Diversificação da economia em Angola para além da agricultura

 O processo da diversificação econômica em Angola não deve centrar-se apenas na agricultura,  um sector que, de acordo com as práticas internacionais, se desenvolve com o envolvimento da indústria, afirmou na terça-feira o professor da Faculdade de Economia da Universidade Metodista de Angola José Gonçalves.

Docentes universitários declaram que a diversificação deve estar baseada na complementariedade entre os sectores da agricultura e da indústria
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

Em  entrevista concedida à imprensa à margem das jornadas técnico-científicas da Fundação Eduardo dos Santos (FESA) que decorrem de terça-feira até hoje, em Luanda, o professor afirmou que os dois sectores têm grande conexão, posto que se a produção não for vendida ainda fresca, pode sê-lo em forma conserva enlatada, completando o ciclo e acrescentando valor.
José Gonçalves realçou a importância de produzir para a exportação não tradicional, dando exemplo da recuperação do ferro e outros minérios na região sul do país, os quais passaram a incorporar valor e deixaram de ser vendidos em bruto.
“ Se aumentarmos as exportações das matérias-primas em bruto, vamos voltar à mesma situação de depender do mercado mundial para fixação dos preços, um domínio no qual não temos influencia suficiente”, sublinhou José Gonçalves.
José Gonçalves proferiu na terça-feira, durante as jornadas técnico-científicas da Fundação Eduardo dos Santos, uma palestra consagrada à “Crise do Mercado Petrolífero: Consequências para o Sector Energético e Abertura de Novas Janelas Económicas”.
O decano da Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto, Redento Maia, considerou que o desafio da economia é o de determinar que sectores que estão em desigualdade e quais as áreas em que devem incidir os estímulos económicos para elevar a competitividade.

Desenvolvimento humano
Numa intervenção sobre o “Modelo de Desenvolvimento Económico”, afirmou que Angola deve criar um modelo de desenvolvimento sustentável, centrado no homem angolano e no seu bem-estar e assente em princípios da modernidade e de abertura ao exterior, com a iniciativa privada como força motriz.
Redento Maia afirmou que o modelo deve ser capaz de instalar a estabilidade política e social, o desenvolvimento humano, a equidade na distribuição do rendimento nacional, a eliminação da fome e pobreza e uma sociedade justa.
Para alcançar estes objectivos, apontou o decano, o Estado deve criar um ambiente apropriado para o exercício da actividade económica, por meio da promoção da estabilidade e complementaridade estratégica entre o investimento público e privado.
A curadora da Fundação Eduardo dos Santos Teresa Cohen acrescentou, como outra prática mundial generalizada, que não há desenvolvimento sem investimento na educação, adiantando que, nesta fase, o problema de Angola deve ser a aposta na qualidade.
Na abertura das jornadas, o presidente da FESA, Ismael Diogo, declarou que Angola necessita de renovar as políticas para obter um ambiente macroeconómico mais sustentável, tendo em conta o actual momento económico que está a viver.
Ismael Diogo disse que Angola se vê obrigada a vencer as barreiras do desenvolvimento impostas pelas diferentes contingências,um desafio que exige do Estado e do Governo esforços para identificar e dar solução aos eventos, tendo como fim proporcionar a harmonia e bem-estar.
Enquanto as relação entre Angola e os outros países estiverem aliados apenas à exportação de matérias-primas (petróleo ou  outros bens primários) e para a satisfação das necessidades internas continuar a recorrer-se à importação de produtos acabados do exterior, perpetua-se a dependência quase infinita.
Neste contexto, frisou, os desafios do país face à actual ordem económico -financeira mundial passam por criar condições internas em termos económicos e políticos para uma integração regional (económica) eficaz. Mas antes de avançar para a integração regional, Ismael Diogo defende a necessidade de se criar condições em termos de infra-estruturas, tecnologia, conhecimento e formação de quadros, aspectos tidos como de capital importância para propiciar e alavancar a produção interna.
O gestor da FESA chamou a atenção para uma a abertura ao mercado externo para a exportação do excedente de produção, que deve ser acompanhada de investimentos em infra-estruturas, tecnologia, conhecimento, formação de quadros e maior acesso ao crédito.

 Autoridades da Chibia promovem um fórum de investimento
Um fórum 
empresarial denominado Chibia Investe é realizado amanhã naquele município da província da Huíla, para atrair investimentos para aquela localidade, noticiou a Angop.
O encontro é promovido pela Administração Municipal da Chibia e está inserido nas comemorações do 90º aniversário daquela aldeia, que é assinalado na segunda-feira e prevê o  debate de assuntos ligados às oportunidades de negócio e potencialidades económicas do município.
Falando à Angop, ontem, o chefe do Sector Econômico da Administração Municipal da Chibia, João Faria, informou que o encontro vai juntar 35 investidores, entre os quais gestores de diferentes instituições bancárias representadas na província da Huíla e empresários, bem como estudantes e representantes das autoridades institucionais da Chibia.
João Faria referiu que este é o primeiro evento do género a ser realizado na região e visa atrair investidores, no quadro do processo de diversificação da economia da região.
“Temos muitos sectores que precisam de investimentos no nosso município, como os sectores da agricultura, pecuária, aquicultura, rochas ornamentais, turismo e banca. Queremos mostrar isso aos potencias investidores”, disse o responsável, augurando que o encontro vá decorrer com sucesso.
Situado 42 quilômetros a sul do Lubango, o município da Chibia conta com uma população de 190.670 habitantes, que tem na agro-pecuária a sua principal fonte de sustento.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/investimentos/diversificacao_da_economia_implica_a_adicao_de_valor_1

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Espanha é o principal importador de Cabo Verde

são vicenteEntre os países clientes de Cabo Verde, a Espanha lidera a lista absorvendo,  69,6% do total das exportações cabo-verdianas.

Portugal ocupa o segundo lugar, com 26,3%, aumentando 7,6 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano de 2016.

Globalmente, as exportações de produtos cabo-verdianos registaram uma quebra de 10,8%, situando-se nos 1.302,3 milhões de escudos (cerca de 11,8 milhões de euros) relativamente ao ano anterior, enquanto as importações e as reexportações cresceram 18,1% e 66,3%, respetivamente.

Nesse mesmo período, o deficit da balança comercial aumentou 21,2% e a taxa de cobertura diminuiu em 2,3 pontos percentuais, segundo o INECV. A Europa continua a ser o principal cliente de Cabo Verde absorvendo cerca de 96,2% do total das exportações cabo-verdianas.

Entre os produtos exportados por Cabo Verde, os preparados e conservas de peixes ocupam o primeiro lugar, representando 54,4%, os peixes, crustáceos e moluscos ocupam o segundo lugar com 19,1% do total e o vestuário ocupa o terceiro lugar com um peso de 13,1%.

Estes três produtos representaram, no período em análise, 86,5% do total das exportações de Cabo Verde.

Por seu lado, as importações de Cabo Verde registaram, no período em análise, um acréscimo de 18,1%, face ao mesmo período do ano anterior. O continente europeu continua a ser o principal fornecedor de Cabo Verde, com 76,7% do montante total, tendo aumentado 16,7 % face ao trimestre homólogo.

Registaram-se também aumentos no montante das importações provenientes da África (18,1%), da América (20,1%) e da Ásia (35,5%) e, uma redução das que tiveram como origem o Resto do Mundo (-3,4%).

Os bens de consumo foram a principal categoria de bens importados por Cabo Verde, com 46,2% do total das importações, tendo registado um aumento de 15,2% face ao segundo trimestre de 2016.

Os dez principais produtos importados atingiram 48,9% do montante total das importações do país (contra os 46,7% alcançados por esses mesmos produtos no período homólogo).

As exportações portuguesas para Cabo Verde caíram ligeiramente no segundo trimestre de 2017 face ao período homólogo, enquanto as importações aumentaram.

Os bens de consumo foram a principal categoria de bens importados por Cabo Verde

MÁRIO CRUZ/LUSA

Autor
As exportações portuguesas para Cabo Verde caíram ligeiramente no segundo trimestre de 2017 face ao período homólogo, enquanto as importações aumentaram, com Portugal a manter-se como principal fornecedor e segundo maior cliente, segundo dados divulgados esta segunda-feira.

De acordo com as estatísticas sobre o comércio externo de Cabo Verde relativas ao segundo trimestre deste ano, divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) de Cabo Verde, as exportações portuguesas para o país reduziram-se em 3,0 pontos percentuais, passando de 49,5% para 46,5%.

Ainda assim, assinala o INECV, Portugal lidera entre os fornecedores de Cabo Verde, seguido da Espanha, Itália e China com, respetivamente, 10,4%, 5,2% e 4,3%, do total.

 

As máquinas e motores (-11,2%), os cimentos (-21,9%) e o leite (-25,5%) evoluíram negativamente face ao segundo trimestre de 2016. Os restantes produtos registaram taxas de variação positivas, sendo, os reatores e caldeiras, os combustíveis e o arroz, os mais expressivos, com crescimentos de 68,7%, 69,0% e 54,1% respetivamente.

Fonte:http://observador.pt/2017/07/31/exportacoes-portuguesas-para-cabo-verde-cairam-ligeiramente-no-2-o-trimestre/

São Tomé e Príncipe fez acordo com a China na área das pescas

peixe
Foi dado mais um passo no estreitamento das relações entre São Tomé e Príncipe e a China, depois de ter sido assinado um acordo na área das pescas, o primeiro entre os dois países.

Foram signatários do acordo Lian Ching, responsável da província de Fujian, sul da China, e João Pessoa, diretor são-tomense das pescas.

Para João Pessoa trata-se do início «de uma vasta cooperação que vai reativar a pesca industrial em São Tomé e Príncipe».

Em abril, o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, efetuou uma visita de trabalho à China, durante a qual assinou vários acordos, nomeadamente um acordo de cooperação geral.

Países pobres podem ficar sem peixe para alimentar

 

Fotografia: Eduardo Pedro|Edições Novembro

Em pouco mais de 30 anos, milhões de pessoas em países em desenvolvimento podem não conseguir comprar e comer peixe, alerta um relatório da World Wide Fund for Nature (WWF) .

O documento, “À pesca de proteínas – Qual o impacto das pescarias marinhas na segurança alimentar global até 2050”, analisa a quantidade de peixe que pode ser retirada dos mares de forma sustentável até ao meio do século.
A análise prevê que muitas pessoas vão ter de exportar o peixe em vez de o comer e não terão acesso a alternativas que substituam a fonte de proteína. No relatório, os responsáveis da organização começam por alertar para a necessidade de se duplicar as necessidades globais de alimentos nos próximos anos, face ao aumento populacional, e lembram que mil milhões de pessoas passam fome todos os dias, por problemas de distribuição alimentar e de pobreza. O peixe, diz-se no documento, alimenta com pelo menos 20 por cento das necessidades de proteína mais de 3,1 mil milhões de pessoas e é responsável pelo fornecimento de 17 por cento da proteína consumida no mundo. Adicionalmente cerca de 500 milhões de pessoas vivem da pesca, sendo que nem sempre para consumo. O peixe é frequentemente a única fonte disponível de proteínas nas regiões costeiras de países em desenvolvimento mas no mundo o peixe é menos consumido nos países mais pobres (10 quilos por pessoa/ano) e tem um consumo acima da média na Ásia, América do Norte e Europa. Até ao meio do século, diz o estudo da WWF, é necessário uma captura sustentável e uma melhor gestão das pescas, o que permitiria peixe suficiente para toda a população (12 quilos por pessoa/ano). Mas perante uma escassez em 2050, os países ricos vão preferir importar peixe dos países em desenvolvimento, que vão optar por vender a fonte de proteína em vez de a comer. Nesse ano, diz-se no estudo, países pobres de África e da América Latina não vão conseguir satisfazer a suas procuras internas por exportarem para os países ricos.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/mercados/paises_pobres_podem_ficar_sem_peixe_para_alimentar

Angola investirá em projetos de jovens empreendedores

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O Executivo aprovou ontem a criação de um fundo de apoio a projectos de jovens empreendedores. O “Projovem” tem um valor global de quatro mil milhões de kwanzas e vai ser operacionalizado pelo Banco Angolano de Desenvolvimento (BAD).

Trata-se de uma linha de crédito para o jovem empreendedor que decida abraçar uma atividade empresarial em áreas como hotelaria e turismo, comércio e prestação de serviços, indústria, agricultura, pecuária, pescas, tecnologias de informação e comunicação, e empreendedorismo cultural. “Esta linha de crédito será assegurada pelo BDA e o que foi aprovado aqui foram as regras, os princípios e a forma como a linha irá funcionar e os mecanismos para acesso a esse fundo”, disse o ministro da Juventude e Desportos, que espera por um longo período de estabilidade financeira de modo a evitar-se constrangimentos na implementação do fundo.
O fundo de apoio ao jovem empreendedor prevê um montante limite por projecto equivalente a 200 mil dólares norte-americanos. “Este é de facto o limite por projecto e depois há uma série de requisitos que os empreendedores terão que observar para terem acesso a esse financiamento”, referiu.
“Queremos que seja um processo transparente, sem burocracias e com a credibilidade junto dos jovens de uma maneira geral”, declarou o ministro da Juventude e Desportos, antes de avançar com alguns dos requisitos: apresentar um projeto idôneo, não ser devedor da banca, seja pública seja privada, ter certificação de micro, pequena ou média empresa passada pelo Inapem, e ter formação básica do Instituto Nacional de Formação Profissional (Inefop). Para Albino da Conceição, esses requisitos visam conferir credibilidade junto do público-alvo e o envolvimento do Conselho Nacional da Juventude e do Instituto Nacional da Juventude deve reforçar ainda mais essa credibilidade, na medida em que os jovens empreendedores possam beneficiar-se.
Para já, disse, está dado o primeiro passo, que foi o da aprovação das regras. Vem de seguida a publicação do diploma e o Conselho Nacional da Juventude terá a incumbência de disseminar as informações sobre o fundo, desde o órgão central aos conselhos provinciais.

 

Ref.:http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/4_mil_milhoes_para_jovens

A Pesca em Angola caminha para a autossuficiência

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O sector das Pescas está à beira de atingir e, em algumas áreas, superar os objectivos traçados para este ano, no quadro dos programas dirigidos, delineados pelo Executivo, para saída da crise financeira resultante da queda do preço do petróleo no mercado internacional. Mesmo com todas as adversidades, os diferentes actores, públicos e privados, deste subsector da economia, deram mostras de saber fazer nos domínios da extracção, captura, transformação e comercialização dos produtos de pesca.
 
Dados sobre o sector referentes ao período de Janeiro a Outubro, revelam que, em 10 meses, foram capturadas 416.621 toneladas de pescado, 61 por cento das quais resultantes da pesca artesanal e semi-industrial. Por aí se vê que, incluídos os números de Novembro e Dezembro, em relação às capturas de pescado é quase um dado adquirido que as metas previstas sejam alcançadas, senão mesmo ultrapassadas, como ocorreu em 2015, ano em que as capturas atingiram as 500.000 toneladas.
As metas anuais para o sector preconizadas no Programa Nacional de Desenvolvimento (PND 2013-2017), algumas das quais revistas nos programas dirigidos delineados pelo Executivo em Março deste ano, face à crise financeira, fixam as capturas de pescado em 484.000 toneladas. E tudo aponta para que até ao final do ano esta cifra venha a ser atingida, até porque em 2015 foram conseguidas 16.000 toneladas acima do previsto, mesmo em cima da crise.
 
 
No domínio da produção pesqueira, o sector registou uma variação positiva de cinco por cento, comparado com o período homólogo de 2015, apesar de a pesca industrial ter passado por uma variação negativa de 23 por cento, compensada, no entanto, por uma variação positiva de 39 por cento na pesca semi-industrial. A pesca artesanal marítima registou uma variação positiva de 52 por cento.
É com a tranquilidade de quem sabe que os indicadores apontam para a concretização das metas preconizadas que a ministra das Pescas, Victória de Barros Neto, veio a público afirmar que, apesar das dificuldades resultantes da conjuntura que o país atravessa, foi possível executar “de forma aceitável” os programas dirigidos para a produção do sal, da farinha e óleo de peixe e de captura de pescado e crustáceos.
Com bons resultados está, também, a indústria salineira, que supera, de longe, a produção do ano anterior, pelo menos no que se refere ao período análogo em análise, que vai de Janeiro a Outubro. Por essa altura do ano, em 2015, a produção de sal rondava as 35.000 toneladas, abaixo de metade das 71.100 toneladas registadas nos primeiros 10 meses de 2016, muito próximo do previsto para todo o ano nos programas dirigidos.
Para o sector das Pescas, o Executivo aprovou, em Março deste ano, cinco programas dirigidos, destinados ao aumento das capturas de pescado e crustáceos, da produção do sal, choupa (tilápia), farinha e óleo de peixe e ao fomento das exportações desses produtos, tendo em vista a captação de divisas, a redução das importações, a manutenção dos postos de trabalho e a estabilização dos preços no mercado nacional.
Para garantir a execução dos programas dirigidos, o BNA disponibilizou, entre Janeiro e Novembro, através dos bancos comerciais, 37 milhões de euros, para permitir às empresas do sector a aquisição de bens e serviços indispensáveis para o seu normal funcionamento.
Victória de Barros Neto reconhece que os bons resultados de que se fala hoje no sector, no meio da crise financeira que o país conhece, se devem, em grande parte, às medidas adoptadas pelo Banco Nacional de Angola que, face à escassez de divisas, dedica particular atenção a empresas com potencial para a redução das importações, incluindo as do ramo das Pescas.
 
Aquicultura
 
A piscicultura, onde se inclui a produção de choupas (tilápia), pede uma abordagem à parte. Incluída, também ela, nos programas dirigidos, este subsector das Pescas é relativamente novo no país, encontrando-se ainda em fase de estruturação, com todas as debilidades próprias de um processo que ensaia os primeiros passos. De todos os subsectores das Pescas, foi o que mais sofreu o embate da crise financeira que vem de 2014. A produção deste ano rondará as 500 toneladas, longe das cerca de 200.000 toneladas previstas.
Mal começaram a sentir-se os sinais da crise financeira, a maior parte das empresas importadoras de ração para a tilápia subiu os preços e quando esgotou as reservas disponíveis passou a queixar-se de dificuldades de acesso a divisas para novas aquisições, a partir de Israel, o principal fornecedor do país.
O problema da ração, por si só, explica as quedas de produção da tilápia, mas é preciso agregar-lhe um outro elemento para perceber as grandes disparidades nas estatísticas anuais. É que, de acordo com a Direcção Nacional da Aquicultura (DNA), alguns piscicultores não fornecem informações estatísticas ao Ministério das Pescas e os que o fazem nem sempre são regulares e exactos nos números.
As primeiras estatísticas oficiais sobre a piscicultura no país datam de 2013, ano em que foi apurada uma produção de 47 toneladas. Em 2014, a produção subiu para 305 toneladas para em 2015 passar para 872 toneladas e este ano baixar para quase metade das quantidades do ano transacto.
É para garantir um apoio institucional aos piscicultores que o Ministério das Pescas criou uma direcção nacional, a DNA, que controla actualmente pouco menos de 40 empresas. Mas há pequenas empresas familiares de aquicultura dispersas pelo país, que não estão inscritas no Ministério das Pescas e cuja produção não entra nas contas oficiais.
Atento à celeridade com que se consolida este subsector das Pescas, com benefícios notórios para as famílias e empreendedores e para fomentar a piscicultura à escala nacional, o Governo procedeu a um investimento sem precedentes no país. Trata-se do Centro Nacional de Larviculturana, localizado em Massangano, província do Cuanza Norte.
A infra-estrutura tem por finalidade produzir alevinos (larvas de peixe) para abastecer os aquicultores.
Dotado de tecnologia de última geração, o Centro Nacional de Larviculturana funciona como um laboratório específico de produção, onde são aplicadas tecnologias exclusivas que garantem a qualidade e a sobrevivência dos alevinos em todas as etapas de produção.
O Programa Dirigido para o Aumento da Produção e Promoção da Exportação da tilápia para o biénio 2016-2017 tem, entre outros, o objectivo de elevar para 30 mil toneladas a produção aquícola no país, até finais do próximo ano.
A estratégia do Executivo neste sector vai no sentido de transformar o país, a médio prazo, num exportador de choupa.
Dados da Direcção Nacional de Aquicultura indicam que, em 2015, Angola empregou mais de quatro milhões e trezentos mil dólares na compra dessa espécie no estrangeiro. Estudos recentes, destinados a determinar o potencial aquícola do país, concluíram que o país tem excelentes condições para esse tipo de actividade, excepto na província do Namibe, onde a escassez de recursos hídricos, por causa do deserto, dificulta a prática da aquiculcura.
 
Importações
 
Apesar de rica em recursos marinhos, Angola recorre a exportações para suprir o défice da indústria pesqueira nacional. Entre Janeiro e Novembro, o país importou 8.462,82 toneladas de produtos de pesca e derivados.
À primeira vista, a cifra parece elevada, mas se comparada com as 81.922,29 toneladas adquiridas em 2015, facilmente se percebe que o volume global de compras, este ano, baixou para 10,33 por cento.
Não na mesma proporção, mas bem próximo disso, o esforço financeiro dispendido, traduzido em 18.773.591 dólares, reduziu para pouco mais de 15 por cento, comparativamente a 2015, em que o volume das importações implicou gastos na ordem de mais de 121 milhões de dólares.
Se é verdade que a redução das importações se deve à escassez de divisas no mercado cambial, não é menos verdade que a relativa estabilização dos preços dos produtos de pesca resulta de uma bem sucedida estratégia de execução dos programas dirigidos no sector. A choupa é o produto de pesca mais importado, sendo a China o principal fornecedor. Entre Janeiro e Novembro, o país asiático vendeu a Angola, em 38 operações, 1.508,63 toneladas de tilápia. A lista das espécies importadas inclui ainda a corvina, a pescada, o carapau, a sardinha, o bagre e omakayabu, espécies muito utilizadas na gastronomia angolana.
Mas no rol dos produtos importados, nota-se, claramente, a presença de outros tantos, como pastéis de rissóis e filetes, perfeitamente ao alcance de investimentos locais. É por força desta constatação, que o Ministério das Pescas recomenda que seja realizado um estudo minucioso para a revisão da grelha de produtos de pesca importados.
Para a ministra das Pescas, é urgente aproveitar, até ao limite, os recursos marinhos do país, garantindo um aproveitamento integral das espécies, incluindo os chamados resíduos, que podem servir para o fabrico de ração animal. Em bom rigor, o caminho que Victória de Barros Neto aponta já começou a ser trilhado.
Em Maio, a própria ministra inaugurou uma fábrica de processamento de farinha e óleo de peixe, no município do Tômbwa, província do Namibe. O empreendimento, que esteve durante muitos anos paralisado, permite o aproveitamento das espécies ou parte delas consideradas impróprias para o consumo humano. De Maio a Novembro, a fábrica produziu 16,5 mil toneladas de farinha e 6.083.566 litros de óleo de peixe.
Quando, em Outubro deste ano, entra em funcionamento, em Luanda, uma moderna fábrica de processamento de pescado, com equipamentos tecnologicamente avançados para a produção de hambúrgueres, filetes e postas de peixe, a ministra saudou a iniciativa e fez elogios ao grupo empresarial Diside, responsável pelo projecto.
A fábrica Solmar, com capacidade de processamento de 15 toneladas de pescado por dia, fica na rua dos Pescadores, em Cacuaco. Para além da congelação, limpeza e corte de peixe em filetes e postas, através de duas linhas de processamento, a unidade fabril tem outras valências, como a valorização de espécies com baixa importância económica. O novo “ex-líbris” do sector das Pescas no país, parafraseando Higino Carneiro, o governador de Luanda, junta-se aos grandes exportadores de produtos do mar, onde despontam empresas como a Star One-Comércio Geral Limitada, a Zhara Comércio, a Sundeep Angola, Ndad Nova Ditribuidora e a Kiatemua.
Apesar de importar, Angola também exporta produtos de pesca, sobretudo crustáceos, farinha e óleo de peixe. Este ano, a comercialização de produtos do mar, dentro dos circuitos oficiais, rendeu ao país mais de 30 milhões de dólares. Os principais destinos das exportações são a África do Sul, a República Democrática do Congo, a Namíbia, Espanha, Chile, Peru, Coreia do Sul e Arábia Saudita. Entre as principais espécies comercializadas, este ano, destacam-se a espada com mais de quatro mil toneladas, a sardinha acima das 13 mil toneladas e a corvina com 840 toneladas.
 
Novas metas
 
Há uma semana, em Conselho Consultivo Alargado, o Ministério das Pescas anunciou novos investimentos no sector. Foi tornado público que está em curso um projecto no valor de 3,7 milhões de dólares. destinado à aquisição de uma embarcação de pesca industrial para aumentar a capacidade de captura e proporcionar outras mais-valias ao sector pesqueiro. Para além disso, o departamento ministerial tem em cima da mesa 47 propostas de investimentos, feitas através da Unidade Técnica de Apoio ao Investimento Privado (UTIP) no valor de 135 milhões de dólares. Sete desses projectos já foram encaminhados para bancos comerciais com visto para financiamento.
Estes novos investimentos juntam-se a outros, já em curso, como a construção do porto pesqueiro do Tômbwa (Namibe), a reabilitação da ponte cais de carvão, a doca flutuante, a construção de lotas em Benguela, Luanda e Tômbwa, a construção de entrepostos frigoríficos no Tômbwa e Cuanza Sul, a construção de quatro centros de salga e seca, dois no Tômbwa e igual número no Cacuaco, a construção da fábrica de conservas no Namibe, a construção do Centro de maricultura em Luanda e a reabilitação de 10 centros de apoio à pesca artesanal.
É olhando para esses investimentos que Victória de Barros Neto garante que, no ano que vem, o sector das pescas deve aumentar o seu contributo no Produto Interno Bruto (PIB).
 
 

São Tomé e Príncipe acolhe em setembro fórum dos exportadores da CPLP

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A capital são-tomense acolhe em setembro próximo o fórum dos exportadores dos países de língua portuguesa, anunciou hoje o presidente da União de Exportadores da CPLP, Mário Costa.

“Definimos o fórum como pontapé de saída para trazer cá investidores e potenciais parceiros, mas não queremos ficar só nos grandes projetos. Queremos também ajudar as pequenas e médias empresas, trazendo pessoas que querem ajudar a acrescentar valor em São Tomé”, disse Mário Costa no final de encontro hoje com o primeiro-ministro Patrice Trovoada.

Mário Costa, que efetua uma visita de três dias a São Tomé e Príncipe, encontrou-se hoje com o ministro da Agricultura, Teodorico Campos, e também como o titular da Economia e Cooperação Internacional, Agostinho Fernandes.

“Nós falamos de outros projetos de infraestruturas, nomeadamente portos, aeroportos, turismo e imobiliária que são sempre importantes para desenvolver o país”, disse o presidente da União dos exportadores da CPLP.

“Queremos ajudar São Tomé e Príncipe a diversificar a sua economia, que seja depender da agricultura e do turismo que são decisivos no futuro”, explicou Mário Costa, que considera o desenvolvimento de pequenas e medias empresas como fundamental.

“Queremos trazer maquinarias e ‘know how’ para que aqueles pequenos empresários também possam crescer, possam colocar os seus produtos fora de são Tomé”, acrescentou.

A ideia é colocar os produtos do arquipélago na rede mundial do comércio.

“Oferecemos hoje um laboratório para certificação de produtos agrícolas e outra na área da pesca e nós também ajudamos a formar os agricultores e certificar os produtos, e o mais importante, que é exportar esses produtos”, sublinhou.

O programa da visita inclui também reuniões com diversos parceiros e empresas locais em que se destacam a Agência de Promoção de Comércio e Investimento (APCI), BGFI Bank STP – Banco Comercial e de Investimento e a Federação Santomense de Futebol.

Dinheiro Digital com Lusa

http://dinheirodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=249636

Governo de Moçambique avaliza dívida e não consegue explicar uso do dinheiro

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É preciso reconhecer a capacidade do ministro da Economia e Finanças em argumentar o injustificável, questionado nesta quarta-feira(18) pela Comissão Parlamentar do Plano e Orçamento sobre “onde é que é comercializado em Moçambique o atum pescado pela EMATUM”, Adriano Maleiane disse que “o peixe está a ser exportado neste momento para a China (…) estamos a exportar para a Europa e, as vezes, sem aperceber-nos nestes restaurantes aqui nós comemos. Como andamos sempre a criticar muito então no marketing da pessoa que está a vender não põe pôr lá atum da EMATUM, as pessoas podem ver e alguns criar susceptibilidade portanto nós temos, sem saber, estado a consumir aqui dentro. Não é visível o nome mas está sendo consumido”. O governante revelou ainda aos deputados que os pouco mais de 2 biliões de dólares de dívida ilegalmente avalizada pelo Estado não entraram no sistema bancário moçambicano.

Karingana wa karingana (Era uma vez) um país que era apontado como exemplo de transição da guerra civil para a democracia, “conhecido e respeitado não só pela boa implementação, em termos de medidas de política macroeconômica favoráveis ao desenvolvimento econômico e social, bem como para a atração de investimento internacional, pelo cumprimento integral das suas obrigações com as instituições multilaterais de crédito, muito em particular as instituições de Bretton Woods, assim como pela riqueza de recursos naturais”, destacou Eneas Comiche deputado do partido Frelimo no Parlamento, porém, fazendo fé nas palavras do ministro da Economia e Finanças, a chamada “Pérola do Índico” era desconhecida do mundo até ao dia que alguns funcionários do Estado tiveram a brilhante ideia de endivida-lo.

“Ninguém conhecia Moçambique até ao momento em que fizemos uma dívida no mercado internacional. Mal ou bem mas começaram a falar”, disse Adriano Maleiane diante da Comissão do Plano e Orçamento da Assembleia da República.

Maleiane, que herdou as garantias concedidas ilegalmente pelo seu antecessor aos bancos suíço e russo que emprestaram mais de 2 biliões de dólares norte-americanos à Empresa Moçambicana de Atum (EMATUM), a Proindicus SA e a Mozambique Magement Asset (MAM), revelou aos deputados da Comissão Parlamentar do Plano (estiveram presentes mais de uma dezena do partido Frelimo, um do Movimento Democrático de Moçambique(MDM) e nenhum do partido Renamo) que esse dinheiro não entrou no nosso país.

“(…) Há duas maneiras do banco fazer o pagamento, uma é fazer o pagamento direto contra apresentação de faturas outra é dar o dinheiro a quem pediu emprestado para desta vez fazer diretamente os pagamentos. Os bancos quando não têm a certeza, ou duvidam que o dinheiro não possa ser usado para a finalidade, optam por fazer o pagamento direto”, começou por explicar Maleiane.

O ministro precisou que foi o que aconteceu com o dinheiro dos empréstimos concedidos pelos bancos Credit Suisse, da Suíça, e Vnesh Torg Bank, da Rússia, às empresas EMATUM, Proindicus e MAM e que tal informação consta de balanços auditados, “é que o dinheiro foi adiantado, chama-se adiantamento ao fornecedor, isso é normal na nossa actividade. Faz-se uma adiantamento ao fornecedor, por exemplo, você encomenda um barco. Esse fornecedor do barco pode pensar fazê-lo e depois quando estiver pronto você não tem dinheiro então, para evitar isso, põe aqui o dinheiro, porque eu é que fico a perder se entregar o barco e você não conseguir pagar, e a medida que for fazendo a entrega vai abatendo, uma espécie de conta corrente, é isso que foi feito nas três empresas”.

Sem fazer juízos, “É bom, é mau, não sei, mas esta foi a modalidade que foi feita”, Adriano Maleiane esclareceu: “Portanto não entrou dinheiro aqui (em Moçambique) para depois sair, foi direto para adiantamento, como está explicado aqui no balanço. Eu penso que não é uma modalidade impossível no mundo dos negócios e isso faz-se”, acrescentou o governante.

Fornecedor deu descontos mas não restou nada dos 850 milhões

Não admitindo a falta de viabilidade da Empresa Moçambicana de Atum o ministro da Economia e Finanças admitiu que os barcos comprados não são os adequados para a pesca de atum, “o que a empresa nos explicou é que por exemplo para exportar atum para a Europa existem regras. Eles (os importadores europeus) mandaram inspectores para ver os barcos e deixaram recomendações para cumprir os requisitos do mercado deles, e isso significava fazer algum trabalho”.

O @Verdade sabe que o principal problema dos barcos de pesca está relacionada com a câmara frigorífica que não congela o pescado à temperatura recomendada para o atum.

Foto de Adérito Caldeira“Podiam ser devolvidos para quem fabricou mas na verdade os barcos foram encomendados como foi e o fabricante fez como foi feita a encomenda, não podia adivinhar as particularidades do comprador do peixe”, adicionou Maleiane.

À pergunta do deputado Fernando Bismarque, do MDM, único representante dos partidos da oposição presente na Comissão, sobre onde está o dinheiro o ministro Maleiane declarou que “eu não posso responder porque eu ainda não tenho dúvidas daquilo que diz o auditor”.

Bismarque insistiu para saber se pelo menos teria sobrado algum “centavo”?

“De acordo com informação que eu tenho esse dinheiro (850 milhões) foi gasto na compra dos barcos e de outro equipamento (…) o fornecedor até deu descontos, no pacote global, mas não restou nada” explicou Adriano Maleiane.

Importa recordar que a EMATUM endividou-se em 850 milhões de dólares norte-americanos. Publicamente, e com transparência (informação formal do estaleiro francês Construções Mecânicas da Normandia à bolsa de valores onde está cotada), só se sabe que foram gastos cerca de 350 milhões de dólares norte-americanos na aquisição de 24 embarcações de pesca e seis barcos de guerra.

O partido Renamo não se fez presente alegando que a audição do ministro foi “uma vã tentativa de ludibriar os moçambicanos, a Comunidade Internacional e os credores da dívida, e uma clara violação das normas constitucionais e demais legislação ordinária vigentes no nosso Estado, que se pretende que seja de Direito” e exige que o Governo preste os esclarecimentos em sede do Plenário da Assembleia da República.

http://www.verdade.co.mz/tema-de-fundo/35-themadefundo/57984-mocambicanos-comem-atum-pescado-pela-ematum-sem-saberem-os-dois-bilioes-de-dolares-dos-emprestimos-nao-entraram-em-mocambique-

Moçambique: China eleva parceria com o país para estatuto único fora da Ásia

Pequim – O Acordo de Parceria e Cooperação Estratégica Global, assinado na quarta-feira pelo presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, e pelo seu homólogo chinês, Xi Jinping, torna Maputo num caso único para a diplomacia chinesa fora da Ásia.

PRESIDENTE DE MOÇAMBIQUE, FILIPE NYUSI,(ESQ.) APÓS A AUDIÊNCIA COM O SEU HOMÓLOGO CHINÊS, XI JINPING.

FOTO: KIM KYUNG-HOON

Além do país africano, apenas Cambodja, Laos, Birmânia, Tailândia e Vietname – todos países vizinhos da China – celebraram o mesmo acordo com Pequim.

O documento, que estabelece os 14 princípios que deverão nortear as relações bilaterais, prevê fortalecer os contactos entre o exército, polícia e serviços de inteligência dos dois países.

Pequim compromete-se assim a ajudar Maputo a reforçar a capacidade de Defesa nacional, salvaguardar a estabilidade do país e formar pessoal militar.

Estipula ainda o comércio de armamento, equipamento e tecnologia, numa altura de renovada tensão político-militar entre o Governo da Frente de Libertação de Moçambique Frelimo e a Renamo.

Durante as conversações entre Xi e Nyusi, decorridas no Grande Palácio do Povo, no centro de Pequim, o presidente chinês lembrou o papel da China na libertação nacional de Moçambique.

“A amizade (entre os dois países) surgiu da luta conjunta contra o imperialismo e o colonialismo”, sublinhou.

A China apoiou os guerrilheiros da Frelimo na luta contra a administração portuguesa e foi um dos primeiros países a estabelecer relações diplomáticas com Moçambique, logo no próprio dia da independência, 25 de Junho de 1975.

No aspecto econômico e comercial, o mesmo acordo dedica ainda uma cláusula à iniciativa chinesa Rota Marítima da Seda do século XXI.

O termo refere-se a um gigante plano de infraestruturas que pretende reativar a antiga Rota da Seda entre a China e a Europa através da Ásia Central, África e sudeste Asiático.

Neste sentido, os dois países devem cooperar nas áreas transporte marítimo, construção de portos e zonas industriais portuárias, aquacultura em mar aberto e pesca oceânica.

A China divide em 16 categorias os acordos de parceria que estabelece com países estrangeiros.

Filipe Nyusi realiza esta semana a sua primeira visita oficial à China, o principal credor de Moçambique.

Desde 2012, o país asiático aumentou em 160% o financiamento a Maputo, segundo dados citados pela imprensa moçambicana.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2016/4/20/Mocambique-China-eleva-parceria-com-pais-para-estatuto-unico-fora-Asia,c49e4836-df92-4350-93b6-fc945e42a713.html

Aside

Angola não consegue atingir as metas de produção de peixe seco e sal

 

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A produção de peixe seco e sal continua a apresentar um déficit significativo em relação às metas do Plano Nacional de Desenvolvimento 2013/2017, mas a ministra das Pescas atribuiu ontem, em Luanda, a diferença aos produtores que sonegam informação estatística para fugiram ao pagamento de impostos.

 

Victória de Barros Neto declarou na abertura do I Conselho Consultivo do Ministério das Pescas de 2016, realizado ontem, que o défice nada tem a ver com os níveis de produção e que há “evidências” de que esta é superior ao declarado pelos produtores de peixe seco e sal.
A ministra lembrou que a sonegação de informação estatística da produção pressupõe a fuga ao pagamento dos impostos devidos ao Estado – o que é punível na legislação em vigor – e exigiu a melhoria do sistema de recolha de dados da produção e “seriedade” aos produtores.
Victória de Barros Neto também solicitou ao Serviço Nacional de Fiscalização e demais instituições a prestarem maior atenção a este fenômeno, com a denúncia de todos os produtores de peixe seco e sal que adotarem práticas ilegais.

Captura de pescado

Números fornecidos pela ministra indicam que as capturas de 2015 atingiram 496.213 toneladas, uma cifra que considera de recorde e que “reflecte o cumprimento das medidas de gestão das pescas tomadas pelo Executivo”, enquanto as exportações – de peixe e derivados – foram de 21.465 toneladas.
O nível de produção permitiu manter o nível do consumo “per capita” de pescado em conformidade com o recomendado pelo Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), disse a ministra.
A entrada em funcionamento da empresa Boa Pesca e a retoma da antiga Empromar Kuroca, do Tombua, Namibe, relançou a produção de farinha e óleo de peixe, a qual atingiu 10.874 toneladas e cinco milhões de litros, respectivamente. A ministra das Pescas lamentou que, no ano passado, não houve produção de conservas de pescado, mas garantiu que 2016 será diferente, face aos trabalhos de reabilitação que estão a ser realizados numa unidade no Tombua.
A produção piscícola está a aumentar de forma gradual, pelo que deposita “muita esperança neste subsetor” que pode elevar a oferta de pescado, impulsionada pela conclusão da primeira fase do projeto de Planeamento Espacial das Zonas com Potencial para Desenvolvimento da Aquicultura em Angola.
A ministra anunciou que o Executivo aprovou, recentemente, quatro programas dirigidos para o sector das Pescas para o período 2015/2016, nomeadamente os Programas Dirigidos para o Aumento da Produção e Promoção das Exportações de Sal, da Farinha e Óleo de Peixe, dos Crustáceos e da Tilápia.
Victória de Barros Neto explicou que estes programas visam o aumento da produção para abastecimento do mercado interno, bem como criar excedentes para as exportações de forma a equilibrar a balança de pagamentos.
Para o alcance dos objetivos definidos por cada programa, a ministra Victória de Barros Neto revelou a existência de fundos disponibilizados pelos bancos comerciais através de linhas de crédito criadas pelo Executivo.