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A curiosa era do “capitalismo gourmet”

Do café “premium” ao azeite de olivas “colhidas ao luar”. Para ampliar margens de lucro e oferecer sensação de exclusividade aos que podem pagar, sistema faz piruetas notáveis

Por Valter Palmieri Júnior*, na Carta Social e do Trabalho,  do Cesit/Unicamp  | Imagem: Alonzo Sánchez Coelho,Banquete Real(detalhe), 1579gourmetfood2

As transformações do processo de diferenciação de consumo de alimentos industrializados que se processaram no Brasil recente foram apelidadas de gourmetização. No nosso entendimento, esse fenômeno deve ser compreendido por meio de um movimento maior, que é a relação entre desenvolvimento capitalista e sociedade de consumo, que tem na desigualdade social um papel central de mediação.gormet

A ampliação da diferenciação social ocorre no capitalismo contemporâneo através da dinâmica da produção e consumo de signos (significantes sociais). Esse movimento é determinado pela lógica da acumulação de capital, que necessita do consumo como força produtiva, expandindo a desigualdade na esfera cultural e criando constantemente novas formas de segregação social por meio da maior segmentação dos mercados.

Uma coisa é a desigualdade que existe entre a renda do capital e do trabalho ou dos distintos rendimentos salariais da sociedade, outra coisa é a desigualdade no campo simbólico e cultural, também necessário para a continuidade da acumulação capitalista. A ampliação e renovação do consumo ocorrem por meio de uma dinâmica entre a massificação e a diferenciação de produtos, sendo necessário, cada vez mais intensamente, adentrar nos aspectos culturais da sociedade.

O presente texto corresponde a um resumo expandido da minha tese de doutorado (PALMIERI JÚNIOR, 2017). O eixo de análise escolhido para nortear esse estudo, visando contribuir para a compreensão da relação entre sociedade de consumo e desigualdades, é o processo de “gourmetização”[1] em uma sociedade estruturalmente desigual como o Brasil. O contexto que dá sentido a esse fenômeno são as mudanças econômicas e sociais que trouxeram expansão e maior democratização do consumo de bens industrializados no país, em especial a partir dos anos 2000.

Um dos autores centrais da fundamentação teórica da tese é o sociólogo Jean  Baudrillard (além de Veblen, Bourdieu e Bauman). Para o autor, a lógica social do consumo se refere mais à diferença do que à utilidade, pois é o que define a identidade social, que comunica determinados valores em uma linguagem simbólica, através da aquisição de objetos (ou de serviços pessoais).

A diferenciação social é representada e concretizada no capitalismo, principalmente desde os anos 1950, por meio da produção e consumo de signos socializados. Dessa forma, as identidades sociais são fabricadas por uma lógica de mercado, que invade toda a vida social, incluindo todo o tipo de consumo em um sistema cultural, profundamente marcado por uma hierarquização social, essencial para a profusão e renovação do consumo na sociedade contemporânea.

É por essa razão que a sociedade de consumo é, ao mesmo tempo, função da desigualdade social e desencadeadora de novas desigualdades, pois quanto mais mercantilizado é o processo de construção da identidade, mais se ampliam e se reforçam as diferenças sociais. Esse processo ocorreu em um ritmo maior nos EUA e na Europa a partir dos anos 1950, simultaneamente a uma melhoria nas condições “básicas” de vida da população, com queda na desigualdade de renda, que corroborou com a ampliação da necessidade de manutenção dos privilégios por meio de elementos não apenas econômicos. Esse mecanismo impulsionou a lógica social do consumo, criando-se cada vez mais distinções, que são hierarquizadas pela capacidade de cada indivíduo ou grupo social de manipular, interpretar e comunicar essas diferenças, materializadas em pequenas variações nos objetos de consumo.

Tomando como referência os estudos de teóricos da sociologia da alimentação (como Poulain, Grignon e Fischler) permitem concluir que as inúmeras mudanças na esfera da alimentação a partir dos anos 1950 nos países dese nvolvidos ocorreram em simultâneo à constituição da sociedade de consumo e estão relacionadas como processo de diferenciação social apontado por Bourdieu e Baudrillard. Não apenas devido à globalização, que ocasionou maior diversidade alimentar, mas sobretudo às mudanças de ordem social, com um modo de vida cada vez mais mercantilizado, num contexto de maior integração social e cultural, urbanização, elevação da renda, maior segurança social, maior mobilidade e ascensão social. Tudo isso permitiu que a alimentação, que é ao mesmo tempo socialmente construída e biologicamente determinada, fosse concebida como uma escolha individual e se reforçasse como objeto de diferenciação social. A proliferação de diversos discursos (nacionalistas, dietéticos, médicos, ambientalistas e focados na alta qualidade, que aqui chamamos de “gourmetização”), que ocorreu por intermédio de várias instituições da sociedade, contribuiu para a atividade publicitária agregar e atribuir valor aos produtos alimentares, criando várias camadas de diferenciação nos diversos tipos de alimentos.

Essa maior proliferação de discursos alimentares é compreendida por meio de duas particularidades do consumo de alimentos, que também explicam a maior diferenciação de produtos por parte das grandes indústrias. Uma, do campo sociológico, é o fato da alimentação constituir nossa matéria corporal, fazendo com que esse consumo específico ganhe importância na construção da identidade, envolvendo questões estéticas, nutricionais e socioambientais. Outra, do campo econômico, é a baixa elasticidade-renda dos alimentos, devido a tendência de menor peso do consumo de alimentos no orçamento familiar conforme o aumento da renda.

Nos anos 2000, houve no Brasil um aprofundamento do que na literatura sociológica se chama de “sociedade de consumo”, não apenas pelo crescimento da renda média, pela reestruturação do mercado de trabalho (emprego, formalização), pela queda na desigualdade de renda e pelo retorno da mobilidade social ascendente, mas devido também à ampliação do crédito para o consumo (incorporando parcelas da população que estavam à margem do mercado) e à maior importância do consumo doméstico como alavanca para o crescimento do PIB. Esses fatores ocasionaram crescentes investimentos em publicidade, que aumentou entre 2004 e 2014 em um ritmo três vezes maior que o próprio crescimento do PIB, favorecendo o aumento do desejo de consumo na população, num momento em que o acesso ao consumo parecia ter se “democratizado”, mas as novas aspirações se expandiram em um ritmo mais rápido do que a capacidade de realização desses desejos na maior parte da sociedade.[2]

Para sintetizar a construção da argumentação e nortear as reflexões foram elaboradas três questões centrais. São elas:

  1. Como a desigualdade social se manifesta nos padrões de consumo de alimentos industrializados no Brasil?
  2. A indústria de alimentos tem reforçado a segmentação dos mercados por meio da diferenciação de produtos destinados a consumidores de renda mais elevada?
  3. Qual o significado do processo de “gourmetização” numa sociedade profundamente desigual?

Dessa forma, a primeira questão enunciada nos estimula a constatar que a ampliação no consumo de alimentos da cesta básica não resultou de menor desigualdade social, pois é necessário enxergar o processo de diferenciação agindo nas várias esferas da vida social. São comuns estudos e pesquisas que retratam a relação entre consumo de alimentos, desigualdade e diferenciação social tendo em vista a análise do contingente de pessoas que não têm acesso a nutrientes e calorias em quantidade suficiente nas refeições cotidianas[3].

A desigualdade de renda tem relação direta com outras desigualdades materiais, ao passo que diferenças no poder de compra se refletem no consumo das famílias. Mas, também deve ficar claro que, no capitalismo atual, o consumo não pode ser reduzido a uma atividade econômica e por isso não é função exclusiva do rendimento monetário. A expansão no consumo de massa gera um impulso para maior segregação no nível das significações, que distinguem os indivíduos bem-sucedidos, filiando-os em determinados grupos sociais tomados como referências ideais.

De forma mais concreta, alguns resultados das análises dos dados da Pesquisa de Orçamento Familiar indicam que os padrões de consumo alimentar são fortemente influenciados pelo rendimento familiar, mais até do que pelo local de residência (questão regional), pela diferença de gênero ou pela idade. Apenas a observação da quantidade consumida, seja calórica, seja por grupo de alimento, não exprime as diferenças existentes de modo relevante, sendo que dentro de cada grupo alimentar há camadas de diferenciação.

Por exemplo, o consumo de “carne” é desigual (1,78 vezes mais consumida pelo estrato de maior renda em relação ao de menor renda), mas se a comparação for por tipo de carne a diferença fica muitas vezes maior (o “corte bovino de filé mignon” é mais de 100 vezes mais consumido pelo estrato de maior rendimento, enquanto o consumo de “dorso de frango e cabrito” é bem mais frequente no estrato de menor rendimento). O grupo “óleo” é consumido apenas 30% mais pelo estrato de maior rendimento, mas ao especificar o produto as diferenças se explicitam (o “óleo de canola” é 190 vezes mais consumido pelo estrato superior em relação ao de menor rendimento; por outro lado, as famílias de menor renda consomem 78% mais “banha de porco”). “Pães em geral” são consumidos duas vezes mais pelo estrato de renda mais elevada em comparação com o de menor renda, mas isso ocorre porque o consumo de “pães integrais” é cerca de 20 vezes maior. Os “sucos artificiais em pó” são 57% mais consumidos pelo estrato de maior rendimento, número bem menor se comparado a “sucos de frutas de caixinha” (20 vezes mais). Os “alimentos congelados” e os “alimentos preparados”, previamente processados e mais práticos (requerendo menor tempo de preparo doméstico), também são produtos onde há grande diferença de consumo (o estrato mais rico consome 18 e 6.5 mais que o de menor rendimento, respectivamente). A mesma lógica se aplica ao “consumo fora de casa”, geralmente mais dispendiosos e com maior nível de status, que representa 42% do consumo de alimentos no estrato de maior rendimento, enquanto no de menor rendimento representa cerca de 17%.olivenza-depositphotos_14977385_original-01.jpg

Além da diferenciação observada no consumo de diversos tipos de alimentos, a análise da enorme variedade de tipos e marcas de cada produto alimentar, em pesquisa realizada em supermercados (pesquisa realizada pelo próprio autor em duas redes nacionais de supermercados – Dia e Pão de Açúcar), mostra que o aumento do consumo de cada grupo de alimentos (em todas as classes sociais) reforça as variações dos padrões de alimentação, pois se amplia a diferenciação de preços em cada segmento. Essa estratégia é ancorada na estrutura desigual da sociedade, que permite existir uma diferença considerável de preços – em tese, justificada por diferenças na qualidade de cada produto.Mas, é difícil justificar, por exemplo, uma diferença de 23 vezes entre o preço mais baixo e o mais alto para um pacote (a mesma quantidade) de “café moído”. Disparidade semelhante se verifica em todos os produtos da cesta básica de alimentos. Também foi constatada uma maior diversidade de marcas, uma estratégia deliberada de diversificação de produtos em todos os tipos de alimentos selecionados. Além disso, há ainda diferenças na comparação de preços entre os supermercados que também concorrem para a amplitude de preços praticados ao consumidor. Assim, a segmentação dos mercados se manifesta com muita intensidade, de acordo com a clientela prioritária de cada estabelecimento, sendo reforçada pela publicidade, que busca estabelecer diferenças entre marcas e tipos de um mesmo produto por meio da vinculação de diversos atributos e ideias que são valorizados na sociedade brasileira.

Portanto, responder a segunda questão formulada requer o entendimento de que a manifestação atual da desigualdade social no consumo de alimentos no Brasil contribui para que a indústria de alimentos reforce a segmentação dos mercados, por meio da diferenciação de produtos e preços, privilegiando aqueles destinados a consumidores de renda mais elevada. A classe social de maior prestígio, ao perceber a tentativa de aproximação (ou mimese) das classes populares no que se refere aos padrões de consumo alimentar, busca manter seus status e distinção social por meio da criação de novos hábitos, criando inúmeros nichos e favorecendo um processo de “gourmetização”, que não é algo novo, mas que foi explorado de modo generalizado nos últimos anos no Brasil, justificando o aumento de preço quando há um “toque a mais” na preparação ou um ingrediente “especial” no produto. E há exemplos curiosos, como no caso do azeite com azeitonas colhidas ao luar para justificar a diferença de preço que é paga por um consumidor especial, de gosto mais refinado, um “gourmet”.

Mas qual o significado social do processo de “gourmetização” numa sociedade profundamente desigual como a brasileira? Para responder essa terceira questão, primeiramente, é preciso retomar o conceito. Nosso entendimento é que gourmetização é o processo intencional de sofisticação e exclusividade de um produto, uma forma de diferenciar o que é preparado de modo tradicional, relacionando um produto com a ideia de requinte. Assim, uma cerveja, chocolate, hambúrguer ou até mesmo um tipo de arroz podem receber o adjetivo “gourmet” (ou “premium”), que indica algum teor especial, indicando que se trata de um produto de alta qualidade (no que se refere ao preparo, origem, tipo de ingrediente, combinação inusitada que altera o sabor) ou que é apresentado de forma diferenciada (marketing, design da embalagem, cor, textura ou estética do produto). Embora tais qualidades ou propriedades do produto nem sempre representem uma diferença significativa em relação a outros produtos encontrados no mercado, a simples palavra “gourmet” passou a significar algo que identifica um estilo de vida, que simboliza uma maneira diferenciada de cuidar da alimentação num contexto social delimitado, e passou a ser muito utilizada pela indústria de alimentos para conquistar consumidores.

Nesse sentido, mesmo quando a palavra/ideia “gourmet” não é usada, ou mesmo que ela caia em desuso para designar um produto de alta qualidade, o importante é assinalar que a tendência de “gourmetização” faz parte de um processo maior, que é de segmentação dos mercados. Isto, por sua vez, está alinhado com a ampliação da diferenciação social existente na sociedade capitalista, sendo convergente com outros conceitos e discursos que contribuem para a continuidade da dinâmica de criação de privilégios sociais. Mesmo quando os estratos inferiores da hierarquia social conseguem comprar alimentos industrializados em supermercados, a questão do maior valor simbólico de alguns produtos se coloca, percebendo-se (como Baudrillard afirmava) um déficit técnico, estético, temporal ou de atualidade, e esse processo dinâmico de difusão do modelo (relacionado a padrões ideais) faz parte de um processo mais amplo de segregação social.

Assim, a capacidade de diferenciar o que é de mais alta qualidade (de “melhor marca”, ou mais apurada, original, resultante de técnica e combinação criativas) é uma forma de hierarquização social (de cima para baixo), uma vez que o posicionamento individual nas hierarquias sociais depende tanto da possibilidade econômica como da capacidade cultural de interpretar, manipular e se comunicar com os signos.

Por fim, é preciso frisar a constatação de que o processo de “gourmetização” se intensificou no século XXI, não só no Brasil como na maioria dos países industrializados, denotando uma transformação social e cultural mais ampla. Evidentemente, o universo do consumo é sempre afetado pela conjuntura econômica e seus efeitos na estrutura social. Contudo, a preocupação aqui foi com os determinantes mais estruturais das mudanças nos padrões de consumo, deixando em segundo plano a discussão sobre fatores conjunturais.

Nesse sentido, pode-se supor que o processo de “gourmetização” e a elevada desigualdade no que se refere aos padrões de consumo de alimentos não parecem ter se alterado de modo significativo com a recessão econômica em 2015 e 2016, apesar do aumento no desemprego, da queda no rendimento das famílias e do encarecimento do crédito. Do ponto de vista das grandes empresas que dominam a produção de alimentos industrializados, a recessão econômica pode ter afetado o volume das vendas, mas não alterou a estratégia de segmentação dos mercados. Do ponto de vista dos consumidores, a retração no consumo foi maior no caso de eletrodomésticos, de roupas de grife, de pacotes de viagens, entre outros bens e serviços, e bem menor no caso dos alimentos (com exceção de produtos importados), mantendo-se a lógica da diferenciação social.

De qualquer modo, esperamos que este estudo estimule novas perguntas e contribua para futuras investigações acadêmicas neste vasto campo de pesquisa a ser explorado.

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[1] O termo “gourmetização” é utilizado em seu sentido amplo e não no sentido estrito, isso porque outros atributos que não se referem a alta qualidade gastronômica, como por exemplo a saudabilidade, sociecológica e não exploração animal, marcam no interior de uma mesma cultura os contornos dos grupos sociais, sendo assim utilizados também como critério de diferenciação social.

[2] Os gastos relativos apenas na indústria de alimentos cresceram em uma taxa ainda maior, representando um total de 5,01% dos gastos em publicidade total (antes era 2,89%).

[3] Porém, a desigualdade social não afeta apenas o acesso ao alimento por parte da população mais carente, que era visto como condição para superar a desnutrição. Nas últimas décadas, os hábitos de alimentação foram se alterando, passando a predominar um excesso de alimentos industrializados, ricos em açúcares e gorduras, acarretando mudanças no perfil epidemiológico da população. Em meio à abundância de alimentos, a preocupação referente à insegurança alimentar foi redefinida e modificou o foco das políticas públicas. Entretanto, apesar de importância fundamental, a relação entre desigualdade social, fome e obesidade (segurança alimentar) foge do espoco de nosso estudo, conforme explicitado

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Referências bibliográficas

BAUDRILLARD, Jean. A sociedade de consumo. Lisboa: Edições 70, 1995.

BAUMAN, Zygmunt. Vida para consumo. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.

BOURDIE, Pierre. Distinção: crítica social do julgamento. São Paulo: Edusp, 2006.

PALMIERI JÚNIOR, Valter. A gourmetização em uma sociedade desigual: notas sobre a

diferenciação do consumo de alimentos industrializados no Brasil. Tese (Doutorado em

Desenvolvimento Econômico)–Unicamp, Campinas, 2017.

POULAIN, Jean-Pierre. Sociologias da alimentação: os comedores e o espaço social alimentar. 2 ed. Florianópolis: UFSC, 2013.

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*Doutor em Desenvolvimento Econômico pela Unicamp e professor do Curso de Graduação de Economia da Esamc

http://outraspalavras.net/outrasmidias/capa-outras-midias/a-curiosa-era-do-capitalismo-gourmet/

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A estratégia de internacionalização de empresa da moda brasileira no mercado angolano

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A Top Brands Angola – Retalho junta mais uma insígnia ao seu portfólio com a inauguração a 18 de Agosto de três lojas Dudalina, conceituada marca de moda brasileira, em Luanda.

A atriz brasileira Giovanna Antonelli é a embaixadora da marca no nosso país e vem a Angola propositadamente para a inauguração das três primeiras lojas, durante um roadshow  no Xyami Shopping Kilamba, prossegue para o Xyami Shopping Nova Vida e termina no Belas Shopping ..

O inicio da interncionalização começou com a vontade de entrar no mercado americano,  mas a Dudalina começou conquistando o mundo por Milão, na Itália. Depois voou para América Central, no Panamá, onde a Dudalina feminina estreou no sistema de franquia. “É uma experiência interessante ir para o exterior, é outro mercado, outro comportamento, outro timing, então, o importante nesse processo é aprender a respeitar essas diferenças e entender como tudo isso vai funcionar para o produto”, comenta Sônia. O primeiro showroom da Dudalina fora do Brasil ocorreu em outubro de 2012 em Milão, considerada uma das capitais da indústria da moda. A aterrisagem em terras europeias aconteceu em parceria com o empresário Gianni Asnaghu, da marca italiana de gravatas AD56. A Dudalina também inaugurou um espaço shop-in-shop (quando a loja é abrigada dentro de outra loja) na Via Fatebenefratelli, no centro da cidade.

“A gente está aprendendo muito, porque internacionalizar uma marca brasileira não é uma coisa tão simples. Tem um custo alto, mas ao mesmo tempo, você pode fazer isso tudo de uma forma simples, devagar e quando tiver certeza de que elas podem ser feitas”, pondera Sônia. Determinada, diz ainda sobre futuros mercados. “Temos a segurança de que nós temos esse produto diferenciado, com qualidade. Cuidamos de cada item e detalhe, e tudo é fabricado por mãos brasileiras”, completa.

 

 

 

sonia.jpgSonia Hess é considerada a 6ª mulher mais poderosa do Brasil pela Revista Forbes e há mais de 10 anos ocupa o cargo de presidência da Dudalina, que no ano passado faturou R$ 520 milhões. Em 2009, esse número era de R$ 140 milhões. A marca da flor de lis ganhou status de grife sob o comando de Sônia Hess de Souza, que prefere não falar sobre os motivos da venda do controle acionário da empresa para fundos americanos em dezembro de 2013. Ela apenas garante que não foi uma opção dela, mas de todos os acionistas.

 

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Sônia Hess aprendeu desde cedo o significado desta palavra. Foi com essa garra que ele saiu de uma cidade do interior para se tornar a dona de uma das maiores confecções do país.

Quando criança, viu sua mãe trabalhando de sol a sol na venda de camisas, em Doutor Pedrinho, cidade do interior de Santa Catarina. Sônia é a sexta filha da prole de seu Duda e dona Lina. Para sustentar os vinte filhos, o casal mantinha em Luís Alves uma venda de secos e molhados, no andar de baixo da casa em que moravam.

Em uma de suas idas a São Paulo, seu Duda acabou comprando muito mais do que deveria de um tecido. Na época seria um prejuízo, já que as coisas não eram tão fáceis e acessíveis como hoje em dia. O espírito empreendedor da matriarca, então, tomou as rédeas da situação. Ela descosturou uma camisa que tinha na venda, entendeu como a peça era feita, contratou duas costureiras (que passaram a trabalhar no quarto dos meninos) e, naquela tarde, fizeram três peças. Colocadas nas prateleiras da loja, tiveram uma saída rápida.

Foi assim que em 3 maio de 1957, nasceu a Dudalina, da cidade catarinense de Luís Alves, a família migrou para Blumenau e uma nova loja foi aberta. “Naquela época, não tinha muito o que fazer. Então minha mãe dava tarefas para os filhos: estudar, trabalhar e cuidar dos irmãos”, comenta Sônia. E assim, por “não ter o que fazer”, que Sônia tomou gosto pelo negócio, cresceu e quis alçar voo. Foi à Espanha conhecer uma certa tecnologia têxtil que o irmão havia comprado. De lá, voltou com uma proposta para ensinar o que havia aprendido em uma empresa de Montes Claros, em Minas Gerais.

Sônia passou por algumas dificuldades, mas não desistiu e resolveu se mudar para São Paulo. Na época, a Dudalina estava com 26 anos de existência e tinha tomado novos rumos, fornecia camisas para grandes clientes, como a Sears, lojas Pernambucanas e C&A. A empresa iniciava um novo desafio: conquistar o mercado de São Paulo. Essa era a chance de Sônia de voltar à empresa. E a pedido de um dos irmãos, voltou e estruturou a nova área comercial. Trabalhou com tudo: marketing, desenvolvimento de produto, desenvolvimento de matéria-prima, vendas e o que mais aparecesse.

Mas a obstinação que aprendeu com a mãe (Dona Lina faleceu em 2008) faz parte da personalidade de Sônia: riscos sempre foram vistos como oportunidades, e a força e o empreendedorismo estão em seu DNA. Assim, a empresa que tinha como foco absoluto o mercado de roupas masculinas resolveu dar um passo adiante e conquistar o público feminino. Na verdade, um salto que exigiria uma reestruturação de conceitos completa: nova missão, nova visão de negócios, novas estratégias. Sônia não se intimidou e, para conquistar e encantar a nova clientela criou um espaço onde “as pessoas sentissem tudo que é a magia da Dudalina”. A loja foi o embrião para outras lojas e, em 2010, a empresa – que já tinha mais de três mil canais de venda – entrou para o varejo com a coleção de camisas para mulheres.

A família Dudalina cresceu e atualmente tem mais de 2.500 colaboradores (70% de força feminina) trabalhando na construção do grande sonho. A empresa cresce, em média, 30% ao ano e, em três anos, 1/3 do faturamento já é referente à coleção feminina. O lado criativo e cuidadoso da mulher também se refletiu na produção: mais de 1.500 modelos de camisas para mulheres e outros 1.500 modelos de camisas para homens. Além de peças desenhadas para outras coleções.

 

O poder feminino

Encantar, inovar, ter qualidade com preços competitivos e utilizar as melhores tecnologias.  Talvez sejam esses os ingredientes principais da receita de sucesso da empresa que Sônia não considera mais familiar. “Quando você tem tanta gente trabalhando pelo mesmo objetivo, a empresa passa a ser de uma sociedade, de uma comunidade, com um código de ética e uma série de regras que você tem que seguir. Eu sou uma executiva contratada, se eu não der resultado, estou fora. A Dudalina tem uma governança muito bem estruturada”, fala relembrando um dos valores que a mãe deixou.

É difícil, como mulher, trabalhar nesse meio? “Sempre me perguntam se ser mulher atrapalha. Eu acho que não. Eu acho que não depende do gênero, depende da alma, depende do que você é. Essa alma empreendedora veio da minha mãe. Ela foi uma grande obstinada a vida inteira. Teve 16 filhos, educou, todos são muito trabalhadores, mas ela foi empreendedora. A minha mãe é a minha grande inspiração e meu pai era meu grande amor”. Uma vez, em entrevista, perguntaram à Sônia qual o sonho que ainda quer e vai realizar. A resposta foi certeira: “Quero deixar um grande legado, uma grande história da Dudalina. Esse é o meu sonho, perenizar a empresa e o nome dos meus pais”.

E é assim que a menina que um dia foi chamada na escola de “colona de Luís Alves” – um termo que se refere ao caipira, mas em tom pejorativo – conseguiu construir um caminho de muito trabalho, persistência e otimismo em relação aos sonhos e aos riscos calculados. Essa menina, hoje, é a Sônia Hess, presidente da maior camisaria da América Latina, executiva reconhecida no Brasil e no mundo e que valoriza o simples até quando precisa explicar a sua trajetória:

Indústria da moda brasileira investe no mercado angolano

 

IMG_3389A atriz brasileira Giovanna Antonelli esteve pela primeira vez em Angola, onde conviveu com os seus admiradores. Durante a sua permanência em Luanda, Giovanna Antonelli inaugurou três lojas da marca Dudalina, representadas pela Top Brands Angola Retalho.

A atriz, que também foi oficialmente apresentada como embaixadora da marca brasileira em Angola, procedeu ao corte da fita durante e a inauguração das 3 primeiras lojas da referida marca, localizadas no Xyami da centralidade do Kilamba, Xyami do Nova vida e Talatona no Belas Shooping. Em entrevista ao AngoRussia a atriz brasileira disse estar muito feliz pela marca ter chegado a Angola, e que os angolanos assim como os brasileiros têm cor para dar vida a marca.

IMG_3357“Estou muito feliz! É uma marca muito consolidada no Brasil, e acho que tem a cara de todo mundo, os angolanos têm cor, Dudalinda também trás cor a elas, tem um pouco de tudo”, começou por dizer. Giovanna acrescentou ainda que Dudalinda, é uma marca que todos podem usar tanto para ocasiões normais , para trabalhar como especiais, para um jantar à noite.

Dudalinda é uma empresa de confecções e distribuição de roupas de alto padrão e moda do Brasil muito conhecida por suas camisas sociais femininas, que recebeu aprovação para juntar-se ao portfólio de moda do grupo Top Brands Angola.

 

Empresa Dudalina de confecções abre mercado em Luanda em Angola, depois de passar por mudanças administrativas no Brasil. Empresa voltou a dar lucro no segundo trimestre de 2017 após sete trimestres de prejuízo; plano de aumentar a eficiência também prevê corte de cargos.No primeiro semestre, a empresa fechou 26 lojas, duas fábricas e reduziu 277 cargos administrativos, segundo informações divulgadas em seu balanço financeiro. “A companhia passou de uma base de 327 lojas ao final de 2016 para 301 ao final do 2T17, seguindo seu plano de conferir maior eficiência ao varejo, com foco em maior produtividade da base existente de lojas, no ganho de rentabilidade e na geração de caixa”, disse a empresa no relatório de divulgação dos resultados.

Refugiada Top model nos EUA ajuda agora as crianças da terra natal

Mari Malek foi para os Estados Unidos em criança, como refugiada. Agora usa o seu estatuto de supermodelo para ajudar as crianças do Sudão do Sul

Mari Malek é uma top model, DJ e actriz radicada em Nova York. E é também uma refugiada do Sudão do Sul.

A supermodelo Mari Malek nasceu em Wau, no Sudão do Sul, numa família com cerca de 20 crianças. O pai foi ministro das finanças do país, a mãe era enfermeira. Em plena guerra civil, a mãe abriu as portas da casa da família, e transformou-a em santuário para quem buscava refúgio.

Quando a violência que assolou o país se concentrou na região em que viviam, a mãe levou Mari e duas irmãs para um campo de refugiados no Egipto. Quatro anos mais tarde, ainda criança, conseguiu autorização para entrar nos Estados Unidos.

Eu era a criança estranha: alta, negra, de onde é que veio? Quem é ela? Tinha dificuldade em expressar-me, porque não sabia falar inglês”, conta Mari Malek à BBC.

Depois de passar por uma série de dificuldades, tornou-se uma top model de sucesso, mas diz não ter esquecido o seu passado. “Queria poder ajudar toda a gente, mas não consigo. Ver crianças a sofrer assim parte-me coração”, diz Mari .

Mari criou uma ONG dedicada à educação infantil no Sudão do Sul, a Stand for Education. O seu trabalho voluntário levou-a às Nações Unidas, e rendeu-lhe elogios do ex-presidente norte-americano Barack Obama.

“De onde venho, o Sudão do Sul, somos muito fortes e resilientes. Estamos em guerra há quatro décadas e continuamos a resistir, a sobreviver, a viver. Isso está no meu sangue”. No auge de uma violenta guerra civil, o Sudão do Sul é o país em todo o mundo de onde saíram mais refugiados em 2016.

O ano passado, o país juntou-se à Síria, Afeganistão e Somália no grupo de países com mais de um milhão de refugiados. O número total de pessoas deslocadas alcança 1,8 milhões. Desde o início da guerra civil, em dezembro de 2013, mais de 1,17 milhões de pessoas procuraram refúgio nos países vizinhos como o Uganda, Etiópia e Quénia.

https://zap.aeiou.pt/a-menina-refugiada-que-se-tornou-top-model-nos-eua-ajuda-agora-as-criancas-da-terra-natal-164694

Edward Enninful, director da revista Vogue britânica

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A primeira vez em cem anos de história, a Vogue britânica escolheu um homem negro para director da revista. Edward Enninful, do Gana, prepara-se para dirigir uma das mais influentes publicações de moda do mundo.Edward Enninful

Num comunicado, a Condé Nast International, empresa que detém a Vogue, descreveu Enninful como “uma figura influente nas comunidades da moda, Hollywood e música, que molda o espírito cultural da época”.Edward Enninful,

Enninful chegou a Londres aos 16 anos, onde começou a carreira no mundo da moda. Três anos depois, chegou a director da revista “i-D”, tornando-se no mais jovem na história da publicação.

Com 45 anos, o ganês foi condecorado em Outubro passado com o título Officer of the Most Excellent Order of the British Empire pelo seu contributo para a moda.

O novo cargo da Vogue britânica será assumido a 1 de Agosto.

O estilo elegante de Lupita Nyong’o,

 

Para quem acompanha as grandes premiações do cinema, esse rostinho já é conhecido. Lupita Nyong’o, a atriz queniana conhecida pelos filmes ’12 Anos de Escravidão’ e ‘Sem Escalas’, é sempre o centro das atenções nos red carpets das maiores premiações do cinema e da TV. Isso porque, aos 34 anos, ela exibe um estilo elegante e ousado, exaltando sua cor e seu estereótipo feminino.

Calvin Klein, Ralph Lauren e Chanel são apenas alguns nomes que Lupita costuma vestir nesses eventos. E, mais do que a marca, ela carrega looks bem produzidos, ousados e diferentes, que fazem todos pararem para vê-la passar.

>> Colorido

Foto: Divulgação / Pinterestfghfghfgh
Foto: Divulgação / Pinterestghjghjj

Conhecida como ‘rainha das cores’, a atriz adora aparecer com peças que chamam atenção para o seu tom de pele e, também, que se harmonizam entre si. Ou seja: aos fãs do estilo de Lupita, cuidado! É preciso atenção na hora de se inspirar!

>> Estampado

Foto: Divulgação / Pinterestdfsdf

A atriz também não dispensa uma boa estampa! Isso, combinado a peças que valorizam sem shape, forma o look perfeito!

>> Tons claros

Foto: Divulgação / Pinterestsdfsdf

Vestidos diferentes e com recortes diversos são os favoritos de Lupita! Quando em tons mais claros, então, e combinados a acessórios indispensáveis, a produção fica ainda mais completa.

>> Mídi

Foto: Divulgação / Pinterestdfsdfdf

Já deu pra perceber que a queniana sabe destacar seu tom de pele e sua boa forma como ninguém, né? Nos vestidos de comprimento mídi, com cintura marada e modelagens rente ao corpo, isso torna-se ainda mais notável.

http://www.tudoetodas.com.br/post/estilo-elegante-lupita-nyongo-atriz-nunca-erra-red-carpets

 

“Black Mirror” projeto desafia representação negra no mundo da moda

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A industria da moda tem pouco espaço para modelos negros, praticamente no Brasil 99% das publicidades não incluem negros. Basta abrir qualquer revista nesse período de festas e teremos muita dificuldade de encontrar mulheres e homens negros .

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Há produtos de marcas poderosas que nunca utilizam modelos negros. Um exemplo é o setor automobilístico, financeiro, moda masculina.

blackmirror6A modelo e blogueira liberiana Deddeh Howard que está cansada de ver os mesmos rostos (brancos) dominando outdoors , enquanto outras modelos deslumbrantes, qualificadas são negligenciadas, decidiu juntamente com o fotografo Raffael Dickreuter a lançar o projeto “Black MIrror”, que recria grandes campanhas de modelos brancos com modelos negros.

A proposta é revolucionária,do Black Mirror é porque recriara grandes campanhas que originalmente exibiam modelos brancos. Questiona as campanhas de Chanel, Guess, Victoria’s Secret, Calvin Klein, David Yurman and Louis Vuitton que nunca dão oportunidade a modelos negros.

Deddeh Howard trabalhou com o fotógrafo Raffael Dickreuter recriando campanhas de moda clássicas – apresentando nomes como Kendall Jenner, Gisele Bundchen, Gigi Hadid e Candice Swanepoel.

fontes :http://www.huffingtonpost.co.uk/…/black-mirror-photo-series…

http://www.thefashionspot.com/…/726613-black-mirror-proje…/…

Lupita Nyong’o: O Regresso em ‘A Rainha de Katwe’

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Lupita Nyong’o, a atriz mais conhecida pelo papel de Patsey em ’12 Anos Escravo’, vai voltar, depois de três anos de ausência, ao grande ecrã.

Os últimos trabalhos de Lupita para a indústria cinematográfica foram em ‘Star Wars: O Despertar da Força’ como a voz de Maz Kanata e em ‘O Livro da Selva’ como a voz de Raksha. Mas, já vão três anos desde que a primeira atriz queniana a receber um Óscar (como melhor atriz secundaria) aparece nas telas das salas de cinema. O regresso será feito através da personagem Harriet Mutesi em ‘Rainha de Katwe’.

Sobre esta ausência, a atriz refere que não foi intencional. “Em retrospetiva, estava à procura de maneiras de me reinventar como artista e houve certamente coisas que preferi cancelar para poder desempenhar papéis que me desafiassem” referindo-se ao papel de Harriet Mutesi na ‘Rainha de Katwe’. “Foi a primeira vez que um papel me chamou tanto a atenção e que me desafiou tanto”, acrescenta ainda a atriz.

“Não conseguia pensar em nada pior [para Nyong’o] que vê-la fazer papéis de escravo um atrás do outro” afirma David Oyelowo, que também faz parte do elenco do novo filme.
David reconhece também que havia o risco de Lupita ficar rotulada com aquele tipo de papel, especialmente depois da grande representação em ’12 Anos Escravo’.

A realizadora do filme, a indiana Mira Nair, afirmou que Lupita sempre foi a sua primeira opção para o papel. “Pensei em Harriet como uma jovem mãe coragem. Essa qualidade é intrínseca a Lupita. Ela tem essa força”, acrecenta a realizadora.

Este novo filme, produzido pela Walt Disney Pictures e pela ESPN Films, retrata a história de Phiona Mutesa, uma rapariga do Uganda que é um prodígio em xadrez e que se torna conhecida depois do seu desempenho no campeonato mundial do jogo de tabuleiro. O filme tem data de estreia marcada – nos Estados Unidos – para 23 de setembro deste ano.

ANA FILIPE SILVEIRA

Lupita Nyong’o: O Regresso em ‘A Rainha de Katwe’

 

Lançamento da linha de fatos de banhos africanos da Luna Vambano já tem data marcada

Lançamento da linha de fatos de banhos africanos da Luna Vambano já tem data marcada

Após vencer a 2ª edição do Big Brother Angola (BBA 2015), Luna Vambano, avançou em entrevista exclusiva à Super Fashionn, sobre o lançamento da sua marca “LL” confeccionadas pela estilista Lizzel de Oliveira e com o rosto da segunda Dama de Honor e Miss fotogenia do Cuando-Cubango, Lukenia Fernandes.

“Estou agora com o projecto do lançamento da minha linha de fatos de banhos africanos com o fim de valorizarmos mais a mulher africana”, explicou. A apresentação da colecção está marcada para este sábado (06 de Agosto). “Para todas as mulheres vem aí coisa boa, a minha colecção de fatos de banhos africanos, vai dar ao moderno a essência africana, usando nossos panos, criando nossos modelos e marca”, prometeu.

Luna garantiu que todas as peças foram pensadas e criadas com muito amor e carinho. “Tenho certeza que as meninas vão amar”, disse. Sobre moda e tendência, Vambano confessou que na maior parte das vezes quando veste-se para um evento inspira-se em si mesma e tem seguido algumas tendências mas do seu jeito.

http://superfashionn.sapo.ao/moda/item/541-lancamento-da-linha-de-fatos-de-banhos-africanos-da-luna-vambano-ja-tem-data-marcada

 

Daniel Nascimento solidariza-se com a modelo Lumenni Bombo e predispõe-se a pagar-lhe a prótese  

Daniel Nascimento solidariza-se com a modelo Lumenni Bombo e predispõe-se a pagar-lhe a prótese

Por: Vídia António
O cantor e apresentador de TV, Daniel Nascimento deu um grande exemplo de solidariedade na passada terça-feira, no seu programa, Zap News, em que Lumenni Bombo foi convidada para falar sobre a sua superação após o acidente que lhe causou a perda do antebraço direito. Em conversa, a modelo afirmou que, até ao momento, não colocou uma prótese devido à falta de condições financeiras. Comovido com a situação, Daniel Nascimento predispós-se a pagar a prótese para a modelo.
Emocionada com a ajuda, Lumenni lacrimejou e agradeceu o apresentador pelo gesto de solidariedade e prometeu, em seu nome e da sua mãe, fazer o tratamento de forma a melhorar o seu estilo de vida, pois, apesar das poucas limitações com apenas um braço, sempre foi muito dinâmica e vê o gesto de Daniel Nascimento como uma oportunidade de melhorar e destacar-se ainda mais no mundo da moda.
Durante a entrevista, a modelo disse que está a fazer um curso profissional de jornalismo e falou do seu sonho em trabalhar como apresentadora de TV e, mais uma vez, Daniel Nascimento manifestou a sua vontade de ajudá-la, mas sem dar muitos detalhes, deixando expectativas no ar.
http://www.platinaline.sapo.ao/index.php/vidas/item/18371-daniel-nascimento-solidariza-se-com-a-modelo-lumenni-bombo-e-predispoe-se-a-pagar-lhe-uma-protese