José Viegas Filho, brasileiro, é nomeado chefe da ONU em Guiné-Bissau

José Viegas Filho, novo chefe da ONU em Guiné-Bissau. Foto: Ministério das Relações Exteriores do Brasil

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, anunciou nesta sexta-feira (4) a nomeação de José Viegas Filho, do Brasil, como seu novo representante especial para a Guiné-Bissau e chefe do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS).

Viegas Filho assume o cargo ocupado atualmente por Modibo Touré, do Mali, que completará a sua missão no próximo 6 de maio. O secretário-geral agradeceu a liderança de Touré e pelas realizações da missão durante o seu mandato no UNIOGBIS.

Viegas Filho traz mais de quatro décadas de experiência em serviço governamental e diplomacia. Sua missão mais recente foi como embaixador do Brasil na Itália de 2009 a 2012. Antes disso, ele foi embaixador na Espanha (2005 a 2009), Rússia (2001 a 2002), Peru (1998 a 2001) e Dinamarca (1995 a 1998).

Também atuou como ministro da Defesa do Brasil de 2003 a 2004 e ocupou os cargos de subsecretário-geral de Planejamento de Políticas e Assuntos Multilaterais de 1993 a 1995 e de chefe do Departamento de Assuntos Multilaterais de 1991 a 1995, ambos no Ministério de Relações Exteriores brasileiro.

Viegas Filho liderou as delegações brasileiras que negociaram a reforma do Tratado de Tlatelolco para a desnuclearização da América do Sul (1992 a 1993) e a proibição mundial de minas terrestres antipessoais (1995 a 1997). Ele também serviu nos Estados Unidos, Chile, Itália, França e Cuba de 1969 a 1990, em várias missões diplomáticas

Por sua vez, o novo representante da ONU atuou entre 2009 e 2012 como embaixador do Brasil na Itália, cargo que ocupou após sua passagem por Espanha, Rússia, Peru e Dinamarca, segundo um comunicado da ONU.

 

Entre 1992 e 1993 liderou a delegação brasileira que participou das negociações para reformar o Tratado de Tlatelolco – assinado inicialmente por 14 países em 1967 – para a desnuclearização da América do Sul.

Além disso, liderou entre 1995 e 1997 a missão brasileira nas deliberações para a proibição global das minas antipessoais.

O novo representante da ONU para Guiné-Bissau cumpriu igualmente diferentes dotações diplomáticas em Estados Unidos, França, Chile, a França e Cuba entre 1969 e 1990.

Nascido em 1942, Viegas Filho é formado pelo Instituto Rio Branco, uma escola de pós-graduação de relações internacionais e academia diplomática em Brasília.

https://nacoesunidas.org/brasileiro-e-nomeado-chefe-da-onu-em-guine-bissau/

Advertisements

Ministro agradece apoio de africanos para eleição de Angola ao Conselho de Direitos Humanos

Grupo africano junto dos Escritórios das Nações Unidas, em Genebra, apoio  a eleição de Angola para o Conselho de Direitos Humanos. O ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, agradeceu aos embaixadores do grupo africano Manuel-Domingos-Augusto-Angola

Num encontro com os embaixadores, em Genebra, Manuel Augusto destacou o papel da diplomacia angolana na prevenção e resolução pacifica de conflitos em África. Manuel Augusto discursou segunda-feira na 37.ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, que decorre em Genebra, tendo apelado aos Estados-membros  do Conselho de Direitos Humanos a preservarem a paz, a estabilidade e segurança internacionais como condições essenciais para o pleno exercício e o gozo dos direitos humanos e a garantia das liberdades fundamentais.
Manuel Augusto reconheceu que o país “ainda tem um longo caminho a percorrer para garantir o bem-estar e os direitos fundamentais a todos os cidadãos”. O chefe da diplomacia angolana disse que o país “continua a atribuir a maior importância à promoção e protecção dos direitos humanos e ao reforço do papel da sociedade civil na consolidação do Estado democrático e de direito e na prevalência do diálogo e da participação política inclusiva como elementos fundamentais para a convivência harmoniosa”.
Reconheceu, no entanto, que o país ainda tem um longo caminho a percorrer para garantir o bem-estar.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/angola_agradece_apoio_nos_direitos_humanos

Secretário-Geral da ONU, é defensor da liderança africana para resolver os problemas africanos

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, afirmou na segunda-feira em Lisboa ser “um grande defensor da liderança africana” para resolver os problemas que afectam o continente, incluindo a crise política da Guiné-Bissau, iniciada em 2015.

António Guterres manifesta disposição de trabalhar mais em prol da paz em África
Fotografia: Thomas Kienzle |AFP
António Guterres defendeu esta posição numa conferência de imprensa após ter sido reconhecido com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Lisboa, sob proposta do Instituto Superior Técnico.
“Temos (nas Nações Unidas) uma visão clara de parceria com as instituições africanas. Temos com a União Africana uma relação de enorme cooperação e estamos a fazer o mesmo com as organizações sub-regionais como a Comunidade Econômica de Estados da África Ocidental (CEDEAO)”, realçou o antigo primeiro-ministro português, que assumiu a liderança da ONU em Janeiro de 2017, quando questionado sobre a atual situação política na Guiné-Bissau.
O país lusófono vive uma crise política desde a demissão, pelo Presidente, José Mário Vaz, do Governo liderado por Domingos Simões Pereira, do PAIGC, em Agosto de 2015, tendo o país conhecido seis nomes indicados pelo Chefe de Estado para ocupar o posto.
Por falta de consenso entre as várias forças políticas, a CEDEAO elaborou o Acordo de Conacri, assinado em Outubro de 2016, que prevê a nomeação de um primeiro-ministro de consenso.
No entanto, a CEDEAO considera agora que o nome indicado pelo Presidente guineense não corresponde a esta decisão, tendo sancionado 19 personalidades guineenses, acusadas de estarem a impedir a normalização da vida política guineense.
Para Guterres, a ONU tem uma grande solidariedade com a ação da CEDEAO, nomeadamente no caso da Guiné-Bissau.
Sou um grande defensor da liderança africana para resolver os problemas africanos e entendo que as Nações Unidas devem ser um foco de apoio às iniciativas africanas e é assim que vemos a ação da CEDEAO na Guiné-Bissau”.
A situação política na Guiné-Bissau mereceu a atenção dos Chefes de Estado e de Governo africanos reunidos recentemente em cimeira extra-ordinária na sede da União Africana, em Addis Abeba, capital da Etiópia.  Ao manifestar a sua preocupação com a situação atual na Guiné-Bissau, o Conselho de Segurança e Paz da União Africana sublinhou ontem a necessidade de as Força Armadas do país se absterem  de interferir na crise política e institucional e continuarem a defender a Constituição.
O Conselho de Segurança e Paz da União Africana reafirmou o seu engajamento em acompanhar de perto todos os desenvolvimentos políticos e apoiar  a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) nos seus esforços para garantir uma resolução rápida da crise prolongada na Guiné-Bissau.
Ainda no espaço lusófono e africano, o Secretário-Geral das Nações Unidas foi também interrogado sobre os avanços da aplicação de um acordo de paz em Moçambique, salientando o direito do povo moçambicano de encontrar a paz e uma melhor qualidade de vida.
“Espero que Moçambique possa finalmente encontrar a paz a que tem direito, a que o povo moçambicano tem direito, para que todas as dificuldades econômicas que o país atravessa possam ser enfrentadas de uma forma positiva e para que a qualidade de vida que os moçambicanos merecem se possa concretizar”, declarou.
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Afonso Dhlakama, alcançaram recentemente um consenso com vista à paz naquele país, compromisso que inclui uma proposta de revisão da Constituição moçambicana. Os diálogos entre os dois dirigentes são vistos como encorajamentos para o fim das hostilidades e alcance da paz.

http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/guterres_apoia_solucao_de_crises_por_africanos

11 de fevereiro, “Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência”

 

O dia 11 de Fevereiro foi instituído pela Organização da Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) para comemorar o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. Este dia constitui uma oportunidade para todos apoiarem a sua integração na ciência, com o intuito de chamar a atenção para a necessidade de se continuar os esforços na redução das diferenças de gênero na ciência.

Mensagem conjunta de Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO e Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora executiva da ONU Mulheres por ocasião do Dia Internacional de Mulheres e das Meninas na Ciência

e Phumzile Mlambo-Ngcuka1

Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO

Nosso futuro será marcado pelo progresso científico e tecnológico, assim como nosso passado. Esse progresso futuro será melhor quando se basear no talento integral, na criatividade e nas ideias de mulheres e meninas na ciência.

A maioria dos países, industrializados ou não, estão longe de alcançar a paridade de gênero nas disciplinas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (Science, Technology, Engineering and Mathematics –  STEM) em todos os âmbtios do sistema educacional. Esse deficit alimenta a lacuna no emprego. De acordo com estimativas do Instituto de Estatísticas da UNESCO (UIS), as mulheres atualmente representam menos de 30% da força de trabalho de pesquisa e desenvolvimento em todo o mundo.

O rápido crescimento dos setores de ciência e tecnologia são vitais para as economias nacionais. Lidar com alguns dos maiores desafios da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável – da melhoria do sistema de saúde ao combate da mudança climática – dependerá de aproveitar todos os talentos. Isso significa que precisamos alcançar um aumento significativo no número de mulheres que entram e permanecem nas carreiras de STEM.

Uma das principais ferramentas para combater a desigualdade de gênero nas ciências é desmantelar as barreiras para meninas e mulheres em casa, na sala de aula e no local de trabalho. Isso requer mudar de atitudes e desafiar os estereótipos. Precisamos combater percepções preconceituosas entre professores, empregadores, colegas e pais quanto à adequação de meninas e mulheres jovens na educação científica  – ou na aprendizagem da ciência de modo geral –, nas carreiras científicas e nas lideranças e coordenações no âmbito acadêmico.

É difícil para as meninas acreditarem em si mesmas como cientistas, exploradoras, inovadoras, engenheiras e inventoras quando as imagens que vêem nas mídias sociais, nos livros didáticos e na publicidade refletem os papéis estreitos e limitantes de gênero. É por isso que a ONU Mulheres está liderando a iniciativa Aliança Sem Estereótipo (Unstereotype Alliance), que incentiva anunciantes de publicidade, empresas de tecnologia e influenciadores a banir retratos antigos e estereotipados de gênero em publicidade que possam diminuir ou limitar o papel das mulheres na sociedade. Essas representações imprecisas podem dificultar as carreiras das mulheres, inclusive como inovadoras científicas.

relatório do Painel de Alto Nível sobre Empoderamento Econômico Feminino de 2017 do Secretário-Geral da ONU (link externo em inglês) explorou o impacto dessas normas sociais adversas e ressaltou a necessidade do diálogo com crianças e adolescentes, de modo que tanto as meninas como os meninos se vejam como igualmente capazes desde a primeira infância. Ele também analisou maneiras de promover modelos positivos como um dos principais impulsionadores da mudança para aumentar a participação econômica das mulheres em todo o mundo.

Mulheres fortes mais experientes podem mostrar às mulheres e às meninas o caminho para a liderança acadêmica, a pesquisa e os negócios ao longo de suas carreiras. É por isso que a UNESCO, juntamente com a Fundação L’Oréal, por duas décadas, tem incentivado as mulheres cientistas por meio do prêmio For Women for Science Awards, criado para celebrar as conquistas das mulheres cientistas. O nosso recentemente lançado Manifesto “For Women in Science”, é um apelo para incentivar o talento das mulheres, ao apoiar a educação de meninas em disciplinas STEM e ao garantir a igualdade de oportunidades, de modo que elas participem plenamente e liderem o amplo espectro de órgãos científicos de alto nível.

A ONU Mulheres e a UNESCO estão engajadas em continuar trabalhando no Sistema das Nações Unidas e com todos os nossos parceiros da sociedade pública, privada e civil para garantir que as meninas e as mulheres sejam representadas de forma mais igualitária, que a elas sejam concedidas todas as oportunidades que precisam para prosperar em disciplinas relacionadas à ciência, e para que façam as descobertas inovadoras do futuro.

Fonte:http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/joint_message_from_unesco_and_un_women_for_the_international/

ONU e União Africana criticam a “prolongada crise política” na Guiné-Bissau

As Nações Unidas e a União Africana estão preocupadas com “prolongada crise política” na Guiné-Bissau e criticaram as ações que “procuram obstruir e evitar uma resolução da crise”.

As Nações Unidas e a União Africana expressaram este sábado a sua “preocupação com a prolongada crise política” na Guiné-Bissau, criticaram as ações que “procuram obstruir e evitar uma resolução da crise” e admitiram “medidas adicionais”.

Numa declaração conjunta, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, e o presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, “expressam a sua preocupação com a prolongada crise política na Guiné-Bissau, apesar das múltiplas oportunidades oferecidas aos principais interessados políticos para chegar a um acordo consensual”.

Os dois responsáveis “criticam as ações que estão a ser tomadas por aqueles que procuram obstruir e evitar uma resolução da crise”.

Além disso, a ONU e a UA condenam “as recentes medidas tomadas pelas autoridades nacionais para evitar que o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) reúna e realize o seu congresso, incluindo a ordem dada aos serviços de segurança nacional para evacuar e fechar a sede do partido”.

A polícia guineense desalojou algumas centenas de militantes e dirigentes da sede do PAIGC, na segunda-feira passada, alegando cumprimento de ordens judiciais, em virtude de disputas entre alas antagónicas daquele partido.

O cerco da sede do PAIGC vigorou entre a madrugada de segunda-feira e a tarde de quinta-feira. O congresso do partido, que devia ter começado na terça-feira, só ocorreu na quinta-feira à noite.

Na declaração, Guterres e Mahamat apelam “a todas as autoridades relevantes para que respeitem rigorosamente os direitos humanos internacionais e o direito humanitário e removam imediatamente todas as restrições ao direito à reunião pacífica, à participação política e à liberdade de expressão”.

As duas instituições advertem também que estão preparadas para aplicar “medidas adicionais, caso a situação o justifique”.

Os dois líderes afirmam ainda subscrever “plenamente” as recentes decisões da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que impôs desde quinta-feira sanções às individualidades e instituições da Guiné-Bissau que estejam a impedir que se acabe com a crise política no país lusófono.

cedeao

Além disso, as duas organizações internacionais reiteram o seu apoio ao Acordo de Conacri — celebrado em outubro de 2016 -, recordando que prevê, entre outros aspetos, “a nomeação de um primeiro-ministro consensual”.

A ONU e a UA apelam ainda aos principais atores políticos que implementem “de forma fiel e urgente o acordo, bem como o roteiro da CEDEAO que todos subscreveram”.

domingos-simoes-pereira-ex-secretario-executivo-da-cplp-e1358160539254

O PAIGC, partido vencedor das últimas legislativas, rejeitou esta semana o nome de Artur Silva, o sexto primeiro-ministro nomeado pelo Presidente guineense, José Mário Vaz, desde que demitiu o Governo deste partido, liderado por Domingos Simões Pereira, em agosto de 2015.

Haiti, União Africana e ONU e diversas nações protestaram contra as declarações de Trump

O governo do Haiti divulgou um comunicado nesta sexta-feira (12) considerando “inaceitáveis” e “racistas” as supostas declarações do presidente Donald Trump, que teria se referido a essa e outras nações como “países de merda”.

“O governo haitiano condena com a maior firmeza essas declarações desagradáveis e abjetas que, se provadas, serão inaceitáveis em todos os sentidos porque refletem uma visão simplista e racista completamente equivocada”, assinalou Porto Príncipe no texto.

REUTERS/YURI GRIPAS

“Por que razão temos todas estas pessoas de países de merda a virem para aqui?”, questionou o Presidente norte-americano

 

UNIÃO AFRICANA

A União Africana disse hoje “estar francamente alarmada” com as declarações do Presidente norte-americano nas quais “usa linguagem vulgar” para questionar porque é que os Estados Unidos devem aceitar mais imigrantes de países africanos e do Haiti.

A porta-voz da União Africana, Ebba Kalondo, considerou as declarações de Donald Trump inaceitáveis tendo em conta a realidade histórica e a quantidade de africanos que chegou aos Estados Unidos como escravos.

“Isto é particularmente surpreendente, já que os Estados Unidos da América continuam a ser um exemplo global de como a migração deu origem a uma nação baseada em valores fortes de diversidade e oportunidade”, destacou.

De acordo com a Associated Press, os governos africanos estão “numa posição embaraçosa e têm evitado criticar as declarações de Donald Trump, uma vez que beneficiam de ajuda dos Estados Unidos.

No Sudão do Sul, o porta-voz do governo, Ateny Wek Ateny, disse: “a menos que tenha sido dito especificamente sobre o Sudão do Sul, não temos nada a dizer”.

O Presidente dos Estados Unidos qualificou El Salvador, Haiti e várias nações africanas, que não identificou, de “países de merda”, sinalizando que preferia abrir as portas a imigrantes procedentes de países como a Noruega.

“Por que razão temos todas estas pessoas de países de merda a virem para aqui?”, questionou Donald Trump, durante uma reunião com deputados na Casa Branca, segundo meios de comunicação social norte-americanos, como o jornal The Washington Post.

‘Eu sou de um país de merda’

Imigrantes africanos nos Estados Unidos defenderam seus países nas redes sociais destacando sua educação, carreiras e realizações.

Algumas pessoas usaram a hashtag #IAmFromAShitholeCountry (Eu sou de um país de merda) no Facebook e no Twitter para expressar o orgulho que sentem de sua nacionalidade.

“A África não é nenhuma merda, sr. Trump”, escreveu Bernard Lagat, um atleta olímpico norte-americano que nasceu no Quênia.

“Eu sou uma futura médica. Eu tenho três diplomas. Eu falo três idiomas… Eu sou de um país de merda!”, escreveu Nyadow Chol, uma estudante de medicina do Sudão do Sul, cujo tuíte viralizou.

I’m a future Doctor.
I’m a medical student.
I have 3 degrees.
I speak 3 languages.
I‘m published in Psych-Oncology.
I’m a member of Zeta Phi Beta.
I’m from a country! 🇸🇸

“(Trump) se referiu a nós como se nós não tivéssemos muito a oferecer à sociedade norte-americana. Eu queria que o meu tuíte permitisse que outros imigrantes se pronunciassem”, disse à Thomson Reuters Foundation.

Trump tem assumido um posicionamento forte contra a imigração, tentando limitar a entrada de refugiados, anular proteções para pessoas levadas para os Estados Unidos ilegalmente quando crianças e impedir a entrada no país de cidadãos de alguns países de maioria muçulmana no Oriente Médio e na África.

ONU

Anualmente, cerca de 50 mil pessoas entram no país através desse programa que abre caminho à cidadania norte-americana e que beneficia majoritariamente países de África.

A ONU qualificou de “racista” o polêmico comentário do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre os imigrantes de “países de merda”, afirmando que, pura e simplesmente, não há outra forma de descrevê-lo.

“É um comentário chocante e vergonhoso por parte do presidente dos Estados Unidos. Não há outra palavra que possamos usar a não ser ‘racista'”, disse o porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Rupert Colville, citado pela agência Reuters.

“Não se pode desconsiderar países inteiros e continentes como países de merda e cujas populações, que não são brancas, em consequência deixam de ser bem-vindas”, acrescentou ele.

 

Declarações de Trump repercutiram na ONU
Declarações de Trump repercutiram na ONU

Colville declarou “esse assunto é não apenas sobre linguagem vulgar, trata-se de abrir a porta ao pior lado da humanidade, de validar e fomentar o racismo e a xenofobia”.

O deputado republicano Luis Gutierrez, do estado de Illinois, disse que há 100% de confiança de que Trump é racista:

— Agora podemos dizer com 100% de certeza que o presidente é um racista que não compartilha dos valores contemplados em nossa Constituição ou Declaração de Independência — criticou o político.

Tim Scott, o único senador republicano afro-americano, disse que os comentários de Trump são “frustrantes”:

“A família americana nasceu de imigrantes fugindo da perseguição e pobreza, buscando um futuro melhor”, disse o senador da Carolina do Sul em comunicado. “Nossa força reside na nossa diversidade, incluindo aqueles que vem aqui da África, Caribe e qualquer outro canto do mundo. Negar esses fatos seria ignorar a parte mais bela de nossa história”.

O autor Stephen King, por exemplo, escreveu: “Por que pessoas da Noruega gostariam de migrar para cá? Eles tem seguro de saúde e maior expectativa de vida”.

Já o americano Christian Christensen, professor de jornalismo na universidade de Estocolmo, escreveu: “Claro que as pessoas da Noruega amariam se mudar para um país onde as pessoas têm muito mais chances de serem baleadas, viverem na pobreza, não terem acesso à saúde porque são pobres, não receberem licença paternidade ou creches subsidiadas e verem menos mulheres no poder”.
hillary-clinton-fires-back-after-official-gop-twitter-account-asks-for-her-healthcare-plan.jpg

A democrata Hillary Clinton manifestar seu repúdio pelo Twitter.

“O aniversário do terremoto devastador que atingiu o Haiti há 8 anos é um dia para relembrar essa tragédia, além da honra e resiliência do povo do Haiti, afirmando o compromisso dos EUA em ajudar seus vizinhos. Ao invés disso, somos submetidos à visão ignorante e racista de Trump para todos aqueles que não pensam como ele”, publicou na rede social.

Em 2010, diplomata americano John Feeley faz discurso no México – ELIANA APONTE / REUTERS

— O embaixador dos EUA no Panamá, John Feeley, renunciou ao seu cargo nesta sexta-feira por se recusar a trabalhar para o presidente Donald Trump. Segundo o veterano da diplomacia, ele não se sente capaz de servir fielmente ao republicano, indicando que discorda das suas posições políticas. A decisão foi anunciada pouco após mais uma polêmica provocada pelo chefe da Casa Branca, que chamou o Haiti e países africanos de “países de merda” na quinta-feira.

“Como funcionário de Relações Exteriores, firmei um juramento para servir fielmente ao presidente e ao seu governo de maneira apolítica, inclusive se não estiver de acordo com algumas políticas”, disse Feeley em sua carta de renúncia. “Meus instrutores deixaram claro que, se eu acreditava que não poderia fazer isso, teria que renunciar. Esse momento chegou”.

banner-namibia-botswana-and-victoria-falls-self-drive-tour-1

Botswana

O Ministério dos Assuntos Internacionais e Cooperação deseja informar o público e a comunidade internacional de que o Governo de Botswana convocou hoje o embaixador dos EUA no Botswana para expressar o seu descontentamento com os supostos enunciados feitos pelo presidente dos EUA, Donald Trump, quando ele referiu-se a países africanos e outros como “países shithole” durante uma reunião com um grupo bipartidário de legisladores na Casa Branca na quinta-feira, 11 de janeiro de 2018.

AFRONTA A União Africana, que representa países do continente, disse que ficou “francamente alarmada” pelos comentários de Trump. “Dada a realidade histórica de quantos africanos chegaram aos EUA como escravos, essa fala é uma afronta a todo o comportamento e prática aceitos”, disse Ebba Kalondo, porta-voz da organização. “É particularmente surpreendente, já que os EUA são um exemplo global de como a migração deu à luz uma nação construída sobre valores fortes de diversidade e oportunidade.

África do Sul

O partido no poder na África do Sul, o Congresso Nacional Africano (ANC), disse que os comentários de Trump eram “extremamente ofensivos”. O secretário-geral adjunto do partido, Jesse Duarte, disse que países em desenvolvimento têm dificuldades, mas que os próprios EUA têm milhões de pessoas sem trabalho e sem cuidados de saúde, mas que seu país não faria comentários desse tipo sobre os EUA. O líder da oposição na África do Sul, Mmusi Mamaine, chamou os comentários de Trump de “abomináveis”.

“O ódio [de Trump] às raízes de Obama agora se estende a todo o continente.” Jovens dos países africanos criticaram os comentários em redes sociais.

“Por favor, não confunda os líderes de merda que elegemos com nosso lindo continente”, escreve o ativista queniano Boniface Mwangi.

“Bom dia do melhor e mais bonito país de merda do mundo!!!!”, escreveu em rede social a âncora de telejornal sul-africana Leanne Manas.

“Como alguém que vem do País de Merda do Sul, Trevor está profundamente ofendido pelos comentários do presidente”, disse Trevor Noah, apresentador do programa “The Daily Show” nos EUA, que é sul-africano.

Os comentários de Trump vêm depois de meses de preocupação de assessores com a falta de foco de suas políticas em relação ao continente africano.

Postos de embaixador estão vagos em países importantes como África do Sul, Egito, Congo e Somália. O escritório de Direitos Humanos da ONU em Genebra chamou os comentários de Trump de racistas e disse que eles incitam a xenofobia.

“Esses são comentários chocantes e vergonhosos pelo presidente dos Estados Unidos. Não há outra palavra a usar a não ser ‘racista'”, disse o porta-voz Rupert Colville.

 

 Quenia

Os quenianos se juntaram a outros africanos para condenar o presidente dos Estados Unidos, mostrando-lhe por que o continente era uma luz brilhante.

Abaixo estão alguns:

Eu sou um filho orgulhoso do continente brilhante chamado África. Minha herança está profundamente enraizada nas minhas raízes do Quênia. África é NO #shithole, mr. trunfo. pic.twitter.com/9j9rMWyki7

– Bernard Lagat (@ Lagat1500) 12 de janeiro de 2018

O presidente @realDonaldTrump chamou a África de um shithole. Como os Estados Unidos elegeram um supremo narcisista, racista e branco para serem seu presidente, desafiam a lógica. África envia amor e luz para a América. #ShitholeTrump pic.twitter.com/AuZDUy1pwf

 

– Boniface Mwangi (@bonifacemwangi) 12 de janeiro de 2018

A África não é um shithole. É o continente mais lindo do mundo. Gente bonita e trabalhadora. Nós temos diamantes, ouro, ferro, cobalto, urânio, cobre, bauxita, prata, petróleo, cacau, café, chá, etc. Infelizmente temos líderes #shithole como Trump cagando em nós todos os dias. pic.twitter.com/Vv4Wgtq4Pk

– Boniface Mwangi (@bonifacemwangi) 12 de janeiro de 2018

Um shithole é uma nação que elege o presidente de Donald Trump.

– William C. (@williamcson) 12 de janeiro de 2018

Noruega

Os comentários atribuídos à Trump também foram mal recebidos por internautas da Noruega, país que, segundo os relatos, foi apresentado por ele como origem desejada de imigrantes.

O político Torbjoern Saetre escreveu em rede social: “Em nome da Noruega: Obrigada, mas não obrigado.

“Eu moro na Noruega e nunca me mudaria para o Estados Unidos. Nós temos sistema de saúde, educação superior gratuita, cinco semanas de férias e oito horas de trabalho diárias. Não, Trump, obrigado”, afirmou uma usuária do Twitter, em uma mensagem compartilhada centenas de vezes.

Alex Nowrasteh, analista de políticas de imigração que atua em Washington, publicou dados apontando que, entre 1850 e 1913, o imigrantes noruegueses se mostraram entre os mais malsucedidos nos EUA, se analisadas as rendas obtidas no país pelas primeiras e segundas gerações de europeus que migraram para os EUA.

“Os imigrantes noruegueses se deram tão mal nos Estados Unidos que 70% deles voltaram e ficaram na Noruega”, acrescentou.

“Eu não tenho nada contra noruegueses ou a Noruega, mas isso mostra que os “imigrantes perdedores” vindos dos “países m”. de ontem tendem a se tornar excelentes, ricos americanos depois de algumas gerações, enquanto seus países melhoram substancialmente.”

From 1850-1913, Norwegians were the 2nd least positively selected of all immigrants. Their wages were lower than you’d expect & they didn’t economically assimilate by 2nd generation. Only Portuguese immigrants did worse. http://www.nber.org/papers/w18011 

 

 

Conselho de Segurança da ONU aprovou o cumprimento do Acordo de Conacri na Guiné Bissau

0,3092a56d-d387-419a-a6f9-fb07d1866e58.jpg

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou hoje uma declaração presidencial a pedir o cumprimento do Acordo de Conacri e a nomeação de um novo primeiro-ministro na Guiné-Bissau.

A declaração diz que o Acordo de Conacri, que prevê a formação de um governo consensual integrado por todos os partidos representados no parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e de confiança do chefe de Estado, é “a ferramenta principal para uma resolução pacifica da crise política” e diz que o documento oferece uma “oportunidade histórica”.

“O Conselho de Segurança expressa preocupação profunda com o impasse político na Guiné-Bissau, devido à incapacidade dos seus líderes atingirem uma solução consensual e duradoura, como fica demonstrado com o falhanço da Assembleia Nacional em realizar sessões plenárias desde janeiro de 2016 e com o falhanço de quatro governos consecutivos em aprovar um programa de governo e um orçamento nacional”, lê-se na declaração.

Os membros do Conselho de Segurança lembram “os efeitos negativos da crise política na população civil” e pedem “a todos os atores políticos que coloquem os interesses do povo da Guiné-Bissau acima de quaisquer outras considerações”.

“O Conselho de Segurança sublinha a importância de preparar as eleições legislativas e presidenciais, calendarizadas para 2018 e 2019, sobretudo atualizando o registo de eleitores”, defende a organização.

A declaração do presidente do Conselho de Segurança elogia a extensão por três meses da missão Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) no país, sublinhando o seu “papel positivo na estabilização do país.”

As notícias do crescimento económico são bem recebidas, mas os estados membros dizem que “com as causas da instabilidade por resolver”, estes ganhos “podem não ser sustentáveis.”

O organismo volta a pedir uma reforma do setor da segurança, um combate à corrupção reforçando o sistema judicial e uma melhoria da administração pública da Guiné-Bissau.

“O Conselho de Segurança mostra preocupação para com os desafios colocados pelas ameaças terroristas e outras ameaças, como o extremismo violento, que podem conduzir a terrorismo e crime organizado internacional, como tráfico de drogas e pessoas”, lê-se no documento.

A declaração não se refere à revisão das sanções impostas a 10 militares da Guiné-Bissau, algo que foi defendido pelo presidente do Comité de Sanções para o país, Elbio Rosselli, embaixador permanente do Uruguai na ONU.

Segundo o “What`s in Blue”, uma publicação do Conselho de Segurança, “vários estados membros parecem estar contra a retirada de indivíduos da lista” porque “acreditam que manter essa designação cria um desincentivo a possíveis interferências pelos militares numa situação que ainda é muito frágil.”

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/conselho-de-seguranca-pede-implementacao-de-acordo-de-conacri-na-guine-bissau_n1026951

Soldados brasileiros na Republica Centro Africana, apesar das críticas da União Africana.

Republica-Centro-Africana

 

Governo brasileiro estuda a possibilidade de  enviar tropas para participar da MINUSCAmissão de paz da ONU na República Centro-Africana.

O Brasil atravessa um momento de crise política e econômica, por que não deixar as potências estabelecidas cuidarem dos assuntos internacionais mais complexos?

Mesmo quando interesses brasileiros não são diretamente afetados — como no caso da crise na República Centro-Africana —, uma atuação ativa do Brasil fortaleceria a legitimidade do país para influenciar debates sobre o futuro da África, tema prioritário devido à crescente crise migratória. Embora a União Africana tem deixa claro que a presença de estrangeiros pra resolver conflitos não tem merecido sua aprovação. A União Africana reclama para si o papel de negociador.

Os dramáticos fracassos no enfrentamento de questões como as mudanças climáticas, a volatilidade financeira e as violações de direitos humanos ao longo das últimas décadas são claros indicadores de que novos atores — como Brasil, China e Índia — precisam contribuir para a busca de soluções significativas. Registre-se que a União Africana não tem recebido o devido investimento para equacionar os problemas da região.

 

rep_centro_africana

Uma política externa assertiva não é incompatível com a priorização de problemas domésticos. Muito pelo contrário: é uma ferramenta essencial para enfrentar esses desafios. Por exemplo, levar adiante negociações comerciais com a União Europeia (que beneficiam a economia brasileira), fortalecer relações com a China (para aumentar investimentos em infraestrutura) e promover a integração regional (para combater tráfico de armas e de pessoas, assim como fortalecer a segurança nas fronteiras) são questões diretamente ligadas a interesses nacionais que afetam a vida diária da população brasileira.Rep Centro Africana

O Ministério da Defesa considera o envio, em 2018, de aproximadamente 800 soldados, o equivalente a um batalhão de infantaria, ao país onde um quinto da população está internamente deslocado por causa da guerra civil. A situação na República Centro-Africana está pior do que a do Haiti, onde capacetes azuis brasileiros atuaram ao longo dos últimos anos. Mesmo assim, há semelhanças com a ilha caribenha, dando às tropas brasileiras — que têm preparo acima da média na ONU — uma vantagem comparativa, e condições de ajudar a estabilizar a situação.

Os ganhos para as Forças Armadas brasileiras seriam de manter militares na ativa, aperfeiçoar conhecimento em logística e  reforçar sua projeção de poder (capacidade de um exército de projetar força distante do seu próprio território).

Os soldados brasileiros voltariam ao Brasil com uma experiência internacional relevante e mais habilidades de comunicação intercultural. Em função da complexidade da situação na República Centro-Africana, a Força Aérea Brasileira teria aeronaves (inclusive o Super Tucano e helicópteros Black Hawk) atuando em áreas de conflito pela primeira vez desde a 2.ª Guerra Mundial. Dito de outra maneira, sofisticaria e tornaria mais versátil o hard power brasileiro — nada trivial em um cenário global altamente imprevisível.

republica centro africana

 

Além disso, o envio de tropas teria um baixo impacto no orçamento, pois se trataria apenas de uma realocação do número de soldados que saiu do Haiti e não de um aumento na participação brasileira em missões de paz. Outro ponto muitas vezes ignorado é que a ONU repassa ao governo brasileiro uma quantia considerável por sua atuação em uma missão de paz, reduzindo, assim, o custo ao contribuinte nacional. É verdade que seria necessária a abertura de uma embaixada brasileira em Bangui, mas as implicações financeiras seriam modestas.Bangui_Republica_Centro_Africana.jpg

Os riscos e os custos de o Brasil participar de mais uma missão de paz. Como foi o caso no Haiti, é possível antecipar a chegada de migrantes da República Centro-Africana às cidades brasileiras. A República Centro-Africana — um dos dez países mais pobres do mundo — vive uma complexa guerra civil  entre o governo do presidente Faustin Touadéra, milícias cristãs chamadas Anti-Balaka e uma coalizão das milícias muçulmanas Séleka e, segundo a ONU, há o risco de um genocídio. Não por acaso é uma das maiores missões da ONU, com quase treze mil soldados e um orçamento de quase um bilhão de dólares.

Botswana incluído entre os países de alto crescimento econômico e sustentado

As Nações Unidas lançaram o Estudo Económico e Social Mundial 2017 destacando que progressos no desenvolvimento dependem do crescimento econômico global, da expansão sólida do comércio e do acesso constante a recursos financeiros.


África 21 Digital, com ONU News


Segundo o documento, publicado esta quinta-feira (13), a trajetória de crescimento que se seguiu à crise financeira global “não oferece o ambiente propício para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs”.

O economista Marcelo La Fleur fez parte da equipe da publicação que marca os 70 anos da pesquisa. Ele falou das lições aprendidas nesse período que os países podem utilizar no presente.

“Para o futuro da economia global se requer instituições fortes e ações internacionais coordenadas para poder alcançar as Metas de Desenvolvimento Sustentável. Também achamos que é muito importante que se estabeleça uma estabilidade nos sistemas monetários e de comércio internacionais como fundamento no sistema de desenvolvimento humano. Quando não existe isso se retrocede muito no progresso para o desenvolvimento humano.”

O estudo defende que deve haver uma cooperação maior e mais profunda em setores fundamentais como a área fiscal.

Lusófonos

Marcelo La Fleur falou do possível impacto dessa coordenação usando o exemplo de algumas nações de língua portuguesa como um bloco que representa realidade diferentes.

“Portugal tem uma perspetiva dentro da União Europeia fundamental e uma voz importante também nesse bloco económico e político muito influente nas decisões. Na África, Angola e Guiné-Bissau têm perspetivas muito diferentes e suas realidades, necessidades e sociedades muito diferentes requerem uma aplicação, no caso deles, de acordo com as suas realidades. O Brasil, um gigante económico em várias formas, é um exemplo de um país que combate há muitos anos a pobreza e a fome e demonstra importância no desempenho económico, que é determinante  para seu futuro.”

Alemanha e Japão

O estudo revela que nas últimas sete décadas, a Alemanha e o Japão aparecem como economias que experimentam um desenvolvimento econômico notável.

Entre 1950 e 1960, os protagonistas foram os chamados Tigres Asiáticos, com destaque para a regiões  de Hong Kong e Taiwan na China, a Coreia do Sul e Singapura.

botsw

As últimas décadas foram marcadas pelo desempenho positivo de países da Ásia e Pacífico, do Botswana, da China e da Índia pelo seu alto crescimento econômico e sustentado, além da melhoria nos padrões de vida.

O documento do Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais da ONU (Desa) indica que a solidariedade que foi demonstrada para alcançar a Agenda de Desenvolvimento do Milénio, entre 2000 e 2015,  resultou em sucessos.

Jovens do Brasil, Angola,Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste na ONU

ONU(Programa Jovens Profissionais 2017 da ONU, que procura novos talentos em países com pouca representação profissional dentro da organização mundial.incluiu o Brasil, Angola,Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

 

Os jovens interessados em aderir ao programa devem inscrever-se através do “site” inspira.un.org, até ao dia 22 de Agosto. Haverá uma triagem e os candidatos selecionados nessa primeira etapa vão ter direito a fazer a prova. Quem for aprovado na parte escrita do exame passa depois por uma entrevista.

Os candidatos que forem bem sucedidos em todas as fases recebem um convite para trabalhar nas Nações Unidas. Para a edição deste ano, o concurso envolve três setores de trabalho – Política, Paz e Sector Humanitário -, e as áreas de direitos humanos, assuntos civis, políticos e humanitários, direito e segurança.

São vários os critérios para a candidatura, como ser cidadão de um dos países-membros da ONU que participam no Programa Jovens Profissionais 2017. Para o efeito, é preciso também ter pelo menos um diploma de bacharel, ter 32 anos ou menos e ser fluente em inglês ou francês.

http://jornaldeangola.sapo.ao/sociedade/angolanos_podem_trabalhar_para_a_onu