Domingos Simões Pereira, candidato único, reeleito líder do PAIGC

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Domingos Simões Pereira, de 55 anos, foi reeleito este domingo, 04, líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), principal partido no actual parlamento da Guiné-Bissau, anunciou o presidente do 9.º congresso daquela formação política, Francisco Benante. «Assumo não só o desafio de liderar o nosso partido durante os próximos quatro anos, mas também o desafio de vencer as próximas eleições”, declarou o reconduzido presidente do partido de Amílcar Cabral, frisando que a disciplina e a coesão internas serão elementos fundamentais daqui para frente.

Guiné-Bissau: Domingos Simões Pereira reeleito líder do PAIGC e quer maioria absoluta nas próximas eleições

Segundo a Lusa, Simões Pereira, que era único candidato à sua própria sucessão, obteve 1.113 votos a favor, três contra, num universo de 1.135 delegados que votaram. Noventa e seis delegados inscritos não compareceram ao congresso e 16 abstiveram-se, indicou ainda o presidente da mesa do conclave. Este congresso, que foi palco de polémicas ao ponto de só se iniciar com um dia de atraso, decorreu sob o lema: Unidade, Disciplina, Progresso e Desenvolvimento.

No seu discurso de consagração, Domingos Simões Pereira afirmou que a votação alcançada “é uma mensagem clara” que os militantes quiseram transmitir para dentro e fora do partido, visando a “reposição do PAIGC na governação” nas próximas eleições.

“Assumo não só o desafio de liderar o nosso partido durante os próximos quatro anos, mas também o desafio de vencer as próximas eleições”, declarou Domingos Simões Pereira, frisando que a disciplina e a coesão internas serão elementos fundamentais daqui para frente.

Segundo a mesma fonte, Simão Pereira prometeu continuar a colocar o PAIGC a nível da sua “dimensão histórica”, das expectativas do povo e dos seus parceiros internacionais, apresentando já nas eleições legislativas – ainda sem data marcada- um programa com o qual visará “resgatar o sonho guineense”, disse.

Regresso ao Governo e direito de tendências abolido

Domingos Simões Pereira diz que vai pedir aos guineenses uma maioria qualificada nas eleições que o Presidente do país espera venham a ter lugar ainda este ano, sublinhando que o PAIGC “tem que estar” alinhado com desafios de atualidade mesmo sendo um partido ao serviço das massas.

A pensar nisso, o reeleito líder do PAIGC promete, segundo a RFI, preparar o partido para as próximas eleições legislativas e voltar a pedir a confiança dos guineenses. Caso o PAIGC ganhar, promete recuperar o tempo perdido e colocar em marcha o programa “Terra Ranka” com o qual idealizou lançar a Guiné-Bissau na senda do desenvolvimento num horizonte de até 2025.

Mas tudo isso só será possível se Domingos Simões Pereira desembaraçar-se da luta jurídica que vai ter que enfrentar nos tribunais com o grupo
dos 15 deputados expulsos do PAIGC, que prometem, para já, impugnar o congresso que hoje terminou este Domingo,04.

Referindo-se aos desentendimentos que marcaram o partido nos últimos quatro anos, que ditaram a expulsão de 15 deputados ao parlamento, Domingos Simões Pereira afirmou, conforme Lusa, que as portas do PAIGC “continuam sempre abertas” e que os contestatários deverão ir à sede discutir os seus pontos de vista. “Mas no final do dia têm que reconhecer que a maioria é que governa em democracia”, salientou Simões Pereira.

O 9º congresso confirmou algumas mudanças nos estatutos do PAIGC, nomeadamente a extinção do artigo que permitia a existência de sensibilidades no partido. Entretanto, o porta-voz do partido, João Bernardo Vieira indicou que aquele dispositivo “propiciava interpretações confusas aos militantes”, ao ponto de alguns afrontarem a direção, refere a Lusa.

 

http://www.asemana.publ.cv/?Guine-Bissau-Domingos-Simoes-Pereira-reeleito-lider-do-PAIGC&ak=1

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Guiné Bissau: não houve progresso na implementação do Acordo de Conacri

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A delegação da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que esteve em Bissau por dois dias em busca de uma estratégia de implementação do Acordo de Conacri, conclui não houve nenhum progresso significativo na implementação desse acordo que visa pôr fim a crise política que dura há mais de dois anos.

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A Cimeira da CEDEAO de Abuja, Nigéria, no fim do ano passado, tinha dado um prazo de 30 dias às autoridades guinneses para implementar o Acordo, um prazo que expirou no dia 16 de janeiro.CEDEAO (1)

Com extremar de posições e o persistente impasse político, a CEDEAO diz que irá avançar para a aplicação de sanções contra as pessoas que impedem a efetiva implementação do Acordo, lê-se no comunicado final da missão divulgado nesta quinta-feira (18.01.)em Bissau.

Guinea-Bissau Jose Mario VazJosé Mário Vaz, Presidente da Guiné-Bissau

Contactos continuam

As divergências persistem entre o PAIGC, partido que venceu as eleições em 2014, e os seus deputados expulsos que reclamam o regresso aos lugares que ocupavam na direção.

Os quinze deputadosexpulsos condicionam o regresso ao partido com a anulação do Congresso previsto para o final do mês. Uma proposta prontamente refutada pela direção do PAIGC.

A missão da CEDEAO liderada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Togo, Robert Dussey, e integrada pelo secretário-geral da presidência da Guiné-Conacri, Nabi Bangura, desdobrou-se em contactos com os atores políticos guineenses.

A interminável crise política de Guiné Bissau com a demissão do primeiro ministro

Desde a ultima eleição do presidente da República José Mário Vaz, candidato do PAIGC, que  conquistou 61,9 % dos votos em 2014, e com a nomeação do primeiro ministro Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC. E foi instalado uma crise que acabou com a saída do PAIGC do governo em 2016. Esta semana temos um novo capítulo com a demissão do primeiro ministro Umaro Sissoco Embaló.

Primeiro-ministro Umaro Sissoco (esq.) e Presidente da República José Mário Vaz (dta)Umaro Sissoco Embaló (esq.) e Presidente da República José Mário Vaz

 

Guiné Bissau assumiu o compromisso com a  Comunidade Econômica de Estados de Estados da África Ocidental (CEDEAO), do Acordo de Conacri. O cenário politico mantêm-se, sem grandes expetativas, em torno da implementação do referido acordo.

A CEDEAO deu aos líderes guineenses até 16 de janeiro para que apliquem o “Acordo de Conacri”, um instrumento elaborado por esta organização sub-regional, para acabar com a crise na Guiné-Bissau, caso contrário, irá sancionar os que dificultem a sua aplicação.

Perante este estado de coisas, o Secretário Nacional do PAIGC, Ali Hijazi, disse que o partido “continua cético”, segundo ele, “não é a primeira vez que Umaro Sissoco Embaló apresenta o seu pedido de demissão”.

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Guinea-Bissau Umaro Sissoco (DW/B. Darame)Umaro Sissoco Embaló

Entretanto, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), o mais votado nas últimas eleições legislativas guineenses, notificou os 15 deputados dissidentes e expulsos, para que retomem os seus lugares no partido. A confirmação da abertura para a reintegração do também designado grupo dos 15, foi feita esta segunda-feira (15.01), em conferência de imprensa, por João Bernardo Vieira, porta-voz do PAIGC e Aly Hijazi, secretário nacional daquele partido.

Segundo os dois dirigentes, os 15 deputados que contestam a liderança de Domingos Simões Pereira, podem participar no congresso ordinário do partido, que deve ter lugar entre 31 de janeiro e 4 de fevereiro, se assim o entenderem.

Recorde-se que em nota à imprensa, divulgada na semana passada, o grupo dos 15 deputados fez saber que não acatará a abertura para sua reintegração no PAIGC “nos moldes em que o processo é conduzido”, que considera de “ilusório e enganador”. 

O maior partido de Guiné Bissau não conseguiu convencer os deputados dissidentes, e vê com desconfiança a demissão do primeiro ministro. E fica na expectativa do cumprimento do acordo de Conacri. Esse quadro vislumbra que a crise instalada caminha sem alteração até o novo pleito eleitoral e uma possível mudança constitucional, que defina melhor os papéis do presidente da república e do primeiro ministro fonte permanente de disputa e de instabilidade no governo do país.

Governo de Cabo Verde celebra conquistas, oposição discorda

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Ainda não se nota na prática a melhoria da segurança e justiça, criação de emprego, entre outras áreas importantes para a vida do país e da população, UCID.

Após quinze meses de governação, o Movimento para a Democracia faz um balanço positivo do estado da nação, por considerar que a economia está e crescer e o governo a caminhar no rumo certo para a resolução de vários problemas que o país enfrenta.

Mas o maior partido da oposição, PAICV, diz que as coisas não vão bem, uma vez que há sinais de regressão na democracia, incumprimento do programa sufragado e aprovado no Parlamento em matéria de segurança, criação de emprego, transportes e outras áreas.

A UCID afirma que apesar de se notar alguma melhoria no crescimento da economia, não se pode fazer balanço positivo, tendo em conta, que volvidos quase ano e meio, ainda não se nota na prática a melhoria da segurança e justiça, criação de emprego, entre outras áreas importantes para a vida do país e da população.

O analista politica, António Ludgero Correia entende que as principais matérias podem estar a ser equacionadas pelo Governo, mas ainda não se nota efeitos práticos, o que coloca algum desconforto no seio dos cidadãos tendo em conta as promessas de campanha.

Para Correia, a pressão resulta de algumas promessas feitas quando se sabia que o país não possuía condições financeiras para resolver um conjunto de situações.

“Faz-se as propostas passando a ideia de que com um clique ou passo de mágica passaria a haver leite e mel em abundância, e na prática as pessoas estão vendo que até os sinais se atrasam de que isso possa estar atrás do horizonte (…) penso que uma coisa é elaborar os planos em ambiente climatizado e quando se vai a tapadinha – terreno – se percebe que afinal não temos muitos recursos para resolver determinados problemas”, considera Correia.

O analista político faz também menção à oposição, que para ele precisa ser mais acutilante na fiscalização e ajudar com apresentação de propostas concretas para o desenvolvimento do país. Uma sociedade civil mais activa também se recomenda, diz Ludgero Correia.

Daniel Medina também é de opinião que o Governo ainda não conseguiu apresentar na prática os resultados desejados para projectar a criação de mais empregos, melhorar a segurança, justiça e outras questões como as populações esperam.

Ainda assim, Medida reconhece que há sinais de melhoria no crescimento económico, situação que poderá a medio prazo permitir a criação de empregos e resolver outros problemas.

“ Julgo ser necessário a formação de um triângulo que é desenvolvimento da economia para que possa haver mais geração de emprego, menos desemprego e naturalmente menos insegurança. De resto os partidos como já nos apercebemos, o que está no Governo vai dizer que está tudo bem, para a oposição tudo mal, por isso vamos dar mais um espaço ao executivo para demonstrar trabalho e resolver os problemas candentes do país que ainda enfrenta muitas dificuldades”, frisa Medina.

O estado da Nação vai estar em debate esta sexta-feira, 28, no Parlamento cabo-verdiano.

 

https://www.voaportugues.com/a/cabo-verde-partido-no-poder-celebra-crescimento-economico-oposicao-desqualifica/3961729.html

1ª Convenção do PAIGC- “PENSAR. PARA MELHOR AGIR”

 

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Bissau – O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) inicia nesta quinta-feira, em Bissau, a sua primeira convenção nacional sob o lema “Pensar, para melhor agir”.

Até sábado, 600 delegados do partido vão debater temas que incluem os princípios e fundamentos ideológicos do PAIGC, os estatutos do partido, o papel dos jovens e das mulheres, a corrupção no país e o melhor regime político para a Guiné-Bissau.

Na base da convenção vão estar textos produzidos por militantes do partido sobre os vários temas que vão ser debatidos.

“Esses textos, na minha opinião, estão muito vocacionados para o que pretendemos, ou seja, a maior parte daqueles textos são críticas ao partido e são críticas construtivas, porque depois recomendam o que se deve fazer para ultrapassar tudo o que há de negativo no partido”, disse ‘Manecas’ dos Santos, membro do ‘bureau político’ do PAIGC e presidente da comissão organizadora da convenção.

A primeira convenção nacional do PAIGC ocorre num momento em que o país vive um impasse político há cerca de dois anos, com a paralisação do parlamento, na sequência da dissidência de mais de uma dezena de deputados deste partido.

O Governo do PAIGC saído das eleições de 2014 caiu na sequência da demissão de Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro. Desde então o país já teve cinco chefes de Governo, numa crise que está a ser mediada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

 

Fonte:http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2017/5/25/Guine-Bissau-Convencao-nacional-PAIGC-comeca-hoje-sob-lema-Pensar-para-melhor-agir,6d5229ef-7598-42fd-9060-7cb6ec765895.html