Angola está preocupada com a saída de sua sucata para fora do pais


A ministra da Indústria solicitou ontem uma concertação entre a indústria siderúrgica e os colectores para travar a exportação de sucata e permitir que seja transformada no país.

Encontro entre o Ministério da Indústria e operadores locais
Fotografia: Jaimagens | Edições Novembro

Bernarda Martins exortou os operadores a adoptarem “uma acção que favoreça o mercado angolano”, pois Angola também precisa de sucata para transformar em matéria-prima, algo que pode reduzir o dispêndio e permitir a captação de divisas com a exportação.
O Ministério da Indústria, declarou, já legislou a favor do mercado nacional, ao decidir estabelecer “quota zero” para a exportação de sucata, a fim de manter reservas suficientes para alimentar a indústria.
O encontro, que fez um levantamento da oferta do sector, concluiu que a sucata marítima é a que mais perdura no país, seguida da militar e dos caminhos de ferro, sendo “importante encontrar um equilíbrio para ver se a sucata produzida em Angola serve para alimentar a indústria e a que preço”.
Bernarda Martins anunciou que os ministérios da Indústria, Transportes, Defesa Nacional e Ambiente reúnem-se nos próximos dias para encontrar uma politica mais equilibrada entre a colecta de sucata e os preços a praticar nas aquisições, com base numa comparação entre os custos da oferta nacional e a internacional.
A questão é elevar a indústria transformadora a um patamar em que a sucata garanta postos de trabalho.
O presidente do conselho de administração da companhia siderúrgica ADA reclamou, em declarações ao Jornal de Angola, o lugar da empresa como a primeira sucateira de Angola. Georges Choucair afirmou que a ADA, com capacidade para produzir 500 mil toneladas de aço, precisa de duas mil toneladas de sucata por dia.
A indústria siderúrgica também tem uma elevada vocação exportadora, notou Georges Chocair, que apontou como a maior dificuldade a ausência de um entendimento entre transformadores e colectores de sucata.
Georges Chocair indicou a falta de divisas como outra causa da insatisfação dos empresários, que precisam de exportar o seu material para contribuir para a diversificação da economia.
O facto de ver os angolanos comprarem arcas, tubos e panelas importadas a preços cinco vezes mais altos do que seriam se produzidos no país é “inaceitável”, disse Georges Chocair.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/investimentos/fim_da_exportacao_de_sucata_nacional

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Ministério da Indústria de Angola reduz o tempo de espera para a emissão do alvará

O Ministério da Indústria de Angola apresenta hoje, em Luanda, o novo Sistema de Licenciamento Industrial (SILAI), que vai possibilitar ao investidor solicitar o alvará industrial pela Internet, soube o Jornal de Angola.

Industrial tem dez dias para ter em mãos o novo alvará
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

O novo sistema reduz o tempo de espera para a emissão do alvará, os custos em documentação, as deslocações e as taxas a pagar, informou ontem a instituição governamental, em comunicado assinado pela directora nacional de Cadastro e Licenciamento Industrial, Olga Afonso.
O documento afirma que, com a introdução do novo sistema, qualquer investidor, desde que tenha acesso à Internet e disponha da documentação necessária, pode iniciar o processo de licenciamento sem ter de se deslocar às delegações provinciais ou à Direcção Nacional.
Cumpridos todos os requisitos, o investidor recebe o alvará num prazo de dez dias, explicou Olga Afonso. Revelou que o novo sistema permite uma melhor coordenação entre a Direcção do Ministério e as delegações provinciais, possibilitando que os técnicos analisem a informação recebida do industrial de maneira mais fácil e rápida.
O Sistema de Licenciamento Industrial tem a vantagem de passar a estar em rede e disponível em simultâneo em todos os órgãos afectos ao Ministério da Indústria.
O alvará a ser emitido pelo Sistema de Licenciamento Industrial tem um novo formato e agrega um código de barras, holograma de segurança e marcas de água que minimizam a possibilidade de falsificação.
Em relação às taxas e emolumentos, Olga Afonso lembrou que o Decreto Executivo 348/16, em vigor desde 2016, trouxe alguns benefícios para as micro, médias e pequenas empresas industriais, com valores a pagar para a emissão de alvarás mais reduzidos. O Ministério emite entre 30 e 40 alvarás industriais por mês.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/industria_lanca_hoje_alvara_emitido_com_mais_rapidez

 

A industria de plástico em Angola

ind plastiu.jpgEm entrevista, com o secretário de Estado da Indústria, Kiala Gabriel, considera as iniciativas privadas como o grande impulsionador da produção industrial.Existe uma aposta para a redução significativa das necessidades de importação nos próximos anos.A produção em grande escala cobrirá  as necessidades do mercado angolano que é um dos grandes propósitos do Executivo. A intenção é apoiar as empresas públicas e privadas deste segmento com vista a reduzir a importação. um setor em expansão que pode significar oportunidades de negócios.

Uma das maiores empresas do setor está localizada na Zona Econômica Especial (ZEE), a Induplastic desempenha papel de liderança no mercado dos utensílios de plásticos, emprega cerca de 68 trabalhadores. Hoje  são poucas as casas no país que nãodisponham de pelo menos  um produto dessa empresa.
Com um investimento inicial de três milhões de dólares, a fábrica possui uma capacidade de produzir 130 toneladas por mês, com as nove linhas de produção instaladas. São 50 acessórios diversos para o sector da construção, uso doméstico e indústria química.

Os produtos da Induplastic são maioritariamente consumidos em Luanda e apenas um terço da produção chega às prateleiras dos supermercados das províncias de Benguela, Lunda Norte e Sul, Cuando Cubango e Huambo.

mapa de Angola
O cenário de crise cambial, face à baixa do preço do petróleo, gerou novas oportunidades de contatos de negócios, segundo o director-geral, Alexandre Dias dos Santos, que augura uma subida significativa nas receitas da produção instalada.
Embora o mercado esteja um tanto retraído face ao cenário de crise cambial, as embalagens de plástico são cada vez mais solicitadas. Alexandre Dias dos Santos sustenta a afirmação alegando ser uma das necessidades básicas nas moradias. As linhas de injecção que dão formato às peças de plástico produzem ao minuto. São bacias, baldes de um a cinco litros para uso doméstico e armazenamento de tinta, cestos e autoclismos, polibanho e buchas para o sector da construção.

Exportações

As exportações têm sido realizadas por outras empresas como a AngoRayan que exportou 20 toneladas para a Zâmbia, em Julho do ano passado. A empresa AngoRayan tenciona enviar mobílias e utensílios de uso doméstico em plástico com o rótulo “Fabricado em Angola” também para a República Democrática do Congo (RDC).

Empresas pioneiras na produção de utensílios de plástico

A Imexitrade, vocacionada para a criação de colchões de molas e de produtos plásticos, investiu quatro milhões de dólares para apoiar a cobertura das necessidades deste material no país.
A Fozkudia é também uma das empresas deste segmento, que tem investido um milhão de dólares em produtos plásticos. A mais antiga das fábricas, a Companhia de Plásticos de Angola (Cipal), continua a reerguer-se para melhorar os níveis de produção e a reciclagem de material plástico. Outras empresas como a Glopol Angola, Flotek, Plastek, Plásticos do Kwanza e a Basel contribuem de forma positiva para a expansão e maior produção neste segmento.
A empresa Glopol Angola, fundada em 2008, iniciou a sua produção no segundo semestre de 2010, no fabrico de artigos para a movimentação e transporte de paletes, caixas e contentores para recolha de resíduos sólidos. Localizada no município de Viana, na zona do Porto Seco, fabrica produtos plásticos e tem capacidade para produzir mais de cinco mil paletes por mês.Com este cenário caminha-se para autossuficiência na produção de  artigos de plástico.

 

Oportunidade de negócios para brasileiros em Angola na elaboração de normas técnicas

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por Ivair Augusto Alves dos Santos

Angola é um cenário de oportunidades de trabalho na sua jovem e crescente economia, apesar da crise econômica que vive.Os brasileiros atuam com competência nas áreas da construção civil, mineração e agronegócios.

Agora os brasileiros podem vislumbrar mais um campo de atuação: a melhoria da competitividade da indústria angolana, que tem um parque industrial que abriga cerca de 2000 empresas e contrata cerca de 30.000 pessoas, que representa 4,3 por cento do produto interno bruto. Com um potencial para o crescimento, pois a diretriz do governo é de diversificar economia e diminuir a dependência do petróleo.

A indústria angolana perde competitividade por falta normas técnicas que permitam certificar os seus processos e produtos, tal como de entidades que garantam aos consumidores a fiabilidade prevista no sistema de qualidade e normalização vigente, noticiou sexta-feira a Angop, citando a titular do pelouro.

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“Bernarda Martins declarou, ao fazer o balanço das atividades do Ministério da Indústria, que essas falhas abrem caminho para a introdução, no mercado, de produtos de má qualidade que fazem concorrência desleal aos produzidos de acordo com os padrões internacionais.

A ministra angolana sublinhou a necessidade de apoiar-se a indústria angolana com formação para os empresários e trabalhadores, incentivo ao empreendedorismo, inovação de processos e de produtos através de centros tecnológicos.

“O reflexo da realidade macroeconômica traduziu-se, no caso da indústria transformadora, na contração do mercado interno com impacto nas vendas das empresas, situação agravada pela carência de divisas disponibilizadas às nossas indústrias para a aquisição de matérias-primas, peças e assistência técnica ao exterior.
É assim, disse, que a produção industrial nacional decaiu, depois de um crescimento muito positivo de 2002 a 2014, com um interregno em 2009 em consequência da crise econômica e financeira global.

Com os programas dirigidos criados, tem sido possível racionalizar a disponibilização de divisas para a indústria nacional e minimizar os efeitos negativos nos níveis de produção, afirmou a ministra ao apontar as formas como o Executivo e o Banco Nacional de Angola tentam minimizar os efeitos da falta de cambiais.

Bernarda Martins referiu-se também à necessidade de os industriais prosseguirem os esforços para utilizarem, cada vez mais, matérias-primas e material nacionais, reduzindo a pressão sobre as necessidades de importação, ao mesmo tempo que devem adotar uma atitude ativa nos mercados nacionais e internacional, investindo em marketing e ação comercial.

O setor da indústria transformadora, em franco crescimento desde 2002, conta com duas mil empresas ativas, emprega 30 mil trabalhadores, representa 4,3 por cento do produto interno bruto e, entre 2009 e 2013, licenciou negócios avaliados em 1,3 bilhões de dólares (cerca de 218 mil milhões de kwanzas), indicam dados fornecidos em Dezembro pela ministra da Indústria.”(jornal de Angola, 8/01/2017)

Com estas informações do Ministério da Indústria é um quadro se pensar no investimento em diferentes setores da indústria angolana , mas em especial na elaboração de normas técnicas .