Espanha é o principal importador de Cabo Verde

são vicenteEntre os países clientes de Cabo Verde, a Espanha lidera a lista absorvendo,  69,6% do total das exportações cabo-verdianas.

Portugal ocupa o segundo lugar, com 26,3%, aumentando 7,6 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano de 2016.

Globalmente, as exportações de produtos cabo-verdianos registaram uma quebra de 10,8%, situando-se nos 1.302,3 milhões de escudos (cerca de 11,8 milhões de euros) relativamente ao ano anterior, enquanto as importações e as reexportações cresceram 18,1% e 66,3%, respetivamente.

Nesse mesmo período, o deficit da balança comercial aumentou 21,2% e a taxa de cobertura diminuiu em 2,3 pontos percentuais, segundo o INECV. A Europa continua a ser o principal cliente de Cabo Verde absorvendo cerca de 96,2% do total das exportações cabo-verdianas.

Entre os produtos exportados por Cabo Verde, os preparados e conservas de peixes ocupam o primeiro lugar, representando 54,4%, os peixes, crustáceos e moluscos ocupam o segundo lugar com 19,1% do total e o vestuário ocupa o terceiro lugar com um peso de 13,1%.

Estes três produtos representaram, no período em análise, 86,5% do total das exportações de Cabo Verde.

Por seu lado, as importações de Cabo Verde registaram, no período em análise, um acréscimo de 18,1%, face ao mesmo período do ano anterior. O continente europeu continua a ser o principal fornecedor de Cabo Verde, com 76,7% do montante total, tendo aumentado 16,7 % face ao trimestre homólogo.

Registaram-se também aumentos no montante das importações provenientes da África (18,1%), da América (20,1%) e da Ásia (35,5%) e, uma redução das que tiveram como origem o Resto do Mundo (-3,4%).

Os bens de consumo foram a principal categoria de bens importados por Cabo Verde, com 46,2% do total das importações, tendo registado um aumento de 15,2% face ao segundo trimestre de 2016.

Os dez principais produtos importados atingiram 48,9% do montante total das importações do país (contra os 46,7% alcançados por esses mesmos produtos no período homólogo).

As exportações portuguesas para Cabo Verde caíram ligeiramente no segundo trimestre de 2017 face ao período homólogo, enquanto as importações aumentaram.

Os bens de consumo foram a principal categoria de bens importados por Cabo Verde

MÁRIO CRUZ/LUSA

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As exportações portuguesas para Cabo Verde caíram ligeiramente no segundo trimestre de 2017 face ao período homólogo, enquanto as importações aumentaram, com Portugal a manter-se como principal fornecedor e segundo maior cliente, segundo dados divulgados esta segunda-feira.

De acordo com as estatísticas sobre o comércio externo de Cabo Verde relativas ao segundo trimestre deste ano, divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) de Cabo Verde, as exportações portuguesas para o país reduziram-se em 3,0 pontos percentuais, passando de 49,5% para 46,5%.

Ainda assim, assinala o INECV, Portugal lidera entre os fornecedores de Cabo Verde, seguido da Espanha, Itália e China com, respetivamente, 10,4%, 5,2% e 4,3%, do total.

 

As máquinas e motores (-11,2%), os cimentos (-21,9%) e o leite (-25,5%) evoluíram negativamente face ao segundo trimestre de 2016. Os restantes produtos registaram taxas de variação positivas, sendo, os reatores e caldeiras, os combustíveis e o arroz, os mais expressivos, com crescimentos de 68,7%, 69,0% e 54,1% respetivamente.

Fonte:http://observador.pt/2017/07/31/exportacoes-portuguesas-para-cabo-verde-cairam-ligeiramente-no-2-o-trimestre/

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São Tomé e Príncipe fez acordo com a China na área das pescas

peixe
Foi dado mais um passo no estreitamento das relações entre São Tomé e Príncipe e a China, depois de ter sido assinado um acordo na área das pescas, o primeiro entre os dois países.

Foram signatários do acordo Lian Ching, responsável da província de Fujian, sul da China, e João Pessoa, diretor são-tomense das pescas.

Para João Pessoa trata-se do início «de uma vasta cooperação que vai reativar a pesca industrial em São Tomé e Príncipe».

Em abril, o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, efetuou uma visita de trabalho à China, durante a qual assinou vários acordos, nomeadamente um acordo de cooperação geral.

Países pobres podem ficar sem peixe para alimentar

 

Fotografia: Eduardo Pedro|Edições Novembro

Em pouco mais de 30 anos, milhões de pessoas em países em desenvolvimento podem não conseguir comprar e comer peixe, alerta um relatório da World Wide Fund for Nature (WWF) .

O documento, “À pesca de proteínas – Qual o impacto das pescarias marinhas na segurança alimentar global até 2050”, analisa a quantidade de peixe que pode ser retirada dos mares de forma sustentável até ao meio do século.
A análise prevê que muitas pessoas vão ter de exportar o peixe em vez de o comer e não terão acesso a alternativas que substituam a fonte de proteína. No relatório, os responsáveis da organização começam por alertar para a necessidade de se duplicar as necessidades globais de alimentos nos próximos anos, face ao aumento populacional, e lembram que mil milhões de pessoas passam fome todos os dias, por problemas de distribuição alimentar e de pobreza. O peixe, diz-se no documento, alimenta com pelo menos 20 por cento das necessidades de proteína mais de 3,1 mil milhões de pessoas e é responsável pelo fornecimento de 17 por cento da proteína consumida no mundo. Adicionalmente cerca de 500 milhões de pessoas vivem da pesca, sendo que nem sempre para consumo. O peixe é frequentemente a única fonte disponível de proteínas nas regiões costeiras de países em desenvolvimento mas no mundo o peixe é menos consumido nos países mais pobres (10 quilos por pessoa/ano) e tem um consumo acima da média na Ásia, América do Norte e Europa. Até ao meio do século, diz o estudo da WWF, é necessário uma captura sustentável e uma melhor gestão das pescas, o que permitiria peixe suficiente para toda a população (12 quilos por pessoa/ano). Mas perante uma escassez em 2050, os países ricos vão preferir importar peixe dos países em desenvolvimento, que vão optar por vender a fonte de proteína em vez de a comer. Nesse ano, diz-se no estudo, países pobres de África e da América Latina não vão conseguir satisfazer a suas procuras internas por exportarem para os países ricos.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/mercados/paises_pobres_podem_ficar_sem_peixe_para_alimentar