Africa do Sul realiza seminário com empresários de Santa Catarina- Brasil

Publicado em 11/06/2018 – 18:36:25

 

Seminário promovido pela FIESC mostrou que o país dá acesso ao continente africano, formado por 55 países, e com um bilhão de consumidores e um mercado de US$ 3 trilhões

Filipe Scotti
SC e África do Sul buscam fortalecimento do comércio

A ampliação do comércio entre Santa Catarina e a África do Sul foi debatida durante seminário promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), nesta segunda-feira (11), em Florianópolis. O presidente da entidade, Glauco José Côrte, lembrou que Brasil e África do Sul integram o grupo BRICs (ao lado de Rússia, Índia e China), o que facilita o avanço da parceria. “Juntos, esses países representam mais de 50% da população e um quarto do PIB mundial. Realmente, um conjunto de países que tem expressão significativa no contexto da economia mundial”, observou.

“Quanto aos investimentos, Santa Catarina apresenta uma condição favorável para inserção dos investidores sul-africanos no Brasil já que são grandes as similaridades em termos culturais e de organização produtiva. Nós temos essa característica de pequenas áreas geográficas, mas que conseguem se transformar em economias diversificadas e em desenvolvimento econômico e social”, afirmou Côrte. Ele ressaltou que Santa Catarina e África do Sul são economias que se encontram em desenvolvimento, buscando uma inserção maior no mercado internacional. “Assim, essa parceria torna nossas relações econômicas ainda mais vantajosas ao ampliar as capacidades tecnológicas, fortalecer as áreas de interesse e aprofundar a integração e a cooperação”, finalizou.

Santa Catarina exportou US$ 144,8 milhões à África do Sul em 2017. Desse total, 24% são de carne de aves, seguido por partes para motor (US$ 29,8 milhões) e motores e geradores elétricos (US$ 18,2 milhões). As importações catarinenses vindas da África do Sul no período somaram US$ 46,9 milhões, com destaque para os produtos laminados de aço, ferro-ligas e ácido fosfórico.

A cônsul comercial do Consulado da África do Sul em São Paulo, Shanaaz Ebrahim, apresentou um panorama dos incentivos que o país oferece para quem investe lá. Entre eles, destacou as oito zonas comerciais especiais, que oferecem imposto diferenciado e financiamentos com condições especiais. Ela também informou que uma lei aprovada em 2015 protege o investimento de quem aposta no país. “Quando se investe na África do Sul, se tem acesso aos 52 milhões de habitantes do país e a todo o continente, formado por 55 países, um bilhão de consumidores e um mercado de 3 trilhões de dólares”, declarou, lembrando que há em vigor um acordo com o Mercosul, que pode beneficiar o Brasil.

O cônsul-geral do Consulado da África do Sul em São Paulo, Malose Mogale, ressaltou a importância de fortalecer as relações entre os países dos BRICs e informou que o país passa por mudanças estruturais na produção, com foco em conhecimento. “Cada vez mais a economia verde está se destacando à medida que o País vai adotando energia limpa. Para aumentar a confiança dos investidores, o governo criou um lugar único (one stop shop) para reduzir a burocracia na abertura de empresas. Em três dias o empresário pode registrá-la e conseguir um número de CNPJ”, disse.

Ainda no encontro, o diretor de desenvolvimento institucional e industrial da FIESC, Carlos Henrique Ramos Fonseca, apresentou um perfil da economia catarinense, e a representante da Investe SC, Joice Schafer, destacou o trabalho da agência de atração de investimentos na promoção de novos negócios para o Estado.

 

http://www.portaldailha.com.br/noticias/lernoticia.php?id=43550

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Privatização das empresas públicas angolanas dá esperanças a investidores

zee1Investidores brasileiros que acompanham o mundo negócios em Angola, podem estar de olho na onda de privatização  de empresas públicas que pode acontecer, caso a Comissão criada pelao governo seja efeita e  decida reativar as empresas que estão na Zona Econômica Especial de Luanda – Bengo.

O que  vem a ser essa Zona Econômica?

ZEE Luanda-Bengo é um espaço fisicamente demarcado, dotado de Infraestruturas adequadas à instalação de empresas capazes de fomentar a produção, criar emprego, fomentar a competitividade e inovação, beneficiando em termos fiscais de um estatuto especial. A ZEE Luanda-Bengo constitui propriedade do Estado.

Localizada a 30 quilômetros do centro de Luanda, a ZEE Luanda Bengo, um projecto até agora gerido pelo Estado, envolveu um investimento público de quase USD 80 milhões para instalar 73 fábricas e compreende sete reservas industriais, seis reservas agrícolas e oito reservas mineiras, numa área total de 8.300 hectares entre os municípios de Viana, Cacuaco, Icolo e Bengo (Luanda), Dande e Ambriz (Bengo).zee Zona Económica Especial Luanda Bengo

Em uma reunião realizada na segunda feira, com as  comissões sindicais das unidades industriais da ZEE Luanda-Bengo, propôs a privatização das empresas paralisadas para permitir que pessoas com capacidade financeira possam revitalizá-las.

O líder sindical acrescentou que a privatização de empresas públicas resulta, na maior parte dos casos, em menos gastos para o Estado e maiores ganhos para a economia.
As privatizações aumentam a eficiência e maximizam a produtividade nas empresas, o que resulta na geração de mais empregos e mais impostos, disse Carlos Neto.

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Em 2016, o Governo esteve perto de privatizar 53 unidades industriais instaladas na ZEE Luanda-Bengo para poupar nos custos de manutenção e optimizar a criação de postos de trabalho.
Um Despacho Presidencial de 26 de Maio de 2016 chegou a autorizar a “transferência da totalidade das quotas representativas do capital social” destas unidades industriais para “entidades empresariais privadas detentoras de capital, “know how” e tecnologia suficiente” para as “alavancar”.

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Num plano mais abrangente, o Presidente de Angola  João Lourenço criou, em Fevereiro deste ano, 2018, uma comissão de preparação e implementação do processo de privatização, via bolsa de valores, de empresas públicas de referência.
A  comissão  é  coordenada pelo ministro   de Estado  do Desenvolvimento Econômico  e  Social, Manuel Nunes, e integra  os titulares das Finanças,  Economia e Planejamento, os secretários para os assuntos Econômicos, das Finanças e Tesouro do Presidente da República.
Fazem   parte  da comissão os presidentes dos conselhos de administração  do Instituto do Sector  Empresarial  Público (ISEP), da Comissão de Mercado de Capitais (CMC) e da Bolsa da Dívida e Valores de Angola (BODIVA). De acordo com  o despacho, publicado em “Diário da República”, de 20 de Fevereiro,  o  resultado do trabalho desta comissão deve assegurar a realização dos objectivos definidos pelo Presidente da República, como garantir a integridade dos sectores  estratégicos do Estado, assegurar o rendimento do sector empresarial público, o aumento da eficiência da produtividade da economia e das empresas.
O prazo dado à comissão criada pelo Presidente João Lourenço para apresentar uma proposta concreta sobre a privatização de empresas públicas não-lucrativas, terminou no dia 8 de Abril.
Dados disponíveis indicam que, no presente ano, estava em fase de conclusão um programa de privatização de 30 empresas públicas, caso as autoridades tivessem sido persistentes na aplicação da medida decidida em 2013.
Neste ano, quando a segunda fase de privatizações devia começar, o Governo vinha de um período de alienação que levou mais de uma década e que permitiu vender a privados 198 empresas estatais.
Na primeira fase, o processo abrangeu  empresas e sociedades dos ramos da Agricultura, Pescas, Indústria, Comércio, Transportes, Geologia e Minas, Construção Civil, Banca e Petróleos.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/zona_de_luanda-bengo_praticamente_paralisada

Franquias internacionais de fast food disputam agressivamente o mercado africano

franquia de piza na etiópia

Em Adis Abeba, a franquia da pizza Hut chegou para disputar o mercado das refeições  rápidas. A pizza Hut . está embarcando em um esforço agressivo para conquistar o mercado africano; em março, inaugurou seu centésimo restaurante na África subsaariana.

De acordo com a Bloomberg, cerca de metade do negócio da franquia está na África do Sul, embora a Pizza Hut, construída dentro da base militar dos EUA em Djibuti, também faça um comércio estrondoso.

Há um “Burger King” em frente ao estádio da cidade de Adis Abeba, um “Home Depot” na área do Old Airport, e a Kaldi’s, a cadeia local de café, imitou o logotipo da Starbucks – embora, o Kaldi’s faça um café melhor.

Nesse cenário, a Pizza Hut é uma espécie de ato de inovação e ousadia no mercado de fast food da Etiópia. É  a primeira vez que uma grande franquia internacional de fast-food entra no mercado etíope (as franquias sul-africanas Debonairs e Spur, ambas com filiais da Addis, não se encaixam bem na conta).

A primeira Pizza Hut abriu para os negócios em 14 de abril, com  longas filas e muito barulho. “A presença da Pizza Hut na Etiópia é um acontecimento empolgante à cena culinária do país”, disse Michael Raynor, o embaixador dos Estados Unidos.

Duas semanas depois, as filas não diminuíram. Ainda não é meio-dia e já há um congestionamento no balcão de granito preto da lanchonete, que foi importado junto com todos os outros apetrechos típicos da Pizza Hut dos EUA.

 

E nós brasileiros? Estaríamos reconhecendo o mercado afraicno para instalar nossas franquias? Fico imaginando quantas franquias poderiam  estar disputando o mercado africano.

 

Difícil prever pois  o capital necessário para abrir uma loja de uma franquia reconhecida é muito alto, a língua e o domínio sobre a cultura dos países africanos constituem em grandes dificuldade para  maioria dos empreendedores brasileiros.

Entretanto é mais uma  possibilidade a ser colocado no cenários dos negócios que envolvam brasileiros e africanos.

Jeuneafrique: ” A diplomacia da generosidade”

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The Economist em sua edição de 17 de julho, ele fez um balanço dos vários canais de ajuda pública brasileira aos países pobres e descobriu que alcançou US $ 1,2 bilhão (910 milhões de euros). E até mais de 4 bilhões, se somarmos os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Porque os 30 milhões de dólares que permitem à Agência Brasileira de Cooperação prestar assistência técnica aos países do Sul são complementados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Programa Mundial de Alimentos (PMA), programas para Gaza (US $ 300 milhões) ou Haiti (US $ 350 milhões). A ajuda estritamente humanitária do Brasil aumentou em 20% nos últimos três anos.

Ainda auxiliado pelo Banco Mundial, o Brasil está se tornando um dos maiores doadores do mundo e gasta tanto quanto, por exemplo, o Canadá. Essa política foi descrita pelos próprios brasileiros como “diplomacia de generosidade”.

Trata-se de países de língua portuguesa, que se beneficiam sobretudo no campo da saúde (luta contra a AIDS), mas também francófonos como o Mali (pesquisa do algodão) ou o Haiti (ajuda alimentar). Neste último país, o Brasil subsidia um programa que permite que mães carentes cujos filhos freqüentem a escola e sejam vacinados para receber alimentação gratuita, à maneira do Bolsa Família .

Ao contrário da China, que financia estradas e ferrovias, o Brasil prefere priorizar programas sociais e agricultura, onde se destaca.

Presidente de Cabo Verde será homenageado no Brasil, em São Paulo

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O Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, vai ser distinguido com o Troféu Raça Negra, a 20 de Novembro, em São Paulo, Brasil, num evento organizado pela Afrobras, por ocasião do Dia Nacional da Consciência Negra.


África 21 Digital com Inforpress


No âmbito da 15ª edição deste prémio, que este ano homenageia a atriz e cantora brasileira Zezé Motta, várias personalidades e autoridades negras e não negras, do Brasil e internacionais, são premiadas “por exaltar, enaltecer e divulgar o valor das iniciativas, ações, gestos, posturas, atitudes, trajetórias e realizações que tenham contribuído para aprofundamento e ampliação da valorização da raça negra”.

De entre as várias personalidades internacionais está o chefe do Estado de Cabo Verde, que, além de uma vida activa na política, é escritor, jurista, ensaísta e colaborador de várias publicações literárias.

Segundo a organização deste certame, a ONG Afrobras (Sociedade Afro-Brasileira de Desenvolvimento Sócio-Cultural) e a Faculdade Zumbi dos Palmares, trata-se de um “reconhecimento justo e oportuno àqueles que têm contribuído constantemente pela luta em favor da igualdade racial”.

Além de participar na 15ª edição do Troféu Raça Negra, Jorge Carlos Fonseca faz-se presente na 5ª edição da Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra (Flink Sampa), que acontece entre 16 e 18 de Novembro com o objectivo de oferecer acesso ao livro e à leitura, de forma totalmente gratuita.

O evento também é organizado pela Faculdade Zumbi dos Palmares e pela ONG Afrobras e este ano irá homenagear o escritor brasileiro Paulo Lins, autor do livro Cidade de Deus.

A presença do chefe do Estado cabo-verdiano foi confirmada por Guiomar de Grammont, curadora da programação literária da Flink Sampa.

Jorge Carlos Fonseca vai participar no debate “Literatura em Vozes Polifónicas”, que ocorrerá no dia 18 de Novembro, e também vai lançar o seu mais recente livro “O Albergue Espanhol”.

Além do Presidente da República, o evento também contará com a presença dos escritores cabo-verdianos Filinto Elísio e Arménio Vieira, vencedor do Prémio Camões.

Estes irão participar numa mesa de debate no dia 18 sobre “África-Brasil: versos em laços”, que, para além dos escritores cabo-verdianos conta com a participação de Francisco Noa (reitor da Universidade Lúrio de Moçambique) e Eduardo de Assis Duarte (escritor e professor brasileiro).

 

https://africa21digital.com/2017/11/07/presidente-de-cabo-verde-vai-ser-distinguido-pela-afrobras-durante-evento-em-sao-paulo/

Moçambique insta pequenas e médias empresas à cooperação com estrangeiros

A Feira Internacional de Maputo (FACIM) constitui uma oportunidade única para garantir o fortalecimento da cooperação entre Moçambique e outros países, disse segunda-feira o Chefe do Estado, Filipe Nyusi, ao proceder à inauguração da 53.ª edição da maior feira comercial do país.

Empresas chamadas a aproveitar as oportunidades da feira
Fotografia: Elisio Muchanga | Facim

Filipe Nyusi aproveitou a ocasião para se dirigir às pequenas e médias empresas (PME), convidando os seus responsáveis a procurarem contactos com as empresas estrangeiras presentes no certame, a fim de procurarem exportar mais produtos moçambicanos.
Enaltecendo o papel das pequenas e médias empresas no processo de diversificação da economia, Filipe Nyusi disse representar a feira “mais uma oportunidade para alargar o mercado e os produtos nacionais, internacionalizar a economia moçambicana, expor as potencialidades de produção e aumentar a diversificação de exportações”. “Esperamos que, nesta edição da FACIM, as PME identifiquem e conjuguem parcerias de ganhos quantitativos e qualitativos a nível de acesso de tecnologias, conhecimento e fortalecimento do capital, disse o presidente moçambicano.
Filipe Nyusi acrescentou que a Feira Internacional de Maputo, enquanto fórum anual e multissectorial, tem a faculdade de congregar, num único espaço, todos os sectores económicos à escala nacional, consagrando-se num lugar privilegiado de encontro para os empresários nacionais e estrangeiros.
A edição deste ano conta com a participação de 20 países estrangeiros e um total de 1.900 expositores, dos quais 1.600 são empresas nacionais e 250 estrangeiras. A 53ª edição da Feira Internacional de Maputo decorre até ao dia 3 de Setembro, nas instalações de Ricatla, distrito de Marracuene, província de Maputo, e está a ser visitada por várias pessoas.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/mercados/filipe_nyusi_incentiva_expositores_nacionais

Brasil na Feira Internacional de Moçambique

FACIM 2017

O Brasil por meio da Apex organizou a participação brasileira na 53ª edição da Feira Agro-pecuária, Comercial e Industrial de Moçambique 2017(-FACIM-2017), articulando o setor de Alimentos e Bebidas, Agronegócios, Máquinas e Equipamentos, Casa e Construção. A FACIM é uma feira multissetorial em Moçambique organizada pelo IPEX – Instituto de Apoio a Exportação – que busca facilitar o contato com os expositores internacionais e estimular o consumo e integração econômica de Moçambique na economia

Maputo acolheu nesta segunda-feira (28), a 53ª edição da (FACIM 2017), a maior mostra para exposição de produtos e potencialidades nacionais, no distrito de Marracuene, província de Maputo.

O ato de aberto do certame foi dirigido pelo Presidente da Republica, Filipe Nyusi, que durante a inauguração visitou alguns pavilhões em que estão expostas as potencialidades de produção e de exportação nacionais, bem como do empresariado estrangeiro. O Chefe de Estado orientou ainda a cerimónia de premiacão dos melhores exportadores moçambicanos.

Falando à nossa reportagem, a directoras província da Indústria e Comércio de Gaza, Ana Izdine, afirma que o balanço do primeiro dia da exposição e afirmam ainda reinar neste Feira as maiores expectativas.
Pouco mais de 500 empresas estrangeiras na Feira
Projecções do Ministério da Indústria e Comércio, entidade responsável pela organização do evento que decorre desde esta segunda-feira até o dia 3 de Setembro próximo, aponta para a participação oficial de vinte e seis países, 540 empresas estrangeiras e 1490 expositores nacionais, enquanto o número de visitantes esperados e de cerca de 86 mil.
Este ano a FACIM decorre sob o lema: “Fortalecendo as Parcerias de Investimento Nacional e Estrangeiro em Moçambique”. A Bielorrússia que participa pela primeira vez nesta Feira, junta-se a lista de países como Portugal, Brasil, África do Sul, Angola, Reino Unido, entre outros já tradicionais no certame.

Cabo Verde anulou o concurso internacional para a subconcessão de portos do país

 

O Governo de Cabo Verde anulou o concurso internacional para a subconcessão dos principais portos do país, ao qual havia sido apresentada uma única proposta parcial por parte do grupo francês Bolloré, de acordo com um comunicado oficial na terça-feira divulgado em Praia.

Concurso para gestão de portos atraiu apenas um concorrente
Fotografia: DR

A 15 de Julho de 2015, foi lançado o concurso internacional para a subconcessão dos principais portos de Cabo Verde, dividindo-os em dois blocos, sendo o primeiro composto pelos portos da Praia e do Mindelo e o segundo pelos de Palmeira e Sal-Rei, Sal e Boa Vista, respectivamente.O grupo Bolloré foi a única empresa a submeter uma proposta técnica e financeira para a subconcessão do primeiro bloco, não tendo sido apresentada nenhuma para o bloco que reunia os portos do Palmeira e Sal-Rei, Sal e Boa Vista.
O comunicado oficial adianta que o Governo actual, após a análise do processo, concluiu que o modelo de subconcessão, anteriormente adoptado para a exploração dos principais portos de Cabo Verde, não responde às exigências da nova visão e da estratégia definidas.

Cabo Verde aprova decreto que privatiza companhia aérea TACV

 

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O Governo cabo-verdiano anunciou hoje que aprovou o decreto-lei que estabelece o regime jurídico para a privatização do negócio internacional da transportadora aérea pública TACV, que esta semana deixou de voar a nível doméstico.

O anúncio foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, Luís Filipe Tavares, para dar conta das decisões saídas da reunião do Conselho de Ministros.

O ministro não avançou mais dados, informando apenas que as negociações estão em fase final e remeteu mais informações para quando o decreto for publicado no Boletim Oficial.

Em entrevista à agência Lusa há duas semanas, o ministro das Finanças, Olavo Correia, disse que há vários interessados no negócio da TACV Internacional e que as negociações prosseguem para encontrar um parceiro estratégico que assegure a gestão e parte do capital.

 

O ministro não avançou nomes de empresas com as quais o Governo está a negociar, mas salientou que a ideia é transformar o arquipélago num ‘hub’ [plataforma] de transportes aéreos no Atlântico médio.

O governante admitiu que o Estado cabo-verdiano venha a ter participação no capital da TACV Internacional, mas recusou injetar recursos para ter ações da empresa.

Olavo Correia disse que o Estado pode viabilizar ativos da empresa em capital, apontando como exemplos as agências, as rotas e as licenças de voo, defendendo sempre o património do Estado.

A privatização do negócio internacional está enquadrada na reestruturação da companhia aérea pública cabo-verdiana, que deixou de operar a nível doméstico.

Esta semana começou a funcionar o acordo com a Binter CV, que é, desde terça-feira, a única companhia a fazer os voos entre as ilhas cabo-verdianas.

Todos os pormenores do acordo ainda não foram divulgados e o contrato ainda não foi publicado no Boletim Oficial.

Olavo Correia disse, na entrevista à Lusa, que existe “um acordo de princípio” e que até final do ano será assinado o contrato com o Estado de Cabo Verde, que passará a deter 49% da companhia.

Além dos voos domésticos, a partir de setembro a Binter CV deverá começar a fazer os voos regionais para Dakar e Bissau.

A Binter Cabo Verde, criada em 202, que tem atualmente como único acionista a empresa Apoyo Y Logistica Industrial Canária, Sociedade Limitada.

O Decreto-Lei  aprovado indica o valor e o número de ações a favor do parceiro estratégico que deverá ficar com 49% do capital social da empresa estatal.

Os restantes 51% vão ser cotados na Bolsa de Valores de Cabo Verde para aquisição de empresários nacionais.

O Presidente da Câmara de Turismo de Cabo Verde Gualberto do Rosário considera que a privatização é boa para Cabo Verde, mas que acontece tarde.

 Foi em Maio último que o governo anunciou a retirada da TACV da linha doméstica, passando a Binter – cujo capital o Estado passou a deter parte – a assumir os voos inter-ilhas a partir de 1 de Agosto. A TACV continuaria a operar apenas nas suas rotas internacionais que incluiu Bissau, Dakar, Lisboa, Paris, Amesterdão, Providence e Fortaleza.

 

Fonte:http://www.dn.pt/lusa/interior/governo-de-cabo-verde-aprova-decreto-para-privatizacao-da-transportadora-aerea-tacv-8683468.html