Secretário de Estado americano visitará o continente africano pela primeira vez

Rex Tillerson

Secretário de Estado do EUA, Rex Tillerson viajará a  N’Djamena, Chad; Djibouti, Djibouti; Addis Abeba, Etiopia; Nairobi, Quênia; e Abuja, Nigeria, no período de 6 a 13 março de 2018.

Esta é a primeira viagem do Secretário de Estado americano ao continente africano. O governo americano tem sofrido desgastes por conta das opiniões pessoais do presidente americano, mas nada que abale as relações econômicas com esses países. Os americanos continua a ser o grande investidor no continente africano.

A pauta é diversa em cada um dos países, envolvendo questões de paz, combate ao terrorismo, aumento de comércio e investimentos

 

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O petróleo em São Tomé e Príncipe e a parceria com a Nigéria

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, Patrice Trovoada.

São Tomé e Príncipe e Nigéria “reaproximam-se” na exploração-conjunta de petróleo

São-Tomé e Príncipe e  Nigéria  vão desencadear um “novo processo de aproximação e de trabalho” com vista a retomar acções para a exploração-conjunta de petróleo.

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, Patrice Trovoada, ao fazer o balanço da sua participação na Cimeira da União Africana, que decorreu em Abbis-Abeba (na Etiópia), onde manteve encontro com o presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, com quem abordou a questão relativa à exploração-conjunta de petróleo entre os dois países.

Patrice Trovoada – citado pela Agência STPress – garantiu que vão “desencadear, agora, um novo processo de aproximação e de trabalho a nível ministerial, a nível técnico e também da zona de desenvolvimento-conjunto para ver se nós avançamos”.

Anistia Internacional denuncia a violência nas comunidades rurais na Nigéria

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A Nigéria é cenário de violentos confrontos que só este mês fizeram 168 mortos. As autoridades têm levado a cabo raides aéreos sobre vilas e aldeias para tentar conter a violência intercomunitária.

Em 2017, morreram 549 pessoas devido à violência intercomunitária

A estratégia das autoridades nigerianas para conter a espiral de violência intercomunitária no país tem consistido no bombardeamento de aldeias e vilas, denunciou esta terça-feira a Amnistia Internacional (AI), frisando que tal resposta é inadequada e, em alguns casos, ilegal.anistia_orig

Desde 2017, a Nigéria é cenário de violentos confrontos entre criadores de gado, na maioria muçulmanos, e agricultores cristãos, por causa de uma nova lei que proíbe que os criadores de gado nômadas se desloquem dentro do estado de Benue, no centro do país.

Os confrontos, que alastraram a outros estados nigerianos (Adamawa, Taraba, Ondo e Kaduna), fizeram pelo menos 168 mortos só no mês corrente, segundo um comunicado da organização não-governamental (ONG) internacional de defesa dos direitos humanos. Em 2017, o número total de mortos foi de 549.

A AI informou agora que as autoridades nigerianas têm levado a cabo raides aéreos sobre vilas e aldeias para tentar conter a espiral de violência intercomunitária, denunciando que pelo menos 35 pessoas já perderam a vida e que muitas outras ficaram feridas na sequência destes ataques militares. “A resposta das autoridades da Nigéria à violência intercomunitária é totalmente inadequada, demasiado lenta e ineficaz e, em alguns casos, ilegal”, afirmou a organização.

“O governo deve mudar totalmente a sua resposta a estes confrontos mortíferos para evitar que esta crise fique fora de controlo. Precisam de investigar e de levar os suspeitos à justiça”, disse o diretor da Amnistia Internacional da Nigéria, Osai Ojigho, citado na nota informativa da ONG.

O representante recordou que centenas de pessoas perderam a vida em 2017 na sequência destes confrontos intercomunitários, afirmando que o governo de Abuja “ainda não fez o suficiente” para proteger as comunidades e que os responsáveis por estas mortes continuam impunes. “Em alguns casos, as agências de segurança da Nigéria responderam à violência intercomunitária com o uso de força excessiva ou ilegal, o que resultou em mais mortes e destruição”, prosseguiu o mesmo responsável.

No comunicado divulgado neste dia, a AI relatou uma situação ocorrida a 4 de dezembro do ano passado, quando a força aérea nigeriana enviou aviões de combate para disparar ‘rockets’ sobre aldeias como um sinal de aviso e para tentar travar os incidentes intercomunitários.

As manobras militares ocorreram numa altura em que centenas de criadores de gado atacaram pelo menos cinco aldeias no estado de Adamawa (no nordeste da Nigéria) para vingar a morte de pelo menos 51 membros da sua comunidade, nomeadamente crianças, em novembro, na localidade de Kikan.

Uma equipa da AI visitou as localidades visadas pelos raides aéreos das forças nigerianas e conseguiu reunir o testemunho de vários habitantes, que descreveram como foram atacados por aviões de combate e helicópteros militares quando tentavam fugir.

“Lançar ataques aéreos não é um método legítimo de aplicação da lei segundo os padrões de nenhuma pessoa. Tal uso imprudente de força mortal é ilegal, ultrajante e revela o desprezo escandaloso dos militares nigerianos pelas vidas daqueles que supostamente deviam proteger”, defendeu Osai Ojigho.

O diretor de relações públicas da força aérea nigeriana, Olatokunbo Adesanya, descreveu na altura, em declarações aos ‘media’ locais, os raides aéreos sobre certas localidades como “tiros de aviso e não tiros para matar”. O representante disse na mesma ocasião que os raides tinham tido “um efeito positivo”. Duas semanas depois, o mesmo responsável acrescentou que os criadores de gado tinham disparado contra os aparelhos das forças nigerianas.

Perante tal situação, a AI pediu neste dia à força aérea da Nigéria — que recebeu intensa formação das forças militares britânicas e norte-americanas nos últimos anos, segundo frisou a ONG — para entregar imagens dos raides aéreos e todas as informações consideradas como relevantes às autoridades, nomeadamente ao Ministério Público e ao Ministério da Justiça, para futura investigação.

“Isto é uma força ilegal e excessiva numa escala catastrófica. É mais um outro exemplo trágico, em que as forças armadas da Nigéria aplicam táticas militares mortíferas em situações de aplicação da lei”, reforçou Osai Ojigho, concluindo que “As autoridades nigerianas devem investigar estes ataques e, nas situações que as investigações indicarem responsabilidade criminal, devem processar os responsáveis e levá-los à justiça”.

Os raides aéreos ocorreram nas localidades de Lawaru, Dong, Kodomti, Shafaron e de Nzuruwei, locais onde a AI entrevistou um total de 15 testemunhas e constatou a destruição de pelo menos três mil casas.

 

Fontes:http://observador.pt/2018/01/30/nigeria-estrategia-para-conter-violencia-intercomunitaria-e-inadequada-e-ilegal/

http://allafrica.com/stories/201801310058.html

Há livrarias na Nigéria? perguntou uma jornalista francesa a escritora Chimmanda Ngozi Adichie

chimamanda-novo-livroQuestionamento irritou Chimamanda Ngozi Adichie, que denunciou falta de conhecimento que o mundo tem sobre a África

Jazzhole é a livraria favorita da autora Chimamanda Ngozi Adichie | Foto: Facebook / Reprodução / CP

Jazzhole é a livraria favorita da autora Chimamanda Ngozi Adichie | Foto: Facebook / Reprodução / CP

“Existem livrarias na Nigéria?”. A pergunta feita por uma jornalista francesa na semana passada, irritou a romancista nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Em um evento realizado em um elegante edifício do governo de Paris sob candelabros de cristal, a escritora denunciou “a arrogância francesa percebida” e falta de conhecimento que o mundo tem sobre a África. “Eu acho que reflete muito mal nos franceses que você precise me fazer essa pergunta. Meus livros são lidos na Nigéria. Eles são estudados nas escolas. Não apenas lá, em todo o continente africano”, disse a autora de 40 anos.

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A indignação posterior nas redes sociais talvez fosse previsível: insultos lançados contra a repórter em meio a acusações de racismo e preconceitos coloniais. Chimamanda, que hoje vive nos Estados Unidos, fez uma publicação no Facebook argumentando que a questão da livraria servia apenas para “dar legitimidade a uma ignorância deliberada, intitulada, cansativa e abrangente sobre a África”.

Mas nem todos concordam completamente. “Você não pode dizer que não há livrarias ou bibliotecas na Nigéria, isso é ridículo”, comenta a Tabia Princewill, colunista do jornal local The Vanguard. “Mas elas não são muitas, e muitas vezes são livros religiosos ou livros educacionais. Nas bibliotecas públicas, quase não há livros. É vergonhoso e não é ser anti-africano admitir isso. A elite africana não quer enfrentar a realidade”, completa.

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O debate da livraria é tão polarizante porque não se trata apenas de acesso a livros, mas também sobre o sistema de educação problemático do país. À medida que a população da maior economia da África Ocidental explode, o governo está lutando para educar seus 190 milhões de habitantes. A Nigéria tem uma taxa de alfabetização de 60%, uma das mais baixas entre os mercados fronteiriços, de acordo com a empresa de banca de investimentos Renaissance Capital em uma nota lançada nesta terça. Existem grandes discrepâncias regionais no país, com o sul com taxas de alfabetização muito maiores do que o norte, mas a qualidade dos professores e a participação dos estudantes são problemas perenes.

Nigeriano denuncia homofobia em pedido de asilo negado na Hungria

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Nigeriano que teve pedido de asilo negado na Hungria após avaliação para determinar sua orientação sexual

2016nytimesbreaking07 - Tribunal de Justiça da União Europeia proíbe 'testes de homossexualidade' para refugiados

↑ Dezenas de famílias de refugiados, a maioria da Síria, acampam perto da estação central em Budapeste, na Hungria (Foto: Mauricio Lima / The New York Times / The Pulitzer Prize)

O Tribunal de Justiça da União Europeia (UE) decidiu nesta quinta-feira (25) que é ilegal aplicar testes psicológicos para determinar a orientação sexual de requerentes de asilo.

Os testes realizados em refugiados vindos de países onde a homossexualidade é ilegal constituem uma “ingerência desproporcional na vida privada”, segundo a decisão do tribunal.

O caso que motivou a decisão envolveu um homem nigeriano que foi submetido a esses testes psicológicos pelas autoridades da Hungria. Ao pedir asilo no país em abril de 2015, ele alegou ser perseguido na Nigéria por ser homossexual.

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Pessoas ajudam um homem em uma cadeira de rodas a embarcar em um trem com destino a Sérvia em um campo de refugiados perto de Gevgelija, na Macedônia. Mais de 500 mil imigrantes e refugiados chegaram a Europa em busca de abrigo e trabalho este ano (Foto: Boris Grdanoski/AP)

A Hungria rejeitou o pedido com base num relatório psicológico que não confirmou sua homossexualidade. O nigeriano recorreu à Justiça da Hungria, que pediu um parecer do Tribunal de Justiça da UE.

A mais alta instância jurídica da Europa julgou que as autoridades nacionais podem pedir exames periciais para avaliar a necessidade real de proteção internacional do requerente de asilo, contanto que sejam preservados os direitos definidos na Carta dos Direitos Fundamentais da UE. Estes incluem o direito à dignidade e o à vida privada e familiar.

Mesmo que o requerente de asilo tenha autorizado essa avaliação, “tal consentimento não é dado necessariamente com total liberdade, mas imposto pela pressão das circunstâncias”, afirmaram os juízes. “Tal interferência é particularmente grave, uma vez que é realizada para se obter informações sobre os aspectos mais íntimos da vida do requerente de asilo.”

A homossexualidade é ilegal na Nigéria, um país conservador em termos religiosos. Novas leis contra o casamento gay e as uniões de pessoas do mesmo sexo foram aprovadas em 2014.

O governo húngaro, por sua vez, é um dos mais ferrenhos opositores da migração em massa, tendo rejeitado as cotas previstas no plano de distribuição de refugiados imposto aos Estados-membros da UE.

Resposta branda a Boko Haram provoca demissão de Chefe do Exército Nigeriano

A Nigéria vai substituir o comandante militar da luta contra o grupo terrorista Boko Haram, Ibrahim Attahiru, seis meses depois deste assumir o comando, anunciou na quarta-feira um porta-voz do Exército, citado pela agência de notícias Reuters.

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O porta-voz explicou que a decisão foi tomada após uma série de ataques do grupo rebelde, numa altura em que o discurso oficial é que o Boko Haram “quase foi derrotado”.

A substituição do comandante, referem analistas, demonstra a fragilidade da situação de segurança no Nordeste da Nigéria, onde o conflito com o Boko Haram está no seu nono ano.

O triste drama de uma mulher nigeriana

 

O drama da mulher nigeriana ao pedir em casamento seu amigo. O vídeo mais visto no continente africano, no dia de hoje , mostra o drama de uma mulher que está em um shopping e pergunta sobre um homem,  se alguém o viu. Ela faz gesto mostrando que ele é alto.

Ela está com vestido preto, com sapatos de salto alto dourados e ainda carrega uma bolsa. Uma elegância discreta, que mostra cuidado, não está só, acompanhada de uma amiga que parece ser mais jovem, com uma roupa mais simples, esportiva e usa sandálias.  ela está ali como uma testemunha e uma entusiasta, um apoio ao que vai ocorrer naquele lugar. Uma amiga confidente.

Passados alguns segundos esse homem de camisa preta e chapéu desce uma escada rolante. e num gesto teatral a mulher se ajoelha e tira uma caixa onde tem um anel e oferece ao homem. Este está acompanhado e fica atônito, sem saber o que fazer.

Demora uma eternidade para se aproximar da mulher, conversa com seu amigo, mostra indecisão, não sabe se fica no lugar ou vai embora. São segundos que no vídeo parecem horas.

Em frente, está a mulher, que fica imóvel, pensando será que ele vai aceitar o meu pedido de casamento? . Ao seu lado está de pé sua amiga que procura ajudá-la, acreditando em um desfecho positivo, faz gestos e pede para que o homem se aproxime.

A hesitação do pretendente, as expressões de dúvidas de quem parece não acreditar o que está acontecendo, aumenta o drama da situação, com as pessoas em sua volta, o  cobram por uma atitude , uma reação. Entre risos e olhares de surpresa.

O homem caminha, com passos lentos, sem a firmezav de quem vai tomar uma decisão. Sua aproximação vem acompanhado de um peso, que ele deve carregar. Se ela foi levada a essa decisão, não foi atoa -devo ter feito algum gesto, que a levou  a ter tanta confiança de que poderia aceitar o seu inusitado pedido de casamento. Pena nos encontros passados, nas  falas, conversas, do que disse, nos olhares, nos apertos de mãos, nos abraços e beijos de despedida.

Ele se aproxima e pede que se levante, abraça  mulher , que permaneceu ajoelhada durante muito tempo, pois esse momento é o mais importante de sua vida. Um gesto de coragem de dizer que ama e quer passar o resto de sua vida com ele. Ele a abraça e se a levanta do chão e sussurra algumas palavras. Ele se afasta. A mulher entra em desespero. Dhora, grita, sai correndo pelo saguão do shopping.

Todos a sua volta se perguntam o que aconteceu, o que será que ele disse de tão terrível, que levou a mulher ao soltar um grito, com lágrimas, e muito choro.

-Sou casado. Foram essas duas palavras.

Não há conversas longas, ele é direto, não pede desculpas. Só diz que é casado. Casado? Sim casado e, ela como fica agora? Precisará ser amparada, pois está marcada pelo símbolo da rejeição pública. Alguns irão se questionar se ela devia ter se preparado para receber uma negativa. uma mulher apaixonada, cega por qualquer obstáculo, disposta a tudo. Não pensaria jamais em uma negativa. Há sinais, códigos, movimentos do corpo que selam a cumplicidade entre um casal.

O mundo inteiro que acessou o vídeo, fica solidário a ela. E se perguntam como esse canalha deixou isso acontecer?  Será que ele deu motivos? São íntimos? Filho de uma puta, sacana, aproveitador de mulheres, vagabundo. Não faltaria adjetivos para expressar o sentimento de revolta por te levado essa mulher a humilhação e o desespero. Uma mulher apaixonada

A solidariedade nesse momento é para com a mulher, que se expôs,  num gesto magnânimo de amor , despojado de vergonhas, com muita coragem, beleza, ela estava com sua melhor roupa, toda maquiada Fez uma grande preparação, pois repito era o maior e mais importante momento de sua vida. Este gesto exigiu coragem, conversa com as amigas e provavelmente consultas com familiares.

Sim, ele deve ser um canalha, um mulherengo que se aproveitou da situação de fragilidade da mulher. E por que nunca disse que era casado?

Ele responde que eram só amigos, sem ser íntimos.

Na internet as opiniões se dividem, mas há sem dúvida uma solidariedade a essa mulher que foi levada ao desespero.

 

 

A percepção dos nigerianos sobre a corrupção melhorou, mas temem por retaliação

A percepção dos nigerianos sobre a corrupção no país melhorou substantivamente desde de 2015 de acordo com o site Afro barômetro (http://www.afrobarometer.org/). Há um reconhecimento do esforço do presidente Buhari ter colocado como meta o combate à corrupção. Entretanto 90 % dos nigerianos acredita que os funcionário públicos são corruptos.

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A instituição pública nigeriana considerada mais corrupta é a policia por 70% das pessoas entrevistadas, mas a pesquisa mostra que a maioria dos nigerianos, 77%  tem medo de denunciar a corrupção e sofre retaliação pelo órgãos públicos.

A segunda instituição desacreditada por 60% dos nigerianos é Assembléia nacional, o que mostra uma descrença no poder legislativo.

O judiciário, também tem um alto registro  de cerca de 51% dos nigerianos considera os juízes, promotores como corruptos.

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Afro barômetro é uma rede de pesquisa pan-africana, não-partidária que pesquisa o comportamento e atitude pública dos africanos sobre democracia, governança, condições econômicas e outras  questões relacionadas em mais do que 35 países da África.

Vice-presidente da Nigéria faz palestra sobre a economia em Harvard em curso sobre África

Vice President, Professor Yemi Osinbajo

O vice- vice presidenteda Nigéria, prof. Yemi Osinbajo, está nos EUA para dar uma palestra dobre a economia da Nigéria, na Harvard University, Boston, EUA, no curso “África Rising” na Harvard Business School.

Harvard descreveu a palestra como um momento histórico, pois seria a primeira vez que um curso focado em África seria oferecido na Harvard Business School.

Ao estender o convite a Osinbajo, Harvard observou que admirava profundamente o imenso progresso que a Nigéria havia feito sob a administração do presidente Muhammadu Buhari.

África Subsaariana  teve forte crescimento econômico no ano passado

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As empresas do  Quênia, Nigéria, Zâmbia, Gana e Uganda mostraram crescimento que foi registrado pela Bloomberg, por meio do do Índice dos Gestores de Compras. A Bloomberg é uma plataforma que auxilia a tomada de decisões em negócios. a informação veiculada expõe as economias africanas de forma muito positiva.

O Índice dos Gestores de Compras (PMI, sigla inglesa) publicado na quinta-feira indica uma acentuada expansão da atividade das empresas na Nigéria, Quênia, Gana, Uganda e Zâmbia durante o mês de Dezembro, informou Bloomberg.

“O PMI indica que as economias da África subsaariana chegaram a 2018 com uma nota mais positiva que no início do ano passado”, notou o economista da Bloomberg Economics Mark Bohlund.
“A leitura do PMI sul-africano está alinhada à nossa expectativa de que um forte crescimento do consumo privado no segundo e terceiro trimestres, passasse a moderado  no quarto trimestre de 2017 e em 2018”, acrescentou.
Na África do Sul, a economia mais industrializada do continente, o índice caiu e manteve-se abaixo da marca neutra de 50 pontos pelo quinto mês consecutivo, já que as perspectivas fiscais continuam a ser desafiantes e persiste o risco de novos cortes do “rating” soberano.

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Apesar do crescimento econômico da África Subsaariana quase ter duplicado para 2,6 por cento no ano passado, de acordo com as estimativas do Fundo Monetário Internacional, as mudanças políticas representam um risco para a expansão.

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O Gana realizou eleições pacíficas no final de 2016 e conta com um novo Governo desde o início do ano passado, enquanto, no Quénia, o sufrágio de Agosto teve que ser repetido em Outubro, perpassado pela violência. A Nigéria e a África do Sul, as duas maiores economias do continente, têm eleições marcadas para o próximo ano.
Os níveis de produção nessas economias são frequentemente sensíveis às mudanças nos preços das matérias-primas e ao ambiente político.

Um dos gestores mais bem sucedidos de títulos de mercados emergentes está investindo  na África.

Jim Craige, da Stone Harbor Investment Partners, administra o fundo de dívida de emergentes de melhor desempenho do mundo neste ano. E ele está comprando bonds denominados em dólares emitidos por Angola, Gana, Gabão, Costa do Marfim e Zâmbia, enquanto reduz aplicações no Brasil e México. Ele afirma que países da África Subsaariana  apresentam o melhor valor entre as nações em desenvolvimento.

Os países da África Subsaariana na mira de Craige têm classificações de risco de crédito inferiores às do Brasil ou México e enfrentam desafios significativos. Em Angola, segundo maior exportador de petróleo do continente, falta dinheiro vivo e a dívida cresceu após a queda da cotação da commodity. Gana está sob um programa do Fundo Monetário Internacional e a Zâmbia está negociando um pacote com o FMI. Até a Costa do Marfim, considerada o país mais seguro da região, com nota de crédito apenas um nível abaixo da do Brasil, enfrentou uma série de motins nas Forças Armadas neste ano.

Craige afirmou que o rendimento maior compensa o risco mais alto.

Segundo analistas, os in­vestidores agora se concentram num continente que oferece altos rendimentos e que começa a se recuperar da situação precária de matéria-prima de três anos atrás. Ainda assim, os riscos abundam e entre eles pode-se perceber o reforço das políticas nas economias avançadas, a política local e global, o enfraquecimento das moedas e outra queda nos preços do petróleo.

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Os investidores esperam que Angola desvalorize a sua moeda, o kwanza, para ajudar a reduzir a escassez de dólares e revigorar o que foi, até o desastre do petróleo de 2014, uma das economias de crescimento mais rápidas do mundo.
O Estado angolano tem vindo a promover o investimento privado, realizado por investidores nacionais e estrangeiros, nos sectores que considera estratégicos para o desenvolvimento da economia do país. Esses sectores são agricultura e pecuária, construção civil e serviços conexos, energia e água, desenvolvimento e gestão de infra-estruturas, hotelaria e turismo, indústria transformadora, transportes, saúde e educação.
No quadro legal angolano, o Estado angolano deve ser sempre o parceiro maioritário em projectos relacionados com infra-estruturas de telecomunicações e serviços postais, que compreendem a reserva de controlo do Estado. A exploração de petróleo, ouro e diamantes por entidades privadas está sujeita a legislação específica.
O saneamento básico, a produção, transporte e distribuição de energia eléctrica para consumo público, o tratamento, captação e distribuição de água para consumo público, a exploração de serviços transporte portuários e aeroportuários, o transporte ferroviário e transporte regular de passageiros domésticos, os serviços complementares postais e de telecomunicações; construção e exploração de infra-estruturas que não integram a rede básica e os respectivos serviços de telecomunicações só podem ser exercidas mediante contrato de concessão.
Na África do Sul, os investidores devem acompanhar de perto Cyril Ramaphosa, o novo líder do Congresso Nacional Africano (ANC). O orçamento (OGE – Orçamento Geral do Estado) a aprovar no próximo mês será crucial, deve sinalizar se Cyril Ramaphosa, que dá prioridade ao estímulo da economia com a eliminação da corrupção, pode afirmar a sua autoridade sobre a administração do presidente Jacob Zuma e se a África do Sul faz o suficiente para evitar mais rebaixamentos de “rating” de crédito.
Moçambique e a República do Congo perderam os pagamentos dos Eurobonds em 2017, enquanto outros países, incluindo Camarões e Zâmbia, concordaram ou iniciaram conversações sobre resgates no Fundo Monetário Internacional (FMI). Desde que a Namíbia e a África do Sul foram rebaixadas para o lixo, o continente foi deixado sem emissores de moeda estrangeira de grau de investimento.
Por exemplo, a directora do FMI, Christine Lagarde, pensa que os problemas de dívida de África “podem muito bem” piorar em 2018, à medida que o dólar se valoriza e os Estados Unidos aumentam as taxas de juros, de acordo com uma entrevista à revista Quartz, em Dezembro. A directora do FMI disse que os investidores de títulos com fome de rendimento “estavam tão ansiosos para emprestar que eu não acho que eles eram muito sérios em avaliar os riscos”.
A dívida da África já é me­nos atractiva em termos relativos. Os rendimentos de 10 anos dos EUA aumentaram para os mais altos em nove meses, há duas semanas, o que reduziu a injecção de dólar para 352 pontos base africanos, em torno do menor em três anos, de acordo com a Standard Bank Group Ltd.

Os dez importantes mercados do continente africano para investir no presente ano

Os investidores
 esperam que Angola desvalorize a sua moeda, o kwanza, para ajudar a reduzir a escassez de dólares e revigorar o que foi, até o desastre do petróleo de 2014, uma das economias de crescimento mais rápidas do mundo. Para o Standard Bank, os investidores podem esperar até que os legisladores passem o primeiro orçamento do presidente João Lourenço.
Moçambique foi assolado por uma crise financeira causada pelo Governo, que assumiu demasiada dívida externa, em grande parte secreta. Moçambique falhou no pagamento de um Eurobond de 727 milhões de dólares em Janeiro de 2017 e, ainda assim, não iniciou negociações formais de reestruturação com os credores, incluindo o fundo de “Hedge Greylock Capital Management LLC”, com sede em Nova York.
Em meio de dúvidas sobre se o Governo moçambicano quer iniciar negociações, os detentores de títulos dizem que Moçambique tem dinheiro para devolvê-los.
A República do Congo, que mantém um mês de atraso em pagamento, em meados de 2017, está a considerar se suspende os pagamentos de algumas dívidas, como os 363 milhões de dólares acumulados no final de 2017, embora tenha um período de carência de 30 dias. Apesar dos comentários do primeiro-ministro congolês, os investidores apostam que o Governo está mais próximo de conseguir um acordo com o FMI por um empréstimo.
As perspectivas imediatas do produtor de cobre – a Zâmbia, dependem de se pode obter um resgate do FMI. Na Zâmbia o kwacha, a moeda local, caiu mais de 10 por cento em relação ao dólar desde Julho de 2017, com a preocupação dos investidores de que o Governo não deve controlar o problema em breve. Sem um acordo, a Zâmbia corre o risco de stress financeiro, de acordo com o Moody’s Investors Service.

Novo rumo para Zimbabwe

Zimbabwe ainda não é um mercado para investidores exigentes, mas o país pode tornar-se um excelente tentador para os comerciantes com integridade global, depois que Robert Mugabe foi expulso como presidente, em Novembro passado. Observadores dizem que isso pode abrir o país para um dos mercados de acções mais importantes da África para investimentos estrangeiros tão necessários.
A economia do Gana cresceu 9,3 por cento no terceiro trimestre de 2017, à medida que a produção de petróleo aumentou. Se sustentado, isso significaria uma reviravolta para o país da África Ocidental, que teve um programa do FMI desde 2015. A nação sofreu o seu crescimento económico mais lento em mais de um quarto de século, em 2016, ao promulgar medidas de austeridade.
Os quenianos e os investidores estrangeiros esperam que a maior economia da África Oriental finalmente termine uma crise política desencadeada pelas eleições do ano passado, cujos resultados não foram aceites pela aliança principal da oposição derrotada. Até o momento, o presidente Uhuru Kenyatta terá dificuldade em revitalizar a economia e atrair mais investimentos.
Os políticos nigerianos preparam-se para as eleições, no início de 2019. De qualquer forma, quaisquer sinais de que as autoridades estão a colocar reformas muito necessárias para se concentrar na votação podem desconcertar os investidores e criar transtornos para a economia que saiu recentemente da recessão.
As eleições no Egito, no primeiro semestre deste ano, devem sinalizar se o presidente Abdel-Fattah El-Sisi, ou seu sucessor continuarão com as profundas reformas econômicas, que já caíram bem aos investidores de portfólio, mas que deixaram os egípcios comuns a retirar-se de cortes de subsídios e alta da inflação.