Santa Catarina no Brasil recebeu 50.000 imigrantes do Senegal e do Haiti

Apesar do preconceito, dificuldades de trabalho, eles dizem que aqui é melhor que em seus países.


Por RBS TV

Conheça os desafios e o dia a dia de imigrantes que vivem em Santa Catarina

Conheça os desafios e o dia a dia de imigrantes que vivem em Santa Catarina

Há dois anos, Santa Catarina recebeu 50 mil imigrantes do Haiti e do Senegal. No entanto, faltam políticas públicas para acolhê-los. Apesar do preconceito, das dificuldades de inserção no mercado de trabalho, viver no estado, é melhor do que em seus países, como mostrou o Jornal do Almoço.

“Eu mando dinheiro para eles [os familiares] todo mês”, contou a auxiliar de cozinha Sanon Willie, do Haiti.

“Eu encontrei um Brasil diferente do que imaginei, porque esperava encontrar uma resposta e nesse momento começava uma verdadeira crise”, disse Moussa Faye, do Senegal.

Willie trabalha como auxiliar de cozinha e ajuda a família no Haiti (Foto: Reprodução RBS TV)Willie trabalha como auxiliar de cozinha e ajuda a família no Haiti (Foto: Reprodução RBS TV)

Willie trabalha como auxiliar de cozinha e ajuda a família no Haiti (Foto: Reprodução RBS TV)

Sanon Willie demorou seis meses para encontrar trabalho, mas agora está satisfeita como funcionária de um restaurante. Para ela, o mais difícil é a saudade dos parentes.

“Eu estou feliz aqui e triste também porque tenho saudade da minha família”, afirmou.

Preconceito

Para Moussa, a dificuldad e é outra: “A gente encontra sempre preconceito, mas tem que saber lutar contra isso”, declarou emocionado. Ele é professor de idiomas, mas no Brasil trabalhou como servente de pedreiro e hoje está desempregado. Moussa recebe R$ 120 pelos dois dias por semana em que ajuda em uma associação cultural. O valor é quase insuficiente para pagar o aluguel de R$ 450.

Moussa era professor de idiomas no Senegal, no Brasil enfrenta preconceito e não consegue trabalho (Foto: Reprodução RBS TV)Moussa era professor de idiomas no Senegal, no Brasil enfrenta preconceito e não consegue trabalho (Foto: Reprodução RBS TV)

Moussa era professor de idiomas no Senegal, no Brasil enfrenta preconceito e não consegue trabalho (Foto: Reprodução RBS TV)

“Eles se deparam com o preconceito porque são pobres, são negros, são discriminados no atendimento em postos de saúde, são discriminados no ônibus. Eles descobrem que o Brasil, que internacionalmente até 2015 vivia uma imagem muito positiva no exterior de país acolhedor, era acolhedor com alguns tipos de migrantes, com esses não”, afirmou Gláucia Assis, coordenadora do Observatório de Migrações da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

Estado construído por migrantes

Santa Catarina é um estado que se desenvolveu pela mão de obra de migrantes. Para a pesquisadora, isso aconteceu porque a chegada de alemãs, italianos, portugueses e franceses no século XIX foi amparada por políticas públicas.

Pesquisadora diz que SC precisa de imigrantes para crescer (Foto: Reprodução RBS TV)Pesquisadora diz que SC precisa de imigrantes para crescer (Foto: Reprodução RBS TV)

Pesquisadora diz que SC precisa de imigrantes para crescer (Foto: Reprodução RBS TV)

“Foi difícil, as pessoas trabalharam muito, mas elas tiveram acesso à terra, tiveram políticas migratórias que de alguma forma os acolheram. O que acontece com os migrantes que chegam agora, os haitianos, senegaleses, ganeses, é que eles se deparam com uma lei migratória muito antiga e a sociedade civil, que com algum apoio de prefeituras e do estado, foi fazendo o acolhimento dessas pessoas”, explicou Gláucia Assis.

Moussa recebe R$ 120 por dois dias de trabalho em projeto (Foto: Reprodução RBS TV)Moussa recebe R$ 120 por dois dias de trabalho em projeto (Foto: Reprodução RBS TV)

Moussa recebe R$ 120 por dois dias de trabalho em projeto (Foto: Reprodução RBS TV)

Um exemplo dessa falta de políticas públicas é o Centro de Referência de Atendimento ao Migrante. Apesar de licitação ter sido feita há um ano, os recursos estarem garantidos ainda não começou a funcionar. No local, deve ser oferecido atendimento psicológico, apoio para fazer documentos, entre outros serviços.

A reportagem da RBS TV procurou a secretaria de estado de Assistência Social, mas até a publicação desta notícia não recebeu os dados. O órgão também não soube informar o prazo para a entrega do Centro de Referência. Enquanto isso, os estrangeiros continuam chegando, agora também os refugiados.

Gerson veio da Venezuela com a mulher e o filho (Foto: Reprodução RBS TV)Gerson veio da Venezuela com a mulher e o filho (Foto: Reprodução RBS TV)

Gerson veio da Venezuela com a mulher e o filho (Foto: Reprodução RBS TV)

Refugiados

“Meu nome é Gerson Joel Zambrano Lingstuyl. Eu sou venezuelano e com a crise da Venezuela está acontecendo uma coisa muito ruim lá, não tem comida, remédio, medicina”, declarou o jovem que trabalha como caixa de um supermercado.

Na Venezuela, ele era funcionário de um banco, mas não conseguia comprar alimentos suficientes para passar o mês. No Brasil, ganha dois salários mínimos mensais e com esse valor pode alimentar a família.

O filho Jeremias, de 15 dias, deu coragem a Gerson para buscar junto com a mulher uma vida melhor no Brasil. “Eu saí por ele, eu sonho para ele tudo, eu quero dar a melhor escola, a melhor educação. Eu quero dar para ele o que eu não tinha quando era um menino”, disse o rapaz.

Hisham (à direita) veio da Síria com toda família (Foto: Reprodução RBS TV)Hisham (à direita) veio da Síria com toda família (Foto: Reprodução RBS TV)

Hisham (à direita) veio da Síria com toda família (Foto: Reprodução RBS TV)

Há dois anos, o comerciante Hisham Yasin deixou a Síria com a família para fugir da guerra. “Porque lá a vida era difícil, há sete anos estão em guerra, mais de 7 milhões de pessoas morreram, outros 7 milhões estão refugiados”, com Hisham.

Apesar das dificuldades, as pessoas ouvidas pela RBS TV, encontraram no Brasil, uma situação melhor do que em seus países.

“Aqui é fácil, tem saúde, chego ao hospital e sou atendida. Lá no Haiti é muito difícil, o hospital público é difícil e o particular é muito caro. Aqui, minha vida é melhor ”, relatou Willin Sanon.

“Meus irmãos e irmãs pequenos estão na escola, de graça, é muito bom. O Brasil aqui é bom mesmo”, contou Hisham.

Hisham quer vender doces e salgados árabes para todo estado (Foto: Reprodução RBS TV)Hisham quer vender doces e salgados árabes para todo estado (Foto: Reprodução RBS TV)

Hisham quer vender doces e salgados árabes para todo estado (Foto: Reprodução RBS TV)

Aqui é melhor

Enquanto os irmãos estudam, ele produz doces e salgados árabes. “Quero levar meus doces para todo estado, são uma delícia”, disse.

“Nessa abertura para o outro, a gente aprende que a cor da pele não torna as pessoas nem inferiores nem piores. Eu acho que a gente aprende a lidar com o preconceito e a gente descobre que este estado que construiu o seu discurso em cima da migração, pra que ele continue crescendo, ele precisa dos imigrantes que chegaram agora”, afirmou a pesquisadora Gláucia Assis.

http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/sc-tem-50-mil-imigrantes-faltam-politicas-publicas-de-acolhimento-diz-pesquisadora-da-udesc.ghtml

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Zambianos descrentes da política

Edgar LunguEm face da crescente repressão do governo, os zambianos comuns defendem seu compromisso firme com os ideais democráticos, reafirmam o sólido apoio aos controlos e balanços institucionais e rejeitam fortemente os regimes de um só homem, descobriu uma nova pesquisa do Afrobarómetro.

Em resultado de uma pesquisa nacionalmente representativa em abril, os zambianos expressam a preocupação de que sua democracia está se deteriorando e o espaço político está se encerrando, já que a administração do presidente Edgar Lungu impediu a dissidência.

Embora o apoio popular à democracia seja forte, especialmente entre os entrevistados com ensino superior, as atitudes em relação às medidas de emergência são mais variadas, refletindo alguma vontade de aceitar restrições às liberdades da mídia e do movimento.

 

– Embora os zambianos tenham se empenhado nos ideais da democracia, a satisfação deles com a forma como a democracia realmente funciona no seu país passou de uma maioria de 68% em 2012 para uma minoria de 49% em 2017.

 
– As pessoas sentem um declínio na liberdade de expressão. A proporção que expressa a necessidade de “ter cuidado com o que dizem sobre política” aumentou 10 pontos percentuais, de 62% para 72%, entre 2012 e 2017.

– Apenas cerca de um terço (36%) dos zambianos se sentem confortáveis ​​oferecendo críticas ao presidente Edgar Lungu.

– No entanto, a maioria dos zambianos favorece os controles dos poderes executivos do presidente. Mais de seis em cada 10 (64%) pensam que o presidente deve ser monitorado pelo Parlamento e sete em cada 10 (71%) dizem que ele deve sempre obedecer as leis e os tribunais.

– Mais de oito em 10 zambianos (84%) querem um limite de dois mandatos de cinco anos para a presidência.

– põem-se às violações governamentais do direito à privacidade (por exemplo, monitoramento de comunicações telefônicas) e ao direito à associação política (por exemplo, organizações de proibição). Mas, pelo menos antes da imposição de medidas de emergência em julho de 2017, os cidadãos eram menos robustos na defesa da liberdade de imprensa e da liberdade de circulação.

– A educação é o melhor preditor do compromisso popular com a democracia na Zâmbia. Mesmo pequenas quantidades de educação primária ou secundária fortalecem a predisposição de um indivíduo para defender a democracia. Para contrariar o retrocesso democrático na Zâmbia, no entanto, os principais líderes de opinião são aqueles com educação pós-secundária.

13 países reúnem-se para discutir a situação na Rep. Democrática do Congo

 

mapa-congo.jpgA situação política na República Democrática do Congo e a questão dos refugiados congoleses que se encontram no Leste de Angola são debatidas a partir de hoje, em Kinshasa, pelo grupo de acompanhamento do Acordo-Quadro para a paz e estabilidade naquele país.

Georges Chikoti,

O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, disse que o grupo de acompanhamento composto pelos treze países membros da Conferência sobre a Região dos Grandes Lagos, a SADC e a União Africana, vai reunir-se para avaliar a situação, em função do novo Governo criado há duas semanas.
Durante três dias, a equipe de trabalho vai avaliar a aplicação da agenda para a realização de eleições até finais de 2017, analisar o cumprimento do Acordo-quadro e compreender melhor a situação dos congoleses refugiados em Angola, em consequência da atual crise política e militar que assola aquele país.
O Acordo quadro para a paz, estabilidade e cooperação na República Democrática do Congo, assinado em Fevereiro de 2013, em Addis Abeba, Etiópia, é o mecanismo adequado para a resolução pacífica da crise e do conflito no Leste da República Democrática do Congo, salvaguardando a sua soberania e integridade territorial, como condição indispensável para o seu desenvolvimento econômico e social.

joseph kabila
O Presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, nomeou, no dia 9 de Maio, o novo Governo chefiado pelo Primeiro-Ministro, Bruno Tshibala. O Executivo disponibilizou já mais de três milhões de dólares para apoiar os mais de 30 mil refugiados provenientes da República Democrática do Congo instalados junto da fronteira da província da Lunda Norte. O Executivo prevê despender mais de 500 milhões de kwanzas em alimentos, medicamentos e tendas para abrigo.
O Governo angolano fez, recentemente, um apelo ao Governo da República Democrática do Congo e às forças políticas daquele país para que “cessem imediatamente a violência”, os atos de extremismo e de intolerância política, que têm causado a fuga de milhares de cidadãos congoleses para Angola.
O Governo da República de Angola afirmou que tem acompanhado com atenção e bastante preocupação a situação vigente na República Democrática do Congo, marcada por “actos de violência de extrema gravidade que aí ocorrem e que devem merecer o repúdio de toda a Comunidade Internacional”. Angola e RDC mantêm uma extensa fronteira e a situação tem provocado a entrada massiva de refugiados em território angolano, exigindo do Governo um esforço suplementar em termos financeiros, logísticos, de segurança e ordem pública, de forma a acudir as necessidades humanitárias mais prementes dos mesmos, cujo número não pára de aumentar.
“O Governo faz um veemente apelo ao Governo da República Democrática do Congo e a todas as forças políticas desse país, para que cessem imediatamente a violência e a prática de actos de extremismo e de intolerância política, enveredando pela via do diálogo sério e construtivo, que propicie o retorno da paz e estabilidade ao país.”
O Governo também chama a atenção da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos, da Comunidade de Desenvolvimento dos Estados da África Austral (SADC), da Comunidade de Desenvolvimento da África Central, da União Africana e da Organização das Nações Unidas  para a “necessidade de se encetarem ações políticas, diplomáticas e outras que se mostrarem necessárias e adequadas, susceptíveis de concorrer para uma solução a breve trecho do grave problema em curso na República Democrática do Congo”.

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/avaliada_a_crise_na_rdc

Quezílias internas na Guiné-Bissau agravam um cenário político tenso

Governo entrega programa no Parlamento, mas o presidente não mostra interesse no documento. O país, que atravessa uma das piores crises desde a guerra civil de 1998, continua paralisado.

Guinea-Bissau Parlamentsgebäude (DW/F. Tchumá)

A instabilidade eclodiu quando, em agosto de 2015, o Presidente da República, José Mário Vaz, depôs o Governo liderado por Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

O agudizar da crise política, com troca de acusações entre os principais órgãos da soberania, deixa o país parado, o aparelho de Estado funciona a meio gás e favorece o aumento da corrupção.

Após dois anos de várias missões de mediações falhadas, a comunidade internacional dá sinais de cansaço e deixa o país numa situação de suspense.

O quinto primeiro-ministro, em mais de dois anos de mandato de José Mário Vaz, luta pela sobrevivência política, carecendo da legitimidade do Parlamento.

Orçamento sem data para discussão

A Assembleia Nacional Popular (ANP) ainda não convocou um plenário para que o primeiro-ministro apresente o programa de Governo e o Orçamento Geral do Estado, os dois principais instrumentos de governação.

Guinea-Bissau Umaro Sissoco (DW/B. Darame)Umaro Sissoco Embaló, primeiro-ministro da Guiné-Bissau

Esta segunda-feira (06.02), Umaro Sissoco Embaló entregou o seu programa de Governo ao presidente do Parlamento. “Fiz a minha parte, agora cabe ao líder do Parlamento fazer a sua: deixar os deputados trabalhar para que o programa do Governo possa ser apresentado, discutido e submetido a votação”, afirmou.

O presidente da ANP, Cipriano Cassamá, tem, no entanto, anunciado publicamente que o Parlamento não irá debater o programa do Governo, por o considerar ilegal.

Antes de receber o programa de Governo, Cipriano Cassamá entregou ao primeiro-ministro uma cópia da Constituição da Guiné-Bissau bem como o regimento de funcionamento da ANP.

Ameaças de demissão

Cipriano Cassamá (Braima Darame)Cipriano Cassamá, presidente da ANP

Quando se disputa o controlo de poder no Parlamento, a troca de corpo de segurança na ANP, determinada pelo ministro do Interior, aumentou a tensão política. Cipriano Cassamá, exige explicações do Governo sobre a decisão.

“É bom não brincar com coisas séries e muito menos inventar factos. Assistimos, outrossim, a uma greve e inaceitável violação do princípio da separação de poderes”, argumenta, o presidente do Parlamento.

Cassamá denuncia que tem sido alvo de ameaças e garante que não se deixa intimidar: “Estou a ser ameaçado de demissão como se estivéssemos no regime presidencialista. A situação é grave”.

UE garante apoio

O delegado da União Europeia (EU) no país, Vítor Madeira dos Santos, garante que, apesar da situação complexa, a ajuda à Guiné-Bissau para o fortalecimento do Estado de Direito e da Democracia vai continuar. Segundo Vítor Madeira dos Santos entre as apostas da UE para 217 está promoção da “democracia e o respeito pelo primado da lei, apoiar a liberdade de informação, melhorar o acesso à justiça para as vítimas de crime e proteger os direitos dos detidos”.

Já para o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário da Silva, os guineenses, reféns da classe política, vivem num mundo da incerteza quanto ao seu futuro.

“Assiste-se à ausência de uma política social efetiva de redução de pobreza orientada para fazer face às reais necessidades da população associada à degradação das infraestruturas sociais, alta taxa de mortalidade materno-infantil, alto grau de desemprego e  fornecimento irregular de energia elétrica”, considera Augusto Mário da Silva.

 

http://www.dw.com/pt-002/quez%C3%ADlias-internas-na-guin%C3%A9-bissau-agravam-um-cen%C3%A1rio-pol%C3%ADtico-tenso/a-37446887

Sudão do Sul, República Democrática do Congo e República Centro Africana preocupam o continente

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O Presidente de Angola,  José Eduardo dos Santos considerou “inquestionável” que o “atual espírito unipolar nas relações internacionais” conduziu o mundo a um período difícil, marcado por conflitos militares em várias partes do globo, pelo clima de incerteza política e pela crise econômica e financeira.
Para o Chefe de Estado angolano só o regresso aos “parâmetros do multilateralismo universal” permitiria sair desse momento difícil que o mundo vive atualmente. “São muitos os problemas a que a comunidade internacional tem de fazer face, e só colocando acima de tudo a vontade política, o espírito de diálogo e o cumprimento dos princípios e normas do Direito Internacional será possível encontrar soluções para esses problemas”.

O Presidente da República defendeu uma visão “mais realista, pragmática e tolerante” num cenário internacional em que urge inverter-se a “inércia negativa dos conflitos”, com a ONU e outras instituições internacionais a terem um papel cada vez mais ativo na resolução dos problemas internacionais. O líder angolano realçou o consenso de que a paz é fundamental para o desenvolvimento e progresso dos povos e nações, para a promoção da democracia e para a salvaguarda dos direitos humanos. Líder em exercício da conferência internacional da região dos Grandes Lagos, José Eduardo dos Santos pediu que seja dado maior apoio a África na luta contra o terrorismo, o radicalismo religioso e a sua expansão pelo continente.
E citou os casos de maior preocupação na região. O Sudão do Sul, que enfrenta um problema de insurreição e precisa de uma “verdadeira reconciliação”, a RDC onde tarda a aplicação dos acordos entre o governo e a oposição para a realização de eleições até Dezembro deste ano, e se restabeleça a confiança no sistema democrático vigente, e a República Centro Africana que, depois do processo de transição que culminou em eleições e formação do Governo, e outras instituições, continua a precisar de apoio para a conclusão da pacificação e estabilização.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/mundo_espera_forte_accao_da_onu

Moçambique passa por constrangimentos .dificuldades político- econômicas

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Maputo, 19 Dez (AIM) � O Presidente da República, Filipe Nyusi, afirmou hoje que Moçambique segue firme rumo ao desenvolvimento mesmo com as dificuldades de natureza político-económica

e sociais que o país enfrenta.

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Falando hoje na Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, durante a apresentação do informe anual sobre o Estado da Nação, Nyusi apontou como solução para os problemas do país a união entre os moçambicanos como forma de construir a vitória.

�Estamos agora em condições de afirmar perante vós, mandatários do povo, perante toda a Nação moçambicana e perante o mundo que, apesar dos constrangimentos, orgulha-nos dizer que: a situação geral da Nação mantém-se firme. A Nação Moçambicana é capaz de enfrentar os desafios presentes e futuros�, disse.

O Chefe de Estado, que exprimiu a sua confiança apesar das adversidades que o país enfrenta, advertiu que o país ainda poderá enfrentar mais obstáculos.

�As dificuldades que nos esperam são grandes e atingem de igual modo todos os sectores da nossa sociedade. A nossa capacidade de resposta, inspirada na contribuição de todos, será ainda maior�, sublinhou.

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Sobre os desafios, Nyusi disse que estes afectam todos os segmentos da sociedade moçambicana, desde os políticos amantes da paz até os que �trazem Moçambique no coração�.

�Na qualidade de Presidente da República de Moçambique permaneço com a mesma confiança, firmeza e serenidade que marcou o meu mandato desde o primeiro momento�, vincou o mais alto magistrado da nação, saudando todos os moçambicanos continuam a manifestar o seu patriotismo e perseverança perante os constrangimentos internos e externos.

Sobre a paz, o estadista moçambicano fez questão de afirmar que não existem desafios que sejam diferentes para uns e para outros moçambicanos, destacando de seguida que não existe dois Moçambique, e não existem uns e outros moçambicanos.

Referiu que a paz genuína e definitiva será uma vitória de todos os moçambicanos, e que não será pertença exclusiva de qualquer formação política.

�Os desafios que se nos impõem pedem que esqueçamos aquilo que nos possa dividir�, vincou.

A AR aprovou no corrente mês, o Plano Económico e Social (PES) e o respectivo Orçamento do Estado (OE) para 2017.

Sobre estes dois instrumentos, o Chefe do Estado afirmou que o �sucesso na implementação destes instrumentos passa por congregarmos os esforços de todos os moçambicanos�.

Associando a implementação do PES para 2017 com o alcance da paz, Nyusi disse que o desenvolvimento da economia do país não será propriedade de nenhuma entidade particular, pelo que sublinhou que irá dar continuidade de forma incansável e firme a procurar consensos entre os partidos políticos e as forças vivas da sociedade.

Para Nyusi, a paz �será de todos nós e só assim, como criação colectiva, esse futuro mais próspero irá acontecer�.

Fazendo uma radiografia das actividades governativas do presente ano, Nyusi disse que as conquistas alcançadas pertencem a todos os moçambicanos.

�Foram conquistas de todos nós, de todos os deputados desta Casa, apostados na paz e no desenvolvimento. Foram vitórias de todos os moçambicanos de todos os quadrantes políticos e religiosos�, disse.

Refira-se que este é o segundo ano do mandato de Nyusi, pelo que agradeceu o apoio prestado por todos os sectores de desenvolvimento do país.

�Comovido, quero mais uma vez agradecer pela grande colaboração que deram ao Governo durante o segundo ano do meu mandato�, afirmou.

A Constituição da República estabelece que o Presidente da República, durante a sua governação, preste contas anualmente, aos moçambicanos, através da AR.

http://noticias.sapo.mz/aim/artigo/11419019122016230218.html

Alcoolismo impacta na saúde de Cabo Verde

Praia – O alcoolismo crônico figura entre as 10 patologias mais frequentes na determinação das incapacidades definitivas para o trabalho em Cabo Verde, de acordo com dados divulgados terça-feira pelo Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), na cidade do Mindelo.

MAPA DE CABO VERDE

Durante uma conferência sobre “Alcoolismo e o seu impacto na saúde”, realizada na cidade do Mindelo (ilha de São Vicente), ficou patente que este mal é responsável por uma parte importante do aumento em 27 por cento de pensionistas, que em 2015 beneficiaram de uma pensão por invalidez.

Segundo a administradora executiva do INPS, Helena Mendonça, apesar de não existirem dados sobre o impacto concreto de cada patologia na atribuição de pensões por invalidez, as patologias provocadas pelo consumo exagerado do álcool figuram também entre as causas principais da incapacidade temporária.

Em 2015, foram processadas 4.201 baixas médicas, numa média de 34 dias subsidiados por cada baixa, indica a mesma fonte.

“O consumo do álcool pode ser considerado como uma questão de saúde pública, impondo elevados custos às famílias, aos empregadores e ao Estado”, indignou-se Helena Mendonça.

Do seu lado, um médico, José Sousa Santos, também presente na conferência, classificou o alcoolismo como “uma calamidade” que pode “destruir Cabo Verde”, caso não sejam tomadas medidas.

José Sousa Santos, citado pela agência cabo-verdiana de notícias (Inforpress), disse que têm-se notado um agravamento progressivo e um contacto mais precoce com o álcool na sociedade.

O álcool é a droga lícita mais consumida no país e as famílias reservam a mesma percentagem (dois por cento) do seu orçamento para despesas de saúde e para bebidas alcoólicas.

Os estudos apontam que a parte do orçamento familiar reservada para a compra de álcool é às vezes mais do dobro da destinada às despesas como a educação e que, nos últimos anos, mais de um terço dos doentes internados no único hospital psiquiátrico do país tem problemas ligados ao álcool.

Segundo dados divulgados durante a apresentação da campanha promovida, em Julho último pelo presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, em 2010, os cabo-verdianos consumiam em média “por habitante” 6,9 litros de álcool puro por ano, contrariamente ao relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) relativo ao ano de 2015 e que elevam este valor para 7,2 litros.

Excluindo destes dados os 61,4 por cento dos cabo-verdianos que se declaram abstémios, o consumo médio por habitante sobe para 17,9 litros por ano.

Esses números indicam que Cabo Verde registra uma frequência superior à média africana de perturbações ligadas ao álcool (5,1 por cento) detendo, entre os países lusófonos africanos, a mais alta percentagem de mortes associadas a este produto (3,6 por cento).

Os dados assinalam ainda que o primeiro contacto com o álcool acontece em idades cada vez mais precoces, ou seja entre os sete e os 17 anos, sendo a escola o principal espaço de iniciação nesta prática.

 

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2016/10/48/Cabo-Verde-Alcoolismo-uma-das-principais-causas-incapacidade-laboral-INPS,a38faaa0-e58c-4b1b-a1cf-e3b3e79bd0fb.html

Companhia aérea angolana poderá deixar de voar para Cabo Verde

 

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Companhia aérea angolana quer ficar isenta de taxas no aeroporto da Praia ou, em alternativa, que os governos de Angola e Cabo Verde subsidiem os combustíveis para continuar a fazer o voo entre Angola e Cabo Verde.

 

Segundo o jornal angolano Valor Económico, Peter Hill, britânico que, ao serviço da Emirates, assumiu a gestão da companhia aérea angolana, apontou o caso de Cabo Verde como sendo uma das rotas menos rentáveis operadas pela TAAG. “Há certas rotas que não têm sido rentáveis quanto gostaríamos que fossem. O voo para Cabo Verde, por exemplo, leva 5,5 horas no meio do oceano Atlântico. É uma rota muito cara, pois custa-nos 2,5 milhões de dólares por ano, para transportar apenas, em média, 20 pessoas por voo”, aponta Hill na entrevista que concedeu ao jornal angolano. “O 737 faz ida-e-volta com a carga toda. Falando claramente, não podemos dar-nos a esse luxo. Então, Cabo Verde vai sair da programação”, reforça Hill.

No entanto, a decisão pode não ser final. O gestor aponta que havendo subsídios ou uma manifestação de interesse por parte do governo angolano em manter a rota, a ligação entre Luanda e Praia pode manter-se. “Claro, que se o Governo nos disser: ‘queremos que mantenha o voo e estamos preparados para subsidiá-lo’, nós aceitaremos”, explica.

Também Cabo Verde pode ter uma palavra a dizer para reverter esta decisão da TAAG. “Se o governo de Cabo Verde disser: “vamos dar-vos concessões, reduzir as taxas de aterragem, o custo do combustível, etc, etc, se chegarmos a algum tipo de assistência, vamos continuar a rota como um serviço público. Mas, até lá, as pessoas que me desculpem, a empresa tem de ganhar dinheiro”, apontou Peter Hill na entrevista.

De recordar que a TAAG é gerida pela Emirates desde a assinatura do acordo assinado no Dubai, em 2014, entre o governo angolano e a Emirates.

http://www.expressodasilhas.sapo.cv/economia/item/50758-taag-deixara-de-voar-para-cabo-verde-se-nao-tiver-apoios-publicos

União Europeia e União Africana apelam à «boa-fé dos atores políticos guineenses»

A União Europeia (EU) e a União Africana saudaram o recente acordo com vista a ultrapassar o impasse político na Guiné-Bissau, instando todos os atores políticos a agirem de «boa-fé» na implementação do compromisso.

No final do encontro anual entre o Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA) e o Comité Político e de Segurança da União Europeia (UE), que decorreu em Bruxelas (Bélgica), no quadro dos diálogos frequentes previstos na parceria UE-África, a declaração conjunta adotada aborda diversos conflitos e situações de crise no continente africano, incluindo a situação na Guiné-Bissau.

«Sobre a Guiné-Bissau, o Conselho de Paz e Segurança da UA e o Comité Político e de Segurança da UE saúdam o recente acordo em torno de uma solução consensual para o impasse político no país», sublinhando o papel chave desempenhado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO)», pode ler-se na declaração conjunta.

União Africana e União Europeia sublinham, por outro lado, «a necessidade de todos os atores políticos guineenses se empenharem de boa-fé na implementação e concretização do acordo, que inclui a instalação de um governo inclusivo, de modo a assegurar a estabilidade, o funcionamento das instituições e a retoma económica da Guiné-Bissau».

Bandeira da União Africana

Embaixador brasileiro destaca cooperação naval com São Tomé

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O embaixador brasileiro em São Tomé e Príncipe destacou hoje a importância da cooperação naval nas relações entre os dois países, lamentando que “questões administrativas” estão a criar “obstáculos” ao programa de intercâmbio na área da saúde

“A cooperação naval é muito importante porque trata da capacitação de oficiais são-tomenses para a Guarda Costeira. Dentro desse grande programa nós privilegiamos ajudar e apoiar São Tomé e Príncipe num projeto de melhor inserção no Golfo da Guiné do ponto de vista da segurança marítima”, disse José Leitão à Lusa.

Brasil apoia São Tomé e Príncipe num programa de combate à tuberculose, paludismo e HIV/Sida. No âmbito do combate ao Sida, anualmente o governo brasileiro disponibiliza 200 mil dólares para a compra de antirretrovirais.

Fonte responsável do programa nacional de Luta contra o Sida disse, em entrevista à Televisão publica são-tomense, que a ajuda foi suspensa.

“No momento são questões administrativas perfeitamente contornáveis”, justificou o chefe da missão diplomática brasileira, sublinhando que essa suspensão de ajuda financeira para compra de antirretrovirais “ainda está sendo examinada”.

“Todo o projeto tem os seus obstáculos momentâneos, mas essas coisas não se transformam em problemas insolúveis. O que se apresentar como obstáculo será contornado, examinado e vamos adiante”, explicou José Leitão.

Brasil construiu no hospital central um laboratório de diagnóstico, o edifício já está pronto, faltando apenas equipar.

“Isso é um avanço muito grande dentro desse projeto de cooperação na área de saúde que sempre foi uma prioridade, não só no combate a tuberculose, mas também malária e a Sida”, disse.

São Tomé e Príncipe é o terceiro maior parceiro em volume de cooperação do Brasil no mundo, garante o embaixador brasileiro que deixa São Tomé brevemente, depois de quatro anos e meio de uma missão diplomática que considera “animadora”.

“Deixo a cooperação com o Brasil muito bem, com vários projetos em andamento, alguns concluídos, outros ainda em curso e sempre com uma perspetiva de cooperação muito presente”, garantiu.

São Tomé e Príncipe foi o sexto posto de José Leitão como diplomata brasileiro no estrangeiro, depois de passar por Bulgária, Bruxelas, Bolívia, Vaticano e Lisboa.

Durante quatro anos e meio no país deu novo impulso a cooperação entre os dois países que mesmo ligados há vários anos a nível da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, tinha muito pouca visibilidade.

 

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/671145/embaixador-brasileiro-destaca-cooperacao-naval-com-sao-tome