Transporte de manganês da República Democrática do Congo, via Angola, muda o comércio mundial

 

manganesManganês (Mn)é o nome dado a um metal branco cinzento distribuído em diversos ambientes geológicos, encontrando-se na forma de óxidoshidróxidossilicatos e carbonatos. É um elemento dotado de qualidades importantes à utilização na indústria siderúrgica, devido à sua composição físico-químicas, atuando como agente dessulurante (diminuidor da quantidade de enxofre) e desoxidante (propício a corrosão e ferrugem, por possuir maior afinidade com o oxigênio do que com o ferro). 

 

Os países industrializados da Europa Ocidental, Estados Unidos e Japão – com exceção da Rússia – possuem dependência extrema de reservas de manganês para suas indústrias siderúrgicas, sendo um mercado bastante vantajoso – como foi na prática – para países da economia periférica como o Brasil.

Em nosso país, a maioria das reservas concentram-se no estado do Mato Grosso, sendo porém, as maiores quantidades do minério extraídas nos estados do Pará (57,86% do total) e Minas Gerais (21,48%). Outras reservas dignas de menção são as dos estados do Amapá, Bahia, Espírito Santo, São Paulo e Goiás. Entre 1987 e 2000, porém, há uma significativa queda na produção, propagando logicamente um queda também na produção de ferroliga exatamente no mesmo período analisado. Antes dessa queda, o primeiro posto na produção nacional pertencia ao Amapá, com a ajuda de seu importante lavra na região da Serra do Navio.

região mineira de Kisenge, província de KatangaO comboio inaugural, carregado com 50 contentores de manganês da região mineira de Kisenge, província de Katanga, República Democrática do Congo (RDC), chega hoje ao município fronteiriço do Luau, província do Moxico, leste de Angola, soube a Angop, no Luena. Mexe com produção mundial desse mineralkatanga_small

Por isso se reveste de importância essa noticia veiculada pela impressa angolana
Para a recepção do minério, a direção do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) já enviou comboios carregados de contentores para acondicionar e transportar  amanhã o manganês até ao Porto do Lobito, para posterior comercialização.
Esse carregamento concretiza-se depois da conformação do ramal do CFB até a ponte ferroviária transfronteiriça sobre o rio Luau. O CFB e a Sociedade Nacional dos Caminhos-de-Ferro do Congo (SNCC)  tiveram de trabalhar, para adequar os ramais ferroviários por estarem desajustados.

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O vice-governador provincial para o Sector Político, Social e Económico, Carlos Alberto Masseca, disse a propósito que com a reabertura das ligações ferroviárias entre o CFB e a SNCC estão criadas as condições para a se transformar a província do Moxico num grande entreposto logístico.  O entreposto logístico do Moxico, na visão do responsável, será apoiado quer para exportações da RDC e da Zâmbia, como para a exportação de produtos angolanos para a região central de África.

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A reactivação da via ferroviária internacional lança um desafio ao Moxico de dinamização agrícola e agro-industrial, no sentido de se produzir alimentos para o consumo na província e no país e o excedente ser exportado para a região central do continente. Com isso, prognostica Carlos Alberto Masseca, pode-se criar grandes centros de desenvolvimento logísticos no sector da indústria, agricultura, silvicultura e outros, para se aproveitar a posição geoestratégica em que se encontra o Moxico.
Quanto ao Luau, Carlos Alberto Masseca disse existir programas do Governo, que visam criar uma grande zona logística local, ajudar na transportação e dinamizando a diversificação económica. “Da parte de Angola como é sabido, o processo de reconstrução do CFB já terminou faz tempo e está à disposição dos países vizinhos para poderem utilizar”, rematou.
O Luau é o principal ponto de ligação entre o CFB e a SNCC, possuindo a primeira estação ferrovia do leste ao litoral do país (Lobito), numa extensão de 1.344 quilómetros. Através das linhas férreas da Zâmbia, é possível chegar à cidade de Beira (Moçambique) e a Dar-es-Salam (Tanzânia).

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O minério chegará ao oceano Atlântico criando uma nova rota de produção desse minério

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/rdc_envia__o_primeiro_comboio__com_minerio

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Angola tem minérios de ferro, cobre, manganês, titânio, quimberlitos, carbonatitos, ouro, fosfato, zinco, chumbo, alumínio colombita e zirconita

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O ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz, participa,  até quinta-feira, na cidade do Cabo, África do Sul, na conferência internacional de minas Indaba Mining, na qual a evolução do sector mineiro angolano é apresentada como um caso de Estudo, soube o Jornal de Angola de fonte oficial.

O Ministério da Geologia e Minas anunciou ontem, em comunicado, que Francisco Queiroz preside, hoje, no Indaba  Angola Business Forúm, a um encontro subordinado ao lema “Planageo e as Oportunidades de Negócios no Sector Mineiro” realizado para atrair a investidores e decisores governamentais, assim como para permitir  a partilha de informação.
O Plano Nacional de Geologia e Minas (Planageo) é uma investigação de recursos minerais – possivelmente a mais ambiciosa de sempre realizada em Angola – que depois de lançado, em 2013, permite ao país conhecer com detalhe de que recursos dispõe, para iniciar um processo de diversificação da produção do sector, por agora assente nos diamantes.

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O comunicado refere que, no espaço do Indaba Mining, Angola apresenta um pavilhão com material de promoção com a estratégia do Executivo para o sector, as operadoras do Planageo e as empresas mineiras de capital privado que operam no mercado nacional.
Em declarações feita  na  quarta-feira com a ministra do Ambiente do Marrocos, Hakima El Haity, em Luanda, Francisco Queiroz declarou que o Planageo está a trazer novidades que apontam para “Angola  ser um país mineiro no futuro”.

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O ministro disse que a interpretação dos dados do Planageo aponta a prevalência de minérios como ferro, metais básicos, cobre, manganês, titânio, quimberlitos, carbonatitos, ouro, fosfato, zinco, chumbo, alumínio colombita, zirconita e fosfato.
O Indaba é um encontro de periodicidade anual que, nesta edição, se debruça sobre temas como os vícios económicos globais, a África e a comunidade mineira, o  financiamento de infra-estruturas  e projectos de parceria com empresas estatais, carvão em mercados emergentes e a criação de valor e desenvolvimento local.
Em paralelo ao evento, é realizada uma  exposição na qual os grandes operadores vão  mostrar o seu potencial em vários domínios da actividade mineira e procurar estabelecer parcerias e, sobretudo, tentar conseguir contratos