Investidores Indianos conversam com angolanos

 

Uma delegação chefiada pelo ministro da Economia, Abrahão Gourgel, organiza na Índia um evento de captação de investimento directo externo para promover a diversificação da economia nacional e impulsionar a actividade empresarial privada.

Ministro da Economia chefia delegação composta por vice-governadores de quatro províncias na deslocação à Índia
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

Denominado Road-show para Captação de Investimento Directo Externo ao Empresariado da Índia, o encontro começa amanhã e decorre até sexta-feira com o objectivo de alavancar a cooperação económica bilateral nos sectores da agricultura, silvicultura, minas, energia, indústria transformadora, transportes e logística.
Um comunicado do Ministério da Economia indica que a actividade é uma acção de promoção das potencialidades económicas, oportunidades de negócio e de investimento em Angola, por forma a captar investimento da Índia, uma economia com reconhecida experiência nos sectores que contribuem para a diversificação económica angolana.
Além de mobilizar o maior número possível de investidores indianos para o processo de atracção de investimento directo externo para Angola, o Road-show tem como foco demonstrar a atractividade de Angola como destino de investimento indiano, gerar com sucesso a confiança dos investidores indianos, criar um perfil de oportunidades de negócio e investimento, para o aumento dos fluxos de investimento directo indiano em Angola, mobilizar e convencer o empresariado indiano a investir em Angola nos sectores prioritários e alavancar a cooperação económica bilateral produtiva.
O Ministério da Economia indica que este primeiro Road-show para captação de investimento directo externo ao empresariado da Índia é objecto de uma agenda político-diplomática a ser realizada em Nova Deli, e secundada por três conferências, nas cidades de Deli, Chennai e Mumbai, onde além das apresentações sectoriais, vão ser igualmente apresentadas as oportunidades de negócio e investimento em Angola nas províncias do Zaire, Huambo, Bengo e Huíla. Por isso, a delegação angolana é igualmente integrada pelos secretários de Estado da Indústria, Kiala Gabriel, da Geologia e Minas, Manuel Domingos Almeida, e dos Transportes, Mário Miguel Domingues, além dos vice-governadores para Esfera Económica das províncias do Huambo, Zaire, Bengo e Huíla.

Encontros hoje

piyush.jpgO ministro da Economia tem hoje encontros com os ministros de Estado da Agricultura e Bem Estar dos Agricultores, S.S. Aluwalia, do Carvão, Minas e Energias Renováveis, Piyush Goyal, do Comércio, Nirmala Sitharaman, com o dos Assuntos Externos, e com alguns grupos empresariais indianos.
Abrahão Gourgel vai estabelecer contactos com instituições indianas para que se possa obter parcerias vantajosas, no âmbito da criação de capacidades produtivas e diversificação da economia nacional, com destaque para o contacto com a direcção do EXIMBANK ÍNDIA, do IDBI (Banco de Desenvolvimento), além da realização de uma conferência de oportunidades e potencialidades de investimento em Angola.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/delegacao_esta_na_india_para_atrair_investidores

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Moçambique e Brasil aprofundam cooperação com a assinatura de diversos acordos

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Os governos de Moçambique e do Brasil assinaram quinta-feira em Maputo diversos instrumentos jurídicos de promoção e fortalecimento das relações de cooperação bilateral, sendo de destacar um relativo à segurança social, no decurso da visita oficial do ministro das Relações Exteriores do Brasil.

Os instrumentos foram assinados pelos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Moçambique, Oldemiro Balói e brasileiro Aloysio Nunes Ferreira Filho, tendo o ministro moçambicano sublinhado a importância do relativo à segurança social, que estabelece que os cidadãos de ambos os países passam a ter os mesmos direitos, nomeadamente no que se refere à pensão por velhice e ao subsídio na doença.

“Este acordo fará com que os brasileiros se sintam menos estrangeiros em Moçambique e os moçambicanos também menos estrangeiros no Brasil”, disse Oldemiro Balói, de acordo com a agência noticiosa AIM.

Ainda no âmbito da visita do ministro das Relações Exteriores do Brasil, realizou-se em Maputo um fórum empresarial Brasil-Moçambique com o objectivo de divulgar as oportunidades de investimento e de negócio existentes nos diversos sectores de actividade económica, bem como a promoção de parcerias entre os empresários de ambos os países.

A sessão de abertura foi dirigida pelo ministro da Indústria e Comércio, Ernesto Max Tonela e contou com a participação do Aloysio Nunes Ferreira Filho, dos representantes do Centro de Promoção de Investimento, da Embaixada do Brasil em Moçambique e da Confederação das Associações Económicas.

Entre os empresários, além dos moçambicanos de diversos sectores da actividade económica, 17 brasileiros que integrados na comitiva ministerial têm interesses nos sectores da indústria, agro-negócio, saúde, comércio e outras. (Macauhub)

https://macauhub.com.mo/pt/2017/05/12/mocambique-e-brasil-aprofundam-cooperacao-com-assinatura-de-diversos-acordos/

Oportunidade de negócios para brasileiros em Angola na elaboração de normas técnicas

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por Ivair Augusto Alves dos Santos

Angola é um cenário de oportunidades de trabalho na sua jovem e crescente economia, apesar da crise econômica que vive.Os brasileiros atuam com competência nas áreas da construção civil, mineração e agronegócios.

Agora os brasileiros podem vislumbrar mais um campo de atuação: a melhoria da competitividade da indústria angolana, que tem um parque industrial que abriga cerca de 2000 empresas e contrata cerca de 30.000 pessoas, que representa 4,3 por cento do produto interno bruto. Com um potencial para o crescimento, pois a diretriz do governo é de diversificar economia e diminuir a dependência do petróleo.

A indústria angolana perde competitividade por falta normas técnicas que permitam certificar os seus processos e produtos, tal como de entidades que garantam aos consumidores a fiabilidade prevista no sistema de qualidade e normalização vigente, noticiou sexta-feira a Angop, citando a titular do pelouro.

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“Bernarda Martins declarou, ao fazer o balanço das atividades do Ministério da Indústria, que essas falhas abrem caminho para a introdução, no mercado, de produtos de má qualidade que fazem concorrência desleal aos produzidos de acordo com os padrões internacionais.

A ministra angolana sublinhou a necessidade de apoiar-se a indústria angolana com formação para os empresários e trabalhadores, incentivo ao empreendedorismo, inovação de processos e de produtos através de centros tecnológicos.

“O reflexo da realidade macroeconômica traduziu-se, no caso da indústria transformadora, na contração do mercado interno com impacto nas vendas das empresas, situação agravada pela carência de divisas disponibilizadas às nossas indústrias para a aquisição de matérias-primas, peças e assistência técnica ao exterior.
É assim, disse, que a produção industrial nacional decaiu, depois de um crescimento muito positivo de 2002 a 2014, com um interregno em 2009 em consequência da crise econômica e financeira global.

Com os programas dirigidos criados, tem sido possível racionalizar a disponibilização de divisas para a indústria nacional e minimizar os efeitos negativos nos níveis de produção, afirmou a ministra ao apontar as formas como o Executivo e o Banco Nacional de Angola tentam minimizar os efeitos da falta de cambiais.

Bernarda Martins referiu-se também à necessidade de os industriais prosseguirem os esforços para utilizarem, cada vez mais, matérias-primas e material nacionais, reduzindo a pressão sobre as necessidades de importação, ao mesmo tempo que devem adotar uma atitude ativa nos mercados nacionais e internacional, investindo em marketing e ação comercial.

O setor da indústria transformadora, em franco crescimento desde 2002, conta com duas mil empresas ativas, emprega 30 mil trabalhadores, representa 4,3 por cento do produto interno bruto e, entre 2009 e 2013, licenciou negócios avaliados em 1,3 bilhões de dólares (cerca de 218 mil milhões de kwanzas), indicam dados fornecidos em Dezembro pela ministra da Indústria.”(jornal de Angola, 8/01/2017)

Com estas informações do Ministério da Indústria é um quadro se pensar no investimento em diferentes setores da indústria angolana , mas em especial na elaboração de normas técnicas .

As dívidas de Moçambique passarão por uma auditoria independente.

O ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, Max Tonela, considerou hoje em Maputo que uma auditoria independente à dívida pública do país poderá apontar “lições daquilo que não deve acontecer”, referindo ser uma necessidade de transparência.

© DR

“Uma auditoria independente será uma lição daquilo que nunca deve acontecer e ajudar Moçambique a dar um salto qualitativo na promoção da transparência”, declarou Tonela, falando numa conferência organizada pelo Financial Times.

A confiança dos investidores estrangeiros e internos na integridade dos agentes do Estado, prosseguiu o ministro da Indústria e Comércio, é crucial para o país atrair negócios e reunir condições para o crescimento e desenvolvimento econômico e social.

“O nosso país, através da Assembleia da República, tem vindo a aprovar um quadro regulatório promotor de uma maior transparência, porque é um fator crucial para a atração de investimentos”, referiu o ministro da Indústria e Comércio de Moçambique.

Assinalando a apetência da comunidade internacional pelo potencial de investimento de Moçambique, sobretudo nos setores energéticos, Max Tonela defendeu que o país aposta no aprofundamento das reformas ao ambiente de negócios, visando facilitar o investimento.

“Vamos continuar a trabalhar, para aprofundar e acelerar o quadro regulatório favorável ao clima de negócios no país”, declarou Tonela.

O Fundo Monetário Internacional e os principais doadores de Moçambique exigem a realização de uma auditoria independente à dívida pública do país, na sequência da descoberta em abril deste ano de empréstimos de mais de mil milhões de euros contraídos pelo anterior Governo entre 2013 e 2014 à revelia da Assembleia da República e dos parceiros internacionais.

Depois de alguma relutância, as autoridades moçambicanas aceitaram a realização da auditoria, tendo anunciado na semana passada que será lançado um concurso público para a seleção da entidade que realizar a auditoria.

O Governo de Moçambique assumiu há uma semana oficialmente a incapacidade financeira para pagar as próximas prestações das dívidas das empresas estatais com empréstimos ocultos, defendendo uma reestruturação dos pagamentos e uma nova ajuda financeira do FMI.

 

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/680975/mocambique-auditoria-a-divida-sera-uma-licao-do-que-nao-deve-acontecer