Rondônia investe na conquista do mercado Africano e Árabe

rondioniaO Mundo Árabe é formado por 22 países _ quase todos produtores de petróleo – e tem mais de 350 milhões de consumidores. Já o Continente Africana é formado por 55 países – vários deles em curva ascendente de crescimento – e pode se tornar um importante mercado aos produtos de Rondônia. E para desvendar melhor as oportunidades desses mercados que a Federação da Indústrias de Rondônia (Fiero) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), realizaram na manhã desta segunda-feira, na Casa da Indústria, um seminário abordando as potencialidades e oportunidades de negócios dos mercados árabe e africano para empresários de Rondônia. A iniciativa é da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e objetiva incentivar pequenas e médias empresas à prática do comércio com os dois mercados.

Segundo o presidente da Fiero e do Conselho Deliberativo do Sebrae-RO, Marcelo Thomé, a partir deste seminário de oportunidades, perspectivas e tendências dos mercados árabe e africano, os empresários rondonienses terão a oportunidade de conhecer ainda mais ambos os mercados e as respectivas potencialidades em vários setores. “Acreditamos que esta iniciativa e as ações aqui desenvolvidas vão fortalecer os mercados árabes e africanos com o Brasil especificamente, trazendo o desenvolvimento à nossa cidade e ao nosso estado”, disse.

O seminário é um diálogo entre a Câmara de Comércio Árabe e Câmara de Comércio da África e Rondônia e o Porto Velho. “A ideia é identificar produtos de Rondônia que possam atender esses países, assim como o setor de alimentos, que consiste numa significativa oportunidade de atendimento às demandas desses países”, argumentou o vice-presidente de desenvolvimento econômico da Fiero, Adélio Barofaldi.

COMPENSA RONDÔNIA

O governador de Rondônia, Daniel Pereira, que fez questão de assinar na Fiero, a lei que permitirá aos empresários reduzir débitos e cumprir as obrigações fiscais utilizando precatórios do estado prestigiou o evento do começo até quase ao final. Sobre o decreto 23.259/11/10/2018, Daniel disse ser “um instrumento poderoso a permitir a recuperação econômica de uma série de empresas e pessoas físicas em débito com o estado de Rondônia. A Fiero acolhe essa proposta alvissareira e uma solução inteligente, que também será adotada pela Prefeitura de Porto Velho, conforme declarou o prefeito Hildon Chaves, que também prestigiou o seminário”, finalizou.

O workshop sobre o mundo árabe contou com três partes, a primeira com uma introdução sobre os países árabes e seu mercado, a segunda sobre certificação e a terceira com apresentação de oportunidades no comércio com os árabes. O diretor-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby Alaby, falou sobre regulamentação, certificação e como entrar nesse mercado. Após cada tema tratado, houve tempo para perguntas e respostas, com bate-papo entre os empresários e os representantes da Câmara Árabe.

Alaby ressaltou a expansão do mercado que conta com mais de 400 milhões de habitantes e consumidores em potencial. O mundo árabe é o segundo maior consumidor de alimentos do Brasil. “Rondônia é um importante produtor de alimentos como carnes, frutas e grãos, e comercializa gado vivo, segmentos que têm espaço no mercado árabe que está cheio de oportunidades de negócios”, afirma.

De acordo com Alaby, a Câmara Árabe pretende expandir suas ações para uma quantidade cada vez maior de regiões do Brasil. “Queremos desenvolver mais o mercado árabe para o Brasil, não só para as grandes empresas, mas também para as pequenas e médias”, afirmou o diretor-geral.

Houve também outro workshop no mesmo formato, com a participação do presidente da Câmara de Comércio Afro-Brasileira (Afrochamber), Rui Mucaje e do diretor de Relações Diáspora, Tomegah Messanvi. A primeira parte foi voltada à introdução aos países africanos e mercado. Na segunda, o tema foi certificação. A terceira parte ficou reservada ao tema oportunidades – importação exportação.

Mucaje destaca “a relação muito próxima com o Brasil, principalmente pela suplementação das deficiências do nosso continente. Estamos trabalhando com a Câmara de Comércio Afro-brasileira, que atua nos 55 países do continente africano, promovendo as empresas brasileiras há mais de 45 anos. São muitas as oportunidades existentes no mercado africano e nós da Afrochamber temos trabalhado próximos com o governo de Rondônia, inclusive promovendo a Rondônia Rural Show em Angola e outras ações como este seminário que traz a cultura exportadora, o olhar para a África através das empresas rondonienses”, falou.

O governador de Rondônia, Daniel Pereira e o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves prestigiaram o seminário e parabenizaram a iniciativa da Fiero e do presidente Marcelo Thomé e do Sebrae RO. Empresários, diretores, conselheiros e lideranças sindicais filiadas ao Sistema Fiero marcaram presença no evento, que contou também com representantes do Sebrae-RO.

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Fonte: https://www.diariodaamazonia.com.br/fiero-e-sebrae-de-olho-no-mercado-arabe-e-africano/

Franquias internacionais de fast food disputam agressivamente o mercado africano

franquia de piza na etiópia

Em Adis Abeba, a franquia da pizza Hut chegou para disputar o mercado das refeições  rápidas. A pizza Hut . está embarcando em um esforço agressivo para conquistar o mercado africano; em março, inaugurou seu centésimo restaurante na África subsaariana.

De acordo com a Bloomberg, cerca de metade do negócio da franquia está na África do Sul, embora a Pizza Hut, construída dentro da base militar dos EUA em Djibuti, também faça um comércio estrondoso.

Há um “Burger King” em frente ao estádio da cidade de Adis Abeba, um “Home Depot” na área do Old Airport, e a Kaldi’s, a cadeia local de café, imitou o logotipo da Starbucks – embora, o Kaldi’s faça um café melhor.

Nesse cenário, a Pizza Hut é uma espécie de ato de inovação e ousadia no mercado de fast food da Etiópia. É  a primeira vez que uma grande franquia internacional de fast-food entra no mercado etíope (as franquias sul-africanas Debonairs e Spur, ambas com filiais da Addis, não se encaixam bem na conta).

A primeira Pizza Hut abriu para os negócios em 14 de abril, com  longas filas e muito barulho. “A presença da Pizza Hut na Etiópia é um acontecimento empolgante à cena culinária do país”, disse Michael Raynor, o embaixador dos Estados Unidos.

Duas semanas depois, as filas não diminuíram. Ainda não é meio-dia e já há um congestionamento no balcão de granito preto da lanchonete, que foi importado junto com todos os outros apetrechos típicos da Pizza Hut dos EUA.

 

E nós brasileiros? Estaríamos reconhecendo o mercado afraicno para instalar nossas franquias? Fico imaginando quantas franquias poderiam  estar disputando o mercado africano.

 

Difícil prever pois  o capital necessário para abrir uma loja de uma franquia reconhecida é muito alto, a língua e o domínio sobre a cultura dos países africanos constituem em grandes dificuldade para  maioria dos empreendedores brasileiros.

Entretanto é mais uma  possibilidade a ser colocado no cenários dos negócios que envolvam brasileiros e africanos.

“Le Monde”:Concorrência da China, India, Turquia e Brasil na Africa mudaram o mercado africano

 

Para um observador casual tornou-se difícil  manter os mercados africanos  concedido a empresas s Europeias. O modelo ocidental, cujo apelo antes parecia inabalável, está agora a braços com modelos concorrentes inspirados por novos parceiros de África , a primeira das quais a China e Índia .

Mais de um século de intercâmbios tendenciosos, mas também de admiração cruzada e proximidade cultural, poderiam criar a ilusão de uma fluidez inalterável entre um Ocidente seguro de seu modelo e uma África entusiasmada pelo know-how que precisava para assegurar- lhe um futuro próspero.

Algumas ideias herdadas, muitas vezes reprimidas

O traço parece forçado? Ao contrário, acreditamos que não devemos nos enganar sobre este ponto: vários atores econômicos na África – nem todos verdadeiros – de empresas a instituições de financiamento do desenvolvimento são condicionados por essas idéias herdadas, muitas vezes reprimidas, mas que não ficam menos grávidas.

Quantos desses líderes empresariais, investidores e comerciantes, que algumas vezes formam as sutilezas da negociação no estilo chinês, a etiqueta meticulosa das monarquias do Golfo, os equilíbrios políticos mais sutis da América Latina, têm sido os mesmos? perguntas sobre como abordar seus parceiros africanos?

 

Porque a língua, a história compartilhada, o contato diário com várias diásporas dar uma sensação de facilidade e coniventes ao comércio entre africanos e europeus, é fácil esquecer que essa proximidade cultural é frequentemente o resultado dos próprios africanos . Com efeito, são mais frequentemente eles que falam línguas europeias do que os europeus que falam bamileke, ioruba, bambara, fon, tshiluba ou swahili. Muitos africanos que sabem as datas-chave na história do Ocidente e muito poucos europeus que pode citar os das grandes civilizações africanas, a Cultura Nok aos grandes reinos e impérios de Axum, a Grande Zimbabwe , Kanem ou Mali.

Esse conhecimento ou “sensibilidade” é útil para fazer negócios? Não necessariamente, alguns podem pensar . E mesmo que considerem a parte cultural importante, sustentam que, a partir de agora, é necessário, antes de tudo, construir relações essencialmente com base no respeito da regra e dos interesses mútuos.

Um dos pilares da futura ordem mundial

Isso é verdade em todas as circunstâncias e especialmente nas trocas puramente comerciais, mas não deveríamos encontrar um equilíbrio entre a regra e os interesses mútuos e o respeito pelas culturas, sensibilidades, expectativas um do outro? Um equilíbrio que também leva em conta as populações, seus representantes envolvidos em grandes projetos de investimento e a necessária ”  licença social para operar”  ?

As mundo muda, assim como o equilíbrio geral em que se baseou desde o XIX th  século. A China renasce, a Índia segue em frente, a Coréia, o Brasil e a Turquia estão se espalhando e trazendo consigo o ressurgimento de um espírito de cooperação entre os países do “Sul”, que agora têm os meios de suas ambições.

Quanto à Europa , diante desses Golias econômicos e demográficos, não pesará mais de 6% da população mundial até 2030. O padrão de vida de sua população , limitado por seus recursos naturais e demográficos, dependerá mais do que nunca de recursos comerciais e financeiros externos.

E a África, hoje muitas vezes equivocadamente considerada um ator menor na economia mundial, mas cujos recursos humanos e naturais fazem dela um dos principais pilares da futura ordem mundial, já é o campo privilegiado da competição empresarial. de todos os continentes – o exemplo das terras raras, essencial no mundo eletrônico, é significativo.

A Europa tem os ativos para construir um forte eixo com a África

O cumprimento das regras é um pré-requisito essencial nessa relação de confiança, mas é apenas um pré-requisito para investimentos de longo prazo. Os empreendedores ocidentais devem a muitos deles mais consideração pelas realidades locais, costumes, leis consuetudinárias, história e sensibilidades de seus parceiros. Isso é ainda mais verdadeiro para todos os investidores estrangeiros, sejam eles chineses, russos ou brasileiros.

 

Os europeus devem se beneficiar de suas conexões históricas e conhecimento do continente que “novos investidores” não têm . E, no entanto, é o oposto que está acontecendo hoje, porque são muitas vezes bloqueados por essa abordagem histórica. A Europa tem todos os recursos para construir um forte eixo com a África.

E estamos convencidos de que um novo relacionamento, ancorado em um conhecimento melhor e verdadeiro de valores, filosofias, sensibilidades, expectativas, especialmente de populações, bem como formas de fazer e dizer , reabrirá aos investidores não apenas as portas mas também os corações e a confiança dos seus parceiros africanos.

Por Aminata Niane, consultora internacional, ex-diretora geral da Agência Nacional de Promoção de Investimentos e Grandes Projetos do Senegal (APIX); Marlyn Mouliom Roosalem, Diretora Associada do Afriland First Bank e ex-Ministra do Comércio e Indústria da África Central  ; Didier Acouetey, fundador e presidente executivo da AfricSearch; Alexandre Maymat, Chefe da África, Ásia, Mediterrâneo e Ultramar , Serviços Bancários Internacionais e Serviços Financeiros da Société Générale; Stéphane BrabantAdvogado do Tribunal, sócio da Herbert Smith Freehils LLP Paris , co-presidente do grupo Áfricano

http://www.lemonde.fr/afrique/article/2018/04/05/les-entrepreneurs-occidentaux-doivent-faire-preuve-de-plus-d-egards-pour-les-realites-africaines_5281175_3212.html

O “céu único africano” mais um passo para a realização do sonho do pan-africanismo

Andar de avião em África sai caro, e uma viagem de um país para o outro pode demorar bastante tempo. O mercado único africano de transporte aéreo poderá mudar esta realidade.

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Os voos entre a capital do Níger, Niamey, e Bamako, no vizinho Mali, passam, na melhor das hipóteses, pela Costa do Marfim. Mas também pode haver escalas no Burkina Faso e no Togo. Se quiser viajar de Conacri, capital da Guiné, para Lagos, na Nigéria, é possível que tenha de fazer escalas em três cidades: Nouakchott, Paris, e Amsterdão. Istambul e Dubai também aparecem frequentemente nos itinerários em viagens transafricanas, em transportadoras como a Turkish Airlines, a Emirates ou a AirFrance.

“80% do mercado é operado por empresas não africanas”, diz Wosenyeleh Hunegnaw, diretor-geral da Autoridade de Aviação Civil da Etiópia. No entanto, a tendência é que o mercado se equilibre no futuro, acrescenta o responsável em entrevista à DW.

Um novo acordo selado, esta semana, por 23 Estados africanos, durante a cúpula da União Africana em Addis Abeba, poderá ajudar a promover essa mudança. Essencialmente, o acordo prevê que as companhias aéreas dos Estados-membros tenham acesso gratuito aos aeroportos dos outros Estados-membros. Isso significaria menos burocracia e voos transafricanos mais baratos.

Äthiopien AU-Gipfel beschließt einheitlichen Luftraum | Mahamat, Kagame und Gnassingbe Lançamento simbólico do mercado único africano de transporte aéreo, com Presidente do Ruanda, Paul Kagame (c.), ladeado do Presidente do Togo, Faure Gnassingbé (dir.), e do presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat

Fim da dependência

Até agora, o espaço aéreo africano assemelha-se a uma manta de retalhos: as ligações diretas dependem de uma série de acordos bilaterais. A estrutura atual é um legado da era colonial: muitos países independentes continuam a ter vínculos mais estreitos com as antigas potências coloniais na Europa do que com outros países no próprio continente. Mas a União Africana pretende acabar com essa dependência através da Agenda 2063 para uma “África holística, próspera e pacífica”, que prevê mais uniformidade e uma infraestrutura abrangente.

O mercado único africano de transporte aéreo seria importante para impulsionar o desenvolvimento do continente, disse o Presidente ruandês e presidente da União Africana, Paul Kagame, no lançamento da iniciativa na segunda-feira (29.01), em Addis Abeba – um Acordo Africano de Livre Comércio e um documento de identidade válido em toda a União Africana seriam os próximos passos.

O Ruanda participa na nova iniciativa, tal como a África do Sul, a Nigéria e o Quénia.

Países esperam voos mais altos com “céu único” africano

Etiópia: vantagem competitiva 

A redução da burocracia no espaço aéreo é discutida há décadas. Mas acordos anteriores, como o de Yamoussoukro em 1999, ficaram pelo papel. Muitos países tentaram proteger as suas empresas estatais de uma maior competição no mercado. Além disso, as receitas das taxas aeroportuárias eram um subsídio bem-vindo para os apertados erários públicos.

Este ano, na cimeira de Addis Abeba, também se questionou se o acordo não beneficiaria apenas as principais companhias aéreas africanas. Os defensores do acordo dizem que não: “As maiores operadoras podem ajudar as mais pequenas dando formação ou compartilhando experiências”, afirma Wosenyeleh Hunegnaw, da Autoridade de Aviação Civil etíope.

Vários especialistas partem do princípio que há espaço para todos no espaço aéreo africano. A Ethiopian Airlines, por exemplo, expandiu a sua liderança através de acordos da Etiópia com outros Estados, segundo um estudo realizado pela consultora InterVistas para a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês). Assim, também os mercados e empresas de outros países que aderirem à iniciativa de abrir o espaço aéreo devem sair beneficiados, segundo as autoridades etíopes.

Nigeria Nnamdi Azikiwe International Airport in AbujaCom mercado único, voos intracontinentais poderão ser mais baratos e menos morosos

Vantagens para a população

Tewolde Gebremariam, chefe da Ethiopian Airlines, enfatizou nas negociações que as principais companhias aéreas africanas também são bastante pequenas em comparação com as grandes transportadoras internacionais e que a sua empresa não consegue oferecer voos baratos entre países, algo que para companhias aéreas europeias, como a irlandesa RyanAir, é rotina.

Gebremariam pede uma mudança de imagem: “Aqui em África, pensa-se erradamente que o avião é um meio de transporte das pessoas ricas”, diz. Mas isso tem de mudar. Se as estimativas do estudo da InterVistas se comprovarem, os preços dos bilhetes deverão baixar em mais de um terço devido ao aumento da concorrência. Voar seria mais acessível. Além disso, “os passageiros poderão escolher mais voos diretos, graças a este programa”, diz o ministro etíope dos Transportes, Abdisa Yadeta, em entrevista à DW. “A maior liberdade de movimento impulsionará o turismo e trará crescimento económico.”

Mas ainda poderá demorar algum tempo até que isso se concretize. Muitos analistas acreditam que a pesada burocracia da União Africana pode dificultar esta reestruturação.

 

Fonte: http://www.dw.com/pt-002/pa%C3%ADses-esperam-voos-mais-altos-com-c%C3%A9u-%C3%BAnico-africano/a-42396508