentos da ONU nos dois países, as delegações participaram também do XXIV Congresso Brasileiro de Nutrição (CONBRAN), que aconteceu em Porto Alegre dos dias 26 a 29 de outubro.

Libéria e Quênia conhecem políticas brasileiras de nutrição em visita ao Rio Grande do Sul

Após 13 anos em vigor, Conselho de Segurança da ONU encerra sanções à Libéria

Após o anúncio da medida, que estava em vigor desde 2003, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou a decisão e pediu o reforço de medidas para para combater o tráfico ilícito de armas e munições.

Vista do Conselho de Segurança em sessão. Foto: ONU/Devra Berkowitz

Reconhecendo o progresso permanente feito na reconstrução da Libéria após a guerra civil (1999-2003), o Conselho de Segurança das Nações Unidas encerrou na última quarta-feira (25) um embargo de armas contra o país e dissolveu os mecanismos relacionados: o Comitê de Sanções e o painel de especialistas.

O órgão máximo da ONU que trata dos temas da paz e da segurança, composto por 15 nações, tomou as medidas por meio de uma resolução aprovada por unanimidade, encorajando ainda o governo a ampliar as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e munições.

Após o anúncio da medida, que estava em vigor desde 2003, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou a decisão.

File photo of UN Secretary-General Ban addressing a news conference in Geneva

U.N. Secretary-General Ban Ki-moon 

De acordo com um comunicado emitido por seu porta-voz, o chefe da ONU observou que as sanções ocorreram em meio à consolidação da paz e da reconstrução das instituições do Estado na Libéria desde 2003, e que essas medidas foram ajustadas progressivamente à medida que a Libéria atendia aos critérios estabelecidos pelo Conselho.

“[O fim das sanções] pelo Conselho de Segurança sinaliza ainda mais os progressos significativos realizados pela Libéria e na região em prol da manutenção da estabilidade”, disse o comunicado.

O secretário-geral repetiu o apelo da resolução para que o governo da Libéria garanta que todas as medidas apropriadas sejam tomadas para estabelecer o quadro jurídico e administrativo necessário para combater o tráfico ilícito de armas e munições.

Após 13 anos em vigor, Conselho de Segurança da ONU encerra sanções à Libéria

ONU levanta últimas sanções sobre a Libéria


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As últimas sanções da ONU sobre a Libéria foram levantadas em uma decisão que os Estados Unidos consideraram um sinal de progresso no país do Oeste Africano.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou por unanimidade o levantamento de um embargo de armas a grupos não-estatais que foi imposto há 13 anos para acabar com uma guerra devastadora.

Esta foi a última medida de uma série de sanções, que incluiu a proibição de viagens, congelamento de bens e proibição de exportação de diamantes e madeira.

O embaixador dos Estados Unidos na ONU, David Pressman, disse que a decisão mostra “quão longe a Libéria chegou” em sua transição para a paz, além de afirmar que era a primeira vez desde 1992 que o país não estava sob sanções da ONU.

A Libéria tenta há mais de uma década se recuperar de duas guerras civis desastrosas, a de 1989-2003 deixou 250.000 mortos e a economia do país em ruínas.

http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/economia/20160525/onu-levanta-ultimas-sancoes-sobre-liberia/376772

Aside

Libéria: Presidente manda investigar acusações de suborno


Presidente Ellen Johnson Sirleaf

Presidente Ellen Johnson Sirleaf

A Presidente da Libéria Ellen Johnson Sirleaf criou uma equipa para investigar acusações de corrupção apresentadas, mês passado, num relatório da organização Global Witness.

A organização baseada na Inglaterra disse que mais de 950 mil dólares em suborno e outros pagamentos suspeitos foram feitos a destacados funcionários do Estado pela empresa inglesa de mineração Sable e seu advogado liberiano, Varney Sherman.

Com tais acções a Sable pretendia garantir licenças para a exploração de ferro.

http://www.voaportugues.com/a/liberia-presidente-manda-investigar-acusacoes-suborno/3343541.html

Aside

Weah candidato a presidente da Libéria

O antigo avançado deverá oficializar a candidatura no próximo dia 28 de abril
George Weah não desiste de se tornar presidente da Libéria. O ex-avançado do PSG e Milan, Bola de Ouro em 1995, chegou a candidatar-se em 2005, perdendo a eleição, e tudo aponta para que se apresente outra vez como candidato nas próximas eleições. Segundo o L’Équipe, a oficialização da candidatura está marcada para 28 de abril.

Recorde-se que em dezembro de 2014 foi eleito senador da Libéria.
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Missão da ONU na Libéria vai investigar caso de agressão envolvendo seus agentes e um adolescente

 
 
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Jovem teria sido espancado por dois militares da Missão da ONU no país, no dia 4 de dezembro, no distrito de Bong. Equipe de averiguação foi enviada ao local para investigar o ocorrido.
 
Missão da ONU no país dá apoio ao governo da Libéria para consolidar a paz e a estabilidade e proteger civis. Foto: UNMIL / Staton Winter
Missão da ONU no país dá apoio ao governo da Libéria para consolidar a paz e a estabilidade e proteger civis. Foto: UNMIL / Staton Winter
 
A Missão das Nações Unidas na Libéria (UNMIL) enviou ao distrito de Bong, nesta quarta-feira (30), uma equipe preliminar de averiguação que vai investigar alegações de má conduta feitas contra dois militares de sua equipe. Os oficiais estariam envolvidos no espancamento de um adolescente, que foi agredido no dia 4 de dezembro. A Missão afirmou só ter sido informada a respeito do incidente na terça-feira (29).
 
“Enquanto os fatos nesse caso estão sendo estabelecidos, nossos pensamentos estão com o garoto, cujas condições permanecem moderadamente sérias, e com sua família”, disse o oficial encarregado da UNMIL, Waldemar Vrey, que solicitou às partes envolvidas que permaneçam calmas e cooperem com a equipe de averiguação. Por razões humanitárias, a Missão concordou em facilitar a transferência do jovem do Hospital Phebe para o Hospital JFK, em Monróvia, na capital da Libéria.
 
 
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OMS diz que vírus Ébola está controlado e deve ser superado em 2016

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou hoje que a epidemia de Ébola na África ocidental foi controlada neste ano, mas há casos residuais em alguns dos países mais afetados, que esperam superar esta emergência sanitária em 2016.
 
Esta epidemia da doença foi a mais grave desde que o vírus do Ébola foi descoberto há mais de 40 anos, com 28.601 casos contabilizados, dos quais uma terça parte (11.299) morreram.
 
Nos últimos meses, o número de vítimas diminuiu de forma continuada e em novembro só foram registados três casos, todos na Libéria, país que no início de setembro tinha sido declarado livre de Ébola.
 
Para os especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) a cadeia inicial de transmissão do vírus foi destruída e estes casos residuais estão relacionados com pessoas que venceram a doença, mas mantêm no organismo resíduos do vírus que podem transmitir.
 
Os estudos realizados durante a epidemia demonstraram que o sémen de homens convalescentes de Ébola pode conter a carga viral por um prazo de até nove meses e os cientistas pensam que as recentes infeções na Libéria estão relacionadas com casos deste tipo.
 
“Há evidências de que vão registar-se casos de vírus (proveniente) de população convalescente que vamos ter que resolver”, disse recentemente o diretor executivo da OMS para as emergências sanitárias, Bruce Aylward.
 
A OMS espera que a presença residual do vírus do Ébola no sémen de homens que tiveram a doença desapareça durante os próximos seis a 12 meses.
 
O panorama é agora mais otimista uma vez que, durante os dois anos da epidemia, os países afetados foram dotados de infraestruturas e capacidades necessárias para prevenir, detetar e responder a qualquer foco grave.
 
“Avançámos muito relativamente ao pico da epidemia e estes novos casos vão diminuir progressivamente, e esperamos que parem totalmente em 2016”, sublinhou Aylward.
 
A Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa contam agora, cada um, com três equipas de especialistas prontos para entrar em funcionamento no prazo de 48 horas e com capacidade para gerir qualquer ressurgimento de casos, como se verificou recentemente na Libéria.
 
“o que aconteceu na Libéria demonstra a rápida capacidade de resposta e como a situação atual mudou”, acrescentou.
 
A Serra Leoa foi declarada livre do Ébola a 07 de novembro e até agora mantém-se no período de 90 dias de vigilância sanitária reforçada, que termina a 05 de fevereiro próximo, desde que não seja registado qualquer novo caso até lá.
 
Na Guiné-Conacri está em curso o período de 42 dias sem casos e o último doente, depois de se recuperar, apresentou pela segunda vez resultados negativos nas análises de controlo. Cumpridas estas condições, este país poderá ser declarado livre do Ébola.
 
“Estamos moderadamente otimistas e acreditamos ter chegado ao fim de qualquer transmissão associada ao foco original de Ébola”, declarou Aylward.
 
Para isto, os países contam com novos instrumentos, como análises de diagnóstico rápido, que são avaliadas em cada um deles e equipas de laboratório com pessoal local, ainda em formação.
 
Desta maneira será possível realizar as análises finais de confirmação, com tecnologia de ponta que não existia há um ano.
 
Um das ferramentas mais importantes, disponível agora, é a vacina que ultrapassou as primeiras fases de testes clínicos e pode ser aplicada a pessoas em risco de contrair o vírus.
 
Este produto ainda não tem as autorizações necessárias e só pode ser usado em ensaios ou casos específicos.
 
Aylward indicou que a OMS está a trabalhar com so produtores e entidades reguladoras para conseguir “um acesso alargado e utilização como parte da resposta” perante eventuais novos focos da doença.
 
Para manter o plano de resposta ao Ébola nos três países afetados e erradicar a doença são necessários, até março próximo, 244 milhões de dólares (cerca de 225 milhões de euros), dos quais só foram conseguidos 121 milhões.
 
Os casos mais recentes na Libéria “demonstram a necessidade destes recursos”, de acordo com o enviado especial da ONU para o Ébola, David Nabarro.