80% da força de trabalho em Moçambique está no setor informal

dinheiroEO BANCO Mundial considera que a fraca capacidade das empresas moçambicanas em exportar a sua produção constitui um dos principais desafios para a economia nacional.

Segundo Carolin Geginat, do Banco Mundial, citando uma pesquisa sobre empresas moçambicanas do sector manufactureiro, apenas três por cento delas é que são exportadoras.

“A diversificação dos produtos exportadores é limitada. Em 2011, Moçambique

obteve 0,73 no índice de diversificação de exportação. Esse valor significa que o país está longe da média mundial em termos de diversificação de exportações”, disse.

Falando esta semana, duranteuma conferência do Standard Bank, Carolin Geginat disse que num total de 128 economias Moçambique ocupa o 84º lugar no Índice Global de Inovação 2016 e 100º, no referente ao Uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e Criação de Modelos de Negócio.

Fazendo uma reflexão sobre o sector privado em Moçambique, Carolin Geginat aludiu ao facto do relatório denominado “Regional Economic Outlook”, divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em Abril último, referir que cerca de 40 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique, entre 2010 e 2014, ter sido produzido pelo sector informal.

“Entre 70 e 80 por cento da força de trabalho no país está no sector informal que, infelizmente, tendem a ser menos produtivos por falta de acesso ao financiamento formal e de mão-de-obra especializada”, frisou.

Na sua apresentação, a fonte falou sobre o sector privado formal, destacando que em 2015 três quartos das empresas formalmente registadas em Moçambique eram micro (com menos de 5 funcionários).

“No seu conjunto, essas empresas geraram apenas 16 por cento das receitas totais e 13 por cento do emprego total na forma formal.

Debruçando-se sobre ainda sobre a economia, Carolin Geginat notou que 70 por cento das receitas, emprego e valor agregado são criados apenas 7 por cento de todas as empresas (principalmente as maiores e que operam no sector da indústria extractiva).

Para inverter o cenário, a fonte explicou ser necessário investir em infra-estruturas e habilidades; criar as condições para um maior acesso ao financiamento; investir na redução da burocracia, entre outros.

Sobre a necessidade de se apostar no desenvolvimento de infra-estruturas e habilidades, a fonte afirmou justificar-se pelo facto de Moçambique registar, actualmente, uma pontuação baixa na provisão de infra-estrutura, educação, inovação e sofisticação empresarial, segundo o Índice de Competitividade Global do Fórum Económico Mundial.

“Em 2014, apenas 21 por cento da população tinha acesso à electricidade. A acessibilidade do transporte rural está atrasada, mesmo para os padrões africanos. A cobertura de irrigação é baixa, uma vez que em todo o país existem cerca de 180 mil hectares equipados com infra-estruturas de irrigação, sendo que apenas metade deles é que está sendo realmente utilizada. Apesar dos recursos crescentes para o sector de educação e haver um aumento das taxas de matrícula, a qualidade da educação continua sendo uma preocupação”, disse.

Quanto ao acesso ao financiamento, Carolin Geginat disse que os bancos são relutantes em conceder empréstimos devido à falta de informação que permita distinguir os bons dos maus pagadores.

“As poucas empresas que podem obter financiamento enfrentam custos elevados e as taxas de juro pelos empréstimos bancários actualmente andam na faixa dos 29 por cento”, frisou.

País mantém firmeza para restaurar estabilidade

O economista chefe do Standard Bank, Fáusio Mussá, disse que o país continua a registar passos firmes para ultrapassar um conjunto de desafios no sentido de restaurar a estabilidade macroeconómica, salientando, contudo, que o progresso continua lento e os riscos permanecem elevados.

Este cenário, segundo Mussá, que falava na conferência do Standard Bank, deve-se ao facto de grande parte das perspectivas de retoma da economia e dos pressupostos de sustentabilidade estar focada nos projectos do LNG-Gás Natural Liquefeito, o que acarreta riscos em caso de atrasos adicionais no arranque desses megaprojectos e poderá comprometer a sustentabilidade da retoma da economia.

“A nossa análise indica que o país continua a dar passos firmes para a recuperação da economia. Mas a manutenção da estabilidade macroeconômica requer uma aceleração das reformas estruturais, nomeadamente no sistema judicial, negócios, sector bancário e financeiro, fiscal e nas empresas públicas”, referiu.

A fonte acrescentou notar que o PIB está a crescer, no entanto este crescimento ainda não está necessariamente a traduzir uma ampla retoma da actividade.

Em parte reflecte um melhor desempenho no sector primário, onde a agricultura beneficia de uma melhoria nas condições climatéricas e do ambiente de estabilidade criado pela trégua em vigor desde finais de 2016.”

De acordo com o economista, reflecte, também, “o crescimento do sector exportador, particularmente o mineiro, incluindo algumas empresas que têm conseguido manter um nível considerável de negócios, investindo capitais próprios, uma vez que a política monetária se mantém restritiva, o que implica taxas de juro para o crédito à economia em torno dos 30 por cento”.

“Com uma apreciação acumulada do metical de 15,1 por cento, nos primeiros seis meses de 2017, perspectiva-se alguma estabilidade do câmbio do metical face ao dólar no segundo semestre em torno dos actuais níveis de 60,5 meticais por dólar, o que representa uma melhoria substancial em relação aos 71 dólares/metical do final de 2016. Embora haja ainda potencial para apreciação adicional do metical, notamos que o Banco Central tem estado a intervir no mercado cambial para limitar os ganhos do metical face ao dólar e proteger as reservas internacionais, o que indica que podemos entrar num período de estabilidade relativa nos níveis actuais”, frisou.

Se a economia do país registar o nível do progresso que se espera para 2018, pode ser difícil para o Banco Central continuar a intervir no sentido de manter o metical acima dos 60, em relação ao dólar: “Podemos ter o metical em torno dos 50 no final de 2018, o que sustenta a nossa convicção de que, no próximo ano, teremos a inflacção a um dígito”, projectou o economista.

Na sua opinião, estes indicadores de conjuntura, seja a aceleração do crescimento do PIB, seja de perspectivas de redução da inflação ou de estabilidade da moeda, indicam que provavelmente o país já passou o pior desta crise, mas os riscos permanecem elevados, sobretudo os relacionados com a fragilidade fiscal e das empresas públicas,
e espaço, os investidores e gestores das empresas privadas e públicas, incluindo os reguladores, que tomam decisões com impacto na economia de Moçambique, podem reflectir em conjunto sobre as tendências da economia e perspectivar sobre o que pode ser feito para acelerar o crescimento”, disse o administrador-delegado.
O Economic Briefing deste ano teve como tema “Moçambique – restaurando a estabilidade macroeconômica”, uma vez que o banco considera ser uma condição indispensável para o progresso do país.

 

Fonte:http://www.jornalnoticias.co.mz/index.php/economia/69233-banco-mundial-alerta-para-fraca-capacidade-de-exportacao.html

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A grande mudança na economia angolana

Cândido Bessa |

 

José Cerqueira, economista, é o rosto do programa que passou à História com o nome de Saneamento Económico e Financeiro (SEF). Antes de Gorbatchov lançar a Perestroika, o Presidente José Eduardo dos Santos avançou em Angola com a abertura à economia de mercado.

 

Economista José Cerqueira foi o rosto do SEF
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

O Secretariado do SEF foi constituído em 1987 e, alguns dias depois, foi anunciado ao Comité Central do MPLA que Angola ia adoptar um vasto programa de reformas. Decorridas três décadas, o Jornal de Angola ouviu quem deu expressão às mudanças profundas que conduziram à democracia representativa.

Jornal de Angola – O que foi o programa Saneamento Económico e Financeiro?

José Cerqueira – Foi uma das mais importantes experiências pessoais que vivi. Recordo o filme de acontecimentos. Em 1985, teve lugar o V Congresso que tinha reafirmado a ortodoxia marxista-leninista. Mas esta linha política mostrava-se impotente para lutar contra a crise, que naquela época se tinha abatido sobre a economia angolana, cuja causa próxima foi a queda do barril de petróleo abaixo de dez dólares.

Jornal de Angola – Quando entrou no programa?

JC – Em 1986, cheguei a Luanda vindo de França, onde estava a fazer um doutoramento. Regressei para fazer uma pausa. Em finais de 1986, o engenheiro António Henriques, então Ministro do Plano, desafiou-me a escrever as linhas mestras de um programa eficiente de combate contra a crise, quer dizer, de crescimento económico. Aceitei o desafio, porque eu tinha estudado em França reformas económicas.

JA – O desafio era reformar o socialismo?

JC – O objectivo era fazer algo de novo. A situação económica e social estava muito degradada, pois a queda do barril de petróleo foi tremenda. Chegou aos nove dólares, o que era insuportável, dado o grande esforço de guerra. As despesas militares consumiam praticamente todos os recursos. O Presidente José Eduardo dos Santos tomou a sábia decisão de mudar o sistema. O que tínhamos, deixou de funcionar.

JA – Isso aconteceu de um dia para o outro?

JC – Já existia gente a trabalhar em reformas económicas, porque há algum tempo que se tinha concluído que a economia planificada não era suficiente para dar resposta aos nossos problemas. E ficou decidido que era necessário fazer uma abertura à iniciativa privada, para dar um novo ânimo à sociedade. Alguns economistas já andavam a trabalhar com os húngaros, num início de reforma.

JA – Os resultados dessa iniciativa foram positivos?

JC – Todas as iniciativas que visam mudanças têm algo de positivo. Mas aquele esquema com os húngaros foi incapaz de inspirar uma reforma angolana e muito menos inspirar um pensamento económico angolano.

JA – Porquê?

JC – Os técnicos angolanos que trabalhavam no programa punham os húngaros à frente. Era um grupo que foi incapaz de fazer um plano angolano, apesar de envolver seis ou mais técnicos. Essencialmente, o grupo angolano era um papagaio dos húngaros. O António Henriques percebeu que aquilo não ia para a frente. O Presidente José Eduardo dos Santos também percebeu.

JA – A sua entrada no novo programa foi para dar um novo impulso?

JC – O problema das ideias dos húngaros era este: apesar de serem reformistas, ainda eram marxistas. Quando me convidou para o que viria a ser o SEF, o António Henriques sabia que eu não era marxista, embora nunca tivéssemos falado sobre disso. Naquela altura, eu já era keynesiano. Mas o economista Keynes não foi meu inspirador na redação do Programa SEF. Eu apliquei conhecimentos obtidos graças a ter estudado muito, os temas da retoma económica, saneamento económico e financeiro.

JA – Quando estava a fazer o doutoramento em França?

JC – Sim, tinha estudado na universidade os planos da Sociedade das Nações, depois da Guerra Mundial. O economista francês Jacques Rueff dirigiu esses planos e escreveu muito sobre isso. Eram excelentes planos de recuperação económica, muito diferentes dos do FMI.

JA – O seu papel foi só na área económica?

JC – Também foi preciso comunicar. Fomos expor o programa ao Comité Central do MPLA, aos comandos militares, fiz intervenções na conferência de quadros e sobretudo na rádio e na televisão: palestras, entrevistas, espaços especiais. O Presidente José Eduardo dos Santos estava mesmo empenhado em mudar a sociedade e dar novo rumo ao país.

JA – Qual era a filosofia do programa de Saneamento Económico e Financeiro?

JC
– Era muito simples, libertar as forças do crescimento económico. O investimento, a economia privada, o lucro. Converge tudo para o investimento.

JA – Foi assim que nasceu o Programa de Saneamento Económico e Financeiro?

JC – A ideia base era libertar as forças do crescimento. Para isso, redigi dois planos para aplicação simultânea, dos quais o principal era o Saneamento Económico e Financeiro que consistia em substituir o mecanismo de planeamento por um mecanismo bancário. As empresas têm que equilibrar as suas contas com os bancos. Ajustar os preços e a produção para não terem dívidas aos bancos. Os empresários têm de equilibrar as suas contas. O outro programa foi de Recuperação Económica, onde se indicou a necessidade de reestruturação da dívida exterior de Angola, de maneira a reunir fundos de retoma de investimento.

JA – Como começou o programa?

JC – A primeira coisa que fizemos foi mudar a legislação bancária, para os bancos funcionarem bem. Era uma legislação bancária moderna, que não foi contestada. Foi renovada e orientada no bom sentido de modificação do sistema de pagamentos. E foram criadas condições para aparecimento ulterior de novos bancos.

JA – Quais?

JC – O primeiro passo foi autonomizar o BPC. Separámos o banco central, do BPC. Os novos bancos apareceram já na década de 90, depois das eleições.

JA – Quais eram os outros passos?

JC – Nós defendemos que tínhamos de reestruturar a dívida externa de Angola no Clube de Paris e apresentar uma candidatura ao FMI. Conseguimos isso rapidamente, em pouco mais de um ano. Angola recebeu do Clube de Paris dois mil milhões de dólares, em novas linhas de crédito.

Isso deu um fôlego muito grande à economia.

JA – Nessa fase, sentiram apoio político?

JC – Houve muita resistência. Mas o mais importante é que o Presidente José Eduardo dos Santos entendeu que estávamos perante uma grande viragem económica e que íamos responder ao desejo legítimo dos angolanos enriquecerem. No fundo, era virar as costas ao socialismo. Não se podia dizer isso, mas era assim.

JA – Sentiram o apoio da sociedade?

JC – Sentimos sempre um grande apoio. Com os primeiros resultados, nasceu uma grande onda de optimismo, só comparável ao que aconteceu depois em 2002 com a paz. Nesta altura, ainda estávamos em guerra. Ao vermos tanto entusiasmo, pedimos ao Presidente José Eduardo dos Santos para nos deixar fazer uma grande conferência de quadros. Foi uma coisa inédita e nunca mais houve uma reunião deste nível.

JA – Onde decorreu a conferência de quadros?

JC – Foi aqui em Luanda. Dezenas de quadros compareceram. Depois, fomos às províncias levar as novas   mensagens. Eu fui ao Lubango. Verificámos que toda a gente estava à espera que isso acontecesse. Havia uma grande desilusão com o sistema de planificação socialista. Todos ficaram contentes com as normas do investimento público e do investimento privado. O Presidente José Eduardo dos Santos assumiu a direcção. Fizemos conferências para os membros do Comité Central, porque havia muita resistência no partido. Diziam que estávamos a matar o socialismo, o que era um pouco verdade.

JA – Ainda tiveram muita resistência a essas mudanças estruturais?

JC – Sim, houve muita resistência, mas como o Presidente da República nos apoiava e dirigia as reformas, acabámos por efectivar a aproximação aos países do ocidente. Essa opção prevaleceu, ainda que Luanda não tivesse operado uma ruptura com Moscovo.

JA – Quando foi concluído o programa?

JC – Prefiro dizer que o programa começou a perder força quando entrámos para o FMI. Nessa altura, apareceram ideias de outros programas cujos nomes já quase ninguém recorda. Nós éramos uma corrente de pensamento angolana. O que veio depois, pouco a pouco, foi o FMI. Meteram-se no BNA e no Ministério das Finanças.

JA – O que ficou de importante do Programa de Saneamento Económico e Financeiro?

JC – Ficou uma clara orientação para a economia de mercado, para o sistema bancário, o sistema de pagamentos e os financiamentos da economia. Essencialmente isso. O FMI com os seus programas criou uma certa dualidade económica em Angola.

JA – Qual era essa dualidade?

JC – Apurava-se o preço fiscal do petróleo. Até 50 dólares o barril, por exemplo, todos os recursos eram geridos sob supervisão do FMI.  A partir daí, eram programas especiais do Presidente da República.

JA – Quais eram esses programas especiais?

JC – Grande parte do investimento público, todo o sistema internacional das embaixadas, as ajudas internacionais que Angola dava, financiamento das Forças Armadas, da Segurança de Estado.

JA – Quando o programa acabou?

JC – O SEF foi extinto em 1990 ou 1991. Mas em 2003, durante o congresso do MPLA, o Presidente José Eduardo dos Santos deu uma entrevista ao jornal do partido e elogiou o SEF, considerando-o um acontecimento importante. E referiu dois nomes: António Henriques e José Cerqueira. Não falou de mais ninguém. Havia mais gente, mas nós os dois é que lançámos a ideia do programa e o executámos. Nós aparecemos com algo que ia no sentido das aspirações das pessoas. O investimento privado ganhou grande dimensão, sobretudo no comércio e na pequena indústria, que sofreu um grande impulso.

JA – Qual foi o efeito do programa na agricultura?

JC – Nesse sector, não foi possível trabalhar. Angola estava em plena guerra e o meio rural foi destruído. Houve um êxodo gigantesco das províncias para o litoral. Os combates decorriam no interior do país, nas zonas onde era possível praticar a agricultura. Eram impossíveis as trocas com o interior.

JA – O programa que ditou as mudanças estruturais decorreu da Perestroika?

JC – Nem pensar. Nós avançámos vários meses antes, ainda ninguém falava em Perestroika. E superámos as reformas húngaras, que eram tímidas. O chefe dos húngaros, professor Talloz, disse-me que conseguimos ir bem mais longe. Foi uma grande experiência que o nosso país viveu. E o mérito é todo do Presidente José Eduardo dos Santos.

JA – Então porque acabou com o programa?

JC – As pressões eram tantas que ele acabou com o secretariado, mas sem acabar com a experiência, dando-lhe continuidade. O movimento das ideias manteve-se. Não houve recuo. Tudo o que foi feito depois tinha como palco uma economia cada vez mais capitalista. Isto ajudou muito a vitória militar. Até digo que, sem as reformas estruturais no âmbito do SEF, corríamos o risco de perder a guerra. Foram essas mudanças que ditaram a derrota dos sul-africanos, a independência da Namíbia, a saída dos cubanos, a nova Constituição da República.

Perfil

Nascido em 1954
na província
do Cuanza Norte
José Cerqueira
passou a
viver em Portugal, na província do Douro Litoral, onde chegou com apenas seis anos.

Licenciou-se
em Economia
na Faculdade
de Economia
do Porto em
1976, ano em que passa a residir em Luanda. Em 1981, obtém uma bolsa
de estudo
que lhe permite obter, na Universidade de Bourgogne (França).

Em 1987
torna-se, durante um ano, o principal economista do primeiro programa
angolano de reformas económicas.

Em 1992
retoma investigações científicas
que lhe permitem obter em 1994 o título de Doutor de Estado (Docteur
d’État), na Universidade de Bourgogne, obtendo a menção mais alta praticada
em universidades francesas.

 

fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/entrevista/sef_marcou_a_viragem_economica_em_angola

Demissão na TACV, em Cabo Verde

mediaAvião da TACV (imagem de arquivo)DR

A imprensa cabo-verdiana noticiou que a TACV vai despedir 150 trabalhadores no inicio do próximo ano. Confrontado pelos jornalistas sobre esta questão, o Ministro da Economia e Emprego, José Gonçalves, garantiu que o plano de reestruturação da transportadora aérea nacional vai implicar a redução de pessoal, mas não confirmou quantos trabalhadores vão ser dispensados

O ministro da Economia e Emprego afirmou que – para respeitar os compromissos assumidos com os parceiros internacionais e enquadrado no plano de reestruturação – a administração da TACV deve apresentar soluções concretas até ao primeiro trimestre de 2017 ; depois o Governo vai avançar para a privatização da companhia aérea nacional.

Por outro lado, a Binter Cabo Verde, filial da companhia aérea sediada nas ilhas Canárias, inicia voos domésticos no país na próxima semana, segundo o anúncio feito pelo ministro da Economia e Emprego.

“Hoje a AAC autorizou a operação de Binter Cabo Verde que vai operar no mercado nacional e a inauguração é para a semana, ou seja, com a licença de operação que passou por um processo longo de cerca de dois anos, começar a operar”, assegurou José Gonçalves, em declarações à imprensa, na Cidade da Praia, na segunda-feira, no final de um encontro de trabalho com Grupo TUI – Touristik Union International, que atua na área do turismo.

http://pt.rfi.fr/cabo-verde/20161108-cabo-verde-governo-confirma-reducao-de-pessoal-na-tacv