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O Bureau Político do MPLA encoraja Executivo angolano encorajado a diversificar a economia

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O Bureau Político do MPLA encoraja o Executivo a implementar, com rigor, as medidas para a diversificação da economia e o aumento significativo da produção nacional, além do estímulo aos sectores que geram mais empregos.

 

Numa declaração sobre o Dia Internacional do Trabalhador, que hoje se assinala, o MPLA defende a diversificação das fontes de receitas, para que Angola possa ver reduzido o peso do petróleo no seu Produto Interno Bruto, ao mesmo tempo que solicita mais recursos para a agricultura familiar, especialmente para a mulher rural, cooperativas e associações de ex-combatentes e deficientes de guerra.
No documento, o MPLA afirma que no prosseguimento da implementação das políticas de combate à fome e à pobreza, continua a estimular o acesso ao crédito para as micro, pequenas e médias empresas.

O MPLA defende igualmente a inclusão social, através do trabalho, como meta que a nação angolana deve alcançar, sendo um fator essencial para o reforço da coesão nacional, a consolidação da paz e para o crescimento harmonioso do país.

 

Depois de reconhecer que o país comemora o Dia Internacional do Trabalhador num momento particularmente difícil, do ponto de vista econômico e social, devido à queda do preço do petróleo no mercado internacional, cujos constrangimentos se refletem na vida dos trabalhadores angolanos, o MPLA encoraja o Executivo a dar respostas claras às necessidades das populações, designadamente, aumentando o investimento público e estimulando o investimento privado.

 

“Neste 1º de Maio, o Bureau Político do MPLA, em nome dos militantes, simpatizantes e amigos do Partido, dirige uma palavra de estima aos trabalhadores angolanos e estrangeiros, que legalmente trabalham em Angola, desejando as maiores venturas”, lê-se no documento, no qual pede continuidade às acções de estímulo ao aumento do número de centros de formação técnica e profissional e a adopção de medidas mais eficazes para garantir o primeiro emprego aos jovens.
Para hoje está marcado o desfile central do 1.º de Maio – Dia Internacional do Trabalhador, a decorrer em Luanda. Sob o lema “Mais Ação Sindical”, o desfile começa na Alameda Manuel Van-Dúnem, por volta das 9h00, e culmina na Praça da Independência.

O responsável da UNTA-CS, Manuel Viage adiantou que durante a marcha os trabalhadores vão defender a necessidade urgente do ajustamento dos salários dos trabalhadores, tendo em conta a perda do poder de compra desde 2014.  “Os trabalhadores angolanos já perderam perto de 75 por cento do poder de compra no que se refere à cesta básica”, disse.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/executivo_encorajado_a_diversificar_a_economia

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Cabo Verde tem novo Governo: Primeiro Ministro promete determinação e firmeza para ultrapassar desafios

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O novo primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, garantiu esta sexta-feira à noite, durante a cerimónia de posse do seu Governo, que vai com determinação e firmeza trabalhar para dar solução aos desafios que a economia global impõe ao país. Foi em tom optimista que Correia e Silva referiu haver no país “uma gama de oportunidades que deverão se exploradas”. O chefe do Governo reafirmou os “compromissos” que apresentou na sua Plataforma Eleitoral, principalmente a criação de 45 mil empregos nos cinco anos da sua legislatura. Já o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que conferiu posse a Correia e Silva, disse que dificilmente haverá período de graça e pediu ao novo Governo que comece a trabalhar para o país.

Cabo Verde tem novo Governo: PM promete determinação e firmeza para ultrapassar desafios

No seu discurso de posse, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse que está ciente da “difícil situação” econômica e financeira do país, agravada pelo contexto externo “particularmente difícil, complexo, incerto e exigente”.

Mas garantiu determinação e firmeza para ultrapassar os desafios da economia global. E é nesta linha que Correia e Silva voltou a reiterar a sua promessa de criar 45 mil empregos, nos próximos cinco anos, para fazer face ao desemprego, um dos seus maiores desafios da sua legislatura. Ulisses Correia e Silva assegurou que não irá elaborar nem tão-pouco financiar programas para gerir a pobreza, porque, vai, sim, acabar com ela, prometeu.

O novel Primeiro Ministro fez uma revisão dos seus “compromissos” em áreas como ambiente de negócio, segurança jurídica, fiscalidade, instrumentos de financiamento, melhor sistema de transportes, energia, qualificação dos recursos humanos, flexibilidade do mercado laboral, acordos estratégicos em sede de concertação social, cooperação, combate à insegurança, regionalização, saúde, segurança alimentar, proteção social, habitação, ambiente político, entre outros.

Estes são desideratos que Silva quer atingir para o bem de Cabo Verde, porque segundo reafirmou, o seu executivo vai governar para todos os cabo-verdianos. O líder do MpD em tom optimista realçou que acredita em Cabo Verde. Também agradeceu ao Governo cessante pelos “relevantes serviços” prestados ao país. Palavras corroboradas pelo presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que conferiu posse ao novo Governo.

Aliás, esta é uma das obrigações constitucionais que assume “com inegável prazer”, referiu Jorge Carlos Fonseca, destacando que “o Governo Constitucional e o Parlamento foram eleitos sob o signo do civismo, da tolerância e do respeito pelas diferenças”.

O Mais Alto Magistrado da Nação destacou que “as expectativas dos cabo-verdianos para com este Executivo são enormes e as pressões vão ser muitas”. Pelo que, no seu entender, muito dificilmente o Governo de Ulisses Correia e Silva poderá gozar do dito período de graça, porque terá de entrar logo a trabalhar para o bem do país. No entanto, aproveitou para lembrar aos cidadãos que é legitimo exigirem a materialização da Plataforma Eleitoral de Correia e Silva, mas sublinhou que “não se fará tudo ao mesmo tempo”.

Sanny Fonseca

http://www.asemana.publ.cv/spip.php?article117972&ak=1