Finanças e Planejamento dos Países de Língua Oficial Portuguesa e Timor Leste investem na formação

 

Sessenta quadros dos ministérios das Finanças e Planejamento dos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor Leste começaram esta segunda-feira, em Luanda, a frequentar um curso de pós graduação em finanças públicas.

Curso de pós-graduação ministrado em Cacuaco
Fotografia: João Gomes|Edições Novembro
A ação formativa, com encerramento previsto para Novembro próximo, integra dois seminários e oito módulos, como “Finanças Públicas e Economia”, “Orçamento no Setor Público”, “Gestão Financeira e Contabilidade Pública”, “Sistemas de Avaliação e Controle Interno” e “Auditoria Pública”.
Ao falar na abertura do primeiro curso de pós-graduação em Finanças Públicas, do Instituto de Formação em Gestão Económica e Financeira (IGEF), a secretaria de Estado para o Orçamento, Aia Eza Silva, afirmou que os PALOP têm alcançado resultados notáveis em relação à gestão racional das finanças públicas, fruto dos esforços desenvolvidos pelos países.
O IGEF, de acordo a governante, pretende, no final do programa formativo, que os participantes estejam munidos de ferramentas adequadas para a boa realizaçãodos seus trabalhos.
O director interino do IGEF, Manuel Freire, disse que a formação dirigida aos funcionários do ministério das Finanças e Planeamento nas áreas de Orçamento, Tesouro, Estudos, Macroeconomia, Inspecção e Contratação Pública, está voltada à auditoria (gestão das finanças públicas).
Já o representante da União Europeia em Angola, Tomás Ulicny, afirmou que a gestão das Finanças Públicas se assume como um instrumento essencial do Estado, para a prossecução de políticas públicas, um mecanismo incontornável de justiça e equilíbrio social. “Melhores quadros formados, melhores capacidades de gestão e organização dos serviços e uma aplicação mais criteriosa e rigorosa das boas práticas recomendadas nestas matérias, significa, maior equilíbrio e justiça social” afirmou Tomás Ulicny.

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Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa

 

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O Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa e o enquadramento do investimento vai ser apresentado na próxima quarta-feira em Macau, numa sessão organizada pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM).

O evento é co-organizado pela Direcção dos Serviços de Economia, Direcção dos Serviços de Finanças e Autoridade Monetária de Macau em parceria com o Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (CPLP)
O Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa, avaliado em mil milhões de dólares norte-americanos, consiste no apoio à cooperação no âmbito do investimento entre as empresas chinesas (incluindo Macau) e as da CPLP, nomeadamente Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, S. Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
O instrumento financeiro destina-se ao investimento directo multilateral, ao aumento da força global das empresas investidoras e à promoção do desenvolvimento económico dos países membros. Através do fundo, que por enquanto tem sede em Pequim, passam a ser apoiadas as empresas da China continental e de Macau na expansão de negócios no exterior e na abertura de novos mercados nos países de língua portuguesa.

Transferência

Em Outubro do ano passado, aquando da realização da V Conferência Ministerial do Fórum de Macau, o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, anunciou a Transferência da sede do Fundo de Cooperação para Macau, no quadro de um conjunto de medidas delineadas pelo Governo central para apoiar o desenvolvimento de Macau.
No comunicado em que dá conta da realização da sessão de apresentação, o IPIM informa que o Governo de Macau está empenhado na coordenação do processo de mudança da sede do Fundo de Cooperação de Pequim para Macau.
O Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa foi anunciado em Novembro de 2010, em Macau, pelo então primeiro-ministro Wen Jiabao, durante a 3.ª Conferência Ministerial do Fórum.

Chissano defende que Mário Soares foi um lutador pela independência das colonias portuguesas

Joaquim Chissano2.jpgChissano reagia à morte do antigo Chefe do Estado português

Um amigo da África portuguesa, um homem de liberdade e combatente da ditadura. São as palavras de Joaquim Chissano para lembrar aquele com quem nos últimos anos privou várias vezes.

Referindo-se à obra do político português, o antigo estadista moçambicano lembrou o informalismo e o contacto humano de Mário Soares nas negociações do Acordo de Lusaka, em 1974, o que ajudou a desbloquear a tensão entre a ex-colônia e o Estado Português. Para Chissano, Mário Soares foi, também por via disso, um lutador pela independência das colônias portuguesas.

Já sem cargos governamentais, Soares e Chissano desenvolveram uma amizade e trabalharam juntos em organizações internacionais. Graças a essa amizade, o fundador do Partido Socialista português, no papel de jornalista, entrevistou Joaquim Chissano, em 2001.

O antigo presidente de Portugal foi apoiante da ideia de criação da CPLP, a comunidade que hoje congrega todos os países falantes da língua portuguesa.

Além disso, Chissano recordou também que a cooperação econômica entre Moçambique e Portugal iniciou com Mário Soares, na altura Chefe de Estado.

 

http://opais.sapo.mz/index.php/politica/63-politica/43157-chissano-defende-que-mario-soares-foi-um-lutador-pela-independencia-das-colonias-portuguesas.html

Trocas comerciais entre Angola e a China atingiram 12,8 bilhões de dólares

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As trocas comerciais entre Angola e a China atingiram, de Janeiro a Outubro de 2016, 12.788 milhões de dólares (2,132 triliões de kwanzas), uma queda 25,47 por cento face ao período homólogo do ano anterior.
 
Dados oficiais chineses divulgados pelo Fórum Macau noticiados ontem pela Angop ilustram que, no mesmo período, Angola importou da China bens avaliados em 1.414 milhões de dólares (236 mil milhões de kwanzas), menos 55,96 por cento que em 2015.
 
Angola surge em segundo lugar nas trocas comerciais entre os países de língua portuguesa e exportou para a China mercadorias no valor de 11,bilhões de dólares norte-americanos (1,896 triliões de kwanzas), menos 18,46 por cento que no período precedente.
 
Os dados também indicam que o comércio entre a China e os países de língua portuguesa, nos primeiros dez meses de 2016, ascendeu a 75.491 milhões de dólares (12,584 triliões de kwanzas), um valor que representa uma quebra homóloga de 10,32 por cento.
 
De Janeiro a Outubro, a China exportou para os oito países de língua portuguesa bens no valor de 23.769 milhões de dólares (cerca de quatro triliões de kwanzas), menos 23,64 por cento, e importou bens no montante de 51.721 milhões de dólares (8,6 triliões de kwanzas), menos 2,50 por cento, assumindo um défice comercial de 27.952 milhões de dólares (4,659 triliões de kwanzas).
 
O Brasil, o principal parceiro comercial da China entre os países de língua portuguesa, exportou para este país bens no valor 38.691 milhões de dólares (mais 3,34 por cento) e importou mercadorias no montante de 17.656 milhões de dólares (menos 25 por cento), tendo o comércio bilateral caído 7,89 por cento para 56.347 milhões de dólares.
 
Em terceiro lugar, surge Portugal, com trocas comerciais no valor de 4.640 milhões de dólares (mais 25,95 por cento), em que 3.365 milhões de dólares corresponderam a exportações chinesas (mais 38,97) e 1.275 milhões de dólares a importações de produtos portugueses (mais 0,98).
 
Moçambique registou trocas comerciais com a China no valor de 1.509 milhões de dólares (mais 25,01 por cento), com a China a vender bens no montante de 1.129 milhões de dólares (mais 30,97) e a comprar mercadorias no valor de 379 milhões de dólares (mais 0,89).
 
As trocas comerciais da China com os restantes países de língua portuguesa, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe, ascenderam a 205,7 milhões de dólares.
Em Outubro, o comércio entre a China e os países de língua portuguesa ascendeu a 6.362 milhões de dólares, número que representa uma quebra de 28,49 por cento, comparativamente ao valor registado no mês homólogo de 2015.
 
 

Comunidade dos Países de Língua Portuguesa nasceu no Brasil durante crise sem precedentes com Portugal

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A CPLP foi ‘fabricada’ em 1993, três anos antes da sua formalização, pelo Governo brasileiro de Itamar Franco, logo após o ‘impeachment’ de Collor de Mello, numa investida diplomática tão surpreendente como a crise sem precedentes com Portugal.
A primeira notícia foi divulgada em março de 1993 no jornal Semanário, de Lisboa, com o título “Itamar manda conquistar PALOP”. Citava um documento interno da diplomacia brasileira, considerando que “muito pouco se fez pela gradeza da lusofonia” e impunha-se a criação da Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa (CPLP).
 
Este rascunho foi submetido ao então chefe da diplomacia portuguesa, Durão Barroso, que deu o seu acordo a uma jornada do embaixador brasileiro em Lisboa, José Aparecido de Oliveira, tido como o “pai” da CPLP, para apresentar o projeto a todos os líderes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), começando por Nino Vieira, na Guiné-Bissau.