Finanças e Planejamento dos Países de Língua Oficial Portuguesa e Timor Leste investem na formação

 

Sessenta quadros dos ministérios das Finanças e Planejamento dos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor Leste começaram esta segunda-feira, em Luanda, a frequentar um curso de pós graduação em finanças públicas.

Curso de pós-graduação ministrado em Cacuaco
Fotografia: João Gomes|Edições Novembro
A ação formativa, com encerramento previsto para Novembro próximo, integra dois seminários e oito módulos, como “Finanças Públicas e Economia”, “Orçamento no Setor Público”, “Gestão Financeira e Contabilidade Pública”, “Sistemas de Avaliação e Controle Interno” e “Auditoria Pública”.
Ao falar na abertura do primeiro curso de pós-graduação em Finanças Públicas, do Instituto de Formação em Gestão Económica e Financeira (IGEF), a secretaria de Estado para o Orçamento, Aia Eza Silva, afirmou que os PALOP têm alcançado resultados notáveis em relação à gestão racional das finanças públicas, fruto dos esforços desenvolvidos pelos países.
O IGEF, de acordo a governante, pretende, no final do programa formativo, que os participantes estejam munidos de ferramentas adequadas para a boa realizaçãodos seus trabalhos.
O director interino do IGEF, Manuel Freire, disse que a formação dirigida aos funcionários do ministério das Finanças e Planeamento nas áreas de Orçamento, Tesouro, Estudos, Macroeconomia, Inspecção e Contratação Pública, está voltada à auditoria (gestão das finanças públicas).
Já o representante da União Europeia em Angola, Tomás Ulicny, afirmou que a gestão das Finanças Públicas se assume como um instrumento essencial do Estado, para a prossecução de políticas públicas, um mecanismo incontornável de justiça e equilíbrio social. “Melhores quadros formados, melhores capacidades de gestão e organização dos serviços e uma aplicação mais criteriosa e rigorosa das boas práticas recomendadas nestas matérias, significa, maior equilíbrio e justiça social” afirmou Tomás Ulicny.

CPLP: Reunião dos ministros do Turismo reitera compromissos dos Estados membros com a agenda 2030

A IX Reunião dos Ministros do Turismo da CPLP, que decorreu recentemente no Brasil, reiterou o compromisso dos Estados membros da CPLP com a Agenda 2030 e implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável ( ODS), em particular com os números 8, 12 e 14.

CPLP: Reunião dos ministros do Turismo reitera compromissos dos Estados membros com a agenda 2030

A cimeira decidiu partilhar e implementar políticas públicas e boas práticas de participação social, transparência e integridade que promovam o turismo sustentável, criem trabalho digno e incentivem a cultura e os produtos locais.

A instituição lusófona quer também estimular a promoção de investimentos no turismo sustentável, incluindo o ecoturismo e o turismo cultural, bem como promover o desenvolvimento, a aplicação e o uso de novas tecnologias de informação e comunicação no setor de turismo.

O encontro deliberou também incentivar um ambiente favorável à criação de pequenas e médias empresas, facilitando o acesso ao financiamento por meio de iniciativas de microcrédito para população mais pobre e as comunidades locais em áreas com alto potencial de ecoturismo.

A reunião de Brasil decidiu, por outro lado, promover o intercâmbio de ações e o diálogo articulado e estruturado com as Reuniões Ministeriais Setoriais da CPLP cujas agendas contribuam para a implementação das resoluções desta Reunião Ministerial.

Diante dos desafios referidos, a CPLP vai envidar esforços para aprovar o seu Plano Estratégico de Cooperação em Turismo, que será levado a ratificação da XXII Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, a realizar-se em Brasília, a 20 de julho de 2017. Isto sem contar com a proposta no sentido de aprovar o Plano de Ação da Reunião de Ministros do Turismo da CPLP para o biênio 2017-2019.

http://www.asemana.publ.cv/?CPLP-Reuniao-dos-ministros-do-Turismo-reitera-compromissos-dos-Estados-membros

Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa

 

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O Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa e o enquadramento do investimento vai ser apresentado na próxima quarta-feira em Macau, numa sessão organizada pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM).

O evento é co-organizado pela Direcção dos Serviços de Economia, Direcção dos Serviços de Finanças e Autoridade Monetária de Macau em parceria com o Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (CPLP)
O Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa, avaliado em mil milhões de dólares norte-americanos, consiste no apoio à cooperação no âmbito do investimento entre as empresas chinesas (incluindo Macau) e as da CPLP, nomeadamente Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, S. Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
O instrumento financeiro destina-se ao investimento directo multilateral, ao aumento da força global das empresas investidoras e à promoção do desenvolvimento económico dos países membros. Através do fundo, que por enquanto tem sede em Pequim, passam a ser apoiadas as empresas da China continental e de Macau na expansão de negócios no exterior e na abertura de novos mercados nos países de língua portuguesa.

Transferência

Em Outubro do ano passado, aquando da realização da V Conferência Ministerial do Fórum de Macau, o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, anunciou a Transferência da sede do Fundo de Cooperação para Macau, no quadro de um conjunto de medidas delineadas pelo Governo central para apoiar o desenvolvimento de Macau.
No comunicado em que dá conta da realização da sessão de apresentação, o IPIM informa que o Governo de Macau está empenhado na coordenação do processo de mudança da sede do Fundo de Cooperação de Pequim para Macau.
O Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa foi anunciado em Novembro de 2010, em Macau, pelo então primeiro-ministro Wen Jiabao, durante a 3.ª Conferência Ministerial do Fórum.

Chissano defende que Mário Soares foi um lutador pela independência das colonias portuguesas

Joaquim Chissano2.jpgChissano reagia à morte do antigo Chefe do Estado português

Um amigo da África portuguesa, um homem de liberdade e combatente da ditadura. São as palavras de Joaquim Chissano para lembrar aquele com quem nos últimos anos privou várias vezes.

Referindo-se à obra do político português, o antigo estadista moçambicano lembrou o informalismo e o contacto humano de Mário Soares nas negociações do Acordo de Lusaka, em 1974, o que ajudou a desbloquear a tensão entre a ex-colônia e o Estado Português. Para Chissano, Mário Soares foi, também por via disso, um lutador pela independência das colônias portuguesas.

Já sem cargos governamentais, Soares e Chissano desenvolveram uma amizade e trabalharam juntos em organizações internacionais. Graças a essa amizade, o fundador do Partido Socialista português, no papel de jornalista, entrevistou Joaquim Chissano, em 2001.

O antigo presidente de Portugal foi apoiante da ideia de criação da CPLP, a comunidade que hoje congrega todos os países falantes da língua portuguesa.

Além disso, Chissano recordou também que a cooperação econômica entre Moçambique e Portugal iniciou com Mário Soares, na altura Chefe de Estado.

 

http://opais.sapo.mz/index.php/politica/63-politica/43157-chissano-defende-que-mario-soares-foi-um-lutador-pela-independencia-das-colonias-portuguesas.html

Trocas comerciais entre Angola e a China atingiram 12,8 bilhões de dólares

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As trocas comerciais entre Angola e a China atingiram, de Janeiro a Outubro de 2016, 12.788 milhões de dólares (2,132 triliões de kwanzas), uma queda 25,47 por cento face ao período homólogo do ano anterior.
 
Dados oficiais chineses divulgados pelo Fórum Macau noticiados ontem pela Angop ilustram que, no mesmo período, Angola importou da China bens avaliados em 1.414 milhões de dólares (236 mil milhões de kwanzas), menos 55,96 por cento que em 2015.
 
Angola surge em segundo lugar nas trocas comerciais entre os países de língua portuguesa e exportou para a China mercadorias no valor de 11,bilhões de dólares norte-americanos (1,896 triliões de kwanzas), menos 18,46 por cento que no período precedente.
 
Os dados também indicam que o comércio entre a China e os países de língua portuguesa, nos primeiros dez meses de 2016, ascendeu a 75.491 milhões de dólares (12,584 triliões de kwanzas), um valor que representa uma quebra homóloga de 10,32 por cento.
 
De Janeiro a Outubro, a China exportou para os oito países de língua portuguesa bens no valor de 23.769 milhões de dólares (cerca de quatro triliões de kwanzas), menos 23,64 por cento, e importou bens no montante de 51.721 milhões de dólares (8,6 triliões de kwanzas), menos 2,50 por cento, assumindo um défice comercial de 27.952 milhões de dólares (4,659 triliões de kwanzas).
 
O Brasil, o principal parceiro comercial da China entre os países de língua portuguesa, exportou para este país bens no valor 38.691 milhões de dólares (mais 3,34 por cento) e importou mercadorias no montante de 17.656 milhões de dólares (menos 25 por cento), tendo o comércio bilateral caído 7,89 por cento para 56.347 milhões de dólares.
 
Em terceiro lugar, surge Portugal, com trocas comerciais no valor de 4.640 milhões de dólares (mais 25,95 por cento), em que 3.365 milhões de dólares corresponderam a exportações chinesas (mais 38,97) e 1.275 milhões de dólares a importações de produtos portugueses (mais 0,98).
 
Moçambique registou trocas comerciais com a China no valor de 1.509 milhões de dólares (mais 25,01 por cento), com a China a vender bens no montante de 1.129 milhões de dólares (mais 30,97) e a comprar mercadorias no valor de 379 milhões de dólares (mais 0,89).
 
As trocas comerciais da China com os restantes países de língua portuguesa, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe, ascenderam a 205,7 milhões de dólares.
Em Outubro, o comércio entre a China e os países de língua portuguesa ascendeu a 6.362 milhões de dólares, número que representa uma quebra de 28,49 por cento, comparativamente ao valor registado no mês homólogo de 2015.
 
 

Cimeira da CPLP em Brasília discute nova visão estratégica

João Dias | Brasília

Fotografia: João Gomes

O Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, está desde ontem em Brasília, onde em representação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, participa na XI Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que começa hoje no Palácio do Itamaraty.

 

Nos últimos quatro dias, foram realizadas reuniões sobre os pontos focais, que antecederam a dos embaixadores, que por seu turno, preparou a reunião de ontem dos ministros das Relações Exteriores. O ministro Georges Chikoty participou no encontro que antecede a Cimeira dos Chefes de Estado.
Na agenda está a aprovação de algumas resoluções e a Declaração de Brasília, bem como a construção de uma nova visão estratégica da organização para os próximos dez anos. O grande foco dos documentos a serem analisados e aprovados pelo Chefes de Estado e de Governo está enquadrado nos três pilares da organização: concertação política e diplomática, cooperação no espaço comunitário e fora dele e a velha discussão em torno da Língua Portuguesa. Os Chefes de Estado vão também analisar aspectos relacionados com o futuro da organização e o que se pretende dela no plano comunitário e internacional.
“Há muitos progressos do ponto de vista da concertação política entre os Estados-membros, pois têm vindo a concentrar-se naquilo que é a agenda política internacional. Há casos bem conhecidos que vão ser abordados ao longo da Cimeira”, disse o director do gabinete das Relações Exteriores para a CPLP e PALOP, Oliveira Encoge, que fala numa possível reestruturação dos estatutos.
A Cimeira de Brasília marca o fim do mandato do secretário executivo Murargy, agora substituído pela são-tomense Maria do Carmo Silveira,  de acordo com o princípio da rotatividade alfabética que caracteriza a organização. O diplomata disse que, após dois anos da presidência de Timor-Leste, espera que o Brasil faça, nos próximos dois anos, cumprir os objectivos da organização.  “Deu-se um passo muito grande com a presidência de Timor-Leste, uma vez que se estendeu para o continente asiático e teve um desempenho extraordinário do ponto de vista da cooperação”, sublinhou.
Oliveira Encoge destacou o papel de Timor-Leste que, além de dar um cunho económico e empresarial à organização, determinou um maior envolvimento da sociedade civil. Sobre o acordo ortográfico, disse ser um ponto com o qual os países vão ter de lidar. Mas, o necessário é que alguns países, tal como Angola, se revejam no acordo. É o que está a acontecer de forma tranquila e harmoniosa, referiu, afirmando não existirem Estados-membros contra o acordo. “A língua é de todos e, por isso, entendemos que temos de ter voz.”

A Comunidade cresceu

O ministro das Relações Exteriores, George Chikoty, disse que a Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP que começa hoje vai debruçar-se sobre a apresentação de alguns aspectos novos da nova visão estratégica da CPLP e uma resolução sobre a equitatividade dos funcionários do secretariado e aceitar os novos membros observadores da organização.
Esta Cimeira, disse, vai eleger o novo secretário executivo da organização e a nova presidência, que passa a ser o Brasil. “A Cimeira estava para Julho, mas só hoje é realizada por causa da situação do Brasil. Agora, esperamos que a CPLP continue a crescer na cooperação entre os países de língua portuguesa e vamos apoiar a presidência para que a organização cresça”, disse.
Georges Chikoty afirmou que a CPLP cresceu bastante ao longo dos seus 20 anos de existência em termos de visibilidade junto da comunidade internacional e um dos aspectos dignos de nota foi a organização ter contribuído para a eleição de António Guterres como Secretário-Geral das Nações Unidas.
Mas, disse, querem-se melhorias na evolução política dos países-membros e a grande preocupação incide na situação política da Guiné-Bissau. “Os esforços vão na direcção da restauração da estabilidade naquele país.” A visão estratégica já tem sido discutida e ela vai continuar a ser analisada embora não existam ainda consensos a respeito para que a organização seja vista como verdadeiramente internacional.
Em face disso, Angola propôs uma resolução relativamente à equidade no secretariado da CPLP que pretende uma nova forma na indicação dos funcionários, disse Georges Chikoty, que falou também da questão da mobilidade na CPLP e o acordo ortográfico.  Neste sentido, o ministro sublinhou que existem nos países diferentes políticas migratórias e que não há ainda uma discussão sobre livre circulação, pois as pessoas devem preencher determinados requisitos.
Além disso, explicou, é preciso ver que alguns países estão no continente africano e outros na América e ainda no continente europeu. E neste último, existem regras em relação à migração, mas pode haver medidas que facilitem a livre circulação dentro do espaço comunitário.
Quanto ao acordo ortográfico, o ministro Georges Chikoty disse que é opção de Angola e Moçambique continuarem a trabalhar nesta questão, na medida em que acham que existem aspectos que devem ser tidos em conta, como a dimensão histórica e cultural.  Trabalhar no interesse dos Estados-membros é o que Georges Chikoty espera da nova secretária executiva da CPLP.

Consolidação do projecto

Com mais de 270 milhões de falantes, espalhados num espaço geograficamente descontínuo, nove países distribuídos em quatro continentes e um instituto internacional para difusão da Língua Portuguesa, a CPLP consolidou-se como projecto político cujo fundamento é o português, enquanto vínculo histórico e património comum.
A institucionalização da organização teve como escopo a projecção e consolidação no plano externo dos laços fraternais e de amizade entre os países de Língua Portuguesa. Mas para lá disso, o grande interesse comum passa pela defesa dos seus interesses e valores compaginados, sobretudo, na defesa da democracia, promoção do desenvolvimento e na criação de um ambiente internacional mais equilibrado e pacífico, além de favorecer a concertação de posições políticas e diplomáticas com vista ao seu fortalecimento.
Em declarações ao Jornal de Angola, o embaixador e representante permanente de Angola junto da CPLP, Luís de Almeida, disse que falar do futuro da organização é também recorrer à história. A ideia da sua criação passou por muitas individualidades, tal como Jaime Gama, então ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, e o processo ganhou impulso nos anos 90 com José Aparecido de Oliveira.
O primeiro passo concreto no processo de criação da CPLP foi dado em São Luís do Maranhão, em Novembro de 1989, no primeiro encontro dos Chefes de Estado e de Governo dos países de Língua Portuguesa, a convite do Presidente José Sarney.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/cimeira_da_cplp_em_brasilia_discute_nova_visao_estrategica

Georges Chikoti, ministro de Angola, está em Brasília

 

Fotografia: Vigas da Purificação

O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, está em Brasília, República Federativa do Brasil, para participar, segunda-feira próxima, na XXI sessão ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

 

Em declarações à imprensa, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o governante disse que o encontro, que reúne os ministros dos Negócios Estrangeiros e das Relações Exteriores dos países membros da CPLP, antecede a XI Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade, que acontece terça-feira próxima. De acordo com Georges Chicoti, consta da agenda dos Chefes de Estado e de Governo a avaliação de algumas propostas de países candidatos a membros observadores da comunidade.
O ministro informou que contatos junto da diplomacia brasileira têm sido mantidos, com vista a adequar ou melhorar os acordos e protocolos assinados com a República Federativa do Brasil, tendo em conta algumas medidas que o atual Governo tem estado a tomar.
Lembrou que a cimeira acontece no ano em que a organização comemora 20 anos de existência, tendo como ponto principal da agenda a aprovação da nova visão estratégica, que define as orientações para a CPLP na próxima década.
A anteceder o conselho teve lugar, quarta e quinta-feira últimas, a reunião dos Pontos Focais da Cooperação entre os países membros, órgão que congrega as unidades responsáveis pela coordenação da cooperação no âmbito da CPLP, a quem compete assessorar os demais órgãos  em todos os assuntos relativos à cooperação para o desenvolvimento no âmbito da comunidade.
Durante a XXXIII sessão do órgão, que terminou quinta-feira, foram discutidas matérias sobre o reforço da cooperação no âmbito sectorial, tais como relações exteriores e internacionais, interior ou ordem interna, justiça e direitos humanos, educação, cultura, comércio, telecomunicações e outras.
Hoje, tem lugar a reunião do Comité de Concertação Permanente,  órgão responsável pelo acompanhamento do cumprimento, pelo Secretariado Executivo, das decisões e recomendações dos outros órgãos da CPLP.  A CPLP foi criada a 17 de Julho de 1996, em Lisboa.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/georges_chikoti_esta_em_brasilia

Missão portuguesa com várias origens

30 de Julho, 2016

Fotografia: AFP

A missão de 92 atletas portugueses aos Jogos Olímpicos Rio’2016 engloba competidores nascidos em 17 países, alguns oriundos da diáspora, outros a assumir a nacionalidade da nação que abraçaram  as suas famílias.

Ao todo são 18 (cerca de um quinto) os nascidos em países tão distintos como o Brasil e Estados Unidos, nas Américas, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Congo e Costa do Marfim, em África, na asiática China ou nos europeus Rússia, Bulgária, França, Alemanha, Moldávia, Ucrânia, Inglaterra ou Suíça.
Recorde-se que o campeão olímpico Nélson Évora – só Rosa Mota, Fernanda Ribeiro e Carlos Lopes têm também o ouro olímpico – nasceu na Costa do Marfim.
As mesa-tenistas Fu Yu e Shao Jiene, nascidas na China, o judoca Sergiu Oleinic, oriundo da Moldávia, as nadadoras Tamila Holub e Victoria Kaminskaya, respectivamente da Ucrânia e Rússia, a velocista Lorene Bazolo, que chegou do Congo, e o lançador de peso Tsanko Arnaudov, de origem búlgara, são os nomes menos “portugueses” da comitiva para os  Jogos Olímpicos Rio’2018.
Diferentes motivos levaram esses atletas a representar Portugal, como por exemplo Lorene Bazolo que fugiu do Congo, que representou em Londres’2012, para encontrar amparo no país europeu, cujo recorde dos 100 metros, que era de Lucrécia Jardim desde 1997, já bateu.
Tsanko Arnaudov está em Portugal desde os 12 anos, Fu Yu chegou ao país em 2001 e naturalizou-se em 2013, enquanto Shao Jieni chegou a Gondomar há seis anos (tinha 16) e Tamila Holub foi para Portugal com a família com três anos.
A cavaleira Luciana Diniz, por exemplo, tem nome mais português, mas nasceu no Brasil, país que representou em Atenas’2004, sendo que já vestiu as cores lusitanas em Londres’2012.
O grosso do grupo no Rio’2016 está distribuído por todo o país, destacando-se, ainda assim, Lisboa com 11 atletas, Porto e Guimarães com quatro, Coimbra, Cascais e Portimão com três. A Madeira conta com três representantes e os Açores um.

http://jornaldeangola.sapo.ao/desporto/missao_portuguesa_com_varias_origens

Namíbia ou Uruguai “têm condições” para pedir adesão à CPLP

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O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Murade Murargy, considerou hoje que a Namíbia e o Uruguai “têm condições” para solicitar a adesão à organização lusófona, com base nas relações históricas e nos falantes de português.
 
 
Em entrevista à Lusa a propósito dos 20 anos da comunidade, que se assinalam no domingo, dia 17, Murade Murargy afirmou que “um dia, esses países que são observadores vão pedir também” a adesão à CPLP como membros de pleno direito.
 
 
 
O secretário-executivo referia-se, em concreto, à Namíbia, país que é observador associado da CPLP desde 2014 e onde há “uma grande comunidade que fala português, até mais que noutros países” membros da CPLP.
 
Por outro lado, a Namíbia tem “relações muito fortes” com Angola e Moçambique, comentou o diplomata.
 
Outro país que pode vir a pedir a adesão à comunidade lusófona é o Uruguai, “usando os mesmos argumentos da Guiné Equatorial”, ou seja, que foi colonizado pelos portugueses antes de passar para a posse dos espanhóis, considerou Murargy.
 
“[A adesão pode acontecer] desde que comunguem dos nossos valores e que queiram seguir os mesmos objetivos que a CPLP defende. Não podemos é descaracterizar a CPLP”, disse o secretário-executivo.
 
Questionado sobre se a entrada da Guiné Equatorial, há dois anos, não descaracterizou a organização, por se tratar de um país que fala, maioritariamente, espanhol, Murade Murargy negou.
 
“A nossa diferença é que somos muito unidos. Quem entra tem de se envolver nestes valores, que achamos que são sagrados: língua, direitos humanos, democracia, paz, estabilidade”, defendeu.
 
O Uruguai é um dos países que vai solicitar o estatuto de observador associado na próxima cimeira da CPLP, que deverá decorrer no Brasil em novembro, a par da Hungria e da República Checa.
 
Outros países já manifestaram a intenção de apresentar também candidaturas a observador associado, nomeadamente Itália, Eslováquia ou, na América do Sul, Colômbia, México e Peru.
 
“Vários povos vão unir-se cada vez mais, num estreitar de relações, também do ponto de vista económico e cultural”, salientou Murargy.
 
O secretário-executivo comentou que, por vezes, os Estados da CPLP “não sabem olhar-se ao espelho e os outros é que veem a importância” da comunidade lusófona.
 
“Há cada vez mais países que pretendem ser observadores associados da CPLP, porque há um grande potencial económico”, disse, referindo que estes Estados pretendem fazer parcerias com a CPLP a nível económico e empresarial e também no domínio da língua portuguesa.
 
A CPLP, sustentou, “tornou-se um ponto de referência, todos os países querem cooperar” com a organização.
 
A comunidade foi criada a 17 de julho de 1996, integrando Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Após a sua independência, Timor-Leste aderiu em 2002 e a Guiné Equatorial entrou em 2014.
 
Os observadores associados podem participar, sem direito de voto, nas cimeiras de chefes de Estado e de Governo e no Conselho de Ministros, bem como em reuniões técnicas.
 
A Guiné Equatorial e a República da Ilha Maurícia foram os dois primeiros países a conquistar este estatuto, em 2006, seguindo-se o Senegal (2008). Namíbia, Turquia e Japão tornaram-se observadores associados em 2014.
 
 

Comunidade dos Países de Língua Portuguesa nasceu no Brasil durante crise sem precedentes com Portugal

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A CPLP foi ‘fabricada’ em 1993, três anos antes da sua formalização, pelo Governo brasileiro de Itamar Franco, logo após o ‘impeachment’ de Collor de Mello, numa investida diplomática tão surpreendente como a crise sem precedentes com Portugal.
A primeira notícia foi divulgada em março de 1993 no jornal Semanário, de Lisboa, com o título “Itamar manda conquistar PALOP”. Citava um documento interno da diplomacia brasileira, considerando que “muito pouco se fez pela gradeza da lusofonia” e impunha-se a criação da Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa (CPLP).
 
Este rascunho foi submetido ao então chefe da diplomacia portuguesa, Durão Barroso, que deu o seu acordo a uma jornada do embaixador brasileiro em Lisboa, José Aparecido de Oliveira, tido como o “pai” da CPLP, para apresentar o projeto a todos os líderes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), começando por Nino Vieira, na Guiné-Bissau.