“Barão do ananás”exportou  16 toneladas para a   Namíbia e África do Sul

O município do Bocoio, na Província do Benguela, exportou  16 toneladas de ananás para a   Namíbia e África do Sul, através do empresário Simão Cavalo.

Produção de ananás aumentou em quantidade e qualidade
Fotografia: Eduardo Pedro|Edições Novembro
Conhecido por “barão do ananás”, o agricultor tem uma produção superior a mil hectares.
O anúncio foi feito pela administradora municipal do Bocoio, que falava por ocasião do 59.º aniversário daquela circunscrição.
Deolinda Valiangula  disse que a natureza proporcionou à comuna do Monte-Belo terrenos aráveis propícios para a produção em grande escala do produto.
A administradora municipal garantiu que os passos já estão a ser dados para utilizar o ananás na indústria de transformação (sumos e fruta em calda).  Parte da maquinaria já está no município, estando a restante tramitação a aguardar apenas pela melhoria da conjuntura económica e financeira.
“A produção do ananás no município aumentou, pois, os produtores estão muito motivados para o cultivo desse produto, devido à sua solicitação no mercado e a excelente qualidade que possui. Está a servir de uma das fontes para a diversificação da economia e da entrada de divisas para o país”, reconheceu Deolinda Valiangula, que disse ser necessário   o município crescer e ganhar uma dinâmica  mais ativa para atração de mais investimento privado. “Só desta forma podemos alcançar o desenvolvimento econômico e social e dar mais emprego a juventude”, salientou Deolinda Valiangula
Localizado a 102 quilômetros  da cidade de Benguela, o Bocoio possui uma superfície de 5.612 quilômetros quadrados. Com quatro comunas,  Monte-Belo, Chila, Cubal do Lumbo e Passe, tem uma população estimada em 154.446 habitantes, que se dedicam à agricultura e pastorícia.
Jesus Silva

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/bocoio_vende_ananas__para_paises_da_regiao

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Produtividade agrícola no Senegal aumenta áreas cultivadas em quase 400%

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No Senegal, as regiões cobertas pelo Programa de Aquisição de Alimentos para a África — PAA África — tiveram seus índices de produtividade agrícola triplicados após a implementação da iniciativa. Taxas médias de produção passaram de 0,8 tonelada por hectare para 2,57 toneladas.

O projeto também aumentou as áreas cultivadas — de 51 hectares para 245 — e fez duplicar a produção de arroz. Avanços foram divulgados e debatidos ao final de junho, durante seminário sobre a continuidade da estratégia.

o Senegal, as regiões cobertas pelo Programa de Aquisição de Alimentos para a África — PAA África — tiveram seus índices de produtividade agrícola triplicados após a implementação da iniciativa. Taxas médias de produção passaram de 0,8 tonelada por hectare para 2,57 toneladas. O projeto também aumentou as áreas cultivadas – de 51 hectares para 245 — e fez duplicar a produção de arroz. Avanços foram divulgados e debatidos ao final de junho, durante seminário sobre a continuidade da estratégia.

O PAA África conecta a oferta de alimentos vindos da agricultura familiar aos sistemas de compras públicas, como os que abastecem escolas que fornecem refeições aos seus alunos. O programa foi lançado em 2012 por meio de uma parceria entre o governo do Brasil, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).map senegal

O objetivo do projeto é combater a fome e estimular a geração de renda no meio rural. Atualmente, a iniciativa está presente em cinco países — Etiópia, Gâmbia, Níger, Moçambique e Senegal.

Em território senegalês, o PAA África foi implementado em duas fases: a primeira foi um programa-piloto que se estendeu de 2012 a 2013, enquanto a segunda marcou um momento de consolidação, de 2013 a 2016. A estratégia cobriu a região de Kégoudou e contribuiu para triplicar a renda anual de agricultores de arroz, além de aumentar a oferta do produto em 181 escolas.

O seminário realizado nos dias 29 e 30 de junho analisou as conquistas obtidas até o final do ano passado para assegurar o envolvimento das principais partes interessadas na formulação de uma nova fase do programa. O chamado PAA-extensão buscará melhorar o acesso de agricultores familiares a mercados institucionais. Outra meta é reduzir a pobreza no campo e continuar aumentando a produtividade agrícola.

O encontro de especialistas e gestores funcionou como uma consulta nacional — a última de uma série de consultas organizadas em cada um dos países onde o PAA África opera. Representantes do governo, do setor privado, de parceiros técnicos e financeiros e de associações de produtores discutiram o marco legal, o financiamento e a coordenação do programa.

Avaliações resultaram em uma série de recomendações para a fase de extensão. Indicações incluem medidas sobre assistência técnica e extensão rural, foco na diminuição das taxas de evasão escolar, soluções para o armazenamento de alimentos, aprimoramento da comunicação com os beneficiários e aumento da participação comunitária na alimentação escolar.

https://nacoesunidas.org/no-senegal-programa-da-onu-triplica-produtividade-agricola-e-aumenta-areas-cultivadas-quase-400/

Programa Alimentar Mundial alerta sobre desnutrição infantil em Moçambique

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Um estudo do Programa Alimentar Mundial indica que 26% dos casos de mortalidade infantil em Moçambique estão associados à desnutrição.
 
 
 
as taxas de desnutrição são persistentemente altas entre as crianças, devido aos elevados índices de doenças infecciosas, principalmente malária, e ao mau acesso aos serviços de saúde, água e saneamento
António Silva
 
Um estudo do Programa Alimentar Mundial (PAM), a ser lançado na quarta-feira, indica que 26% dos casos de mortalidade infantil em Moçambique estão associados à desnutrição, assinalando que o problema custa ao país 1,6 mil milhões de dólares.
 
O estudo, intitulado “Custo da fome em África”, refere ainda que 42,7% das crianças em Moçambique têm baixo crescimento e apenas 45,2% das que registam índices de desnutrição recebem cuidados de saúde adequados.
 
A maioria dos problemas de saúde associados à desnutrição ocorre antes que a criança atinja três anos de idade”, lê-se no estudo, cujo sumário foi distribuído à imprensa.
A mortalidade infantil associada à desnutrição reduziu a força de trabalho de Moçambique em 10% e 60,2% da população adulta já sofreu de problemas de crescimento, quando era criança, diz.
 
Os custos anuais associados à desnutrição infantil, prossegue o documento, são estimados em 1,6 mil milhões (1,4 mil milhões de euros), o que equivale a 10,96% do Produto Interno Bruto.
 
As crianças afetadas por problemas de crescimento são mais propensas a abandonar a escola. Estima-se que apenas 12% dos adultos afetados em Moçambique completaram a escola primária, em comparação com 84% de pessoas com crescimento normal”, destaca o estudo.
A avaliação refere que um quarto da população do país é desnutrida, apesar de, em 2015, Moçambique ter atingido o Objetivo de Desenvolvimento do Milénio de reduzir para metade o número de pessoas com fome.
 
Por outro lado, cerca de um quarto da população sofre de insegurança alimentar crónica, o que significa que não sabe se terá uma refeição.
 
Apesar dos ganhos que foram feitos, permanecem desafios significativos para a segurança alimentar e nutricional”, realça o texto.
De acordo com o PAM, as taxas de desnutrição são persistentemente altas entre as crianças, devido aos elevados índices de doenças infecciosas, principalmente malária, e ao mau acesso aos serviços de saúde, água e saneamento.
 

Brasil e São Tomé e Príncipe cooperam na alimentação escolar e combate à tuberculose

encontro de aloysio , e o presidente trovoada de são tome e eprincipeNa última etapa de sua viagem à África, o ministro Aloysio Nunes esteve hoje em São Tomé e Príncipe.presidente de sao tome e príncipe e senador anastasia e aloysio

Durante encontro que manteve com o Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Émery Trovoada, o ministro teve a oportunidade de passar em revista os diversos projetos de cooperação técnica impulsionados pelos dois países e que servem de eixo central da relação bilateral. Em especial, foram discutidos programas nas áreas de formação e capacitação profissional, transferência de conhecimento, alimentação escolar e combate à tuberculose. Foram tratados também assuntos de defesa, comércio e investimentos.embaixda do brasil em são tome e principe.jpg

Mais cedo, o ministro Aloysio Nunes visitou o Centro Cultural Brasil-São Tomé e Príncipe na companhia do senador Antonio Anastasia, do embaixador do Brasil em São Tomé, Vilmar Coutinho, e da diretora do centro cultural, Leila Quaresma. A instituição atua como importante espaço de difusão das culturas brasileira e santomense e serve de propulsor do intercâmbio cultural entre os dois países.centro culrtural brasil são tome

Guiné Bissau quer combater a fome com ajuda de brasileiros

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Guiné-Bissau  desenvolve projetos de combate à fome e solicitou ajuda da Fundação Getúlio Vargas, que encontra-se em -Bissau a convite do ministro da Agricultura, Floresta e Pecuária guineense, Nicolau dos Santos, para troca de experiências no domínio da produção do arroz, animais e mecanização agrária. Números do governo apontam para um défice do arroz anual no país na ordem de cerca de 100 mil toneladas. Guiné-Bissau, com todo o seu potencial agrícola, tem apenas 44 tratores agrícolas.

A missão participou hoje num encontro preparado pelo governo guineense, em que estiveram presentes representantes em Bissau do Programa Alimentar Mundial (PAM), Fundo das Nações Unidas para Agricultura (FAO), Banco Africano de Desenvolvimento (BAO) e União Econômica e Monetária Oeste Africana (UEMOA).

O encontro serviu para os participantes trocarem experiências sobre as melhores estratégias para o combate da falta de alimentos na Guiné-Bissau sobretudo como suprir o défice do arroz, base da dieta alimentar dos guineenses.

O representante da fundação acredita que a Guiné-Bissau “pode dar um soco na fome”, com “a produção agressiva e de forma empresarial” de alimentos, sem prejudicar os saberes tradicionais dos cerca de 120 mil pequenos agricultores do país, disse.

 

http://24.sapo.pt/noticias/internacional/artigo/fundacao-brasileira-getulio-vargas-quer-ajudar-guine-bissau-a-combater-a-fome_22192080.html

 

“Trégua” na guerra de Moçambique reanima a economia

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A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) disse que a prorrogação do prazo da trégua em Moçambique declarada pela Renamo, principal partido de oposição, “anima a economia” e abre espaço para novas perspectivas.
 
“Esta decisão (a prorrogação do prazo da trégua) desperta grandes expectativas económicas, não só para a comunidade empresarial e para os investidores estrangeiros, mas também para todo o povo”, afirmou o vice-presidente da CTA, Agostinho Vuma, numa conferência de imprensa realizada quinta-feira em Maputo.
 
Apesar de destacar a trégua como um “grande passo”, o vice-presidente da CTA entende que a consolidação de uma paz permanente é uma das principais condições para a manutenção de um bom ambiente de negócios, apelando ao Governo e à Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) para encontrarem uma solução definitiva.
“Recebemos várias solicitações de investidores estrangeiros que estavam à espera da paz para investir. Temos estado em contacto com empresários da Turquia, Chile e outros países”, avançou o vice-presidente da CTA.
De acordo com o dirigente, os preços dos produtos alimentares básicos na região centro e norte de Moçambique, que dispararam nos últimos tempos, vão começar a estabilizar em função da suspensão das escoltas militares obrigatórias nas principais estradas do centro do país. “A paz para dinamização do negócio é imprescindível. Nós precisamos muito de paz para estabilizar a economia”, reiterou Agostinho Vuma, lembrando, no entanto, que o conflito político não foi o único motivo para a crise econômica em Moçambique. O vice-presidente da CTA reiterou ainda que o diálogo entre o Governo e a Renamo deve ser dirigido directamente pelos dois líderes, na medida em que os resultados alcançados nas últimas conversas entre Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama mostram que este é o caminho mais eficaz.
“Esta prorrogação da trégua por mais dois meses deve ser usada como o caminho irreversível para a paz efectiva”, assinalou o vice-presidente da CTA. O líder da Renamo anunciou na terça-feira o prolongamento por sessenta dias da trégua temporária declarada há uma semana, para dar tranquilidade às negociações de paz entre o Governo e o principal partido de oposição.
O segundo anúncio de trégua de Afonso Dhlakama surgiu um dia após ter mantido uma conversa “cordial” por telefone com o Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, para fazer o balanço da cessação de hostilidades de uma semana, declarada pelo presidente da Renamo a 27 de Dezembro.
 
Elogios de Bruxelas
 
A União Europeia (UE) considerou que a trégua de sessenta dias declarada na terça-feira pelo líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) é “um passo importante” na construção da confiança e na busca de uma “paz duradoura” em Moçambique.
“Trata-se de um passo importante no sentido da construção de confiança e da busca de um resultado sustentável nas negociações, de uma paz duradoura, de estabilidade e de democracia”, refere uma declaração da Delegação da União Europeia em Moçambique, vinculando os chefes de missão europeus acreditados em Maputo.