Mauritânia é o país das oportunidades para o empresário brasileiro

download (1)São Paulo – Empresas exportadoras brasileiras dos setores de calçados, cosméticos, alimentos industrializados e construção civil podem encontrar boas oportunidades na Mauritânia, país do norte da África ainda com pouca tradição comercial com o Brasil. São os setores em que o embaixador do País em Nouakchott, Leonardo Carvalho, identifica espaço para os brasileiros explorarem.

“A economia da Mauritânia deve alavancar quando as empresas começarem a pagar os royalties da exploração de gás, lá para 2020 e 2021”, disse Carvalho, em visita à sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira nesta segunda-feira (5), em São Paulo. As reservas da commodity são grandes, segundo o embaixador, e empresas como a Kosmos Energy, dos Estados Unidos, e a britânica BP estão investindo para extrair o produto.

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Os empresários brasileiros devem, portanto, aproveitar para marcar presença na nação árabe antes disso. As exportações ainda são tímidas. No ano passado, somaram US$ 102 milhões, valor altamente concentrado em açúcar. Trigo, aparelhos elétricos, carne de frango e componentes de maquinário foram outros itens com destaque na pauta.mauritania-africa-map

Mas é no setor de alimentos industrializados que o embaixador enxerga potencial para os brasileiros. “Há um grande domínio de empresas espanholas e francesas nesse setor. Vale explorar também os cosméticos e podemos ampliar a presença nos calçados, que já somos fortes”, ponderou.

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Segundo o embaixador, a proximidade da Mauritânia – de Recife à capital Nouakchott são pouco mais de 3,6 mil quilômetros atravessando o Atlântico – é outro fator vantajoso para o empresário brasileiro. Ele citou a possibilidade de o país servir de entrada para mercados vizinhos, como Mali e Burkina Faso.

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Carvalho ressaltou também o boom no setor de construção civil em Nouakchott. Segundo ele, há muitas obras ocorrendo na capital, o que abre espaço para as empresas brasileiras dessa indústria exportarem. “Há dinheiro circulando lá”, afirmou.

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É possível viajar do Brasil à Mauritânia em voos ofertados pela marroquina Royal Air Maroc, com conexão em Casablanca, pela turca Turkish, com parada em Istambul, ou pela Air France, via Paris. Os turistas europeus chegam ao país africano por meio de voos fretados: “O exotismo do deserto chama muito a atenção dos turistas”, contou o embaixador, que destacou também a existência de duas culturas no país: a árabe, mais ao norte, e a da África negra, ao sul. “É o que chamo um país de transição”, explicou.

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Carvalho está no país há cerca de um ano e meio, mas a embaixada brasileira em Nouakchott foi aberta em 2010, mesmo ano em que a Mauritânia abriu sua embaixada em Brasília. Segundo o Itamaraty, as relações diplomáticas entre os dois países foram estabelecidas em 1961, um ano após o Brasil reconhecer a independência da nação africana.

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Em abril, a Câmara Árabe fará a sua primeira missão empresarial para a Mauritânia. Dos dias 23 a 25 serão realizados seminários, visitas técnicas e rodadas de negócios com empresários do país africano. Antes, a missão passará por Jordânia, Egito e Tunísia.

“Nossa expectativa é abrir mercado para o empresário brasileiro nesses setores que identificamos com potencial”, contou o embaixador. Segundo ele, já há produtos brasileiros de empresas como JBS e Tramontina no país, mas sua vontade é ampliar essa oferta.1-DSC_1041.jpg

As inscrições para a Missão ao Norte da África podem ser feitas pelo link http://bit.ly/2F7IsOU. Após o preenchimento do cadastro, o departamento de Inteligência de Mercado da Câmara Árabe entrará em contato com os interessados.

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Produtividade agrícola no Senegal aumenta áreas cultivadas em quase 400%

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No Senegal, as regiões cobertas pelo Programa de Aquisição de Alimentos para a África — PAA África — tiveram seus índices de produtividade agrícola triplicados após a implementação da iniciativa. Taxas médias de produção passaram de 0,8 tonelada por hectare para 2,57 toneladas.

O projeto também aumentou as áreas cultivadas — de 51 hectares para 245 — e fez duplicar a produção de arroz. Avanços foram divulgados e debatidos ao final de junho, durante seminário sobre a continuidade da estratégia.

o Senegal, as regiões cobertas pelo Programa de Aquisição de Alimentos para a África — PAA África — tiveram seus índices de produtividade agrícola triplicados após a implementação da iniciativa. Taxas médias de produção passaram de 0,8 tonelada por hectare para 2,57 toneladas. O projeto também aumentou as áreas cultivadas – de 51 hectares para 245 — e fez duplicar a produção de arroz. Avanços foram divulgados e debatidos ao final de junho, durante seminário sobre a continuidade da estratégia.

O PAA África conecta a oferta de alimentos vindos da agricultura familiar aos sistemas de compras públicas, como os que abastecem escolas que fornecem refeições aos seus alunos. O programa foi lançado em 2012 por meio de uma parceria entre o governo do Brasil, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).map senegal

O objetivo do projeto é combater a fome e estimular a geração de renda no meio rural. Atualmente, a iniciativa está presente em cinco países — Etiópia, Gâmbia, Níger, Moçambique e Senegal.

Em território senegalês, o PAA África foi implementado em duas fases: a primeira foi um programa-piloto que se estendeu de 2012 a 2013, enquanto a segunda marcou um momento de consolidação, de 2013 a 2016. A estratégia cobriu a região de Kégoudou e contribuiu para triplicar a renda anual de agricultores de arroz, além de aumentar a oferta do produto em 181 escolas.

O seminário realizado nos dias 29 e 30 de junho analisou as conquistas obtidas até o final do ano passado para assegurar o envolvimento das principais partes interessadas na formulação de uma nova fase do programa. O chamado PAA-extensão buscará melhorar o acesso de agricultores familiares a mercados institucionais. Outra meta é reduzir a pobreza no campo e continuar aumentando a produtividade agrícola.

O encontro de especialistas e gestores funcionou como uma consulta nacional — a última de uma série de consultas organizadas em cada um dos países onde o PAA África opera. Representantes do governo, do setor privado, de parceiros técnicos e financeiros e de associações de produtores discutiram o marco legal, o financiamento e a coordenação do programa.

Avaliações resultaram em uma série de recomendações para a fase de extensão. Indicações incluem medidas sobre assistência técnica e extensão rural, foco na diminuição das taxas de evasão escolar, soluções para o armazenamento de alimentos, aprimoramento da comunicação com os beneficiários e aumento da participação comunitária na alimentação escolar.

https://nacoesunidas.org/no-senegal-programa-da-onu-triplica-produtividade-agricola-e-aumenta-areas-cultivadas-quase-400/

Programa Alimentar Mundial alerta sobre desnutrição infantil em Moçambique

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Um estudo do Programa Alimentar Mundial indica que 26% dos casos de mortalidade infantil em Moçambique estão associados à desnutrição.
 
 
 
as taxas de desnutrição são persistentemente altas entre as crianças, devido aos elevados índices de doenças infecciosas, principalmente malária, e ao mau acesso aos serviços de saúde, água e saneamento
António Silva
 
Um estudo do Programa Alimentar Mundial (PAM), a ser lançado na quarta-feira, indica que 26% dos casos de mortalidade infantil em Moçambique estão associados à desnutrição, assinalando que o problema custa ao país 1,6 mil milhões de dólares.
 
O estudo, intitulado “Custo da fome em África”, refere ainda que 42,7% das crianças em Moçambique têm baixo crescimento e apenas 45,2% das que registam índices de desnutrição recebem cuidados de saúde adequados.
 
A maioria dos problemas de saúde associados à desnutrição ocorre antes que a criança atinja três anos de idade”, lê-se no estudo, cujo sumário foi distribuído à imprensa.
A mortalidade infantil associada à desnutrição reduziu a força de trabalho de Moçambique em 10% e 60,2% da população adulta já sofreu de problemas de crescimento, quando era criança, diz.
 
Os custos anuais associados à desnutrição infantil, prossegue o documento, são estimados em 1,6 mil milhões (1,4 mil milhões de euros), o que equivale a 10,96% do Produto Interno Bruto.
 
As crianças afetadas por problemas de crescimento são mais propensas a abandonar a escola. Estima-se que apenas 12% dos adultos afetados em Moçambique completaram a escola primária, em comparação com 84% de pessoas com crescimento normal”, destaca o estudo.
A avaliação refere que um quarto da população do país é desnutrida, apesar de, em 2015, Moçambique ter atingido o Objetivo de Desenvolvimento do Milénio de reduzir para metade o número de pessoas com fome.
 
Por outro lado, cerca de um quarto da população sofre de insegurança alimentar crónica, o que significa que não sabe se terá uma refeição.
 
Apesar dos ganhos que foram feitos, permanecem desafios significativos para a segurança alimentar e nutricional”, realça o texto.
De acordo com o PAM, as taxas de desnutrição são persistentemente altas entre as crianças, devido aos elevados índices de doenças infecciosas, principalmente malária, e ao mau acesso aos serviços de saúde, água e saneamento.
 

O impacto das parcerias Sul-Sul no desenvolvimento de estratégias para combater a fome

pmaO Programa Mundial de Alimentos (PMA) e o Centro de Excelência contra a Fome participaram na semana passada (31 de outubro a 3 de novembro) em Dubai, Emirados Árabes Unidos, da Expo Global de Cooperação Sul-Sul das Nações Unidas, evento anual que destaca inovações dos países do Sul no combate à pobreza.

Os órgãos da ONU participaram do evento com o objetivo de compartilhar e ampliar soluções Sul-Sul inovadoras que podem contribuir para a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

As agências das Nações Unidas com sede em Roma – PMA, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) – realizaram o evento paralelo “Redes do Sul e intercâmbio de conhecimentos – meios indispensáveis para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, para discutir contribuições da Cooperação Sul-Sul para progredir em direção ao ODS número – fome zero.

Peter Rodrigues, diretor adjunto do Centro de Excelência, participou do evento para apresentar a experiência do Centro como facilitador de Cooperação Sul-Sul.

Desde sua criação em 2011, o Centro, que é fruto de uma parceria entre o PMA e o governo brasileiro, tem oferecido oportunidades de diálogo e aprendizagem para cerca de 40 países comprometidos com o desenho de soluções inovadoras para superar a fome.

“Nossa meta para a Cooperação Sul-Sul é não deixar ninguém para trás e ajudar os países a compartilhar seus sucessos e aprender uns com os outros nas áreas de alimentação escolar, proteção social e mudança climática, para melhorar a segurança alimentar”, disse.

Expo Global de Cooperação Sul-Sul

Na abertura da conferência, a rainha jordaniana, Noor Al Hussein, disse que os países em desenvolvimento e as economias emergentes tornaram-se atores-chave não apenas no comércio e investimentos, mas também no desenvolvimento global e regional.

“Coletivamente, eles possuem práticas de desenvolvimento ricas, inovadoras e diversificadas e estão ativamente apoiando uns aos outros para encontrar soluções políticas práticas e relevantes”, declarou.

O evento foi realizado em Dubai pelo governo dos Emirados Árabes Unidos, por meio da Zayed International Foundation for the Environment. Desde sua criação, em 2008, a Expo tem detalhado boas práticas de centenas de países, agências da ONU, setor privado e organizações da sociedade civil. As exposições passadas ocorreram em Nova York, Washington, Viena, Genebra, Roma e Nairóbi.

Mais de 70 exibições foram feitas durante o evento. Representantes de Brasil, Índia e África do Sul lançaram durante a conferência o relatório 2016 do IBSA Fund (Fundo do Fórum de Diálogo Índia, Brasil e África do Sul), destacando as conquistas do fundo de 31 milhões de dólares.

“Os muitos resultados do IBSA Fund em vários países em desenvolvimento são um testemunho sobre o impacto das parcerias Sul-Sul”, disse Jorge Chediek, diretor do Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul.

“Estamos muito felizes por oferecer a plataforma desta expo global para realçar os objetivos e conquistas dessa e de outras importantes iniciativas com apoiam a Cooperação Sul-Sul”.

https://nacoesunidas.org/nacoes-unidas-participam-de-evento-em-dubai-sobre-cooperacao-sul-sul/

Togo e Senegal em parceria com o Brasil em programas de Alimentação Escolar

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O Centro de Excelência contra a Fome avaliou por duas semanas as ações para fortalecer políticas de alimentação escolar no Togo e no Senegal, além de manter encontros com representantes dos governos locais e do Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas. O Centro é uma parceria do PMA com o governo brasileiro para troca de experiências e promoção da cooperação sul-sul.

Escola de Goiânia (GO) recebe alimentos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Foto: Sergio Amaral/MDS

O Centro de Excelência contra a Fome avaliou por duas semanas as ações para fortalecer políticas de alimentação escolar no Togo e no Senegal, além de manter encontros com representantes dos governos locais e do Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas. O Centro é uma parceria do PMA com o governo brasileiro para troca de experiências e promoção da cooperação sul-sul.togo1

No Togo, o objetivo da missão – chefiada pelo consultor João Cavalcante – foi discutir a aprovação da Política Nacional de Alimentação Escolar e a realização de um fórum nacional sobre o tema. Já no Senagal, foram avaliados os custos dos programas de alimentação escolar. As visitas aconteceram no fim de outubro.

A Política Nacional de Alimentação Escolar do Togo foi formulada com apoio do Centro de Excelência contra a Fome e do escritório local do PMA. A política é essencial para implementar um programa nacional de alimentação escolar baseada na compra local e será discutida no 1º Fórum de Alimentação Escolar do Togo, que ocorrerá de 22 a 24 de novembro, com apoio do Centro e do PMA. O fórum contará com a participação de delegações do Brasil, Níger, Benim, Costa do Marfim, Senegal e Burundi, que compartilharão suas experiências com autoridades locais.

Caso seja aprovada, a política guiará uma ação multi-setorial envolvendo três ministérios: Agricultura, Educação e Desenvolvimento de Base. O objetivo é melhorar o desempenho dos alunos e os indicadores de saúde, além de promover o desenvolvimento local por meio do fortalecimento da agricultura. O Centro de Excelência e o escritório de país do PMA apoiaram o Togo em uma visita de estudos ao Brasil em 2014, viabilizaram a participação do governo no Fórum Global de Nutrição Infantil em 2015 e 2016 e disponibilizaram consultores para apoiar a formulação da política nacional.

senegalNo Senegal, o Centro apoia o governo num estudo sobre os custos dos diferentes programas de alimentação escolar implementados no país. A partir daí, serão propostos modelos, como um programa baseado na compra de alimentos produzidos localmente. A alimentação escolar foi incluída na Estratégia Nacional de Proteção Social do Senegal, com um orçamento previsto de 30 milhões de dólares. Em abril do próximo ano, o país realizará um fórum para discutir os resultados do estudo e planejar as etapas para a consolidação do programa.

Missão brasileira avalia ações para fortalecer alimentação escolar na África