Empresas de Angola discutem crédito de dois milhões de dólares com Israel

forum empressarial com israel

 

Israel tem disponíveis dois milhões de dólares (mais de 300 milhões de kwanzas) para ajudar empresas angolanas a elevarem as trocas bilaterais, anunciou ontem, em Luanda, o embaixador daquele país.

 

Israel acredita no potencial existente em Angola e promete financiar projectos nos vários sectores da vida económica para realizar negócios

 

Oren Rosemblat disse no I fórum empresarial Angola-Israel que, apesar da baixa do preço do petróleo – que afetou em grande medida a economia angolana -, Israel considera haver em Angola oportunidades de negócio, pelo que “Israel vai ajudar a financiar e os bancos vão dar créditos para que os negócios se efectivem.”

Quinze dos sectores de serviços: energia, agricultura, defesa, segurança militar e social, imigração e comércio participam no encontro que encerra amanhã, inspirado pela declaração do embaixador que afirmou que se “os dois países têm boas relações, temos a obrigação de levá-los a fazer bons negócios.”
O fórum, promovido pela Câmara de Comércio Angola-Israel (CCAI) visa uma troca de experiências para elevar os níveis de conhecimento mútuo entre empresas dos dois países e assinar contratos de parceria.
O presidente da CCIA, Haim Taib, disse que o órgão tem como objectivo “construir pontes” entre os empresários e instituições empresariais dos dois países e constitui uma plataforma de promoção e desenvolvimento de relações comerciais bilaterais, através de missões empresariais e de entidades oficiais.
“A CCAI tem como prioridade o estreitamento de laços empresariais entre os dois Estados, a promoção de cooperação bilateral, a promoção das relações empresariais entre os dois países e a apresentação de áreas de interesse”, disse. Os últimos dados disponíveis, de 2014, indicam que o volume de negócios israelitas em Angola se cifrou em 64 milhões de dólares (cerca de 11 mil milhões de kwanzas), absorvidos pelos sectores de maquinaria, metais, transportes, plásticos e borracha, instrumentos, têxteis, vegetais, produtos alimentares e químicos.
O embaixador de Angola em Israel, Francisco dos Santos, afirmou que Angola está aberta para cooperar com empresas estrangeiras de vários países e que o fórum é uma oportunidade para criar parcerias, principalmente para a transferência de conhecimento. “A presença do CCAI vai impulsionar as relações já existentes nas diversas áreas e aumentar o volume de comércio entre os dois países”, sublinhou.
José Alentejo, do secretariado geral da CCAI, disse à delegação israelita que Angola é um bom destino para investir e que o mercado oferece oportunidades às empresas sediadas no país, para expandirem os seus negócios na região da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral (SADC), um mercado com mais de 200 milhões de consumidores.
São razões para investir em Angola, continuou José Alentejo, o facto de ser o sétimo maior território de África, o quinto maior produtor mundial de diamantes, o segundo maior produtor de petróleo e gás do continente e ter acesso a 12 por cento dos lençóis aquáticos africanos nos principais rios: Kwanza, Zaire, Cunene e Cubango.
Angola é rica em fauna e flora, tem a segunda maior floresta do mundo, o Maiombe, e tem os 25 principais minérios, tais como diamantes, ferro, ouro, fosfato, manganês, cobre, chumbo, zinco, volfrâmio, tungsténio, titânio, crómio, mármore, granito e urânio, microclimas diversos além da estabilidade política e económica desde 2002.

José Alentejo acrescentou que Angola tem, no âmbito da estratégia da diversificação da economia, o Plano Nacional de Desenvolvimento PND 2013/ 2017, no qual são inventariados 390 projectos estruturantes para o desenvolvimento industrial.
A delegação israelita é liderada pelo ex-vice-primeiro ministro de Israel, Silvano Shalom, e integra potenciais parceiros interessados em partilhar conhecimentos e recursos tecnológicos.

A Câmara de Comércio Angola-Israel foi criada há um ano e tem 44 membros registados. O fórum aborda temas ligados às “Oportunidades de negócio em Angola”, “Investir em Angola” e “Áreas privilegiadas para o investimento em Angola”.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/governo_de_israel_anuncia_financiamento

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Brasil visita a Namíbia com objetivos geoestratégicos militares

minitra das relações da namibia

 

Na visita do Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, à Namíbia, realizado esta semana, um dos principais assuntos em debate está a criação  do corredor marítimo entre os Portos de São Paulo e o Porto Walvis Bay. Uma criação geoestratégica que dará continuidade a parceria  entre a Marinha brasileira e a Marinha da Namíbia.

 

Visita ao Comandante de Operações Navais da Marinha da Namíbia

De 3 a 8 de março de 2017 , durante a estadia do Navio Patrulha Oceânico (NPaOc) “Apa”, no Porto de Walvis Bay, na Namíbia, o comandante do navio, Capitão de Corveta Jonathas Moscoso de Campos, realizou visitas protocolares ao Comandante de Operações Navais da Marinha da Namíbia e ao Prefeito de Walvis Bay, acompanhado pelo Adido de Defesa, Naval, do Exército e Aeronáutico na Namíbia.

No período em que permaneceu atracado, o navio recebeu a visita do Embaixador do Brasil na Namíbia, Eduardo Carvalho, além de oficiais da marinha namibiana e de adidos militares acreditados no país. Na ocasião, o comandante do “Apa” realizou uma apresentação aos visitantes, ressaltando o conceito da “Amazônia Azul” e a contribuição dada pelo Brasil para a segurança da região do Atlântico Sul. Também foram realizados exercícios conjuntos, com a participação de militares brasileiros e namibianos.

Após o suspender, no dia 8 de março, o navio realizou a Operação “Passex” com o Navio Patrulha “Brendan Simbwaye”, da Marinha da Namíbia, tendo sido executados exercícios de manobras táticas e de light line.

Encerrados os exercícios em águas namibianas, o navio brasileiro seguiu viagem para participar da Operação “Obangame Express-2017”, que envolve militares de países da África, Américas e Europa e tem como propósito promover a segurança na área do Golfo da Guiné contra pirataria. A ação contará com a participação de dois oficiais namibianos embarcados como observadores.

 

Exercício de light line entre o “Apa” e o “Brendan Simbwaye”

Visita ao Prefeito de Walvis Bay

Embaixador do Brasil na Namíbia (ao centro), Oficiais da MB e Oficiais da Marinha da Namíbia em visita ao NPaOc “Apa”

Angola e Zâmbia estudam indústria militar conjunta

zambia

Os governos de Angola e da Zâmbia instituíram um comité de cooperação de defesa, integrando representantes dos respectivos ministérios da Defesa, para tratar de assuntos de segurança comuns, acordando ainda a possibilidade de produzirem armamento militar em conjunto.As medidas constam do acordo de cooperação no domínio da Defesa entre os dois países africanos, vizinhos, ratificado e publicado pelo parlamento angolano no final de Março, ao qual a Lusa teve hoje acesso, prevendo nomeadamente pesquisas científicas conjuntas e trabalho de construção experimental para a “criação e produção de armamento e técnica militar”.

Está igualmente previsto a cooperação na forma de “fornecimento, manutenção, reparação e modernização de armamento e técnica militar”, além da “consultoria no domínio da potenciação, emprego do armamento e técnica militar”, formação de quadros e intercâmbio de instrutores.

A Zâmbia, antiga colónia britânica, faz fronteira com Angola a sul, contando com uma população de cerca de 16 milhões de habitantes.

Com mais de 25 milhões de habitantes, Angola tem uma das maiores Forças Armadas em África, superior a 100.000 militares, entre Exército, Força Aérea e Marinha.

No âmbito deste acordo, Angola e Zâmbia instituíram um comité de cooperação de defesa, que reúne uma vez por ano, alternadamente em cada país.

Ensino e instrução, inteligência militar, armamento e técnica militar, operações de paz e humanitárias, desminagem e indústria de defesa são áreas de cooperação definidas entre os dois países.

http://noticias.sapo.ao/info/artigo/1500902.html

Milhares de pessoas celebram na capital da Gâmbia, a saída de Yahya Jammeh

THIERRY GOUEGNON/ REUTERS

A coligação regional militar pretende obrigar o chefe de Estado cessante, Yahya Jammeh, a deixar o poder

Milhares de pessoas saíram esta quinta-feira às ruas de Banjul, capital da Gâmbia, para celebrar a tomada de posse do Presidente Adama Barrow, que decorreu em Dacar, Senegal, e a entrada no país de uma coligação regional militar.

A coligação regional militar pretende obrigar o chefe de Estado cessante, Yahya Jammeh, a deixar o poder.

Segundo testemunhas dos festejos, uma multidão de cidadãos superou o medo de uma possível repressão do ditador e expressou a sua alegria perante o final de 22 anos de regime autoritário.

Tal como ocorreu a 2 de dezembro, quando foram conhecidos os resultados eleitorais que deram a vitória a Adama Barrow, os gambianos também manifestaram a sua hostilidade contra Yahya Jammeh e reclamaram que seja julgado no Tribunal Penal Internacional.

Alguns soldados uniram-se à celebração nas ruas, entre os quais o chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, o general Ousman Bargie, que anunciou quarta-feira a sua decisão de se submeter à autoridade do novo Presidente.

“Não vou envolver as minhas tropas numa guerra estúpida”, disse, o que fez com que as tropas regionais, apoiadas pelas Nações Unidas, não tenham encontrado nenhuma resistência no caminho até à capital com a missão de restabelecer a ordem constitucional.

O seu objetivo é retirar Yahya Jammeh do Palácio Presidencial, que ocupa ilegalmente desde quinta-feira, quando expirou o seu mandato de cinco anos.

Fontes locais referem que Yahya Jammeh prepara a saída do país com destino a Marrocos, país de origem da sua mulher, que lhe ofereceu asilo.

http://expresso.sapo.pt/internacional/2017-01-19-Gambia-Milhares-de-pessoas-celebram-nas-ruas-da-capital-saida-de-Yahya-Jammeh