Etiópia plantou 350 milhões de árvores em 12 horas

A Etiópia plantou mais de 350 milhões de árvores, segundo as autoridades, no que eles acreditam ser um recorde mundial.

O primeiro-ministro Abiy Ahmed está liderando o projeto, que visa combater os efeitos do desmatamento e da mudança climática no país propenso à seca.

Alguns gabinetes públicos foram encerrados para permitir a participação de funcionários públicos.

A ONU afirma que a cobertura florestal da Etiópia declinou de 35% da área total no início do século 20 para pouco mais de 4% nos anos 2000.

 

Abiy lançou o exercício de plantio de árvores como parte de sua Iniciativa Legado Verde, que está sendo realizada em mil locais em todo o país.

As autoridades foram designadas para contar as mudas plantadas por voluntários, relata Kalkidan Yibeltal, da BBC, na capital, Addis Ababa.

O Ministro de Inovação e Tecnologia da Etiópia, Getahun Mekuria, twittou que mais de 350 milhões de árvores foram plantadas em 12 horas:

Vídeos promocionais foram veiculados na mídia estatal pedindo ao público para plantar e cuidar de árvores, diz o nosso repórter.

Funcionários das Nações Unidas, da União Africana e de embaixadas estrangeiras na Etiópia também participaram do exercício.

Abiy Ahmed plantando uma árvore
 Oprimeiro-ministro Abiy participa da campanha de plantio de árvores
Espaço em branco de apresentação

O atual recorde mundial de plantio de árvores em um único dia é realizado pela Índia, que utilizou 800 mil voluntários para plantar mais de 50 milhões de árvores em 2016.

Críticos de Abiy dizem que ele está usando a campanha para distrair o público dos desafios que seu governo está enfrentando, incluindo conflitos étnicos que forçaram cerca de 2,5 milhões de pessoas a deixar suas casas.

Alerta: Há um ritmo desenfreado de extinções de espécies de plantas

Um estudo divulgado na segunda-feira pela revista científica “Nature” alerta para o ritmo desenfreado de extinções de espécies de plantas no planeta. O relatório, o primeiro realizado em escala global, calcula que 571 espécies tenham desaparecido desde 1750.

Cientistas que participaram do trabalho afirmam que a estimativa é assustadora e pode estar muito abaixo da realidade, já que alguns países não foram estudados minuciosamente.

Mais de 570 espécies de plantas foram extintas desde 1750.

Foto: Pixabay / Divulgação
O Brasil está entre os protagonistas do problema, causado em grande parte pela atividade humana sem metas sustentáveis. A derrubada de florestas e o uso de grandes porções de terra pelo agronegócio são apontados como as principais causas das extinções.

Os autores do trabalho compararam o quadro da crise entre diferentes locais do planeta. O Estado americano do Havaí lidera a lista mundial, com 79 espécies extintas, enquanto a África do Sul soma 37. Além do Brasil, Austrália e Índia também figuram entre as nações mais afetadas pelo fenômeno.

A velocidade do desaparecimento é 500 vezes maior do que os índices registrados durante a Revolução Industrial. Os impactos, asseguram os cientistas, serão profundos na vida do planeta.

O estudo menciona riscos aos próprios seres humanos e demais organismos, além dos ecossistemas, e é embasado por trabalhos de campo e anos de análise de revistas científicas.

AFP. Posted: Junho 12, 2019.

Cientistas protestam contra a politica ambiental brasileira

Os sistemas do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Amazônia Legal por Satélite (Prodes) registraram no fim de 2018 um aumento de 13,7% do desmatamento da Amazônia em relação aos 12 meses anteriores – o maior número registrado em dez anos.

Edison Veiga – De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil

25 ABR2019

A edição de sexta-feira (26) da revista Science traz uma carta assinada por 602 cientistas de instituições europeias pedindo para que a União Europeia (UE), segundo maior parceiro comercial do Brasil, condicione a compra de insumos brasileiros ao cumprimento de compromissos ambientais.

vista aérea da floresta amazônica

vista aérea da floresta amazônica

Foto: Larissa Rodrigues / BBC News Brasil

Em linhas gerais, o documento faz três recomendações para que os europeus continuem consumindo produtos brasileiros, todas baseadas em princípios de sustentabilidade. Pede que sejam respeitados os direitos humanos, que o rastreamento da origem dos produtos seja aperfeiçoado e que seja implementado um processo participativo que ateste a preocupação ambiental da produção – com a inclusão de cientistas, formuladores de políticas públicas, comunidades locais e povos indígenas.

O grupo de cientistas tem representantes de todos os 28 países-membros da UE. O teor da carta ecoa preocupações da Comissão Europeia – órgão politicamente independente que defende os interesses do conjunto de países do bloco político-econômico – que há cerca de quatro anos vem estudando como suas relações comerciais impactam o clima mundial.

Amazônia perdeu 50 mil km² de matas nos últimos 7 anos

Amazônia perdeu 50 mil km² de matas nos últimos 7 anos

Foto: AFP / BBC News Brasil

Pesquisador de questões de uso do solo, políticas de mitigação climática, combate ao desmatamento e cadeias produtivas, o brasileiro Tiago Reis, da Universidade Católica de Louvain, é um dos autores da carta.

Em entrevista à BBC News Brasil, ele afirmou que a publicação do texto tem como objetivo mostrar às instituições europeias que a comunidade científica entende a questão como “prioritária e extremamente relevante”.

“A iniciativa é importante, sobretudo neste momento em que sabemos que a Comissão Europeia está estudando o assunto e formulando uma proposta de regulação para a questão da ‘importação do desmatamento'”, disse o cientista.

O artigo foi divulgado nesta quinta-feira. Procurado pela reportagem da BBC News Brasil, o Ministério do Meio Ambiente ainda não respondeu ao pedido de entrevista sobre o tema.

Sustentabilidade e direitos humanos

“Exortamos a União Europeia a fazer negociações comerciais com o Brasil sob as condições: a defesa da Declaração das Nações Unidas sobre os direitos dos povos indígenas; a melhora dos procedimentos para rastrear commodities no que concerne ao desmatamento e aos conflitos indígenas; e a consulta e obtenção do consentimento de povos indígenas e comunidades locais para definir estrita, social e ambientalmente os critérios para as commodities negociadas”, diz a carta veiculada no periódico científico.

Exportações para a UE representaram 17,56% do total do Brasil em 2018

Exportações para a UE representaram 17,56% do total do Brasil em 2018

Foto: Thiago Foresti / BBC News Brasil

A carta ressalta que a UE comprou mais de 3 bilhões de euros de ferro do Brasil em 2017 – “a despeito de perigosos padrões de segurança e do extenso desmatamento impulsionado pela mineração” – e, em 2011, importou carne bovina de pecuária brasileira associada a um desmatamento de “mais de 300 campos de futebol por dia”.

Segundo dados do Ministério da Economia, as exportações para a UE representaram 17,56% do total do Brasil em 2018 – um total de mais de US$ 42 bilhões, com superávit de US$ 7,3 bilhões. A exportação de carne responde por cerca de US$ 500 milhões deste total, minério de ferro soma quase US$ 2,9 bilhões e cobre, US$ 1,5 bilhão.

De acordo com dados divulgados em novembro pelo ministérios do Meio Ambiente e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a Amazônia enfrenta índices recordes de desmatamento.

Os sistemas do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Amazônia Legal por Satélite (Prodes) registraram um aumento de 13,7% do desmatamento em relação aos 12 meses anteriores – o maior número registrado em dez anos. Isso significa que, no período, foram suprimidos 7.900 quilômetros quadrados de floresta amazônica, o equivalente a mais de cinco vezes a área do município de São Paulo.

A principal vilã é a pecuária. Estudo realizado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em 2016 apontou que 80% do desmatamento do Brasil se deve à conversão de áreas florestais em pastagens.

Atividades de mineração respondem por 7% dos tais danos ambientais.

Principal autora do texto, a bióloga especialista em conservação ambiental Laura Kehoe, pesquisadora da Universidade de Oxford, acredita que, como forte parceria comercial, a Europa é corresponsável pelo desmatamento brasileiro.

“Queremos que a União Europeia pare de ‘importar o desmatamento’ e se torne um líder mundial em comércio sustentável”, disse ela. “Nós protegemos florestas e direitos humanos ’em casa’, por que temos regras diferentes para nossas importações?”

“É crucial que a União Europeia defina critérios para o comércio sustentável com seus principais parceiros, inclusive as partes mais afetadas, neste caso as comunidades locais brasileiras”, afirmou a bióloga conservacionista Malika Virah-Sawmy, pesquisadora da Universidade Humboldt de Berlim.

"Queremos que a União Europeia pare de 'importar o desmatamento' e se torne um líder mundial em comércio sustentável", defende bióloga Laura Kehoe

“Queremos que a União Europeia pare de ‘importar o desmatamento’ e se torne um líder mundial em comércio sustentável”, defende bióloga Laura Kehoe

Foto: Thiago Foresti / BBC News Brasil

A carta dos cientistas apresenta preocupações, mas a aplicação dos tais compromissos como condições para tratativas comerciais depende de regras a serem criadas pela Comissão Europeia. Se o órgão acatar as sugestões, será preciso definir de que maneira o Brasil – e outros parceiros comerciais da UE – precisaram criar organismos e estabelecer as métricas para o cumprimento das exigências.

Medidas do governo Bolsonaro

De acordo com o brasileiro Tiago Reis, foram dois meses de articulação entre os cientistas europeus para que a carta fosse consolidada e os signatários, reunidos.

“Criamos o texto acompanhando a evolução do novo governo brasileiro. Estávamos preocupados com as promessas de campanha, mas quando essas promessas passaram a ser concretizadas, com edição de decretos, decidimos que precisávamos fazer algo”, disse ele.

“Existe, hoje, um discurso no Brasil que promove a invasão de terras protegidas e o desmatamento. Isso gerou sinais de alerta na comunidade científica internacional.”

A carta publicada pela Science ainda afirma que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) trabalha “para desmantelar as políticas anti-desmatamento” e ameaça “direitos indígenas e áreas naturais”. Além de ser assinada pelos 602 cientistas europeus, a carta tem o apoio de duas entidades brasileiras, que juntas representam 300 povos indígenas: a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.

Em Mato Grosso, floresta amazônica dá lugar a pastagens

Em Mato Grosso, floresta amazônica dá lugar a pastagens

Foto: Thiago Foresti / BBC News Brasil

Logo no dia 2 de janeiro, primeiro dia útil do mandato, Bolsonaro publicou decretos transferindo órgãos de controle ambiental para outras pastas, reduzindo a atuação do Ministério do Meio Ambiente.

O Serviço Florestal Brasileiro, por exemplo, foi realocado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – pasta comandada por Tereza Cristina, ligada à bancada ruralista. Outros três órgãos foram cedidos para o Ministério do Desenvolvimento Regional.

A incumbência de demarcar terras índigenas, antes sob responsabilidade da Fundação Nacional do Índio (Funai), também foi transferida para o Ministério da Agricultura. A própria Funai foi remanejada. Antes vinculada ao Ministério da Justiça, acabou subordinada ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado por Damares Alves.

Mais recentemente, funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) têm sido alvo de exonerações.

Na semana passada, o Ibama arquivou processos contra a produção de soja em áreas protegidas em Santa Catarina. E o próprio presidente Bolsonaro, via redes sociais, desautorizou no início deste mês operação em andamento contra a exploração ilegal de madeira em Rondônia.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/noticias/ciencia/sustentabilidade/meio-ambiente/manifesto-assinado-por-602-cientistas-pede-que-europa-pare-de-importar-desmatamento-do-brasil,3c71759e87b6a09817e0ba8d15c48e27xmxbyti2.html

Ministro diz que permitirá atividades de mineração em Terras Indígenas

mineraDurante o carnaval, o ministro das minas e energia, almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque, foi ao Canadá e soltou uma sequência de declarações de arrepiar em um evento. Disse, por exemplo, estudar a permissão de atividades de mineração em áreas restritas, como as Terras Indígenas e em zonas de fronteira. Mais, egresso do programa nuclear da marinha, o almirante não poderia deixar de falar do programa nuclear brasileiro e, dentre as atividades de mineração, citou explicitamente a de urânio. Posto que o país atravessa uma crise fiscal, o almirante entende que precisará dos investimentos privados para a pesquisa de novos depósitos do metal. Um dos participantes do evento mostrou cautela, dizendo que o mercado está deprimido desde que o acidente de Fukushima provocou o cancelamento de várias novas usinas. Segundo ele, se e quando o mercado voltar a crescer, então a abertura oferecida pelo almirante poderá ser bem-vista. Não contente, o almirante atribuiu o desastre da Vale ao destino: “Quis o destino que, no início do mandato do presidente Bolsonaro, sofrêssemos um novo e doloroso choque com o rompimento de outra barragem de rejeitos.” Posto que o almirante está colocando um esforço pessoal para concluir Angra 3 e, talvez, iniciar a construção de outras usinas, talvez caiba perguntar quais providências estão sendo tomadas para que o tal destino não provoque um acidente nuclear na região mais densamente povoada do país?

Em tempo: ainda sobre a Vale, após o afastamento do presidente Fabio Schvartsman e de parte da diretoria, Miriam Leitão escreve sobre a governança desejável para a corporação: “empresas deixam de existir quando não sabem reagir às grandes crises. A mudança tem que ir muito além da alteração de nomes ou novos truques de publicidade. É preciso um comando para a empresa que consiga fazer uma transição real para uma nova Vale.”

 

Fonte: http://climainfo.org.br/

Aumentou em 54% o desmatamento da Amazônia

desmatamentoO número de janeiro do Boletim do Desmatamento do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) acusa um aumento no desmatamento na Amazônia de 54% quando comparado ao ocorrido em janeiro do ano passado. Para variar, os estados que mais desmataram foram o Pará e o Mato Grosso. Parte do desmatamento continua ocorrendo em Terras Indígenas e Unidades de Conservação, o que é crime, e com todos os indícios de crime organizado. É preciso processar e punir os culpados. Alô ministro Moro, vamos combater o crime organizado, o que você diz ser uma prioridade?

 

Fonte:https://mail.google.com/mail/u/0/#inbox/FMfcgxwBVzsMKbVGPWjtpXSHfMJZMMQd

Mamíferos, aves, peixes, reptéis e anfibios estão ameaçados pela extinção de forma acelerada

coraisRelatório Planeta Vivo  documenta o estado do planeta – incluindo a biodiversidade, os ecossistemas e a demanda de recursos naturais – e o que isso significa para os seres humanos e a vida selvagem. Publicado pelo WWF a cada dois anos, o relatório reúne uma variedade de pesquisas para fornecer uma visão abrangente da saúde da Terra.

Estamos empurrando nosso planeta para a beira. A atividade humana – como alimentamos, abastecemos e financiamos nossas vidas – está causando um impacto sem precedentes sobre a vida selvagem, os lugares selvagens e os recursos naturais de que precisamos para sobreviver.

Em média, vimos um surpreendente declínio de 60% no tamanho das populações de mamíferos, aves, peixes, répteis e anfíbios em pouco mais de 40 anos, de acordo com o Living Planet Report 2018 da WWF. As principais ameaças às espécies identificadas no relatar diretamente a atividades humanas, incluindo perda e degradação de habitat e uso excessivo de vida selvagem, como sobrepesca e caça excessiva.

O relatório apresenta uma imagem preocupante do impacto que a atividade humana tem sobre a vida selvagem, as florestas, os oceanos, os rios e o clima do mundo. Estamos diante de uma janela de fechamento rápido para ação e da necessidade urgente de todos – todos – de repensar e redefinir coletivamente a forma como valorizamos, protegemos e restauramos a natureza.

“Este relatório soa como uma advertência em nossa proa”, disse Carter Roberts, presidente e CEO da WWF-US. “Sistemas naturais essenciais para nossa sobrevivência – florestas, oceanos e rios – continuam em declínio. A vida selvagem ao redor do mundo continua a diminuir. Isso nos lembra que precisamos mudar de rumo. É hora de equilibrar nosso consumo com as necessidades da natureza e proteger o único planeta que é a nossa casa ”.

NOSSO PLANETA VIVO, NUM RELANCE

60%

Populações de mamíferos, aves, peixes, répteis e anfíbios diminuíram em média 60% entre 1970 e 2014, o ano mais recente com dados disponíveis.

50%

Estima-se que a Terra tenha perdido cerca de metade de seus corais de águas rasas nos últimos 30 anos.

20%

Um quinto da Amazônia desapareceu em apenas 50 anos.

US $ 125 trilhões

Globalmente, a natureza fornece serviços no valor de cerca de US $ 125 trilhões por ano, além de ajudar a garantir o fornecimento de ar fresco, água limpa, alimentos, energia, remédios e muito mais.

 

Ainda temos tempo para agir.

Para garantir um futuro sustentável para todos os seres vivos, precisamos urgentemente conter a perda da natureza. O maior desafio – e a maior oportunidade – está em mudar nossa abordagem ao desenvolvimento e lembrar que proteger a natureza também ajuda a proteger as pessoas.

O WWF está trabalhando com governos, empresas e comunidades para reduzir as emissões de carbono, prevenir a perda de habitat e promover políticas para combater as mudanças climáticas. Estamos focados em proteger a vida selvagem e conservar recursos naturais como florestas, oceanos, água doce e pastagens. E estamos explorando novas maneiras de alimentar nossa população sem prejudicar o meio ambiente.

Em última análise, o mundo precisa se unir para fazer um acordo global para salvar a natureza.

Fonte:https://www.worldwildlife.org/pages/living-planet-report-2018

Presidente Bolsonaro ameaça acelerar os licenciamentos ambientais

20181029153134469326iLicenciamento ambiental está sendo ameaçado pela bancada ruralsita de mudar ainda nesta legislatura. A bancada rualista procurou o presidente Bolsonaro, para propr alterações na  Lei d Licenciamento ambiental.

O presidente tem afirmado que dará celeridade aos licenciamentos das hidrelétricas. O presisente Boldonaro ,  tem dado sinais de que pretende avançar nos processos que envolvem licenciamentos ambientais. A tendência é judicializar esses processos.

O presidente do Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico (FMASE), Marcelo Moraes, afirmou que nos últimos anos novas regras foram impostas, tornando o licenciamento ambiental mais burocrático e moroso
O plano de governo do presidente eleito Jair Bolsonaro para a área ambiental ainda não está claro, mas a expectativa de agentes do setor elétrico ligados à pauta ambiental é de que haja maior abertura ao diálogo, de maneira que seja possível acelerar o processo de licenciamento. Para o presidente do Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico (FMASE), Marcelo Moraes, uma esperada conversa mais aberta pode permitir a retomada da discussão sobre novas hidrelétricas com reservatórios.

 

 

“A gente sabe que o viés do novo presidente é um pouco mais liberal do ponto de vista ambiental, então a gente vê, de certa forma, com bons olhos, de um lado, mas também com certa preocupação, por outro. Acho que tem mais a ganhar do que perder”, disse Moraes, em breve comentário. Ele lembrou da possibilidade, já aventada pela equipe de Bolsonaro, de fundir os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, mas demonstrou otimismo com a possibilidade de maior celeridade do processo de licenciamento, “mantendo a segurança e mantendo todas as prerrogativas ambientais”.

 

Moraes afirmou que nos últimos anos novas regras foram impostas, tornando o licenciamento ambiental mais burocrático e moroso. E destacou, no setor elétrico, a suspensão do processo de licenciamento da usina São Luiz do Tapajós, no Pará, e uma resolução da Agência Nacional de Águas (ANA) impedindo qualquer nova outorga na Bacia do Rio Paraguai, sem qualquer análise prévia. Agora, vislumbra a possibilidade de retomada das discussões sobre a construção de hidrelétricas com reservatórios que considera “uma dádiva”. “Talvez dois ou três países no mundo podem ter ainda exploração de potencial hidrelétrico, o Brasil é um deles, e estamos praticamente impedidos de fazer novas hidrelétricas, seja do porte que for, até PCHs com dificuldade”, disse.

 

Com base na expectativa de uma conversa “mais aberta, mais franca” com diversas frentes – governo, setor elétrico, Organizações não-governamentais (ONGs), Ministério Público e Justiça -, o dirigente defendeu um “maior equilíbrio na relação entre setor produtivo e setor ambiental”. “Acho que no governo Bolsonaro vamos ter uma oportunidade nova de começar um diálogo diferente”, disse, defendendo “a convivência harmoniosa entre o desenvolvimento econômico do País e essa preservação ambiental”.

Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/economia/2018/10/29/internas_economia,766846/fmase-quer-acelerar-processo-de-licenciamento-de-hidreletricas-no-novo.shtml

50 000 pessoas por ano morrem no Brasil de doenças relacionadas à poluição

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Em países de baixa renda, 87% dos menores de 5 anos são expostos

Publicado em 29/10/2018 – 13:01

 

Por Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil  Rio de Janeiro

Um relatório divulgado hoje (29) pela Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra que 93% das crianças e adolescentes respiram ar com nível de partículas finas acima do que é considerado recomendável para a saúde. A situação é mais grave em algumas regiões do mundo como a Ásia e a África e também nos países de renda média e baixa.

A publicação do relatório antecede a realização da Primeira Conferência Global da Organização Mundial de Saúde sobre Poluição do Ar e Saúde, que começa amanhã na Suíça. O tema do encontro é “Melhoria da Qualidade do Ar, Combate às Mudanças Climáticas”.

Nos países com renda baixa e média, 98% dos menores de 5 anos são expostos a níveis maiores do que é recomendado para a saúde, enquanto nos países de renda elevada, o percentual é de 52%.

 

Na África e no Mediterrâneo Oriental, 100% das crianças com menos de 5 anos estão expostas a níveis acima do recomendável.

No continente americano, países de renda baixa e média, como o Brasil, expõem 87% das crianças menores de 5 anos a esses níveis de partículas finas.

Mortes

Além da poluição das grandes cidades, as crianças muitas vezes estão expostas a partículas geradas dentro de suas próprias casas, provocadas pela queima de combustíveis como carvão e querosene.

Cerca de 3 bilhões de pessoas ainda dependem de combustíveis e equipamentos poluentes para cozinhar e se aquecer no mundo. Mulheres e crianças costumam passar mais tempo ao redor dessas fontes de calor, expostas à fumaça, o que resulta em concentrações de poluentes que chegam a ser seis vezes mais altas que o ambiente ao redor.

A organização estima que essa exposição resultou em 3,8 milhões de mortes prematuras em todo o mundo, o que supera a mortalidade causada por malária, tuberculose e Aids combinadas. Destas mortes, 400 mil atingiram menores de 5 anos.

No Brasil, a OMS estima que 50 mil pessoas morrem por ano de doenças relacionadas à poluição do ar. Quase 10% da população do país ainda queima madeira para cozinhar, o que contribui para a exposição à poluição.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2018-10/oms-93-das-criancas-respiram-poluicao-acima-do-recomendavel

O mundo está preocupado com os rumos da política do meio ambiente no Brasil

 

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Os cientistas do clima estão emitindo seu mais dramático aviso de que a humanidade tem apenas 12 anos para reduzir as emissões ou sofrer as consequências do perigoso aquecimento global. Se os países não começarem a plantar árvores e cortar os combustíveis fósseis agora, disseram, então será impossível evitar um aumento de mais de 0,5ºC, o que erradicará completamente todos os corais do mundo e perturbará irreversivelmente os sistemas climáticos, provocando secas e inundações. e calor extremo que empurrará centenas de milhões para a pobreza.

Começando na Grã-Bretanha, o modelo industrial do capitalismo de carbono tem extraído há muito tempo minerais e recursos orgânicos, e descarregando os resíduos no ar, mar e terra. À medida que mais nações se desenvolviam, exportavam seu estresse ambiental para o próximo país, subindo a escada econômica.

Agora que esse paradigma está sendo replicado pelo país mais populoso do mundo, a China, há muito poucos lugares para absorver o impacto. A competição pelo que resta está crescendo. Então é violência e extremismo.

 

Bolsonaro tem o apoio de líderes do agronegócio e da mineração, que estão esfregando as mãos de alegria com a perspectiva de uma Amazônia desnudada de suas maiores proteções . Os mercados – que são fortemente impulsionados pelas indústrias extrativas – também o amam. O principal índice de ações e a taxa de câmbio do real subiram após a vitória na primeira rodada. Um editorial do Wall Street Journal endossou-o como um ” populista conservador “.

Tais políticos neofascistas não devem ser dispensados ​​de bom grado. Eles são os pistoleiros das indústrias que trabalham contra o acordo de Paris e outros acordos internacionais que visam evitar novas catástrofes ambientais, que atingem os mais duramente os mais pobres. Seu “anti-globalismo” é, antes de tudo, anti-natureza e anti-futuro. Uma abordagem de extração primeiro pode trazer benefícios econômicos a curto prazo, já que os amigos e doadores de campanha limpam mais florestas, abrem plantações e extraem mais minas – mas os lucros são concentrados enquanto o estresse ambiental é compartilhado.

Bolsonaro tem o apoio de líderes do agronegócio e da mineração, que estão esfregando as mãos de alegria com a perspectiva de uma Amazônia desnudada de suas maiores proteções . Os mercados – que são fortemente impulsionados pelas indústrias extrativas – também o amam. O principal índice de ações e a taxa de câmbio do real subiram após a vitória na primeira rodada. Um editorial do Wall Street Journal endossou-o como um ” populista conservador “.

Tais políticos neofascistas não devem ser dispensados ​​de bom grado. Eles são os pistoleiros das indústrias que trabalham contra o acordo de Paris e outros acordos internacionais que visam evitar novas catástrofes ambientais, que atingem os mais duramente os mais pobres. Seu “anti-globalismo” é, antes de tudo, anti-natureza e anti-futuro. Uma abordagem de extração primeiro pode trazer benefícios econômicos a curto prazo, já que os amigos e doadores de campanha limpam mais florestas, abrem plantações e extraem mais minas – mas os lucros são concentrados enquanto o estresse ambiental é compartilhado.

Já estamos vendo um fosso crescente entre políticos e cientistas. Enquanto os últimos pedem uma ação climática mais ambiciosa, os primeiros sabem que receberão mais fundos de campanha se se opuserem aos cortes de emissões, apoiarem as indústrias extrativas e enfraquecerem os regulamentos de poluição. Não são apenas ditaduras. A Grã-Bretanha está avançando com o fracking, a Alemanha com carvão e a Noruega com exploração de petróleo.

Em algum momento, os eleitores perceberão que o estresse ecológico está no centro dos problemas atuais do mundo. O aha! O momento pode ser quando a água cresce proibitivamente cara, ou as safras fracassam devido a ondas de calor sucessivas, ou a crise de refugiados desencadeia a guerra, mas em algum momento a fraqueza dos homens fortes será aparente, e as pessoas buscarão mudanças. O perigo é que, então, pode ser tarde demais. Tanto o clima quanto a política terão ultrapassado um ponto crítico, levando ao caos social e à transformação de populistas em ditadores para toda a vida.

Isso ainda não é inevitável, mas os riscos estão aumentando. O que ficou mais claro do que nunca é que a melhor maneira de evitar o colapso climático e ecológico é votar em líderes que fazem disso uma prioridade. Será impossível consertar a economia a menos que você primeiro conserte o ambiente. O instinto global para mudanças radicais está certo, mas a menos que isso seja voltado para a reconstrução ecológica, as democracias do mundo podem se extinguir antes que os corais o façam.

 Jonathan Watts é o editor de ambiente global do Guardian

As guerras em áreas de proteção ambiental na África levam a extinção de animais selvagens

Lisboa – A guerra tem sido durante décadas um fator consistente no declínio de grandes mamíferos nas áreas protegidas em África, mas a extinção raramente aconteceu e a recuperação é possível, segundo um estudo publicado quarta-feira na revista Nature.

GUERRA CAUSA DECLÍNIO DE GRANDES MAMÍFEROS NAS ÁREAS PROTEGIDAS EM ÁFRICA

De acordo com o estudo, mais de 70% das áreas protegidas de África foram afetadas pela guerra entre 1946 e 2010, quando às guerras pelas independências se sucederam muitas vezes lutas de poder pós-coloniais.

O trabalho, de Joshua Daskin e Robert Pringle, especialistas em ecologia e biologia evolutiva da Universidade de Princeton, Estados Unidos, surgiu no seguimento de uma visita que os dois fizeram ao Parque Nacional da Gorongosa, em Moçambique, em 2012.urema_lake

Gorongosa era nos anos 1970 considerado dos mais belos parques naturais de África, com uma densa vida selvagem, mas a guerra civil levou ao extermínio de mais de 90% dos animais.waterfall3_0

Desde 2004 que o Parque está a recuperar, graças a uma parceria entre o Governo de Moçambique e o norte-americano Greg Carr, através da Fundação Carr/Gorongosa Restoration Project. img_0623_0

Na visita à Gorongosa os dois questionaram-se se os animais teriam em outros locais a mesma capacidade de repovoamento ou se a guerra seria uma pressão humana que a maioria dos animais não conseguiria suportar.img_0954_1

Após anos a examinar os conflitos em áreas protegidas de África os dois investigadores concluíram que a guerra leva ao declínio dos mamíferos, e que a populações estáveis em áreas tranquilas bastava apenas um pequeno aumento do conflito para entrarem em espiral recessiva. jstretz_gorongoza-8805_0

Mas concluíram também que essas populações da vida selvagem raramente tiveram um colapso de forma irreversível.l_gorongosa_park_and_mountain-c_jeffrey_barbee_3

O estudo, apoiado pela Fundação Nacional da Ciência, uma agência governamental dos Estados Unidos, e pelo Instituto do Ambiente de Princeton, concluiu que animais como elefantes, hipopótamos ou girafas foram dizimados pelos combatentes e por pessoas que os caçavam pela carne ou para produtos, como o marfim. Mas que mesmo as áreas mais afectadas continuaram a ser promissoras nos esforços de conservação e reabilitação. michael_other_7_1

“Esperamos que os nossos dados e conclusões ajudem no esforço de priorizar essas regiões para a atenção e financiamento dos governos e das organizações não governamentais”, disse Daskin.img_4760_0

E acrescentou: “Estamos a mostrar indícios de que apesar de as populações de mamíferos caírem em zonas de guerra elas não se extinguem. Com políticas correctas e recursos podem muitas vezes recuperar e restaurar os ecossistemas, mesmo em zonas historicamente propensas a conflitos”. mozambique_2012_6561_0

E evidente, acrescentaram, é também que os conflitos frequentes levam a redução das populações de grandes animais como nenhum outro factor. A exploração de minas, o desenvolvimento urbano, a corrupção, a seca ou a intensidade do conflito (mais ou menos mortes de pessoas) não têm um efeito tão grande nas trajectórias da vida selvagem como a guerra.mozambique_2012_6570

 

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2018/0/2/Africa-Guerras-levam-declinio-vida-selvagem-continente-estudo,2ebe03a4-d393-45b7-8ae5-f1b32b9f3ea8.html