MPLA quer maior participação da mulher angolana na política nacional

Luanda – O MPLA defendeu nesta quarta-feira, em Luanda, o fortalecimento do papel da mulher angolana na vida política, econômica e social, para eliminar as desigualdades de oportunidades entre homens e mulheres.

JOÃO LOURENÇO, CANDIDATO DO MPLA A PRESIDENTE DA REPÚBLICA, REÚNE COM ORGANIZAÇÕES FEMININAS

FOTO: PEDRO PARENTE

A pretensão foi expressa pelo candidato do MPLA a Presidente da República, João Lourenço, num encontro que reuniu cerca de três mil e 500 mulheres representantes de organizações femininas.

Segundo João Lourenço, a mulher angolana já deu provas de ser lutadora e vencedora em praticamente todos os domínios da vida e que presta valioso contributo à sociedade naquilo que cada uma sabe melhor fazer.

Reconhece o mérito das mulheres na educação dos filhos, e, por via  disso, na educação de gerações inteiras de angolanos, que desde o berço são forjadas para serem os homens do amanhã.

Enaltece o papel do sector feminino na economia e prometeu trabalhar em programas que visam reduzir a economia informal, com a contribuição de micro e pequenas empresas com perspectivas de crescer e gerar empregos.

Disse que quer ver mulheres envolvidas nos grandes negócios como accionistas, proprietárias ou pelo menos gestoras de médias e grandes empresas privadas em todos os ramos da economia, mediante aconselhamento empresarial.

Defende o contínuo combate ao analfabetismo, principalmente, no seio feminino por acreditar que investir na educação da mulher é dotá-la de ferramenta para enfrentar e vencer todo o tipo de discriminação e contribuir para a sua emancipação.

Com isso, disse, torná-la livre do preconceito e prepará-la para enfrentar os desafios da vida.

Apela para que participem no resgate e promoção dos valores morais e culturais, na educação do jovens para  respeitarem os mais velhos e o antigo combatente, os símbolos nacionais, o amor à pátria e a prestarem auxílio às grávidas e deficientes físicos, caso necessitem.

João Lourenço disse contar com as mulheres na luta contra o alcoolismo e a prostituição, bem como no combate ao tráfico e consumo de drogas e de jovens para escravas sexuais.

Espera que incutam na juventude a cultura do trabalho e do mérito como a única via de progresso na vida, mediante dedicação aos estudos e ao trabalho.

Caso vença as eleições, promete um Executivo bem representado do ponto de vista do género, com mulheres capazes e competentes, que vão orgulhar a todos e ajudar a construir uma Angola melhor.

Para João Lourenço, votar no 4 (número no boletim de voto) é votar no partido da paz e da reconciliação nacional e que trabalha para o desenvolvimento económico e social do país.

Reafirma o compromisso de “melhorar o que está bem e corrigir o que está mal” para que haja maior oferta de emprego, água, energia, serviços médicos, qualidade de ensino e de habitação.

Declarou que o MPLA condena todo o tipo de discriminação da mulher e os actos de violência e criminosos que atentem contra a vida e a integridade física, mental e moral desta franja da sociedade.

Após intervenções de representantes de distintas organizações femininas nacionais, João Lourenço prometeu ter em conta as preocupações apresentadas e constituir um governo que trabalhe com todas as franjas da população angolana.

 

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/politica/2017/5/24/Angola-MPLA-quer-maior-participacao-mulher-politica-nacional,153bc4c0-28ff-47b8-8af6-c4f8fc53488c.html

A angolana Leila Lopes tem boneca

 

O número de seguidores de Leila Lopes, bem como as mensagens de carinho do público levaram a que a eterna Miss Universo 2011 criasse uma boneca com as suas características.

Leila publicou a imagem de uma boneca com vestes similares às suas, no dia em que foi coroada a mais bela mulher do mundo.

leila-lopes

Todavia, explicou que a imagem da boneca, que não se assemelha à sua,  vai sofrer alteração nos próximos tempos. “Pessoal, esta ainda não é a boneca oficial Leila. Mas agradeço desde já o vosso feedback. Motivou-me a fazer a minha boneca o quanto antes. Muito obrigada”, anunciou a beldade.

http://jornaldeangola.sapo.ao/gente/leila_lopes_tem_boneca

Filha do líder do MPLA considera injustas críticas à sua ascensão no partido

tchize-mpla-1350x550
 
 
A nova membra do Comité Central do MPLA Welwitchia dos Santos, filha do líder do partido, José Eduardo dos Santos, considerou hoje “injustas” as pessoas que alegam não reunir condições para chegar àquele órgão partidário.
‘Tchizé’, como também é conhecida, falava à imprensa no final da sessão de encerramento do VII congresso do Movimento de Libertação Popular de Angola (MPLA), que aprovou a lista de 363 membros do Comité Central com 5.511 votos a favor, 37 contra e sete abstenções, correspondente a 98,35% da votação.
 
A também deputada do MPLA disse que entrou para as fileiras do partido com cinco anos, pela Organização de Pioneiros Angolanos (OPA), estrutura infantil daquela força política no poder.
L_a8a080669bea8fc724208769fd3c4eda
Nesse sentido, Welwitchia dos Santos afirmou que as críticas só podem ser feitas por pessoas que desconhecem a sua trajetória e militância no MPLA.
 
“Eu estou nas fileiras do MPLA desde os cinco anos de idade, entrei para a OPA, participei de vários acampamentos pioneiros. A ideologia do MPLA tendo-me sido incutida desde muito pequenina, passei por uma eleição no MPLA na base, pela primeira vez, em 2004, entrei para a OMA [Organização da Mulher Angolana] da Maianga”, disse.
 
A filha de José Eduardo dos Santos, reconduzido na liderança do MPLA no VII congresso, com 99,6% dos votos, chegou ao Comité Central proposta pela OMA, tendo o seu irmão, José Filomeno dos Santos (conhecido como ‘Zenu’) sido proposto pela estrutura da juventude do partido, a JMPLA.
 
À imprensa, Welwitchia dos Santos enumerou o seu percurso no partido até ser proposta para integrar o Comité Central do MPLA, lembrando que foi “uma disputa acirrada” pelos 12 lugares a ser ocupados em representação da OMA.
 
“Neste mandato de 2016 fui eleita membro do comité nacional da OMA e depois também num escrutínio bastante apertado consegui ser escolhida uma das 12 militantes da OMA, que vieram para a renovação. A OMA tem 20 e poucos lugares, tinha que haver 45% de renovação”, explicou.
 
Lembrou que no partido esteve na base da constituição do comité de especialidade de empresários do MPLA, para o qual conseguiu mobilizar 1.500 membros, o maior que existe, pelo que considerou “bastante satisfatório” o seu trabalho de mobilização.
 
“Tal como para ser eleita deputada em 2008 também passei pelo mesmo escrutínio na minha organização de base que é a OMA, fui eleita pela OMA para ser candidata a deputada pelo MPLA duas vezes, uma vez, em 2008, aos 28 anos de idade, outra vez em 2012, portanto nunca fui indicada pela estrutura da sede do MPLA, nem para deputada nem para ser membro do CC”, frisou.
 
Tchizé dos Santos considerou as críticas “um aproveitamento político”, recorrendo à Constituição angolana para pedir às pessoas que entendam que não pode “ser prejudicada por partilhar laços de sangue com o presidente do MPLA e Presidente da República”.
 
“Também não posso ser prejudicada, eu e nenhuma outra mulher angolana, pelo facto de ser do gênero feminino”, referiu, criticando ainda “uma certa imprensa internacional que na análise da política nacional cria factos” que considerou baseados “na discriminação do gênero”.

Dois filhos de José Eduardo dos Santos no Comité Central do MPLA, Isabel dos Santos fica fora

09 de Agosto de 2016, 13:49
Luanda, 09 ago (Lusa) – José Filomeno dos Santos e Welwistchea dos Santos, filhos do Presidente angolano, integram a lista de nomes propostos para o Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), ficando de fora Isabel dos Santos.

A informação foi prestada à Lusa por fontes do partido à margem da reunião extraordinária do Comité Central do MPLA, que está a decorrer em Luanda para preparação do VII congresso ordinário, que arranca a 17 de agosto e que aprovará a recandidatura de José Eduardo dos Santos ao cargo e a lista com os 363 nomes àquele órgão deliberativo.

A empresária Isabel dos Santos, filha mais velha do chefe de Estado angolano, que a nomeou para o cargo de presidente do conselho de administração da petrolífera estatal Sonangol, ficou de fora desta lista, apesar de ter sido apontada, até agora, como potencial candidata à sucessão de José Eduardo dos Santos.

O presidente do MPLA e chefe de Estado há 36 anos, anunciou em março último que deixa a vida política ativa em 2018, quando completará 76 anos, mas sem concretizar até agora como será feita a transição ou se pretende ainda concorrer às próximas eleições gerais, dentro de um ano.

José Filomeno dos Santos (conhecido como ‘Zenú’), 38 anos, é proposto pela estrutura da juventude do partido, a JMPLA. Fundou um banco em Angola em 2008, depois de fazer a formação académica na Europa, e lidera desde 2013 – também por nomeação do chefe de Estado – o Fundo Soberano de Angola, cuja carteira de investimentos públicos ascende a 5.000 milhões de dólares.

Welwistchea dos Santos (conhecida como ‘Tchizé’), também com 38 anos, é uma empresária e militante ativa do MPLA, integrando a lista ao Comité Central proposta pela estrutura feminina do partido, a Organização da Mulher Angolana (OMA).

José Filomeno dos Santos tem sido recorrentemente apontado como possível sucessor do pai no partido, mas descartou anteriormente objetivos políticos.

O presidente do MPLA anunciou hoje, no discurso de abertura da reunião, uma renovação nos mais de 300 membros do Comité Central do partido que governa Angola desde 1975, mas abaixo do previsto.

“A comissão de candidaturas elaborou a lista dos candidatos que o Bureau Político apresentará ao Comité Central, para que a submeta ao VII congresso do MPLA, com vista à sua eleição. Foi observado o princípio da continuidade e renovação dos atuais membros do Comité Central, embora as percentagens preconizadas ficassem ligeiramente aquém do previsto”, reconheceu José Eduardo dos Santos.

Em novembro do ano passado, o líder do MPLA tinha anunciado a renovação de 45 por cento dos cargos de direção, nos vários escalões previstos nos estatutos do partido.

 

http://noticias.sapo.ao/lusa/artigo/21101452.html