650 mil toneladas de milho para a produção das Cervejas de Moçambique

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A província da Zambézia, no centro de Moçambique, prevê escoar este ano 650 mil toneladas de milho para uma nova linha de produção das Cervejas de Moçambique, anunciaram as autoridades provinciais.

A nossa expectativa é de que não haja excedente”, sendo garantido a venda de toda a produção, explicou Momad Juízo, diretor da Indústria e Comércio na Zambézia, citado hoje pela Rádio Moçambique.

De acordo com aquele responsável, vão ser estabelecidas parcerias com produtores de milho, através de associações agrícolas.

O objetivo consiste em colocar o cereal em quantidades industriais na vizinha província de Nampula, a norte, onde será processada a nova cerveja.

Por outro lado, as autoridades recomendam os produtores a reservar uma parte da produção de milho para sementeira na próxima época agrícola.

 

http://www.dn.pt/lusa/interior/cerveja-absorve-producao-de-milho-no-centro-de-mocambique-8626423.html

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Angola e República Democrática do Congo pedem 120 mil toneladas de milho à Zâmbia

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Os governos de Angola e da República Democrática do Congo pediram à Zâmbia um total de 120 mil toneladas de milho. O pedido foi feito a semana passada, por representantes dos dois países durante um encontro com a ministra da Agricultura da Zâmbia, Dora Siliya.

A embaixadora congolesa na Zâmbia, Mayele Ghyor, pediu 100 mil toneladas de milho para a província de Lualaba e a embaixadora angolana, Balbina Dias da Silva, 20 mil toneladas em nome de Angola, refere o site de notícias zambiano Lusakatimes.

Apesar de a exportação de farinha, com enfoque para a produção local, ser a grande prioridade da Zâmbia e ser atualmente proibida a exportação de milho pelo país, a ministra Mayele Ghyor garantiu que o Governo está a ponderar os dois pedidos, muito devido ao facto de serem países vizinhos.

China promete elevar financiamento em Angola

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O embaixador da China, Cui Aimin, prometeu sexta-feira, no fim de uma visita de dois dias ao Projecto Agro-industrial de Camaniangala, no Moxico, a elevação da ajuda a Angola nos domínios da agricultura, indústria e recursos humanos, noticiou a Angop.
 
“Queremos num futuro breve melhorar a cooperação com Angola, para ajudar a diversificar a economia e a fazer face à crise financeira que assola o país, derivada da queda do preço do petróleo no mercado internacional”, declarou o embaixador chinês.
Cui Aimin disse que a China decidiu alargar a cooperação com o Ministério da Agricultura, para impulsionar a produção de milho e soja. A ideia é aumentar o volume de produção de milho e soja, já que o projecto beneficia também os consumidores das províncias da Lunda Sul, Malanje, Lunda Norte e Luanda. Cui Aimin reconheceu que o município de Camanongue possui terras férteis e recursos hídricos em abundância, factores suficientes para estimular uma agricultura de escala.
 
O director da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas do Moxico, António da Silva, afirmou que o Projecto Agro-industrial de Camaiangala garante a auto-suficiência alimentar das famílias camponesas da região.
 
Em declarações à imprensa, o responsável considerou que a produção da fazenda está no maior nível desde a sua implantação, em 2013, e aumentou a produtividade de três toneladas por hectar para quatro, fruto das mudanças tecnológicas aplicadas. Na próxima época, o projecto pode fornecer alimentos em maior quantidade e qualidade, a julgar pelos procedimentos técnicos efectuados para melhorar os solos.
 
“Neste momento, a preocupação do Executivo é a de estimular e capacitar os agricultores para que possam produzir mais alimentos para combater a fome e reduzir a pobreza no seio da população”, referiu. Silva defendeu a conjugação de esforços de todos os setores do Estado para alcançar os objetivos preconizados pelo Governo para fazer face à desaceleração econômica e financeira que o país atravessa.
 
O Projecto Agro-industrial de Camaiangala, situado a 20 quilômetros a norte do município de Camanongue, iniciou este mês a comercialização de farinha de milho, soja e feijão nos mercados do Luena (Moxico), Lunda Sul e Lunda Norte.
Na última época, a fazenda cultivou 650 hectares, 500 dos quais para a produção de milho, 50 de feijão e igual extensão de soja, prevendo colheitas de 3.500 toneladas de milho e mais de 1.500 de feijão e soja.
 
 

Angola atinge autossuficiência na produção de cimento, refrigerantes e aço

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Angola já é auto-suficiente na produção de cimento, refrigerantes, águas engarrafadas e varão de aço, tendo em curso estudos para elevar o valor dos direitos aduaneiros ou proibir a importação deste último, anunciou quinta-feira o director do Gabinete de Estudos Projectos e Estatística (GEPE) do Ministério da Indústria.
 
Ivan Prado disse à Angop que Angola produz por ano cerca de 500 mil toneladas de varão de aço, 9,200 milhões de toneladas de cimento, 5,5 milhões de hectolitros de refrigerantes e dez milhões de hectolitros de águas engarrafadas, mas que, à excepção de varão, “ainda precisa de importar e noutras indústrias de transformação precisa ainda de quase tudo”.
 
O país também está em vésperas de obter elevadas produções nas fábricas têxteis Textang II (Luanda) e África Têxtil (Benguela), concluídas a cem por cento, em fase de testes, assim como na Satec (Dondo), em fase de conclusão com uma execução física de 96 por cento, disse Ivan Prado.
As fábricas têm dificuldades em obter algodão, mas, neste momento, estão identificados investidores no Sumbe e em Malanje, com os quais se conta para impulsionar a produção da matéria-prima, disse.
 
Ivan Prado revelou que o Ministério da Indústria foi orientado a encontrar entidades privadas através de um concurso público para a aquisição daquelas fábricas, em cuja edificação o Estado empregou 1.200 milhões de dólares (mais de 200 mil milhões de kwanzas). O director do GEPE do Ministério da Indústria declarou que a aposta do processo de diversificação da economia em curso, consiste em salvaguardar primeiro as cadeias produtivas, quando todas as unidades industriais devem olhar para a sua cadeia produtiva para que o país deixe de ter indústrias que dependem em cem por cento das importações.
“Devemos olhar para o sector agrícola, no sentido de criarmos ‘inputs’ para a indústria nacional. O sector tem um programa de industrialização onde a maior importância recai sobre a indústria do sector alimentar”, disse.
Dinâmica nas moagens
Angola produziu em 2015 cerca de 28 mil toneladas de farinha de milho, um aumento de cinco mil toneladas em relação a 2014 atribuído à aplicação de um programa institucional desse domínio, disse Ivan do Prado, que reconheceu que o sector tem um elevado défice de milho e outros cereais, mas que o desempenho foi conseguido com a aplicação do Programa Dirigido da Farinha de Milho.
 
O programa é operado por quatro empresas privadas angolanas, Induve, Sociedade de Moagem, Rogerio Leal e Filhos e Fonseca e Irmãos, as quais Ivan Prado considerou que “já trabalham com alguma expressão no mercado”.
 
O director do GEPE do Ministério da Indústria citou dados da Administração Geral Tributária (AGT) que apontam para uma desaceleração das importações angolanas de farinha de milho de 314 mil toneladas en 2014, para 256 mil em 2015.
“É um défice grande mas que pode ser encarado como oportunidade para quem quer investir neste segmento da economia nacional”, considerou Ivan Prado, que anunciou o interesse de um empresário privado na produção de trigo e que “tudo indica que já a partir do próximo ano se tenha farinha nacional” e voltou a citar números da AGT que também apontam para o declínio das importações desse produto de 510 mil toneladas em 2014, para 420 em 2015. O director do GEPE do Ministério da Indústria revelou que os planos das autoridades incidem agora sobre um projecto de construção de uma grande moagem em Luanda, com o arranque das operações previsto para 2017, onde se vão produzir 393 mil toneladas de farinha de trigo por ano.
 
Para ajudar Angola a obter elevado desempenho na produção de cereais, está projectado um investimento privado de produção de fertilizantes a ser implantado em Cabinda, e estão em curso estudos que envolvem vários pelouros institucionais, como a Agricultura, Geologia e Minas, Energia e Água e Petróleos.