A companhia de Transportes Aéreos de Angola (TAAG) fechou o ano com prejuízo

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A TAAG revelou que prevê para este ano um prejuízo líquido de 14 milhões de dólares (2,3 mil milhões de kwanzas), já incluindo uma absorção de 51 milhões de dólares (8,5 mil milhões de kwanzas) de custos não contabilizados referentes ao período de 2012 a 2015.
 
Nesse último ano, o resultado cifrou-se num prejuízo de 175 milhões (cerca de 30 mil milhões de kwanzas), numa conjuntura dominada pelo abrandamento da economia nacional e uma desvalorização do kwanza em 30 por cento.
 
Em 2016, as vendas em dólares ficaram abaixo do ano anterior, devido às condições de mercado, mas as vendas em moeda nacional cresceram 16 por cento, de 55 mil milhões no ano passado, para 64 mil milhões de kwanzas.
 
O documento afirma que a recepção, este ano, de dois Boeing 777-300ER permitiu à TAAG expandir a rede de destinos e iniciar a transformação de Luanda numa plataforma de tráfego aéreo na África Subsaariana.
A filosofia dos horários “foi radicalmente alterada” para assegurar que os voos regionais em África, América do Sul e Cuba produzam um volume significativo de passageiros em trânsito e carga via Luanda, impulsionando a receita quando o mercado local está deprimido.
Com o benefício destes passageiros em trânsito, foi possível à TAAG abrir também a nova rota para Maputo (Moçambique) e aumentar frequências para Portugal para dois voos diários, para a África do Sul dez por semana e para o Brasil quatro por semana.
 
 
A companhia lembra que o website “TAAG.com” foi melhorado para simplificar o processo de reservas dos clientes, o que obteve um sucesso instantâneo com vendas superiores a 20 milhões de dólares (3,3 mil milhões de kwanzas) este ano, superiores às de dois milhões (333 milhões) de 2015.
 
A nota de imprensa realça que tempo e esforços são investidos pela companhia para melhorar a experiência do cliente em terra e no ar, mas com escassez de divisas tem que procurar soluções criativas no mercado local e aguardar por melhores tempos para assumir mudanças mais dispendiosas.
 
Em alguns departamentos da empresa foram definidos programas de formação no trabalho para o desenvolvimento da capacidade de intervenção dos colaboradores, enquanto, noutros departamentos, ainda há muito por fazer.
 
A TAAG anuncia que, em 2017, vai continuar a apostar na formação dos quadros e colaboradores nacionais de forma a conferir-lhes competências e capacidades para assumir posições de maior responsabilidade na companhia. No que toca à formação, a parceria entre a TAAG e a Lunnar é progressivamente ­potenciada e reforçada. Em meados deste ano deu início a um projecto de conversão de um dos Boeing 737-200 da TAAG já fora de serviço, num dispositivo de treino de procedimentos de Emergência e Segurança, evitando assim a necessidade de enviar pilotos e assistentes de bordo para o Brasil, para realização do seu treino recorrente obrigatório.
Este dispositivo de treino já se encontra totalmente operacional e conjuntamente com outras infra-estruturas desenvolvidas localmente permite a realização destes cursos em Luanda, poupando a ambos tempo e dinheiro.
 
 
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Governo angolano capitalizará empresas do Estado com 800 milhões de euros

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O Governo angolano prevê capitalizar empresas que integram o Setor Empresarial do Estado (SEP) com 70 bilhões de kwanzas (400 milhões de euros) em 2017, segundo a proposta de Orçamento Geral do Estado (OGE).

Este valor soma aos 80 bilhões de kwanzas (455 milhões de euros) que o Governo inscreveu no OGE de 2016 revisto e aprovado em setembro, para injetar na capitalização de empresas públicas angolanas – existem 75 -, conforme números compilados hoje pela Lusa.

Alguns economistas e o próprio Fundo Monetário Internacional estimam que a dívida pública da administração central do Estado e das empresas públicas, incluindo a TAAG ou a Sonangol, ultrapasse os 70% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017.

De acordo com informação transmitida em setembro último pelo Instituto para o Setor Empresarial Público (ISEP), apenas oito destas empresas tiveram, na altura, os processos de prestação de contas homologados e aprovados sem reservas pelo Governo, num universo das 75 que apresentaram as contas de 2015.

Das empresas que compõem o SEP, 53 fecharam as contas naquela altura, enquanto as restantes 47 realizaram auditorias. Um total de 29 empresas públicas viram as contas homologadas.

Angola é o maior produtor de petróleo em África e vive uma profunda crise financeira e económica decorrente da quebra nas receitas com a exportação de crude, que caíram para metade desde finais de 2014, afetando toda a economia.

O Governo angolano prevê para 2016 um crescimento económico de apenas 1,1% e em 2017 cerca de 2,1%, segundo a proposta de OGE em discussão nas comissões parlamentares de especialidade até dezembro.

Estão previstas receitas e despesas, para todo o ano de 2017, de 7,307 biliões de kwanzas (41,7 mil milhões de euros). Neste caso, as receitas serão financiadas com 3,142 biliões de kwanzas (17,9 milhões de euros) de endividamento do Estado.

Em todo o próximo ano, Angola prevê produzir 662 milhões de barris de petróleo, setor que deverá render à economia (PIB petrolífero), nos cálculos do Governo, 3,753 biliões de kwanzas (21,4 mil milhões de euros), numa previsão de 46 dólares por barril, contra os 40,9 dólares estabelecidos para 2016.

O PIB angolano – toda a riqueza produzida no país – deverá crescer para 19,746 biliões de kwanzas (112,7 mil milhões de euros) no próximo ano.

 

http://noticias.sapo.cv/info/artigo/1491864.html