Por que nós brasileiros devemos acompanhar as eleições na Nigéria?

Nigeria_oil_26Amanhã dia 16 de fevereiro de 2019,  dos 203 milhões de habitantes da Nigéria , 84 milhões se registraram para eleger, além do presidente, a composição do Parlamento. E isto interessa muito aos brasileiros. Por que?

A Nigéria é o país mais populoso da África e o sétimo no planeta, maior potência petroleira do continente e 13ª maior produtora do mundo.  Os Nigerianos fora do país —no Brasil, são cerca de 8.000, segundo a embaixada— não têm o direito de votar.

 

Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a Nigéria é o único país da África Ocidental com o qual o Brasil mantém Mecanismo de Diálogo Estratégico.

Em novembro de 2013, realizou-se, em Brasília, a I Sessão do Mecanismo, ocasião em que foram criados nove Grupos de Trabalho sobre agricultura, segurança alimentar e desenvolvimento agrário, temas consulares e jurídicos, defesa, mineração, energia, comércio e investimentos, cultura e infraestrutura.

A Nigéria figurou até recentemente entre os dez principais parceiros comerciais do Brasil no mundo.

 

O Brasil fechou um acordo de crédito deUS$ 1,1,bilhão de dólares  para financiar  a venda de máquinas e equipamentos agrícolas  para a Nigéria, pretende ainda  formar mais de 10000 técnicos agrícolas. Um dos objetivos é também enfrentar a concorrência da China.

Segundo o embaixador brasileiro na Nigéria, Ricardo Guerra de Araujo: “ o que nos diferencia da China é que o palno de négocio cobre toda a cadeia de valor, incluindo montagem de equipamentos em solo nigeriano e treinamento para quem vai operá-los, além de fornecimento de fertilizantes, sementes, pesticidas, markentig ( ferramentas) de comercialização chegando até o consumidor”

O Banco Islâmico de Desenvolvimento e a Agência Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF)  deverão assegurar  a garantia de crédito.

 

A Nigéria havia propost o um crédito de 10 bilhões, mas o Brasil achou melhor ir mais devagar. A Fundação Getúlio Vargas é a entidade que elaborou o projeto, que pretende modernizar a agricultura da Nigéria.

 

A Embraer recebeu,  neste mês de fevereiro de 2019, junto com a parceira americana Sierra Nevada Corporation (SNC) uma encomenda de 12 aeronaves para aa Força Aérea da Nigéria. Os aviões são de ataque leve e treinamento avançado do A-29 Super Tucano serão utilizados em missões de apoio aéreo tático.

 

Entre 2006 e  2016 o o Brasil acumulou um déficit de impressionantes US$ 57,7 bilhões com a Nigéria.

A Nigéria e é o maior deficit do Brasil nesse período com qualquer outro entre os seus parceiros  no comércio internacional. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Desde que começou a importar petróleo da Nigéria, na década de 1980, o Brasil sempre teve uma relação comercial deficitária com o país africano. No ano 2000, as exportações brasileiras para aquele país totalizaram US$  247 milhões e as importações atingiram a cifra de US$ 734 milhões, gerando um saldo negativo de US$ 487 milhões.

De lá para cá o desequilíbrio na balança comercial entre os dois países não parou de crescer. O saldo em favor dos nigerianos atingiu o valor máximo em 2013, quando as vendas daquele país concentradas em petróleo, nafta para a petroquímica e gás natural somaram US$ 9,648 bilhões, ao passo em que as vendas brasileiras foram de apenas US$ 876 milhões, gerando um deficit de  US$ 8,772 bilhões.

 

Se você tinha dúvidas por que temos que acompanhar as eleições na Nigéria é bom registrar que somos dficitários no comercio com os nigerianos. E eu nem comentei as questões culturais e religiosas que temos com os nigerianos.

Gana enviará trabalhadores para o Brasil para treinamento em gestão de petróleo

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Serviços de Produção da MODEC, empresa japonesa, lançou um programa internacional de treinamento em petróleo e gás para 16 cidadãos de Gana.

Espera-se que os beneficiários realizem o treinamento no Brasil em três lotes, a partir de fevereiro de 2019, para obter treinamento prático em Armazenamento e Transferência de Produção Flutuante (FPSOs – Floating Production Storage and Offloading).Cada trainee deve passar um total de seis meses no treinamento que aconteceria nos FPSOs da MODEC Brasil.

Os beneficiários devem ser treinados em manutenção, operações e gerenciamento de FPOSs e, após seu retorno a Gana, os trainees devem impactar seus conhecimentos para outros no setor de petróleo e gás do país, com o objetivo de construir um conteúdo local muito mais forte a nação.

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Egbert Faibille Junior, Diretor Executivo Interino da Comissão de Petróleo, falando na inauguração do programa de treinamento em Accra,explicou que isso foi possível através de um esforço colaborativo entre a Comissão e os Serviços de Produção da MODEC.

Ele disse em 2018 que a MODEC se aproximou da Comissão, pedindo permissão para trazer 15 estrangeiros para administrar seus dois FPSOs, FPSOs Kwame Nkrumah e FPSO John Evans Atta Mills. Informou ainda que a Comissão de Petróleo, em consonância com a Lei de Conteúdo Local de Gana, propôs que a MODEC financie o treinamento de 16 ganeses no exterior em gerenciamento, operações e manutenção de FPSOs.

O Sr. Faibille Jnr indicou que a proposta pretendia que alguns Gana fossem treinados para que, quando os 15 expatriados deixassem o país, os ganeses pudessem administrar os FPSOs sem depender de estrangeiros.
Ele disse que o programa de treinamento construirá as capacidades dos ganenses para impulsionar o setor de petróleo e gás.

O Sr. Faibille Jnr exortou os beneficiários a aproveitarem bem a oportunidade e a impactarem positivamente os seus conhecimentos no Gana para melhorar o sector e ressaltou o compromisso do governo em treinar os ganenses para ocupar seu lugar de direito no espaço petrolífero à montante, exortando os beneficiários que têm trabalhado principalmente em terra, a levar a sério seu programa de treinamento quando visitarem o Brasil.

Takashi Nishino, chefe de Operações Globais da MODEC, disse que o treinamento aumentaria o conhecimento dos beneficiários para serem competitivos no setor de petróleo e gás. Citou que a MODEC apoiaria os beneficiários durante sua permanência no Brasil com as instalações necessárias para ter sucesso e contribuir para
as operações do setor de petróleo e gás de Gana.

fonte:https://www.opetroleo.com.br/ganenses-passam-por-treinamento-em-petroleo-e-gas-no-brasil/

Brasil assina contrato para receber 20.000 barris diários de petróleo de Angola

O Governo comprometeu-se a entregar ao Brasil o equivalente a 20 mil barris diários de petróleo, no âmbito da negociação de uma nova linha de financiamento e seguro de crédito daquele país para exportações de dois mil milhões de dólares.

Fotografia: DR

Em causa está um protocolo de entendimento rubricado entre os dois Governos e publicado por decreto presidencial, este mês, estabelecendo os “critérios para a concessão” a Angola de uma cobertura do Seguro de Crédito à Exportação (SCE), no âmbito do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), e com apoio de “equalização das taxas de juro com recursos do Programa de Financiamento às Exportações (Proex)”, refere o documento.
Em concreto, o novo acordo prevê uma “exposição adicional” do Estado brasileiro, de dois mil milhões de dólares, para garantir o seguro do financiamento de exportações de bens e serviços do Brasil para Angola. “Caberá ao Governo de Angola indicar as operações que serão analisadas pelo Governo brasileiro”, refere o mesmo documento, acrescentando que também o financiamento bancário a essas exportações será garantido “em condições financeiras específicas”.
Em contrapartida, segundo o acordo, “a República de Angola compromete-se a manter o fluxo financeiro relativo ao fornecimento anual de 20.000 barris/dia de petróleo bruto, distribuídos num carregamento, preferencialmente, a cada 45 dias, perfazendo dois carregamentos trimestrais”.
O retorno destas entre-gas será gerido pelo Banco do Brasil, na qualidade de agente da República Federativa do Brasil, e será utilizado na “amortização” da dívida angolana vencida, na constituição de depósitos para a amortização de dívida vincenda, estando previsto que “o saldo final será devolvido a Angola para livre utilização dos recursos pelo Governo”.
A produção petrolífera em Angola cresceu em Setembro o equivalente a 57 mil barris diários face a Agosto, mantendo-se como segundo maior produtor africano, atrás da Nigéria, segundo dados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
De acordo com o último relatório mensal da OPEP, Angola atingiu em Setembro uma produção diária de 1,519 milhões de barris de crude, face aos 1,462 milhões do mês anterior.

 

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/financiamento_do_brasil_assegurado_com_petroleo

Isabel dos Santos refuta acusações da Sonangol

O petróleo em São Tomé e Príncipe e a parceria com a Nigéria

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, Patrice Trovoada.

São Tomé e Príncipe e Nigéria “reaproximam-se” na exploração-conjunta de petróleo

São-Tomé e Príncipe e  Nigéria  vão desencadear um “novo processo de aproximação e de trabalho” com vista a retomar acções para a exploração-conjunta de petróleo.

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, Patrice Trovoada, ao fazer o balanço da sua participação na Cimeira da União Africana, que decorreu em Abbis-Abeba (na Etiópia), onde manteve encontro com o presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, com quem abordou a questão relativa à exploração-conjunta de petróleo entre os dois países.

Patrice Trovoada – citado pela Agência STPress – garantiu que vão “desencadear, agora, um novo processo de aproximação e de trabalho a nível ministerial, a nível técnico e também da zona de desenvolvimento-conjunto para ver se nós avançamos”.

Petrolífera francesa Total Exploração e Produção Angola despediu 150 trabalhadores

 

A subsidiária da petrolífera francesa Total, a Total Exploração e Produção Angola, anunciou ontem uma redução de pessoal que inclui a dispensa de 150 trabalhadores angolanos que constituem 8,00 por cento da mão-de-obra da companhia.

Uma das quatro unidades flutuantes operadas pela Total
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

Em nota de imprensa, a petrolífera afirma que a decisão, em curso desde ontem, está relacionada com um processo de “reorganização interna” que “visa optimizar a actual estrutura” e é tomada quatro anos depois da queda do preço do petróleo, um período em que a Total declara ter cortado despesas em todos dos sectores de actividade, chegando mesmo a reduzir a folha de expatriados e contratados externos.
A inclusão de empregados angolanos no pacote da reorganização é devido ao “contexto actual de forte redução das actividades” da companhia, afirma a nota.
A Total indicou que o processo de dispensa dar-se-á com a oferta de uma proposta aos trabalhadores visados pela decisão, o que inclui um pacote de indemnizações “que reflectem as melhores práticas da indústria” e situadas “acima do exigido por Lei”.
Num desses desenvolvimentos, a companhia mantém os benefícios de saúde para os trabalhadores afectados durante um ano e a execução de um programa de reintegração no mercado laboral e empreendedorismo para os colaboradores interessados.
A nota de imprensa cita o director-geral da Total Exploração e Produção Angola a frisar que “foi levado a cabo um processo de reorganização rigoroso e estruturado, que deu prioridade aos colaboradores nacionais na nova organização”.
Laurent Maurel considera que, “face à redução de actividade que estamos a verificar, a revisão organizacional resultará numa estrutura mais eficiente e com a ‘angolanização’ reforçada, nomeadamente, com um incremento de quadros angolanos em cargos de chefia”.
O responsável sublinhou que o processo foi partilhado com as autoridades, parceiros e delegados dos trabalhadores, “para assegurar um alinhamento com as melhores práticas da indústria”.
A Total detém uma participão de 40 por cento no Bloco 17, com a Statoil (23,33), Esso Exploration Angola (20) e a BP Angola (16,67). O Grupo opera nesse Bloco com quatro FPSOs nas principais zonas de produção, Girassol, Dália, Pazflor e CLOV.

Amnistia Internacional acusa a Shell de violações de direitos humanos na Nigéria

 Calling on Shell to own up, pay up and clean up the Niger Delta, April 2012.

A Amnistia Internacional instou hoje a Nigéria, o Reino Unido e a Holanda a investigarem o envolvimento da gigante petrolífera Shell em assassínios, violações e tortura cometidos pelo regime militar nigeriano na região de Ogoniland, na década de 1990.

 

Num relatório hoje divulgado, intitulado “Uma Iniciativa Criminosa – O envolvimento da Shell na violação de direitos humanos na Nigéria dos anos 1990” e assente em documentos internos da empresa anglo-holandesa, a Amnistia Internacional (AI) sustenta que essas e outras provas apontam para “a cumplicidade da Shell numa vaga de crimes atrozes cometidos pelo Governo militar nigeriano nos anos 1990”.

Amnesty International members and supporters take action on the International Day in Support of Victims of Torture

O relatório da organização não-governamental de defesa dos direitos humanos inclui não só uma análise sem precedentes de milhares de páginas de documentos internos da companhia petrolífera e de depoimentos de testemunhas, como o próprio arquivo da AI correspondente a esse período.

Segundo a Amnistia, a campanha levada a cabo pelo regime militar da Nigéria para silenciar os protestos dos Ogonis contra a poluição causada pela Shell levou a “graves e generalizadas violações dos direitos humanos, constituindo muitas delas crimes”.

“As provas que vimos mostram que a Shell repetidamente encorajou o exército nigeriano a arranjar uma solução para os protestos da comunidade, mesmo sabendo o horror a que isso conduziria – massacres ilegais, violações, tortura, o incêndio de aldeias”, declarou a directora de Assuntos Globais da AI, Audrey Gaughran.anistia_orig

Segundo a responsável, “durante essa brutal ofensiva, a Shell até forneceu aos militares apoio material, incluindo transporte, e pelo menos num caso pagou a um comandante militar conhecido por violar os direitos humanos”.

“Que a empresa nunca tenha respondido por isso é escandaloso, [porque] é inquestionável que a Shell desempenhou um papel fundamental nos devastadores acontecimentos ocorridos em Ogoniland nos anos 1990 – mas agora acreditamos que há matéria para uma investigação criminal”, defendeu.

Coligir o enorme manancial de provas “foi o primeiro passo para levar a Shell a responder perante a justiça”, indicou Audrey Gaughran, acrescentando: “Agora, vamos preparar um processo criminal para apresentar junto das autoridades relevantes, com vista a uma acusação”.

A campanha do Governo nigeriano contra os Ogonis culminou na execução, há 22 anos, de nove homens, entre os quais Ken Saro-Wiwa, o escritor e activista que liderou os protestos.

As execuções seguiram-se a julgamentos ostensivamente injustos e desencadearam a condenação e o repúdio internacionais.
A Shell sempre negou qualquer envolvimento nas violações de direitos humanos, mas nunca houve uma investigação sobre essas acusações.

Assim, agora a Amnistia apela para que sejam lançadas investigações nas três jurisdições relevantes: a Nigéria, onde os crimes ocorreram, e o Reino Unido e a Holanda, onde a Shell está sediada.

“Nas suas últimas palavras ao tribunal que o condenou, Ken Saro-Wiwa disse que a Shell teria o seu dia em tribunal. Nós estamos determinados em fazer com que isso aconteça”, frisou Audrey Gaughran, insistindo em que “tem de ser feita justiça, por Ken Saro-Wiwa e pelos milhares de outros cujas vidas foram arruinadas pela destruição de Ogoniland pela Shell”.

http://www.expressodasilhas.sapo.cv/mundo/item/55534-amnistia-insta-a-investigacao-de-papel-da-shell-em-crimes-cometidos-na-nigeria

Primeiro-ministro italiano fechou acordo de recuperação de refinaria em Angola

primeiro ministro italiano

Os governos de Angola e da Itália concordaram em acelerar os mecanismos necessários para o reforço da cooperação bilateral em vários domínios e recomendaram que equipas técnicas se reúnam o mais depressa possível para a inventariação dos acordos e a criação de condições para a sua implementação. De acordo com o comunicado conjunto emitido por ocasião da visita oficial de dois dias a Angola do primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, os dois governos encorajam o estabelecimento de contactos entre as entidades públicas e privadas dos dois países.

 

No documento, o Governo italiano reitera o interesse no reforço da cooperação e em participar “activamente” na diversificação da economia angolana. As duas partes acordaram continuar o diálogo político regular a todos os níveis para o desenvolvimento das relações bilaterais. Durante a visita, Paolo Gentiloni visitou o Museu das Forças Armadas e o Memorial  Dr. António Agostinho Neto, em Luanda, onde depositou uma coroa de flores no sarcófago do Fundador da Nação angolana, Agostinho Neto.
No período da tarde visitou a sede da petrolífera ENI e  manteve um encontro com a comunidade italiana residente em Angola.

Acordo em petróleo

A assinatura de dois acordos entre a Sonangol e a petrolífera italiana ENI marcou ontem um dos momentos altos da visita de 24 horas do primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, a Angola.
O primeiro acordo prevê a recuperação da refinaria de Luanda para o aumento da produção de gasolina, melhoria da sua operacionalidade e a formação do pessoal angolano da equipa de refinação.
O presidente do conselho de administração da Sonangol, Carlos Saturnino, um dos subscritores dos acordos, testemunhados pelo Presidente João Lourenço e pelo primeiro-ministro Paolo Gentiloni, disse que  os instrumentos rubricados com a ENI vão permitir investimentos importantes, com ênfase na Refinaria de Luanda e para o gás natural.
Em declarações à imprensa no final da cerimónia, Carlos Saturnino explicou que a cooperação entre as duas empresas vai permitir a exploração e desenvolvimento de gás natural, abastecimento à Angola LNG (empresa de produção de gás natural liquefeito), no Soyo (província do Zaire), cooperação para a refinaria do Lobito, continuação da cooperação para a exploração de petróleo bruto e gás em áreas existentes e áreas novas.
“A refinaria de Luanda, por exemplo, vai ficar auto-suficiente em gasolina, provavelmente cobriremos todas as necessidades de gasolina de Luanda e não só”, garantiu o gestor, que está à frente da Sonangol desde 16 de Novembro último.
O segundo acordo, rubricado pela parte italiana pelo administrador da ENI, Claudio Descalzi, prevê a transferência das operações do bloco em terra, denominado “Cabinda Norte”, para a petrolífera ENI. O presidente do conselho de administração da Sonangol, Carlos Saturnino, explicou que o referido bloco foi operado por um grupo e ficou parado alguns anos, e decidiu-se relançar as actividades depois de  reapreciado o seu potencial.

 

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/mais_gasolina_da_refinaria

Construção de Refinarias de petróleo é a meta do novo governo angolano

O Presidente da República, João Lourenço, defendeu nesta quinta-feira, 16, em Luanda, a implementação de uma estratégia para refinar internamente os derivados do petróleo.

A estratégia visa evitar que Angola dependa consideravelmente da importação de produtos refinados derivados do petróleo.

“Não tem lógica que Angola, como produtor de petróleo, e com altos níveis de produção, continue a viver quase que exclusivamente da importação de produtos refinados”, afirmou João Lourenço.

O Chefe de Estado considerou fundamental que a par da Refinaria de Luanda, cuja capacidade de refinação diária ronda os 44 mil barris, o país deve apostar na construção de outra, independentemente do investimento ser público ou privado.

As duas possibilidades devem ficar em aberto. O que pretendemos é que o país tenha mais refinarias, sublinhou o Presidente durante a cerimónia de empossamento do secretário de Estado dos Petróleos e do Conselho de Administração da Sonangol.

Em relação à concessionária nacional de combustíveis, Sonangol, reconheceu que continua a ser a “galinha dos ovos de ouro” da economia do país, daí que a sua administração vai exigir maior responsabilidade dos novos gestores.

“Devem cuidar bem dela”, afirmou o Presidente aos membros do Conselho de Administração da petrolífera nacional empossados nesta quinta-feira, 15.

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Eis a lista dos empossados:

Paulino Fernando de Carvalho Jerónimo – secretário de Estado dos Petróleos

Carlos Saturnino Guerra Sousa e Oliveira – Presidente do Conselho de Administração da Sonangol;

Sebastião Pai Querido Gaspar Martins – Administrador Executivo da Sonangol;
Luís Ferreira do Nascimento José Maria – Administrador Executivo da Sonangol;
Carlos Eduardo Ferraz de Carvalho Pinto – Administrador Executivo da Sonangol;
Rosário Fernando Isaac – Administrador Executivo da Sonangol;
Baltazar Agostinho Gonçalves Miguel – Administrador Executivo da Sonangol;
Alice Marisa Leão Sopas Pinto da Cruz – Administradora Executiva da Sonangol;
José Gime – Administrador Não Executivo da Sonangol;
André Lelo – Administrador Não Executivo da Sonangol.

 

http://www.governo.gov.ao/VerNoticia.aspx?id=33897

Sonangol “a galinha dos ovos de ouro” de Angola

Cândido Bessa |

O Presidente da República orientou ontem à nova administração da Sonangol e os responsáveis do Ministério dos Recursos Minerais e dos Petróleos, para encontrarem soluções para a construção de uma ou mais refinarias, para que o país, que tem uma produção de 1,7 milhões de barris de petróleo por dia, deixe de importar combustíveis.

Chefe de Estado quer refinarias em Angola para a redução da importação de derivados do petróleo
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

A orientação foi dada ontem durante a cerimónia de tomada de posse do secretário de Estado dos Petróleos, Paulino de Carvalho Jerónimo, e da nova administração da Sonangol. O Presidente João Lourenço disse não fazer sentido que um país produtor de petróleo, com os níveis de produção que tem hoje e que teve no passado, continue a viver quase que exclusivamente da importação de produtos refinados. \”Deixo em vossas mãos a responsabilidade de encontrar uma solução para que o país tenha uma refinaria, não importando que o investimento seja público ou privado\”, disse o Chefe de Estado, para deixar em aberto as duas possibilidades.
\”O que pretendemos é que o país tenha refinaria para que a actual fase que vivemos de importação de derivados de petróleos seja atirada para o passado\”, disse, para acrescentar: \”sei que é possível e que podemos no próximo ano, se trabalharem bem e rápido, dar pelo menos início da construção de uma refinaria para Angola.
Segundo maior produtor de petróleo de África, Angola tem apenas uma refinaria em funcionamento, a de Luanda, construída em 1955, com uma capacidade para tratar 65 mil barris de petróleo por dia.
A refinaria de Luanda está a operar a cerca de 70 por cento da sua capacidade e com custos de produção superior à gasolina e gasóleo importados, de acordo com um relatório sobre os subsídios do Estado angolano ao preço dos combustíveis, elaborado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em 2014. Devido à fraca capacidade de refinação, o país é obrigado a importar grande parte dos produtos refinados que consome. Angola gasta 177 milhões de dólares por mês com a importação de combustíveis.
O Orçamento Geral do Estado para o próximo ano, que deve dar entrada ainda este mês na Assembleia Nacional para aprovação, está a ser elaborado através de  uma previsão de produção de petróleo de 1.649.910 barris por dia a um preço de 45 dólares o barril. “Tendo em conta que a produção prevista é de 1.736.738 barris por dia, que representa o potencial dos campos activos e não inclui nenhuma perturbação na disponibilidade das instalações de produção que, em geral varia entre 95 e 97 por cento, por precaução, foi considerado um ajustamento de 5 por cento”, indica o Executivo, no seu plano intercalar para o período de Outubro deste ano a Março do próximo, que considera igualmente o preço de 45 dólares por barril conservador, tendo em conta a incerteza actual do mercado petrolífero e a sua volatilidade.
O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de toda a riqueza produzida no país, vai crescer 3,4 por cento no próximo ano e chegar aos 21.168,8 mil milhões de dólares, de acordo com os dados do quadro macroeconómico para 2018. O valor é superior aos 20.478,1 mil milhões do OGE de 2017.
O documento, que serve de base para a elaboração do Orçamento Geral de Estado de 2018, o primeiro dos cinco anos de mandato do Executivo do Presidente João Lourenço, indica que o Produto Interno Bruto vai ser superior em 1,3 pontos percentuais em relação ao registado em 2017. O sector petrolífero vai contribuir com 4.010,7 mil milhões de dólares. A taxa de inflação prevista é de 17 por cento, bem abaixo dos 42 por cento de 2016 e  22,9 por cento previstos para este ano.

Cuidar da Sonangol
O Presidente República usou uma metáfora para realçar o papel da Sonangol no país e pediu para cuidar bem \”da galinha dos ovos de ouro\” da economia nacional. \”Cuidem bem dela, pelas grandes responsabilidades que deve continuar a desempenhar na nossa economia\”, disse o Presidente da República, sublinhando que, ao conferir posse ao secretário de Estado dos Petróleos e ao novo conselho de Administração da Sonangol pretende que se cuide bem da Sonangol.
\”O nosso país tem grandes potencialidades para a produção não só do petróleo, mas também do gás e aproveitaria esta oportunidade para exortar aos empossados e juntamente às petrolíferas trabalhassem no sentido de garantir, não só o presente, mas um bom futuro para a indústria angolana”, sublinhou.
A nomeação e posse do novo conselho de Administração da Sonangol ocorre quase meio e meio depois de o Presidente da República ter recebido em audiência representantes das principais  companhias petrolíferas que operam em Angola, a pedido destas, que transmitiram ao Chefe de Estado as suas ideias e propostas para enfrentar os desafios da indústria no mundo e, em conjunto, encontrar soluções vantajosas para as partes.
A Sonangol, como concessionária nacional, foi  convidada pelo Executivo para fazer parte do encontro, ao qual assistiram o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, o ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Cardoso, e o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo. As companhias petrolíferas tiveram ainda a oportunidade de transmitir, igualmente, ao Presidente da República, a sua visão sobre o sector, falar do potencial de oportunidades em Angola e de abordar os actuais desafios do mercado petrolífero, marcado pela recuperação dos preços no mercado internacional.

Relatório final
Após o encontro com os representantes das companhias petrolíferas, o Presidente da República criou uma comissão de trabalho para em 30 dias, concluídas segunda-feira,para apresentar um plano de melhoria do sector, visando responder às \”actuais condições de investimento na indústria de petróleo e gás, como condição relevante para o desenvolvimento futuro do país”.
Integrada pelos ministros dos Recursos Minerais e dos Petróleos e das Finanças, Sonangol e empresas BP Angola, Cabinda Gulf Oil Company (Chevron) Eni Angola, Esso Angola, Statoil Angola e Total E&P, o grupo de trabalho desenhou o quadro de colaboração entre o Governo e as empresas petrolíferas, e apresentou propostas para optimizar o processo de aprovação de investimento, orçamentos e outros documentos contratuais e melhorar o quadro de tributação aplicável às empresas do sector.
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Reposicionamento da companhia no mercado

Além do secretário de Estado dos Petróleos, Paulino Fernando de Carvalho Jerónimo, tomaram posse ontem Carlos Saturnino Guerra Sousa e Oliveira, como presidente do Conselho de Administração, e os administradores Sebastião Pai Querido Gaspar Martins, Luís Ferreira do Nascimento José Maria, Carlos Eduardo Ferraz de Carvalho Pinto, Rosário Fernando Isaac, Baltazar Agostinho Gonçalves Miguel e Alice Marisa Leão Sopas Pinto da Cruz. José Gime e André Lelo são administradores não executivos.
Os empossados juraram combater a corrupção e o nepotismo, além de se absterem de práticas e actos que lesem os interesses do Estado, sob pena de serem responsabilizados civil e  criminalmente. Nas suas primeiras declarações à imprensa, o presidente do Conselho de Administração da Sonangol, afirmou que, em breve, haverá um “repensar do posicionamento da Sonangol, da sua relação com as demais companhias internacionais e  com as subsidiárias” e que se está a criar as bases para redesenhar não só o Grupo Sonangol, mas todo o sector de hidrocarbonetos no país.
Orelatório entregue segunda-feira ao Presidente da República orienta as vias para melhorar o sector de petróleo e gás em Angola. O gestor afirmou que o sector petrolífero em Angola já está a melhorar, porque foram tomadas decisões importantes. Carlos Saturnino  avisou que a Sonangol vai abdicar dos negócios que não se enquadrarem na filosofia  pretendida para as empresas públicas, que têm de ser eficientes e lucrativas.
Carlos Saturnino deixou  aviso aos colaboradores: “a actuação do grupo Sonangol tem como base a humildade, muita dedicação, disciplina, seriedade, flexibilidade para entender todos os intervenientes da indústria petrolífera, capacidade, conhecimento, firmeza na defesa dos interesses do país e da Sonangol, além de rigor na análise e ponderação na tomada de decisão”.
O gestor garantiu ainda que a relação com as  operadoras já está a melhorar e que o relatório avaliou medidas para simplificação dos processos de gestão para as concessões petrolíferas, revisão de um decreto referente a flexibilidade contratual, que avaliou o desenvolvimento e produção em campos marginais, para identificar operadores  que necessitam de incentivos.