Partidos políticos nos municípios metropolitanos da África do Sul discutem a formação de coligações

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Johanesburgo, 08 Ago (AIM) – Os partidos políticos nos municípios metropolitanos e câmaras municipais na Africa do Sul, onde nenhum partido conseguiu ultrapassar a marca de 50 por cento nas eleições autárquicas de quarta-feira, têm um prazo de duas semanas para formar uma coligação sob pena de verem a sua autoridade assumida pelo governo provincial ou nacional.

Por isso, o ministro para governação cooperativa e assuntos tradicionais Rooyen, advertiu, sábado, os partidos políticos para que comecem a trabalhar no sentido de estabelecerem rapidamente um governo municipal.

Existem quatro municípios metropolitanos onde nenhum partido conseguiu atingir a maioria simples, nomeadamente Joanesburgo, Tshwane e Ekurhuleni de East Rand, na província de Gauteng, e Nelson Mandela Bay, na província de Eastern Cape.

Existem mais uma dúzia de outros municípios, na mesma situação, e que também têm 12 dias para formar uma coligação.

A legislação vigente exige que todos os municípios reúnam-se para eleger um presidente, vice-presidente e presidente da assembleia municipal até as 18h00 de 20 de Agosto corrente.

Van Rooyen explicou que va Constituição sul-africana contém uma provisão que prevê a intervenção dos governos provinciais e nacionais nos municípios não-funcionais.

No domingo, a liderança do ANC em Gauteng reuniu-se para decidir sobre medidas que deverá tomar depois que o partido perdeu a maioria em três municípios metropolitanos.

Em Joanesburgo, o ANC conquistou apenas 121 dos 136 assentos necessários para obter a maioria. A Aliança Democrática (DA), o maior partido da oposição conquistou 104 assentos, enquanto o Combatentes para Liberdade Económica (EFF), o segundo maior partido da oposição, assegurou 30 assentos.

O cenário repete-se em Tshwane e Ekurhuleni, onde nem o ANC ou a DA conseguiu a maioria necessária para governar sozinho. Por isso, ambos são obrigados a formar coligações se quiserem governar aqueles municípios.

A grande incógnita é o EFF, de Julius Malema, cujo papel poderá ser determinante na eleição da cúpula nos municípios onde o ANC ou a DA conseguiram conquistar a maioria simples.

Por um lado, Malema afirma que o ANC precisa ser penalizado e, por outro, acusa a DA de continuar a proteger os capitais dos brancos.

Refira-se que o ANC viveu sábado um revés histórico nas eleições municipais ao perder na capital, Pretória, frente a DA.

O partido também registou um recuo histórico nas restantes regiões do país, perdendo a maioria que detinha nas cidades mais importantes.

Aliás, esta é a primeira vez que o ANC conquista um número tão baixo de votos (53,9 por cento) desde a sua ascensão ao poder, após a queda do regime do apartheid e o advento da democracia em 1994.

O desempenho do ANC nas presentes eleições constitui um grande abalo para o partido no poder, considerando que nas municipais de 2011, o partido no poder havia conquistado 56,5 por cento do eleitorado.
(AIM)
Times live/jd/sg/dt

(AIM)

http://noticias.sapo.mz/aim/artigo/11229208082016174609.html

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