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Brasil transfere tecnologia na criação de Bancos de Leite junto aos países da CPLP

 

bancos de leitePara incentivar a cooperação entre os países de língua portuguesa e a conciliação política em diversos setores, incluindo a saúde, o Brasil sedia, nesta quinta-feira dia 26, a IV Reunião de Ministros da Saúde da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Brasília (DF).banco-leite

Durante o evento foi assinado um termo de cooperação entre os países membros para incentivar a criação de uma Rede de Bancos de Leite Humano. O Brasil será responsável pela transferência da tecnologia para Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. O Brasil já possui uma cooperação com quatros países da CPLP, que já adotam o modelo brasileiro de Banco de Leite: Angola, Cabo Verde, Moçambique e Portugal. A partir de agora todos os países da CPLP poderão atuar de forma integrada na criação de um banco de leite que atenda às necessidades da população.

Para o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a medida visa uma troca de experiências entre os países a fim de avançar na assistência ofertada à população. “Queremos multiplicar os bancos de leites em todos os países da CPLP. Precisamos garantir que nosso modelo seja adotado por outros serviços e é através da expansão da nossa tecnologia de coleta, armazenamento e distribuição que poderemos contribuir para essa ação. A criação da Rede de Bancos de Leite Humano e do grupo de trabalho em Telemedicina e Telessaúde, por exemplo, poderão impactar em aspectos como a redução da mortalidade infantil e a simplificação do acesso aos serviços de saúde”, reforçou o ministro Ricardo Barros.

O Brasil é referência e possui a maior e mais complexa rede de banco de leite humano do mundo. O país possui 221 bancos de leite, em todos os estados e Distrito Federal, com 190 postos de coleta, além da coleta domiciliar. O modelo brasileiro é focado na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno exclusivo até os seis meses, e a continuidade da amamentação por pelo menos dois anos. Em 2001, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano como uma das ações que mais contribuíram para redução da mortalidade infantil no mundo, na década de 1990. De 1990 a 2012, a taxa de mortalidade infantil no Brasil teve redução de 70,5%.

Além da criação de um Banco de Leite, os membros da CPLP aprovaram a criação de um grupo de trabalho para implementação do Telessaúde. Outras oito resoluções foram discutidas com base no tema “CPLP e Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”. Os participantes dos países membros visam a criação de uma agenda estratégica para garantir uma troca de experiências exitosas na área da saúde. Em 2016, o Brasil assumiu a presidência da CPLP, por um período de dois anos.

TECNOLOGIA ALIADA À SAÚDE – Outro tema debatido foi a criação de um Grupo de Trabalho (GT) permanente da CPLP em Telemedicina e Telessaúde. O GT contará com pontos focais de todos os países, que trabalharão para que o programa seja adotado e fortalecido como política de saúde nacional, bem como a promoção do intercâmbio de informações. Com isso, os países poderão compartilhar suas experiências, visando estabelecer a Telemedicina/Telessaúde como um instrumento para cobertura e acesso universal aos serviços de saúde, aproximando as populações aos cuidados de saúde, incluindo a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e a reabilitação.

O Telessaúde traz diversos benefícios, como a diminuição de riscos, agravos e custos com deslocamentos e remoções de pacientes, valorização e qualificação dos profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), estímulo à fixação de profissionais em áreas remotas ou de difícil acesso, melhoria da resolubilidade nos serviços de atenção à saúde, e inclusão social e digital. Em 2017, foram realizados mais de 600 mil teleconsultorias e mais de quatro milhões de telediagnósticos.

O programa tem atuado no Programa Mais Médicos onde, de 2013 a 2017, foram realizadas mais de 52 mil teleconsultorias e 80 mil telediagnósticos. O Telessaúde é uma potente ferramenta para o fortalecimento da Atenção Primária em Saúde como coordenadora da Rede de Atenção à Saúde, elevando a resolutividade do atendimento e ampliando as ofertas de Educação Permanente em Saúde, permitindo a qualificação adequada dos profissionais.

PAUTAS EM DISCUSSÃO – Outros temas também foram abordados como avanços e desafios para a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o novo ePORTUGUÊSe uma plataforma de apoio ao desenvolvimento de recursos humanos na área da saúde dos países de língua portuguesa, fortalecendo a colaboração na área da informação e capacitação.

A cooperação técnica do Brasil no setor de saúde com os países de língua portuguesa tem ganhado destaque nos últimos anos, contando com 18 projetos em andamento em áreas como o combate ao HIV/AIDS, vigilância epidemiológica, formação de recursos humanos e saúde materno-infantil. Entre as principais iniciativas estão a implementação de Laboratório de Tuberculose em São Tomé e Príncipe. o Fortalecimento do Combate ao HIV/Aids em Guiné-Bissau, o apoio à redução da taxa de morbimortalidade por doença falciforme em Angola e o apoio ao desenvolvimento da Política Nacional de Saúde Oral de Moçambique.

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Médicos moçambicanos são treinados no Brasil no tratamento do cancer

 (photo: )

“Quando eu cheguei, percebi que as minhas mãos eram rudes, que eu não tinha delicadeza para fazer uma sutura. Tinha medo de operar, ficava só apoiando os colegas”, diz o médico Celso Adriano. Otorrinolaringologista moçambicano, ele está há quatro meses no Brasil, atuando como fellow no Departamento de Cabeça e Pescoço do AC Camargo Câncer Center, em São Paulo.

 

 

Por: Ruth Helena Bellinghini

Site: português.medscape.com

 

“Passo cerca de 12 horas no hospital, chego em casa, e estudo e treino mais três horas com frangos”, conta o médico, que deixou em Maputo a esposa (também médica) e os dois filhos para estudar por dois anos no Brasil. Dr. Adriano e mais dois ginecologistas estão no país como resultado de um apelo emocionado feito pela ex-primeira-dama de Moçambique, Maria da Luz Guebuza, três anos atrás em Seul, Coréia do Sul, durante a conferência Global Academic Programs, que reúne anualmente o MD Anderson Cancer Center e suas instituições-irmãs. Moçambique não tem como tratar o câncer

A antiga colônia portuguesa tem 25,2 milhões de habitantes, uma taxa de pobreza de 54,7%, com uma expectativa de vida de 51,8 anos. Independente desde 1975, Moçambique enfrentou uma guerra civil de 1977 a 1992 e, em seguida a aids, que hoje atinge 11% da população. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças transmissíveis, a mortalidade materna e os acidentes respondem por 66% das mortes no país, seguidas pelos acidentes (11%), as doenças cardiovasculares (7%) e pelo câncer (4%). Pode parecer pouco, mas são as condições precárias de diagnóstico e atendimento dos casos oncológicos que motivaram o apelo da ex-primeira-dama.

O MD Anderson encarregou três instituições-irmãs brasileiras – AC Camargo Cancer Center, Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital do Câncer de Barretos – de adaptar e implementar o programa Extension of Communits Healthcare Outcomes (ECHO) para o telementoring dos médicos moçambicanos.

Esse tipo de programa foi idealizado pelo Dr. Sanjay Arora, da Universidade do Novo México, para conter os altos índices de mortalidade de hepatite C no estado americano, por meio de cursos e orientação on-line. Mas não demorou muito para os médicos brasileiros perceberem que cursos à distância não eram suficientes diante das carências de Moçambique.

Guerra afastou corpo médico

“Eles têm um sistema de saúde até que bem estruturado lá, com atendimento primário, secundário e terciário, mas faltam a logística e os recursos humanos”, disse o Dr. José Humberto Fregnani, cirurgião oncológico e diretor de Ensino e Pesquisa do Hospital do Câncer de Barretos.

Com a guerra civil, os médicos portugueses deixaram o país e a oncologia de Moçambique parou no tempo e no espaço, com a prioridade da saúde voltada para as doenças infecciosas. Praticamente 100% dos casos – a maioria de câncer de colo do útero e mama – são diagnosticados em estágio avançado, e operados por ginecologistas especializados em partos. No país, não há mamógrafos, e não há testes de Papanicolau – usa-se vinagre, que deixa as lesões pré-cancerosas esbranquiçadas, um técnica recomendada para países pobres. As mastectomias são radicais e sem reconstrução e os quimioterápicos são escassos, da mesma forma que a morfina.

“Em Moçambique não existem opções curativas para o câncer, apenas paliativas. Usam-se técnicas que abandonamos há 30 anos”, disse o Dr. Donato Callefaro Filho, oncologista clínico do Einstein.  Não há um único aparelho de radioterapia em Moçambique. Não bastasse isso, a profissão de curandeiro não apenas é reconhecida no país, como tem assento e voz ativa no Ministério da Saúde moçambicano.

“Fizemos algumas missões em Moçambique para entender melhor as dificuldades do país”, explica o Dr. Fregnani, que coordena o grupo brasileiro.

“As dificuldades são muitas, inclusive porque a ‘velha guarda’ reluta em aceitar as novas técnicas e sistemas de trabalho. Por isso nos voltamos para os médicos jovens, dispostos não só a aprender, mas capazes de disseminar uma nova estrutura de abordagem no que se refere ao câncer.”

As mudanças são rápidas

Outro desafio foi enfrentar uma certa desconfiança dos profissionais africanos, acostumados a ver missões internacionais de ajuda pontuais, que realizam uma ação e nunca mais retornam ao país. O grupo está elaborando, ao lado do Ministério da Saúde de Moçambique, um Plano Nacional de Controle do Câncer, para que possa também se capacitar a receber ajuda internacional em termos financeiros e logísticos. O ideal, segundo ele, seria que especialistas conduzissem programas de formação, inclusive de pessoal de enfermagem e fisioterapia, por dois ou três anos lá, mas isso é inviável por conta da falta de equipamentos. A alternativa, por enquanto são as missões de ensino do grupo para Moçambique e intercâmbios, como o que estão fazendo dois ginecologistas, que estão passando um mês em cada hospital brasileiro.

“É incrível a mudança que a gente percebe nesses médicos em tão pouco tempo”, afirmou a Dra. Danielle Ramos Martins, mastologista do Einstein que acompanha os dois médicos nas aulas teóricas no hospital e no atendimento a pacientes no Hospital Municipal da Vila Santa Catarina, gerenciado pelo Einstein e escolhido por ser do SUS e ter condições de atendimento semelhantes às de Moçambique.

“A experiência foi frustrante no começo, porque os cirurgiões mais velhos não foram receptivos, mas ver esse pessoal com vontade de mudar é muito gratificante”, diz a mastologista, que ano passado virou notícia nos jornais de Maputo ao realizar pela primeira vez no país uma análise de linfonodo sentinela.

Por enquanto, não há um aporte regular de recursos para financiamento das missões e para a vinda dos médicos de Moçambique para o Brasil. O MD Anderson tem custeado passagens e estadia dos brasileiros em Maputo.

“Na última missão, houve menos dinheiro, mas agora o grupo está tão unido que nem isso foi problema e dividimos os quartos”, contou a Dra. Mila Salcedo, chefe do Serviço de Ginecologia da Santa Casa de Porto Alegre e professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, que se juntou ao grupo por causa de sua colaboração com o MD Anderson. Especialista em Loop Electrosurgical Excision Procedure (LEEP), a Dra. Mila esteve duas vezes em Maputo, e na mais recente ensinou a técnica, que remove pequenas lesões pré-cancerosas do colo do útero, para uma turma de 40 alunos.

“Entrei num açougue e comprei quatro línguas de boi, que têm a mesma textura do colo do útero, para que todos pudessem treinar diversas vezes”, disse a médica, que já tirou do próprio bolso dinheiro para passagem e estadia.

“Damos muito pouco e recebemos muito. E a acolhida é cada vez melhor, porque os moçambicanos sabem que não estamos numa missão pontual, mas em um projeto com continuidade.”

Custos pagos pelo Amigo H

O Einstein, por meio do programa Amigo H, que arrecada recursos para oncologia clínica e hematologia, custeou a estadia dos ginecologistas em São Paulo e o AC Camargo providenciou uma bolsa de estudos para manter o Dr. Celso Adriano no país.

“Damos muito pouco e recebemos muito. E a acolhida é cada vez melhor, porque os moçambicanos sabem que não estamos numa missão pontual, mas em um projeto com continuidade.”

O médico brasileiro Thiago Chulan (esquerda) e seu colega moçambicano Celso Adriano, em foto tirado no Hospital A. C. Camargo.

“Houve um acordo também para que o Hospital Central de Maputo, onde ele trabalha, mantenha o pagamento dele, para que a família dele não passe por dificuldades”, contou o Dr. Thiago Chulan, médico do Departamento de Cabeça e Pescoço do AC Camargo, que atua como mentor do Dr. Celso no hospital. “No começo ele teve dificuldades para se adaptar aos padrões do hospital, mas ele tem motivação e capacidade, inclusive para disseminar o conhecimento adquirido para os colegas de Moçambique”, elogiou.

O AC Camargo tem planos para formar três especialistas moçambicanos em cabeça e pescoço nos próximos 10 anos.

“Ele chegou com mão de otorrino, mas está ganhando mãos de cabeça e pescoço, com habilidade mais refinada.”

Apesar de serem três instituições-irmãs do MD Anderson, esta é a primeira vez que AC Camargo, Einstein e Barretos atuam num projeto conjunto. Além disso, a experiência tem dado algumas ideias aos participantes.

“Se conseguimos fazer discussão de casos, cursos à distância e missões do outro lado do oceano, podemos usar o mesmo sistema amanhã ou depois para outros países de língua portuguesa na mesma situação. E, claro, usar essa experiência aqui mesmo, para treinar e aperfeiçoar os profissionais de áreas como o Norte e o Nordeste, que carecem de especialistas em oncologia”, afirma o Dr. Fregnan

 

 

https://www.brasil247.com/pt/saude247/saude247/308996/Tratamento-do-c%C3%A2ncer-Hospitais-brasileiros-treinam-m%C3%A9dicos-mo%C3%A7ambicanos.htm

Angola é, dos nove Estados lusófonos, o país com menor acesso a água potável

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Angola é, dos nove Estados lusófonos, o país com menor acesso a água potável ‘per capita’, em que apenas 44% da população a obtém facilmente, com Portugal (100%) e Brasil (97%) no polo oposto, indicou hoje a ONU.

Num relatório do Programa Conjunto de Monitorização das Nações Unidas, elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), são analisadas as situações, até 2016, da água potável, saneamento e higiene em mais de 200 países e territórios.agua potavel

O documento faz a comparação entre a evolução registada em cada um dos nove países lusófonos – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste – entre 2000 e 2015, tendo também em conta o respetivo aumento da população.

No quadro deste período, é referido também o aumento da população nas zonas urbanas, o acesso a água que dista mais de 30 minutos do local de residência, água não melhorada e água proveniente da superfície, como rios e lagos, entre outras fontes.

No acesso a água potável canalizada, Cabo Verde surge em terceiro lugar entre os lusófonos (subiu de 78% em 2000 para 86% em 2015), à frente de São Tomé e Príncipe (de 67% para 80% no mesmo período), Timor-Leste (não havia dados disponíveis em 2000, mas em 2015 tinha 70%), Guiné-Bissau (de 53% para 69%) e Moçambique (de 22% para 47%).ap

No mesmo período, Angola subiu de 38% para 41%, enquanto o Brasil passou dos 94% para 97% e Portugal de 99% para 100%.

O relatório sublinha que os dados são suscetíveis de alguma “relatividade”, tendo em conta o tamanho dos países, o total da população e o grau de desenvolvimento de casa um deles.

À exceção de Portugal (com 0% já em 2000) e Brasil (que baixou de 1% em 2000 para 0% em 2015), todos os restantes países lusófonos, em maior ou menor escala, ainda têm bolsas da população que só conseguem obter água a mais de 30 minutos do local de residência.

Angola, com 16% da população nessas circunstâncias ao longo do mesmo período, e Guiné Equatorial, que também continua com 2%, são os dois Estados lusófonos que mantiveram os números estatísticos entre 2000 e 2015.

Diferentes dados estatísticos, mas para pior, foram, no mesmo período, registados em São Tomé e Príncipe (de 13% para 15% da população), Moçambique (subiu de 5% para 14% da população) e na Guiné-Bissau (de 4% para 5%).

Cabo Verde desceu, em 15 anos, de 11% para 10% da população nessas circunstâncias, enquanto Timor-Leste, de que não existem dados de 2000, conta com 6% do total dos habitantes com a necessidade de ir buscar água a mais de 30 minutos dos locais de residência.

O estudo dá ainda conta da relação entre os dados estatísticos e a evolução da população urbana no mesmo período (2000 a 2015) nos nove Estados lusófonos, sempre em crescendo, com o Brasil a “liderar” esta tabela, com os habitantes citadinos a subirem, em 15 anos, de 81% para 86%.

Cabo Verde é o segundo país lusófono com maior crescimento da população urbana (aumentou, no mesmo período, de 53% para 66%), seguido por São Tomé e Príncipe (de 53% para 65%), Portugal (de 56% para 63%), Guiné-Bissau (de 37% para 49%), Angola (de 32% para 44%), Guiné Equatorial (de 39% para 40%), Timor-Leste (de 24% para 33%) e Moçambique (de 29% para 32%).

 

http://www.dn.pt/lusa/interior/angola-com-o-menor-acesso-a-agua-potavel-entre-os-paises-lusofonos—-relatorio-unicef-e-oms-8632259.html

Medicamento genérico avançado introduzido no combate ao HIV em África

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Trata-se do Dolutegravir (DTG), um medicamento disponível no mercado há alguns anos, e largamente utilizado nos países desenvolvidos. Matiru sublinhou que até muito recentemente, o seu preço continuava muito alto para ser vendido no quadro de programas de luta ao VIH, à grande escala nos países africanos.

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Um genérico barato e mais avançado contra o vírus do VIH foi introduzido pela primeira vez em África, principalmente no Quénia, país que tem 25 milhões de infectados, segundo um Robert Matiru, funcionário da Unitaid. Informou que uma caixa de 30 pílulas de DTG, para um mês de tratamento custa entre 25 e 50 dólares, enquanto a versão genérica para o mesmo período é comercializado a quatro dólares.

 

Para Matiru, o alto preço que custava o DTG inibiu as pessoas a comprá-lo em África. Disse que há alguns dias, o Quénia iniciou o enviou do DTG, em todo o território nacional, devendo, no primeiro momento, ser administrado a 27 mil pacientes que não suportam os efeitos secundários da Efavirenz, actual medicação contra a Aids, mais utilizada no país.

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Frisou que autoridades quenianas prevêem aumentar o emprego do DTG paulatinamente, porque o fármaco possui duas vantagens, por ser muito bom do ponto de vista puramente farmacêutico, e o seu preço vantajoso, que tem como objectivo diminuir os custos dos medicamentos que curam as doenças como a Aids e a tuberculose.

Até ao fim de 2017, programas similares serão lançados, na Nigéria e no Uganda. A Unitaid, que financiou a compra dos primeiros lotos do DTG, para o Quénia, diz tratar-se do melhor medicamento para o tratamento chamado anti-retroviral actualmente no mercado, que permite reduzir a carga viral presente no organismo. Robert Matiru disse, por outro lado, que o novo anti-retrovial é mais simples de utilizar, do que outros tratamentos, e provoca menos efeitos secundários, tendo ainda como vantagem a de impedir que o vírus desenvolva uma resistência.

Sublinha que o O DTG foi desenvolvido e comercializado pela companhia ViiV Healthcare, especializada no tratamento contra a Aids, e detida, maioritariamente, pelo grupo britânico GSK. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicados em 2015, indicam que pelo menos 37 milhões de pessoas vivem com a Aids, no Mundo, 70% das quais em África.

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Fonte:http://tpa.sapo.ao/noticias/internacional/introduzido-generico-mais-avancado-no-combate-ao-vih-em-africa

Suspensão de importações de aves da África do Sul

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Quatro países vizinhos suspenderam as importações de aves da África do Sul, após um surto de um vírus altamente contagioso de gripe aviária.

Nesta terça-feira (276), a Namíbia foi o último dos países da região a banir os frangos – vivos, ou crus – da África do Sul. Na última semana, um surto de gripe do tipo H5N8 se espalhou por duas fazendas de aves do país.

Windhoek seguiu a tendência de Botswana, Zimbábue e Moçambique. A Zâmbia já havia parado de importar certos produtos aviários da África do Sul antes dessa crise.

 
Em um pronunciamento, o veterinário-chefe oficial da Namíbia, Adrianatus Maseke, confirmou a “suspensão da importação e do transporte de aves vivas, produtos aviários e ostras da África do Sul”.
As autoridades namibianas também suspenderam as importações da Bélgica, que relatou um surto de gripe aviária em fevereiro.

Para conter o surto, a África do Sul está abatendo milhares de aves e aplicou uma proibição nacional da venda de galinhas vivas. A cepa H5N8 se espalha rapidamente pelas fazendas atingidas.
Especialistas sul-africanos apontam que o vírus chegou à região após a migração de aves da Europa. Desde outubro passado, a gripe foi detectada em 15 países europeus, incluindo Reino Unido, França e Alemanha.

http://www.jornalfloripa.com.br/multimidia/site/?p=noticias_ver&id=74158

Quantos hipertensos existem em Angola?

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O estudo sobre a prevalência da Hipertensão “May Measurement Month”, abrange 100 países, entre eles está  Angola que realizou medições nas províncias de Luanda, Benguela, Huíla e Cabinda, e pretende atingir na primeira quinzena deste mês 10 mil medições.

Segundo o coordenador, o estudo visa saber como está a tensão arterial e qual a prevalência da hipertensão em vários países do mundo.

“Nós queremos uma meta bastante ambiciosa, até aos dois anos subsequentes de recolha de dados, poder atingir um universo de mais de 100.000 angolanos incluídos no estudo. Até ao dia 15 nós queremos estar próximos das 10.000 medições”, disse Mário Fernandes à rádio pública angolana.

O responsável acrescentou que a pesquisa irá permitir que as autoridades sanitárias angolanas tenham uma ideia concreta de quantos hipertensos existem em Angola, qual a sua percentagem na população global e sobretudo qual o perfil do doente hipertenso no país, bem como as faixas etárias em que a doença é mais prevalente.

“São dados que nós estamos há muitos anos à procura”, frisou o médico cardiologista.

http://lifestyle.sapo.ao/saude/saude-e-medicina/artigos/angola-responde-a-estudo-internacional-com-medicao-arterial-a-mais-de-9-000-pessoas

Etíope é candidato a diretor da OMS com apoio da África

Tedros Adhanom Ghebreyesus,

Fotografia: Contreiras Pipa | Edições Novembro

O ministro Luís Gomes Sambo presidiu em Genebra, Suíça, no sábado, à reunião dos ministros da Saúde de África, na qualidade de coordenador do Grupo Africano para as questões do sector.

A reunião  teve como objectivo reiterar o apoio dos ministros da Saúde de África à candidatura de Tedros Adhanom Ghebreyesus, da Etiópia, ao cargo de director geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O encontro contou com a participação de Moussa Faki Mahamat, presidente da Comissão da União Africana. Luís Gomes Sambo está desde sexta-feira em Genebra para participar na 70.ª Assembleia Mundial da Saúde, a decorrer no Palácio da Nações, de 22  a 31 de Maio.
A eleição do novo director-geral da OMS, que vai substituir Margaret Chan, é um dos pontos principais da  Assembleia da Organização Mundial da Saúde. A eleição acontece amanhã. Concorrem ao cargo Tedros Adhanom Ghebreyesus, da Etiópia e candidato apoiado pela União Africana, David Nabarro, do Reino Unido, e Sania Nishtar, do Paquistão.
Durante a  Assembleia Mundial da Saúde são abordados temas relacionados com a prontidão, vigilância e resposta às epidemias, promoção da saúde, doenças transmissíveis, sistemas de saúde, financiamento e programa de orçamento para 2017-2018  e o  orçamento- programa para o período 2018-2019. Os temas “Investindo nas ferramentas inovadoras na saúde para combater a resistência anti-microbiana”, “Resposta da OMS em situações de emergências graves e de larga escala”, “Aceleração do desenvolvimento dos cuidados de saúde  através de financiamentos e parcerias sustentáveis” vão ser debatidos. O impacto das recomendações do Painel de Alto Nível do Secretário-geral das Nações Unidas relativo ao acesso aos medicamentos no contexto da Agenda de Desenvolvimento Sustentável 2030 é outro assunto agendado para o encontro.
A delegação angolana integra o embaixador Apolinário Correia, representante permanente de Angola junto dos Escritórios das Nações Unidas em Genebra, e técnicos seniores do Ministério da Saúde e da missão diplomática naquele país europeu.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/candidato__da_etiopia_tem_o_apoio__de_africa

Metade de Angola e Moçambique vive sem água potável

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Problema afeta mais de 10% da população mundial, que causa a morte a 4500 crianças por dia. África é o continente mais afetado, segundo relatório do Conselho Mundial da Água

Luanda (Reuters)
Luanda (Reuters)

Metade das pessoas em Angola, Moçambique ou Guiné Equatorial, nações da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, não têm acesso a água potável, um problema que afeta mais de 10% da população mundial e está na base de 3,5 milhões de mortes anuais.

O Conselho Mundial da Água – WWC, na sigla em inglês – que junta mais de 300 entidades de 50 países, refere haver mais de 923 milhões de pessoas sem acesso a água potável.

O problema afeta 319 milhões de pessoas na África subsaariana (32% da população da região), 554 milhões na Ásia (12,5%) e 50 milhões na América do Sul (8%), uma situação responsável pela morte de 4.500 crianças por dia.

Entre estas regiões, a Papua Nova Guiné tem a menor disponibilidade, com apenas 40% da população a ter acesso a água potável”, seguindo-se “a Guiné Equatorial com 48%, Angola com 49%, Chade e Moçambique com 51%, a República Democrática do Congo e Madagáscar com 52% e Afeganistão com 55%”, refere um comunicado divulgado pelo WWC.

Água com impacto económico

Aproveitando o Dia Mundial da Água, que se assinala na quarta-feira, o WWC alertou todos os governos para a urgência de resolver este problema e realçou que “o custo total da insegurança da água para a economia global é avaliado em 500 mil milhões de dólares”, cerca de 465 mil milhões de euros.

Mas, se for incluido o impacto ambiental, esse valor pode aumentar para 1% do produto interno bruto (PIB) global.

Além do custo económico, a falta de água potável está relacionada doenças que causam 3,5 milhões de mortes por ano, mais do que aquelas causadas por acidentes de viação e pela SIDA, em conjunto, segundo as contas da organização.

Pode também contribuir para a fome, guerras e migrações “irregulares e descontroladas”, havendo uma “absoluta necessidade” de aumentar a segurança da água para ultrapassar os desafios colocados pelas alterações climáticas e pelas efeitos da atividade humana.

A organização reafirma que o acesso das pessoas ao saneamento e a água potável “são prioridades fundamentais para os governos locais e regionais”, a fim de alcançar um dos objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, o que só pode ser alcançado “com um bom governo local, gestão sustentável dos recursos naturais e urbanização eficaz”.

Assim, a WWC “encoraja os governos e os cidadãos a aumentar a segurança hídrica nos seus países, assim como prestar auxílio às nações com maiores dificuldades, nomeadamente na África subsaariana e Ásia”.

Morre uma em cada cinco crianças

Um dos objetivos da ONU é de que todas as pessoas tenham acesso a água potável e saneamento até 2030.

Nas contas do WWC, é necessário um investimento anual de cerca de 650 mil milhões de dólares (cerca de 604 mil milhões de euros), até 2030, para garantir a concretização das infraestruturas necessárias para alcançar a segurança universal da água.

O Dia Mundial da Água deste ano é dedicado ao desperdício deste recurso e o presidente do WWC, Benedito Braga, citado no comunicado, resume a situação dizendo que “cerca de 90% das águas residuais do mundo são despejadas no ambiente sem tratamento, mais de 923 milhões de pessoas no mundo não tem acesso a água potável e 2,4 mil milhões de pessoas não têm saneamento adequado”.

Todos os anos uma em cada cinco crianças com idade inferior a cinco anos morre prematuramente devido a doenças relacionadas com a água e quase 40% da população mundial já enfrenta problemas de escassez de água e pode aumentar para 66% em 2025″ a que acresce cerca de 700 milhões de pessoas a viver em áreas urbanas sem instalações sanitárias seguras, acrescentou.

O Conselho Mundial da Água está a organizar o 8.º Fórum Mundial da Água, que vai realizar-se em março de 2018, em Brasília, capital brasileira, e terá cerca de 30 mil participantes.

 

Fonte http://www.tvi24.iol.pt/internacional/africa/metade-de-angola-e-mocambique-vive-sem-agua-potavel

Angola cria comissão para combater a cólera

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Uma comissão, criada pelo Presidente da República de Angola, para tomar medidas preventivas destinadas a combater o surto de cólera.
Coordenada pelo ministro da Saúde, Luís Gomes Sambo, e integrada pelos ministros das Finanças, Energia e Águas, Ambiente, Interior, Educação, Família e Promoção da Mulher, Comunicação Social e pelo secretário para os Assuntos Sociais do Presidente da República, a Comissão tem tudo para fazer um bom trabalho. A sua composição traduz a importância que o Executivo confere ao problema que, quanto a nós, deve ser resolvido urgentemente, com base no Plano de Resposta para o Controle da Epidemia de Cólera.

 

São Tomé e Príncipe pede ajuda à OMS para doença misteriosa

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Infeção de origem desconhecida afeta quase 2.000 pessoas. Ataca os membros inferiores e a esmagadora maioria das vítimas são homens. Portugal tentou, sem sucesso, ajudar. Autoridades pediram ajuda à Organização Mundial de Saúde

Ciência [Reuters]
Ciência [Reuters]

Uma doença de origem ainda desconhecida está a afetar São Tomé e Príncipe, tendo as autoridades sanitárias diagnosticado já 1.994 casos e quatro óbitos “associados à doença”, indicou fonte hospitalar.

Os primeiros casos desta infeção foram diagnosticados nos últimos 10 meses.

A infeção ataca os membros inferiores e a esmagadora maioria das vítimas são homens.

“Coceiras, inchaço das pernas, pele avermelhada que depois se constitui em bolhas, dores intensas de membros inferiores, são os principais sintomas da doença, que deixa depois uma espécie de queimadura na pele e com corrimentos”, explicou a diretora dos cuidados primários de saúde, Maria Tomé Palmer, citada pela agência Lusa.

Há cerca de dois meses, o ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe pediu a ajuda das autoridades sanitárias portuguesas para tentar identificar a doença e encontrar uma cura, mas a resposta “revelou-se incapaz” de combater a doença, tendo as autoridades pedido já ajuda à Organização Mundial da Saúde (OMS), que enviou um especialista.

http://www.tvi24.iol.pt/internacional/31-01-2017/sao-tome-e-principe-pede-ajuda-a-oms-para-doenca-misteriosa