Mulher cabo-verdiana conquista destaque na politica internacional

presidenta do paicv

A presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), o principal da oposição, Jandira Hopffer Almada, foi eleita vice-presidente da Internacional Socialista (IS).


“Este é, inequivocamente, um ganho extraordinário para Cabo Verde, para o PAICV e para a líder, pois esta eleição representa a ascensão ao mais elevado a cargo alguma vez ocupado por um partido político em Cabo Verde, na arena internacional”, indica em comunicado a direção do partido.

A nota sublinha que a eleição de Jandira Hopffer Almada “é também o mais elevado cargo que o PAICV já conseguiu a nível mundial, no seu longo percurso na Internacional Socialista”.

Para o PAICV, a eleição da sua líder como vice-presidente da IS a nível mundial significa “um grande reconhecimento” do país e do partido, para o qual “muito contribuíram, por ser das poucas mulheres a assumirem a liderança de um partido histórico”.

A IS é uma organização de partidos sociais-democratas, socialistas e trabalhistas que existe, com o atual figurino, desde 1951, e integra 150 partidos, de mais de 100 países e de todos os continentes.

O PAICV, então sob a liderança de Pedro Pires, foi admitido na Internacional Socialista no Congresso de Berlim, em 1992, com o apoio dos partidos socialistas português e francês e do partido social-democrata da Alemanha (SPD).

O PAICV, que governou Cabo Verde nos primeiros 15 anos da independência em regime de partido único (1975-1990) e noutros 15 anos já em regime democrático (2001-2016), já assumiu anteriormente a vice-presidência do Comité África da Internacional Socialista e organizou várias reuniões desse Comité em Cabo Verde.

Integrou também o Comité de Ética da organização, que decide sobre as adesões e exclusões no seio dessa família política internacional.

https://africa21digital.com/2017/07/17/lider-da-oposicao-em-cabo-verde-eleita-vice-presidente-da-internacional-socialista/

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José Maria Neves é o culpado pela crise no PAICV em Cabo Verde

José Maria Neves é o culpado pela crise no PAICV

2016 foi um annus horribilis para o PAICV.

Em Março, perde as eleições legislativas depois de três maiorias, [86.078 votos (37,53%), elegendo 29 deputados].

Em Setembro é o descalabro autárquico [2 câmaras municipais em 22].

Em Outubro, não apoia nenhum dos candidatos presidenciais e Jorge Carlos Fonseca vence à primeira volta. Janira Hopffer Almada põe o lugar à disposição, recandidata-se à liderança do partido e tudo aponta para que as eleições internas decorram em Janeiro do próximo ano, desconhecendo-se ainda quem a enfrentará.

Mas, segundo uma sondagem feita pela Pitagórica este mês, as raízes do problema estão em 2011, quando se dá a cisão dentro do partido por causa do candidato de então às presidenciais: os militantes preferiam Aristides Lima, o partido apoiou Manuel Inocêncio Sousa. Terá sido esse, segundo este estudo de opinião, o princípio do fim. O culpado tem um nome: José Maria Neves.

Questionados os eleitores sobre quem tem maior responsabilidade nessa divisão do PAICV, as respostas são claras, José Maria Neves é o culpado para 50% dos eleitores ainda que no eleitorado do PAICV este valor seja apenas de 43%. Todos se portaram mal naquele momento é escolha para 17% dos entrevistados. Aristides Lima e Manuel Inocêncio são responsabilizados apenas por 10% e 9% respectivamente.

Aristides Lima aliás parece ter beneficiado bastante com a candidatura, hoje 72% do eleitorado considera que fez bem em ter sido candidato e mesmo no PAICV, onde seria de esperar algum desgaste, são 70% os que o defendem.

http://www.expressodasilhas.sapo.cv/politica/item/50745-jose-maria-neves-e-o-culpado-pela-crise-no-paicv

Maior partido da oposição em Cabo Verde realiza eleições antecipadas “em breve”

Maior partido da oposição em Cabo Verde realiza eleições antecipadas "em breve"


 

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) deverá realizar eleições antecipadas em breve, depois de a presidente do partido, Janira Hopffer Almada, ter colocado o cargo à disposição, na sequência da derrota autárquica de setembro.

A decisão saiu do Conselho Nacional do partido, que este fim de semana esteve reunido em Rui Vaz, interior da ilha de Santiago, para discutir o futuro da liderança, depois das derrotas nas legislativas de março e nas autárquicas de setembro.

“A presidente do partido colocou o cargo à disposição e o Conselho Nacional está a analisar a possível transferência da decisão para as bases do partido. Tudo indica que vão ser realizadas eleições antecipadas e que serão realizadas brevemente, muito embora o ‘timing’ ainda esteja em discussão”, disse aos jornalistas a porta-voz do Conselho Nacional, Rosa Rocha.

O Conselho Nacional analisou também o resultado alcançado pelo partido nas eleições autárquicas, nas quais conquistou apenas duas das 22 câmaras cabo-verdianas.

Os conselheiros concluíram que a principal causa da derrota está relacionada com o curto espaço de tempo, decorrido desde as legislativas de março, ganhas com maioria absoluta pelo Movimento para a Democracia (MpD), que também conquistou 18 municípios nas autárquicas de setembro.

“Deve-se salientar o efeito contágios das legislativas. A proximidade das duas eleições foi extremamente curta e as autárquicas acabaram por ser pelos resultados das legislativas”, considerou Rosa Rocha.

A porta-voz adiantou ainda que as responsabilidades pela derrota devem ser partilhadas.

“A presidente assumiu, e bem, as responsabilidades enquanto líder do partido, mas todas as lideranças locais, os candidatos a presidentes das câmaras municipais também são responsáveis”, disse.

O PAICV passou para a oposição em março, depois de 15 anos de poder com maiorias absolutas.

Autárquicas/São Filipe: Candidato do PAICV promete investir fortemente na educação nos próximos quatro anos

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O candidato do PAICV à presidência da Câmara Municipal nas próximas eleições autárquicas assume o compromisso de “investir fortemente” na educação, sobretudo no transporte escolar, à semelhança do que que fez durante 20 anos que dirigiu o município.
 
 
“Nós que iniciamos a massificação do ensino secundário com intervenção municipal, assegurando o transporte escolar de Tinteira e de Campanas para São Filipe, estamos em condições de continuar a fazer mais e melhor neste sector”, disse o candidato num dos comícios realizados na cidade.
 
 
Além de transporte escolar, o ex-autarca Eugénio Veiga acrescentou que no setor da educação, foi através de intervenção municipal que se acabou com as salas alugadas com construção de várias infra-estruturas escolares e uma rede de jardim infantil no município de São Filipe.
 
 
Considerou que a sua equipa está mais preparada e capacitada para fazer mais e melhor nos próximos quatro anos, quer no setor da educação, como saúde, desporto, cultura, infraestruturação de uma forma geral e sem reclamar mais recursos do Governo central.
 
 
O propósito da candidatura consiste no processo de desenvolvimento harmonioso de São Filipe, fazendo com que a cidade seja cada vez mais integrada, mais verde, mais humanizada possível e o mundo rural tenha melhor qualidade de vida.
 
 
Hoje a candidatura do PAICV vai estar em contacto porta a porta na cidade, mas também nas localidades de Pedro Homem, São Lourenço, Curral Grande, Lomba, Santana, Aleixo Gomes, assim como a realização de dois comícios, sendo um em Curral Grande e outro no bairro de Cobom.
 
 
Nas autárquicas de 2012, o PAICV obteve 3.334 votos para Câmara (36.81%) e 3.298 para Assembleia (36.44%). Conseguiu três mandatos para Câmara e seis para Assembleia, GIASF/MpD 3.179 votos para Câmara (35.1%) e 3.216 para Assembleia (35.53%) com dois mandatos para Câmara e seis para Assembleia, e GIUSD 2.544 votos para Câmara (28.09%) e 2.537 para Assembleia (28.03%) com dois mandatos para Câmara e cinco para Assembleia.
 
 
Para as eleições autárquicas de 04 de setembro próximo, estão inscritos 14.318 eleitores, mais 1.146 eleitores que em 2012, dos quais 21 são cidadãos estrangeiros.
 
 
Nas sétimas eleições autárquicas participam um total de 57 candidatos, sendo 22 do MpD, 21 do PAICV, cinco da UCID (Praia, São Vicente, Sal, Paul e Ribeira Grande de Santo Antão), dois do PP (Praia e São Miguel), um do PTS (Praia) e um do PSD (Sal).
 
 
Mais cinco independentes disputam as câmaras municipais do Maio (apoiado pelo PAICV), dos Mosteiros (Movimento cidadão Avançar Mosteiros Independente – MAI), de São Filipe (Grupo por Amor Incondicional a São Filipe – GPAIS), da Ribeira Brava e da Boa Vista.
 
 

«Nós estamos em acção. O outro governo esteve em inacção» – Ulisses Correia e Silva

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O primeiro-ministro considera que o PAICV não tem moral para falar da forma como o governo está a gerir o processo das famílias deslocadas de Chã das Caldeiras, na ilha do Fogo. Ulisses Correia e Silva reage assim aos comentários do PAICV sobre o tema, depois do maior partido da oposição ter vindo a público, esta terça-feira, acusar o governo de medidas discriminatórias e injustas, em relação à atribuição de subsídio aos deslocados.
O chefe do executivo afirma que o PAICV esteve um ano e quatro meses “sem dar qualquer solução de facto”. Ulisses Correia e Silva afirma que, contrariamente ao que diz o maior partido da oposição, não há uma redução de ajuda aos deslocados.
“Nós estamos a substituir aquilo que era prestações em gêneros alimentícios, que as pessoas sempre disseram que era preciso mudar, por transferências monetárias. Houve uma primeira lista de avaliação que apurou 61 nomes e que já está em mais de 70. E vai aumentar, mas de acordo com as necessidades reais das pessoas relativamente a esses subsídios”, afirma.
Ulisses Correia e Silva considera que o PAICV está a promover a desinformação em benefício próprio.
Em relação às outras medidas para a população de Chã das Caldeiras, o chefe do governo destaca o envio, já no próximo dia 04 de Agosto, dos equipamentos para a adega provisória, para que se possa salvar a produção de vinho deste ano. O primeiro-ministro garante ainda que já há mobilização de um milhão de euros para a construção da adega definitiva, que vai englobar também a produção e abastecimento de água.
“Estamos a trabalhar no sentido de haver retoma da actividade económica na zona de Chã”, garante.
Ulisses Correia e Silva afirma ainda que o local para os novos assentamentos já estão identificados para a construção de casas para 47 famílias, além da identificação de outros assentamentos com a participação da população.