Brasil participará do debate em Genebra, sobre o uso do mercúrio e as questões relacionadas à saúde

1200px-Pouring_liquid_mercury_bionerd.jpgNa 1° Assembleia das Exigências da Aliança de Minamata sobre Mercúrio (COP-1), a ser realizada de 24 a 29 de setembro em Genebra, na Suíça, o Brasil defenderá a adesão dos guias de emissões de mercúrio e a construção do plano de atuação nacional para exploração artesanal de ouro. Inclusive está na agenda da comitiva brasileira a defesa dos formulários de aceitação prévio de importação e exportação do mercúrio, constantemente com destaque para as questões relacionadas à saúde nos relatórios de efetivação.mercurio

O parecer brasileiro nas negociações internacionais foi abordado nesta semana, em assembleia no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Na terça-feira (30/08), foram apresentados os principais apresentações técnicos, entre eles, emissões de mercúrio, áreas contaminadas, aspectos de saúde relativos ao mercúrio, gestão de resíduos do mercúrio, armazenamento interino de mercúrio, liberações do mercúrio, comércio, relatoria de efetivação, equipamentos com mercúrio inserido.

Estiveram presentes os principais componentes da comissão brasileira que participará da COP1, entre eles, a equipe de analistas do Ibama e dos ministérios do Meio Ambiente (MMA), das Relações Exteriores (MRE) e da Saúde (MS). Além do mais, participaram da convenção os ministérios de Minas e Energia (MME) e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o setor privado, academia, a sociedade civil, além de outras instituições interessadas.

ACORDADO COLETIVO

O mercúrio é uma elemento surpreendentemente fatal controlada pela Convenção de Minamata, acordo coletivo para ajudar a saúde humana e o meio ambiente dos efeitos adversos da essência.

O nome da aliança homenageia as vítimas por intoxicação de mercúrio acorrido na município japonesa de Minamata, no qual uma empresa química lançou no oceano dejetos com a substância a partir de 1930. Devido ao resultado cumulativo na cadeia alimentar, o despejo provocou envenenamento de aproximadamente 3 mil indivíduos somente através da casa de 1950, especialmente em famílias de pescadores.

O acordo mundial foi acertado por 128 países, até mesmo o Brasil, no município de Kumamoto, Japão, em outubro de 2013. O Ministério do Meio Ambiente participou ativamente das negociações, pautado pela procura de um aparelho ambicioso nos marcos do progresso defendível e dos resultados da Rio+20.

No Brasil, a Aliança foi validada tanto pela Presidência da República quanto pelo Congresso Nacional e entregue às Nações Unidas em 8 de agosto de 2017. A Assembleia entrou em atividade em 16 de agosto de 2017 e até o hora 74 países já depositaram seus dispositivos de ratificação junto à ONU.

https://meioambienterio.com/25239/2017/09/brasil-se-prepara-para-assembleia-sobre-mercurio-em-genebra/

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Angola é o país lusófono com maior mortalidade associada à poluição do ar

Angola é o país lusófono – e um dos oito países africanos – com maior mortalidade associada à poluição atmosférica, com 50 pessoas em cada 100 mil a morrerem devido à exposição a ar de má qualidade

JAWAD JALALI/EPA

 

Os dados constam do relatório “Poluição do ar ambiente: Uma avaliação Global da Exposição e do peso da doença”, hoje divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e que conclui que três milhões de pessoas morrem todos os anos por causas associadas à poluição do ar exterior e que 92% da população mundial respira ar poluído.

Com recurso a um novo modelo de avaliação da qualidade do ar, a OMS confirma que mais de nove em cada dez humanos vivem em locais onde a qualidade do ar exterior excede os limites definidos.

A OMS define como limite uma concentração anual média de 10 microgramas por metro cúbico de partículas finas (PM2,5), valor que, segundo o relatório, é excedido em todos os países lusófonos exceto Portugal (nove) e Brasil (10). Nesta tabela, o país lusófono mais mal classificado é Cabo Verde, que apresenta uma concentração média de 36 microgramas de partículas finas por cada metro cúbico, quando se tem em conta as medições em ambiente rural e urbano.

A Guiné Equatorial apresenta uma concentração média anual de 33 microgramas de partículas finas por metro cúbico, a Guiné-Bissau 27, Moçambique 17, Timor-Leste 15 e São Tomé e Príncipe 13.

Quando consideradas apenas as medições em ambiente urbano, Angola é o país lusófono com piores resultados, apresentando uma concentração média anual de 42 microgramas de partículas finas por metro cúbico de ar, valor que desce para 27 quando se tem em conta as zonas rurais e urbanas.

Os números têm por base medições através de satélite, modelos de transporte aéreo e estações de medição da poluição atmosférica em mais de 3.000 localidades, tanto rurais como urbanas, e o estudo foi desenvolvido pela OMS em colaboração com a Universidade de Bath, no Reino Unido. O relatório faz também uma avaliação do impacto da exposição ao ar poluído na saúde, tendo em conta dados do ano 2012.

A nível global, os autores concluem que três milhões de mortes anuais estão associadas à poluição atmosférica, nomeadamente doenças respiratórias agudas, doença pulmonar obstrutiva crónica, cancro do pulmão, doença isquémica do coração e acidente vascular cerebral. Entre os países lusófonos, Angola é o país com mais mortes associadas à poluição atmosférica – 51 por cada 100 mil habitantes.

Quando comparado com os restantes países africanos, apenas sete têm uma taxa superior: Mali (60), Burkina Faso (58), Níger (57), Eritreia (56), e Benim, Chade e República Democrática do Congo (52).

A Guiné Equatorial apresenta uma taxa de 50 mortes associadas à poluição do ar exterior em cada 100 mil habitantes, a Guiné-Bissau 47, Cabo Verde 37, Timor Leste 31, São Tomé e Príncipe 26, Brasil 14 e Portugal sete.

Segundo o relatório, as partículas poluentes consistem numa mistura complexa de partículas sólidas e líquidas de substâncias orgânicas e inorgânicas em suspensão no ar. A maioria dos seus componentes são sulfatos, nitratos, amónia, cloreto de sódio, negro de carbono e pó mineral, entre outros. As partículas iguais ou menores do que 10 micrómetros de diâmetro são particularmente perigosas porque podem penetrar e instalar-se nos pulmões.

http://observador.pt/2016/09/27/angola-e-o-pais-lusofono-com-maior-mortalidade-associada-a-poluicao-do-ar/