Angola quer controlar o preço das passagens aéreas

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A situação do país está difícil, mas as empresas aéreas não estão preocupadas, como  o objetivo delas é sempre lucrar, praticam preços abusivos. As autoridades angolanas decidiram controlar os preços .

Muitas empresas tem preços diferentes para fazer o mesmo deslocamento com o mesmo custo mas na hora de cobrar dos consumidores angolanos cobram mais caro, para disciplinar o mercado e proteger os passageiros, uma vez que as companhias aéreas, principalmente estrangeiras, estabelecem tarifas nem sempre reais, foi aprovado um decreto presidencial para para adequar a legislação em vigor às exigências do mercado e definir, com clareza, as condições e procedimentos para o acesso e exercício da atividade de transporte aéreo regular e não regular doméstico e internacional.

 

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Moxico tem gestão elogiada pelo presidente de Angola

Kumuênho da Rosa , Samuel António , José Rufino e Lino Vieira | Luena
23 de Junho, 2016

Fotografia: Francisco Bernardo

A escassez de recursos financeiros decorrente da quebra das receitas do Orçamento Geral do Estado, principalmente do sector petrolífero, é um problema real no país, mas não pode ser pretexto para a inércia ou a improdutividade, defendeu ontem o Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

 

Num breve discurso a introduzir a sessão conjunta das comissões Econômica e para a Economia Real, no Moxico, e após ouvir o governador provincial João Ernesto dos Santos, o Presidente da República falou da preocupação do Governo em relação à execução da carteira de investimentos públicos na província numa conjuntura econômica adversa, em que a escassez de recursos põe à prova a capacidade e criatividade dos gestores.
Antes de prometer apoio e atenção ao Governo do Moxico, a quem fez elogios pela forma “cuidadosa e parcimoniosa” como procura fazer a gestão dos escassos recursos que tem, o Presidente da República falou da estratégia adoptada pelo Executivo para a saída da situação difícil que o país atravessa.
Na sua intervenção foi notório o cuidado do Presidente ao falar em“situação económica difícil” ou “adversa”, em vez de crise económica.
E nessa perspectiva, a província do Moxico, com terras férteis, numerosos rios, lagos e lagoas, e tantos outros recursos naturais, pode ter um papel determinante para alteração desse quadro no médio prazo.
O Presidente destacou que apesar dos constrangimentos relatados pelo governador João Ernesto dos Santos, quando fez a leitura do relatório do plano de desenvolvimento económico e social da província, é possível perceber que há um grande trabalho e os progressos são evidentes. “Temos que dar os parabéns por estes feitos”, assinalou.
O Chefe de Estado justificou a escolha do Luena para acolher a sessão conjunta das comissões Económica e para a Economia Real do Conselho de Ministros, com a “preocupação” do Executivo em relação a “alguns problemas que se têm agravado nessa província por causa da situação económica e financeira que o país vive”.

Bens exportáveis

O Presidente da República prometeu mais apoio à província do Moxico, mas antes explicou como ele deverá ser dado, e mais do que isso, o que espera da província, das autoridades locais e do sector empresarial privado, que tem um papel preponderante na estratégia para debelar os efeitos da escassez de recursos financeiros.
“Aqui, na província do Moxico, queremos dedicar atenção à produção e exportação de madeira. É possível fazer-se isso, tal como exportar o mel e também o arroz”, disse o Presidente José Eduardo dos Santos, lembrando que esta circunscrição da região Leste do país já produziu perto de 70 mil toneladas de arroz por ano, só de agricultura familiar.
O Chefe de Estado destacou que no quadro actual era expectável, nessa região, uma situação mais dramática dada a escassez de recursos financeiros e outras dificuldades. Mas, referiu, a província do Moxicoproduz alimentos e vive essencialmente do que produz.

Ambiente complicado

Uma das notas de destaque nessa visita do Presidente da República ao Moxico, foi a referência que fez sobre as contribuições da Sonangol ao Tesouro Nacional. Falando de forma pausada e para dissipar quaisquer equívocos, o Presidente José Eduardo dos Santos explicou como a razão da falta de recursos e como a queda do preço do petróleo no mercado internacional se refletiram na capacidade da Sonangol de contribuir para o Tesouro Nacional e para redução do fluxo de divisas no sistema financeiro nacional.
O Orçamento Geral do Estado para 2016 aprovado pela Assembleia Nacional foi calculado com base no preço de referência do barril do petróleo a 45 dólares. Só que em Fevereiro o preço do petróleo no mercado internacional chegou aos 28 dólares o barril, o que agudizou ainda mais a crise já que a venda do petróleo é a principal fonte de receitas do OGE, contribuindo com cerca de 60 por cento.
Com o preço em baixa, a concessionária nacional de hidrocarbonetos ficou sem condições de garantir recursos para o OGE. “Desde Janeiro que o Tesouro Nacional deixou de receber receitas da Sonangol, porque ela não está em condições de o fazer”, declarou o Presidente antes de sublinhar que sem os 60 por cento de receitas do sector petrolífero,restou apenas o sector não petrolífero, com as alfândegas a serem a principal fonte.

Menos receitas

Com uma economia fortemente dependente de importações, era de esperar que as alfândegas perdessem também capacidade de arrecadação de receitas, pela cobrança de serviços aduaneiros, uma vez que sem divisas não se importam bens, muito menos se contratam serviços de especialistas expatriados.
“Como as importações diminuíram drasticamente, também diminuíram as receitas dos serviços aduaneiros. Isso para perceber como fazemos a gestão, num ambiente extremamente complicado, em que não há divisas”, frisou. O Presidente da República lembrou que foi precisamente para sair da“situação econômica difícil em que nos encontramos”, que o Governo adotou uma estratégia com o objectivo de diversificar a economia, aumentando a produção interna e reduzindo gradualmente as importações.
Mas o Presidente tratou de esclarecer o que, afinal, se quer com a diversificação e o aumento da produção. “Queremos sobretudo produzir outros bens, para além do petróleo, para exportar”, declarou o Chefe de Estado, sublinhando tratar-se de uma tarefa estratégica. “Temos que produzir outros tipos de bens para exportar e para não depender só do petróleo”.
No relatório apresentado ao Presidente da República, o governador do Moxico, João Ernesto dos Santos, elencou os principais constrangimentos do seu Governo. Falou do mau estado das vias de comunicação, que condiciona a circulação de pessoas e mercadorias e inibe o investimento. Falou também da degradação acentuada das vias secundárias e terciárias no interior da província que estão há mais de30 anos sem beneficiar de obras de manutenção.

Quotas em falta

João Ernesto dos Santos falou ainda da não atribuição de quotas financeiras no valor de mais de quatro mil milhões de kwanzas, para o pagamento de empreitadas que constam no PIP, como sendo escolas e residências no âmbito do projecto de 200 fogos habitacionais por cada um dos municípios.
O incumprimento dessas obrigações contratuais, por parte do Governo provincial, disse João Ernesto dos Santos, tem provocado sérios embaraços na actividade dos empreiteiros de obras públicas e dos fornecedores, que depois de tantas reclamações acabam por desistir das obras.
Um outro problema apresentado por João Ernesto dos Santos Liberdade prende-se com a insuficiência de professores, médicos e outros técnicos, para dar cobertura à rede escolar, que cresceu muito, assim como a rede sanitária.
O governador alertou ainda para a necessidade de intervenção urgente do sector de urbanismo e construção, já que a cidade do Luena e bairros periféricos correm o risco de verem residências e infraestruturas públicas destruídas pelas ravinas já na próxima época chuvosa.

Mais energia para crescer

João Ernesto dos Santos apresentou ainda como propostas, durante o encontro, a necessidade de aumento de 40 megawatts de produção de energia eléctrica para fazer face ao crescimento da cidade do Luena. O governador defendeu também que sejam contemplados os municípios do Alto Zambeze, Luau, Bundas e Luchazes, tendo em conta as respectivas localizações e o papel que irão desempenhar no quadro do desenvolvimento político e econômico-social da província.
O governador defendeu ainda uma maior atenção ao setor da indústria e à operacionalização do Aeroporto do Luau, inaugurado pelo Presidente da República em Fevereiro do ano passado.

Momentos que marcaram a visita ao Luena

Eram 9h30 quando a aeronave que transportava o Presidente da República aterrou na pista do Aeroporto Comandante Dangereux, no Luena. Junto à pista estavam milhares de populares que proporcionaram ao ilustre visitante um autêntico “banho de multidão”. Com cânticos e palavras de ordem, os populares gritavam “Dos Santos amigo, Moxico está contigo, Angola está contigo”, e agitavam bandeiras, lenços e chapéus, numa demonstração de carinho ao Presidente de todos os angolanos.
Ainda no aeroporto, o Presidente teve um ritual especial de boas vindas, característico dos povos Luvale, apenas reservado aos reis e entidades entronizadas com a vontade da maioria. O Presidente tirou do bolso um valor monetário e colocou-o num balaio no chão. Enquanto isso formou-se um semi-círculo para dança dos tchileya – espécie de palhaço na tradição luvale -, ao som da katchatcha – instrumento musical típico feito à base de tronco de árvore-, e de batuques.
A ida ao complexo turístico cultural “Monumento à Paz”, local que acolheu a sessão conjunta das comissões Econômica e para a Economia Real, foi outro momento de grande simbolismo nessa visita do Presidente ao Moxico. O próprio empreendimento foi construído para homenagem aos angolanos que tornaram a paz uma realidade em Angola e com ela a estabilidade política e social, onde o Presidente José Eduardo dos Santos é uma figura incontornável desse processo. Daí a razão para a forte concentração de pessoas na fachada exterior do complexo, com cartazes dizendo “Zé Dú a escolha certa para a juventude” e “Moxico está com o Presidente”. José Eduardo dos Santos foi recebido ao som da música “Tata tunakuzangetueya”, que em português significa “papá vem, porque te amamos”.

Moxico diz presente!

Após dirigir os trabalhos da Equipa Econômica, o Presidente visitou uma pequena exposição de produtos do campo, representativos do potencial de cada município da província do Moxico. Foram exibidos produtos como a madeira em toro e trabalhada, mandioca, batata-doce e rena, banana, feijão, arroz, jinguba, mel e peixe caqueia. Era o Moxico a dizer o que pode produzir para ajudar a diversificar a dieta alimentar e a arrecadar receitas com a exportação.
A entrega de meios a antigos combatentes foi outro dos momentos da jornada do Presidente  na província do Moxico. O Chefe de Estado entregou tractores, enxadas, fertilizantes e pequenas embarcações para a pesca continental. Para as autoridades tradicionais, jovens e pessoas com deficiência, o Chefe de Estado fez a entrega de arcas, geleiras, cadeiras de rodas, canadianas, rádios, antenas parabólicas, geradores, televisores e material didático.

Agenda partidária

Antes de deixar o Moxico, o Presidente José Eduardo dos Santos teve um momento privado, que dedicou à agenda partidária. Durante cerca de 30 minutos, o líder do partido majoritário, que em Agosto realiza o seu Congresso ordinário, trabalhou com os responsáveis locais do partido.
De recordar que nas três eleições democráticas e multipartidárias realizadas na história do país, 1992, 2008 e 2012, o MPLA venceu sempre por números expressivos no círculo eleitoral do Moxico.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/moxico_tem_gestao_elogiada

Caminhões do Malawi atacados em Moçambique

  • André Baptista

Malawiano durante escolta Tete-Manica. 20 Junho 2016

Malawiano durante escolta Tete-Manica. 20 Junho 2016

Ataques atribuídos à Renamo.

Dois caminhões tanques do Malawi foram alvejados a tiros na manhã desta segunda-feira, 20, durante um ataque supostamente de homens armados da Renamo a uma coluna de viaturas,escoltadas pelo exército moçambicano na zona próxima ao cruzamento de Macossa, junto a N7, na província de Manica.

O ataque testemunhado pela VOA incidiu contra dois caminhões de transporte de combustível, de matricula malawiana, que seguiam na coluna de viaturas que fazia o troço Changara (Tete) – Vanduzi (Manica), na escolta militar ativada há duas semanas.

O incidente ocorreu na zona entre Nhassacala e cruzamento de Macossa, quase na metade do troço de cerca de 250 quilómetros, onde as forças de defesa e segurança fazem a permuta das duas escoltas, que partem em simultâneo nos dois extremos das províncias de Tete e Manica.

“Os tiros foram disparados quando aproximávamos ao cruzamento de Macossa, tendo partido os vidros das janelas e um retrovisor das viaturas. Os motoristas não foram atingidos e a coluna nem parou devido aos disparos”, contou à VOA um dos camionistas alvo dos disparos.

Enquanto se fazia a permuta das escoltas, prosseguiu a mesma fonte, “não houve nenhuma assistência por parte das forças governamentais que faziam a escolta”, adiantando que a longa extensão das colunas propicia incursões esporádicas dos atacantes.

Na semana passada, o ministro dos Transportes do Malawi afirmou que cinco caminhões com mercadorias para Moçambique foram incendiados nos últimos dias por alegados homens Renamo no centro do país, estando Lilongue a ponderar deixar de usar estradas moçambicanas.

O Malawi usa o Porto da Beira, no centro de Moçambique, e as estradas que passam por Moçambique para escoar os seus produtos para o mercado internacional.

No troço onde foi activada há duas semanas a escola das forças de defesa e segurança, a VOA testemunhou um cenário de guerra, com vários camiões incendiados pela rua, incluindo dois camiões tanques carregados de combustível ainda em chamas, perto do rio Cagole, no sentido Nhampassa-cruzamento de Macossa.

Ainda segundo apuramos, as forças governamentais e o suposto braço armado da Renamo confrontaram-se hoje na zona de Nhamuzinga, o que forçou a evacuação da população de Chiuala, cujo mercado e habitações estavam desertas e o local ocupado pelo exército.

A Polícia de Manica ainda não reagiu ao incidente.

http://www.voaportugues.com/a/camioes-do-malawi-atacados-em-mocambique/3383973.html

Moçambique: China eleva parceria com o país para estatuto único fora da Ásia

Pequim – O Acordo de Parceria e Cooperação Estratégica Global, assinado na quarta-feira pelo presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, e pelo seu homólogo chinês, Xi Jinping, torna Maputo num caso único para a diplomacia chinesa fora da Ásia.

PRESIDENTE DE MOÇAMBIQUE, FILIPE NYUSI,(ESQ.) APÓS A AUDIÊNCIA COM O SEU HOMÓLOGO CHINÊS, XI JINPING.

FOTO: KIM KYUNG-HOON

Além do país africano, apenas Cambodja, Laos, Birmânia, Tailândia e Vietname – todos países vizinhos da China – celebraram o mesmo acordo com Pequim.

O documento, que estabelece os 14 princípios que deverão nortear as relações bilaterais, prevê fortalecer os contactos entre o exército, polícia e serviços de inteligência dos dois países.

Pequim compromete-se assim a ajudar Maputo a reforçar a capacidade de Defesa nacional, salvaguardar a estabilidade do país e formar pessoal militar.

Estipula ainda o comércio de armamento, equipamento e tecnologia, numa altura de renovada tensão político-militar entre o Governo da Frente de Libertação de Moçambique Frelimo e a Renamo.

Durante as conversações entre Xi e Nyusi, decorridas no Grande Palácio do Povo, no centro de Pequim, o presidente chinês lembrou o papel da China na libertação nacional de Moçambique.

“A amizade (entre os dois países) surgiu da luta conjunta contra o imperialismo e o colonialismo”, sublinhou.

A China apoiou os guerrilheiros da Frelimo na luta contra a administração portuguesa e foi um dos primeiros países a estabelecer relações diplomáticas com Moçambique, logo no próprio dia da independência, 25 de Junho de 1975.

No aspecto econômico e comercial, o mesmo acordo dedica ainda uma cláusula à iniciativa chinesa Rota Marítima da Seda do século XXI.

O termo refere-se a um gigante plano de infraestruturas que pretende reativar a antiga Rota da Seda entre a China e a Europa através da Ásia Central, África e sudeste Asiático.

Neste sentido, os dois países devem cooperar nas áreas transporte marítimo, construção de portos e zonas industriais portuárias, aquacultura em mar aberto e pesca oceânica.

A China divide em 16 categorias os acordos de parceria que estabelece com países estrangeiros.

Filipe Nyusi realiza esta semana a sua primeira visita oficial à China, o principal credor de Moçambique.

Desde 2012, o país asiático aumentou em 160% o financiamento a Maputo, segundo dados citados pela imprensa moçambicana.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2016/4/20/Mocambique-China-eleva-parceria-com-pais-para-estatuto-unico-fora-Asia,c49e4836-df92-4350-93b6-fc945e42a713.html

Afra airways pretende inciar operações no Burundi

AfricaRwandaBurundi

A Afra Airways, a nova companhia aérea do Burundi, com capital maioritário espanhol e sede e base de operações na capital Bujumbura, pretende iniciar operações em finais de Agosto ou em Setembro.

Numa fase inicial a transportadora planeia fazer ligações entre a capital do Burundi e Nairobi, Dar el Salaam, Kilimandjaro, Zanzibar, Addis Ababa, Entebbe, Juba, Kigali Lusaka e Lubumbashi.

As ligações vão ser feitas em aeronaves Embraer, depois de investimentos na ordem dos 5,25 milhões de euros, sendo os bilhetes distribuídos com a World Ticket através do GSA espanhol Summerwinds.

A companhia aérea é reconhecida pelo Ministério de Transportes do Burundi e, entre as licenças aprovadas para o seu funcionamento, planeia abrir a primeira Escola de Formação Aeronáutica do Burundi, a construção de um hangar em terrenos cedidos pela aviação civil local e, num futuro próximo, aceder a uma licença de handling no Burundi.

A companhia anunciou ainda que também está em negociações com os governos do Uganda e da Tanzânia, “que carecem de companhia aérea de bandeira actualmente”.

O controlo acionista da Afraair pertence a Manuel Pereira, que nos seus 30 anos no sector trabalhou na criação e desenvolvimento da Emitur, e conta com profissionais espanhóis nos departamentos de operações, formação, qualidade, manutenção e técnico.

http://www.presstur.com/empresas—negocios/aviacao/afra-airways-pretende-iniciar-operacoes-em-finais-de-agosto-ou-em-setembro/

Aside

“Iona” reforça a frota da TAAG

Gabriel Bunga |
2 de Maio, 2016

Fotografia: Kindala Manuel

Com a recepção ontem do avião baptizado “Iona”, a transportadora aérea nacional, TAAG-Linhas Aéreas de Angola, tornou-se no maior operador do Boeing 777, conhecido por “Triple Seven” em toda a região da África Austral.

 

A companhia de Transportes Aéreos de Angola (TAAG) vai aumentar as rotas intercontinentais e regionais em breve, com a chegada ontem do novo avião Boeing 777-300, ao Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda.
O novo aparelho, denominado “Iona”, em homenagem ao Parque Nacional do Iona, localizado na província do Namibe, chegou a Luanda às 12h30, depois de 16 horas de voo, a partir da cidade de Seattle, nos Estados Unidos.
Os ministros dos Transportes, Augusto Tomás, e do Interior, Ângelo da Veiga Tavares, prestigiaram a cerimónia da chegada da aeronave. O ministro dos Transportes disse à imprensa que a chegada do novo aparelho da TAAG vai permitir aumentar as rotas operacionais. Augusto Tomás referiu ainda que vai ser possível reduzir os custos operacionais da companhia. A chegada de mais um aparelho da Boeing, disse o ministro, enquadra-se no programa de reforma em curso naquela companhia. “A TAAG, como um dos eixos fundamentais desse programa de reforma, está a dar passos muito firmes de modo a tornar-se numa companhia líder aqui na região”, frisou.
A nova aeronave é a primeira dos dois aparelhos recentemente adquiridos à Boeing. O ministro disse que a chegada do segundo aparelho está prevista para este ano. O programa de reforma nos transportes aéreos abrange as áreas aeroportuária, construção de novos aeroportos, gestão e manutenção dos aeroportos.
O trabalho que está a ser feito no programa de reforma corresponde às exigências da União Europeia, acerca do rigor a nível da segurança internacional. O órgão regulador do sector aéreo, INAVIC, está também a beneficiar de reforma para que a sua tarefa de supervisão e acompanhamento e fiscalização das companhias que operam no país seja mais eficiente.

O ministro dos Transportes referiu que o balanço sobre a parceria entre a TAAG e a Emirates, sobre o programa de gestão e controlo, é positivo. “Está a ser executado com muito profissionalismo. Estamos satisfeitos com os resultados alcançados até ao momento.

São seis meses de trabalho e o balanço é positivo”, disse.
O aparelho Boeing 777-300 partiu da cidade de Seattle, Estados Unidos, às 20h00, fez um voo directo de 16 horas, sob o comando de uma tripulação angolana. O comandante Manuel Traça disse que o voo foi tranquilo e que para os pilotos angolanos não há diferença em voar com o novo aparelho, pois o país já tinha aviões do mesmo modelo.

https://wordpress.com/post/ivairs.wordpress.com/12131

Aside

Emirates Airline liga a América do Sul a Dubai, Filipinas, além de Ásia, Austrália e África

A Emirates Airline firma seu compromisso com o mercado brasileiro, mantendo investimentos, fortalecendo sua marca e aproximando cada vez mais os Emirados Árabes Unidos do Brasil. Em visita ao País, Hubert Frach, vice-presidente sênior de operações comerciais no Ocidente e responsável pelo desenvolvimento comercial de negócios na Europa, Américas e África; e Rob Gurney, vice-presidente sênior de operações comerciais para as Américas; juntamente com Stephane Perard, diretor geral para o Brasil, receberam o Brasilturis Jornal para uma entrevista e garantiram “viemos para ficar, pois acreditamos no Brasil”.

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Prova disso é o lançamento de tarifas especiais exclusivamente para os viajantes brasileiros em diversos destinos da malha aérea internacional da Emirates. Por tempo limitado, a companhia oferece tarifas promocionais tanto para a classe econômica quanto para a classe executiva partindo de São Paulo ou Rio de Janeiro para destinos como África, Extremo Oriente, Oriente Médio, Sudeste Asiático e Dubai. Os bilhetes devem ser reservados até o dia 1 de maio, para viagens entre 2 de maio e 11 de dezembro de 2016. Todas as viagens devem ser completamente realizadas até 20 de janeiro de 2017. Os passageiros podem efetuar o pagamento em até nove vezes sem juros.

“Acreditamos no Brasil e nosso foco continua sendo otimizar a conectividade, oferecendo menos tempo de espera, ligando a América do Sul a Dubai, Filipinas, além de Ásia, Austrália e África. Investimos nos melhores serviços de entretenimento, wi-fi a bordo e alimentação para oferecer uma experiência completa ao viajante”, pontuou Frach.

Incentivo aos agentes de viagens

Para participar da campanha de incentivo vigente denominada ‘Vendi Dubai’, os agentes de viagens devem realizar o cadastro de cada venda de pacotes para Dubai no site vendidubai.com.br até o dia 21 de outubro. Os pacotes devem ser exclusivamente com voos da Emirates, mesmo que haja outros destinos envolvidos na viagem, devem contar com a estadia de pelo menos duas noites na cidade e serem operados por uma das 15 operadoras participantes. O regulamento completo está no site da campanha.

“Viajar está no DNA do brasileiro e a procura por viagens através da Emirates vem aumentando a cada ano. A parceria com os agentes de viagens é fundamental, educando o viajante, trazendo o destino para mais perto. Realizamos uma campanha similiar em 2014 e foi um sucesso. Por essa razão resolvemos repetir, incentivando e levando o conhecimento para uma verdadeira experiência em Dubai”, explicou Perard.

Segundo Gurney, no momento, não serão implementadas novas rotas com saídas do Brasil, “mas estamos sempre atentos às oportunidades. Sabemos que situações econômicas e políticas não estão sob nosso controle, mas podem ser alteradas rapidamente. Havendo boas oportunidades, estaremos preparados para investir”, finalizou o executivo.

“Viemos para ficar”, garante Emirates

 

Angola com grandes investimentos em infraestruturas na África Austral

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Gaberone – Angola tem investido fortemente em grandes infraestruturas como resultado da gestão dos seus recursos naturais, com vista a garantia do desenvolvimento sustentável da sua economia, afirmou, em Gaberone (Botswana), o deputado angolano Salomão Xirimbimbi, durante a 12ª reunião regional da Assembleia Parlamentar Paritária ACP-EU.
 
 
 
Falando durante a abordagem do tema a “Gestão dos Recursos Naturais”, o deputado pela bancada do MPLA, que chefiou uma delegação que participou na Assembleia Paritária que reuniu parlamentares da Região Austral e representantes da União Europeia (EU), referiu que o governo angolano criou um programa de investimentos que têm absorvido vários biliões de dólares do Orçamento do Estado.
 
Salomão Xirimbimbi salientou a construção, no domínio energético, de novas barragens hidroeléctricas como a de Laúca e a ampliação de outras, entre as quais Kambambe, que verá a sua capacidade aumentada em cinco vezes.
 
Revelou o parlamentar angolano que o programa governamental prevê a implantação no total de 7.000 MW de capacidade de produção de energia, o que representa um acréscimo de seis vezes mais a actual.
 
No domínio das infra-estruturas ferroviárias, o governo angolano concluiu já, segundo o deputado, a fase de recuperação das linhas férreas dos três principais corredores (Benguela, Malanje e Namibe), tendo direccionado os investimentos públicos em outras áreas como a criação de plataformas logísticas e a construção e recuperação de ramais ferroviários para as grandes indústrias.
 
O parlamentar angolano destacou ainda os investimentos nos domínios aéreo (construção de raiz do novo aeroporto de Lunda), portuário (construção de novos portos de Luanda, Cabinda e Porto Amboim), rodoviário (construção e reabilitação de cerca de 5 mil quilómetros de estradas) e das águas (aumento capacidade para 1,029,095 m3/dia como disponibilidade global de água para consumo humano).
 
A delegação angolana foi integrada também pelos deputados Julião Teixeira (MPLA) e Adalberto da Costa Júnior (UNITA) e participou igualmente no debate de outros temas, tais como: Integração e Cooperação Regionais; Agricultura e Segurança Alimentar na região, Aprovisionamento e Necessidades Energéticas e; Violência no Género.
 
O evento visou a concertação de ideias entre as diversas representações, que serão levadas à plenária da Assembleia parlamentar ACP/EU a realizar-se em Windhoek (Namíbia), em Junho próximo.
 
A Assembleia Paritária Parlamentar é uma organização composta por 78 representantes da União Europeia e o mesmo número de representantes dos Estados da África, Caraíbas e Pacifico (ACP) signatários do Acordo de Cotonou, e que se reúne regularmente com o objectivo de promover a interdependência Norte/Sul.
 
 
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Cabo Verde tem novo Governo: Primeiro Ministro promete determinação e firmeza para ultrapassar desafios

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O novo primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, garantiu esta sexta-feira à noite, durante a cerimónia de posse do seu Governo, que vai com determinação e firmeza trabalhar para dar solução aos desafios que a economia global impõe ao país. Foi em tom optimista que Correia e Silva referiu haver no país “uma gama de oportunidades que deverão se exploradas”. O chefe do Governo reafirmou os “compromissos” que apresentou na sua Plataforma Eleitoral, principalmente a criação de 45 mil empregos nos cinco anos da sua legislatura. Já o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que conferiu posse a Correia e Silva, disse que dificilmente haverá período de graça e pediu ao novo Governo que comece a trabalhar para o país.

Cabo Verde tem novo Governo: PM promete determinação e firmeza para ultrapassar desafios

No seu discurso de posse, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse que está ciente da “difícil situação” econômica e financeira do país, agravada pelo contexto externo “particularmente difícil, complexo, incerto e exigente”.

Mas garantiu determinação e firmeza para ultrapassar os desafios da economia global. E é nesta linha que Correia e Silva voltou a reiterar a sua promessa de criar 45 mil empregos, nos próximos cinco anos, para fazer face ao desemprego, um dos seus maiores desafios da sua legislatura. Ulisses Correia e Silva assegurou que não irá elaborar nem tão-pouco financiar programas para gerir a pobreza, porque, vai, sim, acabar com ela, prometeu.

O novel Primeiro Ministro fez uma revisão dos seus “compromissos” em áreas como ambiente de negócio, segurança jurídica, fiscalidade, instrumentos de financiamento, melhor sistema de transportes, energia, qualificação dos recursos humanos, flexibilidade do mercado laboral, acordos estratégicos em sede de concertação social, cooperação, combate à insegurança, regionalização, saúde, segurança alimentar, proteção social, habitação, ambiente político, entre outros.

Estes são desideratos que Silva quer atingir para o bem de Cabo Verde, porque segundo reafirmou, o seu executivo vai governar para todos os cabo-verdianos. O líder do MpD em tom optimista realçou que acredita em Cabo Verde. Também agradeceu ao Governo cessante pelos “relevantes serviços” prestados ao país. Palavras corroboradas pelo presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que conferiu posse ao novo Governo.

Aliás, esta é uma das obrigações constitucionais que assume “com inegável prazer”, referiu Jorge Carlos Fonseca, destacando que “o Governo Constitucional e o Parlamento foram eleitos sob o signo do civismo, da tolerância e do respeito pelas diferenças”.

O Mais Alto Magistrado da Nação destacou que “as expectativas dos cabo-verdianos para com este Executivo são enormes e as pressões vão ser muitas”. Pelo que, no seu entender, muito dificilmente o Governo de Ulisses Correia e Silva poderá gozar do dito período de graça, porque terá de entrar logo a trabalhar para o bem do país. No entanto, aproveitou para lembrar aos cidadãos que é legitimo exigirem a materialização da Plataforma Eleitoral de Correia e Silva, mas sublinhou que “não se fará tudo ao mesmo tempo”.

Sanny Fonseca

http://www.asemana.publ.cv/spip.php?article117972&ak=1

Aside

Moçambique precisa de 11,6 bilhões de dólares para obras públicas

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Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, visita África do Sul à procura de investimentos.
O ministro moçambicano dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, afirmou que o país precisa este ano de 11,6 bilhões de dólares para a construção de estradas, pontes, ferrovias e aeroportos.

Mesquita apelou nesta quarta-feira, 20, em Joanesburgo aos empresários sul-africanos para investirem no desenvolvimento de infraestruturas dos transportes e comunicações em Moçambique num seminário promovido pela embaixada moçambicana na África do Sul.

Alguns participantes conhecem Moçambique e sabem que o pais enfrenta enormes desafios de falta de infraestruturas no sector dos transportes e comunicações.

Carlos Mesquita disse que estes desafios são oportunidades para investidores.

Para o ministro dos Transportes e Comunicações, a tensão política prevalecente no pais tem os dias contados, mas reconhece que provocou impacto negativo.

Mesquita revelou que Moçambique e África do Sul vão assinar nos próximos dias um memorando de entendimento no sector dos transportes e comunicações.

http://www.voaportugues.com/a/mocambique-obras…/3293997.html