Malala Yousafzai na Nigéria chama atenção sobre a educação das meninas

Malala Yousafzai com algumas meninas libertadas do Boko Haram, na Nigéria – AFP

22/07/2017 09:32
No âmbito de uma missão na Nigéria, a activista para a educação Malala Yousafzai encontrou algumas meninas deslocadas por causa da crise do Boko Haram. Em Maiduguri, no nordeste da Nigéria, o principal lugar da crise, Malala encontrou alguns estudantes num acampamento para famílias deslocadas e algumas meninas da escola secundária na Escola Estatal de Yerwa destinada para Meninas.

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“A Nigéria é o país africano mais rico, mas o número de meninas que não frequentam a escola é o mais alto de qualquer outro País do mundo”, disse Malala. “Os estudos são claros – a educação para as meninas faz crescer as economias, reduz os conflitos e melhora o sistema de saúde pública. Os líderes da Nigéria deve imediatamente dar prioridade à educação, para estas meninas e o futuro do seu País”.

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Desde o início da crise do Boko Haram em 2009, mais de 2.295 professores foram mortos e 19 mil  deslocados, cerca de 1.400 escolas foram destruídas. Três milhões de crianças no nordeste do País precisam de apoio para continuar a estudar. Em Maiduguri, 90 campos e instalações para o acolhimento hospedam milhares de famílias, mas mais de três quartos das mais de 600 mil pessoas deslocadas que vivem com famílias, parentes ou amigos nas comunidades de acolhimento estão colocando ulteriormente sob pressão as escolas locais.

Malala Yousafzai

Além da crise no nordeste do País, a Nigéria tem o maior número mundial de crianças que não frequentam as escolas: mais de 10,5 milhões. Entre as crianças em idade escolar primária que não vão à escola, apenas 5% abandonou os estudos. Três quartos destas crianças nunca pôs os pés numa sala de aulas, e a maioria são meninas.

Na África Ocidental, 46% das crianças em idade escolar primária que não frequentam as escolas são nigerianos. A nível global, 1 em cada 5 crianças não matriculadas na escola é nigeriana.

“Faremos todo o possível para que as crianças possam estudar. Acreditamos que a educação, sobretudo para as meninas, é a única e a melhor via de trazer esperança, paz e propsperidade não apenas para esta geração, mas também para aquelas do futuro”, disse Mohamed Malick Fall, Representante da UNICEF na Nigéria.

A UNICEF está colaborando com o Governo e os seus parceiros para trazer as crianças do nordeste da Nigéria em ambientes onde podem aprender. Só este ano mais de 525 mil crianças foram inseridas na escola, foram realizados mais de 37 espaços temporários de aprendizagem e foram distribuídos cerca de 92 mil kits com material escolar para ajudar as crianças a prosseguirem com o próprio percurso de estudos.

A resposta da UNICEF no âmbito da educação no nordeste do País ainda é ainda significativamente subfinanciada, foi recebido apenas 54% dos 31,4 milhões de dólares solicitados.

 

Malala Yousafzai é uma activista paquistanesa, estudante, Mensageira de Paz das Nações Unidas e a pessoa mais jovem no mundo que recebeu o Prémio Nobel da Paz. Aos 15 anos ela foi baleada pelos Talibãs por ter falado abertamente contra a proibição de educação das meninas. Malala, logo quando recuperou continuou sua campanha e, como co-fundadora do ‘Malala Fund’ (Fundo de Malala), está construindo um movimento global para apoiar a educação das meninas.

http://pt.radiovaticana.va/news/2017/07/22/malala_em_miss%C3%A3o_na_nig%C3%A9ria_para_a_educa%C3%A7%C3%A3o_das_meninas/1326486

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Anistia pede mais esforços para a libertação das raparigas de Chibok

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A Amnistia Internacional (AI) apelou hoje ao Governo nigeriano para que redobre os esforços com vista à libertação das raparigas de Chibok, apelando igualmente aos raptores, o Boko Haram, para que as ponha em liberdade.

A posição da organização não-governamental surge num comunicado divulgado por ocasião dos mil dias passados desde o rapto das 276 alunas de uma escola secundária em Chibok, na Nigéria. Atualmente, o grupo terrorista vinculado à Al-Qaida ainda retém 195 das 276 raparigas.

“Mil dias depois do aterrorizante rapto de 276 alunas em Chibok, o Governo nigeriano tem de redobrar esforços para assegurar a libertação das raparigas, e todas as outras vítimas de raptos em massa”, considerou a AI, apelando igualmente ao Boko Haram “para que ponha um fim ao sofrimento das raparigas, libertando-as imediatamente, bem como todos os outros civis em seu poder”.

Para Makmid Kamara, diretora interina da AI na Nigéria, os raptos e outros ataques do Boko Haram a civis – especialmente crianças – constituem, em muitos casos “crimes de guerra”, pelo que “devem parar”.

“O Governo da Nigéria está a fazer esforços consideráveis para recuperar as 195 raparigas de Chibok ainda retidas pelo Boko Haram, mas estamos preocupados que outras vítimas, de outros raptos em larga escala menos publicitados, não tenham beneficiado dos mesmos esforços com vista à sua libertação”, acrescentou.

A Amnistia Internacional documentou pelo menos 41 outros casos de raptos coletivos do Boko Haram desde 2014.

“Muitos dos ataques do grupo, incluindo a matança deliberada de civis, violações, destruição de casas, bombardeamento de locais de culto, mercados e outros estruturas civis constituem crimes de guerra e os seus responsáveis devem ser levados à justiça, em julgamentos justos e sem recurso à pena de morte”, realçou a AI.

A AI também emitiu uma nota de reconhecimento pela “resiliência e determinação” do grupo Bring Back Our Girls (BBOG, Devolvam-nos as nossas raparigas) na Nigéria, pelo seu trabalho de colocar “o apelo sobre as raparigas de Chibok na agenda mundial” e por ter “mantido a pressão sobre o Governo”.

O grupo Boko Haram quer instaurar um califado no norte da Nigéria, região maioritariamente muçulmana, ao contrário do sul, de maioria cristã, tendo já provocado a morte a milhares de pessoas.

Os ataques do Boko Haram já mataram mais de 20 mil pessoas nos últimos sete anos, tendo criado 2,6 milhões de refugiados e levaram a uma grave crise humanitária.

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/amnistia-pede-mais-esforcos-para-a-libertacao-das-raparigas-de-chibok_n974404

Nigéria: Mil dias em cativeiro, nas mãos do Boko Haram.

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O movimento “Bring Back Our Girls” organizou uma nova marcha na capital da Nigéria para pedir ao governo ações concretas para obter a libertação das chamadas “raparigas de Chibok”, sequestradas a 14 de abril de 2014 pelo grupo extremista no Estado de Borno, no nordeste do país.

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“A resposta da administração Buhari à questão das raparigas de Chibok é representativa da forma como lida com outros assuntos, como a insegurança, os deslocados internos, o Exército, a corrupção e a fraca governação.”

O rapto de 276 estudantes do colégio feminino de Chibok representa, até à data, o maior sequestro perpetrado pelo Boko Haram.

O líder do grupo extremista, Abubakar Shekau, afirmou na época que seriam tratadas como “escravas”.

O governo do presidente Muhammadu Buhari negociou a libertação de 21, perto de seis dezenas conseguiram fugir e 195 continuam em cativeiro.

http://pt.euronews.com/2017/01/08/nigeria-raparigas-de-chibok-estao-ha-mil-dias-nas-maos-do-boko-haram

Nigéria:Grupo extremista libertou raparigas

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Vinte e uma estudantes de Chibok, no nordeste da Nigéria, raptadas pelo Boko Haram em 2014, foram libertadas ontem pelo grupo extremista.

As jovens foram “trocadas por quatro prisioneiros do Boko Haram esta manhã”, na região de Banki, na fronteira com os Camarões, confirmou uma fonte local à AFP. O movimento Bring Back Our Girls (Tragam as nossas raparigas de volta), que luta pela libertação das mais de 200 jovens de Chibok, declarou aguardar a confirmação da identidade das libertadas. O Boko Haram raptou 276 estudantes de uma escola secundária em Chibok na noite de 14 de Abril de 2014, tendo 57 conseguido fugir pouco tempo depois.

http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/africa/grupo_extremista_libertou_raparigas

Governo da Nigéria diz “estar em contacto” com quem divulgou vídeo de estudantes de Chibok

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Ministro da informação nigeriano diz que ainda não foi possível confirmar autenticidade do vídeo
 
O Governo nigeriano afirma “estar em contacto” com o grupo extremista Boko Haram acerca do vídeo divulgado hoje das alegadas estudantes de Chibok, raptadas no nordeste da Nigéria em abril de 2014.
 
No novo vídeo, um homem exorta o Governo nigeriano a libertar os combatentes do Boko Haram que prendeu.
 
“Como não é a primeira vez que somos contactados desta maneira queremos assegurar-nos de que aqueles com quem estamos em contacto são quem eles dizem ser”, declarou o ministro da Informação nigeriano, Lai Mohammed, citado num comunicado do Governo.
 
“Estamos a ser extremamente cuidadosos porque a situação foi agravada pela divisão na liderança do Boko Haram”, adiantou Mohammed.
 
O ministro referia-se à disputa entre Abubakar Shekau, que diz continuar na liderança do movimento, e Abu Musab al-Barnawi, apoiado pelo grupo extremista Estado Islâmico e que num vídeo recente é indicado como o novo chefe do Boko Haram.
 
O grupo islâmico nigeriano é conhecido por ter várias fações que nem sempre atuam sob ordens diretas dos principais comandantes.
 
O Boko Haram divulgou hoje um novo vídeo que diz ser das estudantes raptadas há mais de dois anos em Chibok, mostrando que algumas ainda estão vivas e alegando que outras morreram em ataques aéreos.
 
O grupo radical islâmico nigeriano raptou 276 estudantes de uma escola secundária em Chibok na noite de 14 de abril de 2014, tendo 57 conseguido fugir pouco depois.
 
Nada se sabia das restantes 219 desde a divulgação de um vídeo pelos radicais em maio de 2014, até que uma mensagem, uma aparente “prova de vida”, foi enviada ao Governo nigeriano no início deste ano.
 
Em maio, duas estudantes foram encontradas na floresta de Sambisa, no estado de Borno, considerado um dos últimos bastiões do Boko Haram.
 
O sequestro das estudantes provocou indignação e trouxe atenção a nível mundial para a rebelião do Boko Haram, que já causou pelo menos 20.000 mortos e mais de 2,6 milhões de deslocados desde 2009.
 
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Nigéria e a guerra da propaganda política

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por Roger Godwin |
 
 
 
A Nigéria viveu durante a última semana uma outra situação de “guerra”, desta feita de “propaganda política”, em redor da eventual libertação de uma das 276 jovens estudantes que o Boko Haram havia raptado há mais de dois anos de uma escola localizada em Chibok, a norte do país.
A polémica surgiu quando algumas organizações da sociedade civil vieram a terreno dizer que essa jovem, afinal de contas, não fazia parte do grupo das estudantes raptadas em Chibok argumentando que se tratava, sim, de uma de entre muitas outras raparigas que se encontrava sob cativeiro dos terroristas.
Uma estação televisiva dos Estados Unidos, a CNN, sem citar fontes veio juntar a sua voz e argumentos aos que afirmaram estar-se perante uma manobra de propaganda política desencadeada pelo governo nigeriano para fazer crer junto da opinião pública de que estava, na verdade, no encalço das estudantes de Chibok.
Aos poucos o governo nigeriano foi-se afastando da ideia originalmente invocada de que a jovem agora libertada era uma das referidas estudantes, remetendo-se a uma simples confirmação, não oficial, de que esta jovem estava sob cuidados médicos mas que, aparentemente, o seu estado de saúde era satisfatório. A questão das 276 estudantes que o Boko Haram raptou há dois anos numa escola de Chibok sempre foi um espinho cravado na garganta das autoridades nigerianas, uma vez que o facto de não as terem cosneguido resgatar, depois de todo este tempo, transmitia um claro sinal de que os terroristas ainda seram domos e senhores de um espaço de manobra e de terreno suficientemente amplo para esconder mais de uma centena de pessoas sem que deixassem fugir um mínimo indício em relação à sua eventual localização.
Apesar da ajuda disponbilizada pelos países vizinhos e pelos Estados Unidos, o que é facto é que os meses foram passando e ao fim de dois anos o aparecimento de uma jovem de 19 anos, numa floresta localizada perto de um dos bastiões dos terroristas, acompanhada de um homem, que aparentemente é o seu marido e com um bebé de quatro meses ao colo, deixava transparecer que poderia tratar-se, finalmente, de uma dessas estudantes.
Os militares que a encontraram, sem grandes averiguações, tomaram como certo que essa jovem era uma das estudantes raptadas e disso convenceram o próprio presidente Muhammadu Buhari que foi à televisão anunciar o facto como se ele, na realidade, fosse uma irreversível realidade. E assim se estava quando os pais dessa jovem, confundida como uma das estudantes de Chibok, disseram que afinal de contas ela nunca havia estado na escola assaltada pelos terroristas mas sim na floresta de Sambisa, libertada pelo exército dois dias antes dela ter sido encontrada.
O mais caricato é que a jovem agora recuperada, acompanhada pela mãe, deixou também ela envolver-se nesta confusão tendo mantido um encontro com o presidente Buhari, amplamente coberto pela imprensa de Abuja.
E é aqui que surgem as críticas que estão a ser feitas ao governo nigeriano de que estaria a jogar uma cartada de propaganda política usando o drama desta jovem, indepentemente dela ter sido raptada em Chibok ou em Sambisa, para mostrar algum sucesso na sua luta contra o Boko Haram.
Alegam os críticos que esta jovem precisa de cuidados médicos urgentes e não de ser apresentada como se de um troféu se tratasse para ser mostrado na praça pública com o objectivo de ser um reforço da necessidade que o governo tem em mostrar publicamente os seus êxitos na luta contra os terroristas.
Para esses críticos mesmo que esta jovem, cuja identidade continua por divulgar, fosse uma das 276 raptadas em Chibok não se justifcava todo o alarido que o governo está a fazer uma vez que ela, de facto, não foi libertada pelo exército. O que aconteceu com ela, segundo tudo parece indicar, é que terá conseguido escapar do cativeiro em que estava, supostamente ajudada pelo marido um possível membro do Boko Haram que optou por se libertar a si próprio e à sua família.
O problema que se levanta com este episódio tem a ver com o verdadeiro ponto da situação em relação à luta que o exército nigeriano vem mantendo com o Boko Haram e o relacionamento que daí deriva face às mais recentes declarações públicas das autoridades nigerianas.
No final do ano passado, o presidente Buhari afirmou que o Boko Haram estava na fase irreversível de desmantelamento, sublinhando que aquilo que ainda subsistia eram meras “forças residuais” que lutavam isoladamente pela sua própria vida.
Dois meses depois foi anunciada a abertura de alguns campos para acolhimento de “terroristas arrependidos”, que depois seriam submetidos a programas de reeducação para posterior reintegração social.
Porém, numa cimeira sobre o terrorismo, realizada já este mês em Abuja, surgiu um alerta para o facto do Boko Haram poder estar a reforçar a sua aliança com o chamado “Estado Islâmico” com o objectivo de aumentar as suas acções no norte e nordeste da Nigéria.
Nessa mesma cimeira, países como os Estados Unidos e a Inglaterra aceitaram fazer parte de um grupo nomeado para acompanhar de perto um eventual aumento das acções terroristas na Nigéria e assim impedir que o reforço dessa referida aliança pudesse ter efeitos práticos considerados perigosos.
Estamos, portanto, perante duas realidades diferentes. Uma a que deriva do discurso oficial das autoridades nigerianas, sobretudo do presidente Muhammadu Buahri e uma outra que é aquela que nos surge de factos práticos que deixam perceber que, afinal de contas, o fim do Boko Haram pode não estar tão próximo como seria desejável e muitos queriam fazer crer.
Daí que, muito do que actualmente se está a passar na Nigéria possa configurar a existências de duas guerras. Uma, a que continua a ser travada contra o Boko Haram e a outra que é aquela em que o governo usa a propaganda para conseguir tirar alguns efeitos políticos.
É evidente que as duas não se conjugam, uma vez que sem o necessário empenhamento e verdade política, muito dificilmente o terrorismo um dia chegará a ser vencido.
 

Primeira menina resgatada do Boko Haram diz a presidente que reféns estão ‘vivas e bem’

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MAIDUGURI, Nigéria — A Nigéria revelou a identidade de mais uma jovem sequestrada em 2014 pelo Boko Haram em Chibok, num caso que provocou revolta internacional. Dois dias após ter anunciado a descoberta da primeira menina resgatada das mais de 200 raptadas, o Exército descobriu também Serah Luka.
 
“Seu nome é Serah Luka. Estava no número 157 da lista de meninas sequestradas. Acreditamos que ela se trata da filha do pastor Luka”, disse o coronel Usman Sani Kukasheka, porta-voz do Exército.
 
Originária de Madagali, no estado vizinho de Adamawa, ela estudava em Chibok dois meses antes de ser levada pelo Boko Haram, indicou o Exército.
 
A primeira resgatada, Amina Ali, relatou que seis das mais de 200 meninas capturadas morreram no cativeiro, enquanto as outras estão vivas e bem — embora sob a intensa vigilância dos extremistas em uma floresta —, segundo ativistas.
 
Nesta quinta-feira, Amina se encontrou com o presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, enquanto cresce a esperança no país de que ela possa revelar importantes informações sobre o paradeiro das outras reféns. Escoltada pelas forças de segurança do país, ela vestiu um véu e um vestido colorido na viagem à capital Abuja.
 
— O resto das meninas está viva e bem, e estão sendo mantidas na floresta de Sambisa na fortificação do Boko Haram — disse Olatunji Olarewanju, representante de uma campanha em favor do resgate das meninas de Chibok, ao “The Independent”.
 
 
 
 
Ela foi acompanhada pela sua mãe, Binta Ali, e por outras autoridades de segurança. Ativistas relatam que ela está desnutrida e muito traumatizada. Na quarta-feira, ela finalmente reencontrou sua família dois anos após ter sido sequestrada em uma escola da cidade de Chibok.
 
Muhammadu Buhari ao lado do presidente francês, François Hollande, durante encontro sobre segurança em Abuja. Nigeriano diz que exército recuperou a maior parte de territórios ocupados pelo Boko HaramChanceler britânico alerta para cooperação entre EI e Boko Haram
No entanto, ela não poderá mais ver seu pai, que morreu no período em que ela foi mantida refém. Amina é a caçula de 13 irmãos, dos quais apenas três sobreviveram aos primeiros anos de vida. Seus dois irmãos atualmente moram na cidade de Lagos. Acredita-se que ela hoje tenha 19 anos, embora a sua mãe não saiba precisar sua idade.
 
Binta diz que pensava constantemente na sua filha perdida, que sempre a ajudava com os trabalhos domésticos.
 
— Ela sempre costurava suas próprias roupas — relatou a mãe à imprensa. — Meu filho disse que eu deveria parar de chorar. Ele me lembrou que eu não era a única mãe que tinha perdido uma filha.
 
EXÉRCITO VAI EM BUSCA DE REFÉNS
 
Amina foi encontrada em uma floresta perto da fronteira entre Nigéria e Camarões na quarta-feira. Ela caminhava para buscar lenha com um bebê, que seria seu filho, e seu marido. Ele afirma que foi capturado pelo Boko Haram, enquanto autoridades suspeitam que ele atuasse no grupo terrorista.
 
Desde que foram levadas, os parentes das vítima iniciaram uma campanha em apelo pela volta das jovens meninas com o lema “Bring Back Our Girls” (“Tragam de volta nossas meninas”, em português). O resgate de Amina aumenta as esperanças das famílias que ainda aguardam pelo dia em que poderão rever suas filhas.
 
O governador da província de Borno, Kashim Shettima, afirmou nesta quinta-feira que o exército da Nigéria já está se movendo em direção à floresta de Sambisa, em busca do esconderijo do Boko Haram onde estariam as outras reféns. As declarações do governador aconteceram pouco após o encontro de Amina com o presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari.
 
 
 
— Acreditamos que nas próximas semanas conseguiremos recuperar o restante das garotas. O exército já tomou a direção da floresta — declarou Shettima.
 
 
 

Nigéria: Encontrada estudante nigeriana sequestrada pelo Boko Haram

Kano – Uma das 219 estudantes sequestradas, há mais de dois anos, pelo movimento islamita Boko Haram na localidade nigeriana de Chibok (nordeste) foi encontrada sã e salva, anunciaram nesta quarta-feira responsáveis locais de associações.

NIGÉRIA: POPULAÇÃO MARCHA EM PROTESTO AO SEQUESTRO DE MENINAS NUMA ESCOLA PELO GRUPO ISLÂMICO BOKO HARAM

FOTO: PHILIP OJISUA

A adolescente, Amina Ali, foi encontrada na terça-feira na zona florestal de Sambisa, no Estado de Borno, reduto do grupo islamita Boko Haram, informou Tsambido Hosea Abana, um dos responsáveis em Chibok do movimento “BringBackOurGirls”.

O exército nigeriano confirmou num comunicado o resgate de uma das meninas sequestradas.

Ali foi levada para o seu povoado de Mbalala, perto de Chibok, pelos vigilantes civis que a encontraram, e que trabalham com os militares nigerianos na luta contra o Boko Haram.

“Ela reuniu-se com seus pais, que a identificaram, antes de ser levada a uma base militar de Damboa”, explicou à AFP Alamson Chibok, um dos chefes da comunidade de Chibok.

“O seu pai  chama-se Ali, ela é Amina. Eu os conheço bem porque trabalhei com eles como porta-voz das famílias das meninas de Chibok”, acrescentou.

O responsável da associação dos pais das meninas sequestradas de Chibok, Yakubu Nkeki, também confirmou o nome da adolescente e indicou que ela tinha 17 anos quando foi sequestrada, em 14 de Abril de 2014.

Acrescentou que ele é filha do seu vizinho, eles a trouxeram a sua casa.

Segundo os três homens, aparentemente a menina teve um filho durante seu cativeiro.

Outras meninas de Chibok ainda estavam na floresta de Sambisa, que foi alvo de várias operações do exército nigeriano nas últimas semanas, segundo eles.

Militantes do Boko Haram sequestraram 276 meninas de uma escola de Chibok em Abril de 2014, num sequestro que comoveu o mundo inteiro. Poucas horas depois do ataque 57 delas conseguiram fugir.

Não havia notícias das outras 219 desde a divulgação de uma gravação, em Maio de 2014, até que os islamitas enviaram um vídeo como “prova de vida” ao governo nigeriano em Abril deste ano.

O vídeo, divulgado pela CNN, mostra pelo menos 15 jovens cobertas com um hijab negro, que falam o seu nome, revelam que foram sequestradas em Chibok e dizem o dia da gravação era 25 de Dezembro.

As 15 jovens foram identificadas por colegas e parentes como integrantes do grupo que foi sequestrado na madrugada do dia 15 de Abril de 2014, quando homens armados do Boko Haram invadiram os dormitórios do instituto e levaram com eles as 276 meninas.

O ministério da Informação avaliou que as jovens “não apareciam stressadas, mas mudaram um pouco sua aparência física”.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2016/4/20/Nigeria-Encontrada-estudante-nigeriana-sequestrada-pelo-Boko-Haram,8bd34dee-c157-47f0-b528-dce618b4b0e7.html