Moçambique: Mediadores reúnem-se com delegação da Renamo

Maputo – A equipe de mediadores do diálogo político reuniu-se esta quarta-feira, em Maputo, com a delegação da Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, para avaliar o seu posicionamento em relação ao primeiro ponto da agenda que ainda não teve um desfecho, noticiou a AIM.

MOÇAMBIQUE: CIDADE DE MAPUTO, LOCAL QUE ACOLHE AS CONVERSAÇÕES ENTRE GOVERNO E RENAMO

FOTO: PEDRO PARENTE

O primeiro ponto da agenda refere-se a exigência da Renamo em governar seis províncias das regiões centro e norte de Moçambique, nomeadamente Niassa, Nampula, Zambézia, Tete, Manica e Sofala, onde alega ter vencido nas eleições gerais de 2014.

“As conversações sobre as seis províncias já começaram mais ainda não temos desfecho. Neste encontro demos a continuidade da reflexão sobre o pedido dos mediadores de apresentarmos o nosso posicionamento”, disse à imprensa o chefe da delegação da Renamo, José Manteigas, minutos após o término de uma reunião com a equipe de mediadores.

As conversações entre as partes, que retomaram na segunda-feira, decorrem em separado, a pedido dos mediadores. Na terça-feira, a equipa de mediadores reuniu-se apenas com a delegação do Governo liderada por Jacinto Veloso, membro do Conselho Nacional de Defesa e Segurança.

O chefe da delegação da Renamo explicou ainda, no fim do encontro, que a Renamo insiste e não abdica da sua reivindicação.

“Nós exigimos a governação das seis províncias e exigimos a reintegração dos homens nas forças armadas”, referiu a fonte.

O diálogo entre o Governo e a Renamo retomou na segunda-feira, depois de uma interrupção de 10 dias a pedido dos mediadores.

As exigências da Renamo incluem ainda a despartidarização do aparelho do Estado, a desmilitarização dos seus homens e sua integração nas Forças de Defesa e Segurança.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2016/7/32/Mocambique-Mediadores-reunem-com-delegacao-Renamo,a1d689bf-accf-4a33-b254-aa2cb2270ef5.html

ONU ordena saída de funcionários da capital do Sudão do Sul por causa de conflitos

07-14-2016WaterSudan
 
 
Funcionários que não desempenham funções críticas foram realocados de Juba após onda recente de violência. Decisão é motivada por riscos e desafios operacionais, que incluem o saque do maior armazém de alimentos da cidade, controlado pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA).
 
Na quinta-feira (14), o UNICEF entregou 100 mil litros de água para pessoas internamente deslocadas em Juba. Foto: UNICEF Sudão do Sul
 
 
As Nações Unidas ordenaram na quinta-feira (14) que funcionários de suas agências e da Missão da ONU no Sudão do Sul (UNMISS) que não desempenham funções críticas fossem realocados de Juba, capital do país, para outras regiões devido aos recentes confrontos na cidade. A situação no local apresenta desafios operacionais que incluem o saque do maior armazém da capital, controlado pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA).
 
Segundo o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, a Missão das Nações Unidas recebeu relatos “perturbadores” de que instalações e funcionários da Organização e de parceiros internacionais foram intencionalmente alvejados por integrantes do Exército Popular de Liberação do Sudão durante os últimos conflitos.
 
Informações incluem casos de estupro e assassinato de um sul-sudanês e um estrangeiro a serviço de organizações não governamentais. Profissionais da ONU também foram vítimas de ataques.
 
“Condenamos nos mais fortes termos esses ataques”, afirmou Dujarric. “Pedimos às autoridades nacionais que investiguem essas sérias alegações imediatamente e de forma abrangente, e levem os perpetradores à justiça.”
 
A decisão de retirar parte das equipes não deve afetar a prestação de assistência, pois a ONU e a UNMISS “vão continuar realizando operações críticas para dar apoio” ao povo sul-sudanês, segundo um informe da Missão.
 
Armazém do PMA é saqueado
 
Antes da mais recente onda de violência, o depósito do PMA — localizado na fronteira oeste de Juba — abrigava uma quantidade de suprimentos suficiente para alimentar 220 mil pessoas por um mês.
 
O armazém funcionava como o principal centro logístico do organismo internacional no país, fornecendo alimentos para regiões e cidades em diferentes partes do Sudão do Sul. A extensão dos danos ao estoque causados pelo saque ainda não pôde ser calculada porque funcionários do Programa Mundial não conseguem chegar ao depósito.
 
“O PMA condena fortemente o roubo de comida destinada aos mais pobres e vulneráveis do Sudão do Sul”, destacou o vice-diretor regional da agência, Vernon Archibald. A perda das provisões poderá afetar a capacidade do Programa de responder aos mais de 40 mil indivíduos deslocados pelos recentes confrontos.
 
A chefe nacional do PMA, Joyce Luma, informou que a agência da ONU tem conseguido levar alimentos para as pessoas abrigadas em bases da Missão das Nações Unidas — responsável atualmente pela proteção de cerca de 33 mil indivíduos internamente deslocados que residem, em sua maioria, em abrigos para civis ao lado da Casa da ONU em Juba.
 
O próprio escritório do Programa Mundial abriu suas portas a civis e já conta com cerca de 3 mil sul-sudaneses em suas instalações.
 
“Uma mãe fugiu para o nosso complexo com seu bebê poucas horas após dar a luz”, contou Luma. A dirigente lembrou que, em saques anteriores, o PMA conseguiu negociar a devolução da comida roubada com os ladrões — que teriam reconhecido a importância da assistência humanitária.
 
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Agências da ONU e parceiros levam assistência
 
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) informou na quarta-feira (13) que está trabalhando com parceiros para prestar assistência a cerca de 50 mil pessoas afetadas pelos últimos confrontos em Juba.
 
“As pessoas mais atingidas pelos conflitos estão lutando para lidar com condições terríveis. Elas estão desesperadas por água, alimentos e necessitam de assistência médica”, disse o representante do UNICEF no Sudão do Sul, Mahimbo Mdoe.
 
Kits com utensílios para cuidados de saúde primários, bem como itens de lazer para as crianças foram distribuído na quinta-feira (14).
 
Já na terça-feira (13), assim que os acessos à ajuda humanitária foram liberados, quatro caminhões de suprimentos — carregados com itens para tratar desnutrição e artigos de saneamento — saíram dos armazéns da agência da ONU para um local onde as Nações Unidas acolhe deslocados em Juba. Barras de alimentos hipercalóricas também foram distribuídas em duas igrejas onde as famílias estão reunidas.
 
Equipes do UNICEF e de seus parceiros estão trabalhando também para avaliar a extensão das necessidades humanitárias e começaram a procurar familiares de crianças que foram separadas de seus pais.
 
“Estamos dando assistência e essa resposta continuará crescendo. No entanto, é vital que sejamos capazes de chegar a todos os necessitados e, para isso, temos de ter acesso humanitário sem restrições”, ressaltou Mdoe.
 
O Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) informou que, desde o cessar-fogo acordado na segunda-feira (12), famílias começaram a retornar para suas casas em Juba, mas milhares permanecem deslocadas.
 
O organismo da ONU disse que parceiros humanitários estão monitorando de perto a situação de outras regiões do Sudão do Sul — como Yei, Wau e Leer — que podem enfrentar novas ondas de violência.
 
 

União Européia e Igreja Católica formalmente convidadas para mediarem crise em Moçambique

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A União Europeia (UE) e a Igreja Católica já foram formalmente convidadas pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, para mediarem o fim da crise política entre Governo e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), disseram à Lusa fontes das duas instituições.

Segundo fonte comunitária, a delegação da UE em Maputo recebeu uma carta do chefe de Estado na sexta-feira, endereçada ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, com o convite formal para integral a equipa de mediadores nas negociações de paz.

O porta-voz da Conferência Episcopal de Moçambique e bispo auxiliar de Maputo, João Nunes, bispo, também confirmou à Lusa um convite de Filipe Nyusi entregue na Nunciatura Apostólica na capital moçambicana, na qualidade de representante do Vaticano, convidando a Igreja Católica a assumir igualmente o seu papel de mediação na crise.

A Lusa procurou ouvir a representação em Maputo da África Sul, cujo Governo corresponde à terceira entidade envolvida no processo de mediação, mas ainda não obteve resposta.

Na semana passada, José Manteigas, deputado e membro da equipa negocial da Renamo, adiantou que as duas delegações chegaram a consenso sobre os termos de referência da participação dos mediadores nas conversações, mas remeteu a divulgação de pormenores para o momento em que as entidades tomem parte no processo.

Filipe Nyusi e o líder do principal partido de oposição, Afonso Dhlakama, anunciaram em junho terem chegado, por telefone, a um consenso sobre a participação de mediadores internacionais nas negociações para o fim dos confrontos entre as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas e o braço armado da Renamo.

Apesar de as duas partes terem reatado as negociações, os ataques de supostos homens armados da Renamo a veículos civis e militares em vários troços do centro do país não têm cessado e o movimento acusa as Forças de Defesa e Segurança de intensificarem os bombardeamentos na serra da Gorongosa, onde se presume encontrar-se Afonso Dhlakama.

Num comício na segunda-feira na província de Nampula, norte do país, o Presidente moçambicano defendeu que o líder da Renamo “deve parar de matar pessoas”.

“Ele deve parar de matar, porque esse nunca foi o caminho mais correto para governar”, afirmou Nyusi, declarando ainda que tem estado a falar com Dhlakama sobre um eventual encontro entre os dois líderes para o fim da instabilidade militar no país.

O principal partido de oposição recusa-se a aceitar os resultados das eleições gerais de 2014, ameaçando governar em seis províncias onde reivindica vitória no escrutínio.

O principal partido de oposição recusa-se a aceitar os resultados das eleições gerais de 2014, ameaçando governar em seis províncias onde reivindica vitória no escrutínio.

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/ue-e-igreja-catolica-formalmente-convidadas-para-mediarem-crise-em-mocambique_n931522

Há consenso sobre agenda e termos de referência para diálogo político entre Presidente da República e Afonso Dhlakama em Moçambique

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A comissão Mista para o diálogo político diz haver consenso sobre a agenda e os termos de referência para o diálogo político entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama. Os termos consensualizados aguardam agora a homologação das duas lideranças.

Antes mesmo do encontro iniciar, o semblante dos membros da comissão já revelava a forma como a reunião poderia decorrer.

“Os nossos trabalhos decorreram num ambiente cordial, de abertura e de troca de ideias. Achamos que foi um ambiente bastante positivo”, assegurou José Manteigas, Porta-Voz da sessão.

Durante três horas sem interrupção, as duas delegações estiveram reunidas a porta-fechada e, no final, saiu apenas uma declaração à imprensa, sem direito a perguntas.

“Durante o período em que estivemos reunidos, conseguimos, ao nosso nível, consensualizar a proposta de agenda que vamos submeter às nossas lideranças. Depois disso, teremos a proposta definitiva. Além disso, estabelecemos as linhas gerais dos termos de referência. Acreditamos que no próximo encontro, a ser realizado próxima quarta-feira, às 15h, na Assembleia da República, podemos trazer de forma precisa os termos de referência que irão nortear o encontro”, disse Manteiga.

Refira-se esta foi a segunda reunião da comissão mista, e a primeira em que estiveram todos os membros indicados.

http://opais.sapo.mz/index.php/politica/63-politica/40993-ha-consenso-sobre-agenda-e-termos-de-referencia-para-dialogo-politico-entre-presidente-da-republica-e-afonso-dhlakama-.html

 

Conselho de Segurança da ONU informado sobre Guiné-Bissau à porta fechada

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O Conselho de Segurança da ONU será informado ainda hoje sobre a situação na Guiné-Bissau, numa reunião à porta fechada em Nova Iorque, pelo Assistente do Secretário-Geral para Assuntos Políticos, Tayé-Brook Zerihoun.


Os membros do conselho querem saber mais sobre a crise no país, onde o Presidente da República, José Mário Vaz, demitiu a 12 de maio o Governo do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), liderado por Carlos Correia, alegando, entre outros motivos, que perdeu apoio parlamentar.

O pedido de informação foi feito pelo Senegal, um membro não permanente, alegando que o organismo não discutia o país desde que tinha visitado a região a 07 de março, no âmbito de uma visita à África Ocidental.

Uma das preocupações do Conselho, segundo o gabinete de um dos países membros, é a possibilidade de uma intervenção militar caso a crise política não seja resolvida.

Quarta-feira, os militares organizaram uma marcha em Bissau usando roupas civis, para mostrar que não têm intenções de interferir, o que é visto como positivo.

Será também discutido no encontro os riscos da retirada da ECOMIB, a missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), devido a dificuldades no seu financiamento.

Uma declaração da Comissão de Construção de Paz da Guiné Bissau, datada de de 10 de maio, fala numa “necessidade premente” de financiar a missão para assegurar a sua continuidade.

A ECOMIB é vista como muito eficaz na dissuasão de uma ação por parte dos militares e os membros deverão querer saber mais sobre o seu papel e necessidades financeiras.

Tayé-Brook Zerihoun, que fará o ‘briefing’, deve também falar sobre as negociações que decorrem para estabelecer um novo governo.

Depois de o Presidente José Mário Vaz ter demitido dois governos no espaço de 10 meses, alguns membros acreditam que o responsável não está interessado em trabalhar com o PAIGC.

Zerihoun deve ainda fazer um balanço sobre as atividades do novo Representante Especial para o país, o maliano Modibo Touré, que assumiu o cargo no mês passado, substituindo o são-tomense Miguel Trovoada.

Depois de demitir o governo do PAIGC, José Mário Vaz recorreu ao “segundo partido mais votado” com a justificação de que o partido no poder não lhe apresentou nenhuma proposta que garanta estabilidade.

Óscar Barbosa, dirigente do PAIGC, referiu hoje em conferência de imprensa que a posição do chefe de Estado representa “uma violação flagrante e criminosa da Constituição”.

José Mário Vaz realizou hoje auscultações aos partidos com assento parlamentar.

Segundo os participantes nas reuniões, o chefe de Estado disse já ter recebido propostas para um novo Governo, que vai agora estudar.

 

http://www.impala.pt/detail.aspx?id=230028&idCat=2059

Militares da Guiné-Bissau garantem que se afastam do “jogo político”

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Os militares da Guiné-Bissau não se vão meter no “jogo político”, serão antes republicanos e respeitadores da Constituição, disse hoje o general Júlio Nhaté, chefe da divisão dos Recursos Humanos das Forcas Armadas.

Nhaté, ex-chefe do Estado-Maior do Exercito guineense, afirmou, perante uma parada militar em Bissau, que o papel dos soldados “é respeitar o poder político” pelo que, notou, aqueles “nunca mais se vão meter no jogo político”, disse.

“Chega de confusão. Quando há confusão somos nós os militares que nos matamos uns aos outros. O nosso papel é defender a pátria e respeitar a Constituição”, disse o general Nhaté.

Os militares guineenses assinalaram hoje o Dia de África com uma marcha entre a rotunda do aeroporto de Bissau até à praça Mártires de Pindjiguiti, numa distância de oito quilómetros, empunhando dísticos nos quais se podia ler: “Vamos nos afastar dos políticos” ou “Vamos apostar sempre na paz e na tranquilidade”.

Em passo de corrida, os soldados entoaram cânticos com refrões como: “A CPLP e a CEDEAO já sabem que não somos nos que criamos confusão no país. Já sabem quem são os que criam confusão no país”.

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/595164/militares-da-guine-bissau-garantem-que-se-afastam-do-jogo-politico

As Forças Armadas Angolanas (FAA) produzem alimentos

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Adalberto Ceita | Negage
25 de Maio, 2016

Fotografia: Eduardo Pedro

As Forças Armadas Angolanas (FAA) vão implementar um programa de produção alimentar em cadeia, que envolve as grandes unidades militares, anunciou ontem, no município do Negage, o ministro da Defesa Nacional.

 

João Lourenço, que falava às tropas em parada, durante uma visita à Unidade Militar número 4067, considerou que a produção alimentar exige investimentos em maquinaria, sementes, fertilizantes e formação do homem, para que se possam retirar rendimentos das terras que circundam as inúmeras unidades militares.
João Lourenço avançou que as chefias das regiões militares já têm instruções neste sentido e que estão a ser criadas condições para que o propósito seja uma realidade num curto espaço de tempo.
“As FAA podem, e devem, na programação das suas actividades, dedicar parte do tempo à produção de bens alimentares de consumo. Evidentemente que isto deve ser feito de forma organizada. As chefias das grandes unidades militares têm essa responsabilidade. O próprio Ministério da Defesa Nacional e o Comando do Estado-Maior General estão com a responsabilidade de, a nível nacional, organizar esta produção para auto-suficiência alimentar”, disse.
João Lourenço sublinhou que as FAA têm de ser transformadas numa força produtiva, independentemente de o Estado ter ou não muitos recursos. O ministro lembrou que a situação financeira que o país atravessa afectou toda a vida do país, e lamentou que o sector da Defesa Nacional tem tido fama sem proveito.
“Pessoas mal informadas têm estado a dizer que a crise tocou a todos menos ao sector da Defesa. Gostava de deixar claro que isto não é verdade, mas de qualquer forma, ninguém está no direito de alegar a crise para deixar de cumprir o seu papel”, disse.
Além de referir que as Forças Armadas são uma parte importante da sociedade e devem saber que sociedade estão a defender, reforçou que com maiores ou menores dificuldades os efectivos não vai deixar de cumprir o seu papel de garante da defesa da Pátria.
Apesar de no país prevalecer uma paz efectiva, o ministro João Lourenço alertou que a responsabilidade da defesa do país não cessou com o calar das armas. “Não podemos cair no erro de pensar que o facto de a guerra ter terminado há 14 anos as Forças Armadas deixaram de ser necessárias, que são apenas um fardo que só consome e gasta. Isto é uma forma muito errada de pensar”, disse.

Defesa do país

João Lourenço explicou que os países,  estejam ou não em situação de conflito, têm de cuidar da sua defesa e o melhor momento para o fazer deve ser em situação de paz. Acrescentou que as FAA têm sabido cumprir com o papel que a Pátria os destinou e “esperamos que a resposta positiva que a juventude foi dando ao longo dos anos continue no presente e no futuro, para que a nossa soberania e integridade não sejam nunca violadas”.
A deslocação do ministro da Defesa Nacional ao município do Negage serviu ainda para o lançamento da primeira pedra para a construção e apetrechamento de dois quartéis de batalhão, visitar o aeródromo de manobra, reunir com o Comando do Estado-Maior da Unidade e tomar conhecimento do informe operativo da situação naquela área de jurisdição.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/faa_produzem_alimentos_para_seu_proprio_consumo

A dívida soberana foi um negócio da família Guebuza, oficiais do SISE, MINT e do MDN

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POLITICA – Presidente da Republica de Mocambique, Armando Guebuza, no final da V Conferência Internacional de Toquio para o Desenvolvimento Africano, em Maputo. Segunda feira 03 de junho de 2013. (SERGIO COSTA/ASF)

Quando o escândalo da EMATUM rebentou, pouco tempo depois a imprensa internacional, principalmente os franceses, os ingleses e os norte-americanos informaram que o negócio não envolvia apenas barcos. Havia facturas de compra de armamento que foram misturadas com os barcos para evitar questionamentos. Mais tarde, viria a saber-se que a Empresa Moçambicana de Atum, a Proindicus e a Mozambique Magement Asset (MAM) criaram relações incestuosas quer com o Ministério do Interior, com o Ministério da Defesa, e conseguiram comprar armamento usando na sua estrutura accionista os Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE). O que não se sabia até aqui é que quem esteve à frente do expediente da compra de armamento é o filho do ex-Presidente da República Armando Guebuza, Mussumbuluko Guebuza, conhecido como “Shushu” no seu círculo familiar.

Através das suas duas empresas, a “Msumbiji Investiments” (usa a conta 44717836102 domiciliada no Standard Chartered Bank em Hong Kong) e a “Timabes AG” (registada no Liechtenstein onde é titular da conta 10.359180_0.100.USD no Valartis Bank), Mussumbuluko Guebuza importou uma considerável quantidade de armas num processo em que também está envolvido o director-geral do SISE, Gregório Leão, o então ministro do Interior, Alberto Mondlane, e ex-ministro da Defesa, Filipe Jacinto Nyusi.

Através de uma fonte directamente envolvida no negócio, a investigação do “Canal de Moçambique” e do jornal “@ Verdade” teve acesso a várias imagens de reuniões entre Mussumbuluko Guebuza e os fornecedores de armamento.

Uma das principais reuniões realizou-se em Maio 2014 nas instalações da “Israel Weapon Industries” (abreviadamente designada como IWI). Na referida reunião, Mussumbuluko Guebuza está acompanhado por um oficial superior do SISE, identificado pelo único nome de Agy, que foi indicado por Gregório Leão para acompanhar o filho do “Chefe” no processo. Após um breve teste do armamento, a IWI emitiu um certificado de qualificação em nome de Mussumbuluko Guebuza. Quem intermediou o contacto de Mussumbuluko e os israelitas é um cidadão da Bielorrússia identificado pelo nome de Alex que, de resto, participou em quase todo o processo.

A IWI e o armamento vendido

@Verdade e Canal de Moçambique

@Verdade e Canal de Moçambique

A IWI é um fabricante israelita de diferentes tipos de armas: pistolas, espingardas, tanques. Segundo apurou a investigação do “Canal de Moçambique” e do“@Verdade”, a IWI forneceu a Mussumbuluko Guebuza vários modelos de armas, com destaque para armas de assalto TAVOR, X 95, ACE e GALIL, incluindo pistolas conhecidas como modelo “Jericho”. Nas imagens a que o “Canal de Moçambique” e o “@ Verdade” tiveram acesso, Mussumbuluko Guebuza aprecia e depois experimenta nos estaleiros da IWI uma arma X 95. No certificado emitido pela IWI, Mussumbuluko está apto para manejar rifles X95 NEGEU e pistolas “Jericho”.

Treinos em Boane e na Namaacha

Segundo apurou a nossa investigação, depois dos pagamentos, as armas chegaram a Moçambique em Setembro e Outubro de 2014, na altura das eleições. Não vieram só as armas. O contrato previa que os peritos israelitas da academia IWI (uma academia de instrução militar da referida empresa) viessem a Moçambique instruir os beneficiários das armas.

@Verdade e Canal de Moçambique@Verdade e Canal de Moçambique

E foi de facto o que aconteceu. Em Outubro e Novembro, dois especialistas israelitas da IWI, cujos nomes não conseguimos apurar, estiveram em Boane e na Namaacha a instruir agentes da Casa Militar (elementos do Ministério do Interior e da Defesa), os famosos “boinas vermelhas”, sobre como usar os novos “assault rifles” e as pistolas. É basicamente uma formação de franco-atiradores, ou seja, “snipers”. As sessões de instrução tinham um convidado especial: Mussumbuluku Guebuza, que também ia aprendendo. Em várias imagens na posse do “Canal de Moçambique”, Mussubuluko aparece empunhando armas pesadas e pistolas, intercalando com agentes da Casa Militar, que também treinam tiro ao alvo. No “website” da IWI, a empresa define a sua academia como sendo uma das melhores do mundo. “A competência central da academia IWI é baseada nos seus instrutores, que são veteranos das Forças de Defesa de Israel (IDF, sigla em inglês), unidades de elite da Polícia ou de várias agências de inteligência”, lê-se na descrição da academia publicada na internet.

As suspeitas de Dhlakama

Acredita-se que os atiradores que por duas vezes tentaram assassinar Afonso Dhlakama no ano passado tenham recebido tal formação ministrada pelos instrutores da IWI. Aliás, o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, denunciou no princípio deste ano a formação de “snipers” para liquidar membros da oposição. Dhlakama falou do envolvimento de coreanos na operação. Um facto é que a “holding”-mãe de que a IWI faz parte é coreana e denomina-se “SK Group”.

Conflito de interesses

@Verdade e Canal de MoçambiqueO Estado moçambicano pode evocar questões de segurança para justificar a compra de armamento sem concurso público, ou seja, recorrendo ao ajuste directo, tal como preconiza a alínea f) do nº 3 do Artigo 9 da Lei do “Procurement”. Mas não terá como justificar o uso das empresas do filho de Guebuza para aquisição das armas, por se estar numa clara situação de conflito de interesses, pois o negócio beneficiou um familiar directo (filho) do servidor público (Presidente da República) com poder de decisão sobre a matéria.

Nem Mussumbuluko nem o então Chefe da Casa Militar

O “Canal de Moçambique” e o @Verdade tentaram, sem sucesso, obter as explicações de Mussumbuluko Guebuza sobre a enorme e variada quantidade de armas que por si foram negociadas. Tentámos igualmente ouvir o então Chefe da Casa Militar, Jorge Gune, mas todas as nossas tentativas redundaram em fracasso. A equipa de investigação que conduziu este trabalho sabe que o general Jorge Gune foi recentemente nomeado embaixador de Moçambique no Malawi, e para o seu lugar foi nomeado o contra-almirante Joaquim Mangrasse.

http://www.verdade.co.mz/tema-de-fundo/35-themadefundo/57974-a-divida-soberana-foi-um-negocio-da-familia-guebuza-oficiais-do-sise-mint-e-do-mdn

Nigéria: Encontrada estudante nigeriana sequestrada pelo Boko Haram

Kano – Uma das 219 estudantes sequestradas, há mais de dois anos, pelo movimento islamita Boko Haram na localidade nigeriana de Chibok (nordeste) foi encontrada sã e salva, anunciaram nesta quarta-feira responsáveis locais de associações.

NIGÉRIA: POPULAÇÃO MARCHA EM PROTESTO AO SEQUESTRO DE MENINAS NUMA ESCOLA PELO GRUPO ISLÂMICO BOKO HARAM

FOTO: PHILIP OJISUA

A adolescente, Amina Ali, foi encontrada na terça-feira na zona florestal de Sambisa, no Estado de Borno, reduto do grupo islamita Boko Haram, informou Tsambido Hosea Abana, um dos responsáveis em Chibok do movimento “BringBackOurGirls”.

O exército nigeriano confirmou num comunicado o resgate de uma das meninas sequestradas.

Ali foi levada para o seu povoado de Mbalala, perto de Chibok, pelos vigilantes civis que a encontraram, e que trabalham com os militares nigerianos na luta contra o Boko Haram.

“Ela reuniu-se com seus pais, que a identificaram, antes de ser levada a uma base militar de Damboa”, explicou à AFP Alamson Chibok, um dos chefes da comunidade de Chibok.

“O seu pai  chama-se Ali, ela é Amina. Eu os conheço bem porque trabalhei com eles como porta-voz das famílias das meninas de Chibok”, acrescentou.

O responsável da associação dos pais das meninas sequestradas de Chibok, Yakubu Nkeki, também confirmou o nome da adolescente e indicou que ela tinha 17 anos quando foi sequestrada, em 14 de Abril de 2014.

Acrescentou que ele é filha do seu vizinho, eles a trouxeram a sua casa.

Segundo os três homens, aparentemente a menina teve um filho durante seu cativeiro.

Outras meninas de Chibok ainda estavam na floresta de Sambisa, que foi alvo de várias operações do exército nigeriano nas últimas semanas, segundo eles.

Militantes do Boko Haram sequestraram 276 meninas de uma escola de Chibok em Abril de 2014, num sequestro que comoveu o mundo inteiro. Poucas horas depois do ataque 57 delas conseguiram fugir.

Não havia notícias das outras 219 desde a divulgação de uma gravação, em Maio de 2014, até que os islamitas enviaram um vídeo como “prova de vida” ao governo nigeriano em Abril deste ano.

O vídeo, divulgado pela CNN, mostra pelo menos 15 jovens cobertas com um hijab negro, que falam o seu nome, revelam que foram sequestradas em Chibok e dizem o dia da gravação era 25 de Dezembro.

As 15 jovens foram identificadas por colegas e parentes como integrantes do grupo que foi sequestrado na madrugada do dia 15 de Abril de 2014, quando homens armados do Boko Haram invadiram os dormitórios do instituto e levaram com eles as 276 meninas.

O ministério da Informação avaliou que as jovens “não apareciam stressadas, mas mudaram um pouco sua aparência física”.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2016/4/20/Nigeria-Encontrada-estudante-nigeriana-sequestrada-pelo-Boko-Haram,8bd34dee-c157-47f0-b528-dce618b4b0e7.html