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Angolanos e russos cooperam no lançamento de satélite

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Fotografia: João Gomesi | Edições Novembro

O satélite angolano AngoSat pode entrar em órbita ainda este ano, anunciou ontem, em Luanda, o ministro da Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha.

 

O projecto AngoSat está em bom andamento e o estado de avaliação do trabalho já feito está acima dos 80 por cento, de acordo com o ministro, que falava no final do encontro com o vice-primeiro-ministro da Federação Russa, Yury Trutnev.
José Carvalho da Rocha disse que o encontro serviu para rever o nível de cooperação, particularmente os projectos que o sector tem estado a desenvolver com a Rússia, uma vez que há datas que foram acordadas e que precisam ser cumpridas.
“Angola está a aproximar-se também de empresas que já tem maturação em relação às questões ligadas à exploração do espaço, para criar condições internas de trabalho.” O projecto AngoSat, segundo o ministro, vai permitir que Angola trabalhe no sector da ciência, e por isso precisa de estabelecer acordos com empresas especializadas no ramo. No encontro com Yury Trutnev foi discutida  a questão da formação de quadros.
“Os dois países têm estado a desenvolver projectos do AngoSat e Angola gostava de continuar a trabalhar com o mesmo ritmo. Angola está disponível para trabalhar nos diferentes sectores e estabelecer programas para a formação de quadros particularmente neste sector”, acrescentou José Carvalho da Rocha.
Com o Ministério da Geologia e Minas, os russos pretendem elevar o nível de cooperação e passar em revista a assistência bilateral no domínio de geologia e minas, uma vez que existem instrumentos jurídicos assinados em 2009. O desejo foi manifestado durante um encontro conjunto.
À saída do encontro, o secretário do Estado da Geologia e Minas, Miguel Bondo Júnior, indicou que as partes pretendem desenvolver projectos concretos de médio prazo, que já estão a ser tratados, como os programas do fórum de geologia e de minas, acções desenvolvidas com a Endiama e a Ferrangol, programas  para determinação das áreas de riscos, fiscalização de trabalhos no âmbito do Plano Nacional de Geologia e Minas e outros. Miguel Bondo Júnior disse que a visita do vice-primeiro-ministro da  Rússia vai permitir que os passos sejam acelerados e que a cooperação evolua para outros patamares.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/satelite_angolano_em_fase_de_testes

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Missão portuguesa com várias origens

30 de Julho, 2016

Fotografia: AFP

A missão de 92 atletas portugueses aos Jogos Olímpicos Rio’2016 engloba competidores nascidos em 17 países, alguns oriundos da diáspora, outros a assumir a nacionalidade da nação que abraçaram  as suas famílias.

Ao todo são 18 (cerca de um quinto) os nascidos em países tão distintos como o Brasil e Estados Unidos, nas Américas, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Congo e Costa do Marfim, em África, na asiática China ou nos europeus Rússia, Bulgária, França, Alemanha, Moldávia, Ucrânia, Inglaterra ou Suíça.
Recorde-se que o campeão olímpico Nélson Évora – só Rosa Mota, Fernanda Ribeiro e Carlos Lopes têm também o ouro olímpico – nasceu na Costa do Marfim.
As mesa-tenistas Fu Yu e Shao Jiene, nascidas na China, o judoca Sergiu Oleinic, oriundo da Moldávia, as nadadoras Tamila Holub e Victoria Kaminskaya, respectivamente da Ucrânia e Rússia, a velocista Lorene Bazolo, que chegou do Congo, e o lançador de peso Tsanko Arnaudov, de origem búlgara, são os nomes menos “portugueses” da comitiva para os  Jogos Olímpicos Rio’2018.
Diferentes motivos levaram esses atletas a representar Portugal, como por exemplo Lorene Bazolo que fugiu do Congo, que representou em Londres’2012, para encontrar amparo no país europeu, cujo recorde dos 100 metros, que era de Lucrécia Jardim desde 1997, já bateu.
Tsanko Arnaudov está em Portugal desde os 12 anos, Fu Yu chegou ao país em 2001 e naturalizou-se em 2013, enquanto Shao Jieni chegou a Gondomar há seis anos (tinha 16) e Tamila Holub foi para Portugal com a família com três anos.
A cavaleira Luciana Diniz, por exemplo, tem nome mais português, mas nasceu no Brasil, país que representou em Atenas’2004, sendo que já vestiu as cores lusitanas em Londres’2012.
O grosso do grupo no Rio’2016 está distribuído por todo o país, destacando-se, ainda assim, Lisboa com 11 atletas, Porto e Guimarães com quatro, Coimbra, Cascais e Portimão com três. A Madeira conta com três representantes e os Açores um.

http://jornaldeangola.sapo.ao/desporto/missao_portuguesa_com_varias_origens

Banco Mundial reduz previsões do crescimento económico de Angola e Moçambique


Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial

Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial

Guiné-Bissau e Cabo Verde melhoram.

O Banco Mundial (BM)prevê que todos os países africanos de língua portuguesa vão ver as suas economias crescer este ano, mas reviu para baixo as anteriores projeções feitas para Angola e Moçambique.

Angola vai crescer apenas 0,9 por cento em 2016, contra os 2,4 por cento previstos em Janeiro, enquanto Moçambique verá o seu Produto Interno Bruto (PIB) subir 5,8 por cento contra os 6,5 por cento anunciados em Janeiro.

Para 2017, Angola deverá crescer 3,1 por cento, ao mesmo tempo que Moçambique chegará aos 7,7 por cento.

O relatório Perspectivas Económicas Globais, divulgado pelo BM na noite de terça-feira, 7, em Washington, projecta o crescimento da economia da Guiné-Bissau em 2016 para 5,7 por cento e de 6 por cento no próximo ano.

Por sua vez, a economia cabo-verdiana deverá crescer apenas em 1,5 neste ano e 1,7 por cento em 2017.

São Tomé e Príncipe não é referido no relatório.

Brasil em recessão

Uma das previsões mais negativas do BM aponta, no entanto, para o Brasil, que terá um resultado negativo de menos quatro por cento neste ano, melhorando para menos 0,2 em 2017.

A revisão em baixa das previsões de crescimento económico surge enquadrada nas alterações que o BM fez às estimativas para o resto do mundo, argumentando que o fraco crescimento das economias desenvolvidas, os baixos preços das matérias-primas e os menores fluxos de capital vão abrandar a expansão económica mundial, de 2,9 por cento previstos em Janeiro, para 2,4 por cento.

“Esse crescimento lento ressalta porque é criticamente importante que os países adoptem políticas que impulsionem o crescimento económico e melhorem as condições das pessoas que vivem em extrema pobreza”, afirmou Jim Yong Kim, presidente do Grupo Banco Mundial, para quem “o crescimento económico continua a ser o impulsionador mais importante da redução da pobreza”.

Crescimento global de 2,5 por cento

O relatório do BM prevê que o crescimento na África Subsaariana sofra retracção novamente em 2016 para 2,5 por cento, em comparação com os três por cento estimados para 2015, uma vez que os preços dos produtos básicos deverão permanecer baixos, a actividade global deverá ser fraca e as condições financeiras, restritas.

“Não se prevê que os exportadores de petróleo experimentem aumento significativo no consumo, embora uma inflação mais baixa nos países importadores de petróleo possa apoiar a despesa dos consumidores”, diz o documento que avisa que “a inflação dos preços de alimentos em consequência da seca, o alto desemprego e o efeito da desvalorização da moeda poderão anular parte desta vantagem”.

O relatório Perspectivas Económicas Globais estima ainda que o aumento do investimento diminuirá em muitos países “à medida que os governos e investidores reduzam ou retardem as despesas de capital em um contexto de consolidação fiscal”.

Entre as principais economias de mercado emergentes, prevê-se que a China cresça a uma taxa de 6,7 por cento em 2016, em comparação com 6,9 por cento no ano passado.

“A robusta expansão económica da Índia deverá manter-se inalterada em 7,6 por cento, enquanto o Brasil e a Rússia deverão permanecer em recessões mais profundas do que as previsões de Janeiro”, dizem os especialistas, adiantando que a África do Sul deverá crescer a uma taxa de 0,6 por cento em 2016, ou seja, 0,8 de um ponto percentual mais lentamente do que em Janeiro.

Riscos

Nos Estados Unidos, um declínio acentuado no investimento do sector de energia e exportações mais fracas levaram à redução na previsão de crescimento em 0,8 ponto percentual, para 1,9 por cento, enquanto a zona euro registou uma ligeira queda para 1,6 por cento, apesar do apoio da política monetária e preços mais baixos das matérias primas.

O BM diz ainda que num ambiente de crescimento anêmico, a economia global enfrenta riscos pronunciados, inclusive uma maior desaceleração nos principais mercados emergentes, mudanças acentuadas no sentimento do mercado financeiro, estagnação em economias avançadas, período mais longo do que o previsto de baixos preços de produtos básicos, riscos geopolíticos em diferentes partes do mundo e preocupações sobre a eficácia da política monetária em promover um crescimento mais forte.

http://www.voaportugues.com/a/banco-mundial-crescimento-angola-mocambique-2016/3367288.html

Aside

Banco russo empresta USD 135 milhões a Angola

 

Banco russo empresta USD 135 milhões a Angola

Pela segunda vez o grupo bancário russo VTB vai conceder um crédito de vulto a Angola. Em 2014 concedeu um crédito de USD 1,5 mil milhões.

O grupo bancário de origem russa VTB vai emprestar ao Estado angolano cerca de 118 milhões de euros, segundo os termos de um acordo autorizado por despacho presidencial de 13 de Abril. O acordo de financiamento aprovado pelo Presidente, José Eduardo dos Santos, envolve a sucursal da Áustria do banco estatal VTB, segundo a agência lusa, não sendo esta a primeira operação do género entre o grupo russo e Angola.

O Governo angolano aprovou em Agosto de 2014 um financiamento de USD 1.500 milhões junto do VTB Capital PLC, do mesmo grupo bancário russo, igualmente para financiar o Orçamento Geral do Estado. Angola, face à crise financeira, económica e cambial que enfrenta desde 2014, decorrente da quebra das receitas da exportação de petróleo, vem recorrendo à emissão de dívida para garantir o funcionamento do Estado e a concretização de vários projectos públicos.

O FMI anunciou a 06 de Abril que Angola solicitou um programa de assistência para os próximos três anos, cujos termos foram debatidos nas Reuniões de Primavera, em Washington, prosseguindo durante uma visita ao país, em Maio. O ministro das Finanças, Armando Manuel, esclareceu que este pedido será para um Programa de Financiamento Ampliado para apoiar a diversificação económica a médio prazo, pondo a ênfase na assistência técnica.

Foi notícia a 02 de Março deste ano que Angola vai gastar mais de USD 6,2 mil milhões entre 2016 e 2017 com o serviço da dívida pública contraída externamente, mas com o petróleo novamente a descer, depois de se ter acercado dos USD 45 por barril, em resultado do fracasso do encontro de produtores em Doha, no Qatar, no passado Domingo, pode obrigar à reestruturação da carteira.

A informação consta de um documento de suporte à estratégia do Governo angolano para ultrapassar a crise financeira provocada pela quebra nas receitas do petróleo, citado também pela Lusa e que indica que o ‘stock’ de dívida pública atingiu em 2015 os USD 42,9 mil milhões, correspondendo a 48,7% do Produto Interno Bruto (PIB). O endividamento do Estado angolano tem sido utilizado para colmatar a forte quebra nas receitas com a exportação de petróleo e só em 2015 o serviço da dívida pública angolana ascendeu a USD 18 mil milhões.

Banco russo empresta USD 135 milhões a Angola

Aside

Capital russo na agricultura

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A Rússia apoia   a implantação de projetos agropecuários da Huíla ligados à  produção de cereais em grande escala e o fomento da criação de gado, anunciou terça-feira, no Lubango, o embaixador daquele país em Angola.

Dimitri Lobachi, que esteve durante algumas horas no Lubango, disse à saída de um encontro com o governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, que as empresas russas têm disponíveis capitais para o investimento na produção de cereais e o fomento da criação de gado.
O diplomata considerou uma mais-valia investir naquela província, onde as  potencialidades nestes dois domínios se assemelham às russas. Anunciou que projectos do género são também executados em Luanda e Huambo.
O embaixador russo disse que nos últimos três anos, a Rússia investiu em Angola 50 milhões de dólares (oito mil milhões de kwanzas) no sector do comércio, mas  os resultados dessas operações não são muito animadores.
A II Feira do Empreendedor da Huíla começou ontem, no Lubango, com a participação de 25 jovens que expõem produtos alimentares e industriais. A feira é promovida pelo Centro Local de Empreendedorismo e Serviços de Emprego (CLESE).

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/capital_russo_na_agricultura