Reforma Agrária na Africa do Sul será acelerada afirma presidente

raO presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, prometeu acelerar a controversa reforma agrária proposta pelo Congresso Nacional Africano (ANC) no começo deste ano e que acirrou a questão racial na nação africana.

“Estamos fazendo história e comemorando o retorno de sua terra hoje. Estamos corrigindo a injustiça histórica e devolvendo a terra a seus legítimos proprietários”, disse o presidente na entrega de 4.856 hectares de terra para a comunidade de KwaMkhwanazi, em Empangeni, no nordeste de KwaZulu-Natal.

Ramaphosa admitiu que seu governo tem sido muito lento no processo de restituição e redistribuição de terras agrícolas, enfatizando que a terra é um pilar fundamental para a emancipação econômica e a liberdade.

“Estamos iniciando um programa de distribuição massiva de terras em nosso país. Nós estaremos retornando a terra de maneira massiva. Essa terra de Mkhwanazi é a primeira”, afirmou o presidente. “Hoje estamos fazendo história, celebrando o retorno da terra ao nosso povo nessa área”.

África (imagem referencial)

A comunidade KwaMkhwanazi havia sido despejada das terras que possuía anteriormente em várias etapas: a primeira, logo após a Primeira Guerra Mundial, e depois na década de 1940, quando as operações comerciais de cana e madeira foram ampliadas.

A reforma agrária tornou-se uma questão quente tanto a nível nacional como internacional, uma vez que o governo sul-africano anunciou planos para alterar a Constituição, permitindo a expropriação de terras sem compensação. A nova lei permitiria que a terra fosse tirada dos fazendeiros brancos e redistribuída para a maioria negra sem-terra.

A política é supostamente destinada a eliminar uma desigualdade significativa na propriedade da terra na África do Sul. A reforma evocou um intenso debate internacional, juntamente com vários relatos da mídia de suposta violência contra agricultores brancos, incluindo assassinatos.

O passo também levantou profundas preocupações sobre o declínio na produção de alimentos e investimentos internacionais na economia. No entanto, o governo diz que a reforma agrária é absolutamente legal e não ameaçará a estabilidade da África do Sul.

 

Fonte:https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2018101512444558-reforma-agraria-africa-sul/

FMI acredita na retomada vigorosa da economia angolana

Fotografia: Santos Pedro

O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Angola, Ricardo Velloso, acredita na “retoma vigorosa” da economia nacional nos próximos anos, em função das bases que continuam a ser lançadas para a sua reestruturação.

 

Ricardo Velloso, que fez este pronunciamento à imprensa no termo de um encontro com a Comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional, no âmbito das relações de cooperação com a instituição, disse ser muito cedo para fazer uma avaliação do estado da economia angolana, mas sublinhou que o FMI continua a considerar que, apesar da ligeira subida do preço do barril de petróleo, este ano vai ser difícil, no capítulo do crescimento económico e da inflação.
Apesar disso, aconselhou o contínuo trabalho de reestruturação da economia. Ricardo Velloso destacou o esforço feito pelo Executivo no ano passado para adequar o nível de gastos ao nível mais baixo das receitas petrolíferas e defendeu que o Estado deve continuar com o mesmo esforço, mantendo a prudência fiscal.

“É fundamental manter isso, principalmente em períodos eleitorais, como deve acontecer no próximo ano, para que não se perca o grande esforço que já foi feito”, disse.Naquele que foi o sétimo encontro com a Comissão de Economia e Finanças, a missão do FMI discutiu aspectos ligados à economia nacional e um conjunto de leis que impulsionam ainda mais a diversificação da economia.
“Falamos sobre o futuro do país e da possibilidade de, dentro da reforma tributária, se implantar o Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA) num futuro próximo”, explicou, defendendo a manutenção da estabilidade na arrecadação de receitas. “Foi muito importante para vários países, mas é um processo que leva dois ou três anos”, sublinhou.
A missão do FMI em Angola, que termina hoje o seu trabalho, veio discutir com as autoridades angolanas uma agenda para os próximos três anos de reforma, com menos preocupação para a actividade a curto prazo. Ricardo Velloso sustentou que a missão não visou a revisão das projecções e números da economia angolana. A missão do FMI baseou-se na recolha de dados para a formulação de políticas para o futuro da economia do país. A missão é a primeira de algumas que vão ser realizadas no âmbito das conversações em relação ao programa financeiro para Angola.

Plano de assistência técnica

Ricardo Velloso falou também da assistência técnica a Angola e garantiu que as conversações decorrem. “O FMI está disposto a apoiar Angola, sempre. É um país importante para o mundo e para a região e essa ajuda pode vir das nossas consultas anuais de aconselhamento, no nosso programa de assistência técnica e num programa financeiro, se houver interesse”, disse, acrescentando que o Governo fez um pedido formal, mas num contexto em que o preço do petróleo estava mais baixo.
O vice-presidente da Comissão para Economia e Finanças do Parlamento, Diógenes de Oliveira, disse que o pedido formal de assistência financeira está ainda numa fase primária e sugere que se deixe o Executivo trabalhar na sua relação directa com o FMI. “Do lado da Assembleia, a riqueza desses encontros é de permitirem que as comissões especializadas possam ter informações actualizadas sobre as acções do FMI na nossa economia”,  disse Diógenes de Oliveira.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/fmi_acredita_na_retoma_vigorosa_da_economia